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Há realmente uma perda global na cultura brasileira?

Há vários artigos em jornais e blogs assim como vídeos no Youtube que reclamam de uma forma e outra da chamada perda de cultura da civilização brasileira, porém esquecem todos que só há perda de algo que existia anteriormente!

Há uma confusão entre a cultura geral de um povo e a chamada cultura clássica cultivada por grupos sociais encastelados em pequenos núcleos mais privilegiados. Conhecer música erudita não é mais nem menos do que conhecer uma música europeia dos salões dos séculos anteriores ao século XX, ou seja, conhecer uma música que tinha um sentido que correspondia a cada desenvolvimento filosófico como, por exemplo, o romantismo.

Os teóricos do saudosismo, ou da perda do que nunca existiu, enganam-se quando citam grandes autores nacionais e estrangeiros do passado imaginando que o conhecimento do trabalho destes era algo presente fora do que se chamava no passado a elite intelectual. Esquecem os teóricos do desastre intelectual dos dias atuais que esta intelectualidade no passado não era mais do que meia dúzia de consumidores vorazes de obras clássicas enquanto a maioria da plebe simplesmente nem sabia ler. Leia mais »

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Há realmente uma perda global na cultura brasileira?

Há vários artigos em jornais e blogs assim como vídeos no Youtube que reclamam de uma forma e outra da chamada perda de cultura da civilização brasileira, porém esquecem todos que só há perda de algo que existia anteriormente!

Há uma confusão entre a cultura geral de um povo e a chamada cultura clássica cultivada por grupos sociais encastelados em pequenos núcleos mais privilegiados. Conhecer música erudita não é mais nem menos do que conhecer uma música europeia dos salões dos séculos anteriores ao século XX, ou seja, conhecer uma música que tinha um sentido que correspondia a cada desenvolvimento filosófico como, por exemplo, o romantismo.

Os teóricos do saudosismo, ou da perda do que nunca existiu, enganam-se quando citam grandes autores nacionais e estrangeiros do passado imaginando que o conhecimento do trabalho destes era algo presente fora do que se chamava no passado a elite intelectual. Esquecem os teóricos do desastre intelectual dos dias atuais que esta intelectualidade no passado não era mais do que meia dúzia de consumidores vorazes de obras clássicas enquanto a maioria da plebe simplesmente nem sabia ler. Leia mais »

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Por que até agora não houve uma intervenção militar no Brasil?

Por que até agora não houve uma intervenção militar no Brasil?

Fico assistindo no Youtube diversos vídeos de pessoas sem visão estratégica que ficam ameaçando a esquerda com intervenção militar, e fico surpreso com outros elementos, que se acham de esquerda, recordando os fatos de 1964 como as coisas possam se repetir, entretanto ao meu julgamento ambos possuem uma visão errada e anacrônica da história.

Nas décadas de 50 a 70 o Império via como aliados as Forças Armadas dos países do terceiro mundo, principalmente baseados numa ideologia anticomunista que era ciosamente encucada na mente dos militares. Mesmo assim na época dos governos militares o General Geisel esboçou uma parcial independência da tutela norte-americana, saindo um pouco da polaridade de Leste-Oeste com o acordo atômico com a Alemanha.

Com a queda do muro de Berlin, com uma Rússia debilitada e com uma China ainda na sua adolescência de grande potência, o imperialismo norte-americano forjou uma nova base para as relações entre o eles e o resto do mundo em que as bases desta doutrina era, eles mandavam e os outros obedeciam. Leia mais »

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Por que até agora não houve uma intervenção militar no Brasil?

Por que até agora não houve uma intervenção militar no Brasil?

Fico assistindo no Youtube diversos vídeos de pessoas sem visão estratégica que ficam ameaçando a esquerda com intervenção militar, e fico surpreso com outros elementos, que se acham de esquerda, recordando os fatos de 1964 como as coisas possam se repetir, entretanto ao meu julgamento ambos possuem uma visão errada e anacrônica da história.

