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O neoliberalismo acabou na crise de 2008 mas a notícia não chegou ao Brasil, por André Araujo

O neoliberalismo acabou na crise de 2008 mas a notícia não chegou ao Brasil

por André Araujo

O Neoliberalismo não é uma escola de economia e sim um ciclo de relançamento  das ideias da Escola Classica como reação aos excessos do Estado do bem estar que se seguiu à Segunda Guerra, o Neoliberalismo foi então entendido como um contraponto às ideias intervencionistas de Keynes iniciadas antes da Guerra e implantadas na Europa no pós guerra.

 Esse ciclo se iniciou com o Governo Thatcher no Reino Unido em 1979 e teve seu fim na crise financeira dos EUA de 2008. O ciclo neoliberal afetou de forma diferente alguns paises emergentes. Nos EUA o neoliberalismo teve pouco espaço porque esse Pais nunca foi um Estado de bem estar social e toda sua economia sempre foi privada  MAS teve um efeito na desregulamentação do mercado financeiro promovida pelo Presidente Reagan sob influencia de Margaret Thatcher  que assumiu  uma Inglaterra que no pós guerra teve implantado o mais amplo Estado de Bem Estar Social a partir do governo trabalhista de Clement Attlee em 1945 e das ideias de seu ideólogo, Lord Beveridge, pai do conceito do Welfare State.

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Como o Fundo Nacional Judaico comprou terras na Palestina, por André Araújo

Como o Fundo Nacional Judaico comprou terras na Palestina

por André Araújo

Muito antes da criação do Estado de Israel, quando a Palestina era um mandato britânico, uma aristocrática família do Libano, os Sursock, de origem grega ortodoxa, radicada em Beirut desde 1714, era dona de  42.000 hectares no norte da Palestina, o vale de Jezreef, perto  de Haifa.

Nesse vale os Sursock construíram uma ferrovia que atravessava o vale.

Essa grande área dentro de um território pequeno, a Palestina sob governo britânico, foi vendida ao Fundo Nacional Judaico, uma organização fundada em 1901 com recursos  dos judeus ricos da Europa, com a família Rothschild à frente. O Fundo pagou, em 1906, 750 mil Libras esterlinas, o equivalente atual de 180 milhões de dólares pela área dos Sursock, sendo essa a maior compra de terras palestinas efetuadas por judeus antes da fundação do Estado de Israel, hoje o fundo é o maior proprietário de terras em Israel, com 13% do território israelense.

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Sem um Estado forte, outro Poder mandará, por André Araújo

Sem um Estado forte, outro Poder mandará, por André Araújo

O Brasil está em uma crise política, econômica e social de caráter histórico. A raiz da crise é o ENFRAQUECIMENTO do Estado nacional, hoje submetido a forças desintegradoras que  agridem o funcionamento e a estabilidade de um dos maiores países do mundo.

Um novo governo, seja ele de esquerda, centro ou direita não governará nesse quadro caótico.

Ou o poder se recentraliza ou o Brasil será ingovernável, correndo sérios riscos de ruptura das colunas de integridade construídas em séculos pela Coroa ibérica, pela Igreja Catolica e especialmente pelas forças armadas, fundamentais na repulsa às invasões holandesa e francesa, às incursões castelhanas, na luta pela Independência e na submissão de rebeldias internas, forças desintegradoras que de norte a sul contestaram o Estado colonial e nacional.

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O caixa do BNDES nas eleições de 2018, por André Araújo

O caixa do BNDES nas eleições de 2018

por André Araújo

Uma surda e gigantesca batalha se trava tendo como alvo estratégico a Presidência da República e como pano de fundo o caixa do BNDES.

De um lado o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles quer sacar do BNDES R$ 50 bilhões este ano e R$ 130 bilhões em 2018 para ter esse dinheiro no Tesouro e manobrar dentro de um orçamento federal esgotado de recursos para qualquer ação governamental, fora pagar a folha e a previdência. E de outro o Presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro que resiste a entregar tal massa de recursos que será necessária para a operação do Banco em 2018 e sendo ele também um postulante à candidatura presidencial de 2018.

