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Hoje o Rio anoitecerá jogando dominó, no "botequim", por Rui Daher

Caros amigos, este paulistano que só não foi morar na Cidade Maravilhosa por que aí não arrumou emprego, em 23/06, estará no restaurante-bar "botequim", Rua Visconde de Caravelas, 22, no Botafogo, para autografar o livro de crônicas pretensamente bem-humoradas, "Dominó de Botequim". Ajudam muito pitadas autobiobráficas e as histórias de botecos e dominó, escritas pelos especialistas Luiz Fernando Juncal e Manoel Mendes Vieira. Não sou um hit carioca, mas aos amigos que comparecerem serei eternamente apaixonado.

Como compadrio saudável e honesto ainda existe e o MPF não considerou crime que valha delatar e premiar, abaixo três opiniões:

O prefácio de Luís Nassif

O papo de boteco de um cidadão do mundo

A crônica sempre foi a literatura do banal, a capacidade de dar um tratamento literário a cenas do cotidiano, de tirar um retrato de momentos, nos quais ficam desenhados sentimentos, informações, estados de espírito pontuais.

É a anti-história. Mas, por não se submeter a metodologias científicas, não se pretender o rigor acadêmico, é um retrato muito mais real do momento, das situações. Leia mais »

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Busca na internet mede riqueza no campo?, por Rui Daher, em CartaCapital

A genialidade do jornalista e escritor Ivan Lessa (1935-2012) ensinava que mais do que a boa escrita, importava o “caderninho de notas”, registro de situações do cotidiano que, mais tarde, não esquecidas, poderiam se transformar em crônicas, contos, poemas, romances. Depois que foi morar em Londres, passou a se divertir com a profusão de pesquisas de opinião divulgadas no Reino Unido. Divertia-se e nos divertia com as estultices nelas “provadas”. Leia mais »

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O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu, por Rui Daher

O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu

por Rui Daher

Poucas vezes discordei de alertas e conclusões do professor de Economia Política Internacional na Escola de Governo JFK, da Universidade de Harvard, Dani Rodrik. Verdade que o turco pouco comentou o Brasil, país que em raros momentos da História esteve entre as preocupações de scholars europeus e norte-americanos.

Junto a outro professor da mesma escola, Filipe Campante, escreveu artigo “O momento argentino do Brasil”, traduzido e publicado no Valor, em 09/06/2017.

Começa por reconhecer nossa economia em queda livre, associando-a às más gestão fiscal e corrupção. Critica os 36% de gastos do governo em relação ao PIB, fruto de “anos de frouxidão fiscal, obrigações com a seguridade social e baixos preços das commodities”. Por fim, aceita a dívida pública, agora em 70% do PIB, pelas altas taxas de juros prevalentes. Diz serem elas responsáveis por “grande parte da diferença de gastos entre o Brasil e países comparáveis".

Bate em tecla aqui já gasta. Benefícios sociais são frouxidão; juros altos são austeridade.

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Mazzaropi e a alma rural dos caipiras, por Rui Daher

Por Rui Daher

Em 13 de junho de 1981, morreu o ator e cineasta que trabalhou na agropecuária antes, dentro e depois das porteiras das fazenda. Foi agronegócio. 

Embora a quase 2 mil quilômetros de distância, Santo Antônio, cuja data se comemorou em 13 de junho, poderá ser originário de Lisboa, em Portugal, ou italiano de Pádua. Histórico ou mitológico o planeta será um só, desajustado, desigual, incongruente, mas de onde for, o santo ele continuará a ser casamenteiro.

Mesmo algumas chinas, ferrenhas feministas, na data, acorrerão às cestinhas de pães em suas igrejas. Em São Paulo, na Praça do Patriarca; no Rio de Janeiro, no Largo da Carioca; e assim por todos os lugares em que tal poder for creditado ao santo.

Não só. Em 13 de junho de 1981, o agronegócio brasileiro perdeu importante elo de sua cadeia. Aos 69 anos, faleceu o ator e cineasta Amácio Mazzaropi, que trabalhou na agropecuária antes, dentro e depois das porteiras das fazendas.

