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Profissão Jornalista
Formação Jornalista - UGF/RJ;Jornalista pós-graduado-Unitau/SP

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Mestre Monarco simboliza todas as frentes do samba

Monarco completou 84 anos na última quinta-feira, 17 de agosto. O sambista representa todas as frentes do samba, desde as agremiações carnavalescas, passando pelos compositores do gênero até as rodas de samba que expressam a essência da matriz musical brasileira. Apesar da relevância, Monarco é pouco conhecido de quem vive fora do meio.

O fato é que a música brasileira, apesar de certo respeito conquistado no mundo, tem enorme barreira dentro do País de entronizar o que de fato contribuiu (e contribui) para sua identidade. Monarco não é um Pixinguinha, um Villa-Lobos, um Tom Jobim, mas um cidadão comum que virou o principal bastião do legado do samba no País. Leia mais »

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Eleição de Antonio Cicero para a ABL é um alívio, por Augusto Diniz

Eleição de Antonio Cicero para a ABL é um alívio

por Augusto Diniz

São cada vez mais raros no País a divulgação do pensamento sensato e libertário - não que não exista, mas porque tem sido bloqueado pela atuação medíocre de instituições que controlam hoje os sistemas formais de debate e fomento dos valores socioculturais, como os órgãos públicos e a mídia tradicional.

Porém, a eleição do poeta, ensaísta e compositor Antonio Cicero na última quinta (10/9) para ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL) dá um alívio ao descalabro geral – pelo menos não apareceu outro inexpressivo Merval Pereira como imortal. Sabe-se que academias desse tipo a administração é regida pelo compadrio de ocasião, mas tem momentos que é preciso olhar além das práticas caricatas.

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Luiz Grande foi mais do que um compositor de Zeca Pagodinho, por Augusto Diniz

Luiz Grande foi mais do que um compositor de Zeca Pagodinho

por Augusto Diniz

A morte na última quinta-feira (27/7) de Luiz Grande, aos 71 anos (um dia após seu aniversário), é uma perda e tanta para o samba. Apesar de mais conhecido por ter composições gravadas por Zeca Pagodinho, seu único disco solo é uma aula do gênero.

Luiz Grande, que enfrentava nos últimos tempos quadro avançado de diabetes, tinha alta estatura, era espirituoso e muito querido no meio do samba pelo seu comportamento extremamente afetuoso. Filho de empregada doméstica, ele trabalhou como taxista no Rio e conhecia bem as mazelas da cidade. Frequentava rodas de samba desde a década de 1970 e integrou a ala de compositores da Imperatriz Leopoldinense.

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Toinho Melodia tenta gravar seu primeiro CD, por Augusto Diniz

Toinho Melodia tenta gravar seu primeiro CD

por Augusto Diniz

Compositor de samba daqueles que misturam com maestria a crônica com o ritmo da batucada, Toinho Melodia, 67 anos, tentar fazer pela primeira vez registro fonográfico de sua obra.

Pernambucano de nascimento, ele chegou a São Paulo com a família aos 11 anos em busca de uma vida melhor. Em pouco tempo na capital paulista já estava envolvido em diferentes escolas de samba desde grupos de acesso ao especial.

Nelas, tocou e compôs sambas de enredo por muitos anos. Depois, segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Toinho viveu tempos difíceis e chegou a dormir na rua.

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Livro relata o surgimento de centenário clube de várzea de São Paulo

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Por Augusto Diniz

Entre a região alta da cidade de São Paulo e o rio Tietê instalaram-se muitos imigrantes de diversas origens, como os italianos. Isso era fim do século XIX. Ali, com alguns poucos residentes nativos, alguns prosperaram próximos a recém-instalada Estrada de Ferro Sorocabana que ligava o interior do Estado à capital.

