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A violência policial contra a juventude negra de Pernambuco, por Laércio Portela

Foto: Yane Mendes
Foto: Yane Mendes

Por Laércio Portela*

A violência policial contra a juventude negra de Pernambuco e o silêncio da classe média

Do Marco Zero

Danilo tomava uma cerveja na parada de ônibus em frente a uma lanchonete que vendia clone de coxinha na UR-11, às 21h30, depois de um longo dia de trabalho, quando várias viaturas da Polícia Militar fecharam a rua. Começou o inferno. “Mão na parede!, tá reclamando do que?”, tapa na lata de cerveja, ajoelha no chão!, algema na mão. Vai parar na gaiola na parte de trás da viatura com outro jovem menor de idade que também reclamou da abordagem truculenta. “Tá reclamando do quê? Quando a gente aborda vocês é para ficar calado”.

Mais de uma hora depois, quando a operação acabou, foi liberado. “Tudo que eu imaginava é que eles iam me levar e fazer sangrar. Fui feliz para casa porque voltei vivo”.

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Senado muda Lei Maria da Penha e organizações pedem veto a Temer


A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças - Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Da ABr

Por Helena Martins

O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta. 

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CNJ criará Fórum para combater violência no campo


Foto: Divulgação

Cármen Lúcia anuncia ao PT recriação de fórum no CNJ para enfrentar violência no campo

Do PT na Câmara

Um importante instrumento para combater a violência no campo será recriado pelo Conselho Nacional de Justiça - o Fórum Nacional para o Monitoramento e Resolução de Conflitos no Campo. A decisão foi anunciada hoje (10) pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, durante reunião com deputados da Bancada do PT na Câmara. A reivindicação da bancada foi apresentada pelo líder do partido na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP).“Trata-se de um importante avanço, já que o Fórum, criado em 2009, foi uma experiência promissora, mas fracassada pela absoluta falta de prioridade às suas atividades”, comentou Zarattini.

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Torcidas organizadas e o louco de Las Vegas, por João Sucata

Torcidas organizadas e o louco de Las Vegas

por João Sucata

Por falar em violência, atirador de Las Vegas mata mais em uma hora que todas as organizadas do pais em um século

Estava escrevendo sobre a violência das torcidas organizadas quando escutei notícias que um sujeito economicamente bem resolvido atirou contra uma multidão em Las Vegas, matando mais de 50 pessoas e ferindo mais de 500. Em seu quarto de hotel, onde, dizem, se suicidou, foram encontrados mais de dez rifles; como sabemos armas são vendidas livremente nos EUA. Viva a liberdade dizem os republicanos. Viva Malthus, podem dizer outros.

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Espancar menina com fio elétrico e raspar o cabelo é direito do pai, aponta juiz

Jornal GGN - O juiz Leandro Bittencourt Cano, de uma vara especializada em violência contra a mulher, em São Paulo, decidiu absolver um pai que espancou a filha de 13 anos com fios elétricos e depois cortou seus cabelos para evitar que ela saísse de casa. Tudo isso, após descobrir que a menina perdeu a virgindade com o namorado. O argumento do magistrado de Guarulhos é que o pai apenas quis aplicar uma "medida corretiva" na garota, algo que faz parte do "direito de correição".

Na decisão, publicada pelo Conjur nesta sexta (15), o juiz ainda diz que as pancadas com o fio elétrico - que deixaram marcas de mais de 20 cm nas costas da menina - foram dadas com "moderação". E o corte de cabelo, na verdade, foi uma tentativa de "proteger" a garota das amigas da escola e de fofocas.

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Censura e violência: QueerMuseu, por André Costa

do Psicanalistas pela Democracia

Censura e violência: QueerMuseu

por André Costa

O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBT. Três vezes mais do que o segundo colocado, o México. Mais do que os países do Oriente Médio, onde a homosexualidade é crime e, em alguns, punida com pena de morte. Mais do que a América do Norte, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, juntas.

Em 2016, foram 343 assassinatos. Foi o ano mais violento desde 1980, quando o Grupo Gay da Bahia (GGB) começou a coletar e registar as estatísticas das violências contra pessoas vitimas da LGBTfobia.

