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Um País que se recusa ao desenvolvimento, por Rui Daher

Um País que se recusa ao desenvolvimento

por Rui Daher

(Para o GGN)

Quando vi Luís Nassif se referir a APL logo pensei em, à direita, Associação dos Procuradores Lobotomizados, e à esquerda Amplificadores do Pensamento Livre. Mas, não. Qual minha surpresa ao ver que ele, ao mencionar Nova Serrana (MG), tratava dos Arranjos Produtivos Locais, modelo que, durante anos (podem pesquisar), defendi como caminho vital para o desenvolvimento do Brasil? Se nosso forte é a produção de bens primários, principalmente os agrícolas, e em nossos mais de cinco mil municípios a grande maioria parte dessa atividade, por que não “arranjá-la” para um mercado interno e externo de maior valor agregado e de melhor renda para as populações locais?

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Os meus leoninos, por Rui Daher

Leoninos queridos, durante anos estivemos juntos, em algum dia do mês de agosto, em minha casa, para festejar nossos aniversários. A primeira amiga, Ticha Godoy, é do dia12. É, pois, a primeira a ser homenageada. Depois, viriam o Dino (15), churrasqueiro, chapeiro e leitor inveterado; Eduardo (também, 15), o mais lúcido agrônomo do Brasil; eu (16); e o Betinho (18), o mais antigo amigo que, aristocrata de Higienópolis, não fosse um lorde, hoje, cortaria várias cabeças que por lá habitam. Quando estamos a sós, o confessa com ferozes grunhidos e murros gestuais na direita medíocre.

Com eles, vinham cônjuges, agregados e amigos eventualmente convidados, ou mesmo não, que assim é este “turco” festeiro. Entravam nas nossas diversões, folias, risadas, e o parabéns-toada coletivo que terminava no assopro de alguma vela – a do Klink, talvez, quando minha resistência alcoólica ainda não havia atingido o zero. No dia seguinte, nunca lembrei se alguém havia ficado para o café-da- manhã.

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Sopa de Jabuti e Jabá, por Rui Daher

Sopa de Jabuti e Jabá, por Rui Daher

Queridos seguidores, queridas seguidoras, fui avexado, situação que sempre me faz acionar a AK-47 verborrágica.

Talvez, leonino pretencioso, mas incentivado por amigos, nem todos leoninos, passei chateações quando resolvi inscrever o “Dominó de Botequim” para concorrer ao 59º Prêmio Jabuti, para livros publicados em 2016, na seção “crônicas”.

Quem me lê lembra que fui parar num hospital de Campinas até que a Câmara Brasileira do Livro (CBL) me concedesse o ISBN.

Inscrito, fiz tudo o que pediram. Taxas de inscrição, correios, tudo foi pago.

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De cartas, capitais e todos os Brasis não utópicos, por Rui Daher

De cartas, capitais e todos os Brasis não utópicos

por Rui Daher

(Para o GGN)

Leio o artigo de Luís Nassif “Xadrez de como os músicos vieram salvar a utopia Brasil”. Peça literária brilhante, multidimensional, que une passado, presente e futuro, e apenas se engana quando o autor menciona utopia no título que, de prima, me fez pensar frequentaria boa parte dos comentários.

Claro que para fazer uma linda canção, que é disso que o texto trata, algumas passagens precisariam ser idílicas, mesmo utópicas. Mas se estivéssemos no País que vigorou entre 2003 e 2015, estaríamos convivendo com utopias ou caminhando para torna-la real?

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Facebookspan, alívio imediato para a dor, por Rui Daher

Facebookspan, alívio imediato para a dor

por Rui Daher

Em excelente texto, “Redes sociais e catarse coletiva”, Ion de Andrade, primeiro, “rouba” o tema que eu analisaria neste irresistível GGN; segundo, deixa espaço para algumas observações do BRD, meio no desvio, no vai-não-vai, sem a colaboração de Nestor e Pestana (N&P), que fecharam contrato de exclusividade com o Facebook depois de árdua disputa com o PSG.

O clube árabe-francês queria contratá-los para contarem quantas pessoas acessarão as bilheterias da Tour Eiffel usando a camisa de Neymar Jr. Ofereciam: dois meses num albergue de 10 euros por dia, camas separadas, banheiro no corredor, vigiado noite e dia por um liberiano que já estivera no Brasil e fora extraditado por assédio sexual a jotnalistas, mulheres ou não. Para a refeição uma baguete por dia para cada um, sobras de uma boulangerie. Salário: fixo mensal de 150 euros e prêmio de 10 euros a cada gol de Neymar Jr.

