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Lista de Livros: O homem duplicado – José Saramago

Neste domingo, colunista do GGN, Doney, sugere obra de suspense do escritor português que aborda questões de identidade

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Por Doney

Lista de LivrosO homem duplicado – José Saramago

Editora: Companhia de Bolso

ISBN: 978-85-359-1288-3

Opinião: bom

Páginas: 288

     “Tanto é o que precisamos de lançar culpas a algo distante quando o que nos faltou foi a coragem de encarar o que estava na nossa frente.”

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Lista de Livros: A trégua – Mario Benedetti

Seleção de Doney

Lista de LivrosA trégua – Mario Benedetti

Editora: L&PM
ISBN: 978-85-254-1702-2
Opinião: muito bom
Páginas: 168

     “Não é do ócio que preciso, mas sim do direito de trabalhar naquilo que quero.”

*

      “Que me sinta, ainda hoje, ingênuo e imaturo (quer dizer, somente com os defeitos da juventude e quase nenhuma de suas virtudes) não significa que eu tenha o direito de exibir essa ingenuidade e essa imaturidade.”


*

      “Talvez, no fundo, se queiram bastante bem, ainda que esse negócio de amor entre irmãos traga consigo a cota de exasperação mútua outorgada pelo costume.”

*

      “Eu deveria me sentir orgulhoso por ter seguido adiante, viúvo e com três filhos. Não é orgulho, porém, o que sinto, e sim cansaço. O orgulho serve para quando se tem vinte ou trinta anos.”

*

      “Às vezes fazíamos contas. Nunca conseguimos equilibrá-las. Talvez olhássemos demasiadamente para os números, para as somas, para os saldos, e não tínhamos tempo de nos olharmos.”

*

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Lista de Livros: A Ética Protestante e o “Espírito” do Capitalismo – Max Weber

Lista de Livros: A Ética Protestante e o “Espírito” do Capitalismo – Max Weber

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 978-85-3590-470-3

Tradução: José Marcos Mariani de Macedo

Opinião: bom

Páginas: 336

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Discurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte II)

A sugestão do 'Lista de Livros' do blogueiro Doney Corteletti Stinguel deste domingo é a obra de Jean-Jacques Rousseau

Lista de LivrosDiscurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte II) – Jean-Jacques Rousseau

Editora: Atena

Tradução: Maria Lacerda de Moura

Opinião: muito bom

Páginas: 202

“O primeiro que, tendo cercado um terreno, se lembrou de dizer: Isto é meu, e encontrou pessoas bastantes simples para o acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: “Livrai-vos de escutar esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!”. Parece, porém, que as coisas já tinham chegado ao ponto de não mais poder ficar como estavam: porque essa ideia de propriedade, dependendo muito de ideias anteriores que só puderam nascer sucessivamente, não se formou de repente no espírito humano: foi preciso fazer muitos progressos, adquirir muita indústria e luzes, transmiti-las e aumentá-las de idade em idade, antes de chegar a esse último termo do estado de natureza.”

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Lista de Livros: Discurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte I) – Jean-Jacques Rousseau

Seleção de Doney

Lista de Livros: Discurso Sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens (Parte I) – Jean-Jacques Rousseau

Editora: Atena

Tradução: Maria Lacerda de Moura

Opinião: muito bom

Páginas: 202

     “Eu quisera viver e morrer livre, isto é, de tal modo submetido às leis que nem eu nem ninguém pudesse sacudir o honroso jugo, esse jugo salutar e doce, que as cabeças mais altivas carregam tanto mais docilmente quanto são feitas para não carregar nenhum outro.

     Eu quisera, pois, que ninguém, no Estado, pudesse dizer-se acima da lei, e que ninguém, fora dele, pudesse impor alguma que o Estado fosse obrigado a reconhecer; de fato, qualquer que possa ser a constituição de um governo, se neste se encontra um só homem que não esteja submetido à lei, todos os outros ficam necessariamente à discrição deste último: e, havendo um chefe nacional e outro estrangeiro, qualquer que seja a partilha da autoridade que possam fazer, é impossível que ambos sejam bem obedecidos e o Estado bem governado.

