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Discutimos nas redes sociais sem entender o Brasil

Milhões de pessoas discutem a política e a sociedade brasileira hoje em dia nas redes sociais. Prática positiva se não faltasse à discussão um ingrediente fundamental: conhecimento sobre o Brasil.

Não é fácil compreender a realidade de um país tão complexo quanto o nosso, talvez o de formação cultural mais rica do mundo. Homens e mulheres inteligentes dedicam a vida inteira a este trabalho. E levam décadas para o brasileiro desatento, como eu, descobrir as heranças europeias, indígenas e africanas dentro da própria rotina. Do hábito do banho diário ao costume do cochilo na rede. Do aipim servido no almoço ao excesso de gestos e expressões faciais ao falar. Antes de opinar, entretanto, vale a pena um esforço maior e buscar informação confiável na Internet sobre o assunto. É rápido e fácil. Leia mais »

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Repúdio à ameaça de golpe militar, por Mário Lima Jr

Repúdio à ameaça de golpe militar

por Mário Lima Jr

Durante uma palestra em Brasília, mês passado, o general Antonio Mourão ameaçou o povo brasileiro, 208 milhões de pessoas, e ofendeu a memória daqueles que dedicaram sua vida à formação da democracia nacional. Ele afirmou que está se aproximando o momento no qual finalmente as instituições resolverão o problema da corrupção política através do Judiciário ou, caso não resolvam, o Exército terá que impor uma solução à força (El País).

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Duas infâncias para a mesma criança do Rio de Janeiro

Renatinho tem 8 anos e mora no Fumacê, em Realengo, zona oeste do Rio. Ele brinca fazendo com as mãos montinhos de areia do chão atrás do Bloco 32, entre a quadra de futebol e uma boca de fumo. Às vezes se levanta, pega um pedaço de isopor na lixeira do prédio, passa na parede chapiscada e consegue um efeito bonito parecido com a neve. Os brinquedos da praça estão quebrados. A presença da polícia militar na favela é constante, viaturas circulam de lá pra cá com os vidros abertos, bem devagar. Traficantes, armas, relógios e cordões de ouro também são comuns. As crianças e adolescentes do Fumacê andam descalças, sem camisa, mal vestidas mas de boné na cabeça. Quando tem tiroteio, Renatinho corre pra casa. Se já estiver em casa, se esconde embaixo da mesa da cozinha até o barulho passar. Ele já viu gente morta no chão, assassinada a tiros. Músicas que incentivam a violência e o sexo tocam o dia inteiro em pontos diferentes da favela. Sua prima engravidou e fugiu com um bandido, a família continua procurando. Seu tio está preso. A mãe de Renatinho é dona de casa e o pai dele, porteiro. O nome da facção criminosa que domina o local está espalhado nas paredes da escola onde estuda. Leia mais »

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No futuro não haverá pobreza

Nascemos iguais, nus e ensanguentados. Porque pertencemos à mesma espécie animal, no futuro as pessoas não aceitarão que alguém sofra em condições inferiores de existência, sustentadas por relações amplas de exploração econômica.

A pobreza, que fere a dignidade humana desde o nascimento, deixará de existir. Cada recém-nascido terá acesso a conforto, alimentação e às melhores medidas de prevenção contra doenças disponíveis no mundo. Ao lado do berço dos bebês de qualquer continente, até na África injustiçada, veremos a babá eletrônica mais moderna já fabricada. Equidade garantida pelo esforço do indivíduo e da sociedade universal. Leia mais »

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Chorei lendo uma notícia de honestidade

Quando estacionava seu Chevrolet Prisma mês passado, um jovem de Florianópolis arranhou sem querer um Porsche Cayenne. Não achando o dono do carro de luxo para combinar o pagamento do prejuízo, deixou um recado escrito em um pedaço de papel. Ninguém viu o discreto - e caro - acidente, a consciência de Matheus o impediu de fugir da responsabilidade. Segurei a emoção quando li a notícia, esfreguei os olhos antes que as lágrimas rolassem. Vivemos tempos sombrios intermináveis de corrupção, ódio e extremismo e de pouca honestidade.

O sentido mais profundo de honestidade está associado à pureza. Milhões de brasileiros clamam pela pena de morte contra crimes hediondos, defendem o espancamento público de assaltantes, inclusive menores de idade, e vibram com o sofrimento de criminosos dentro dos presídios. Onde está a pureza? Violência contra quem quer que seja é um ato desonesto de traição à natureza humana.

