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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Poeminha subversivo, por Sergio Saraiva

bandeira do Brasil

Ordem não é progresso.

A ordem não conduz ao progresso. A ordem conduz à estagnação.

A ordem é estática. A ordem é antinatural. O universo é fluxo.

O universo é expansão.

A ordem exige a energia inútil que não leva à transformação.

A ordem se antepõem à transformação.

Sem transformação não há progresso.

A ordem é a forma de manutenção do status quo.

Ordem é coisa de conservador decadente.

O caos exige mais energia que a ordem. Energia de ativação.

Mas o caos é o estágio intermediário da transformação.

Tudo tende a existir na sua forma de menor energia.

Assim, após cada transformação sucessiva, naturalmente, o universo estará em um estado menos ordenado e mais econômico de existência.

Por consequência, o caos devolverá ao universo mais energia do que a tomada para transformá-lo. Leia mais »

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Meninas não sabem tocar guitarra

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De ditabranda em ditabranda, a Folha em sua ciranda, por Sergio Saraiva

De Caracas à Barcelona, passando por Brasília, os fantasmas e a incoerência da Folha de São Paulo.

ditabranda

De ditabranda em ditabranda, a Folha em sua ciranda

por Sergio Saraiva

A partir de agosto de 2017, o jornal a Folha de São Paulo tomou uma decisão que tem o poder de mudar os rumos, se não da América Latina, pelo menos, da política externa brasileira. Em relação à Venezuela, passou a chamar de ditador a Nicolás Maduro – o presidente eleito do país vizinho e, por via de consequência, de ditadura o seu governo.

Que não existam dúvida, isso é determinação do dono do jornal, que já chamava Hugo Chaves - o presidente antecessor de Maduro - de caudilho.

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A cracolândia da Paulista, por Sergio Saraiva

Como qualquer outra droga, a intolerância política e social é um produto com um nicho de mercado já suficientemente descrito. Com perfis de usuários e traficantes conhecidos. Porém, como o álcool, tolerado por nossas autoridades.

MAM 2017 3

A cracolândia da Paulista, por Sergio Saraiva

O perfil do dependente

A coluna de Mônica Bergamo na Folha de 05 de outubro de 2017 traça o perfil dos que se manifestaram nas redes sociais em protesto e ataques ao MAM em função do homem nu em uma exposição de arte.

As informações foram coletadas pela empresa SocialQI que cuida da comunicação pessoal de João Doria nas redes sociais.

O perfil médio é composto por:

homens (62%), evangélicos (40%) e de direita (82%). Eles têm entre 35 e 44 anos, são brancos, casados, de classe média e com ensino superior. Cerca de 60% são de SP.

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Quem é o brasileiro que quer Lula preso?, por Sergio Saraiva

Uma questão de metodologia de amostragem da pesquisa Datafolha pode explicar o paradoxo da maioria dos brasileiros querer, ao mesmo tempo, Lula presidente e Lula preso.

Lula preso 2

Quem é o brasileiro que quer Lula preso?

por Sergio Saraiva

O paradoxo Lula

O jornal Folha de São Paulo nas edições de 01 e 02 de outubro de 2017 trazia um paradoxo. A maioria dos brasileiros quer Lula presidente, a maioria dos brasileiros quer Lula preso.

A edição da Folha de São Paulo da segunda-feira – 02 de outubro de 2017 - parecia ter sido planejada para criar um anticlímax nas hostes petista. Logo após a edição do domingo anterior, quando noticiou que Lula ganharia as eleições de 2018 qualquer que fosse seu adversário – inclusive o juiz Sergio Moro, o jornal trazia a manchete: “maioria no país quer Lula preso”.

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Pesquisa Datafolha: queremos Getúlio, por Sergio Saraiva

“Saudades do Lula” e rejeição a Sergio Moro – sinais de um novo queremismo?

Lula chega a depoimento

Pesquisa Datafolha: queremos Getúlio

por Sergio Saraiva

A pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro de 2017 – a um ano da eleição para presidente da República – não traz novidades. Mas mostra a consolidação de uma situação: Lula só não ganha se for impedido de concorrer.

datafolha 4 abr17

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Temer: um governo indestrutível, por Sergio Saraiva

Michel Temer, ministros e deputados da base aliada em café da manhã no Palácio da Alvorada (Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)
Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Por Sergio Saraiva

Quais são as forças e os interesses que mantêm Temer no poder?