Nas décadas de 50 a 70 o Império via como aliados as Forças Armadas dos países do terceiro mundo, principalmente baseados numa ideologia anticomunista que era ciosamente encucada na mente dos militares. Mesmo assim na época dos governos militares o General Geisel esboçou uma parcial independência da tutela norte-americana, saindo um pouco da polaridade de Leste-Oeste com o acordo atômico com a Alemanha.

Com a queda do muro de Berlin, com uma Rússia debilitada e com uma China ainda na sua adolescência de grande potência, o imperialismo norte-americano forjou uma nova base para as relações entre o eles e o resto do mundo em que as bases desta doutrina era, eles mandavam e os outros obedeciam. Leia mais »

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Duas formas de salvar o Brasil.

Considerando :

1) que diferentemente da oligarquia que sempre explorou o Brasil, porém tinha alguma vergonha em mostrar isto,

2) que a cleptocracia no pais atingiu tanto o setor público como o privado, 

3) que judiciário, ministério público, poder executivo, poder legislativo encontram-se devidamente coptados para participar do saque das riquezas nacionais,

4) que o desejo da população brasileira é totalmente desrespeitado e manipulado pelos grande orgãos de comunicação, 

5) que a cleptocracia dominante não tem a mínima vontade de abdicar de suas vantagens ilícitas em nome do povo brasileiro,

6) que qualquer ação do judiciário brasileiro tem por fim simplesmente abafar não só os crimes como permitir que mais crimes ocorram,

7) que o povo é soberano e todo poder dele emana,

8) que o mesmo povo vem sendo massacrado no seu dia a dia através da miséria, desemprego ou mesmo por assassinato perpectuado por sua polícia e 

9) que a saída democrática está sendo inviabilizada por todas as tramóias e manipulações das oligarquias brasileiras associadas a oligarquias internacionais. Leia mais »

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Uma análise perfeitamente equivocada da imprensa alemã.

 

No dia 23 de julho saiu no site da DW (O silêncio das ruas do Brasil) uma análise perfeitamente equivocada da imprensa alemã sobre a ausência de grandes manifestações contra Temer. Esta análise parte de uma visão de quem parece que não entende a sociedade brasileira, ou diria mais, uma análise de quem parece não ver o que ocorre nas cidades e nos campos do Brasil.

Poderíamos dizer que há vários fatores que impedem a saída às ruas da população, e talvez o primeiro e mais forte que passa despercebido por uma análise superficial do país é o MEDO! Jornalistas do primeiro mundo acostumados a liberdade de manifestação e de uma polícia que não mata e morre como a brasileira não pensam que enxergam que qualquer manifestação pública no Brasil é reprimida com os chamados meios não letais utilizados de forma mais agressiva possível e outras manifestações mais individuais de pessoas da periferia ou mesmo o simples dia a dia são reprimidas com balas reais criando uma multidão de mortos que são tratados pela polícia como marginais que reagiram as forças policiais. Leia mais »

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Por que Bolsonaro mora num condomínio fechado?

Por que Bolsonaro mora num condomínio fechado?

Inúmeras vezes militantes de esquerda são questionados pela direita “xucra” por que no momento de uma doença vão até um hospital particular para se tratar ou tratar algum membro de sua família?

Esta acusação é repetida inúmeras vezes “ad nauseam” por grupelhos de extrema direita ou mesmo por pessoas que não se colocam nesta posição, mas que na verdade adotam este comportamento, porém dentro da mesma linha de raciocínio pode-se perguntar por que Bolsonaro mora num condomínio fechado com guardas pagos pela comunidade local?

Alguém rapidamente pode responder, porque lá ele tem maior segurança!

Resposta errada dentro da lógica da acusação de alguém de esquerda ir para um hospital privado, pois por enquanto a utilização de uma vaga num hospital privado, por alguém que tem recursos para fazer isto simplesmente não retira do povo em geral a chance de ocupar a mesma vaga. Com um agravante, a pessoa que não tem recursos não tem outra chance do que procurar um hospital público. Leia mais »

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Classificação dos governos de FHC como um governo socialdemocrata.

