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O mito do 'investidor estrangeiro', por André Araújo

 
O mito do 'investidor estrangeiro'
 
por André Araújo
 
Alan Greenspan, o "maestro" do Federal Reserve System por 18 anos, passava horas na banheira lendo estatísticas da economia real: geladeiras, yougurt, pneus, caminhões, pão de hamburguer, todos dados da vida das pessoas lhe interessam. Tinha especial fixação por telhados, quantos telhados  foram vendidos na semana (nos EUA a construção se faz por conjuntos e não por peças). Era por estes indicadores que Greenspan tirava o pulso da economia que importava. Greenspan, que está com 90 anos, proporcionou o maior período contínuo de prosperidade dos EUA no pós-guerra, embora lhe atribuam culpa da crise de 2008, decorrência exatamente do excesso de confiança nessa prosperidade longa demais.
 
No Brasil, no oceano de ignorância sobre economia que domina a grande mídia, os únicos indicadores valorizados são os de câmbio e bolsa. Os comentaristas da Globonews são os mais rasos, para eles a economia se resume em câmbio e bolsa e, nesta última, o que interessa é o mítico "investidor estrangeiro". O padrão se repete em outras mídias, como a Jovem Pan, onde sua comentarista só conhece câmbio e bolsa, a economia se resume nisso. Na Globonews o comentarista  Donny di Nuccio, a qualquer observação sobre economia, replica "Ah, mas a bolsa subiu". Pronto, esta é para eles TODA a economia.  Na FOLHA de 19 de fevereiro de 2017, pag.A 23, um artigo "Mercado especula melhor nota do Brasil" mostra  esse viés de considerar o mercado financeiro como único indicador da economia brasileira.

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Petrobras, a privatização branca, por André Araújo

 
Petrobras, a privatização branca
 
por André Araújo
 
A Petrobras foi criada em 1953 como um projeto de País, após  grande batalha política que mobilizou a população e o Congresso.
 
O objetivo era conseguir autonomia em petróleo, setor que até então era dominado pelas importadoras e distribuidoras estrangeiras Esso, Shell, Texaco, Gulf e Atlantic, antes havia também a Anglo Mexican, que foi grande fornecedora de gasolina ao Brasil nos anos 30.
 
O projeto foi portanto desde seu início estratégico e não financeiro, não havia ainda ideia da existência de grandes reservas de petróleo no País, a visão geral é a de que não havia jazidas importantes mas uma empresa estatal poderia ao menos fazer importação, a tancagem e o refino no País, que até então importava o combustível refinado, era o maior gasto em divisas de nossa balança de importação, sob controle exclusivo das "majors".

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A armadilha da Bolsa de Nova York, por André Araújo

A armadilha da Bolsa de Nova York

por André Araújo

O Brasil é o 2º pais estrangeiro em número de companhias listadas na Bolsa de Nova York, com 33 empresas, sendo o Canada o 1º com 80 empresas. É um numero surpreendente, o Brasil tem mais companhias que o Reino Unido e a França, grandes economias desenvolvidas. Não tem muita lógica e tem imensos riscos que poucos perceberam na hora da alegria de bater o martelo em Wall Street.

Parte das companhias brasileiras listaram suas ações por uma questão de prestígio mas com isso entram numa zona de altíssimo risco de se submeterem à jurisdição do Governo americano, risco que provavelmente não foi avaliado nos festejos de sua listagem, toda a diretoria em Nova York, a batida do martelo televisionada, é a gloria. Depois vem a conta.

A direção da Bolsa de Nova York fez campanhas no Brasil para conseguir empresas daqui para se listarem nessa Bolsa, ícone do capitalismo,  a Bolsa onde começou a Grande Depressão de 1929, hoje uma sociedade anônima com fins lucrativos e que precisa de clientes. Dois presidentes da Bolsa vieram ao Brasil para aliciar empresas daqui e pelo visto tiveram sucesso. Trinta e três companhias brasileiras listaram suas ações em Nova York, um número desproporcional ao tamanho da economia do Pais.

