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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Uma história da catástrofe neoliberal, por Jota A. Botelho


Diego Rivera: Detroit Industry Murals, Detroit Institute of Arts (1932-33).

Por Jota A. Botelho

Um documentário sobre a catástrofe do modelo neoliberal desde a queda da antiga URSS até Grécia do Syriza, que foi disseminado pela propaganda e pela desinformação da mídia ocidental na busca de defender este sistema criminoso que beneficia cada vez mais os ricos, gerando misérias descomunais em todas as nações que adotaram este modelo econômico de livre mercado. 

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Pequena Fábula, de Franz Kafka

por Jota A. Botelho



"Ah", disse o rato, "o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro". - "Você só precisa mudar de direção", disse o gato, e devorou-o. (*)

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Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

O belo discurso de Che Guevara, que faltou ao PT pela sua história como partido de esquerda, conclamando a juventude sobre a importância do trabalho fazendo do esforço algo criativo e novo.
     "Trabalhar para aperfeiçoar-se, aumentar os conhecimentos e a compreensão do mundo que nos rodeia, de inquirir e averiguar e conhecer bem o porquê das coisas. De estar sempre abertos para receber as novas experiências (...). E de estar permanentemente preocupados com os nossos próprios atos (...). A juventude tem que criar. Uma juventude que não cria é uma anomalia realmente (...). E pensar todos e cada um como ir mudando a realidade, como ir melhorando-a (...). A exigência é ser essencialmente humano, e ser tão humano que se acerquem ao melhor do humano. Que se purifiquem o melhor do homem através do trabalho, do estudo e do exercício da solidariedade continuada com ele e com todos os povos do mundo (...). De reconstruir o que foi destruído ao fim de tudo isso (...)".
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O salário do medo ronda o trabalhador, por Jota A. Botelho


Fotogramas da versão colorizada: a explosão de um dos caminhões carregado de nitroglicerina.

O salário do medo ronda o trabalhador

por Jota A. Botelho

Hoje em dia há várias leituras na blogosfera baseadas em obras do passado que vão desde o mundo das artes, das ciências, da filosofia e da história, até mesmo do amor para nos explicar o que se passa em nosso país. De repente, parece que virou moda, talvez porque quase tudo ficou atual no Brasil. Breve estaremos analisando os papiros do Egito dos faraós tamanho o retrocesso que nos apresenta. E para não ficar fora de moda, embora minha avó já dizia que o bom da moda é ficar fora dela, fui buscar então nas obras de dois Georges, a de Henri-Georges Clouzot, diretor do filme baseado no livro homônimo do segundo, Georges Arnaud, O Salário do Medo, de 1953, uma visão sobre a precarização do trabalho carregado de nitroglicerina pura. 



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O alegre encontro de Pedro Infante e Libertad Lamarque, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho

Cenas musicais colorizadas extraídas do filme Escuela de Música, de 1955, com a dupla Infante & Libertad cantando Aquarela do Brasil, Guadalajara, Cumbancha, El Manicero, Lamento Boricano, Alma Llanera e Lamento Jarocho. Una belleza.
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Ecos de Pedro Páramo, por Jota A. Botelho


Ilustração de Laurie Lipton – Family Reunion, 2005.

Ecos de Pedro Páramo

por Jota A. Botelho

Sobre este tema, recorremos a interessante conferência do já falecido jornalista, escritor e crítico mexicano Germán Dehesa sobre Juan Rulfo, que nos ilumina a obra deste singular autor da literatura mexicana. Dehesa faz uma leitura tão bem apurada do livro Pedro Páramo que nos leva à reflexão tanto pelo significado da obra quanto pela sua transcendência para o nosso país. Mas, em particular, sobre a realidade do México, principalmente depois que o país abriu o século XX com uma revolução única e inusitada, sobretudo ao se tornar eminentemente popular em sua fase mais aguda, onde seus dois principais líderes neste campo chegaram a ocupar a sede do governo, sem contudo ocupar o poder. 

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Um atentado português, pá!, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho


Ilustrações da HQ 'Atentado a Salazar', por Santos Costa.  

