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Formação Graduada em Gestão Ambiental/UNOPAR. Especialista Técnica Gestão Contábil/CNEC, Marketing/SENAC e Saúde Pública PMI/UNASUS. Pós-Graduanda em Educação Ambiental e Sustentabilidade/UNINTER. Pesquisadora AVA SARU em Exobiologia e Exopolítica.

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

A Fortaleza da Solidão, por Régis Mubarak

 

A Fortaleza da Solidão

por Régis Mubarak 

O antropólogo, político e escritor mineiro Darcy Ribeiro (1922-1997) certa feita cunhou uma frase que considero uma espécie de mantra altamente recomendável para qualquer circunstância de desassossego de uma mente criativa e inquieta: “Mais vale errar se arrebentando do que poupar-se para nada.” Notável em várias áreas de atuação, Darcy Ribeiro deixou legado admirável a gerações futuras e exemplo de vida sem comparativos. Homem corajoso, fiel aos seus princípios, ético e acima de tudo um desbravador de todos os caminhos possíveis no campo da educação ainda que estes, na época que militou, fossem às vezes rascunhos em sua imaginação exuberantemente fértil. Morreu vitimado por um câncer, mas lutou bravamente como só os fortes o fazem até o momento final de sua passagem, para uma nova jornada rumo ao desconhecido.

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Simplesmente tocar uma alma humana, por Régis Mubarak

Simplesmente tocar uma alma humana, por Régis Mubarak 

Semana passada eu e um amigo muito querido correndo contra todas as probabilidades estatísticas da logística aplicada, conseguimos atravessar o estado gaúcho para assistir a uma palestra de Frei Betto, na Universidade de Caxias do Sul. Péssimas estradas, um frio de menos zero grau, notebook e barras de chocolates nas mochilas, horas de sono reduzidíssimas, litros de café expresso para nos mantermos acordados e pastéis recheados de vento em postos de gasolina para driblarmos a fome. E um desejo gigantesco de ouvir frases maravilhosas do tipo: “Não dá para viver sem sonho, porque nós somos seres de sonhos.” E receber na corrente sanguínea, injeções vitais de energia positiva e força, para continuarmos na dureza da vida real nosso enfrentamento diário contra vários monstros disfarçados de pilares da comunidade!

Se repetiríamos toda correria se necessário fosse? Com certeza, a exceção dos pastéis de vento, que sedutores a primeira vista são enganadores na primeira mordida!

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Mais Amor e União e menos FHC, Aécio e Temer pra você, por Régis Mubarak

              Richard Bach é um escritor de origem norte americana que nasceu no ano de 1936 no estado de Illinois, também piloto reserva da força aérea estadunidense foi autor de vários livros desde a década de 60. Mas um em especial, que narra as aventuras e desventuras de uma gaivota chamada “Fernão,” talvez já tenha passado por suas mãos ou olhares. Sendo simplista trata-se de uma narrativa sobre acrobacias e movimentos, só que não. É sobre aprender, cair, levantar, sofrer, perdoar, encarar desafios, lutar por sua liberdade e amar incondicionalmente. E também é sobre transcender. Leia mais »

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O que será que você vai lembrar de mim, por Régis Mubarak

 

              Quando se está diante de Ivan Izquierdo o tempo como o conhecemos deixa de existir. Se transforma num momento único de suavidade, serenidade, satisfação. Suas palavras mescladas naquele inconfundível sotaque espanhol, ainda que o Professor Ivan, argentino nascido em Buenos Aires, filho de pai de origem catalã e mãe de origem croata, tenha se naturalizado brasileiro já há muito tempo, ressoam em nossos ouvidos como notas daquela canção romântica que ficou gravada na nossa memória e nos faz relembrar da primeira paixão infanto-juvenil, quando pensávamos que o amor duraria para sempre e ele não durou, um dia acabou, deixando para trás cartões e fotografias nas gavetas da cômoda e a tal música, que sempre quando a escutamos... nos faz suspirar. Leia mais »

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O que dizer e o que não dizer numa hora dessas, por Régis Mubarak

              Não raro já atravessei madrugadas respondendo a e-mails, findando trabalhos acadêmicos ou trocando informações essenciais com grupos de pesquisas dos quais faço parte. E assistindo ao que meus amigos virtuais me remetem nas redes sociais nas quais me inscrevi. Entretanto restringi drasticamente minha participação essencialmente a redes e grupos específicos, que julgo úteis para minha formação intelectual, acadêmica e científica. Não é arrogância. É que também existe vida pulsante fora da internet. Coisas como jogar vôlei, pescar, dançar, assistir filmes, ler, rolar na grama com os cachorros, se fingir de monstro do pântano com meus sobrinhos e o mais tri: namorar. Leia mais »

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O paraíso perdido dentro de cada um de nós, por Régis Mubarak