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Teoria das teorias de conspiração, por André Araújo

Teoria das teorias de conspiração

por André Araújo

Em todos os acontecimentos abruptos da História aparecem teorias da conspiração cuja finalidade é encontrar respostas simples e fáceis para fatos complexos que ainda não tem explicação racional, ou cuja origem depende de muitas variáveis ainda não levantadas.

A teoria da conspiração responde a duas necessidades:

1. Confirmar crenças pré-estabelecidas na opinião pública de massa e dispensar análises demoradas e difíceis, é muito mais fácil "criar" uma explicação simplista e que, além do mais, se "encaixa" e "confirma" crenças pré-existentes que o crédulo traz ao longo da vida. Muitas pessoas (a maioria) constroem meia dúzia de crenças na juventude e as carregam consigo até o fim da existência, sem mudanças ou adaptações, e procuram encaixar todos os acontecimentos nessas poucas armaduras mentais que lhes dão conforto e segurança.

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Uma moeda estável em um país instável, por André Araújo

 
Por André Araújo
 
A implantação do Plano Real foi realizada por economistas ideológicos fundamentalistas neoliberais, mas com sólida formação e bom nível profissional. Escrevi dois livros A ESCOLA DO RIO e MOEDA E PROSPERIDADE de crítica a essa  ideologia então aplicada ao Brasil, raiz de nosso males de hoje pelas distorções que instalou ao trocar de moeda sem corrigir os desequilíbrios que causavam a inflação.
 
A inflação é a febre e não a doença, trocou-se de moeda sem curar a infecção. Mas devo respeitar o gabarito intelectual de Gustavo Franco, Edmar Bacha, André Lara Resende, Pérsio Arida e outros da equipe do Real, tinham uma política e a puseram de pé. 
 
Hoje, o mesmo fundamentalismo neoliberal, fora de moda em todo mundo civilizado, está sendo aplicado a frio no Brasil por cérebros de muito menor calibre e que levarão o País a uma crise social e política no limiar de uma guerra civil.

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Trump em duzentos anos de história, por André Araújo

 
Trump em duzentos anos de história
 
por André Araújo
 
 Em 1817, duzentos anos atrás, o General argentino San Martin atravessou os Andes (em 19 de janeiro) para libertar o Chile do jugo espanhol. Parece que foi há milênios, mas duzentos anos é pouquíssimo tempo. Eu mesmo ja vivi mais de um terço desse período, quem passou dos cem anos atravessou metade dessa era histórica que revolucionou a humanidade, duzentos anos é pouco tempo na História.
 
Nesses duzentos anos o mundo mudou completamente. Há duzentos anos não existiam os países hoje conhecidos como Itália e Alemanha, o Japão estava trancado em uma letargia feudal, a África Negra era conhecida apenas como fornecedora de escravos, no Brasil Colônia o tráfico negreiro era o principal negócio da economia, os EUA eram um país inexpressivo e sem importância, a França ressurgia da Revolução apagada pela Restauração Bourbon com Luis XVIII reinando em Versailles ainda como monarca absolutista.

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Monica de Bolle no teatro da recessão, por André Araújo

 
Monica de Bolle no teatro da recessão
 
por André Araújo
 
Monica de Bolle é uma das melhores economistas acadêmicas brasileiras, com capacidade de formulação de ideias claras e bem apresentadas. Não se confunde com "economistas de mercado" que apenas repetem bordões dos departamentos econômicos dos bancos, caso de 90% dos que se apresentam nas mídias brasileiras. Monica tem uma formação especial por uma escola que não tem paralelo do mundo acadêmico de economia, a London School of Economics, onde lecionaram Lord Keynes e Friedrich von Hayek, os dos pensadores com maior impacto na economia política do Século XX. A London School tem uma origem de esquerda, fundada por dois socialistas Sidney e Beatrice Webb em 1895, para se contrapor às escolas da aristocracia onde o aluno da classe média tinha pouca chance de entrar.
 
