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O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela, por Armando Coelho Neto

O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Notícia recente veiculada no jornal Folha de S. Paulo dá conta de que a Polícia Federal encontrou falhas nas delações da Odebrecht, as quais “dificultam e comprometem as investigações das informações passadas à Procuradoria-Geral da República”, sobre suspeitos com foro privilegiado. Há queixas quanto exagerado número de delatores e mudança de versões apresentadas sobre fatos relevantes. A PF reclama da falta de acesso aos sistemas de planilhas que comprovaria repasses de dinheiro a parlamentares. Além de constatar que alguns crimes já estariam prescritos, há notas sobre falta de documentos que dariam suporte às delações feitas.

Os vícios apontados recairiam sobre delações que envolvem oito ministros, 39 deputados e 24 senadores. Mas, na prática, o imbróglio vem a se somar as trapalhadas promovidas pelo Ministério Público Federal na Farsa Jato e nos contorcionismos jurídicos praticados pelo juiz Sérgio Moro, servindo aqui de mero exemplo as condenações baseadas exclusivamente em delações (proibidas por lei). Ao mesmo tempo, acentua a briga de bastidores entre delegados da PF e procuradores da República, que de há muito trabalham com dentes trincados, mesmo tendo estado unidos na consolidação do golpe.

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A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco, por Armando Coelho Neto

A profecia de Jucá e a Farsa Jato ou Farinha do mesmo saco

Por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não existe combate à corrupção no Brasil e sim uma caça a Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Já o disse antes neste espaço e reafirmo até prova em contrário. O processo seletivo de alvos permanece e alguns atos pontuais diferenciados, com aparente cunho apartidário, são calculados e seus efeitos são minimizados com notícias contra Lula, Dilma, PT. Os oficiantes da Farsa Jato sabem disso, enquanto ajudam a alimentar o bordão de que “todos são farinha do mesmo saco”, na desqualificação e criminalização da política.

Ao que parece a farinha do mesmo saco carece de melhor reflexão. Um bom começo é explicar a razão porque chamo de Farsa Jato as operações policiais desencadeadas pela Polícia Federal. Operações essas aplaudidas pelos políticos a quem servem, como se fossem farinha de outro saco, sob ovação de fósseis da guerra fria, ignorantes raivosos e uma legião de desavisados. Permaneço em estado de reserva crítica com meu “desconfiômetro” ligado.

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Azevedo x Dallagnol. A Ferrari dourada e a corriola de asnos, por Armando Coelho Neto

Azevedo x Dallagnol. A Ferrari dourada e a corriola de asnos

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não defendo pena de morte nem sociedade armada. Fui favorável à Bolsa Família, médicos cubanos para desassistidos, defendo direitos humanos, a inclusão social de pobres, negros, índios, homossexuais, sentenciados - seja por cota ou bolsa. Acolhi o perdão de dívidas ao Haiti, acho que o Brasil é um coração de mãe que pode abrigar refugiados. Creio que polícia não poder intervir em problemas de saúde pública e, finalmente, sem encerrar meu rol de aleivosias, digo que no meu carro não tem adesivo “Bandido bom é bandido morto”.

Portanto, se existe uma onda de ódio não parte dos políticos, partidos ou ideias que defendo. O ódio está no seio daqueles que, em nome de Deus ou do diabo, aclamam a sociedade primata, fazem apologia a torturadores e me perseguem por minhas ideias.

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Numa democracia e em tempos normais, quem apoiaria Sérgio Moro?, por Armando Coelho Neto

Numa democracia e em tempos normais, quem apoiaria Sérgio Moro?

por Armando Rodrigues Coelho Neto

“As ordens sem objetivo prático são fontes naturais de insubordinação e indisciplina”. Com essas palavras, um instrutor da Academia Nacional de Polícia (centro de formação dos Policiais Federais do Brasil), preparava o espírito dos incautos alunos para o que vinha depois, Leia-se o que viria na sequencia “tinham objetivo prático” e, portanto, suas máximas eram fontes naturais de subordinação e disciplina. Instaurada a fonte das verdades sacramentadas, os pressupostos que regeriam as coisas estavam “sergiomoriamente” explicados. O que daquele mestre advinha tinha o selo doutoral, a “chancela do bem” de que fala a mestra Marilena Chaui.

