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Juiz federal revalida parte do acordo de leniência da J&F


Foto: Divulgação

Da Agência Brasil

Por Ivan Richard Esposito 

Um mês após suspender o acordo de leniência da J&F para fins criminais, o juiz federal Vallisney de Souza, da 10ª Vara Federal em Brasília, decidiu nesta quarta (11) revalidar parte do acordo firmado em junho pelo grupo e a Procuradoria da República no Distrito Federal.

Na decisão, Vallisney diz que a sustação do acordo poderia prejudicar o andamento de investigações relativas à Operação Greenfield, que apura um esquema de desvio em fundos de pensão de empresas estatais, e a Lava Jato, além de atrasar o processo de pagamento de indenizações.

“A sustação dos efeitos da homologação pode prejudicar de fato a própria verdade real que se quer buscar com as investigações e processos criminais na Operação Greenfiels, Cui Bono (Lava Jato) e Sépis, pelo fato de que possíveis aderentes pessoas naturais podem vir a ser testemunhas ou colaboradores na investigação criminal e que, se continuar a sustação da homologação, haverá prejuízo para a Justiça Penal”, argumentou  Vallisney  de Souza.

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Após Lava Jato, irmãos Batista vendem quase metade de R$ 50 bilhões da JBS


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Após o escândalo envolvendo a JBS e o grupo J&F, os empresários irmãos Wesley e Joesley Batista venderam quase a metade do império de seus negócios para tentar salvar parte de suas ganâncias. Em uma somatória de mais de R$ 50 bilhões, cerca de R$ 24,4 bilhões já foram arrecadados pela família com a venda de negócios, enquanto outras empresas ainda pertencentes aos Batista atingem R$ 26,4 bilhões. É o que traz levantamento feito pela Folha de S. Paulo, em reportagem deste domingo (01).
 
Entretanto, a fonte dos cálculos - os próprios empresários - pode trazer números nem tão reais: enquanto em meio à crise envolvendo a JBS no Judiciário e suas negociações, tanto a nível nacional como internacional, o frigorífico está sendo sbavaliado por investidores, o comprador da fabricante de celulose Eldorado pode ter oferecido mais do que ela vale.
 
As estimativas são de que como grande parte da cartela de recursos da JBS vem dos Estados Unidos, com 51% de representação no mercado de compradores, e o próprio Brasil com 13%, a estratégia dos irmãos Batista foi a de vender parte das empresas, antes que as autoridades norte-americanas pudessem provocar mais estragos à imagem junto a investidores.
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Justiça nega habeas corpus a Wesley e Joesley Batista

Foto: Guilherme Zauith e Marcelo Min

Jornal GGN - A juíza Taís Ferracini, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), negou nesta sexta (15) o pedido de liberdade feito pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, sócios do grupo J&F. Os dois foram alvos de mandado de prisão nesta semana, no âmbito do processo que investiga a compra de dólar e venda de ações no mercado financeiro às vésperas do vazamento da delação da JBS. 

Na visão da juíza, o habeas corpus deve ser negado porque a liberdade dos empresários representa riscos à ordem econômica. “Por ser detentor de grande poder econômico, é possível que, com vazamento de informações e/ou indicações de futuro novo acordo de delação ou mesmo a anulação daquele já feito, possa novamente ‘movimentar’ indevidamente o mercado financeiro a seu favor”, entendeu.
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Irmãos Batista têm medo de traição de Ricardo Saud, diz Mônica Bergamo

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Os empresários Joesley e Wesley Batista estão com medo de uma eventual traição do também executivo da JBS Ricardo Saud. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, nesta quinta (14), o risco do acordo de delação premiada do grupo ser inteiramente revogado aumenta as chances de Saud tentar uma negociação paralela e entregar detalhes que possam comprometer ainda mais a situação dos irmãos.

"O clima entre os delatores da J&F é de desconfiança. Joesley Batista e seu irmão, Wesley, acreditam que o executivo Ricardo Saud pode traí-los caso a negociação com o Ministério Público Federal para preservar benefícios que obtiveram no acordo de delação premiada naufrague", disse Bergamo.

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Fachin separa inquérito de Temer e entrega Aécio a novo relator

No cuidado de não antecipar julgamento, no despacho, o ministro do STF acabou trazendo argumentos favoráveis às alegações iniciais de Temer e de Aécio contra as investigações
 

Foto: Adriano Machado / Reuters
 
Jornal GGN - O pedido do presidente Michel Temer de separar o julgamento contra si do de Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi aceito pelo ministro Edson Fachin. É a primeira vitória de Temer no processo na última instância. O senador tucano também poderá ser favorecido: Fachin determinou a redistribuição para um novo relator das investigações contra ele.
 
Tanto Aécio quanto Temer são investigados por prática de crimes de corrupção, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. A nova frente da Lava Jato teve início com a delação do presidente da JBS, Joesley Batista, com grampos de conversas entre o executivo e os políticos, além do acompanhamento dos investigadores no repasse de propinas.
 
A Procuradoria-Geral da República disse haver flagrante, em ambos os casos, de recebimento de propina e de tentativa de Aécio e Temer interferirem nas investigações. Além disso, contra Temer recai ainda a acusação de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato.
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EUA ainda não participou de acordo de delação dos irmãos Batista


Foto: Agência DPA
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS, impactaram o país com as acusações contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Mas para entregar o que tinham em mãos, além dos depoimentos, grampos e comprovantes dos ilícitos cometidos, a Procuradoria-Geral da República acertou um acordo controverso, alvo de críticas pela imprensa nacional.
 
Entre as polêmicas, Wesley e Joesley ganharam a anistia total dos crimes cometidos, ainda por aqueles que não estão incluídos nas próprias acusações e confissões. Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os empresários não poderão ser denunciados pelos delitos, ganhando a imunidade em outras investigações e o perdão judicial de denúncias que já pudessem ter sido oferecidas.
 
A diferente situação dos delatores acabou por se tornar um dos principais apoios de jornais tradicionais para criticar as delações e, inclusive, a procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot. O procurador, por sua vez, dedicou amplo espaço em colunas da Folha e do Uol para justificar que o teor das acusações valia o preço.
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