“Hoje, deve ter muito pouca gente querendo sair na foto com o Temer”. A frase-síntese de Rubens Ricupero – diplomata e ex-ministro – sobre governo Temer contém uma constatação aparentemente óbvia, mas equivocada, e um paradoxo.

A constatação que seria óbvia é a de que um governo em que 92% da população não confiam, segundo a Pesquisa CNI de setembro de 2017 – não deveria teve ter muitos correligionários dispostos a se perfilarem com ele.

CNI IBOPE 2

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O factoide dos "recibos de Lula", por Sergio Saraiva

Da ficha falsa de Dilma aos "recibos de Lula", mais um caso onde a mídia se permite manipular informações.

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O factoide dos "recibos de Lula"

por Sergio Saraiva

Excitada por manchetes de jornais, as redes sociais estiveram agitadas com os "recibos do Lula".  Dois deles apresentavam datas que não existem no calendário, tais como, 31 de junho ou 31 de novembro. Seriam evidências de falsificação dos documentos.

Pouco adiantou lembrar que quem assina os recibos é o locador. Aliás, justamente a pessoa que acusava Lula de não ter pagos os aluguéis. Logo, se as assinaturas não são falsas, e até agora ninguém disse que não sejam verdadeiras, o erro seria dele - do proprietário do apartamento - e não de Lula.

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Sergio Moro e o cristal partido, por Sergio Saraiva

O que se quebrou entre Moro e os brasileiros?

Sergio Moro e o cristal partido

Sergio Moro e o cristal partido

por Sergio Saraiva

A pesquisa do Instituto Ipsos divulgada pelo Estadão em 24 de setembro de 2017 não traz boas notícias para o juiz Sergio Moro. Seus índices de desaprovação pela população nunca estiveram tão altos – 45%.

Ainda que quando comparado com os índices de outras personalidades pesquisadas, o índice de Moro pode não parecer tão ruim. Por exemplo, o malvado preferido de Moro – o ex-presidente Lula – tem um índice de rejeição, que mesmo em queda, é de 59%.

E Michel Temer é rejeitado por 94%. Mais do que o dobro do índice de Moro.

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Pesquisa Ipsos – Lula descolou do mau humor?

A pesquisa Ipsos de setembro de 2017 – divulgada pelo Estadão reforça um aspecto que já vimos aqui em outros momentos – o mau humor dos brasileiros. Lula pode ser a exceção.

Ipsos Estadão7

Quando comparados os resultados da pesquisa Ipsos de setembro de 2017 com os da pesquisa de setembro de 2016, todas as personalidades pesquisadas, incluindo o juiz Moro, tiveram aumento dos seus índices de rejeição – a exceção é Lula. E esse é um dado a se notar.

Se lembramos do quanto Lula está exposto a notícias negativas, isso pode ser, mas ainda não é certo seja, sintomático do que vem sendo chamado de exaustão do público em relação à perseguição movida contra Lula e, por conseguinte, uma reversão de sentimentos por ele. Leia mais »

Sem votos

A Divisão do Exército do general Mourão, por Sergio Saraiva

O Exército parece estar dividido. Isso não é exatamente novidade, para quem conhece a história da nossa República.

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A Divisão do Exército do general Mourão

por Sergio Saraiva

A posição do general Antonio Hamilton Mourão defendendo a possibilidade de uma intervenção militar no cenário político brasileiro causa espanto não somente relação ao aparente pouco cuidado para com óbvio efeito perturbador que teria no quadro de desgoverno nacional. Causa espanto principalmente por ser diametralmente oposta a posição expressa por seu superior hierárquico – o general Villas Bôas – comandante do exército.

Em 29 de julho de 2017, o Comandante do Exército - general Eduardo Villas Bôas - deu uma entrevista à Folha onde estabelece uma linha de conduta muito clara para a atuação do Exército, e por conseguinte, das Forças Armadas, em relação a atual crise.

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A volta dos "fardados", por Sergio Saraiva

No ambiente de anomia institucional em que vivemos, tudo do que não precisamos é da volta da indisciplina militar.general Hamilton

A volta dos "vacas fardadas"

por Sergio Saraiva

Que não reste dúvidas, é muito grave a fala do general Antonio Hamilton Mourão considerando a possibilidade de uma intervenção militar caso o “Judiciário não solucione o problema político". Trata-se, em última análise, de um ultimato à nação. Uma postura incompatível com um oficial da ativa e com sua obrigação para com a legalidade.