A "escola"  de economia no sentido ideológico tem grande importância na formação do economista, com uma clivagem bem específica. Os muito inteligentes pensam por si próprios, absorvem os conhecimentos mas têm capacidade de refletir sobre o que lhes é ensinado, enquanto os medíocres sofrem lavagem cerebral e se diplomam "cartilhados", absorvem o que apreenderam e não mudam mais, porque não tem capacidade intelectual de reflexão e reciclagem de ideias, carregam o resto da vida a tábua dos mandamentos da "escola". É o caso da esmagadora maioria dos economistas brasileiros que estudaram especialmente em universidades americanas, as maiores "lavadoras" de cérebros do planeta.

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Onde está o Estado Nacional?, por André Araújo

Onde está o Estado Nacional?

por André Araújo

A Constituição de 1988 desmontou o Estado nacional brasileiro, um ente que vinha desde 1822 mantendo a unidade do País, enfrentando enormes desafios por todo esse período histórico. Nestes quase dois séculos, o Brasil enfrentou uma guerra externa de grande porte nas suas fronteiras, várias revoluções, salvações, coluna Prestes, sublevações (1935 e 1937), lutas fratricidas ( guerra Farroupilha no Rio Grande do Sul), revoltas populares e religiosas (Canudos e Contestado),  foi um dos Aliados na Segunda Guerra, o Estado brasileiro soube se defender e manter a integridade nacional atuando com toda força disponível sem melindres e sem vacilações

Estamos agora em uma fase de inédita vulnerabilidade causada por autonomias mal resolvidas, judicialização da atividade legislativa,  pruridos, incapacidades e melindres em agir por quem tem a obrigação de fazê-lo, abrindo um processo de fragmentação do poder à custa do Estado nacional. Nenhuma grande nação, das dimensões geográficas continentais do Brasil, é governável sem um Poder centralizado forte e atuante que comande  e lidere o conjunto do País. Um País não é uma soma de territórios autônomos empilhados ou uma colcha de retalhos mal costurada e esgarçada, ou há forte unidade de interesses e propósitos ou não é um Pais, é apenas um território com um síndico para o dia a dia.

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Happy hour em Davos, por André Araújo

Happy hour em Davos

por André Araújo

O volume de desinformação que a mídia brasileira transmitiu a partir do Fórum Econômico de Davos vem batendo recordes. Nada sobre essencial e tudo sobre a perfumaria dos entornos, nada de relevante para o Brasil.

Davos foi uma invenção esperta e lucrativa do empresário alemão Karl Schwab, é um clube de relacionamentos  nascido com o fim do mundo bipolar em 1990 e com a expectativa do domínio eterno do neoliberalismo e da globalização, bandeira que o Fórum se propunha a apoiar e propagar como o evangelho da verdade revelada, a de que a globalização era boa para todos, verdade que foi desmentida pela concentração de renda e riqueza que ela provocou no mundo e dentro dos países.

O Fórum é um palco iluminado para participantes fazerem seu marketing pessoal, de suas empresas e negócios, estabelecerem contatos para alavancar carreiras e acordos. Também é um podium para transmissão de recados e avisos, como fez o líder chinês neste ano.

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Refutando as teorias conspiratórias sobre a morte de Zavascki, por André Araújo

Por André Araújo

Em qualquer acidente aéreo onde morrem pessoas importantes vêm teorias de conspiração sem qualquer evidência, apenas por imaginação. A região do litoral norte do Estado de São Paulo é um cemitério de acidentes aéreos com aeronaves pequenas e helicópteros.

Os aeroportos não têm instrumentação, são apenas pistas entre o mar e a montanha, de aproximação perigosa, o mau tempo e a baixa visibilidade é constante.

