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Com emprego e dinheiro no bolso o povo se vira com a inflação, por André Araújo

Com emprego e dinheiro no bolso o povo se vira com a inflação

por André Araújo

Os economistas de mercado difundiram a ideia de que a inflação castiga mais os pobres do que os abastados. É lenda. A inflação castiga os RENTISTAS,  aqueles que tem capital em moeda e vivem de renda de juros.  A inflação também diminui o poder de compra dos altos salários do Estado porque esses são reajustados uma vez por ano e seu valor real decresce durante o ano.

A inflação tende a prejudicar os credores e aliviar os devedores.

O pobre sabe se defender da inflação com muito mais esperteza e criatividade do que qualquer outra classe. Os economistas de mercado operam no MUNDO DOS RENTISTAS,  de onde eles tiram sua sobrevivência, os rentistas são os clientes dos fundos de investimentos, gestoras de fortunas, corretoras e bancos que empregam os economistas de mercado.

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As tropas do Departamento de Justiça dos EUA, por André Araújo

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Imagem: montagem com fotos de Heather Bell/USFWS e Petty Officer/U.S. Navy
 
Por André Araújo
 
Não é preciso mais Marines para invadir e ocupar países emergentes. Os EUA descobriram um método muito mais barato de imperialismo, que atende pelo nome de Acordos de Cooperação Judiciária, onde o lado MAIS FORTE comanda os outros pela lógica de quem tem o poder real manda em que tem apenas um poder formal. Um acordo entre países absolutamente desiguais jamais seria um acordo equilibrado, a balança vai sempre pender para a parte contratante mais forte.
 
Os EUA aplicam multas de US$ 2,6 bilhões ao Credit Suisse, US$900 milhões ao UBS Union des Banques Suisses, US$ 14 bilhões ao Deutsche Bank, US$ 230 milhões à Embraer, US$2,6 bilhões à Odebrecht, fecharam o banco suíço bicentenário Wegelin & Cie.,  prenderam o brasileiro José Maria Marin na Suíça, tudo com base nos Acordos de Cooperação Judiciária, MAS alguém ouviu falar de um País aplicar multas a empresas americanas nos EUA e prender americanos dentro dos EUA? 

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Como medir a verdadeira economia brasileira, por André Araújo

A economia brasileira não é o boletim Focus

Por André Araújo

A mídia e o Governo se orientam por um referencial econômico que não representa a economia brasileira.

Nesse mundo fantasioso existem como personagens a Bolsa, o investidor estrangeiro, a Avenida Faria Lima em São Paulo, a Rua Dias Ferreira no Rio e uma categoria de mães de santo chamados de “economistas-chefes de bancos”, que adoram frações de frações de 1% de qualquer coisa para mostrar precisão e genialidade. No ultimo FOCUS desta segunda-feira, reviram a perspectiva de crescimento do PIB para 2017, de 0.42 para 0.46%, como se esse preciosismo de “forecasting” tivesse alguma importância real para a população brasileira.

Reparem bem: não é um numero da realidade, é o preciosismo na projeção para o futuro. Ao invés de o Brasil crescer 0,42%, vai crescer 0,46%. Os dois números podem estar completamente errados, mas para o FOCUS eles são importantíssimos, porque garante os empregos dos “economistas-chefes”.

Não estão representados neste cenário de "faz-de-conta" as milhares de empresas médias do Rio Grande do Sul ao Amazonas, os milhões de pequenos empresários que são a espinha dorsal do emprego e renda, o fundamental setor agrícola e pecuário, tanto de exportação como de alimentação do povo brasileiro - são cinco milhões de propriedade agrícolas -, os incontáveis prestadores de serviços autônomos que sobrevivem exclusivamente de seu trabalho de encanadores, jardineiros, eletricistas, taxistas, marceneiros.

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A campanha de imprensa que levou Getulio ao suicídio, por André Araújo

A campanha de imprensa que levou Getulio ao suicídio

por André Araújo

A crise politica que levou o Presidente Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954 foi em grande parte montada pela imprensa carioca, naquela época a mais importante do Pais pela quantidade e peso dos jornais, pela alta qualificação dos colaboradores, parte deles grandes escritores da nata da literatura brasileira do século passado. Os donos e diretores dos jornais estavam no centro da elite social e econômica do Pais e sua influencia era proporcionalmente maior que hoje, havia uma interpenetração da politica no jornalismo e vice-versa.

