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Formação Psicologia - Anhembi Morumbi

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STJ mantém condenação de Bolsonaro e o absurdo da possibilidade dele recorrer, por Matê da Luz

STJ mantém condenação de Bolsonaro e o absurdo da possibilidade dele recorrer

por Matê da Luz

Pronto. Era o que faltava pra confirmar que a vida é uma enorme quinta-série C. Façamos um exercício de imaginação: estamos todos em sala de aula, meninos e meninas, na presença de um professor. Vamos supor que temos cerca de 13 anos, pra dar um contexto no qual entendemos a força de nossas palavras e alguns significados relevantes. Um dos meninos levanta e diz, na frente de todos os outros, que tal menina não merece ser estuprada porque é muito feia. Precisa dizer mais ou dá pra entender que este contexto é agressivo o suficiente pro garoto ser expulso de sala de aula com advertência e suspensão? 

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Crônicas de um amor à base de muito sim e alguns nãos necessários, por Matê da Luz

Meu guia de vida vendido nas bancas, a Revista Vida Simples, traz este mês um tema já abordado por aqui - alô, sou tendência! - e discutido a duras penas por todo e qualquer ser humano, seja exterior ou interiormente. Afinal, quem nunca teve dúvidas pra dizer NÃO que atire a primeira pedra... mas lá, pro outro lado, que eu não quero me machucar (o que tenho já basta).

Dizer não requer prática, consciência, sabedoria quase que ancestral - afinal de contas, palavrinha que estabelece limites jamais passa assim, batido. O não em sua infinita finitude traz pontos. Pingos nos is. E isso tem importado deveras por aqui.

 

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Falsas promessas de mudanças profundas, até quando acreditar?, por Matê da Luz

Falsas promessas de mudanças profundas, até quando acreditar?

por Matê da Luz

Confesso, sou dessas pessoas que quando sentem muito quase não conseguem colocar em palavras e/ou organizar as sensações em pensamentos e combinar as ações ao propósito. Sim, me fata maturidade vez ou outra - e hoje entendo que isso é normal, natural, um processo. Quando me pressiono, e tendência é que a opressão cosuma minha energia de forma rápida e eficiente e, então, me vejo paralizada frente a uma enorme pilha de afazeres que sim, me dão prazer e sustento, ou seja, não são de coisas que eu não gosto e/ou posso parar de fazer. 

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O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial, por Matê da Luz

O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial

por Matê da Luz

Olha, é de cair o ** da bunda! Daí tem gente que ainda critica o poder da mídia, diz que a gente (as mulheres) reclamam de tudo e qualquer coisa, que a gente não entende a mensagem e sai falando, falando, falando... Alguém pode me explicar, então, o porquê da capa do especial da Folha sobre o dia dos pais não ilustrar, abordar ou citar uma criança "encaixada" na vida do belo desconhecido que estampa a matéria? 

Pra quem não viu, a imagem taí. Em diversos posts sobre o assunto, no Facebook, feitos por mulheres, é claro, as palavras RECALQUE, FEMINISMO e MIMIMI apareceram tanto da ponta dos dedos de homens quanto de mulheres rebatendo as críticas: afinal de contas, pra que enxergar problema em tudo, não é mesmo? Que os pais encontrem seus momentos de lazer e distração já que são responsáveis por prover a família e QUE BAITA CONCEITO MACHISTA PELO AMOR DE DEUS PESSOAL, AS MULHERES TRABALHAM PRA CARAMBA HOJE EM DIA E SÃO RESPONSÁVEIS POR PELO MENOS 40% DOS LARES NO PAÍS, então não me venham com este argumento mesmo que seja válido lembrar que o elemento principal pra que alguém seja chamado de pai seja a existência do filho.  Leia mais »

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11 anos da Lei Maria da Penha #TáNaHoraDeParar, por Matê da Luz

11 anos da Lei Maria da Penha #TáNaHoraDeParar

por Matê da Luz

A Lei Maria da Penha completa 11 anos. Só 11 anos, mas num País onde as leis parecem cada vez mais distantes das reais necessidades da gente, ufa!, uma aprovação dessas deve ser comemorada com louvor e respeito.

