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A direita francesa abriu as portas para os alemães, por André Araújo

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Por André Araújo
 
Charles Maurras (1868-1952)  foi um célebre ativista da direita francesa anterior à Segunda Guerra. É extraordinária a semelhança ideológica daquele momento de inflexão da História da França, quando fanáticos da anti-política abriram o caminho para a derrota francesa, sua ocupação pela Alemanha por  quatro anos e o posterior renascimento francês pelas mãos de De Gaulle.
 
O líder ideológico dessa direita raivosa era Charles Maurras, um pensador com grande número de seguidores, que achava a Revolução Francesa um erro histórico que desviou de seu caminho a “França dos 40 reis” em sua grandeza milenar. Maurras criou um movimento, a AÇÃO FRANCESA,  anti-democracia e anti-progressista, ideologicamente confusa mas com todos os cacoetes da direita enraivecida, movimento catalisador de um larga faixa da da classe média tradicionalista e de parte da alta burguesia, que protagonizou um processo de acirramento de ânimos que precedeu à invasão alemã de 1940.

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O Brasil fora do mundo, por André Araújo

Itamaraty
 
Por André Araújo
 
Após quarenta anos de esforços iniciados no Governo Militar para projetar a presença do Brasil no Oriente Médio, África, Caribe e América do Sul, a cruzada moralista liquidou com essa presença agora e para a frente, o dano ao País é imensamente maior que os ganhos da “transparência”, mas como se explica a cegueira dos poderes no Estado brasileiro para não ver tal desastre  geopolítico?
 
Pode-se imaginar a China abandonar sua fortíssima presença na África porque alguém  em Beijing descobriu que na África não se vende uma caçamba sem pagar comissão?
 
A China liquidaria sua presença na África por causa desse fato? Jamais, a China por todo o mundo dança a música do lugar, ampliou sua presença pelos cinco continentes jogando o jogo de cada lugar. Ou será que a China é uma economia de altos princípios éticos?

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Só o Estado pode dar fim à recessão, por André Araújo

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Por André Araújo
 
SÓ O ESTADO PODE DAR FIM À RECESSÃO
 
A partir da central de divulgação de projeções, conhecida como BOLETIM FOCUS, a mídia econômica toma o prognóstico dos departamentos de economia como sinal de sucesso da atual política econômica, ao considerar a projeção sobre uma melhora dos índices uma prova de que a economia saiu da recessão.
 
A partir desse cenário de faz de conta, a mídia econômica alardeia que a recessão acabou, em coro com o Ministro da Fazenda, sem que haja qualquer indicação de que a realidade reflita o desejo nesse teatro de luz e sombra.

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Perspectiva econômica em contradição na Globonews, por Andre Araujo

No programa Painel, especialistas são unânimes em não ver perspectivas no governo atual, contrariando Sardenberg, Miriam e Donny

Por Andre Araujo

No programa PAINEL, da Globonews, três debatedores cuidadosamente selecionado por William Waack sobre o tema, para abordar o futuro da economia brasileira a partir deste Governo. A conclusão de todos foi unânime: não enxergam qualquer perspectiva com os rumos atuais crises políticas, nenhum futuro para a economia brasileira, desmentido a campanha intensa da própria Globonews para provar o contrário, a partir do entusiasmo de Sardenberg, Miriam e Donny.


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BR 163 no centro da meta ou a economia política da circunstância, por André Araujo

A maior contribuição de Lord Keynes para o pensamento econômico foi expor a noção de que a regência da economia não se pode dar por receitas prontas e sim por ferramentas adaptadas às circunstancias. Acusado de inconsistente  é famosa a frase  de Keynes “When the events change, I change my mind, what do you do sir?