Vários autores de centro ou centro-direita procuram qualificar os governos de FHC como um governo socialdemocrata simplesmente para dar um charme aos governos claramente neoliberais dando uma espécie de tonalidade de esquerda a um governo que primou pela privatização da economia e abandonou por completo qualquer política de esquerda. Porém esta classificação como tal é um erro conceitual grave, uma verdadeira indigência intelectual.

Para não ficarmos somente na desqualificação daqueles que empregam esta notação é necessário se retomar alguns conceitos claros no uso das expressões políticas para não se ficar divagando e falando qualquer coisa sem sentido, uma dessas é o que é a definição e caracterização do que é uma socialdemocracia.

Se nos ativermos à definição corrente empregada por todos que escrevem sobre o assunto na Europa, socialdemocracia não é definida pelo nome do partido, mas claramente pela forma com que o governo se comporta e os apoios em que o mesmo se sustenta. Leia mais »

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O que falta é um evento catastrófico!

 

Um evento catastrófico em ciências da natureza não significa que haja uma evento que instantaneamente surja uma catástrofe, mas sim que disparado o evento, que pode ser de pouca intensidade como a instabilidade da região perto deste gatilho é grande a tendência é que ele se amplifique e venha a causar agora sim, uma situação catastrófica.

Uma situação catastrófica é algo que é irreversível na natureza causando modificações notáveis da situação inicial, ou seja, passada a catástrofe a situação não retorna a condição inicial.

Pois bem, na sociedade brasileira está se chegando ao ponto de instabilidade que pode na presença de um pequeno gatilho gere-se um evento catastrófico, ou seja, qualquer evento notável que tenha capacidade de mobilizar parte da população pode gerar uma situação deste tipo. Leia mais »

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As casas legislativas são e sempre foram as casas contra o povo!

As casas legislativas são e sempre foram as casas contra o povo!

Vejo que algumas pessoas bem intencionadas ficam alardeadas quando constatam que o congresso nacional continua votando contra a população. Surpreendem-se as pessoas, pois tem em mente aquela falsa expressão que uma “casa legislativa é a casa do povo”, porém temos que deixar claro que estas casas desde a época do Império sempre votaram contra o povo. Então qual é a novidade e por que só agora se levantam vozes contra os grandes projetos exatamente contra a população? Nada de novidade, é uma pura reprodução do que sempre existiu.

Talvez a grande novidade que aparece de tempos em tempos é que o povo que está mudando e por isto que começam e se dar conta que estas casas simplesmente não o representam, representam sim as oligarquias dominantes. Para entendermos melhor vamos retroceder um pouco na história para compreendermos melhor o que se passa. Leia mais »

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O Golpe: O fim para uma novela de um mau autor.

Muitas vezes somos deparados com filmes, seriados de TV, novelas ou mesmo romances policiais onde o autor na ânsia de prolongar o máximo o sucesso da sua obra, que no início causa sensação e lhe dá audiência começa a enrolar o máximo possível colocando cada vez mais atores e mais trama no seguimento da história.

O problema é que o público começa se cansar da trama e começa a se complicar em descobrir quem são os heróis e os vilões, o caso do golpe está virando uma coisa deste tipo, sabe-se desde o primeiro capítulo que o vilão principal é o Temer, também como ator coadjuvante na vilania temos o Aécio, os dois atores bem canastrões que já não conseguem seduzir ninguém para ver o desfecho da história, porém se o autor ficasse restrito aos dois vilões principais poder-se-ia no fim da trama mandar os dois para a cadeia ou se a trama fosse nos Estados Unidos dos anos 50 para a cadeira elétrica. Leia mais »

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Brasil pode ter a resposta que todo o mundo procura, por RD Maestri

Protestos em Brasília
Foto: Agência Brasil

Por RD Maestri

A grande discussão das forças democráticas no momento é a forma de combater o neoliberalismo e as concepções pós-democráticas que este tenta induzir.

O neoliberalismo está criando um fosso entre a imensa maioria da população e uma oligarquia reinante, os limites da concentração de renda que com os países que possuíam uma socialdemocracia atuante foram rompidos pela ausência da polaridade entre os países capitalistas e os socialistas reais compostos pela a União Soviética, pois na ausência desta o liberalismo que andava esquecido desde a crise de 1929 que impeliu os países a verdadeiras reformas nos controles financeiros, foi substituído por frouxos controles dos fluxos de capitais. Aliando a multiplicação da moeda pelas mais diversas formas de investimento e com a inexistência de um padrão ouro, levou a criação de interesses planetários de lucros crescentes baseados não mais na produção, mas sim no papel denominado Dólar.