No dia 04 de julho de 1937, Salazar foi alvo de um atentado à bomba que rebentou perto de seu carro quando ele saia para assistir uma missa. Missa? Foi um milagre, então, ó Jesus? Ora, ora, pois não foi, pá! Seria trágico se não fosse cômico, ou vice-versa, mas o fato é que os nossos patrícios já não suportavam mais o 'tiraninho' como diria Fernando Pessoa. E foi uma lambança geral nas investigações, que vieram até agentes da Itália de Mussolini. No entanto, antes deste assombroso atentado, houve uma outra tentativa no ano de 1934, onde dois de nossos ferozes patrícios resolveram acabar com a vida de Salazar à bala, isso mesmo: À BALA! Mas com um pequenino porém: um dos gajos tinha as balas, mas não tinha a arma, enquanto que o outro tinha a pistola, mas não tinha as balas. Acredite se quiseres, pá... Ficariam presos durante muitos anos.



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Mino Carta Dois Pontos, por Jota A. Botelho


A bela capa da Revista Carta Capital em que Mino Carta, em sua conversa com os leitores, evoca o filme Os Companheiros, de Mario Monicelli.

Mino Carta Dois Pontos, por Jota A. Botelho

Parafraseando o título do livro do jornalista Newton Carlos, publicado pela Editora Codecri do antigo Pasquim, América Latina Dois Pontos, de 1978, trazemos aqui duas entrevistas de Mino Carta do canal da Revista Carta Capital no youtube, ambas coincidentemente às vésperas do Dia do Trabalho. A primeira, datada de 27 de abril deste ano de 2017, e a segunda, de 30 de abril de 2015. Além dos temas tratados com uma atualidade inequívoca, mas é na segunda entrevista que se referia sobre a Terceirização e que foi matéria de capa da edição da Revista naquele ano, e onde ele também fala de um outro encontro que houve na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, cujo evento prestava homenagens ao prof. Fábio Konder Comparato que também formulava um projeto para o Brasil, tal como agora com o prof. Bresser Pereira e outros. Mas ao final da entrevista, Mino Carta evoca o filme Os Companheiros, de Mario Monicelli, produzido em 1963, sobre as lutas operárias na cidade de Turim, Itália, na virada do século XIX. E é sobre esta belíssima obra que nos juntamos ao grande Editor e publicamos também o seu editorial no qual ele recorda de quando viu o filme em Nova York nos começos do ano seguinte ao de 1963, assim como de sua participação daquele encontro na Faculdade de Direito.




 

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Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber explica o filme A Idade da Terra

Nesta entrevista a Luis Fernando Silva Pinto, realizada no Festival de Veneza em 1980, data do lançamento do filme A Idade da Terra, Glauber Rocha além de explicar o longa-metragem, fala sobre o sequestro de Cristo pela Europa importando um Deus para si, razão pela qual o leva a resgatar este Cristo para o Terceiro Mundo nas figuras de um Cristo Negro, um Cristo Pescador, um Cristo Branco como se fosse o Rei Dom Sebastião, o conquistador português, e um Cristo Guerreiro-Ogum de Lampião, ambos interpretados por Antonio Pitanga, Jece Valadão, Tarcísio Meira e Geraldo Del Rey respectivamente, que segundo Glauber, representam os quatros Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o verdadeiro Cristo no Terceiro Mundo, cuja identidade nos é revelada como se fosse um Terceiro Testamento, recontado através do mito dos quatro Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. Sendo assim, afirma Glauber Rocha, o longa assume um tom profético, bíblico e religioso. Mas fazemos aqui uma leitura completamente livre, apenas através de imagens extraídas do próprio filme, sem quase nada para explicá-las, pois pensamos que elas falam por si mesmas, desta que foi a última obra do cineasta considerada por muitos, tanto pelo público quanto pela crítica, chatíssima e incompreensível, como tudo que sempre pensaram quando vinha de Glauber Rocha.  