              Tenho a capacidade extraordinária de divagar e viajar para longas distâncias sem sair do lugar. Cinco minutos de prosa espontânea e já desenho qualquer cena no ar. Capto a essência, às vezes até a mensagem subliminar e repasso adiante (fracionado), somente o que precisa ser repassado, em pedaços saborosos de pizza quentinha. Graças à participação voluntária em projetos de pesquisas, descobri recentemente outra tribo da qual também faço parte: a dos desenhos animados, só que “com muita noção!” Leia mais »

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Não existe sangue igual ao nosso, por Régis Mubarak

Não existe sangue igual ao nosso

por Régis Mubarak

Não é sobre o orgulho de ser gaúcho. Não é sobre nosso sangue gaudério, metade Chimango, metade Maragato. Metade Gremista, metade Colorado. Não é sobre as raízes da Bacia do Prata que abraçam na memória vastas extensões do Pampa Rio Grandense e nos mesclam aos nossos meio irmãos Argentinos, ora do lado da mãe, ora do lado do pai, derrubando fronteiras num ritmo tão contagiante quanto ao do chamamé. Pois no íntimo, alguns de nós, os fronteiriços, por sermos “meio bastardos” nos desafiamos a todo instante uns aos outros por insignificâncias, justamente por carregar esse peso, da falta de reconhecimento dessa paternidade atávica sob nossos ombros!

Não é sobre nossos primos Catarinenses e suas praias abençoadas. E também não é sobre nossos primos mais distantes, os simpáticos Paranaenses. É sobre o sangue vermelho, ora tinto como o mais excitante dos vinhos envelhecidos, ora marrom e arrebatador como a terra sagrada, onde nossos antepassados pisaram aqui séculos atrás.

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Por todas as poesias ainda não escritas, por Régis Mubarak

Por todas as poesias ainda não escritas

por Régis Mubarak 

Falar sobre Paulo Leminski é recordar com doses homeopáticas de angústia existencial, que temos escondidos na memória amores mal resolvidos, sentimentos contidos, palavras não ditas, poesias perdidas e muitas, muitas poesias que ainda não foram escritas e mentimos para nós mesmos os reais motivos de não sabermos por que.

Professor e tradutor, Paulo Leminski (1944-1989), descendente de poloneses e africanos, por si só mistura étnica explosivamente encantadora, viveu tão intensamente quanto escreveu em suas metáforas os desejos dos corações partidos. E em suas obras, as dores, as expiações e os infinitos desconcertos da existência humana. Pintando tais sentimentos com pincéis mui dançantes por entre delicados objetos de cristais.

Paulo Leminski escrevia com a própria alma. E a alma não nos deixa mentir.

Também músico e letrista, pesquisador da cultura e língua japonesa, o poeta paranaense dominava idiomas que iam do francês, inglês, espanhol, grego e latim e não recebeu acolhida e tratamento dignos. Aos poucos eis que a história tendo por obrigação reescrever-se reconhece envergonhada que grandes gênios inexplicavelmente em sua passagem pela terra são maltratados ou ignorados. Recebendo mínimas doses de afeto, como se invisíveis fossem mesmo ao cruzar esquinas abertas em dias de céu azul.

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Estradas ligam pessoas e músicas, emoções... por Régis Mubarak

Estradas ligam pessoas e músicas, emoções...

por Régis Mubarak 

De 2007 até por volta de 2010 (não faz tanto tempo assim), atravessei a região sul várias vezes de mochila nas costas, ansiedade sufocante, esperança na altura das nuvens sombreadas dos meses de outono e pouquíssima grana no bolso. Com o único propósito de apresentar meu currículo ainda bastante minguado naquela época a Jornais e Portais de Notícias, (alguns que inacreditavelmente não sobreviveriam ao quinto ano de existência), no desejo de publicar textos engavetados desde a adolescência.

Já contei em outras oportunidades algumas raladas que levei, os dissabores, as entrevistas fajutas, maus tratos, rispidez em algumas circunstâncias, até cantadas de mau gosto. Em outras situações, conheci pessoas incríveis, que mantenho contato até hoje, homens e mulheres brilhantes, de uma generosidade quase maternal. Dessas raladas não guardo mágoas. Eis a frase que todo mundo conhece e me define: “Se não guardo nem dinheiro no bolso, como é que vou guardar mágoa e rancor?” Simples assim...

Infinitas vezes precisei ficar dias a mais do que previra, porque alguns diretores desses Jornais ou Portais insistiam numa segunda ou terceira entrevista e bate papo inútil, numa enrolação sem precedentes e eu como não tinha sacado “as más intenções,” me iludia achando que dali sairia contratada direto para no mínimo, a Editoria! Hoje acho graça de tamanha ingenuidade, mas na época, que angústia, que agonia, esperar a tal resposta, não conseguia almoçar direito, dormir direito, um drama de vários capítulos de uma interminável novela mexicana! Não conseguia ligar pra casa, o sinal de celular uma desgraça, a internet dez vezes pior... nem sinais de fumaça davam certo!