Este fosso que olhando somente para o nosso umbigo, achamos que é algo característico do nosso país é internacional, as outrora economias europeias sólidas e solidárias estão se desfazendo em todos os grandes países, nunca se teve além de um número de desempregados tão grande associados a uma crise que perdura há quase uma década, e pior, sem o mínimo horizonte de saída.
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Talvez o Gigante que esteja acordando.

Talvez o Gigante que esteja acordando.

No dia que saíram as revelações do Joesley Batista simplesmente uma boa parcela da população que até aquele momento estava dormindo acordou. Estavam dormindo simplesmente porque na verdade o que este empresário revelou foi simplesmente um velho segredo de Polichinelo.

As revelações de Joesley foram mais importantes do que todos os depoimentos dos empresários do setor da construção na Lava-Jato. Quando iniciou tanto o processo das propinas na Petrobras, para muitos estas ficavam restritas ao setor de petróleo e gás estatal, ou seja, uma corrupção ligada diretamente ao governo nas duas pontas, o governo como proprietário da empresa e os beneficiários também pertencentes a coligação governamental. O que se viu foi uma reprodução de alguns esquemas fraudulentos, como a famosa lista de Furnas que não teve a mesma divulgação que o caso da Petrobras, mas para quem sabia colocava na mesma pasta. Leia mais »

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Os "coxinhas" ajudam a refundação do "povo brasileiro".

Há um aspecto que todos estão desprezando, a influência da saída para as ruas dos "coxinhas".

Na época do início da era do poder do PT no Brasil, a imagem de Lula era forte, porém a identificação de grande parte da população brasileira com o PT era fraca, o partido era mais sustentado por uma base sindicalizada que aos poucos foi perdendo força pelas diversas manobras da direita, as falsas centrais, os falsos candidatos de centro-esquerda e outras narrativas.

Porém todas estas narrativas serviam somente para dissociar os vínculos da maioria da população com o Partido dos Trabalhadores, porém o que faltava na "recriação do povo brasileiro", não como uma entidade neutra que somasse a todos, mas sim como uma entidade surgida de baixo para cima que de forma hegemônica ocupasse seu lugar na política brasileira. Chamo Recriação e não Criação, pois durante a era Vargas, que poucos entenderam como funcionava, o discurso "Trabalhadores do Brasil" criava uma ideia de povo separado da Oligarquia, que apesar das origens políticas e oligarcas do próprio Getúlio Vargas aos poucos se afastavam do presidente e mais a pequena classe trabalhadora urbana brasileira se identificava. Leia mais »

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Bolsonaro e Front National, dois atores para o mesmo papel.

Bolsonaro e Front National, dois atores para o mesmo papel.

Parece que a cada dia fica mais clara a política da direita para as próximas eleições, ou seja, vão utilizar a mesma estratégia que utilizaram há mais de 15 anos na França, a velha e conhecida tática de colocar o Bode na Sala! Como é feito isto? Pois bem, vamos relatar o caso francês e verão a semelhança do que vão fazer no Brasil.

Em 1972 cria-se na França um partido político de extrema-direita e de caráter protecionista, conservador e nacionalista denominado Front National, este partido foi criado por um paraquedista da brigada estrangeira que atuou na guerra colonial da Indochina (atual Vietnam, Laos e Camboja) e na guerra da Argélia, onde os franceses foram batidos nas duas frontes, que via na figura do General Charles de Gaulle um traidor por ter se retirado das colônias. Os sentimentos de parte dos militares eram semelhantes dos alemães durante as duas guerras mundiais, e com a insatisfação Jean-Marie Le Pen ganhou seus adeptos. Leia mais »

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Fotos

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Vídeos

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Documentos

No século XX, a Eugenia, no século XXI a Pegada Ecológica.

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Áudio

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