Confundimos honestidade com respeito ao patrimônio alheio: "Nunca roubei nada de ninguém, portanto sou honesto", mas não é só isso. Também vai além de fazer o que é certo e pagar o que se deve. Sem pureza de alma, somos todos desonestos. Leia mais »

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Oração pela Independência do Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), instituição católica de forte influência política e a quem candidatos costumam pedir bênção durante o período eleitoral, convidou os brasileiros para participar do Dia de Jejum e Oração pelo Brasil neste 7 de Setembro. Para a CNBB, “vivemos um momento difícil e de apreensão no Brasil. A realidade econômica, política, ética vem acompanhada de violência e desesperança. A oração é uma oportunidade para que os cristãos e pessoas de boa vontade que querem um Brasil melhor, mais fraterno e não dividido se unam”. Esquecido do pedido, tomei café da manhã, não posso jejuar, mas escrevi uma oração:

Deus,

perdão pela destruição que até hoje causamos à terra e aos povos livres de pecado que habitavam o Brasil antes da chegada dos europeus. Queimando florestas, escravizando e finalmente revogando reservas ambientais e eliminando direitos ancestrais e modernos conquistados com luta pelo trabalhador.

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Rafael Braga provoca o Brasil da prisão

Enviado por Mario Lima Jr

Você já viu as imagens de Rafael Braga que circulam na Internet? Ele esboça um sorriso de superioridade, de alguém debochado que sabe de algo que o resto das pessoas ignora. Condenado, injustamente, a 11 anos e três meses de prisão, com esse sorriso Rafael desafia os brasileiros a encarar os males mais profundos do País.

Vinte e oito anos de idade, morador de rua, catador de materiais recicláveis e preso pela quarta vez: duas vezes por roubo, em 2006 e 2008; em 2013, por porte de “aparato incendiário ou explosivo”; e em janeiro de 2016, por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

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O maior inimigo dos índios desde a ditadura militar, por Mário Lima Jr

Foto EBC

O maior inimigo dos índios desde a ditadura militar, por Mário Lima Jr

O Governo Temer remove direitos sobre territórios ancestrais da população indígena e prioriza os interesses de latifundiários, mineradoras e corporações do agronegócio. Segundo o Conselho Indigenista Missionário, este é o governo “mais anti-indígena desde a ditadura militar”, que promovia a assimilação cultural com o intuito de esvaziar prerrogativas dos índios.

A lista de ataques contra os povos originários é extensa. Só na última semana, o Ministério da Justiça revogou a Portaria 581 de 2015, que estabelecia uma reserva indígena de 512 hectares no Pico do Jaraguá (São Paulo) e o presidente Michel Temer extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associadas (Renca), área de 47 mil quilômetros entre o Pará e o Amapá, autorizando a atuação de mineradoras no coração da Amazônia e colocando em risco terras indígenas e florestas estaduais. Este ano os recursos da Fundação Nacional do Índio tiveram um corte de 44% em relação a 2016, 87 cargos do órgão foram extintos e o presidente Antônio Costa acabou demitido por se negar a nomear indicados por parlamentares ruralistas.

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Márcia, a falsa prostituta de Brasília

Não por acaso Márcia foi contratada pelo Prazeres do Planalto, puteiro que oferece atendimento de luxo na capital federal. Ela conspirou. Depois não deu aos frequentadores da casa o prazer que prometeu.

A vaga pertencia a Denise Rocha, profissional querida pela clientela formada por deputados, senadores e secretários exigentes e acostumados à vida “gourmet”, feita de produtos e serviços de alto padrão. Márcia publicou na página do Prazeres, no Facebook, uma carta contando todos os podres de Denise. A carta viralizou, metade de Brasília leu que Denise fez dois abortos, teve sífilis e decepcionou um famoso senador na cama. O texto difamatório dizia que Denise, perto dos 40 anos, não oferecia mais aos clientes o mesmo gozo que lhe deu prestígio. Márcia ganhou influência no meio da prostituição e o convite para ocupar a vaga de Denise no Prazeres.

Antes de assumir o cargo, fez um curso de massagem tailandesa, comprou acessórios – algemas, vibradores, óleos – e gastou uma nota em roupas. Tudo pago pela empresa. Jovem, magra, alta, morena, seios médios e firmes, Márcia tinha o talento de conseguir o que queria. Leia mais »

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Temer não é o presidente esperado por Gilberto Freyre, por Mário Lima Jr.

Foto: Lula Marques

Por Mário Lima Jr

Em 1926 Gilberto Freyre escreveu o poema chamado “O outro Brasil que vem aí”. No poema o jovem Freyre diz que ouve os passos do Brasil que será governado por qualquer brasileiro – lenhador, pescador, carpinteiro – desde que seja digno. Advogado, Michel Temer é o primeiro Presidente da República gravado em um ato descarado de corrupção, o oposto do que Freyre desejou.

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Assassinado aos 15 anos, Guilherme nos ensinou uma lição, por Mário Lima Jr

Assassinado aos 15 anos, Guilherme nos ensinou uma lição

por Mário Lima Jr

Antes de morrer, Guilherme Alves ensinou aos moradores do Rio de Janeiro uma forma de recuperar o orgulho do Estado. No quarto assalto sofrido este ano, o jovem carioca se recusou a entregar o celular aos bandidos, lutou com um deles e foi executado com dois tiros na cabeça, dia 12 de julho. Arriscando a vida Guilherme decidiu seguir aquilo que julgava ser correto.

