Revista GGN

Assine
imagem de José Carlos de Assis
Profissão Professor/Economista
Formação Doutor em Engenharia de Produção

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia, por J. Carlos de Assis

putin_-_kremlin.jpg

Foto: Kremlin

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia

por J. Carlos de Assis

Os problemas brasileiros tornaram-se tão graves nos últimos anos que corremos o risco de não ver nenhum deles resolvido antes que um tsunami internacional, uma guerra da Rússia contra a OTAN, inicialmente em solo ucraniano, nos envolva em terríveis desafios externos. Na eventualidade dessa guerra podemos ser atingidos de diferentes formas, a mais elementar delas sendo os Estados Unidos  impondo um embargo total contra os russos, o que nos afetaria diretamente.  No caso das proteínas, isso seria grandemente facilitado pela JBS, o maior produtor e exportador mundial, agora plantada em território norte-americano.

A grande imprensa brasileira praticamente não acompanha ou dá notícias sobre essa crise. Os principais correspondentes de televisão estão baseados em Nova Iorque. Refletem o que noticia a imprensa norte-americana padrão, enquanto a imprensa norte-americana padrão dá a exata versão de propaganda do Departamento de Estado. Foi assim quando o que chamam de Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi apresentado como massacre de milhares de jovens, quando a contabilidade final (Foreign Affairs) não apontou um único morto. Entretanto a  imprensa padrão, lá e cá, ainda fala em massacre.

Leia mais »

Média: 4.5 (25 votos)

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

Leia mais »

Média: 5 (6 votos)

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros, por J. Carlos de Assis

reais_marcos_santos_usp_imagens_3.jpg

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros

por J. Carlos de Assis

Aparentemente temos o sistema bancário mais honesto do mundo. No meio da avalanche de corrupção por compra de parlamentares envolvendo grandes construtoras e o maior conglomerado de carnes do mundo, ninguém surgiu, até o momento, para apontar o menor deslize moral dos bancos brasileiros. A bem da verdade, houve apenas uma suspeita. Trabuco, presidente do Bradesco, envolvido na operação Zelotes, foi inocentado por unanimidade pelo Tribunal Federal de Recursos da 1ª. Região.

Há dois tipos de justificativa para isso. Ou os banqueiros brasileiros se contentam em roubar o povo, pressionando pelas taxas de juros mais altas do planeta como se fosse uma coisa natural, ou simplesmente operam a corrupção com mão de gato, colocando terceiros – por exemplo, a FIESP – como operadores de suas maracutaias. Lembro-me bem como, na constituinte, um operador da FIESP e da CNI, Rui Figueiredo, tendo por trás os bancos, percorria com uma mala preta os corredores do Congresso comprando parlamentares.

Podemos perguntar, diante dessa segunda hipótese, por que as empreiteiras foram pegas por Moro e os banqueiros conquistaram tanta condescendência na Justiça, como é o caso do TRF-1. Acho que a única explicação para isso é que são tremendos profissionais, protegidos pelo competente cartel da Febraban e sob a proteção generosa do Banco Central.   Caso fossem colocados nas mãos de Sérgio Moro, é possível que, depois de meses a fio de prisão temporária, acabassem abrindo o bico em profusão de delações premiadas.

Leia mais »

Média: 5 (18 votos)

Confissão de culpa indireta de Michel Temer, por J. Carlos de Assis

Confissão de culpa indireta do presidente Michel Temer

por J. Carlos de Assis

De acordo com a revista IstoÉ desta semana, o presidente Michel Temer não se diz inocente. Textualmente, segundo a capa da revista, ele diz: “Duvido que o Rocha Loures vá me denunciar”. Alguém que fosse realmente inocente não falaria dessa forma. Diria mais ou menos assim: “Não temo o que venha a declarar Rocha Loures porque não tenho nada a esconder”. Se ele duvida que o homem da mala preta, com aquele jeito um tanto sonso e perdido, vai denunciá-lo, é porque Rocha Loures tem o que denunciar. 