Recebi a carta abaixo num dos grupos feministas que mantenho ativos no WhatsApp e repasso, com o link para o Relógios da Violência, um marcador que exibe o número - ainda bizarro - de mulheres que sofrem os tipos de violência no Brasil todo. Vale acompanhar e prmover as transformações necessárias na sociedade ao seu redor, lembrando que é tão, mas tão importante que sejamos a mudança que desejamos ver no mundo. 

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Pra onde você acha que vai o plástico do mundo? #JulhoSemPlástico, por Matê da Luz

Pra onde você acha que vai o plástico do mundo? #JulhoSemPlástico

por Matê da Luz

Uma das mudanças mais profundas que venho tentando fazer nas minhas práticas rotineiras é reformular a relação que tenho com o mundo - minha participação por aqui, o equilíbrio entre a importância e a irrelevância: nem tão desperezível nem super necessária, mas parte de um todo que existe e fim. Com toda a crendice que me é peculiar, confesso, fazer estas movimentações tem demandado energias que são recrutadas em outras esferas, como a profissional, por exemplo. Lidar com a ansiedade em meio a um turbilhão contextual - econômico, social, político - nadando contra a maré da violência externa para promover paz interna, ufa, tem cansado. 

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Geisy Arruda e o feminismo nosso de cada dia, por Matê da Luz

Eu tenho uma filha mulher e, bastante por conta deste fato, minha atenção em relação à necessidade de políticas extremamente mais feministas vem sendo acelerada de forma exorbitante. Superlativa como a frase aconteceu. 

Pode ser que alguns de vocês questionem: "mas você é mulher, não sentiu esta necessidade antes?". A quem responderei, temendo parecer alienada: "não". Provavelmente porque o machismo é tão inerente à nossa cultura que, desculpe o auê, ser tratada com menor valia me parecia normativo. Hoje, auto-análises mil, percebo que muitos foram os momentos onde a ignorância sobre o meu real valor - lembrando: nem tão alto que me dá o direito de qualquer coisa nem tão baixo que me torna irrelevante - fez com que eu engolisse sapos que se transformaram em enormes dores da alma, dessas que a gente tem que fazer muita terapia pra cuidar. E, então, desde que sou mãe dessa moça, os cuidados me começaram a ser válidos. Encontro que palavras não explicam, a maternidade, uma das expressões mais peculiares às mulheres (pelo simples fato de ser de verdade reservado às mulheres - homens são pais e ponto final), salvou o feminino que em mim habita. 

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Meu pai Oxalá é o rei, venha me valer, por Matê da Luz

Meu pai Oxalá é o rei, venha me valer

por Matê da Luz

Começa Agosto - o mês do desgosto para tantos, tempo de expurgar para então curar, para outros. Eu, se você acompanha as postagens por aqui, sabe que me enquadro no segundo time. Desgosto, à propósito, não tem mais espaço no meu coraçãozinho. 

Pesquisando aqui (usei até a Barsa, antiquíssima mas que enfeita as prateleiras aqui em casa!) pra entender de onde vem esta má fama que acompanha Agosto.

De acontecimentos históricos infelizes às crendices católicas que dão conta que, durante o mês de Agosto, em determinada época, uma horripilante criatura pairava sobre os céus cuspindo fogo e dizimando populações; em outros tempos, o mês é associado ao martírio de São Bartolomeu, cuja morte foi terrível; e, ainda, segundo a Bíblia, é nesta época do ano que acontece a abertura do inferno por Pedro.  Leia mais »

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A Flip e a manchete da Folha online, por Matê da Luz

A Flip e a manchete da Folha online

por Matê da Luz

Uma chamada de pauta deu o que falar nas redes sociais: a Folha Online anuncia "Eleitos musos da Flip, Lázaro, Luaty e Gontijo revelam segredos de beleza". Pronto, causou. 