A linha de frente da imprensa carioca era anti-Vargas por uma serie de razões históricas, o terceiro tempo desse grande estadista da politica brasileira era voltado para uma linha que poderia se chamar de centro esquerda, nacionalista e desenvolvimentista, que desagradava aos chamados “setores conservadores” da sociedade e da politica brasileiras, que curiosamente apoiaram fortemente o mesmo Vargas nos quinze anos entre 1930 e 1945 e o temiam especialmente no período ditatorial do Estado Novo, quando Vargas era reverenciado.

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A democracia custa caro no mundo dos coroinhas, por André Araújo

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Imagem: MICHELANGELO Buonarroti Last Judgment
 
Por André Araújo
 
A DEMOCRACIA NÃO É PARA SANTOS
 
A Democracia moderna é um regime político imperfeito e pleno de problemas, um deles é o financiamento de campanhas, mecanismo onde não há nenhum bom modelo, todos tem defeitos, cabe escolher o menos  ruim porque bom não há.
 
Os EUA montaram um modelo simples e aberto: doações sem limites por pessoas físicas e empresas, desde que declarados. No caso de empresas há um atalho, doa-se a um Comitê (Political Action Committee), um simples jogo de espelhos, o Comitê é  teoricamente destinado a uma causa ou bandeira política, e esse Comitê que recolhe o dinheiro, dá recibo e repassa para candidatos simpáticos à causa do Comité, tudo isso SEM LIMITE, o dinheiro acaba bancando candidaturas sob o pretexto de que elas servem a causa originária do Comitê.

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Depois da tormenta vem o Berlusconi, por André Araújo

Depois da tormenta vem o Berlusconi

por André Araújo

Na exata sequência do roteiro da Operação Mãos Limpas italiana, o comunicador Luciano Huck se apresenta como a “nova geração que quer chegar ao poder”. Liquidada a política e os políticos quem se apresenta para gerir o Estado?

Aquele que é conhecido do público através dos meios de comunicação?  Mas quem? 

Ora, os comunicadores, quem mais poderia ser.

Assim, entrega-se o Estado no seu ápice a homens de circo que se apresentam como NÃO POLITICOS, embora seja uma pureza apenas de embalagem. Berlusconi quando tomou de assalto o poder na Itália já estava profundamente envolvido com esse Poder nos seus aspectos mais escuros e sombrios, ninguém tem extensas concessões de emissoras de TV em um país burocrático, como a Italia, sem estar entrelaçado com o Poder. Leia mais »

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Por que as delações da Lava Jato chocam tanto a Globo?, por André Araújo

Nesse mundo puríssimo, os políticos brasileiros realmente chocam uma das maiores parceiras do esquema CBF-FIFA

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Por Andre Araujo
 
GLOBONEWS EM FESTA - Programas de uma hora duram duas, o Jornal das Dez triplicado, a Globonews está em estado de graça com a lista da Odebrecht e os vídeos divulgados para irritar a população. O besteirol é infinito, Camarotti como um Noviço Chocado com a política brasileira, que não é diferente da política dos grandes países democráticos: muito dinheiro, sacanagens, corrupção, jogo de interesses, lobismo. Ele conhece bem a política do Vaticano, e lá deve ser uma política santa.
 
As "Globetes" se chocam porque algum deputado recebeu 200 ou 300 mil Reais pra campanha: "Ah, mas é caixa 2! Que horror, é chocante!”. Algo nunca visto no mundo, porque não somos iguais aos EUA, onde Presidentes beatos, como Kennedy e Johnson, nunca puseram a mão em dinheiro em todas suas carreiras. 
 