O processo de desenvolvimento daquela região, onde hoje se encontram os bairros Bom Retiro e Barra Funda, incluía a formação de associações esportivas e sociais voltadas ao entretenimento daquele novo núcleo urbano de imigrantes (e depois seus descendentes), onde a prática de futebol tinha significativa participação – o esporte acabara de chegar ao País e crescia rapidamente.

A Associação da Atlética Anhanguera, que em 2018 completa 100 anos, surgiu desse movimento. Agora, o clube ganhou um livro dedicado ao início de sua trajetória que se confunde com a história do futebol de várzea na capital paulista.

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Shows para ajudar o clarinetista Alexandre Ribeiro

Aos 34 anos, músico enfrenta problemas de saúde e amigos marcam show para pagar tratamento 

 Youtube
Clarinetista Alexandre Ribeiro Imagem: Youtube

Por Augusto Diniz 

Um dos maiores clarinetistas da nova geração, Alexandre Ribeiro, 34 anos, está enfrentando problemas de saúde e amigos músicos estão marcando uma série de shows para ajudá-lo no tratamento.

O primeiro deles está agendado para os dias 7, 8 e 9 de julho, na Galeria Olido, em São Paulo, e refere-se a apresentações do grupo Luceros de dança flamenca com coreografias para músicas do acordeonista Toninho Ferragutti – o próprio comandará a banda de músicos nas apresentações. Mais detalhes aqui.

Alexandre Ribeiro consta na lista dos instrumentistas brasileiros em franca ascensão. Começou seus estudos na música aos 12 anos de idade. Fez curso de bacharelado em instrumento – clarinete na Unesp. Leia mais »

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“Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI”: dois acréscimos

O relato de Luis Nassif intitulado “Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI” é bastante esclarecedor sobre o que ocorre de sujo no mundo do futebol, tendo o Brasil como epicentro. Faria, porém, dois acréscimos de informações ao apresentado.

Um se refere ao mandado de busca e apreensão, no dia 6 de junho último, na residência do vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata (AL), Gustavo Feijó. A operação da Polícia Federal, intitulada “Bola Fora”, investiga financiamento ilegal de campanha para o pleito de 2012 paga pela entidade ao cartola – algo em torno de R$ 500 mil. Ele se candidatava pela primeira vez ao município e ano passado foi reeleito.

O assunto era público desde outra operação, chamada “Durkheim”, realizada em 2012, pela PF, na casa do então presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Leia mais »

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Um dos grandes cavaquinhistas do País lança choros autorais, por Augusto Diniz

Um dos grandes cavaquinhistas do País lança choros autorais

por Augusto Diniz

Não é raro ler em um encarte de CD de música brasileira o nome de Márcio Almeida relacionado na ficha técnica. Afinal, trata-se de um dos maiores cavaquinhistas do País.

Agora, Hulk, como é chamado, lança seu primeiro álbum instrumental com todas as composições de sua autoria. São ao todo 11 músicas no ritmo do maxixe, um tipo musical incorporado pelo choro quando o gênero ainda engatinhava no País, na virada do século XIX para o XX – não à toa o álbum se intitula “Maxixe carioca”.

Márcio Hulk Almeida é fiel nesse resgate, revelando um instrumentista criterioso e aplicado – associado ao seu inegável talento em tocar cavaquinho.

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Gustavo Feijó é um peixe pequeno da CBF, por Augusto Diniz

Foto Diário Arapiraca

Gustavo Feijó é um peixe pequeno da CBF

por Augusto Diniz

A denúncia que levou a realização da “Operação Bola Fora” nesta sexta-feira (9/6), com mandado de busca e apreensão na residência do vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata (AL), Gustavo Feijó, é antiga – embora se tenha dito que a ação foi um desdobramento da CPI do Futebol do ano passado.

De fato, Feijó é um dos que foram pedidos indiciamento a Procuradoria Geral da República pelo relatório da CPI de autoria de Romário. Mas se trata de apenas um item - nesse caso, de financiamento de campanha - entre as várias irregularidades da entidade apontadas no documento.