“”Quando os fatos mudam eu mudo meu pensar, o que o senhor faria ?”” disse ao interlocutor que o acusava de inconsistente. Keynes era um economista ortodoxo quando trabalhava no Tesouro inglês e já na assessoria da delegação britânica à Conferencia de Versalhes em 1919 mostrava seu gênio ao derivar para analises de circunstancias fora dos modelos-padrão dos economistas burocraticos. De sua observação na Conferencia escreveu seu primeiro clássico “

“As Consequencias Economicas da Paz” onde via muito mais longe que seus colegas convencionais que se limitavam ao papel simplista de punir a Alemanha e ponto.

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A retomada fantasma da economia, por André Araújo

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Por André Araújo

A RETOMADA FANTASMA - Os ciclos recessivos não se resolvem apertando um botão, o processo é lento e passa pelo aumento da renda na ponta da demanda. O Brasil não está apenas em recessão, trata-se de uma DEPRESSÃO, fase mais profunda pela decorrência do tempo da recessão e de sua perspectiva de permanência.
 
A declaração do Ministro da Fazenda de que "a recessão acabou" indica não só leviandade incompatível com o cargo, pressupõe também um completo desconhecimento de economia, de história da economia e de história do pensamento econômico, o ciclo da recessão tem uma duração de ida e volta que se contam por anos e não por semanas.
 
Como é possivel estar em recessão no último trimestre de 2016, e os números do IBGE divulgados na segunda feira mostram isso, e no trimestre seguinte, como por milagre, dizer que a recessão acabou?

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O círculo russo de Donald Trump, por André Araújo

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por André Araújo
 
O CÍRCULO RUSSO DE DONALD TRUMP - Dmitry Rybolovlev, o rei do fertilizante da Rússia, bilionário que mora em Mônaco, é dono de um banco em Chipre, paraíso bancário usado pelos oligarcas russos para mega lavagem de dinheiro. Esse magnata russo esteve com Trump 17 vezes em 2016 e em cidades onde não tinha qualquer razão para estar, suas viagens sempre coincidiam com as viagens de campanha de Trump.
 
O maior credor de Trump e seu grande financiador nos últimos dez anos é o DEUTSCHE BANK, cujas ligações com o mundo bancário de Chipre são profundas, os bancos de Chipre usam o DEUTSCHE como banco de compensação para operações na Europa Ocidental e EUA, alguns ex-executivos do DEUTSCHE são hoje presidentes de bancos cipriotas. Trump deve atualmente ao DEUTSCHE uma cifra em torno de 1 bilhão de dólares.

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O círculo da virtude no jogo do poder, por André Araújo

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Por André Araujo

A virtude contra o mal, desde tempos imemoriais, serviu de arma no jogo do Poder.  O "bem" tem a carta patente moral para tomar o poder do "mal". Quem é o mal?
 
Todo poder soberano formal ou informal, seja ele um chefe de clã de beduínos no deserto da Arábia, seja um senhor medieval na sua cidade-castelo, conseguiu seu poder praticando atos que, aos olhos dos beatos, podem ser vistos como criminosos.
 
Não existe e nunca existiu o Poder criado pela bondade. No seu berço há uma vilania, uma violência, um roubo, um blefe, um massacre, uma torpeza, uma traição, um punhal no escuro.
 
Não há poder soberano que nasceu puro, nem o do Vaticano - a história do Papado é a história de todos os crimes, vícios e ganâncias que o ser humano pode praticar. Está aí bem registrada as biografias dos Borgias, dos Borghese, dos Doria Pamphili, dos Chigi, dos Colonna, dos Medici, dos Aldobradini, dos Barberini, dos Mattei, dos Borromeo, famílias papais de secular poder e riqueza, algumas têm seus palácios romanos até hoje.

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No reino do Fake News, da Duquesa de Alba ao fim da recessão, por André Araújo

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Por André Araújo
 
Cayetana Fitz James Stuart, a lendária Duquesa de Alba, morreu em novembro de 2014, um personagem único na vida social de Espanha. Casou três vezes, a última com um homem que poderia ser seu filho, usava biquíni aos 80 anos, dançava flamenco nas ruas de Sevilha. Tinha 46 títulos de nobreza e era a maior proprietária de terras da Espanha, mais nobre que a Familia Real dos Bourbons espanhóis, dinastia muito mais nova que a dela. 
 