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Dançando no velório: as fantasias da mídia econômica, por André Araújo

Dançando no velório: as fantasias da mídia econômica

por André Araújo

Um organização religiosa benemerente organizou em um shopping do Rio de Janeiro um feirão de empregos. Os promotores conseguiram  duzentas vagas de empregos simples, atendentes de telemarketing, motorisras etc e anunciaram que distribuiriam 400 senhas para candidatos a empregos serem entrevistados, tudo ocorreu no ultimo mês de Agosto.

Desde a noite anterior milhares de pessoas dormiram na fila para pegar as senhas, as entrevistas da Globonews mostraram  gente em um nível de desespero que não me lembro ter visto antes no Brasil. Alguns pediram dinheiro a vizinhos para pagar passagem de ônibus para tentar ao menos ser entrevistados, os que não conseguiram sequer a oportunidade de uma entrevista estampavam nos rostos e nas falas o desespero final de um futuro terrível.

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Da caixinha do Adhemar à privatização da Eletrobras, por André Araújo

Da caixinha do Adhemar à privatização da Eletrobras

por André Araújo

Refrescar memórias de um passado distante é uma boa lição de política e de história. As novas gerações têm informação  limitada e desconectada em relação a uma rica fase do Brasil, rica de personagens expressivos, carismáticos, interessantes, perto dos quais os de hoje parecem figurantes menores pela sua pequenez e falta de estatura e até de charme e graça.

Por um desses curiosos cruzamentos de acasos, o anúncio da privatização da Eletrobras beneficiou mais do que qualquer outro a fortuna de um dos herdeiros dessa antiga era do Brasil do grande xadrez politico dos anos 45 a 60. Aliás, a fortuna beneficiada tem raízes nesse passado também de corrupção e populismo que nasceu especialmente após 1945.

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Economia, mais do que ciência, é bom senso e arte, por André Araújo

Foto Pozzebom/EBC

Economia, mais do que ciência, é bom senso e arte, por André Araújo

Comentário ao post "Ilan, o cabeça de planilha, contra a lógica econômica, por Luis Nassif"

O grande equívoco da " POLÍTICA DO AJUSTISMO" começou com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, o último e irreparável erro da Presidente Dilma. O "Plano Levy" foi a ante-sala do Plano Goldfajn, ambos roteiros absurdos de má politica econômica, programas PARA AUMENTAR A RECESSÃO, quando qualquer economista minimamente inteligente partiria para uma política de ESTIMULOS MONETÁRIOS para sair da recessão, como se faz nos Estados Unidos, União Europeia e Japão, como se faz há muito tempo em situações semelhantes e não se faz quando um Pais perde domínio sobre seu governo como a Grécia. Sem reservas, sem comida e sem combustível, a Grécia teve que aceitar imposição de uma política desastrosa que a desgraçou em oito anos de recessão, miséria e desemprego. O Brasil não é a Grécia, temos mega reservas internacionais, comida produzida internamente e combustível próprio.

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Os Estados Unidos e as 'causas' internacionais, por André Araújo

Os Estados Unidos e as 'causas' internacionais, por André Araújo

Um subproduto da crença no "DESTINO MANIFESTO", que é a essencia da formação histórica dos Estados Unidos como nação mais poderosa do mundo, é a apresentação ao mundo de "causas" morais das quais os EUA são porta-bandeira e através dessas causas conquistam alianças e adesões de pessoas, organizações e países como se fossem os porta-vozes de causas de toda a humanidade.

Nesse mister os EUA jogam um papel de império civilizatório herdado dos seus antepassados ingleses. A Inglaterra quando formou seu império, que ocupava 1/4 da área terrestre do planeta, tinha como justificativa moral ser um poder civilizatório perante povos primitivos, portanto a Inglaterra não era uma "exploradora" mas sim uma "civilizadora" desses povos.

Trocando épocas e palavras, os EUA seguem o mesmo modelo. Se apresentam como portadores de virtudes porque defendem "causas" universais e em nome disso se julgam merecedores de uma espécie de CARTA PATENTE da humanidade para fazer coisas que a outros países não se permitem, só aos Estados Unidos.