Não sendo esta a primeira vez que Temer, segundo a Procuradoria Geral da República, tenta burlar a Justiça, é muito provável que tenha feito chegar a Loures sua declaração que, bem analisada, soa como ameaça. “Duvido que Rocha Loures vá me denunciar” significa o seguinte: Aguenta a mão aí, meu camarada, pois, do contrário, acertarei as contas com você no futuro. Este seria o elemento equilibrador de um jogo político no qual, do outro lado, há um sistema judicial implacável, disposto a arrancar delações à custa de altas penas.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Rio dá o primeiro sinal concreto de convulsão social no Brasil, por J. Carlos de Assis

Rio dá o primeiro sinal concreto de convulsão social no Brasil

por J. Carlos de Assis

Materializaram-se no centro do Rio os primeiros sinais da grande convulsão social que vem sendo anunciada por cientistas políticos e economistas, inclusive por mim, como consequência da crise econômica e política sem precedentes em que estamos mergulhados. Presenciamos a consequência direta do aumento do desemprego, da contração da economia por três anos seguidos, do estrangulamento dos serviços públicos estaduais, da ação inexperiente e estúpida da Lava Jato que não conseguiu separar empresários de empresas levando virtualmente à bancarrota cadeias produtivas de centenas de empresas.

A receita fiscal desaba e o Governo comandado por Meirelles corta gastos reais do setor público enquanto defende os interesses dos banqueiros e financistas cobrindo com déficits gigantescos as despesas com juros estratosféricos. É um acinte. Jamais tivemos situação similar em nossa história. O Rio, duplamente estrangulado pela dívida junto à União e a queda da receita do petróleo, juntamente com a queda de receitas devida à depressão geral, tornou-se a vanguarda do caos para o qual inexoravelmente caminha todo o país. Como o resto do país, está nas mãos de uma canalha neoliberal, cuja menor culpa é a corrupção.

Leia mais »

Média: 4.4 (25 votos)

A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França, por J. Carlos de Assis

AFP/Denis Charlet

A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França

por J. Carlos de Assis

Em sua autobiografia parcial “Times of Upheavel”, o então Assessor de Segurança Nacional dos EUA Henry Kissinger, que acompanhava o presidente Richard Nixon numa visita à França no início dos anos 70, perguntou candidamente a De Gaulle como seria possível evitar o domínio da Europa pela Alemanha num eventual integração europeia. De Gaulle, sem se dignar olhar para Kissinger e fixando Nixon, disse secamente: “Par la guerre!”

Não será tão simples. A Alemanha praticamente escravizou a Europa  com a imposição de suas políticas neoliberais contracionistas através do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, que domina. O continente está mergulhado desde 2008 numa crise de recessão ou contração, impedido por Berlim de qualquer reação eficaz. O fracasso de Hollande foi justamente de não cumprir promessas de investimentos em campanha por bloqueio alemão.

Leia mais »

Média: 3.9 (9 votos)

A volta do JB mudará o cenário da imprensa no Rio e no Brasil, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A volta do JB mudará o cenário da imprensa no Rio e no Brasil

por J. Carlos de Assis

Mais importante título da imprensa escrita brasileira, o “Jornal do Brasil” será relançado nos próximos dois meses como jornal impresso depois de vários anos em hibernação. De acordo com Omar Peres, empreendedor conhecido mais como do ramo de restaurantes e que decidiu lançar-se no setor de comunicação, faltam alguns procedimentos jurídicos para desembaraçar  o jornal de suas pendências trabalhistas prévias. Contudo, ele está otimista. Na verdade, está entusiasmado em face da reação favorável ao anúncio da volta.

O empresário não é exatamente um neófito na área de imprensa. Fundou e dirigiu um jornal diário em Juiz de Fora, do qual, aliás, fui colunista. Não deu certo, mas a experiência lhe ensinou por onde não seguir. Lembro-me que Al Neuhart, o audacioso criador do “US Today” no início dos anos 80, experimentou um fracasso retumbante com seu “Florida Today” antes de conquistar o maior sucesso do jornalismo norte-americano desde a consolidação dos até então nunca desafiados jornais de Nova Iorque, de Washington e da Costa Leste.

Leia mais »

Média: 4.9 (16 votos)

A sentença a la carte nas decisões do Supremo, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A sentença a la carte nas decisões do Supremo

por J. Carlos de Assis

O Supremo Tribunal Federal acaba de inventar a sentença a la carte, ou sob medida. A lei que se aplica a Lula não é a mesma que se aplica a Moreira Franco. Os fatos fundamentais são os mesmos, ou seja, uma suposta tentativa de fugir da justiça de primeira instância e ganhar foro privilegiado como ministro de Estado, mas a decisão difere em razão da personalidade do paciente da ação. Os detalhes jurídicos são de menor importância. Para a opinião pública, estamos diante de um esbulho do sistema jurídico hipertrofiado.

