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A estética como política: às margens da literatura contemporânea, por Rogério Mattos

do Colunas Tortas

A estética como política: às margens da literatura contemporânea

Para Rancière, arte implica na constituição das formas de vida “comum”, passa pela constituição da voz àqueles que só podem murmurar ou fazer barulho.

Considerações sobre o texto de Jacques Rancière, A estética como política, publicada na revista Devires (volume 7, 2010), especificamente dos parágrafos transcritos abaixo.

por Rogério Mattos

A política, de fato, não é o exercício do poder, ou a luta pelo poder. É a configuração de um espaço específico, a partilha de uma esfera particular de experiência, de objetos colocados como comuns e originários de uma decisão comum, de sujeitos reconhecidos como capazes de designar esses objetos e argumentar a respeito deles. (…) O homem, diz Aristóteles, é político porque possui a palavra que partilha o justo e o injusto, enquanto o animal só tem a voz que indica prazer e dor. Mas toda a questão consiste, então, em saber quem tem a palavra e quem tem apenas voz. Em todos os tempos, a recusa a considerar algumas categorias de pessoas como seres políticos passou pela recusa a ouvir os sons que saíam de suas bocas como discurso. Ou passou pela constatação de suas incapacidades materiais para ocupar o espaço-tempo das coisas políticas. Os artesãos, diz Platão, não têm tempo para estar em outro lugar que não o de seu trabalho. Esse “alhures” onde não podem estar é, evidentemente, a assembleia do povo. A “falta de tempo” é, de fato, o interdito naturalizado, inscrito nas próprias formas da experiência sensível.

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De Lula à Síria: um novo mapa, por Rogério Mattos

do Teoria e Debate

De Lula à Síria: um novo mapa

por Rogério Mattos

Enquanto a China faz projetos de, ainda em 2020, chegar ao lado escuro da Lua1, de obter os preciosos recursos em mineração que sua superfície sem atmosfera fornece (fala-se do hélio-3 e da fusão nuclear), no Ocidente se vive mais de uma década lombrosiana em suas relações políticas cotidianas (lembrar do 11/9, do inencontrável Bin Laden, do Ato Patriota, das guerras no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e na Síria), das “intervenções humanitárias”, do tipo de guerra que se constituem as “sanções econômicas”, do “direito penal do inimigo”, do “lawfare”, e, em uma situação de guerra total, de perseguição aos “monstros e degenerados”, aos terroristas ou corruptos (a depender do enquadramento geográfico daquele que fala), como os cidadãos tingidos pela nostalgia da nobreza ou pelas promessas da burguesia ascendente, ainda no século 19, perseguiam os supostos delinquentes, os vagabundos ou celerados para falar numa linguagem que qualquer um entende – no caso brasileiro, todos os de origem humilde ou os que a estes representam, que tomaram o poder e ousaram dividi-lo com o resto da população, aumentando-lhe a qualidade de vida e as perspectivas futuras. A crise atual, como não deixa de ser evidente ao espectador minimamente atento, guarda relação direta com as infrações contínuas dos direitos fundamentais garantidos em inúmeros pactos internacionais.

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Sobre o Xadrez do Fim do Mundo, de Luiz Nassif: um mal fim nos espera?

Mandela, JK, Lincoln, Lula: a capacidade de ação é o que os separa do resto da humanidade Leia mais »

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Sobre a guerra que se aproxima 2 - Um Pearl Harbor cibernético

 A histeria que fez criar um novo tipo de macartismo, as perseguições a líderes progressistas na América do Sul e na Europa, a demonização da figura de Putin… São processos de longo curso, com muitas variáveis, mas que apontam para o perigo iminente de guerra. Eu pude escrever um texto relativamente longo sobre o assunto ainda no começo do ano passado. Com a eleição de Trump, por incrível que possa parecer à primeira vista, os rumores de guerra parecem ter diminuído. Sempre afirmou como algo positivo a reaproximação entre russos e americanos. Leia mais »

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A alternativa para o sistema falido do Euro e do monetarismo

A alternativa para o sistema falido do Euro e do monetarismo O sono da razão econômica produz monstros  Até o momento do Brexit, pouco se discutia ou até se contestava a soberania do sistema euro. Leia mais »

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