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A propósito de propósitos, por Rui Daher

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Foto: Evandroalv/Wikimedia Commons

Por Rui Daher

No BRD/FD, deste GGN, me esforço para responder a todos os comentários feitos sobre meus textos ou artigos. Aqui não admito o termo post, deixo-o para as redes sociais.

Tentei responder, hoje (15) à tarde, de meu celular, dentro do ônibus que me trazia de volta de Itapevi, município pobre na região oeste da Grande São Paulo. O veículo tremia muito, eu mais ainda, a vista esquerda lesada, e inábil não consegui. Foi pena. Naquele momento, a AK-47 dispararia com muito mais ódio do que agora em casa, saudáveis companhias.

Fora lá acompanhar um projeto de formação de mudas para plantio em praças, ruas, aldeias, em formas sustentáveis para os meio ambiente e comunidades locais. Tudo realizado por mãos e cabeças de crianças, orientadas por permacultores voluntários (tratem de conhece-los e darem o valor que têm).

Fernando Juncal, amigo, sei que conheces este Brasil que não conta como poucos. A região é tão pobre que nem mesmo tive coragem de ao meio-dia em ponto entrar num daqueles “bares de chacina”, como assim os chama nosso Márcio Alemão, e pedir uma dose de 51. Não por medo dos frequentadores, gente assim logo me vê, conversa, e fica amiga. Mas, sim, para minha indignação não sugerir aos instrutores trocarem os saquinhos de mudas a serem preenchidos com terra adubada por canivetes de assalto para uso nos guetos de luxo de Doriana Júnior, a capital do cashmere.

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A propósito de Luís Nassif em "A guerra entre os poderes", por Rui Daher

A propósito de Luís Nassif em "A guerra entre os poderes"

por Rui Daher

Se o leitor ouviu nesta semana as observações de Luís Nassif, percebeu estarmos em situação igual ou pior do que nos primeiros anos pós-ditadura. Na minha debochada opinião, apesar de tragédia, ao menos mais patética e risível, pelos personagens e corrupção nela envolvidos.

O jornalista acredita que se um grande pacto nacional não for feito, a decomposição do tecido social continuará, e esse desandar poderá terminar em nova intervenção militar.

Mas como se formará esse pacto? Neste ponto, todos nós começamos a coçar a cabeça, confusos. Com Temer a se estrebuchar em todos seus malditos atributos viscosos? Indicação indireta de Rodrigo “Luluzinha” Maia, Cármen “Nosferatu” Lúcia, ou de notas 6,5 vindas de nenhuma legitimidade? “Diretas Já”, Lula preso ou impedido de concorrer?

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Anêmonas Selvagens e Gilmar Mendes, por Rui Daher

 Agência Brasil

Há dois dias, depois de um surto nervoso num evento profissional, moscas que se transformam em anêmonas selvagens invadem minha vista esquerda. Logo pensei em teoria conspiratória. Até aí, o óbvio. Nunca seriam de direita. O oftalmologista avisa que só pode me ver na próxima terça-feira. Eles vivem em congressos, bem melhor do que “no Congresso”. Sugere que eu até lá use óculos escuros e evite as telas.

- Evito a quase todas, doutor, menos as que me dão o ganha-pão para pagar os seus serviços e as do prazer.

- Não acredito! Pornôs, Rui?

- Claro que não! GGN, CartaCapital, Face com amigos, WhatsApp, ofertas do “Dominó de Botequim”, futebol, as finais da NBA ... o quê mais poderiam ser?

- É que ouvi algumas referências ao seu machismo.

- Se deixaram de fora a masculinidade, tudo bem, doutor.