O que impressiona em tudo isso é que a decisão relativa a Moreira Franco parece bem fundamentada. O chefe do Executivo tem todo o direito de nomear seus ministros independentemente de sua condição jurídica. É uma prerrogativa. A Justiça que se vire para transformar o acusado em réu, e réu em condenado. Um simples indiciado em processo criminal merece, em todos os sistemas civilizados, o benefício da presunção de inocência. O grande problema é: por que esse mesmo princípio não se aplicou a Lula?

Leia mais »

Média: 4.5 (8 votos)

Frente Parlamentar em defesa da soberania nacional, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Frente Parlamentar em defesa da soberania nacional

por J. Carlos de Assis

Organiza-se no Congresso Nacional, sob inspiração do deputado Patrus Ananias e com apoio de um grupo de senadores, entre os quais Roberto Requião e Lindberg Farias, uma frente parlamentar suprapartidária em defesa da soberania nacional. Talvez jamais na história republicana uma iniciativa desse tipo foi mais oportuna. A soberania do Estado brasileiro está em risco tendo em vista o programa em curso de desnacionalização sem paralelo, atacando inclusive alguns ícones históricos da economia nacional, como a Petrobrás.

Na avalanche de iniciativas recentes do Governo Temer, está patente que se põe em marcha um programa de desmonte do setor público e do que resto de setor privado nacional. A sociedade não tem nem tempo nem informação a respeito desse processo alienante, já que a grande mídia, que forma opinião, está literalmente vendida ao sistema financeiro que é o grande beneficiário do esquema de privatização. O objetivo último é vender na bacia das almas o patrimônio público para abrir espaço para o setor privado, sobretudo internacional.

Leia mais »

Média: 4.5 (17 votos)

Reforma previdenciária como mais um fator de depressão, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Reforma previdenciária como mais um fator de depressão

por J. Carlos de Assis

O conceito de Grande Depressão nos Estados Unidos foi imposto pela realidade, não pela retórica. No início dos anos 30, estava claro que a economia entrara em recessão, isto é, que estava andando para trás. A fim de mascarar esse fato então evidente, os governistas e seus amigos na imprensa passaram a dizer que a economia estava em depressão, com o sentido de que passava por uma pequena queda logo recuperável, como se fosse uma leve depressão numa estrada. Com a continuação do que chamavam de depressão e sua evolução para níveis catastróficos, o sentido da palavra mudou para um grande desastre econômico.

Leia mais »

Média: 5 (9 votos)

Flexibilidade entre dois pólos para se buscar um projeto nacional, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Flexibilidade entre dois pólos para se buscar um projeto nacional

por J. Carlos de Assis

O impeachment foi um golpe. Não há muito que conversar a respeito. O problema agora é saber o que a sociedade brasileira vai fazer depois do impeachment. Se não houver nenhuma solução de compromisso pela qual uma parte da sociedade que torceu pelo impeachment não reconsiderar sua avaliação, buscando uma alternativa política para uma crise que veio antes e se aprofundou depois do impeachment, não haverá solução para os problemas nacionais e sociais, o principal deles derivado diretamente do Governo Temer.

Entretanto, não vejo como se possa estabelecer um compromisso com parte da sociedade que foi favorável ao impeachment se a parte que foi contra se mantiver numa posição rígida de denúncia dos chamados golpistas, desconhecendo sua posição obviamente minoritária. Desse ponto de vista, é contraproducente dizer se houve um golpe ou não. O importante é procurar saber o que se deve fazer à frente. A sociedade está à espera de uma proposta concreta para o encaminhamento de um destino nacional. O resto é retórica vazia.

Leia mais »

Média: 2.4 (7 votos)

Povo ignora extensão da crise manipulada pelos entreguistas, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Povo ignora extensão da crise manipulada pelos entreguistas

por J. Carlos de Assis

A esmagadora maioria da população brasileira não tem a mais remota idéia da profundidade da crise em que nos encontramos. A grande mídia omite a verdadeira natureza dos problemas brasileiros e a mídia alternativa, principalmente na internet, concentra-se num noticiário fragmentado, tendo em vista suas características específicas de comunicação. Nós, analistas, temos de ter a modéstia de reconhecer que, enquanto blogueiros, dificilmente formamos opinião, pois  com nossos longos artigos dificilmente fixamos a atenção do leitor.

É claro que essa limitação não nos tira do jogo. Insisto em escrever no blog da mesma forma como, no passado, escrevia em jornal impresso. Tenho certeza de que, aos poucos, vamos furar o bloqueio da grande mídia não apenas por conta de nossas virtudes mas porque, como dizia Lênin, a verdade é revolucionária. Flashes da grande crise em que nos encontramos são claramente perceptíveis em Vitória, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e, não demora muito, em Minas Gerais. O novo normal está sendo a explosão da crise.