Céu e mar são situações de perigo enorme para pequenos aviões, porque o mar parece no visual  ilude quanto à distância. Nesse trecho caiu a aeronave de Ulisses Guimarães, do filho de Abílio Diniz,  em Troncoso, na Bahia, caiu a família Roger Wright em circunstâncias semelhantes, morrendo 16 pessoas da mesma família, também com um King Air, novinho e bom piloto.

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Comemorando a recessão, por André Araújo

Comemorando a recessão

por André Araújo

A pergunta é clássica, estão comemorando o que? A inflação ficou dentro da meta por causa de uma gigantesca recessão e qual é a vantagem disso?  Para os que têm renda certa e segura, como funcionários concursados, rentistas que vivem de aplicação financeira, é ótimo inflação zero mesmo com o Pais em ruína econômica, são os beneficiários da economia improdutiva, aquela que nada produz e só consome e não precisa competir no mercado, o grupo chamado de "férias em Miami".

Mas para a economia da produção a famosa inflação "dentro da meta" foi conseguida a custa de muito sofrimento, 13 milhões de empregos sacrificados, empresas quebradas, milhares de lojas fechadas, aumento da criminalidade, lares destruídos, suicídios, jovens fora da escola.

A longo prazo, a queda da arrecadação que é decorrente da crise, pode colocar em risco os salários dos concursados e os juros dos aplicadores. Mas serão os últimos a perder.

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Departamento de Justiça dos EUA, xerife do Brasil, por André Araújo

 
Por André Araújo
 
Dos comentaristas do blog, sou o que menos pode ser acusado de anti-americanismo. Nasci alimentado pelo governo dos EUA, meu pai era funcionário da Rubber Reserve Company em Manaus durante a Segunda Guerra e o supermercado da companhia era abastecido diariamente por hidroaviões que vinham de Miami. Minha mãe passou toda infância e adolescência nos EUA, tenho seis primos irmãos americanos natos, irmã, sobrinhos, cunhado, tios e tias morando lá, a maior parte da minha família tem raízes  nos EUA desde o século XIX, comecei minha vida no CitiBank, fui depois executivo principal de filiais brasileiras de multinacionais americanas. 
 
Não tenho portanto viés anti-americano o que me dá legitimidade para enxergar uma situação anômala, absurda, esdrúxula que está ocorrendo em um quadro que significa a colonização do Brasil pelos Estados Unidos em um grau que jamais ocorreu nos quase dois séculos de existência do Estado brasileiro, situação que parece não incomodar minimamente o Governo, a mídia e a sociedade brasileira, pelo menos naquela que deveria ser  a consciência de Nação. 

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A piração digital dos bancos, por André Araújo

A piração digital dos bancos

por André Araújo

Uma profusão de anúncios de bancos e fundos de investimentos na mídia eletrônica papagaiando as vantagens de SER DIGITAL. Vantagem para quem? Vantagem para os anunciantes que quanto mais digital forem seus serviços menos custam aos anunciantes. Mas qual a vantagem para os clientes? NENHUMA, porque a redução dos custos não implica na redução das tarifas, dos juros ou das comissões.

O Brasil tem certas idiossincrasias no uso de tecnologia. São manias tipicamente brasileiras e vícios que vem da volúpia do sistema financeiro por mais lucros e menos trabalho.

Nos EUA, berço de tudo isso, o uso de informatização no sistema financeiro é mais discreta  que no Brasil. Os bancos não empurram o cliente para o SER DIGITAL com essa sofreguidão,  pode-se usar toda tecnologia disponível SE VOCE QUISER. É incrível como o sistema financeiro brasileiro tem uma compulsão pelo digital, é claramente um sistema excessivamente informatizado. Por exemplo, nos EUA continua se usando intensamente o cheque para pagamentos e a compensação pode demorar 15 dias se o emitente e o depositante foram de regiões distintas, há lá 12 bancos centrais, um por região, assim um cheque de Philadelphia depositado em Dallas pode levar duas semanas para compensar.