     Eu não quisera habitar uma república de nova instituição, por muito boas que fossem as leis que pudesse ter, de medo de que, constituído o governo de outra maneira, talvez, que não a exigida pelo momento, não convindo aos novos cidadãos, ou os cidadãos ao novo governo, ficasse o Estado sujeito a ser abalado e destruído quase desde o seu nascimento; porque a liberdade é como esses alimentos sólidos e suculentos, ou esses vinhos generosos, próprios para nutrir e fortificar os temperamentos robustos a eles habituados, mas que inutilizam, arruínam, embriagam os fracos e delicados, que a ele não estão afeitos. Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, suas revoluções os entregam quase sempre a sedutores que só fazem agravar as suas cadeias.”

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Lista de Livros: Textos escolhidos (Os Pensadores), parte II – Denis Diderot

Enviado por Doney

Lista de Livros: Textos escolhidos (Os Pensadores), parte II – Denis Diderot

Editora: Abril Cultural

Tradução e notas: Marilena de Souza Chauí e J. Guinsburg

Opinião: muito bom

Páginas: 78

     Suplemento à viagem de Bougainville ou Diálogo entre A e B

     “— Uma observação assaz constante é que as instituições sobrenaturais e divinas se fortalecem e se eternizam, transformando-se, com o tempo, em leis civis e nacionais; e que as instituições civis e nacionais se consagram, e degeneram em preceitos sobrenaturais e divinos.

     — Um fio a mais que juntamos ao laço com que nos apertam.”

*

     “(O nativo) Era pai de numerosa família. A chegada dos europeus, deixou cair olhares de desdém sobre eles, sem expressar espanto, nem medo, nem curiosidade. Abordaram-no; ele volveu-lhes as costas, retirou-se para sua cabana. Seu silêncio e seu cuidado revelavam muito bem seu pensamento: gemia, no íntimo, sobre os belos dias de seu país, eclipsados. À partida de Bougainville, quando os habitantes acorriam em multidão à margem, agarravam-se ao vestuário dele, apertavam seus camaradas entre os braços, e choravam, o velho avançou com ar severo e disse:

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Lista de Livros: Textos escolhidos (Os Pensadores), parte I – Denis Diderot

Seleção de Doney

Lista de Livros: Textos escolhidos (Os Pensadores), parte I – Denis Diderot

Editora: Abril Cultural

Tradução e notas: Marilena de Souza Chauí e J. Guinsburg

Opinião: muito bom

Páginas: 138

Carta sobre os cegos para uso dos que veem

     “Se vos prestardes por um instante a tal suposição, ela vos lembrará, sob traços supostos, a história e as perseguições dos que tiveram a desgraça de encontrar a verdade em séculos de trevas, e a imprudência de revelá-la aos cegos contemporâneos, entre os quais não deparavam inimigos mais cruéis do que aqueles que, por sua condição e sua educação, pareciam dever estar menos afastados de seus sentimentos.”

*

     “Um meio quase seguro de enganar-se em metafísica é não simplificar bastante os objetos de que nos ocupamos; e um segredo infalível para chegar em físico-matemática a resultados defeituosos é supô-los menos compostos do que o são.”

*

     “Tudo o que é do homem perece com o homem.”

*

     “Vem um tempo em que o gosto dá conselhos cuja justeza se reconhece, mas que não se tem mais a força de seguir.”

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Lista de Livros: Investigação Sobre o Entendimento Humano (Os Pensadores) – David Hume

Lista de Livros: Investigação Sobre o Entendimento Humano (Os Pensadores) – David Hume

Editora: Nova Cultural

ISBN: 978-85-1300-852-2

Consultoria: João Paulo Gomes Monteiro

Tradução: Leonel Vallandro

Opinião: regular

Páginas: 352

     “O caminho da vida, o mais agradável e o mais inofensivo, passa pelas avenidas da ciência e do saber; e, quem quer que possa remover quaisquer obstáculos desta via ou abrir uma nova perspectiva, deve ser considerado um benfeitor da humanidade.”