Desde que entrei na PF nunca fiz o gênero bonzinho, cordato e a fala daquele instrutor não surtiu em mim o efeito esperado. Assim, quando via as velhinhas que se arrastavam de Santa Rita do Passa Quatro/SP para deporem sobre fraudes previdenciárias e não ter o dinheiro da passagem para voltar para casa, desconfiava haver algo errado naquilo. Como assim? Então não vamos investigar e a previdência vai continuar sendo roubada? Essa era a pergunta mais comum nesses e em outros casos que redundavam em prejuízo público. Como explicar não estar defendendo a corrupção, que cada um deve responder pelos seus atos, que a lei precisa ser cumprida... Mas só daquela forma?

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Lula condenado. Leitura emocional de uma sentença torpe, por Armando Coelho Neto

Lula condenado. Leitura emocional de uma sentença torpe

por Armando Rodrigues Coelho Neto

O que me sobra de experiência por três décadas na PF, me falta na magistratura. Não sou pessoa adequada para comentar uma sentença judicial. Recordo que durante os debates sobre a PEC 37 (expurgada, esquecida e desconhecida), quando se perguntava sobre o poder investigativo da PF, bastava apontar o artigo 144 da Constituição Federal. Quando se fazia a mesma pergunta em relação ao Ministério Público, era necessário escrever uma tese, pegar uma decisão aqui, um fragmento interpretativo ali. Em suma, há algo de errado quando é preciso explicar muito. Eis que Sérgio Moro, para condenar o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva falou demais no desnecessário (desenvolver tese) e de menos onde tinha que ser claro: apontar a prova.

Gosto muito de historinhas pessoais. Quando trabalhei numa determinada região do Brasil, tomei conhecimento de que um grupo de pessoas estaria se organizando para enviar um aparelho de som para minha casa. A encomenda viria de São Paulo em nome de meu sogro que nunca tomou conhecimento do assunto. Na prática, um bando de puxa-saco “querendo fazer média” ou me julgando “mais um”. O plano não se concretizou e nem foi o primeiro. Nesse sentido, posso imaginar quanto o juiz Moro é assediado, quantos convites recebe para jantares, palestras, comendas, isso e aquilo. Posso deduzir quanto a tudo isso recusou. Se eu, um humilde delegado fui intensamente assediado por mais de três décadas na PF, posso deduzir que o “Caso Tríplex” foi mais um caso desses.

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O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas, por Armando Coelho Neto

O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Depois do “Caso Aécio”, quem me chamou de doutrinado virou pó. Este seria o título daquilo que seria o texto de hoje, movido por mais um controvertido capítulo daquela que, não se sabe a razão, ainda chamam de Corte Suprema. Seria sobre o retorno de Aécio Neves (PSDB) ao senado, de onde, por princípio constitucional, não deveria ter saído. Pelo menos no que diz respeito à forma, devido à clara invasão de poderes. Bom lembrar que há pouco tempo, a mesa diretora do Senado ignorou ordem do ministro Marco Aurélio Melo e não afastou Renan Calheiro (PSDB), que não arredou o pé e nem foi arredado de onde estava. Sim, Marco Aurélio, que monocraticamente queria afastar Renan, mandou monocraticamente Aécio voltar, porque a decisão de afastar foi monocrática, entre outros argumentos.

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Queimada! Não sei por que, lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo, por Armando Coelho Neto

Queimada! Não sei por que, lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Pregar a revolução nas colônias de Portugal e Espanha foi a missão dada pela Inglaterra para Sir William Walker. Ele deveria encontrar um escravo corajoso capaz de liderar e convencer outros a lutar contra os portugueses. Esse grupo de revolucionários receberia todo apoio, inclusive financeiro. Dirigido pelo engajado Gillo Pontecorvo, eis parte do enredo de Queimada (1969), filme estrelado por Marlon Brando. Num misto de ficção e realidade, ambientado numa fictícia ilha caribenha, o longa metragem é inspirado na história do Haiti. Na prática, a obra é um manual de tramas, manhas e artimanhas do submundo capital e, ao mesmo tempo, se revela um manual de doutrinação política.

Traições, corrupção, delações, “ganha, mas não leva”, além de jogo sujo fazem parte da trama, entre outros ingredientes. Entretanto, um dos pontos mais interessantes é quando o desempenho do líder nativo (consentido), José Dolores, vai além dos interesses do “poder obscuro”. Nesse ponto, entra em debate - o que fazer com ele? O que seria melhor? Prender, matar ou deixar vivo, mas desmoralizado? E se ele se transformar em mito e sua história inspirar mais povos igualmente explorados? O que aconteceria com as outras ilhas do Caribe?. Sem saída aparente, optam pela prisão e destruição da imagem daquele líder. A ilha de Queimada é atrasada e partir daí começa uma “campanha” para convencer o povo de que a fome, os mortos e os feridos, além da queima do canavial (principal fonte de renda da ilha) é culpa de Dolores. Isso reporta o leitor a algum fato?

