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Formação Doutor em Ciência da Religião PUC-SP

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Considerações sobre o Xadrez de Janot e o fundo do poço, por Claudio Santana Pimentel

Considerações sobre o Xadrez de Janot na estrada de Damasco e o fundo do poço, de Luis Nassif

por Claudio Santana Pimentel

Já que se trata de xadrez, e eu no máximo joguei damas, na infância, e mal, lá vai minha visão do que poderia estar por vir:

1. A direita, a esquerda e as mídias tradicionais

A inexistência de um único nome digno que pudesse liderar as forças reacionárias e reconduzi-las a um patamar de no mínimo respeito pelas regras do jogo democrático. Forças reacionárias que se esforçam para destruir os parcos avanços da Constituição Federal de 1988, e, na esteira destes, aqueles que vieram com o Plano Real (fim da hiperinflação - mas que, por outro lado, fez do Brasil o maior sustentador de rentistas internacionais do mundo, coisa que os governos do PT não conseguiram reverter e nem sequer parecem ter tentado enfrentar); os avanços do período Lula-Dilma, simbolizados na democracia de consumo, mas que foi incapaz de preparar e consolidar um modelo democrático de maior participação popular, o que teria sido a consequência mais feliz do espírito da hoje moribunda constituição;

A inviabilidade pelo lado da esquerda, de se unir em torno de um projeto nacional que tivesse por objetivo a restituição da ordem democrática e a possibilidade de avançar essa hoje pífia democracia;

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Bezerra da Silva e a delação no imaginário popular, por Claudio Santana Pimentel

Bezerra da Silva e a delação no imaginário popular

por Claudio Santana Pimentel

Se houve alguém que respondeu, e muito bem, à indagação de Spivak: "pode o subalterno falar?", foi Bezerra da Silva. Migrante nordestino que viveu no Rio de Janeiro, suas composições apresentam, não uma estetização da criminalidade, como alguns podem querer crer - imagino que essa perspectiva é muito mais aplicável ao Cidade de Deus de Fernando Meirelles (para quem a condição subalterna talvez não vá além de um objeto fílmico) - mas uma reflexão muito cuidadosa e criativa desde a perspectiva daqueles para quem o Estado não se faz presente, ao contrário, manifesta-se em sua ausência: na precariedade ou inexistência da escola, do posto de saúde, etc. Manifesta-se, por outro lado, enquanto presença na atuação da polícia, na figura emblemática do delegado, não raro, o único representante do poder público a quem o morador desassistido do morro pode apresentar sua voz, ainda que na condição de depoente, e frequentemente de suspeito. 

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Poesia e vida, trabalho e morte, na Farsa da Boa Preguiça de Ariano Suassuna

Claudio Santana Pimentel

 

A Farsa da Boa Preguiça, peça escrita por Ariano Suassuna em 1960, completa o ciclo de peças religiosas do autor, onde se destacam o Auto da Compadecida (1955) e A pena e a lei (1959). 

Decidi retomar a leitura de um aspecto dela, a visão do trabalho como exploração e gerador de morte, talvez nada mais atual num momento em que os direitos e garantias dos trabalhadores têm sido vistos, à luz do interesse dos donos do capital nacional e internacional (ou seria melhor dizer simplesmente internacional), como obstáculo aos seus lucros (ao desenvolvimento, dizem eles).  Leia mais »

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Mídia e ignorância, ou do desserviço à educação na telenovela brasileira

Claudio Santana Pimentel

Que a educação, e a arte de ensinar, é um desafio, ou mesmo um esforço de Sísifo, é realidade pra lá de conhecida por professores em todo o Brasil.

Concorremos, sempre em desvantagem, contra o fascínio provocado pelas diferentes mídias, e a depreciação que estas, às vezes de maneira implícita, às vezes escancaradamente, fazem em relação às formas, digamos, tradicionais de transmissão de conhecimento.

Mídias e educação formal não são necessariamente conflitantes ou excludentes: ao contrário, as mídias podem e têm sido cada vez mais usadas como recursos pedagógicos auxiliares.

Mas, por vezes, nos deparamos com situações que exigem a reflexão sobre de que maneira as mídias podem ser um instrumento de desserviço à educação. Daí o título "mídia e ignorância".

Como exemplo, a telenovela Novo Mundo, da Rede Globo. Não tratarei aqui dos interesses político-midiático-econômicos dessa empresa, já bastante discutidos no GGN. Leia mais »

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