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A estratégia russa do presidente Trump, por André Araújo

A estratégia russa do presidente Trump

por André Araújo

Constantes declarações e tuitadas de Trump, mais as indicações para seu gabinete e cargos chaves da area de relações exteriores, fazem possível ter uma ideia da estratégia geopolítica do novo presidente americano.

A partir da visão de que o problema maior é a China, por causa de sua dinâmica de expansão econômica mundial e  espacial no sudeste asiatico, é a China o inimigo da era Trump.

A China moderna é uma criação americana porque foi a política do Presidente Nixox, pensada por Kissinger, na histórica visita de Nixon a Pequim, que abriu a até então lacrada China para o mundo exterior, assim como foram os alemães que tornaram possível a União Sovietica porque sem o apoio do Estado Maior Imperial Alemão em 1917 Lenine não teria saído de Zurich e atravessado toda a Alemanha até à fronteira finlando-russa devidamente abastecido de enormes fundos colocados à sua diposição pelo Governo alemão visando com isso tirar a Russia Imperial da guerra, o que conseguiram e com isso por pouco ganhavam a guerra porque puderam concentrar todas suas forças na frente ocidental.

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Os economistas de vitrine e suas fantásticas previsões, por André Araújo

Os economistas de vitrine e suas fantásticas previsões

por André Araújo

Velho hábito de gente antiga, guardo jornais por seis meses e começo a reler em dias de ócio no interior quanto o tempo não passa e o silencio é só quebrado pelos bandos de maritacas.

Os chamados "economistas de vitrine" ou  "de mercado", sempre disponíveis para entrevistas de jornal, rádio e tv fazem afirmações peremptórias. Logo após a queda de Dilma começaram profecias audaciosas: com a nova equipe econômica e as medidas de austeridade voltará a confiança e a economia já mostrará crescimento no 2º semestre. Todas centravam suas certezas exclusivamente em uma política de austeridade, algo de uma pobreza intelectual franciscana. Onde estudaram? Com que mestres? Não é possível alguém se vender como economista e ser tão limitado, tão raso. É evidente que em um País com profunda recessão, resultante de várias causas, um só remédio não tem o dom de curar um quadro clínico de múltiplas complicações.

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Comentários

24/02/2017 - 15:38

Assim que indicados e no processo de sua designação os novos Ministros do Supremo e da Justiça deixaram absolutamente claro por declarações publicas  que foram referendados pelo grupo da Lava Jato, apresentando tal aval como selo de qualidade e ato de legitimidade e consagração. Na sequencia associações e porta vozes do grupo aprovaram as indicações.

Não há sinal mais claro em toda sua evidencia sobre onde está a nova fonte de Poder no Brasil.

 

 

24/02/2017 - 13:19

O Brasil transformou-se de um Pais essencialmente AGRICOLA e lastreando sua economia em apenas uma cultura, a do café, para a 5ª (hoje a 8ª) economia do mundo graças a industrialização acelerda a partir do Governo Vargas com base no protecionismo, na Lei do Similar Nacional, nas compras das estatais, nos financiamentos dos bancos publicos e

e no apoio do Estado às empresas privadas. O chamado fim da Era Vargas declarado por FHC apos o Plano Real foi uma REVERSÃO de toda essa politica e na transformação do Brasil novamente em um Pais produtor de bens primarios.

Não foi um acidente. Os "economistas do Real" tinham essa visão anti-desenvolvimentista e anti-industrial.

É um projeto suicida, que nossos parceiros do BRICs jamais cometeriam, a India cresce a 8% ao ano pela industria FORTEMENTE PROTEGIDA, eles aproveitam a globalização mas não se entregam a ela.

Veja o caso da China. O Brasil envia 11% de sua exportação total de frango para a China, algo como 440.000 toneladas.