A cada 25 horas, uma pessoa LGBT foi cruelmente assassinada em 2016.

Segundo o relatório divulgado pelo GGB, o número de mortes é crescente: em 2000 foram 130, em 2010 foram 260.

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Precisamos falar sobre Diego?, por Rita Almeida

Precisamos falar sobre Diego?

por Rita Almeida

Trabalho como profissional da saúde mental e sou militante da Reforma Psiquiátrica Brasileira desde 1995. Já fui coordenadora de CAPS e supervisora institucional em saúde mental indicada pelo Ministério da Saúde. Minha dissertação de mestrado tratou sobre o lugar e a função da “loucura” nas instituições e na cultura. No meu doutorado (em curso) também vou tratar da maneira como lidamos com nossos mal-estares na contemporaneidade, mais precisamente, vou pensar sobre a medicalização como estratégia para tal lida. Digo isso porque o que vou escrever a seguir parte da minha prática e, também, do meu percurso acadêmico.

Existem, basicamente, dois modos de pensar a “loucura” ou mesmo as formas de delinquência. O mais comum é pensarmos em tais “desvios” como um problema meramente individual, ou seja, aquele sujeito desviante é uma espécie de “maçã podre” decorrente da sua condição ou escolha particular, nesse caso, precisa ser eliminado, ser retirado da convivência das demais “maçãs” ou ser transformado numa “maçã saudável”. Este é um modo simplista de pensar e que gera propostas igualmente simplistas, como, por exemplo, a de que combateremos a criminalidade eliminando (matando, prendendo, exilando) os criminosos ou a de que teremos uma sociedade mais saudável eliminando (matando, prendendo, exilando) os doentes mentais.

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Wanderley Guilherme: Sucesso de Lula aumentará a violência da direita

Foto: Ricardo Stuckert
 
 
Jornal GGN - O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos publicou artigo em seu blog, o Segunda Opinião, avaliando que a Lava Jato não conseguiu destruir a imagem de Lula e o sucesso da caravana que ele tem feito pelo Nordeste é prova de que o povo ainda acha o ex-presidente "irresistível". Diante dessa fato, Santos aponta que a direita pode não saber lidar com o sucesso e o potencial eleitoral de Lula e aumentar o discurso de ódia e descambar para a violência física. O título do artigo resume tudo: "O fedor da força bruta". 
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Governo enviará "pacote" para mudar leis de segurança pública


Tropas do Exército patrulham a Linha Vermelha após o início da operação de reforço das Forças Armadas na segurança do Rio de Janeiro - Foto:Fernando Frazão/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Sob a bandeira de combate ao crime organizado, o governo de Michel Temer quer endurecer as políticas de segurança pública. Projetos de leis, portarias e decretos serão enviados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo ministro Sérgio Etchegoyen, ao Congresso Nacional em um "pacote" para incrementar o Plano Nacional de Segurança.
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Parem de matar nossos policiais, por Gustavo Roberto Costa

do Coletivo Transforma MP

Parem de matar nossos policiais

por Gustavo Roberto Costa

Os números são chocantes. Neste ano, 91 policiais militares já foram assassinados, somente no Estado do Rio de Janeiro (após o fechamento desta coluna, já foram mais dois). O 91º foi um sargento que fazia patrulhamento pela Favela do Vidigal, Bairro do Leblon [1]. No dia anterior havia ocorrido o enterro de outro policial militar, também morto a tiros em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense [2]. O número de policiais mortos no estado carioca em 2017 já superou o de 2016, quando o número total foi de 77 [3]. Muitos policiais são mortos fora de serviço [4], quando estão voltando para casa ou fazendo os famosos “bicos”. Só em 2016, foram 54 os que morreram em São Paulo nessas circunstâncias [5].