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Troca de comando e autonomia da PF são factoides da Folha, por Armando Coelho Neto

Troca de comando e autonomia da PF são factoides da Folha

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Os ataques à Presidenta Dilma Rousseff por parte dos delegados da PF deixaram claro o alinhamento ideológico daquela categoria. Sem filtros ou escrúpulos aderiram ao discurso falso moralista, seja por ignorância ou má fé. Ignorância por conta do expressivo contingente de desinformados, muitos dos quais afiados em leis, repletos de diplomas, fartos em arrogância, mas com conhecimento zero da história do Brasil. A propósito, não conhecem bem sequer a história da própria instituição a que servem. Esse contingente sequer lê Diário Oficial. Se o fizesse, saberia quem lhe deu salário, instrumentos legais e materiais para trabalhar. A má fé fica por conta daqueles que sabendo de tudo isso, se entregaram à aventura golpista.

A PF está com a credibilidade arranhada e os mais recentes ministros da Justiça, quando conveniente, ignoram o eficiente papel instrumental dela como capitã do mato do golpe, via Farsa Jato. Preferem incensar, por medo, a Procuradoria da República - farta de convicções e contradições, que de forma direta ou indireta alimenta futrica eterna entre instituições.

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A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro, por Armando Coelho Neto

A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Vaidoso, safado, conspirador e ladrão tem sido alguns adjetivos com os quais o enigmático político Ciro Gomes tem presenteado o impostor Michel Temer. Às vezes, esses mimos vêm acompanhados da gentileza com a qual torcedores costumam agraciar juízes de futebol. Tudo, entretanto, muito aquém do abominável e indescritível que possa representar esse ser repudiado por 95% dos brasileiros. Das supostas falcatruas no porto de Santos às urdiduras nos bastidores do golpe, nada serve de perfil para definir um político que mandou “bilhetinho” para Dilma Rousseff, deixou vazar discurso de posse antes do golpe e hoje empenhado em defenestrar da história um partido que ousou enfrentar a miséria do País. Leia mais »

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Chapa Dilma-Temer. Guerra do Mestre das Águas contra Boitatá, por Armando Coelho Neto

Chapa Dilma-Temer. Guerra do Mestre das Águas contra Boitatá

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Por curtíssimo período fui aluno do Herman Benjamin, na Escola Superior do Ministério Público, em São Paulo, durante breve pós-graduação. Li as primeiras páginas de sua obra Direito, Água e Vida, mas dei a ela melhor destino, quando a dei de presente a um estudante de Direito. Há tempos perdi a fé nos tribunais. Entre o Direito e a Justiça tenho preferido esta última. Perdi a fé no Direito e nas águas, sem demérito ao ilustre representante de Catolé do Rocha/PB, meu quase conterrâneo. Desconfiar dos tribunais é postura inexorável numa sociedade de R$ 1,99, Moros, Marinhos e Malafaias. Com propriedade, Marilena Chauí a trata como “aberração cognitiva” – e pouco importa o que ela queira dizer com isso!

Quando falo de fé, não me refiro às porandubas religiosas dos barnabés da Farsa Jato. Falo da perda na crença no pacto social de vida escrito na Constituição Federal. Obviamente, o espetáculo do tal “Mensalão” não foi o único fato determinante para perder a fé. Mas, foi definitivo para a percepção formal do casuísmo e contradições no caos jurídico do País (sob toque de mídia). Foi ali que o ex-ministro Joaquim Barbosa, içado à galeria dos heróis, abraçou a “Teoria do Domínio do Fato” para condenar ( sem provas) o ex-ministro José Dirceu. Ali e pelo menos ali, não havia provas contra Dirceu. Mas, predominou o domínio do fato sem que sequer se provasse o fato (troca de apoio, não se sabe a que).

