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Temer tem em mãos a extradição de Cesare Battisti

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O governo Michel Temer decidiu extraditar o italiano Cesare Battisti, dependendo apenas de uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um habeas corpus preventivo que a defesa do italiano entrou para tentar protegê-lo. Os desdobramentos desta medida podem afetar na forma como o Brasil trata foragidos de dupla nacionalidade e, consequentemente, como os países, sobretudo europeus, respondem a isso.
 
Acusado de terrorismo e condenado à prisão perpétua por assasinato, o ex-ativista recebeu no Brasil a condição de refugiado político em 2007. Battisti foi integrante da organização de extrema esquerda, Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), condenado à prisão perpétua pelas autoridades italianas por quatro assassinatos e outros delitos, sendo considerado terrorista.
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O atentado de Berlim para justificar a criminalização dos refugiados

 
Jornal GGN - Grande receptora de imigrantes e de portas abertas àqueles "não-alemães" que necessitaram de proteção desde o fim do nazismo que recaiu sobre o país, as resistentes políticas aos refugiados sírios, árabes e muçulmanos não foram tão fáceis quanto aparentavam. Em paralelo ao aumento da chegada desses imigrantes na Alemanha, cresceram também os crimes racistas, sobretudo por grupos de extrema-direita. E o atentado em Berlim, na noite desta segunda-feira (19), deve endurecer ainda mais essa "receptividade". 
 
Em agosto de 2015, o GGN publicava que a Alemanha, como um dos principais países de abrigo de refugiados, chegava ao recorde de 750 mil pedidos de asilo. E as estatísticas também apresentavam que, naquele período, os crimes xenofóbicos aumentavam 40% na região Leste do país.
 
Ataques contra imigrantes ou contra cidadãos de origem estrangeira chegaram, em 2013, a 43 crimes xenofóbicos no Leste da Alemanha. E se os dados foram catalogados até o ano de 2014, os jornais registraram que, em 2015, os alvos dos diversos incêndios eram as casas ou abrigos para refugiados.
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Homenageado na morte, Mandela já foi tratado como terrorista

Sugerido por Fiódor Andrade
 
Do Terra
 
Homenageado ao morrer, Mandela já foi odiado por líderes
 
Reino Unido, Estados Unidos e Israel estão entre os países que mantiveram apoio ao regime do apartheid quando grande parte do mundo já condenava o segregacionismo
 
Após a morte de Nelson Mandela ser anunciada na noite de quarta-feira, líderes mundiais se apressaram para prestar homenagem ao ex-presidente sul-africano e ressaltar a importância de seu legado para o mundo. Mas Mandela nem sempre foi um aclamado herói mundial.
 
Durante muitos anos, mesmo quando a oposição ao regime do apartheid já era generalizada, líderes ocidentais continuaram considerando Mandela um terrorista.
 
Em 1987, a então premiê britânica Margaret Thatcher disse: "O CNA - Congresso Nacional Africano, partido de Mandela - é uma típica organização terrorista...Qualquer um que pense que ele vá governar a África do Sul está vivendo na terra do faz de contas".
 
Entre congressistas britânicos, a opinião sobre Mandela era ainda pior. "Quanto tempo mais a premiê vai permitir ser chutada no rosto por este terrorista negro?", questionou o parlamentar conservador Terry Dicks após Mandela recusar um encontro com Thatcher em Londres, em 1990. Seu colega de partido, Teddy Taylor, foi ainda mais enfático em seu repúdio: "Nelson Mandela deveria ser baleado".
 
Nos Estados Unidos, a opinião sobre Mandela também não era favorável entre os governantes dos anos 80. Durante o seu governo, o presidente americano Ronald Reagan colocou o CNA na lista de organizações terroristas. Em 1981, ele disse que o regime sul-africano - baseado no segregacionismo entre brancos e negros - era "essencial para o mundo livre".
 

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