A família Kennedy enriqueceu com contrabando de whisky durante a Lei Seca e Johnson foi bancado a vida toda pela empreiteira texana Brown & Root. Ele começou a vida com uma calça e uma camisa e deixou a viúva Lady Bird multimilionária, tendo sido exclusivamente político a vida inteira. Já a viúva Kennedy, uma filha de Maria, casou-se em segundas núpcias com Aristóteles Onassis, o maior gangster da história da navegação, com um contrato pré-nupcial onde a parte mais importante era a mesada que o magnata deveria dar à nova esposa. 
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Concentração bancária promove a recessão, por André Araújo

Concentração bancária promove a recessão, por André Araújo

Um fator central na recessão que aflige o Brasil hoje está no papel NEGATIVO de seu sistema bancário, um papel PRÓ CICLICO, de aumentar a recessão pela forma como o sistema está montado no Pais, um sistema que NÃO ESTÁ A FAVOR DA PROSPERIDADE e que ganha com a recessão.

O sistema bancário brasileiro é DISFUNCIONAL, não tem um papel de apoio à economia real, da produção e dos empregos, o papel do sistema bancário é meramente RENTISTA, ganha com o próprio dinheiro e não como instrumento gerador de riquezas na economia real.

O sistema bancário brasileiro se concentrou de tal forma que virou um Estado dentro do Estado, dita suas próprias regras e leis, o cliente está completamente a mercê do poder das corporações bancárias, sua capacidade de negociação com os bancos é NULA, nesse sentido o sistema bancário é MAIS AUTORITÁRIO que o próprio Estado, que está sujeito à pressão direta ou indireta dos eleitores, da mídia, dos movimentos sociais, os bancos estão IMUNES a qualquer força externa de pressão, podem agir da maneira que melhor aproveita a seus lucros.

Os bancos de varejo eram 600 em 1970, havia bancos médios importantes nas regiões produtoras de todo o pais. Estados grandes como Minas Geais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, tinham sedes de bancos, hoje NENHUM desses Estados têm sedes de bancos privados, foram todos absorvidos pelo CARTEEL de três bancos privados com o total apoio do Banco Central.

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Como o Fundo Nacional Judaico comprou terras na Palestina, por André Araújo

Como o Fundo Nacional Judaico comprou terras na Palestina

por André Araújo

Muito antes da criação do Estado de Israel, quando a Palestina era um mandato britânico, uma aristocrática família do Libano, os Sursock, de origem grega ortodoxa, radicada em Beirut desde 1714, era dona de  42.000 hectares no norte da Palestina, o vale de Jezreef, perto  de Haifa.

Nesse vale os Sursock construíram uma ferrovia que atravessava o vale.

Essa grande área dentro de um território pequeno, a Palestina sob governo britânico, foi vendida ao Fundo Nacional Judaico, uma organização fundada em 1901 com recursos  dos judeus ricos da Europa, com a família Rothschild à frente. O Fundo pagou, em 1906, 750 mil Libras esterlinas, o equivalente atual de 180 milhões de dólares pela área dos Sursock, sendo essa a maior compra de terras palestinas efetuadas por judeus antes da fundação do Estado de Israel, hoje o fundo é o maior proprietário de terras em Israel, com 13% do território israelense.

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Recessão e reformas, missão impossível, por André Araújo

Foto SGA Notícias

Recessão e reformas, missão impossível

por André Araújo

O pacote econômico como bandeira do governo de transição que se seguiu ao impeachment  apresenta duas plataformas: uma politica monetária recessiva  centrada na “meta de inflação” e um conjunto de reformas econômicas importantes. Apresentou-se como capa um ajuste fiscal retórico e inviável porque  a esmagadora maioria das despesas da União são inflexíveis e não tem como ser cortadas, tanto que invés de caírem em 2016 subiram muito mais que a meta prevista do déficit orçamentário. Portanto o ajuste é fictício em meio a recessão, enquanto por causa dela cai a arrecadação abrindo um déficit bem maior do que o anunciado de inicio, o que revela grave incapacidade de avaliação da equipe econômica mesmo no curto prazo.