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“Moro sabia”. Contradições da subjetividade do saber, por Armando Coelho Neto

“Moro sabia”. Contradições da subjetividade do saber

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Por mais de três décadas servi à Polícia Federal. Entre as diversas atividades, estivemos à frente de uma delegacia, cujos agentes, sob nossa responsabilidade iam para as ruas com Ordens de Missão de nossa unidade. Conforme determinações, tinham o dever de realizar diligências x ou y. Em outras palavras, iam para as ruas em nome do que era correto, legal, escrito na ordem recebida. O resultado do trabalho deles era examinado por outros profissionais. Estes, por sua vez, frente a um trabalho em aparente conformidade da lei, emitiam pareceres que serviriam de suporte para emissão de certificados que eram assinado por pelo chefe da unidade. No caso, este escrevinhador. Isso significava, em muitas vezes, quase mil assinaturas.

Era humanamente impossível um único servidor entrar em pormenores das centenas de relatórios produzidos por aqueles agentes externos e internos, de forma que, se na origem, alguma ilegalidade fosse cometida no meio da rua não seria de nosso conhecimento. Desse modo, como regra, trabalhávamos todos “Em confiança”, partindo do princípio de que todos estavam trabalhando corretamente. Uma conferência por amostragem estava longe de evitar que falhas ocorressem - graves ou não. Para nossa felicidade, nada ocorreu que precisasse ser objeto de investigações, punições. De qualquer modo, convenhamos, não é a regra.

Imaginem, por exemplo, que um dos agentes resolvesse pedir ou exigir dinheiro em nosso nome para obter certificado? E se ele recebesse? E se ao receber ele abrisse uma conta no nome dele? E se ele próprio fizesse depósito e retiradas e dissesse que o dinheiro era para o chefe da delegacia? Indo mais longe, vamos presumir que ele tivesse uma agenda, fizesse retirada e anotasse como se fosse para o seu chefe? Indo mais longe, vamos supor que isso fosse uma prática corriqueira de muitos anos. Um chefe de delegacia, que mal conseguia analisar todos os processos, precisava assinar em confiança, teria condições de conhecer particularidades da vida do servidor corrupto?

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Que fossa precisa ser aberta para chamar o golpe de golpe?, por Armando Coelho Neto

Que fossa precisa ser aberta para chamar o golpe de golpe?

por Armando Rodrigues Coelho Neto

É redundante lembrar que o Congresso Nacional está acuado por denúncias. Ao que consta, só em 2014, a JBS teria beneficiado quase dois mil candidatos de 28 partidos, tendo sido decisiva na eleição de 167 deputados federais e 18 senadores ligados a vários partidos. Em igual sentido, aparecem os beneficiados pela Odebrecht. Ao sabor de mídia golpista e vazamentos criminosos, doações legais e ilegais ganham o mesmo tom criminoso e já não se sabe quem é quem. Em meio a tudo isso, há aqueles parlamentares objetivamente investigados e suspeitos, que de alguma forma tentam salvar a pele. Tentar salvar a pele, a essa altura, significa também obedecer a ordens da misteriosa cozinha do golpe. Quem recebeu dinheiro para votar assim ou assado tem que honrar o compromisso.

Em grau maior ainda de complexidade aparece o impostor Michel Temer. A qualquer momento, o traidor e usuário fajuto da Faixa Presidencial pode deixar o posto e sair direto para o presídio da Papuda. Questões econômicas, firulas legais, interpretações restritivas ou elásticas do ordenamento jurídico ainda seguram o golpista no arremedo presidencial. Mas, não apenas isso, pois até que outros alicerces sejam redesenhados, qualquer rompimento pode ter reflexos maiores na economia, já seriamente afetada pelo amadorismo politizado da Farsa Jato. Eis que o jogo já não transparece tão calculado quanto antes. As cartas não estariam tão bem marcadas quanto pareciam. É inegável que a nebulosa cozinha do golpe transformou Fora Temer em refém.

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Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura, por Armando Coelho Neto

Entre o Raiz e o Nutela, a saudade do Estadão da ditadura

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Num editorial de 19 de Maio, o jornal Estadão veiculou editorial chamando a atenção para o grave momento da vida nacional, que vai entrar para a história “como aquele em que a irresponsabilidade e o oportunismo prevaleceram sobre o bom senso e sobre o interesse público”. A crítica diz respeito à “irresponsabilidade na divulgação de trecho pontual das gravações clandestinas feitas por Joesley Batista”. Condena quem o fez, por ignorar os reflexos na economia, repetindo advertência feita pelo jornalista Luis Nassif, neste GGN, nos primórdios da operação Carne Fraca. Crítica válida, aliás, para a devastação provocada pela Farsa Jato no cenário econômico nacional e internacional.