Uma operação também da Polícia Federal, chamada “Durkheim”, em 2012, fez busca e apreensão na casa de Marco Polo Del Nero – na época ele era presidente da Federação Paulista de Futebol e um dos vices da CBF.

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Léo Castro ergue a bandeira do samba no Vale do Paraíba, por Augusto Diniz

Léo Castro ergue a bandeira do samba no Vale do Paraíba

por Augusto Diniz

Léo Castro lança seu primeiro CD intitulado “Vai que vai” com um repertório consistente de samba. O músico de São José dos Campos (SP) pretende com o trabalho impulsionar o gênero no Vale do Paraíba paulista.

Embora a região seja conhecida pela musicalidade em festas sincréticas ao longo do ano, com congadas, moçambiques, jongos, violeiros e outros ritmos mais contemporâneos, o samba tradicional ainda tenta fincar raízes na localidade.

“Fui influenciado pela Folia de Reis que se realizava no bairro em que nasci”, lembra. “Mas o samba tradicional em São José dos Campos não existe”, lamenta, citando que as iniciativas promovidas são amadoras. 

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Desgastes impulsionam fim da parceria exclusiva CBF-Globo, por Augusto Diniz

Desgastes impulsionam fim da parceria exclusiva CBF-Globo

por Augusto Diniz

O fato da CBF assumir a produção pela TV de dois amistosos da Seleção Brasileira na Austrália, em junho, e negociar com outras emissoras os direitos de transmissão que não a Globo, seu tradicional e antigo parceiro, é mais um capítulo do desgaste na relação entre ambas nos últimos tempos.

A CBF pretende com isso fechar a transmissão das partidas pelo celular e pela web com grupos diferentes, modelo repudiado pela Globo (ela sugere pacote completo) - mas inevitável para a entidade abrir novas possibilidades no futebol, com um mercado esportivo migrando e buscando audiência cada vez maior na internet.

Foi curiosa essa informação ter sido divulgada poucos dias depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, na Espanha. Ele e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, são suspeitos de terem lucrado US$ 15 milhões com a venda de direitos de TV para jogos amistosos do Brasil, segundo a Justiça.

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A cartilha do bamba Emersson Ursoo, por Augusto Diniz

A cartilha do bamba Emersson Ursoo

por Augusto Diniz

Emersson Ursoo acaba de lançar seu sétimo CD solo. Trata-se de “Cartilha do samba”. O novo álbum está sendo lançado junto com outro CD do músico chamado “Rebento de bamba” – este trabalho havia sido lançado ano passado somente na plataforma digital e agora sai em formato físico.

O cantor, compositor, instrumentista, produtor e ativista do samba – basta acompanhá-lo nas redes sociais para entender o que estou dizendo (além de usar a internet com maestria na divulgação de seu trabalho), é exemplo de artista independente, que se autogere muito bem em associação com a competência musical – os dois discos recém-lançados são expressões do gênero a flor da pele.

Com esses atributos Emersson Ursoo segue a trilha de Cadeia dos tempos modernos. É a cartilha de um bamba a ser seguido.

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Os “rolos” de Sandro Rosell no Brasil, por Augusto Diniz

Foto - Reprodução

Os “rolos” de Sandro Rosell no Brasil

por Augusto Diniz

O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, tem problemas - muito além dos expostos pela mídia brasileira - que o levou a prisão na Espanha, dias atrás, por escusos negócios com Ricardo Teixeira relacionados aos amistosos da Seleção Brasileira. Embora a imprensa por aqui aborde o caso como lavagem de dinheiro de forma genérica, na Europa o assunto é tratado de maneira mais específica: principalmente cobrança de comissões ilegais de diretos de televisão de jogos do time do Brasil – como a TV Globo detém esses acordos, não precisa dizer o acanhamento dos jornalistas tupiniquins em expor o assunto.