Para a Arabia Saudita exporta 17%%, muito mais do que para a China. A Arabia tem 10 milhões de habitantes, a China tem

1,4 bilhão, a China poderia comprar dez vzes mais frago brasileiro mas eles só certificam 24 frigorificos há anos, não deixam

aumentar a exportação do frango brasileiro que é infnitamente melhor que qualquer outr em paladaro, para proteger sua

propria produção domestica de frango. Toda a politica chinesa é para FINGIR que é uma economia de mercado mas é apenas uma encenação, eles são fortemente protecionistas.

O Japão produz internamente todo o arroz, comida basica, que precisa, a um custo SEIS VEZES maior que o arroz importado do Vietnam ou Tailandia. Porque produz tão caro? inves de importar barato?  Porque prefere PROTEGER o agricultor janpones e não depender do arroz importado, é uma politica nacional do Pais.

O mundo inteiro pratica protecionista aberto ou disfarçado e aqui no Brasil nossos neoliberais que estão trinta anos ATRASADOS querem abrir tudo, até para EMPREITEIRAS estrangeiras, talvez porque achem que empreiteiras turcas ou malaias sejam imunes à corrupção, o Brasil vive de lendas.

24/02/2017 - 11:52

O maiores praticantes de PROTECIONISMO INDUSTRIAL no planeta  são a China , a India, o Japão e a Coreia do Sul. Vá alguem vender lá algum produto industrial produzido fora.

. Agora um novo Pais está entrando para o clube do PROTECIONISMO INDUSTRIAL, os Estados Unidos.

Enquanto isso um certo Pais chamado Brasil prega o fim da industria local e a PREFERENCIA PELA IMPORTAÇÃO.

O Brasil é realmente um Pais unico no planeta.

24/02/2017 - 00:18

http://www.southcom.mil/MEDIA/NEWS-ARTICLES/Article/1088714/former-us-am...

 

A ex-Embaixadora dos EUA no Brasi Liliane Alaydel assumiu na ultima terça feira o posto de SUBCOMANDANTE CIVIL do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA,  o SOUTHCOM, com sede em Mayport, no norte na Florida, Comando esse que inclui na sua area geografica a America do Sul alem do Mard co Caribe.

Esse posto se destina à coordenação dos ASSUNTOS CIVIS do SOUTHERN COMMAND, sob o qual está a 4ª FROTA DA

MARINHA DOS EUA, que navega  no Atlantico Sul.

A Embaixadora Liliane Alayde fala portugues fluentemente e tem bom conhecimento sobre o Brasil.

O gabinete da Embaixadora Liliane terá evidentemente a seu cargo as relações politicas com os governos da região nos

assuntos atinente ao Comando Sul tais como negociação de bases,  operações conjuntas, acordos de cooperação, etc.

23/02/2017 - 15:16

Escrevi aqui mais de 30 artigos nessa linha da criação de demanda pelo investimento publico, desde o primeiro "ajuste" de Joaquim Levy. Ajuste e a fabtasia de investimento privado JAMAIS vão tirar o Pais da recessão, o ivestidor privado precisa ter mercado criado pela demanda que só existe com renda nas mãos do consumidor e essa só o Estado pode criar.

A ilusão das concessões, se todos as prvistas derem certo, NÃO geram volume de dinheiro novo para sair da crise,

o Brasil precisa de trilhões em infra estrutura e não de bilhões de duvidosos investimentos em concessões.

A professora Laura Carvalho é uma das poucas vozes que enxerga que o Rei está nu, não há como sair da recessão puxando os proprios cabelos, o discurso de Meirelles é mera retorica em cima do nada.

21/02/2017 - 10:19

Agradeço a sugestão, é uma possibilidade, o debate de ideias é o que mais falta no Brasil.

21/02/2017 - 01:56

Meu caro Renato, a historia da Petrobras desde 1953 registra nomeações politicas por acordos com partidos mas mesmo dentro desse campo há modos e modos de fazer, no perido pre 1964 no geral os diretores tinham bom nivel, no perido militar idem, muitos generais, lembro que o General Stenio de Albuquerque Lima foi quem dirigiu a construção da Rfinaria de Cubatão, a maior do Pais na época, terminou antes do prazo, não trocou sequer um sofá da casa de classe media onde ele vivia. Havia muito idealismo na Petrobras, tambem havia corrupção mas era pequena em escala.