O jornal detona atitudes tomadas “por gente que julga ter a missão messiânica de purificar a política nacional”. Mas ignora a seu papel na Farsa Jato, quando os vazamentos foram e são convenientes e pouco importou a contribuição para “a instabilidade permanente, que trava a urgente recuperação do País e joga as instituições no torvelinho das incertezas – ambiente propício para aventureiros e salvadores da pátria”. Ora, ora! Está a reclamar de seu próprio papel na desestabilização no país, quando ajudou a criar no seio da opinião pública o clima propício para o golpe. Alheios a 54 milhões de votos, o Estadão e seus asseclas criaram o clima para “qualquer coisa menos Dilma/Lula/PT”. Hoje, o editorial quer fazer de “Michel Qualquer Coisa” uma vítima.

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Polícia Federal: nem cornetas nem trombetas, por Armando R. Coelho Neto

Polícia Federal: nem cornetas nem trombetas

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Permitam-me entrar nos anais folclóricos da Polícia Federal. Contam-se lá pras antigas, nas eras do abafa e outras artimanhas, que um policial teria escrito um livro sobre a Polícia Federal. Ao que consta, escreveu durante anos e, por incrível que pareça, não o publicava por um detalhe insólito. Virou mexeu, entrevistados e pretensos leitores da obra questionavam – e o livro? Cadê o livro?. Ele sempre despistava, dizia estar fazendo ajustes, revisões, até que finalmente, sob muita pressão num bar, não muito sóbrio, confessou:

- O livro não sai por falta de título. Tentou explicar toda complexidade, variantes, conjunturas, medo de ofender, de ser processado. Sim! Policial Federal adora processar colega!.

Perplexo, o interlocutor redarguiu:  como não tem título? Por acaso teu livro fala de cornetas?

- Não, respondeu o escritor.

- Tua obra fala de trombetas?

- Não, disse taxativo.

- Então acabou o problema, disse o interlocutor. Acabas de encontrar um título para sua obra. Seu livro terá como título “Nem Cornetas, nem Trombetas”. O autor concordou, mas não se sabe bem se o livro foi publicado, se saiu ou não saiu, numa instituição na qual a memória não passa de falta de memória. Até a perpetuação de grandes feitos e ou personagens ilustres têm pouco estímulo e são armazenados no pouco visitado museu da Academia Nacional de Polícia, em Brasília.

Tenho uma missão ingrata: cutucar a memória de velhos policiais para alertar os novos, que não conheceram a instituição na idade da pedra. Tempos nos quais não havia sequer banheiro para as mulheres, em algumas unidades. Idos nos quais, era preciso pedir papel emprestado para a Receita Federal ou ao INSS. A troca de canetas BIC era feita com a apresentação do refil vazio e era comum recorrer ao uso de material apreendido - com ou sem autorização judicial.

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Até quarta-feira meu bem!, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Até quarta-feira meu bem!, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não falo segundo quem. Não espere dessa fala grandes citações, mergulhos teóricos. Minha fala traz o empirismo de um observador perplexo, depois de uma tentativa de golpe contra uma democracia que tropeça no simples fato de tentar sê-la: pura e tão somente democracia.

Nesse afã de tentar ser, a esquálida democracia brasileira ensaiou distribuir migalhas aos mais carentes. Começou com um grito rouco e engasgado com o nome de Fome Zero e desaguou num programa social chamado de Bolsa Família. Não tardou a ser tratado de bolsa esmola, compra de votos e outros insultos, que partiram e partem de pessoas que acreditam que a corrupção é uma menina de apenas treze anos. Gente saudosa da ditadura militar e que, com 30 anos de atraso, descobriu o “panelaço argentino” e tenta desenterrar, com mais de 50 anos de atraso, a “Guerra Fria”. Aliás, o fazem quando o tabuleiro de xadrez mundial movem algumas pedras: Barack Obama já conversa com Cuba e o Papa Francisco lança olhar generoso sobre homossexuais e o “Padim Ciço”.

Nesse mover de tabuleiro, causa espécime que as pessoas que criticam a “esmola” são as mesmas que secularmente apoiou a cultura de exploração dos trabalhadores. A mesma cultura que criou os “pedintes” queixa-se de quem criou a “esmola”. Aliás, uma gente sufocada em contradições, que de tão mal informada chama o atual governo de esquerda, de comunista. A rigor, parecem não saber o que é comunismo ou querem ofender os comunistas. Algo assim como chamar Malafai e Cunha pelo nome de Jesus. Vai saber.

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