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Lista de Livros: Carta sobre a tolerância – John Locke

Lista de Livros: Carta sobre a tolerância – John Locke

Editora: Edições 70

ISBN: 978-972-44-1674-8

Tradução: João da Silva Gama

Opinião: bom

Páginas: 152

Raymond Polin – Prefácio Leia mais »

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Sobre erro e reconhecimento - Política Nada Imparcial

Sobre erro e reconhecimento - Política Nada Imparcial

     Eu não sei se está claro a todos o nível de podridão exposta. Não foi só o Temer e o Aécio Neves (presidente nacional do PSDB, frise-se), terem sido pegos, com a boca na botija, com tudo devidamente exposto com provas irrefutáveis da corrupção, obstrução de justiça, tráfico de influência, etc. Há gravações, rastreio do dinheiro da corrupção – até com número das cédulas. É batom na cueca, é indiscutível, o governo temerário acabou, mas não é só isto. Leia mais »

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Lista de Livros: Dicionário Filosófico – Voltaire

Seleção de Doney

Lista de Livros: Dicionário Filosófico – Voltaire

Editora: Domínio Público

Tradução: Líbero Rangel de Tarso

Opinião: muito bom

Páginas: 459

     “Conhece-te a ti mesmo* é excelente preceito, mas só a Deus é dado pô-lo em prática. Quem mais pode conhecer a própria essência?”

*: Esta inscrição acha-se gravada na fachada do templo de Delfos.

*

     “Inútil discutir quanto aos sentimentos secretos de Moisés. O fato é que nas leis públicas ele nunca falou de vida futura. Todos os castigos, todos os prêmios, restringe-os ao presente. Se conhecia a vida vindoura, por que não expôs expressamente tão importante dogma? E se não a conheceu, qual o objeto de sua missão? É o que perguntam muitas personagens ilustres. E respondem que o Mestre de Moisés e de todos os homens se reservava o direito de explicar a bom tempo aos judeus uma doutrina que eles não estavam em condições de compreender quando no deserto.”

*

AMOR PRÓPRIO

     Um mendigo dos arredores de Madri esmolava nobremente. Disse-lhe um transeunte:

     — O sr. não tem vergonha de se dedicar a mister tão infame, quando podia trabalhar?

     — Senhor, – respondeu o pedinte – estou lhe pedindo dinheiro e não conselhos. – E com toda a dignidade castelhana virou-lhe as costas.

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Lista de Livros: Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano (Parte II) – Gottfried Wilhelm Leibniz

Lista de Livros: Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano (Os Pensadores, Parte II) – Gottfried Wilhelm Leibniz

Editora: Nova Cultural

Tradução: Luiz João Baraúna

Opinião: bom

Páginas: 434

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Lista de Livros: Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano (Parte I) – Gottfried Wilhelm Leibniz

Lista de Livros: Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano (Os Pensadores, Parte I) – Gottfried Wilhelm Leibniz

Editora: Nova Cultural

Tradução: Luiz João Baraúna

Opinião: bom

Páginas: 434

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Média: 5 (1 voto)

Lista de Livros: Ensaio Acerca do Entendimento Humano (Os Pensadores) – John Locke

Seleção de Doney

Lista de Livros: Ensaio Acerca do Entendimento Humano (Os Pensadores) – John Locke