- Bem, Rui, algumas exceções não o farão piorar até nossa consulta. Há alguns anos paramos com o laser para a retinopatia. Como anda sua conduta glicêmica?
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Os insumos orgânicos e naturais ganham espaço, por Rui Daher

Os insumos orgânicos e naturais ganham espaço

por Rui Daher

Cresce o número de agricultores que percebem as limitações e impactos negativos dos agroquímicos convencionais

Este o lide de minha coluna desta semana em CartaCapital. Quando a escrevi ainda não tinha ido à BioBrazilFair, que está acontecendo no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, dos dias 7 a 10 de junho. Visitei-a ontem e fiquei impressionado com a afluência de público (o evento é gratuito), o número de produtores dedicados exclusivamente às produção e comercialização de orgânicos e as expressividade e seriedade de novos pesquisadores e associações voltados ao setor, com amplo desenvolvimento tecnológico e viabilidade econômica.

Nem mesmo critico a (des)organização, pois mesmo os responsáveis por ela devem ter ficado surpresos com a receptividade, inclusive internacional, do evento.

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O ser de esquerda? Ora, tão simples, por Rui Daher

Este samba vai para Elton Medeiros e Mauro Duarte, seus compositores, e a companheira em 45 anos, Cléo, que aniversaria hoje.

O pau quebrava. Lançado em 1968, no álbum “Samba na Madrugada, de Elton e Paulinho da Viola, a letra de “A Maioria sem Nenhum” segue assim:

Uns com tanto/Outros tantos com algum/Mas a maioria sem nenhum/Esta história de falar em só fazer o bem/Não convence quando o efeito não vem/ Porque somente as palavras não dão solução/Aos problemas de quem vive em tamanha aflição/Uns com tanto/Outros tantos com algum/Mas a maioria sem nenhum/Há muita gente neste mundo estendendo a mão/Implorando uma migalha de pão/Eis um conselho pra quem vive por aí a esbanjar/Dividir para todo mundo melhorar.

Viram? Nem precisei desenhar.

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Um Estado forte, mas desgovernado, por Rui Daher

Um Estado forte, mas desgovernado, por Rui Daher

“A par disso é preciso ter em conta que o Estado, criação humana e instrumento de seres humanos, não é bom ou mau em si mesmo, mas será aquilo que forem as pessoas que o controlarem” (Dalmo de Abreu Dalari, no prefácio da 2ª edição de ´Elementos de Teoria Geral do Estado’ – Saraiva, 1998).

Quando o professor Dalari publicou a 1ª edição do livro, em 1971, vivíamos o período mais cruel e violento da ditadura militar. Nas aulas de Política, nos barracões da Ciências Sociais/USP, logo virou parte da minha bibliografia, junto às críticas de Marx a Hegel.

Há mais de 40 anos, pois, quando muitos economistas e cientistas sociais, hoje pop-luminares da esquerda, nem haviam nascido, eu já me conformara à solidez desses escritos, entronizados a cada crise política que via acontecer no planeta.

Era aquilo mesmo. Estados fortes, construídos por histórias e culturas milenares ou recentes, em acordo com a opinião de suas sociedades, eram sempre ameaçados por caminhões na banguela desgovernados ladeira abaixo. Aqui, a atropelar a Constituição de 1988.

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Cafezais caseiros, por Rui Daher

Este “Pelinho” que está aqui na varanda de um cafezal em Muzambinho, montanhas mineiras, luz de lua e tela, noite excessivamente estrelada, pios e gritos animais aqui e ali, marca minha virada de maio para junho de 2017. Ele acompanha a minha escrita e o meu espírito. Parece interessado. O dono da fazenda e dele, dentro da casa escuta Renato Andrade na viola-vitrola.

Vocês não o conhecem. Idoso como eu. Antes, depois do jantar, autografo e dou-lhe como presente um “Dominó de Botequim”, explicando não ser um livro sobre política. Puta pretensão. Levanta e tira um livro de uma pequena estante: “Veja o que estou lendo”. A biografia do Carlos Marighella, do Mário Magalhães. Rimos.

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Nosso agronegócio é sustentável?, por Rui Daher

Nosso agronegócio é sustentável?

por Rui Daher

em CartaCapital

Alguém no Facebook: "a agricultura nunca será sustentável, pois na hora em que os alimentos se tornam mercadorias que usam os recursos naturais deixam de ser sustentáveis". Ops, pré-história ou extermínio?