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De cartas, capitais e todos os Brasis, por Rui Daher

De cartas, capitais e todos os Brasis

por Rui Daher

(Para o GGN)

Posso ter errado, mas das postagens de 03/08, no GGN, até as 18:50 haviam sido postados mais de 30 textos, sendo que apenas 3 não tratavam da pornografia de ontem. Correto. Caso é que o meu dia foi diferente. Volto ao hotel e mudo de assunto, escrevendo acompanhado de opções como Brahma ou Skol, que onde me hospedo nada das caríssimas "artesanais ou estrangeiras". 

Assim Luís Nassif começa prefáciio para o "Dominó de Botequim": "A crônica sempre foi a literatura do banal, a capacidade de dar um tratamento literário a cenas do cotidiano, de tirar um retrato de momentos, nos quais ficam desenhados sentimentos, informações, estados de espírito pontuais". Magistral, acerta na mosca o que sou, espero ser e que fiz hoje. Visito novamente clientes do Povoado do Moçambo, nas montanhas cafeeiras de MInas Gerais. Antes de sair, peço que me indiquem um alambique de boa cachaça. O técnico agrícola me leva a um amigo, pai e ele cafeicultores, mas guardaram uns hectares de cana e montaram um alambique. Da branca e da amarela, Marco Antônio, o técnico, e Rafael, o produtor não têm mais de 20 anos. Espertos, educados, solícitos, voluntariosos. Faço a prova e aposso-me de 5 litros. O pai desce da roça e se interessa em gastar 50% menos do que lhe cobram as multinacionais dos agroquímicos e obter melhor e maior produtividade.

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Lucy Kellaway, please be back soon, por Rui Daher

Lucy Kellaway, please be back soon, por Rui Daher

Em 1967, fui à rua Martins Fontes, ao lado do edifício do Estadão, em São Paulo, para tirar minha primeira carteira de trabalho. Estudava no período noturno, o que me permitia ser um celetista, carteira assinada por uma empresa da família Maluf. Museus aceitam doações.

Nestes cinquenta anos, trabalhando em chãos de fábricas, galpões, escritórios, campos de lavouras, vi de tudo e a todos. Volta e meia, passagens e pessoas do período vêm-me à lembrança. Alguns me assustam, a maioria faz-me rir. Causos e gentes. Tristeza e saudade pelos que trilharam caminhos diversos ou caíram em combate, que trabalho é sempre isso. Nunca mais os vi.

Em 2004, quando o falecido amigo, jornalista e escritor Fritz Utzeri me convidou para escrever em seu jornal eletrônico, o Montbläat, a primeira ideia foi retratar as patacoadas que presenciava no ambiente de trabalho. Um batalhão de paspalhões. Seria moleza. O arsenal verdadeiro era farto e o ficcional imenso. Não lembro por que mudei de ideia. O anzol da política, talvez.

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O BNDES e a pesquisa no agronegócio, por Rui Daher

na CartaCapital

O BNDES e a pesquisa no agronegócio

por Rui Daher

Não, não fui a Portugal para perder o lugar, nem acredito que Nestor&Pestana, fieis depositários do BRD no Facebook, tenham deixado de pagar a parte que cabe à Redação no latifúndio chamado IPTU, mas pés inchados de tanta quilometragem mineira, sentado no carro, peço à sócia Viviane parar um pouco para eu tirar as botinas e relaxar. Foi num empório de roça, entre Guaxupé e Muzambinho, onde vendem o mais saboroso curau e a melhor farinha de milho do PT, País de Temer. Ah, é não? As cachaças são médias e, como não posso dirigir  por obra cega de uma oftalmologista do Poupatempo - história aqui já contada - perguntei a um senhor negro, barba grisalha, gorro com o símbolo da Nike, qual deveria provar. "Todas", disse ele. "Aí num guento", respondo. "Se guenta o cocô que virou o Brasil com esse turco, pode tomar a garrafaiada toda que nem vai sentir". Viviane: "o senhor tocou nos dois pontos fracos dele, política e cachaça. Não vê ele tomando essas notas? É que ele gosta de escrever, mas agora deu uma parada". Levantou a cabeça e em voz alta, um tanto alterada: "São jornalistas? E justo agora é hora de parar e denunciar? Sabe quanto tão me pagando para apanha do café com a saca a quinhentos contos"? Interrompo: "não sou jornalista". Triste: "Mesmo assim não pare de escrever - quem não é visto não é lembrado".