Para além dos números, os agentes estatais deixam filhos, esposas, mães, pais, netos. Uma tragédia de escala monumental. Com o crescimento do número de baixas nos órgãos de segurança pública, duas conclusões se impõem:

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PM de São Paulo mata cinco pessoas a cada dois dias

Recorde de letalidade, entretanto, não produz dados efetivos contra a criminalidade, revelam especialistas 
 
Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a partir de dados mensais da Secretaria de Segurança Pública (SSP), revelou que a polícia militares do Estado de São Paulo matou, no primeiro semestre de 2017, cinco pessoas a cada dois dias. Desde janeiro 459 pessoas foram mortas no pela PM paulista, o maior número já registrado para o período nos últimos 14 anos. As informações são do jornal Brasil de Fato. 
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Promotores do Rio de Janeiro: cancelem esse infeliz evento, por Roberto Tardelli

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Foto: Divulgação

Do Justificando

Carta aos Promotores e Procuradores do Rio de Janeiro: cancelem esse infeliz evento

por Roberto Tardelli

Promotores, Promotoras, Procuradores e Procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro,

Esse seminário é uma overdose de ódio e somente fará seus frequentadores, honestos e corretos, serem consumidos pela dependência do ódio. Sairão com suas mentes absolutamente fechadas pelo ódio. Os olhos serão crispados pelo ódio e nada mais conseguirão distinguir da realidade, além do ódio.

Conclamo aos que não se contaminaram para que desenvolvam todos os esforços que puderem para que esse seminário não ocorra.

Peço, suplico, aos promotores(as) de justiça e procuradores(as) de justiça cariocas e do Brasil, aqueles que ainda não estão tomados por essa dependência ao ódio, que lutem com as forças que dispuserem para que esse seminário não ocorra.

Peço, suplico, ao Ministério Público do Rio do Janeiro para que atente para sua vocação constitucional e cancele esse evento infeliz, que somente se prestará a alimentar a destruição, preconceitos e horrores dos quais precisamos nos livrar.

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No Ceará, sede da CUT é invadida durante reunião

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Foto: Dino Santos
 
Jornal GGN - Na manhã desta quinta-feira (20), a sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Fortaleza (CE) foi invadida durante uma reunião da Frente Brasil Popular sobre o ato em ao ex-presidente Lula que será realizado hoje.
 
Segundo informações iniciais, homens armados entraram no local e fizeram as pessoas que estavam no local de refém. Foram levados dinheiro, celulares, notebooks e pertences pessoais. Um vídeo postado nas rede sociais mostra que os bandidos também destruíram equipamentos e as vítimas também relataram ameaças.

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Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

Foto Telesur

do Nocaute

Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

"Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência", diz parlamentar da oposição

O deputado venezuelano Juan Requesens, membro do partido Primero Justicia, afirmou publicamente que os protestos violentos feitos pela oposição são uma estratégia necessária para conseguir uma invasão estrangeira no país e derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência”, afirmou. A declaração foi feita em um evento público do qual ele participava, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, em 5 de julho, dia em que a Venezuela celebra sua independência da coroa espanhola.
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O pacifismo hipócrita dos bem-pensantes, por Aldo Fornazieri

O pacifismo hipócrita dos bem-pensantes

por Aldo Fornazieri

No Brasil basta que um político, um jornalista ou um intelectual seja xingado num aeroporto ou num restaurante para que os bem-pensantes liberais e de esquerda se condoam com o "insuportável clima" de radicalização e de ódio. Todos derramam letras e erguem vozes para exigir respeito e para deplorar as situações desagradáveis e constrangedoras. Até mesmo a nova presidente do PT e parlamentares do partido entram na cruzada civilista para exigir o respeito universal, mesmo  que para inimigos. Os bem-pensantes brasileiros, cada um tem seu lado, claro, querem conviver pacificamente nos mesmos aeroportos, nos mesmos restaurantes e, porque não, compartilhar as mesmas mesas. Deve haver um pluralismo de ideias e posições, mas a paz e os modos civilizados devem reinar entre todos e a solidariedade e os desagravos precisam estar de prontidão. As rupturas na democracia e no Estado de Direito não devem abalar este convívio.

Trata-se de um pacifismo dos hipócritas. O fato é que no Brasil, a paz é uma mentira, a democracia é uma falsidade e a realidade é deplorável, violenta e constrangedora. Deplorável, violenta e constrangedora para os índios, para os negros, para as mulheres, para os pobres, para os jovens e para a velhice. A paz, a cultura e a ilustração só existem para uma minoria constituída pelas classes médias e altas que têm acesso e podem comprar a seguridade social, a educação, a cultura e o lazer. O Estado lhes garante segurança pública.

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