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A direita francesa abriu as portas para os alemães, por André Araújo

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Por André Araújo
 
Charles Maurras (1868-1952)  foi um célebre ativista da direita francesa anterior à Segunda Guerra. É extraordinária a semelhança ideológica daquele momento de inflexão da História da França, quando fanáticos da anti-política abriram o caminho para a derrota francesa, sua ocupação pela Alemanha por  quatro anos e o posterior renascimento francês pelas mãos de De Gaulle.
 
O líder ideológico dessa direita raivosa era Charles Maurras, um pensador com grande número de seguidores, que achava a Revolução Francesa um erro histórico que desviou de seu caminho a “França dos 40 reis” em sua grandeza milenar. Maurras criou um movimento, a AÇÃO FRANCESA,  anti-democracia e anti-progressista, ideologicamente confusa mas com todos os cacoetes da direita enraivecida, movimento catalisador de um larga faixa da da classe média tradicionalista e de parte da alta burguesia, que protagonizou um processo de acirramento de ânimos que precedeu à invasão alemã de 1940.

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O Brasil fora do mundo, por André Araújo

Itamaraty
 
Por André Araújo
 
Após quarenta anos de esforços iniciados no Governo Militar para projetar a presença do Brasil no Oriente Médio, África, Caribe e América do Sul, a cruzada moralista liquidou com essa presença agora e para a frente, o dano ao País é imensamente maior que os ganhos da “transparência”, mas como se explica a cegueira dos poderes no Estado brasileiro para não ver tal desastre  geopolítico?
 
Pode-se imaginar a China abandonar sua fortíssima presença na África porque alguém  em Beijing descobriu que na África não se vende uma caçamba sem pagar comissão?
 
A China liquidaria sua presença na África por causa desse fato? Jamais, a China por todo o mundo dança a música do lugar, ampliou sua presença pelos cinco continentes jogando o jogo de cada lugar. Ou será que a China é uma economia de altos princípios éticos?

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Só o Estado pode dar fim à recessão, por André Araújo

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Por André Araújo
 
SÓ O ESTADO PODE DAR FIM À RECESSÃO
 
A partir da central de divulgação de projeções, conhecida como BOLETIM FOCUS, a mídia econômica toma o prognóstico dos departamentos de economia como sinal de sucesso da atual política econômica, ao considerar a projeção sobre uma melhora dos índices uma prova de que a economia saiu da recessão.
 
A partir desse cenário de faz de conta, a mídia econômica alardeia que a recessão acabou, em coro com o Ministro da Fazenda, sem que haja qualquer indicação de que a realidade reflita o desejo nesse teatro de luz e sombra.

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Perspectiva econômica em contradição na Globonews, por Andre Araujo

No programa Painel, especialistas são unânimes em não ver perspectivas no governo atual, contrariando Sardenberg, Miriam e Donny

Por Andre Araujo

No programa PAINEL, da Globonews, três debatedores cuidadosamente selecionado por William Waack sobre o tema, para abordar o futuro da economia brasileira a partir deste Governo. A conclusão de todos foi unânime: não enxergam qualquer perspectiva com os rumos atuais crises políticas, nenhum futuro para a economia brasileira, desmentido a campanha intensa da própria Globonews para provar o contrário, a partir do entusiasmo de Sardenberg, Miriam e Donny.


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BR 163 no centro da meta ou a economia política da circunstância, por André Araujo

A maior contribuição de Lord Keynes para o pensamento econômico foi expor a noção de que a regência da economia não se pode dar por receitas prontas e sim por ferramentas adaptadas às circunstancias. Acusado de inconsistente  é famosa a frase  de Keynes “When the events change, I change my mind, what do you do sir?

“”Quando os fatos mudam eu mudo meu pensar, o que o senhor faria ?”” disse ao interlocutor que o acusava de inconsistente. Keynes era um economista ortodoxo quando trabalhava no Tesouro inglês e já na assessoria da delegação britânica à Conferencia de Versalhes em 1919 mostrava seu gênio ao derivar para analises de circunstancias fora dos modelos-padrão dos economistas burocraticos. De sua observação na Conferencia escreveu seu primeiro clássico “

“As Consequencias Economicas da Paz” onde via muito mais longe que seus colegas convencionais que se limitavam ao papel simplista de punir a Alemanha e ponto.

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