Já mencionei a barafunda que hoje se faz com o termo sustentabilidade. Virou carne de vaca fraca, quase de joelhos. O tema, quando corretamente abordado, sem vieses políticos ou comerciais, é de extrema importância.

A Folha de São Paulo pensa que tem dois colunistas de agronegócios, Ronaldo Caiado e Marcos Sawaya Jank. Tem apenas um. O primeiro é um político de péssima cepa que nunca tratou do tema desde a sua estreia.

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Obrigado Joesley, por Rui Daher

Obrigado Joesley, por Rui Daher

Sim, os açougueiros Batista podem ser uns crápulas, como os Odebrecht, Andrade, Cerveró, Paulo Roberto Costa, Palocci, outros, mas foram eles que catapultaram o movimento pelas “Diretas Já”, como visto ontem na Princesinha do Mar, e que a cada dia poderá ganhar mais força e até mesmo vingar contra as constitucionalidades indiretas, agora usadas, embora esquecidas quando no impeachment de Dilma Rousseff.

Daí meu agradecimento, envergonhado é verdade, ao Doutor Joesley, sempre recomendado para a lateral-direita do Atlético ou do Cruzeiro.

O Rio de Janeiro sempre se caracterizou pela inconformidade. Desde Negrão de Lima, na época da ditadura militar. Para lá, foram Brizola e Darcy. Saturnino e Marcelo Alencar lá estiveram, como hoje estão Lindberg Farias, Jandira Feghali e Marcelo Freixo, artistas-pitangas que não têm medo da Rede Globo.

Para nós, em São Paulo, contam mais CUT, MTST, MST, e seus líderes clássicos. Ao Brasil afora caberá se manifestar de forma crescente, como aconteceu ontem no Rio de Janeiro, pela convocação imediata de eleições diretas.

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A subordinação do trabalho produtivo e de serviços ao capital financeiro, por Rui Daher

A subordinação do trabalho produtivo e de serviços ao capital financeiro

por Rui Daher

Este samba vai para Betty Friedan, Gloria Steinem e Germaine Greer. Aquele abraço!

Este um assunto que não precisaria ser discutido no Brasil. Vivemos séculos de predomínio selvagem do capital sobre o trabalho. No início, pelo extrativismo e depois, em sequência, pela agricultura e pastoreio por escravos, industrialização e mercantilismo exportador sem leis de proteção ao trabalho que, depois de regulamentado por Getúlio Vargas e reforçado pela Constituição de 1988, se tornou inimigo na formação de um capitalismo avançado quando, pelo contrário, deveria ser seu maior aliado.

Há pelo menos três décadas, entre os vários benefícios, inclusive para países produtores e exportadores de bens primários, aqui chegaram os “produtos” oferecidos pela especulação financeira.

Daí em diante, em cadeia (hoje literal) acobertada por arranjos que unem a aristocracia política e os coronéis da economia em busca de interesses próprios contrários aos do País, o pacto se fortaleceu, e do extrativismo exportador às FEBRABAN e FIESP, se sobrepôs aos direitos do trabalho, aí incluídos não apenas a paga pelo aluguel da mão-de-obra, mas a cidadania.

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Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”, por Rui Daher

Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”

por Rui Daher

Preferem? Melhor assim? Pelas reações negativas ao meu texto de ontem, publicado no BRD, Blog-Boteco Rui Daher, e sucursal FD, Fígado Diário, hospedados neste GGN, espero que o título-antípoda de hoje sirva de pedido de desculpas a quem tanto se indignou.

Quem me conhece sabe que sou uma moça e nunca ousaria ferir os estamentos da paróquia feminista, pois estaria ferindo a mim mesmo.

Enquanto escrevia já previa tais reações. Nojo, vergonha alheia, pior que o Danilo Gentili, mau gosto, merda, grossura. No fundo, censura e patrulha. A mesma que já acontecera quando postei um texto ilustrado pela foto de uma atriz linda em casto maiô. Disseram eu ter tratado a mulher como objeto. Brilhantes intelectuais que são, poderiam ter optado entre reificação (Marx) ou coisificação (Adorno).

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