Eu acompanho a Petrobras há muitas decadas e posso dizer que infelizmente os dirigentes da era PT no geral foram de nivlel mais baixo que a media historica da empresa.

Na minha visão para empresas do porte da Petrobras pode-se aceitar indicação de partidos, essa é lamentavelmente a regra do jogo, MAS quem faz a nomeação pode exigir ficha boa do indicado, se for ficha ruim é vetado, o partido que indique outro até ser aceito. Muitos governos fazem assim e tenho experiencias pessoais de como isso funcionou em varios governos, a mensagem é "pode indicar mas não mande rato velho".

21/02/2017 - 01:42

Quanto ao seu comentario sobre dividendos, é perfeitamente possivel pagar dividendos extraordinarios com lucro de vendas de ativos, são classificados como RECEITAS EVENTUAIS.  No setor de petroleo existe a depreciação acelerada de ativos, uma instalação de 20 anos já foi quase toda depreciada e o valor de venda vai quase todo para RECEITA EVENTUAL, ou seja, lucro. Esse lucro pode ser distribuido aumentado o dividendo periodico ou como dividendo especial.

Isso é perfeitamente de acordo com regras contabeis e fiscais, presumo que nas vendas de ativos da Petrobras a RECEITA EVENTUAL será enorme porque os ativos estão com valor contabil residual muito baixo.

21/02/2017 - 01:37

Meu caro Renato, mas eu absolutamente NÃO acho isso, o que digo é que muitos (não todos) privatistas fanaticos acham isso, eu sou formado na cultura do Banco do Brasil e lá foi minha escola de uma grande instituição do Estado brasileiro,   esses usam essa desculpa para advogar a saida do Estado da economia vendendo as estatias.

Tem muita gente que pensa assim no meio empresarial, na classe media, na academia.

21/02/2017 - 00:07

Agradeço o comentario. Na geopolitica do petroleo mundial as ESTATAIS detem 92% das reservas comprovadas, a PETROBRAS está entre as DEZ grandes estatais mundiais do petroleo é a UNICA com ações no mercado internacional.

As outras NOVE estarão erradas e a Petrobras´é a unica certa?

As ESTATAIS são instrumentos da geopolitica do petroleo de forma distinta das "majors" privadas, tem outra função.

não é serão "darlings" de bolsa, seu objetivo maior não é remunerar o acionista, é atender às necessidades do Pais como um todo e não só de seus acionistas.

Quanto ao que vc chama de denuncia, não há nenhuma denuncia, algo que exige provas, o que trago aqui é uma OPINIÃO,

quem faz denuncia é o Ministerio Publico.

Minha critica ao METODO de venda de ativos da Petrobras não é apenas minha, é do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO,

que da mesma forma que eu aponto MANIFESTA completa estranheza pela ligeireza e pouca transparencia com que sse processo está sendo conduzido.

Quem trata da venda de ativos da Petrobras não é a Diretoria, é uma Gerente que entrega à Diretoria o processo pronto, processo que se inicia por uma carta convite ( quem seleciona os convidados?), NÃO HÁ LICTAÇÃO E NEM LEILÃO.

O TCU achou ERRADO o modelo de venda de ativos e mandou suspender essas transações.

Abaixo noticia sobre a decisão do TCU.

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-02/tcu-adia-decisa...

18/02/2017 - 09:29

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,meirelles-sai-na-frente,70...

 

MEIRELLES CANDIDATO EM 2018, o veterano jornalista João Domingos em materia no ESTADÃO de hoje sobre Henrique Meirelles como candidato à Presidencia em 2018, considerando a MELHORA na economia.

Pre-candidato em 2006, 2010, 2012 e 2014, Meirelles seria a solução para o mercado.