Editora: Nova Cultural

ISBN: 85-13-00906-7

Consultoria: Carlos Estevam Martins e João Paulo Monteiro

Tradução: Anoar Aiex

Opinião: bom

Páginas: 318

     “Certamente, o mundo estaria muito mais adiantado se o esforço de homens engenhosos e perspicazes não estivesse tão embaraçado pela erudição e pelo uso frívolo de termos desconhecidos, afetados e ininteligíveis, introduzido nas ciências, e fazendo disso uma arte a tal ponto de a filosofia, que nada mais é do que o verdadeiro conhecimento das coisas, tornar-se imprópria ou incapaz de ser apreciada pela sociedade mais refinada e nas conversas eruditas. Formas vagas e sem significado de falar, e abuso da linguagem, têm por muito tempo passado por mistérios da ciência; palavras difíceis e mal empregadas, com pouco ou nenhum sentido, têm, por prescrição, tal direito que são confundidas com o pensamento profundo e o cume da especulação, sendo difícil persuadir não os que falam como os que os ouvem que são apenas abrigos da ignorância e obstáculos ao verdadeiro conhecimento. Suponho que interromper o santuário da vaidade e da ignorância será de alguma utilidade para o entendimento humano, embora poucos estejam aptos a pensar que enganam ou são enganados pelo uso das palavras, ou que a linguagem da seita a que pertencem tem qualquer defeito que deva ser examinado e corrigido.”

*

     “Como as regras morais necessitam de prova, elas não são inatas. Outra razão que me leva a duvidar de quaisquer princípios práticos inatos decorre do fato de pensar que nenhuma regra moral pode ser proposta sem que uma pessoa deva justamente indagar a sua razão: o que seria perfeitamente ridículo e absurdo se ela fosse inata, ou sequer evidente por si mesma, coisa que todo princípio inato deve necessariamente ser, sem precisar de qualquer prova para apurar sua verdade, nem necessitar de qualquer razão para obter sua aprovação.”

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Lista de Livros: Ética (Os Pensadores) – Benedictus de Spinoza

Seleção de Doney

Lista de Livros: Ética (Os Pensadores) – Benedictus de Spinoza

Editora: Nova Cultura

Tradução: Joaquim Ferreira Gomes e Antônio Simões

Tradução e notas: Joaquim de Carvalho

Opinião: muito bom

Páginas: 214

*

     “Diz-se livre* o que existe exclusivamente pela necessidade da sua natureza e por si só é determinado a agir; e dir-se-á necessário, ou mais propriamente, coagido, o que é determinado por outra coisa a existir e a operar de certa e determinada maneira (ratione).”

*: Estas definições são fundamentais. Pode receber-se como paráfrase a seguinte passagem da carta (LVIII) de Espinosa a Shuller: “... Digo ser livre o que existe e age exclusivamente pela necessidade da sua natureza; e coagido o que por algo (ab alio) é determinado a existir e a operar de certa e determinada maneira (ratio). Deus, por exemplo, existe livremente embora exista necessariamente, porque existe pela única necessidade da sua natureza... Note bem: eu não faço consistir a liberdade numa decisão livre, mas na livre necessidade......Desçamos, porém, às coisas criadas, que todas são determinadas por causas externas a existir e a agir de maneira certa e determinada. Para tornar isso claro e inteligível, conceba-se uma coisa muito simples. Por exemplo: uma pedra recebe uma causa externa que a impele certa quantidade de movimento; se vier a cessar a causa externa do impulso ela continuará a mover-se necessariamente. Consequentemente, a permanência da pedra em movimento é coagida, e tem de ser definida não como necessária mas pelo impulso da causa externa...” Como se vê, chama liberdade à necessidade intrínseca, isto é, a determinação que tem por causa a própria essência. Daqui resulta que a noção espinosana de liberdade nada tem que ver com a noção de livre arbítrio e com a de contingência, e que o conceito que lhe é antitético é o da coação, isto é, de determinação extrínseca. Assim entendida, a liberdade não é uma propriedade do sujeito, mas um estado do ser. (N.T.)

*

     “Deus, ou, por outras palavras, a substância que consta de infinitos atributos, cada um dos quais exprime uma essência eterna e infinita, existe necessariamente.

     (Pois) Existe necessariamente aquilo de que não é dada qualquer razão ou causa que lhe impeça a existência.”

*

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