Frio do cão, pés desinchados: "Vamos, Vivi, ainda temos dois clientes para visitar. A colheita não para, tchau seu Damião ... Como? Desculpe-me, seu Simião". 

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Até breve, ou não, por Rui Daher

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Foto: Pixabay

Por Rui Daher

Diz a lenda que meus textos começaram a alimentar o BRD – Blog/Boteco Rui Daher, em 25 de setembro de 2013, às 14:34 horas, neste GGN, certas vezes Luís Nassif Online, outras “Revista”. Passado mais um mês e estaria escrevendo aos 72 anos, outro mês, e aqui incomodando há quatro anos. Foram cerca de 180 textos ou, como vocês preferem, postagens.

Nem tudo começou aí. Quando o landlord deixou a Folha, como assinante, fui seu leitor assíduo e grato. Quando descobri seu blog, interagi frequente comentarista. Conquistei amigos jurássicos, confrontados aos milhares que, felizmente, hoje aqui escrevem.

Fernando J, Raí, Marco Santo, Désirèe, Maria Luiza, Cafezá, Sérgio Troncoso, Nilva, Anna, Odonir, Roberto G – meu orientador informal na GV e na USP - e tantos mais. Me senti gostado e abduzido. Com o final do Terra Magazine, do Bob Fernandes, vim pra cá expressar minha liberdade.

Na época, contávamos o número de adesões. Chegamos a ... membros. Festejávamos as metas em saraus ao som do bandolim de Nassif, grandes chorões, e “canjas” dos músicos que por lá apareciam. Se alguma vez saí de lá apoiado por algum amigo ou familiar, não foi efeito de produtos salineiros, mas por ter entrado em alguma roda de samba, arrastado as sandálias com o amigo nordestino Portela, ou ouvido Juliana Ladeira interpretar “Geni e o Zeppelin”, do Chico.

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Etanol e Embrapa: como dilapidar o patrimônio nacional, por Rui Daher, em CartaCapital

O combustível e a empresa deveriam ser as joias da coroa, mas são tratados como bijuterias. De muitas coisas já sabia, outras intuí. Andanças agropecuárias capitais valem por uma boa universidade. No momento em que na 1ª classe da Federação de Corporações se diverte em escatologia festejada em fezes, este artigo, publicado originalmente em CartaCapital, recebeu várias manifestações pessoais de pesquisadores e funcionários da Embrapa, que pretendo divulgar na próxima coluna. Verão a diferença entre dilapidar e reduzir a zero.

Na safra 2016/17, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção brasileira de cana-de-açúcar atingiu 660 milhões de toneladas, colhidas em área de 9 milhões de hectares. Daí saíram 28 bilhões de litros de etanol, redução de 9% sobre o período anterior, assentada na parte baixa de sua eterna gangorra com o açúcar, que cresceu 16% devido à melhor rentabilidade proporcionada. Leia mais »

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Sérgio Moro, "The End", por Rui Daher

Montagem: fotos do site Lula.com

Sérgio Moro, "The End"

por Rui Daher

Luís Nassif, assim finaliza seu texto sobre a condenação de Lula pelo juiz Sérgio Moro: “Mas o tempo dirá que você perdeu, playboy”!

Se equivoca, meu caro Nassif. Discordo, já está feito. Tão humilhante, tão descarado, tão sem efeito provável, o vaticínio jurídico tão instantâneo como qualquer achocolatado. Não precisará de tempo ou história. Nasceu desmoralizado. Viverá, talvez, dois dias. Quem assim não esperava? Achavam o quê? Assim:

- Desculpem-me, eu realmente não tenho provas. Baseei-me em ilações, delações pagas a criminosos.

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O populismo bem entendido, por Rui Daher

Há pouco mais de três anos, perdíamos o cientista político argentino Ernesto Laclau. A partir da leitura de “A razão populista” (2005 - Editora Três Estrelas, 2013), me enfurecia sempre que luminares do jornalismo político nacional tratavam o termo populista de forma pejorativa, na base do Pires, um mal em si.