A Duquesa tinha dois Palácios fabulosos, o de Leiria no centro de Madrid e o de Las Duenas em Sevilha, este era sua residência preferida.
 
O governo andalus sempre a pressionou para abrir o Las Duenas para visitação pública, mas a Duquesa enquanto lá morava não aceitou, não queria ser perturbada. Com sua morte a família, através da Fundación Alba, fez um acordo com o governo e recebeu isenção de impostos ao transformar o Palácio em museu. 
 
O Las Duenas está na família Alba desde o ano de 1.484, mas a construção remonta ao Século XIII, é um Palácio em estilo gótico-mouro com grandes pátios e magníficos salões.

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O mito do 'investidor estrangeiro', por André Araújo

 
O mito do 'investidor estrangeiro'
 
por André Araújo
 
Alan Greenspan, o "maestro" do Federal Reserve System por 18 anos, passava horas na banheira lendo estatísticas da economia real: geladeiras, yougurt, pneus, caminhões, pão de hamburguer, todos dados da vida das pessoas lhe interessam. Tinha especial fixação por telhados, quantos telhados  foram vendidos na semana (nos EUA a construção se faz por conjuntos e não por peças). Era por estes indicadores que Greenspan tirava o pulso da economia que importava. Greenspan, que está com 90 anos, proporcionou o maior período contínuo de prosperidade dos EUA no pós-guerra, embora lhe atribuam culpa da crise de 2008, decorrência exatamente do excesso de confiança nessa prosperidade longa demais.
 
No Brasil, no oceano de ignorância sobre economia que domina a grande mídia, os únicos indicadores valorizados são os de câmbio e bolsa. Os comentaristas da Globonews são os mais rasos, para eles a economia se resume em câmbio e bolsa e, nesta última, o que interessa é o mítico "investidor estrangeiro". O padrão se repete em outras mídias, como a Jovem Pan, onde sua comentarista só conhece câmbio e bolsa, a economia se resume nisso. Na Globonews o comentarista  Donny di Nuccio, a qualquer observação sobre economia, replica "Ah, mas a bolsa subiu". Pronto, esta é para eles TODA a economia.  Na FOLHA de 19 de fevereiro de 2017, pag.A 23, um artigo "Mercado especula melhor nota do Brasil" mostra  esse viés de considerar o mercado financeiro como único indicador da economia brasileira.

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Petrobras, a privatização branca, por André Araújo

 
Petrobras, a privatização branca
 
por André Araújo
 
A Petrobras foi criada em 1953 como um projeto de País, após  grande batalha política que mobilizou a população e o Congresso.
 
O objetivo era conseguir autonomia em petróleo, setor que até então era dominado pelas importadoras e distribuidoras estrangeiras Esso, Shell, Texaco, Gulf e Atlantic, antes havia também a Anglo Mexican, que foi grande fornecedora de gasolina ao Brasil nos anos 30.
 
O projeto foi portanto desde seu início estratégico e não financeiro, não havia ainda ideia da existência de grandes reservas de petróleo no País, a visão geral é a de que não havia jazidas importantes mas uma empresa estatal poderia ao menos fazer importação, a tancagem e o refino no País, que até então importava o combustível refinado, era o maior gasto em divisas de nossa balança de importação, sob controle exclusivo das "majors".

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A armadilha da Bolsa de Nova York, por André Araújo

A armadilha da Bolsa de Nova York

por André Araújo

O Brasil é o 2º pais estrangeiro em número de companhias listadas na Bolsa de Nova York, com 33 empresas, sendo o Canada o 1º com 80 empresas. É um numero surpreendente, o Brasil tem mais companhias que o Reino Unido e a França, grandes economias desenvolvidas. Não tem muita lógica e tem imensos riscos que poucos perceberam na hora da alegria de bater o martelo em Wall Street.