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Erva mate, prestígio e duas cartas extraviadas, por Régis Mubarak

              Quando as pessoas passam por situações de extrema dificuldade, sejam elas financeiras, emocionais, profissionais, familiares e até sexuais, ocorre uma mudança significativa no seu modo de agir, pensar, reagir, encarar a vida. Não deveria ser assim, o ideal – a grande utopia - seria crescer aos poucos, aprender com pequenos erros e obviamente não voltar a repeti-los, seguindo em frente. Nossa vida desde o nascimento até a morte, aliás, não morte e sim a cada passagem, é uma longa estrada, com curvas, atalhos, trechos pedregosos, outros iluminados, sol, chuva, ventania, pontes quebradas, pontes refeitas, sinais, pensamentos, relacionamentos, aprendizados, vastas emoções e decepções. E todos nós, indistintamente todos, sem nenhuma exceção iremos acumular essas experiências, em enormes quantidades as boas e também infelizmente, as ruins. Leia mais »

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As ditas tilápias e o teu guri, por Régis Mubarak

             Eis que “um milagre” se sucederá em 2017 e finalizarei minha Graduação em Gestão Ambiental. Sem arrefecer (na sequencia) meu entusiasmo, darei início à Pós-Graduação. Já escrevi em outros textos os reais motivos (não preciso repeti-los), que me fizeram adentrar e não completar (pois é...) os outros cursos: História, Psicologia e Administração nessa ordem. Entretanto conheci professores fantásticos e fiz amigos estimados que hoje mantenho contato e vez por outra, nos cruzamos em alguma parte desse maravilhoso Estado do Rio Grande do Sul e logo ali, na magnífica Santa Catarina. Leia mais »

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Um olhar além da alma, por Régis Mubarak

               Venho pesquisando o trabalho do cientista Robert Lanza, desde o final de 2015. Magnífico, nada menos que isso. Imensamente perturbador dependendo do seu ponto de vista, sua religião ou da falta dela, principalmente se considerarmos sua efetiva participação nos primeiros trabalhos sobre clonagem de embriões humanos. Sem deixar de citar Ian Stevenson (1918-2007), que por anos foi psiquiatra chefe do departamento de Estudos da Consciência da Universidade de Virgínia, o americano Robert Lanza vai além, explorando as questões do tempo, da morte, da vida após a morte e da consciência, consciente de sua própria atemporalidade num universo sem fim. Leia mais »

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Seu primo ou seu irmão para toda vida, por Régis Mubarak

                 Vou contar essa história omitindo o nome do personagem principal por uma questão de ética, respeito e profunda admiração. Existe uma qualidade fantástica que as pessoas não fazem a mínima ideia, ser parte intrínseca da cultura árabe: estender a mão sem pedir nada em troca. Um amigo árabe vai ser seu primo, ou mais que isso, vai ser seu irmão para vida toda. E esqueça os estereótipos de tudo o que já falaram por aí. Leia mais »

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Por um sorriso francês e meu chapéu do Indiana Jones, por Régis Mubarak

           “Sentimos saudade de certos momentos de nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.” Foi o poeta e escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) quem criou essa belíssima citação. De amplo domínio público e cujo autor desconheço há outra que diz o seguinte: “Todo poeta é um filósofo, mas nem todo filósofo é um poeta.” Discordo, há muita Poesia na Filosofia, basta procurar.

             Em um único parágrafo Drummond consegue transpor sentimentos de uma vida toda... só por isso os escritores merecem o céu. Não há o que discordar quando os poetas falam de amor, quando os filósofos se debruçam e atravessam noites insones tentando explicar as dores da humanidade ou quando além dos livros, o conhecimento popular eterniza-os através da tradição oral que vai sendo passada de geração a geração. Leia mais »

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Sol Nascente e Sauti Sol, por Régis Mubarak

              Desde que conheci Oishi e Akio num Fórum tri bacana sobre Ufologia, nos comunicamos no idioma espanhol e isso para mim fez toda diferença, por tratar-se do meu idioma nativo. Entretanto Oishi me surpreende positivamente com avanços significativos no aprendizado da língua portuguesa, enquanto eu o decepciono.

              Já carreguei meu tablet com PDFS de gramática japonesa, que permanecem abandonados em meio a dezenas de pastas arquivos. Assim como baixei outras obras, indo de romances a ficção científica para ler em trânsito, sem lograr o êxito almejado. Eis que o cheiro, a textura e o prazer de manusear as folhas de um livro, são indescritíveis e insubstituíveis. A satisfação de poder presentear “um livro vivo” a um (a) amigo (a) querido (a), me encanta por demais. No “dito tablete” somente apostilas especificas de saúde pública cuja leitura faço, cronometrando o tempo. Leia mais »

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Fotos

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Documentos

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Áudio

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