Os 12 milhões de desempregados e suas familias seriam seus mais entusiasmados eleitores.

18/02/2017 - 08:20

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,meirelles-sai-na-frente,70...

 

MEIRELLES SAI NA FRENTE PARA 2018 - Segundo o jornalista João Domingos do ESTADAO, Meirelles sai na frente pra 2018, dado as melhoras na economia. Por qual partido?   Quais melhoras na economia?  Meros detalhes.

Pelo menos já tem o voto de 12 milhões de desempregados,  para começar.

 

17/02/2017 - 13:02

A reunião em mesa festiva do Procurador Geral com Procuradores de outros paises para o objetivo comum de liquidar a Odebrecht em outros paises estará nos livros de Historia do futuro como um simbolo da destruição do projeto internacional do Brasil em nome de uma ideia tosca de moralismo que é anti-historica, anti-Estado e anti-nacional.

Acaba de sair livro do grande historiador ingles Neil Ferguson com o titulo de IMPERIO, onde ele conta como os britanicos tomaram conta de uma quarta parte do planeta que foi o Imperio Britanico no seu apogeu.

Não houve moralismo algum para formar o Imperio, valia tudo, pirataria, opio, tiros de canhão, aliciamento dos rajas para a causa do imperiialismo, jogar um povo contra outro, uma classe contra outra, roubo de sementes (da hevea na Amazonia).

Nenhum Pais projeta poder com moralistas, a projeção de poder é um vale tudo, assim reza a Historia, nos negocios de obras publicas, petroleo, mineração pelo mundo não há santos e sacristãos, destruiram as empreiteiras brasileiras e no seu lugar outras ocuparão espaços PAGANDO propina e gerando poder e riqueza para seus paises ou alguem acha que se farão obras publicas na Africa sem corrupção? Onde? Em Angola? O Brasil vai corrigir o mundo?

Os promotores sentados a mesa de Janot NÃO trazem um dolar para o Brasil, exceto suas diarias de hotel (se é que não é a PGR que paga), enquanto as empreiteiras produziam resultados para o Brasil e geravam empregos aqui.

Quantos empregos a PGR vai gerar com a destruição das empreiteiras brasileiras?

16/02/2017 - 23:32

Já para os ingleses a nobreza é algo natural, Gerald Grosvernor, o homem mais rico da Inglaterra, anda desconhecido

pelas calçadas de Lobdres, sem precisar ostentar seu titulo legitimo de Duque de Westminster.

16/02/2017 - 17:10

Esse ERRO é cometido diariamente pela imprensa brasileira e repetido nos blogs politicos, já tratei deste assunto aqui DEZENAS de vezes.

1.O Sistema ONU tem mais de 230 entidades, comissões, conselhos, escritorios, comissariados, fundos que FAZEM parte do Sistema MAS ninguem fala em nome da ONU, só quem fala pela ONU é o Secretario-Geral e o Conselho de Segurança.

Os outros organismos falam por si só, NÃO PELA ONU.

2. Agora ONGS que gravitam em volta da ONU não são nada, não representam nada a não elas mesmas e existem oceanos de picaretagem nessas ONGs, até venda de titulos, comendas, medalhas, trofeus, premios.

Faz lembrar os famosos COMENDADORES portugueses dos tempos do João do Ri e Olavo Bilac, verdadeiras piadas prontas, com cerimoniais de capas e espada para conferir o titulo, tudo cobrado com uma modica contribuição à Ordem.

Havia espertalhões de pretensas VENERAVEIS  ORDENS com nomes pomposos como Cavaleiros do Santo Sepukcro de São Patricio e São Jorge

que viviam de vender essas comendas que não valiam nem o papel, tinta e moldura mas que os donos de padaria exibiam orgulhosos e penduravam na parede.

O mundo evoluiu nos ultimos cem anos mas a vaidade humana é a mesma do tempo de Plutarco.