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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Paris, os loucos anos vinte, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho



Um parêntese de liberdade, um momento mágico entre as duas guerras mundiais, os felizes anos 20 que só durou uma década, numa época que Paris viveu uma intensidade criativa e uma efervescência nunca visto antes. A noite temática da RTV Espanhola investiga esta história da capital francesa no documentário Paris, os loucos anos vinte, onde se vendiam sonhos todos os dias e noites pela Cidade Luz, e que Hemingway a descreveu na sua obra Paris é uma Festa

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O trabalho sem cidadania, por Boaventura Sousa Santos

Por Jota A. Botelho

Entrevista com o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos sobre a crise do trabalho no mundo do capitalismo neoliberal onde sua relação perde toda a cidadania. Será o fim do Contrato Social firmado desde o século XVII

Segundo o prof. Boaventura o capitalismo neoliberal é um capitalismo global que mostra toda a sua vocação antissocial globalizante e, portanto, sobrepondo aos Estados Nacionais. Como a proteção social ainda hoje é ancorada nos Estados Nacionais, na medida que ele sobrepõe a estes Estados, ele irá fazer um ataque aos direitos sociais e econômicos, sobretudo aos direitos laborais. 

E, por outro lado, ele vai promover um outro discurso - os dos direitos humanos - como sendo um discurso progressista, mas para quem está atento isso acarretará a substituição do discurso dos direitos da cidadania por este discurso, que embora válidos, mas não tem a mesma eficácia, a mesma densidade política, não tem os meios de coesão e aplicação que tem os direitos da cidadania, mudando assim completamente a lógica anterior com a hegemonia deste discurso, que provocará uma deteriorização dos direitos de cidadania. Obviamente, ainda segundo o prof. Boaventura, o objetivo desta forma de capitalismo neoliberal é transformar o trabalho num fator de produção e nada mais. 

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Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho



Na escuridão da noite: poesia e miséria em Nelson Cavaquinho

por Jota A. Botelho

O documentário "Nelson Cavaquinho", realizado pelo diretor Leon Hirszman e lançado em 1969, faz um breve retrato de Nelson Cavaquinho e da periferia do Rio de Janeiro a partir de sua casa em Bangu, resgatando parte da obra deste lendário músico de forma pungente e arrebatadora, onde é captado toda a miséria ao redor, como se ela fosse o húmus para a poesia embriagadora e embelezadora ungida pela  indiferença do grande compositor e poeta, que tocava um violão único e inimitável, sustentada pelo seu humanismo nas afirmações contidas em duas de suas canções presentes no documentário: "do pó vieste e para o pó irás/ nesse planeta tudo se desfaz /... porque o teu castigo chegará também /...guarda a tua riqueza /que eu ficarei com a pobreza/ eu me considero rico em ser pobre/... tu também és um que vieste do pó...", pois ele sabe que irá partir um dia: "vou partir/não sei se voltarei... partirei para bem longe/ não precisas te preocupar..."Leia mais »

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Gilberto Freyre e o juridicismo brasileiro, por Jota Botelho

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Foto: Divulgação

Por Jota A. Botelho

Vale a pena assistir o trecho da conferência de Gilberto Freyre proferida no Rio de Janeiro, em 1985, no 2º. Congresso Brasileiro de Psicanálise d'A Causa Freudiana do Brasil que nos surpreende e se mostra atualíssima, onde ele aproveita da referência do encontro para aconselhar que grande parte dos juristas brasileiros precisavam ser 'psicanalizados'. Nesta conferência, Freyre desanca a justiça brasileira devido a sua quase divinização de seus agentes jurídicos que não tomam conhecimento do social, constituindo uma casta intolerante cuja solução para os problemas brasileiros deve ser a JURÍDICA e nunca a SOCIAL, isto é, o JURIDICISMO exerce uma grande resistência aos problemas sociais brasileiros, tendo ainda uma predominância na vida intelectual, política e econômica do Brasil, sendo regido apenas pelo seu exclusivismo jurídico, dentro de seu mundo fechado de doutores, e canonizados pela tradição dos bacharéis do Direito oriundos da Universidade de Coimbra, em Portugal, que influenciaram as primeiras faculdades jurídicas no Brasil. E também critica, como exemplo, o exclusivismo jurídico de Rui Barbosa.