Parte das companhias brasileiras listaram suas ações por uma questão de prestígio mas com isso entram numa zona de altíssimo risco de se submeterem à jurisdição do Governo americano, risco que provavelmente não foi avaliado nos festejos de sua listagem, toda a diretoria em Nova York, a batida do martelo televisionada, é a gloria. Depois vem a conta.

A direção da Bolsa de Nova York fez campanhas no Brasil para conseguir empresas daqui para se listarem nessa Bolsa, ícone do capitalismo,  a Bolsa onde começou a Grande Depressão de 1929, hoje uma sociedade anônima com fins lucrativos e que precisa de clientes. Dois presidentes da Bolsa vieram ao Brasil para aliciar empresas daqui e pelo visto tiveram sucesso. Trinta e três companhias brasileiras listaram suas ações em Nova York, um número desproporcional ao tamanho da economia do Pais.

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Teoria das teorias de conspiração, por André Araújo

Teoria das teorias de conspiração

por André Araújo

Em todos os acontecimentos abruptos da História aparecem teorias da conspiração cuja finalidade é encontrar respostas simples e fáceis para fatos complexos que ainda não tem explicação racional, ou cuja origem depende de muitas variáveis ainda não levantadas.

A teoria da conspiração responde a duas necessidades:

1. Confirmar crenças pré-estabelecidas na opinião pública de massa e dispensar análises demoradas e difíceis, é muito mais fácil "criar" uma explicação simplista e que, além do mais, se "encaixa" e "confirma" crenças pré-existentes que o crédulo traz ao longo da vida. Muitas pessoas (a maioria) constroem meia dúzia de crenças na juventude e as carregam consigo até o fim da existência, sem mudanças ou adaptações, e procuram encaixar todos os acontecimentos nessas poucas armaduras mentais que lhes dão conforto e segurança.

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Uma moeda estável em um país instável, por André Araújo

 
Por André Araújo
 
A implantação do Plano Real foi realizada por economistas ideológicos fundamentalistas neoliberais, mas com sólida formação e bom nível profissional. Escrevi dois livros A ESCOLA DO RIO e MOEDA E PROSPERIDADE de crítica a essa  ideologia então aplicada ao Brasil, raiz de nosso males de hoje pelas distorções que instalou ao trocar de moeda sem corrigir os desequilíbrios que causavam a inflação.
 
A inflação é a febre e não a doença, trocou-se de moeda sem curar a infecção. Mas devo respeitar o gabarito intelectual de Gustavo Franco, Edmar Bacha, André Lara Resende, Pérsio Arida e outros da equipe do Real, tinham uma política e a puseram de pé. 
 
Hoje, o mesmo fundamentalismo neoliberal, fora de moda em todo mundo civilizado, está sendo aplicado a frio no Brasil por cérebros de muito menor calibre e que levarão o País a uma crise social e política no limiar de uma guerra civil.

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Trump em duzentos anos de história, por André Araújo

 
Trump em duzentos anos de história
 
por André Araújo
 
 Em 1817, duzentos anos atrás, o General argentino San Martin atravessou os Andes (em 19 de janeiro) para libertar o Chile do jugo espanhol. Parece que foi há milênios, mas duzentos anos é pouquíssimo tempo. Eu mesmo ja vivi mais de um terço desse período, quem passou dos cem anos atravessou metade dessa era histórica que revolucionou a humanidade, duzentos anos é pouco tempo na História.
 
Nesses duzentos anos o mundo mudou completamente. Há duzentos anos não existiam os países hoje conhecidos como Itália e Alemanha, o Japão estava trancado em uma letargia feudal, a África Negra era conhecida apenas como fornecedora de escravos, no Brasil Colônia o tráfico negreiro era o principal negócio da economia, os EUA eram um país inexpressivo e sem importância, a França ressurgia da Revolução apagada pela Restauração Bourbon com Luis XVIII reinando em Versailles ainda como monarca absolutista.

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