Sandro Rosell foi dirigente da ISL na Espanha na década de 1990. A empresa de marketing suíça, ligada a Fifa, abasteceu os bolsos de João Havelange e Ricardo Teixeira naquela época de forma sistemática – fato que resultou na expulsão de ambos dos quadros da entidade máxima do futebol.

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CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco, por Augusto Diniz

CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco

por Augusto Diniz

Renato Milagres levou mais de 10 anos para lançar seu primeiro CD solo. Nesse tempo encarou muita roda de samba e fez algumas participações em discos. Era visível a preocupação em realizar um trabalho com primazia.

Mas havia outro motivo além de se lançar bem no mercado fonográfico – já que isso todos os artistas devem ter em sua primeira experiência em CD. É que seu tio é hoje o maior sambista do País: Zeca Pagodinho. E era inevitável a comparação.

Pois o cantor Renato Milagres, filho de Meco e tão envolvido no samba como seu irmão Zeca, pode respirar aliviado. O álbum “Ofício sambista” (gravadora Mins Música), disponível nas plataformas digitais e em formato físico, é um trabalho cuidadoso e tem ótima qualidade musical. E Renato Milagres vai bem como intérprete.

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Zezé Perrella toma o lugar de Eurico Miranda, por Augusto Diniz

Zezé Perrella toma o lugar de Eurico Miranda

por Augusto Diniz

Eurico Miranda carregou por muito tempo a pecha de um inescrupuloso cartola-parlamentar – tinha motivos para isso. Agora, a bola passou para Zezé Perrella. O senador e ex-presidente do Cruzeiro personifica hoje a imoralidade na política e no futebol.

Ainda vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda se tornou deputado federal em 1994. Apesar do cargo no clube carioca, mandava mais que o presidente. Foi nesse período que começou a acumular desafetos pelo seu jeito destemperado, e por apresentar métodos de gestão nada éticos.

Em 1998 foi reeleito deputado. Em 2001 quase perdeu o mandato por se tornar suspeito de evasão de divisas. No ano seguinte não conseguiu se reeleger, mas virou presidente do Vasco. Porém, já tinha acusações contra ele por desvio de recursos, crime eleitoral e enriquecimento ilícito, parte reunida no relatório de uma CPI do futebol realizada àquela época no Senado.

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"Cuitelinho" na voz de cantadores caipiras

Enviado por Augusto Diniz

O grupo Raízes, de Lagoinha (SP), representa há mais de 10 anos a preservação e o resgate das manifestações folclóricas do interior paulista. O grupo leva ao palco danças de roda, como o jongo e a catira, e também clássicos do cancioneiro caipira, como a bela “Cuitelinho”, música recolhida e adaptada por Paulo Vanzolini.

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Trilha sonora do panelaço, por Augusto Diniz

“Mas digo sinceramente

Na vida a coisa mais feia

É gente que vive chorando

De barriga cheia”

Este refrão faz parte da obra-prima de Sylvio da Silva chamada “Maneiras”, gravada magistralmente por Zeca Pagodinho – não confundir com o compositor e engenheiro aposentado da Petrobras Sílvio da Silva Jr., autor com Aldir Blanc de outro clássico: “Amigo é para essas coisas”.

O compositor Sylvio, com “y”, registrado por Zeca Pagodinho, morreu em 2003, no mesmo ano em que Zeca gravou pela segunda vez o samba “Maneiras” (ouvir abaixo) – Zeca lançou o disco com a música “Maneiras” pouco antes de Sylvio falecer.

O compositor Bandeira Brasil, já morto, amigo de Zeca, contou-me que o enterro de Sylvio foi marcado por muita tristeza do sambista. O bar em frente ao cemitério tornou-se o local das lamúrias – embora pareça estranho para muitos, desde que surgiu o gênero, sambista morto se reverencia com música e bebida, assim como acontece nas verdadeiras rodas de samba há décadas. São as tradições do País. Nada mais!

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