Algumas pessoas postaram sem abrir a matéria, lançando críticas desbocadas sobre a relevância deste tipo de conteúdo. Outras, que podem ou não ter clicado no link, anunciavam em tom de comemoração que finalmente os homens estavam sentindo na pele o que as mulheres sentem há tanto tempo, essa coisa de ser colocado num espaço que entende o físico como mais relevante que o intelectual, especialmente num encontro literário que, até onde eu saiba, continua sendo o propósito da Flip. 

Curiosa que sou, abri a matéria. 

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Avoa - um pouco de poesia pra enfrentar a adversidade, por Matê da Luz

Avoa - um pouco de poesia pra enfrentar a adversidade

por Matê da Luz

o aviso no pé do peito

é alento, é atento: sai

porque (se) ainda não é a alma
a calma, a brisa,
a brasa
anunciada e já tão pedida
a ponta e o corpo firmes
maleável tempo de pensamento meu

sai

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Encantada pelo maracatu, assim ando eu, por Matê da Luz

Encantada pelo maracatu, assim ando eu

por Matê da Luz

A primeira vez que ouvi a palavra maracatu foi lá nos tempos da Nação Zumbi, em tempos tão distantes que não sei precisar. Entra ano, sai ano, em Setembro de 2016 tive um novo contato – desta vez não só com a palavra, mas com um grupo e, mais especificamente, com um dos integrantes do grupo.

Importante dizer que Setembro de 2016 foi um dos meses mais importantes da minha vida toda, sem exagero algum, e a parte mais mágica disso tudo é que eu já tinha consciência disso vivendo aqueles momentos. Era meu primeiro contato comigo mesma no pós-depressão e, apesar da ânsia em viver intensamente e de verdade de novo, pra mim, por mim, não havia ansiedade ou medo, tudo simplesmente fluía.

Daí que o contato com esse integrante do grupo de maracatu trouxe pra mais perto os conceitos praticados ali que, basicamente, têm fundamento no candomblé. E, já falei em alguns escritos por aqui, tenho paixão nessas religiosidades que lidam com energia invisível e com a ancestralidade. Pronto, não demorou muito, mesmo que seis meses pareçam muito tempo pra algumas pessoas, e lá estava eu na minha primeira oficina de maracatu. Ministrada pelo Mestre Ruminig, da Nação Porto Rico, e por sua namorada, a Carol, em Ubatuba, a cidade que escolhi pra ser meu lar neste momento, tinha como objetivo apresentar os toques de 2017 e aperfeiçoar os integrantes de um dos grupos aqui da cidade. 

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Segunda-feira, dia de Exu - mas também de Obaluaê e Omulu, por Matê da Luz

Segunda-feira, dia de Exu - mas também de Obaluaê e Omulu

por Matê da Luz

O slowliving o qual me propus ao mudar de cidade – de São Paulo para Ubatuba – tem sido pauta recorrente na vida rotineira. Em conteúdos já compartilhados por aqui, falei do tempo como orixá e do quão relevante é a entrega aos processos naturais, mantendo a atenção e a ligação com aquilo sobre o que não existe controle. Pois bem, eis que a temática desenrolou e, agora, as feridas começam a expurgar as dores, num processo de limpeza que também não tenho como escapar.

Esta mudança, a de cidade, tem enorme relação com minha situação contextual em SP e anda tão intimamente ligada aos processos profundos de uma busca que deseja nada mais nada menos do que a cura. Do ponto de vista geral, o “não ter do que reclamar” segue na contramão do que borbulha internamente e, então, trocar a velocidade insana da cidade grande pelo slow mood de uma cidade litorânea – a maresia impacta, acredite! – floresceu o espaço necessário para olhar e cuidar, com atenção, praquilo que estava cansado de ser engolido durante a rotina. Questões especialmente particulares, daquelas que a gente não sai compartilhando por aí e que sequer a terapia convencional dá conta de analisar, porque simplesmente não se trata de análise: o racional, em alguns casos, necessita de pausa para que os processos emocionais sejam limpos e a paz, enfim, resgatada.