Leia mais »

Média: 4.8 (17 votos)

A destruição por Moro da maior empresa brasileira de Construção, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A destruição por Moro da maior empresa brasileira de Construção

por J. Carlos de Assis

Tive notícias trágicas a respeito do processo de virtual dilapidação do patrimônio empresarial da Odebrecht no Brasil e no mundo. A maior empresa brasileira de construção, vítima da incompetência de um judiciário obcecado pela idéia de vingança e simplesmente ignorada em suas dificuldades pelo Governo brasileiro, perde sucessivos contratos no exterior, enfrenta tremendas dificuldades de crédito aqui e lá fora, suporta discriminações políticas e perde as condições mais elementares para estabelecer uma estratégia de superação da crise.

O número de trabalhadores, grande parte em postos de qualidade e com bons salários, vai-se reduzindo celeremente, enquanto os executivos intermediários, com diferentes áreas de especialização, e que representavam no passado a alma da criatividade empresarial da empresa, estão totalmente desorientados e sem iniciativa. A Odebrecht aos poucos vai-se esvaindo num processo de degradação inexorável. Trata-se do maior desastre da Engenharia Nacional de todos os tempos. E um desastre sem igual para a economia brasileira.

Leia mais »

Média: 4.5 (23 votos)

A fábula contada em Vitória fala também das outras capitais, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A fábula contada em Vitória fala também das outras capitais

por J. Carlos de Assis

A praça de guerra e de pilhagem em que se transformou Vitória, no Espírito Santo, é o novo normal da sociedade brasileira. É a própria expressão da falência dos Estados, dos quais nada menos que 12 viram seu PIB retroceder até 2010, de acordo com a consultoria Tendências citada pelo jornal O Globo. O que o jornal não diz é o que está provocando essa tragédia econômica e social da qual não se vislumbra nenhuma sinal de recuperação no horizonte. Parece que é obra da ira divina, e não culpa dos homens.

Tenho repetido aqui com frequência que a razão última da crise dos Estados é a dívida que lhes foi imputada pelo Governo Federal. É uma dívida que nunca existiu, pois foi paga na origem pelo Governo Federal em nome dos Estados. Numa Federação, se a União paga uma dívida do conjunto dos Estados, quem está pagando, em última análise, é o contribuinte lá na base da pirâmide federativa, isto é, no município. Ele não pode ser cobrado duas vezes. E, tendo sido cobrado, os pagamentos indevidos devem ser ressarcidos.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

Anulação da dívida com Estado brasileiro é única saída para Federação, por J. Carlos de Assis

Reconhecer nulidade da dívida é essencial à recuperação das finanças de todo o setor público
 
Movimento Brasil Agora
 
Anulação da dívida com Estado brasileiro é única saída para Federação
 
J. Carlos de Assis
 
Os prefeitos que acabam de assumir seus cargos, entre os quais os reeleitos, estão condenados a desempenhar um mandato fracassado em razão da crise financeira que assola municípios e Estados. Não se vá dizer deles, no futuro, que foram incompetentes pois não existe competência possível no setor público quando falta dinheiro para funções elementares e essenciais, como saúde e educação. Diante disso não  há como cumprir promessas de campanha por mais empenhado que o prefeito esteja em não desapontar seus eleitores.
 
Tomemos como exemplo o prefeito Marcelo Crivella, do Rio. Conheço-o muito bem porque fui, por um breve período, seu assessor no Senado Federal. Posteriormente, num tempo em que ele não conseguia de forma alguma parceria com outros partidos numa eleição para governador, fui candidato a seu vice, embora não tendo qualquer experiência eleitoral. Posteriormente nos separamos politicamente, mas em nenhum momento deixei de considerá-lo como um político sincero, profundamente comprometido com a promoção do bem público.
 
Do ponto de vista pessoal, o Rio não poderia estar em melhores mãos. Crivella estará dedicado integralmente, de manhã à noite, a resolver os problemas da cidade, com absoluta honestidade e espírito público. Contudo, como os demais prefeitos, vai fracassar. Já avisou que se não aumentar impostos não terá como pagar as contas do Rio no fim do ano. É um duplo desastre. Numa situação de depressão, como a que estamos vivendo, o pior remédio para recuperar finanças púbicas é aumentar impostos, pois as pessoas deixam de pagá-los.
Leia mais »
Média: 4.2 (9 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.