Entre essas "causas" estão direitos humanos, combate à corrupção, proteção às mulheres, combate à tortura, primazia da justiça acima do arbítrio, proteção aos desvalidos, acolhimento aos refugiados.

Em nome dessas "causas" convidam jovens com potencial de liderança para cursos e doutrinação nos EUA para que, retornando a seus paises, se tornem pregadores dessas causas virtuosas.

Essa é a mensagem oferecida aos crentes MAS há um outra história por trás da primeira.

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Petrobras pagando tributo a Washington, por André Araújo

Petrobras pagando tributo à Washington

por André Araújo

Por fatos ocorridos no Brasil entre brasileiros, a Petrobras está sendo investigada e processada pelo Departamento de Justiça dos EUA. Antes mesmo de uma acusação formal, a Petrobras, em atendimento aos procuradores americanos da Divisão Criminal, chefiada por Leslie Caldwell, contratou dois escritórios americanos para fazer uma investigação de todos os contratos da Petrobras ao custo, até agora, de R$ 400 milhões de honorários, apenas para essa investigação interna. Os honorários dos advogados de defesa em Washington não estão nesse valor.

O Departamento de Justiça não enviou ainda o processo à Justiça, a regra lá é fazer acordo com o Departamento para evitar que o processo vá a julgamento. Nesse caso, o valor do acordo é estimado em torno de US$ 2,6 bilhões. Assinado um acordo com a  PETROBRAS,  a questão não estará terminada. A PETROBRAS deverá aceitar ser monitorada por 10 anos por um escritório aprovado pelo Departamento de Justiça, que obviamente será americano.

Essa história é toda surreal e muito pouco debatida no Brasil.

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Petrobras, a privatização branca, por André Araújo

 
Petrobras, a privatização branca
 
por André Araújo
 
A Petrobras foi criada em 1953 como um projeto de País, após  grande batalha política que mobilizou a população e o Congresso.
 
O objetivo era conseguir autonomia em petróleo, setor que até então era dominado pelas importadoras e distribuidoras estrangeiras Esso, Shell, Texaco, Gulf e Atlantic, antes havia também a Anglo Mexican, que foi grande fornecedora de gasolina ao Brasil nos anos 30.
 
O projeto foi portanto desde seu início estratégico e não financeiro, não havia ainda ideia da existência de grandes reservas de petróleo no País, a visão geral é a de que não havia jazidas importantes mas uma empresa estatal poderia ao menos fazer importação, a tancagem e o refino no País, que até então importava o combustível refinado, era o maior gasto em divisas de nossa balança de importação, sob controle exclusivo das "majors".

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A lei anticorrupção americana e seu alcance geopolítico, por André Araújo

Por André Araújo

A LEI ANTICORRUPÇÃO AMERICANA E SEU ALCANCE GEOPOLÍTICO - Em 19 de dezembro de 1977, foi editada a Foreing Corrupt Practices Act, conhecida como FCPA, a lei anti-corrupção americana voltada para o exterior, que sofreu duas emendas, em 1988 e 1998. Essa lei, bem no estilo imperial de Washington, pretende ter jurisdição não só sobre empresas e cidadãos dos EUA, mas também se estende sobre companhias estrangeiras com ações negociadas nos EUA ou com negócios em território americano. A lei foi uma reação ao chamado CASO LOCKHEED, a fabricante de aviões civis e militares Lockheed Martin que pagou subornos de US$300 milhões nas décadas de 60 e 70, culminando com propinas na Europa, que foram as menores, para o Ministro da Defesa da Alemanha Franz Joseph Strauss e para o Príncipe Bernard, marido da Rainha da Holanda.

A Lei FCPA abrange todas as subsidiárias das firmas americanas no exterior e exige mega relatórios trimestrais dos executivos de cada subsidiária, um imenso custo, trabalho e perda de tempo.

O problema com leis anticorrupção não é o seu objetivo. Todos são a favor do combate à corrupção, exceto os corruptos e ninguém é a favor da corrupção, como todos são pelo combate ao cancêr, é uma unanimidade. O problema é o custo do remédio.  Esses custos são imensos em termos de, na tentativa de evitar o risco que a lei pretende combater,  exigir um custo muito maior para o conjunto da economia do que os eventuais desvios da corrupção.