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A maioridade da alma, por Matê da Luz

A maioridade da alma, por Matê da Luz

Tanto acontecimento no mundo e o medo pulsando forte no contexto geral, social, econômico. As inseguranças externas acabam por atropelar o tempo preciso de amadurecer com calma - quem disse que isso de fato acontece? Será que são os memes da vida digital, esses que dão conta de trazer a certeza de que em dez encontros/12 passos a gente chega lá? E se não soubermos onde é lá, como é que faz? Ansiedade é a dificuldade de viver no presente, seja ele bom ou ruim - e disso eu entendo, ah, entendo bem mesmo. 

Daí que ano vai, ano vem e o trabalho pelo amadurecimento do que importa, que há de ser a alma, clama por uma tranquilidade jamais experimentada e então, como se só fosse possível assim, as mudanças começam a brotar. De cidade, de religião, de estado de consciência. De preferências alimentares, de alergias, de alegrias, de saudade, de um tanto de coisa que a vida quase não dá conta. E chega o momento, daí, o momento mais crucial de todos, que é o olhar de frente praquilo que a gente tem mais medo. Olhar, reconhecer, respirar e sentir todas as dores e, com sorte e um pouco de treino, entender que resisitir ao sofrimento é cultivo e que, de verdade, pra soltar é preciso passar por ali. Pego papel e caneta e desenho, escrevo palavras soltas e que me conectam com isso e aquilo e as lágrimas saem pra brincar. Tenho medo, muito medo. Pode ser sina, pode ser trauma, pode ser memória atemporal daquelas que nem o véu de Maya consegue encobrir. É esse medo esquisito que apita "a vida não pode dar certo pra você", essa coisa que me torna paralítica mesmo que todos os indícios físicos e reais dêem conta do contrário. 

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Ê, pombogira, ê pombogira, leva as quizilas dessa casa pro lado de lá... , por Matê da Luz

Ê, pombogira, ê pombogira, leva as quizilas dessa casa pro lado de lá...

por Matê da Luz

Dia desses encontrei um link no Facebook que dava conta de levar pra uma matéria falando sobre as Pombagiras. Antes de mais nada, registro oficialmente e por escrito que prefiro o termo Pombogira, mesmo que ambas as versões estejam corretas: caso é que sempre me vem à cabeça a imagem de uma pombinha rodando e ai, isso é um pouco desesperador. Enfim, preferências pessoais.

Daí que a pauta descrevia as entidades de uma forma tão, mas tão esquisita que não consegui deixar de entrar no famigerado embate nos comentários, esta que é uma atividade sobre a qual mantenho compromisso forte no sentido de manter distância, realizando a manutenção da sanidade mental desta que vos escreve. Acontece que a baboseira era tanta que, nossa, não rolou – sou macumbeira, passei pela umbanda e hoje me desenvolvo no candomblé e, portanto, fico possessa quando percebo a religião sendo difamada especialmente quando a intenção não é essa.

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Golpe atrás de golpe e a esperança só pode ser a última que morre, por Matê da Luz

Golpe atrás de golpe e a esperança só pode ser a última que morre

por Matê da Luz

“É o governo mais imaturo que presenciamos” – assim escreveu um colega em seu mural no Facebook. Não estava analisando detalhadamente os últimos episódios tristes que acometeram nosso País mas, de forma fria e calculista, expondo um ponto individual referente à reforma trabalhista. Tal ponto dá conta de que as gestantes podem trabalhar em ambientes insalubres desde que liberadas por ordem médica.

Tão bizarra a narrativa em si – uma grávida trabalhar em ambiente insalubre – que o amigo em questão aponta a falta de noção, tato e estratégia do atual governo no que diz respeito à comunicação propriamente dita pois, de certa forma, não é exatamente isso o que a lei determina, mesmo que dê margem enorme e assertiva para esta interpretação.

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