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A luta pela sobrevivência, por Jota A. Botelho

A luta pela sobrevivência, por Jota A. Botelho

A luta pela sobrevivência está muito bem representada no filme A Ilha Nua (The Naked Island, 1960), do cineasta japonês Kaneto Shindô, que viveu nada menos que 100 anos. Nascido em 1912, na cidade de Hiroshima, onde conviveu com a tragédia que se abateu sobre a nação, em que ele procurou retratar os estragos da bomba atômica em grande parte de seus filmes, como em Filhos de Hiroshima (1952) e A Mãe (1963), ambos passado na cidade vítima de seu efeito devastador, veio a falecer no mesmo local em 2012. Sobre A Ilha Nua, Shindô se inspirou no trabalho duro de seus pais, onde lembra sobretudo da mãe, que se tornaram de ex-proprietários de terra falidos em agricultores. Sobre o filme, de uma beleza plástica impressionante e completamente sem diálogos, pontuado pela música inebriante de Hikaru Hayashi, ele o descreve como "um poema cinematográfico para tentar capturar a vida de seres humanos lutando como formigas contra as forças da natureza".  E é nesta poesia visual que vamos ver a vida cotidiana de um casal e seus dois filhos numa luta diária de 'Sísifo' de trazer água para ilha desolada onde vivem e ganham o seu sustento e o sustendo dos seus. É de um humanismo arrebatador.


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A vez dos tribunais, por Jota A. Botelho


 

A vez dos tribunais, por Jota A. Botelho

A canção que abre o primeiro álbum de Zeca Afonso, Coro dos Tribunais, gravado após a Revolução dos Cravos, ocorrida em 25 abril de 1974. José Manuel Afonso dos Santos (1929-1987), também conhecido pelo diminutivo de Zeca Afonso, famoso pela canção que se tornaria a senha do movimento de abril em Portugal, 'Grândola, Vila Morena', considerado o travador da liberdade lusitana, neste disco conta com a colaboração de alguns dos músicos mais interventivos na sociedade portuguesa da época, como Adriano Correia de Oliveira, Carlos Alberto Moniz, Michel Delaporte, Yório Gonçalves, Vitorino, Fausto (arranjos e direção musical) e José Niza (produção do LP). Um destaque especial também pela capa do álbum ao artista gráfico José Brandão. Com letra de Bertolt Brecht, na versão de Luis Francisco Rebelo, e adaptação musical de Zeca Afonso. 

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Um poema de Kaváfis

Enviado por Jota A. Botelho



Um poema de Konstantinos Kaváfis - Ítaca (1911)



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A nova classe média no Brasil, por Jota A. Botelho


A nova classe média no Brasil, por Jota A. Botelho

Com a morte anunciada da classe média getulista o Brasil chega finalmente nos Tempos Modernos chapliniano. Quanto atraso! Nele surgirá uma nova classe média brasileira que nos lembrará Carlitos, com direito a um figurino burguês trajando terno e gravata amarrotados e puídos, um chapéu coco e uma bengalinha para dissimular o vagabundo que se esconde dentro desses trajes. Mas sem a genialidade do maior personagem já criado no cinema em todos os tempos. Viverá também nos becos e ruelas das grandes cidades, ou nos rincões do país, sempre fugindo do encalço da polícia ou dos guardas de esquina, fazendo biscates, vivendo ao léu. E também sem a doçura e o humanismo que o personagem criado por Chaplin comovia a todos, desde o mendigo ao milionário. Terá agora a sua oportunidade de pagar o preço de suas pretensões e veleidades, de sua ignorância e vilania ao tripudiar da DEMOCRACIA BRASILEIRA. 

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O espião brasileiro na Guerra Civil Espanhola, por Jota A. Botelho



No documentário intitulado Operación Nikolai, realizado pela TV3 da Catalunha, em 1992, e dirigido por Maria Dolors Genovès, nos revela que um espião da antiga NKVD (atualmente KGB) era um brasileiro identificado como José Escoy, e que teria sido um dos cérebros da operação de sequestro, tortura e morte de Andreu Nin, o marxista catalão e anti-stalinista, ex-ministro da Justiça da Generalitat em Barcelona, fundador e líder do POUM, partido de orientação trotskista já rompido com Leon Trotski. 



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O leilão do Império Romano


Commodus (Christopher Plummer no filme) assume o trono romano.
 
A Queda do Império Romano, filme realizado por Anthony Mann, em 1964. No auge da expansão geográfica do Império Romano, o general Lívio comanda a nova política do imperador Marco Aurélio, que quer a pacificação nas fronteiras e a adoção de uma certa autonomia para os povos conquistados. Mas Marco Aurélio acaba envenenado pelo seu filho Cômodo, que assume o trono e mergulha Roma no caos político e administrativo, o que dá origem à queda do Império Romano. Nesta cena final, com a morte de Cômodo, o Império Romano é leiloado em praça pública. 



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