O filósofo americano Henry David Thoreau defendia uma sociedade guiada principalmente pela consciência dos seus cidadãos, não por governos e leis. As polícias, o Governo e as leis do Rio de Janeiro provaram sua incapacidade de combater a violência no Estado, onde um homicídio acontece a cada duas horas. Resta apelar à consciência humana.

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Levem a Maré de violência de volta pra favela

Eu vinha de Aparecida, no Estado de São Paulo, e atravessava a Linha Vermelha de ônibus, domingo passado (16/07), quando o trânsito parou de repente. Logo vi que não era um simples engarrafamento carioca: policiais corriam de arma em punho e motoristas abandonavam seus carros e corriam na direção contrária. Era a violência do Complexo da Maré que transbordava, de novo, ameaçando inocentes.

Bandidos interrompendo bruscamente meu passeio em família? Um absurdo! Pago meus impostos. O motorista do ônibus mandou os passageiros manterem a calma e abaixarem a cabeça, aí que o povo entrou em desespero. Chorando, minha esposa imediatamente se ajoelhou e implorou ajuda a Nossa Senhora Aparecida. Meu filho dormia e não percebeu o terror.

Ninguém sabia direito o que fazer porque na verdade a gente não podia fazer nada dentro do ônibus, presos pelo engarrafamento, perto do 22º Batalhão da Polícia Militar. O nervosismo levou alguns ao banheiro do veículo, outros começaram a falar descontroladamente e poucos cumpriram a ordem de abaixar a cabeça e permanecer em silêncio. Se os marginais viessem num arrastão pra cima da gente, “perdeu”. Leia mais »

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Por que milhões de brasileiros ainda amam Lula

Milhões de brasileiros continuam amando Lula porque seu governo priorizou o combate à pobreza e não existe prova de que seja um criminoso.

Na pesquisa do instituto Datafolha divulgada dia 26 de junho, 30% dos entrevistados declararam intenção de votar em Lula para Presidente da República em 2018. Trinta por cento dos eleitores brasileiros equivalem a aproximadamente 43,2 milhões de pessoas. Embora Lula seja réu em cinco processos, apesar de ter sido conduzido à força para depor no aeroporto de Congonhas, ano passado, e da perseguição sensacionalista da imprensa que começou bem antes disso.

Anunciada dia 12 de julho, o impacto da condenação do ex-presidente sobre as intenções de voto ainda não foi avaliado, mas provavelmente não reduzirá o entusiasmo que os eleitores de Lula, sabendo dos obstáculos de sua trajetória política, demonstraram há menos de um mês.

Lula confirmou sua pré-candidatura para 2018 no pronunciamento após a sentença. Durante a transmissão ao vivo pelo Facebook, um homem fez um comentário interessante:

- Eu não ia votar no cara, mas estão tentando prender um inocente. Agora vou votar nele. Leia mais »

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A alegria foi assassinada no Rio de Janeiro, por Mário Lima Jr.

Por Mario Lima Jr

A menor alegria de viver desapareceu completamente do Rio de Janeiro desde que seres humanos em formação se tornaram alvos frequentes de armas de fogo. A chance de se tornar um cidadão pleno de direitos e deveres pode ser eliminada a tiros bem antes da maturidade – enquanto adolescente frequentando a escola, durante a infância dentro de casa, ou ainda no útero materno.

No momento Arthur está paraplégico. A bala que entrou na barriga de Claudineia, dia 30 de junho, bateu de raspão no crânio do feto, lacerou a orelha dele, atingiu o ombro direito, fraturou a clavícula, entrou no tórax, explodiu a terceira vértebra, fraturou a quarta, atravessou o pulmão esquerdo e saiu.

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É hora de uma atitude diferente no combate à violência

Faz tempo que a população de São Gonçalo (RJ) vive com medo. Seguindo a máxima "Bandido bom é bandido morto", tentamos matá-los, prendemos, mas não dá certo. Há sempre dois bandidos disputando a posição daquele que morreu ou foi preso. Apelamos à Polícia Militar e... bem, deixa pro parágrafo seguinte. Chega de sentir medo. É hora de tomarmos uma atitude diferente no combate à violência: exigir desenvolvimento social, com a autoridade que a Constituição Federal nos confia.

Aluguel de armas, extorsão e sequestro. Escolta armada para fugas, corrupção e venda de drogas. Atividades cotidianas de uma facção criminosa fardada composta por pelo menos 11% do efetivo do 7º Batalhão de Polícia, instalado em São Gonçalo. O mesmo batalhão de onde saíram os policiais assassinos - inclusive o comandante da unidade - da juíza Patrícia Acioli, há seis anos. Se até a polícia nos traiu, a quem recorrer, senão a nós mesmos? Leia mais »

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