No Brasil, contraposta à oligarquia rural, a condução populista foi benéfica ao desenvolvimento e, portanto, em certas circunstâncias, necessária a relação direta entre um líder carismático e as massas. Mesmo em períodos quando fora dos preceitos da democracia representativa. Foi entre 1950 e 1980, em meio a ditadores, caudilhos e militares populistas, que o Brasil mais avançou em modernização.

O que veio depois foi alucinação ignorante sobre o que acontecia no mundo da globalização e, em seguida, a polarização daqueles que atônitos tentavam segurar o acordo secular de elites e os que, também atônitos, cediam à governabilidade para poder soltar franjas de emprego, renda e assistência à inserção social. Com pitadas de populismo, ainda bem. Leia mais »

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Forte de Copacabana, parte 2 - A entrevista, por Rui Daher

Forte de Copacabana, parte 2 - A entrevista, por Rui Daher 

- Se o Nestor for, eu não vou. Fico fazendo companhia aos amigos. Bebo mais um estufadinho de camarão, como mais uma cerveja, e pesco um quindim.

- No estado em que está, melhor não ir mesmo.

Não foi difícil reconhecer a voz de quem me acompanha há 45 anos.

- Mas, Rui, você é o editor-chefe, principal articulista. Não comparecer parecerá desfeita, desrespeito, justo aqui na casa deles, aberta a nós.

- Faltou você citar escritor de livro independente que me deixou mais quebrado ainda. Pestana, dispenso o glamour. Aqui qualquer um que pagar entra. Como idoso paguei três reais. Temo o comportamento do Nestor.

O afrodescendente, que agora só uso termos socialmente corretos para evitar rebeliões lideradas por economistas pop-star, continuava sentado na mureta proibida, cigarrinho no canto da boca, disfarçando não escutar nossa conversa.

- A ideia foi dele, Rui. Eu apenas a instrumentalizei. Ele irá se comportar.

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Alternativas locais para o campo brasileiro, por Rui Daher

Alternativas locais para o campo brasileiro

por Rui Daher

em CartaCapital

Nem todas as inovações da agricultura saem da pesquisa acadêmica ou dos grandes laboratórios: há muita coisa em pequenas empresas e até nas fazendas. Como tratar disso não traz patrocínio, a mídia convencional não fala isso.

Em 1776, num dia 4 de julho, os Estados Unidos da América se declarou independente da Inglaterra e a partir daí os países lusófonos, como o Brasil, ganhamos intimidade para os chamar de EUA. Exatos 89 anos depois, o escritor britânico Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Dodgson, publicou “Alice no País das Maravilhas”, exercício do que viria a ser a antiga colônia.

Mais de 50 anos atrás, nas reuniões da União Paulista de Estudantes Secundários (UPES), eu ouvia-se questionarem tal apropriação indébita: “Como América? Anexaram os países das Américas do Sul e Central”?

A História mostra que sim. Se não institucionalmente, na forma de invasões armadas ou, indiretamente, dando apoio diplomático, econômico e de armamentos a governos ilegítimos, caudatários dos interesses do império.

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Forte de Copacabana, parte 1, por Rui Daher ou ninguém

Por Rui Daher

Este samba vai para a linda Ângela, seu filho Ilan; meu primo Galileu e seu filho João Gabriel e nora Maria Souto, os melhores instrumentistas cariocas de choro e samba; Anna Dutra, uma das primeiras admiradoras cariocas de meus textos, que me suprrendeu com um presente floral. Aos surpreendentes amigos Jocélio e Marilisa. Viviane, minha irmã, que segura nossa empresa e a sobrevivência de um escritor alucinado e fracassado. Vê aí, Fernando Juncal. Merecerão muitos sambas enquanto eu não partir. Amo à rodos e todos.    

Em Andança Capital de longo tiro, entre Piedade e São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo, vários pensamentos foram aflorando ao caderninho de notas para posterior escrita. Não uso o iPhone para isso. Fiel a Ivan Lessa, a letra sai tremida pelo trepidar do carro num bloquinho. Por óbvio, não sou eu quem dirige. Já lhes contei a história da oftalmologista do Poupatempo que me proibiu de trabalhar na minha profissão, sem provas ou ouvir os argumentos científicos de minha banca de médicos defensores. Acredita-se que a doce senhora percebeu em meus olhos um desejo carnal psicopata pelos seus lábios carnudos e bateu o martelo. Espelhou-se no Supremo Tribunal Federal ou tem sobrenome Neves.
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