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meu anjo do sertão, 1, por romério rômulo

Manuelzão e Romério Rômulo - foto de Germano Neto

meu anjo do sertão, 1

por romério rômulo

 

sobre mim há um olhar de só paixão

e um olhar bem maior que me odeia.

 

manuelzão traz cavalos numa peia

com as éguas, estrelas do desvão.

sua mão me defende e me rodeia.

 

fui benzido nas águas do sertão.

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"o resto não pode ser o silêncio", por romério rômulo

"o resto não pode ser o silêncio"

por romério rômulo

 

quando o mundo acabar

vou mutilar meus braços

meu hálito, meu desacerto

 

quando o mundo acabar

vou desatar a glória

dos deuses correntes

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a vida só é bela para os ressuscitados, por romério rômulo

"a vida só é bela para os ressuscitados"

por romério rômulo

 

o meu verso é um estrago

na linha do meu pescoço

o meu dente, só um bago

o meu corpo, puro osso

 

minha boca de ariranha

minha mão atropelada

minha ferida medonha

a minha pele rasgada

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clarice arrancou os meus segredos, por romério rômulo

clarice arrancou os meus segredos

por romério rômulo

 

cachorros e cavalos do meu corpo,

meus olhos, minha estrada, meus enredos,

são vastas as entranhas desta casa:

 

clarice arrancou os meus segredos.

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pedaços de paixão morrem na estrada, por romério rômulo

Foto Sebastião Salgado

pedaços de paixão morrem na estrada

por romério rômulo

 

sou outro. minha carne se remonta

ao pleno da canção tumultuada

onde uma vida pode pouco ou nada

quando a morte embebeda e tonta.

 

pedaços de paixão morrem na estrada.

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eu só entrego a margem do meu rosto, por romério rômulo

eu só entrego a margem do meu rosto

por romério rômulo

 

quem se rendeu à sólida manhã?

 

perdeu-se  pela carne e pelo rito

todo que viu a luz ser habitante

da sua pele escassa e já dormida.

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por candeia e por cartola, por romério rômulo

Portinari

por candeia e por cartola

por romério rômulo

 

a áfrica me chega pelas vozes

a áfrica me chega pelos couros

 

são duras as paixões. e são atrozes.

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navio da minha armada, por romério rômulo

navio da minha armada

por romério rômulo

 

por onde vai a estrada

da mulher que me atropela?

 

caminha num quase nada

navio da minha armada

como se eu fosse ela.

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tem um reino sem um rei, por romério rômulo

tem um reino sem um rei

por romério rômulo

 

nesta vila de ouro preto

onde sempre eu naveguei

tem um mar obsoleto

tem um reino sem um rei

 

na rua do meu tormento

faça sol, escuro ou vento

a vida é força de lei

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meu agudo teorema, por romério rômulo

meu agudo teorema

por romério rômulo

 

se eu te encontrar, mulher

e me comeres

se eu te falar, mulher

e me beberes

serei, então, o prato principal?

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o braço de manuelzão, por romério rômulo

o braço de manuelzão

por romério rômulo

 

minas é um rio comprido

como um cachorro latido

no braço de manuelzão

 

eu olho minas de perto

como tecido coberto

pelo balaço do mar

 

manuelzão e mar tem coisas

de fazer minas chorar.

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a vida, amigo, é um verso branco, por romério rômulo

a vida, amigo, é um verso branco

por romério rômulo

 

tivesse a comédia destes dantes

coubesse armas e barões assinalados

soubesse de camões enclausurados

bebesse da paixão que é de cervantes

 

roído no meu verso fescenino

domínio destes rasgos ancestrais

posto de regras e de regras tais

meu olho torto e torto meu destino.

 

romério rômulo

 

 

 

 

 

 

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preciso de um só dos teus espantos, 2, por romério rômulo

preciso de um só dos teus espantos, 2

por romério rômulo

 

se eu te encontrar, mulher

e me comeres

se eu te falar, mulher

e me beberes

serei, então, o prato principal?

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tua mão que endurece, por romério rômulo

tua mão que endurece

por romério rômulo

 

teu grito mutilado, um elo solto

da substância vil que sempre morre

teu osso atormentado, aço e esgoto

tua mão que endurece e não socorre

 

escondem visgos de vida decantada

nas sobras da tua carne que escorre.

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para raduan nassar, por romério rômulo

Raduan Nassar

meu copo de cólera

minha lavoura arcaica

meus deuses de papel e tinta

quero-os todos na alma e na tesão.

romério rômulo

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