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A nobreza alemã reentra na história, por André Araújo

Por André Araújo

A NOBREZA ALEMÃ REENTRA NA HISTÓRIA - Na aristocracia europeia, só uma  rivaliza com a inglesa em prestígio e riqueza, a da Alemanha. Cerca de 200 famílias nobres com experiência de séculos em poder e política sempre exerceram um papel central nos negócios de Estado nos mutantes territórios que constituem a Alemanha. Leia mais »

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O ninho da recessão: como a economia brasileira perdeu o rumo, por André Araújo

Foto: Ricardo Stuckert

A ABERTURA COLLOR E O PLANO REAL

Os ensinamentos da História Econômica são essenciais para entender a atual e profunda crise da economia brasileira. Essa crise não advém de erros da gestão Dilma apenas. Esses erros existiram, mas de modo algum são a raiz primeira da atual crise, uma recessão que já dura três anos e não aponta para nenhum horizonte de solução à vista. Se os erros da gestão Dilma fossem a única causa da crise, a simples correção apontaria para uma rápida saída, o que não está acontecendo. Os equívocos do governo Dilma foram de operação, enquanto as causas da crise são mais profundas,  de natureza estrutural e de correção muito mais complexa.

A recessão brasileira de 2014 a 2017, vem por um longo caminho de grandes enganos e equívocos na condução da macro politica econômica cujas sementes estão no desmonte da indústria brasileira, provocada por uma reversão completa de um sólido sistema de incentivos e proteção que vinha desde o Estado Novo, reversão operada no primeiro momento do Governo Collor e depois  aprofundada pela nova política de estabilidade monetária artificial implantada pelo Plano Real em 1994.

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Política econômica irresponsável vai levar o país a uma imensa crise social, por André Araújo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
O extraordinário nesse quadro tão bem traçado pelo Xadrez é como a elite política e empresarial compram este pacote econômico absurdamente frágil e inconsistente, como as escolas de economia do País, com raras exceções, não apresentaram qualquer contestação a um plano tão raso, tão capenga, tão medíocre como esse, indigno de um grande País de 200 milhões de habitantes com todos os recursos naturais e capacidade industrial , um País que se encontra na mesma posição de um homem forte amarrado com cordas impedido de se movimentar.  Esse é o Brasil amarrado por uma política monetária estéril que não serve a nada, apenas para satisfazer grupos rentistas, como se esses fossem a parcela mais importante da população do País.
 
Como é possível que uma economia que necessita neste momento crucial uma grande liderança política como foi um Osvaldo Aranha, um Delfim, um Simonsen, um Lucas Lopes,tenha no seu comando uma mediocridade como Meirelles apenas porque ele representa bancos e gestoras, quando o Ministro mais importante do governo precisa representar o conjunto do País presente e futuro, a composição dos interesses dos assalariados e produtores e só a Avenida Faria Lima e a Rua Dias Ferreira, o Brasil é bem mais do que os barbinhas das corretoras.

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A monumental fraude do plano econômico, por André Araújo

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Foto: Antonio Cruz/EBC

Por André Araújo

Cemitério sem inflação - o completo fracasso de um plano econômico 
 
Um plano econômico que não poderia dar certo ameaça levar ao Brasil a uma depressão inédita, um dos países de economia historicamente mais dinâmica do planeta caindo nas profundezas de uma depressão gerada pela política econômica equivocada, sem lógica, sem nexo e sem ciência, manejada pelo sistema financeiro em seu próprio benefício.
 
O DEBATE DA POLÍTICA ECONOMICA
 
Nos anos 40, 50, 60 e 70, foi intenso no Brasil o debate na academia, na imprensa, nas associações empresariais sobre política econômica, sobre linhas doutrinárias, propostas, alternativas, custos e vantagens de cada variante da governança da economia do País.
Como dizia Keynes, a história da humanidade é a história do pensamento econômico e pouca coisa além disso. Discutir a política econômica de um grande País é tema central dos cidadãos.
 
Hoje se verifica um DESERTO completo nessa discussão, a imprensa pelos grandes jornais e noticiários de TV toma como ÚNICO o caminho apontado pelos “economistas de mercado”.

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