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Brecht e a queima do café no Brasil, por Jota A. Botelho


Cartão postal em alemão mostra uma cena da queima do café em Santos (Kaffeeverbrennung in Brasilien). Ao lado, cartaz nos EUA com o subtítulo da tradução inglesa 'Whither Germany?' e o nome do teatro da Filadélfia de sua exibição (ca. 1933)

Brecht e a queima do café no Brasil

por Jota A. Botelho

O filme Kuhle Wampe oder Wem gehört die Welt, ou simplesmente Kuhle Wampe, mostrado nos EUA como Whither Germany? e intitulado no Brasil como A Quem Pertence o Mundo?, teve suas cenas finais dirigidas por Bertolt Brecht onde ele mostra um debate político entre os passageiros de um trem sobre a queima do café ocorrida no Brasil nos anos 1930, bem como a situação econômica da Alemanha e o futuro político do mundo, sendo finalizada com uma canção de luta e esperanças entoada pelos trabalhadores desempregados numa Berlim mergulhada no caos da Grande Depressão. Estas cenas, por mostrarem vários grupos sociais distintos, podem ser interpretadas como uma síntese da sociedade alemã da época, ainda bastante dividida quanto às suas posições políticas, antes de cair de vez no colo dos nazistas. 


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A Conferência de Vazei

por Jota A. Botelho

Os momentos decisivos de consumação do Golpe de Estado depois de ultrapassada as etapas de conspiração e realização, antes das etapas de estruturação e consolidação do Novo Regime, como todos os golpes ocorridos neste país. Quanto à sua derrocada, nem Deus sabe. 


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Uma história da catástrofe neoliberal, por Jota A. Botelho


Diego Rivera: Detroit Industry Murals, Detroit Institute of Arts (1932-33).

Por Jota A. Botelho

Um documentário sobre a catástrofe do modelo neoliberal desde a queda da antiga URSS até Grécia do Syriza, que foi disseminado pela propaganda e pela desinformação da mídia ocidental na busca de defender este sistema criminoso que beneficia cada vez mais os ricos, gerando misérias descomunais em todas as nações que adotaram este modelo econômico de livre mercado. 

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Pequena Fábula, de Franz Kafka

por Jota A. Botelho



"Ah", disse o rato, "o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro". - "Você só precisa mudar de direção", disse o gato, e devorou-o. (*)

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Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

Che Guevara e o trabalho, por Jota A. Botelho

O belo discurso de Che Guevara, que faltou ao PT pela sua história como partido de esquerda, conclamando a juventude sobre a importância do trabalho fazendo do esforço algo criativo e novo.
     "Trabalhar para aperfeiçoar-se, aumentar os conhecimentos e a compreensão do mundo que nos rodeia, de inquirir e averiguar e conhecer bem o porquê das coisas. De estar sempre abertos para receber as novas experiências (...). E de estar permanentemente preocupados com os nossos próprios atos (...). A juventude tem que criar. Uma juventude que não cria é uma anomalia realmente (...). E pensar todos e cada um como ir mudando a realidade, como ir melhorando-a (...). A exigência é ser essencialmente humano, e ser tão humano que se acerquem ao melhor do humano. Que se purifiquem o melhor do homem através do trabalho, do estudo e do exercício da solidariedade continuada com ele e com todos os povos do mundo (...). De reconstruir o que foi destruído ao fim de tudo isso (...)".
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O salário do medo ronda o trabalhador, por Jota A. Botelho


Fotogramas da versão colorizada: a explosão de um dos caminhões carregado de nitroglicerina.

O salário do medo ronda o trabalhador

por Jota A. Botelho

Hoje em dia há várias leituras na blogosfera baseadas em obras do passado que vão desde o mundo das artes, das ciências, da filosofia e da história, até mesmo do amor para nos explicar o que se passa em nosso país. De repente, parece que virou moda, talvez porque quase tudo ficou atual no Brasil. Breve estaremos analisando os papiros do Egito dos faraós tamanho o retrocesso que nos apresenta. E para não ficar fora de moda, embora minha avó já dizia que o bom da moda é ficar fora dela, fui buscar então nas obras de dois Georges, a de Henri-Georges Clouzot, diretor do filme baseado no livro homônimo do segundo, Georges Arnaud, O Salário do Medo, de 1953, uma visão sobre a precarização do trabalho carregado de nitroglicerina pura. 



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O alegre encontro de Pedro Infante e Libertad Lamarque, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho

Cenas musicais colorizadas extraídas do filme Escuela de Música, de 1955, com a dupla Infante & Libertad cantando Aquarela do Brasil, Guadalajara, Cumbancha, El Manicero, Lamento Boricano, Alma Llanera e Lamento Jarocho. Una belleza.
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Ecos de Pedro Páramo, por Jota A. Botelho


Ilustração de Laurie Lipton – Family Reunion, 2005.