A técnica de “emparedamento”

E é também um claro ato de indisciplina. Indisciplina dirigida ao seu superior hierárquico – o comandante do Exército – general Eduardo Villas Bôas. Seria também um ato indisciplina ao Ministro da Defesa e ao Comandante em Chefe das Forças Armadas – o presidente da República, mas creio que, no caso, o general Hamilton Mourão os considere partes do “problema”.

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Brasileiro, profissão desesperança – a pesquisa CNT, por Sergio Saraiva

Em 2002, a esperança venceu o medo. Em 2018, a esperança precisará vencer a desesperança.

Lula pelo Brasil

Brasileiro, profissão desesperança – a pesquisa CNT

por Sergio Saraiva

Quando 96% dizem que o país está fora do rumo, 76% declaram estar sem perspectiva e 70% consideram que a situação não vai melhorar, será presidente quem trouxer a esse povo alguma esperança de futuro.

A Pesquisa CNT – setembro de 2017

A pesquisa CNT – Confederação Nacional do Transporte mostra, mais uma vez, que Lula só perde as eleições de 2018 se não deixarem ele se candidatar. Aliás nenhuma novidade – fora os momentos mais críticos dos estertores do governo Dilma – em nenhum momento houve qualquer dúvida sobre isso.

Mas que não se espere uma onda vermelha como na primeira eleição de Lula.

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Como chamaremos nós à procuradora de Curitiba?, por Sergio Saraiva

procuradora

Como chamaremos nós à procuradora de Curitiba?

por Sergio Saraiva

"Eu lhe pediria que o senhor, ex-presidente, se referisse ao membro do Ministério Público pelo tratamento protocolar devido"

Admoestação da procurada Isabel Cristina Groba Vieira ao presidente Lula por este tê-la chamado de “querida”.

 "Não sei, querida", foi a resposta dada pelo presidente a um questionamento da procuradora.

O assunto é velho de uns dias, mas lembrou-me a defesa que Gregório de Matos – advogado e poeta satírico conhecido como o “Boca do Inferno” – fez, em 1693, de um homem processado por um juiz por tê-lo chamado de “vós”. Ou seja, sem usar o “tratamento protocolar devido”.

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“Policia Federal - Foi mal aí...”, por Sergio Saraiva

“Policia Federal - foi mal aí...” – esse deveria ser o verdadeiro nome do filme sobre a prisão do presidente Lula.

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Há um aspecto do filme “Polícia Federal – a lei é para todos” que talvez tenha sido pouco explorado. Trata-se de um prematuro revisionismo histórico.

Isso porque a condução coercitiva do presidente Lula – ordenada pelo juiz Moro – além de um enorme erro de avaliação, resultou em uma grande cagada.

O jornal Folha de São Paulo – no dia seguinte a tentativa de prisão – trazia o editorial ”Vitimização” em que, ao mesmo tempo em responsabilizava Lula pelo seu próprio constrangimento, deixava claro o fracasso da Operação Aletheia – pelo menos quanto ao intento de prender o ex-presidente.

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Fotos

GloboDatafolha

Dilma X Dilma

guerra fria

Mesa redonda com Tio Rei

datafolhajulho14

Pesquisa CNI IBOPE

sabesp

Vídeos

Romário calado é um poeta. Ou, traíra não nada no Rio Tejo.

Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 

Pós-7 de setembro

Obsolescência Programada

Defamation

Documentos

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

 

Este é texto que provavelmente contém erros factuais, já que escrevo basicamente de memória. Não tem a intenção de documentar a história, mas sim, de questionar-me por que um político experimentado, após uma carreira longa, vacila no seu melhor momento.

Ocorre que no Brasil ainda não votamos em partidos e sim em nomes e um partido poder sequer existir na prática e, ainda assim, eleger um presidente. Leia mais »

EEUU 2011

EEUU, 2011

 

Da Carta Maior

 O pior acordo do mundo Leia mais »

Paternidade impossível

OPINIÃO

Paternidade impossível

O GLOBO  08/07/2011 

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Política paulista, problema, solução ou fase de transição?

 

A questão é que, para o bem e para o mal de São Paulo, tanto PT como PSDB foram, e são até hoje, em grande parte, fortemente paulistas. E esses dois partidos têm dirigido o Brasil nas duas últimas décadas.

Assim seus políticos têm já de início a esfera federal como alvo e não a construção de uma carreira local para depois alçar postos nacionais.

Foi assim que se construiu a política na redemocratização e principalmente após a morte de Tancredo. Leia mais »

Áudio

Sem colaborações até o momento.