Ecos de Pedro Páramo

por Jota A. Botelho

Sobre este tema, recorremos a interessante conferência do já falecido jornalista, escritor e crítico mexicano Germán Dehesa sobre Juan Rulfo, que nos ilumina a obra deste singular autor da literatura mexicana. Dehesa faz uma leitura tão bem apurada do livro Pedro Páramo que nos leva à reflexão tanto pelo significado da obra quanto pela sua transcendência para o nosso país. Mas, em particular, sobre a realidade do México, principalmente depois que o país abriu o século XX com uma revolução única e inusitada, sobretudo ao se tornar eminentemente popular em sua fase mais aguda, onde seus dois principais líderes neste campo chegaram a ocupar a sede do governo, sem contudo ocupar o poder. 

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Um atentado português, pá!, por Jota A. Botelho

Por Jota A. Botelho


Ilustrações da HQ 'Atentado a Salazar', por Santos Costa.  

No dia 04 de julho de 1937, Salazar foi alvo de um atentado à bomba que rebentou perto de seu carro quando ele saia para assistir uma missa. Missa? Foi um milagre, então, ó Jesus? Ora, ora, pois não foi, pá! Seria trágico se não fosse cômico, ou vice-versa, mas o fato é que os nossos patrícios já não suportavam mais o 'tiraninho' como diria Fernando Pessoa. E foi uma lambança geral nas investigações, que vieram até agentes da Itália de Mussolini. No entanto, antes deste assombroso atentado, houve uma outra tentativa no ano de 1934, onde dois de nossos ferozes patrícios resolveram acabar com a vida de Salazar à bala, isso mesmo: À BALA! Mas com um pequenino porém: um dos gajos tinha as balas, mas não tinha a arma, enquanto que o outro tinha a pistola, mas não tinha as balas. Acredite se quiseres, pá... Ficariam presos durante muitos anos.



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Mino Carta Dois Pontos, por Jota A. Botelho


A bela capa da Revista Carta Capital em que Mino Carta, em sua conversa com os leitores, evoca o filme Os Companheiros, de Mario Monicelli.

Mino Carta Dois Pontos, por Jota A. Botelho

Parafraseando o título do livro do jornalista Newton Carlos, publicado pela Editora Codecri do antigo Pasquim, América Latina Dois Pontos, de 1978, trazemos aqui duas entrevistas de Mino Carta do canal da Revista Carta Capital no youtube, ambas coincidentemente às vésperas do Dia do Trabalho. A primeira, datada de 27 de abril deste ano de 2017, e a segunda, de 30 de abril de 2015. Além dos temas tratados com uma atualidade inequívoca, mas é na segunda entrevista que se referia sobre a Terceirização e que foi matéria de capa da edição da Revista naquele ano, e onde ele também fala de um outro encontro que houve na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, cujo evento prestava homenagens ao prof. Fábio Konder Comparato que também formulava um projeto para o Brasil, tal como agora com o prof. Bresser Pereira e outros. Mas ao final da entrevista, Mino Carta evoca o filme Os Companheiros, de Mario Monicelli, produzido em 1963, sobre as lutas operárias na cidade de Turim, Itália, na virada do século XIX. E é sobre esta belíssima obra que nos juntamos ao grande Editor e publicamos também o seu editorial no qual ele recorda de quando viu o filme em Nova York nos começos do ano seguinte ao de 1963, assim como de sua participação daquele encontro na Faculdade de Direito.




 

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Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber Rocha e a Teoria do Choque, por Jota A. Botelho

Glauber explica o filme A Idade da Terra

Nesta entrevista a Luis Fernando Silva Pinto, realizada no Festival de Veneza em 1980, data do lançamento do filme A Idade da Terra, Glauber Rocha além de explicar o longa-metragem, fala sobre o sequestro de Cristo pela Europa importando um Deus para si, razão pela qual o leva a resgatar este Cristo para o Terceiro Mundo nas figuras de um Cristo Negro, um Cristo Pescador, um Cristo Branco como se fosse o Rei Dom Sebastião, o conquistador português, e um Cristo Guerreiro-Ogum de Lampião, ambos interpretados por Antonio Pitanga, Jece Valadão, Tarcísio Meira e Geraldo Del Rey respectivamente, que segundo Glauber, representam os quatros Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o verdadeiro Cristo no Terceiro Mundo, cuja identidade nos é revelada como se fosse um Terceiro Testamento, recontado através do mito dos quatro Evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. Sendo assim, afirma Glauber Rocha, o longa assume um tom profético, bíblico e religioso. Mas fazemos aqui uma leitura completamente livre, apenas através de imagens extraídas do próprio filme, sem quase nada para explicá-las, pois pensamos que elas falam por si mesmas, desta que foi a última obra do cineasta considerada por muitos, tanto pelo público quanto pela crítica, chatíssima e incompreensível, como tudo que sempre pensaram quando vinha de Glauber Rocha.  



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