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Suicídio do reitor: “Agora, é claro, não aparecerá responsável”, por Marcelo Auler

Por Marcelo Auler

Preocupado em não descumprir a ordem judicial que o impedia de acessar documentos do caso em que foi envolvido e de voltar à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – à qual esteve ligado nos últimos 12 anos e desenvolveu uma “carreira meteórica” até ser eleito reitor –  Luis Carlos Cancellier de Olivo, 59 anos, o Cau,  isolou-se em casa, após deixar o presídio na tarde de sexta-feira, dia 15 de setembro.

Temia, como admite seu irmão mais velho, Acioli, descumprir a ordem do juízo: “ele morava a cerca de 20 metros da universidade. Atravessava a rua e entrava na universidade. Ou seja, se atravessasse a rua descumpria a ordem e corria o risco de ser preso”, resume o primogênito da família, 67 anos, doutor em engenharia mecânica e aeronáutica pelo ITA que, mesmo aposentado, continua a residir em São José dos Campos (SP).

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Dilma faz paralelo entre suicídio de reitor e busca na casa de Marcos Lula

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff traçou um paralelo entre a busca e apreensão na casa do filho mais velho de Lula e o suicídio do reitor da UFSC. Segundo ela, os dois fatos foram motivados por arbitrariedades dignas de regimes fascistas. No caso de Marcos Lula, a operação teve como objetivo, na visão de Dilma, de fomentar a perseguição ao ex-presidente. Ela responsabilizou a polícia comandada por Geraldo Alckmin (PSDB) pela jogada política.

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"Melhor que tivessem ficado caladas", diz Kennedy Alencar a associações que negam suicídio de reitor

Foto: Agência Brasil
 
 
 
Jornal GGN - O jornalista Kennedy Alencar publicou artigo nesta terça (10) criticando a postura de seis entidades de classe que representam setores que atuam na operação Ouvidos Moucos. Em nota, essas instituições disseram que a morte do reitor da UFSC, Luiz Carlos Concellier, foi uma "tragédia pessoal" que não deveria ser explorada por grupos que consideram o suicídio decorrência do abuso de autoridade.
 
"A reação de Cancellier foi a de alguém que se sentiu injustamente acusado e envergonhado pelo episódio ao qual foi submetido", disse Kennedy. "Melhor que as seis entidades tivessem ficado caladas. Elas deveriam usar esse caso para fazer uma autocrítica a respeito de eventuais abusos e linchamentos públicos. Realizam operações e dão entrevistas no dia seguinte fazendo um julgamento sumário dos acusados. Será que não valeria uma reflexão para saber se algum erro foi cometido?", disparou.
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A cultura do ódio é também problema de saúde pública

Jornal GGN - Carta publicada pela ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ligada à Fiocruz, traz para o debate o momento ímpar que vivemos. A intolerância nos leva para além da cidadania e dos direitos humanos, causa prejuízo à saúde pública, à sanidade. 

O clima de macartismo que vivemos nos leva a outra dimensão além das consequências políticas, esse ódio traz consequências para a saúde pública, em doenças cardiovasculares, depressão, suicídio, desalento. Sem entrar na legalidade ou ilegalidade de eventos que nos empurram para esse abismo, a entidade traz um quadro terrível de desmonte do ânimo nacional, com separação de grupos e aumento do nível de agressividade.

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E quem julgará os que acusaram Cancellier e Marisa Letícia?, por Djefferson Amadeus

do Empório do Direito

O suicídio do Reitor da UFSC e a morte de Marisa Letícia: quem julgará seus acusadores?

por Djefferson Amadeus

Este é um duro (ou seria melhor dizer: duríssimo!); daqueles que não gostaríamos de escrever, mas, ao lembrar de Warat, não conseguimos nos conter. Porque o ato mais obsceno da vida – dizia Warat – é o ocultamento do terror que sustenta a aparência democrática”[1] e o silêncio daqueles que, sabendo disso, mantêm-se inertes!

Tenho certeza que, após este texto, corro um grande risco de ser “condenado” e, tal como Sócrates, sentenciado ate à morte; mas os que me condenarão também serão condenados e, segundo penso, a uma pena muito pior. Esperarei minha pena; eles, a deles.  Mas só os nossos “travesseiros” saberão a quem caberá o melhor quinhão.

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Suicídios como forma de protesto têm tradição histórica, por Jorge Alexandre

Foto: Divulgação
 
 
 
Por Jorge Alexandre
 
Tirania e Martírio
 
 
Já são famosos os casos de monges budistas que cometem autoimolação em protesto contra tiranias. O primeiro caso famoso ocorreu em 1963, no Vietnã do Sul, em protesto contra o regime tirânico de Diem, apoiado pelos EUA. A comoção causada pela imagem, registrada pelo fotógrafo americano Malcom Browne, levou ao enfraquecimento do apoio ocidental ao regime sul-vietnamita, marcando o início da virada na guerra que havia iniciado em 1959. Em tempos mais recentes, os casos de autoimolação de monges budistas se dão em protesto contra a tirania do estado chinês no Tibete.
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Reitor foi “vítima fatal do processo penal do espetáculo”, diz Instituto de Advogados

Foto: Divulgação

Jornal GGN - O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) divulgou, na quarta-feira (4/10), uma nota de pesar e repúdio, assinada pelo presidente nacional, Técio Lins e Silva, pela morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, de 59 anos. Olivo cometeu suicídio em um espaço público, no último dia 2, após ter sido alvo de uma operação que apura supostos desvios na Universidade. 

De acordo com a nota do IAB, o reitor foi “vítima fatal do processo penal do espetáculo”. Ele foi preso na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, no dia 14 de setembro. Um dia depois, foi solto e, por determinação judicial, afastado da reitoria por suposta obstrução às investigações.

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A homenagem da UFSC ao Reitor Cancellier, por Marcos Videira

Fascistas são assassinos, por Marcos Videira

Recomendo que assistam ao vídeo da Sessão Solene Fúnebre do Conselho Universitário da UFSC com o corpo presente do Reitor Luis Carlos Cancellier. É emocionante e parece que o combate ao fascismo começará por Santa Catarina.

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"Minha morte foi decretada no dia de minha prisão", diz reitor da UFSC em bilhete

Foto: Agência RBS

Por Moacir Pereira

No Diário Catarinense

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo,  valeu-se do suicídio para praticar um ato político de forte impacto na população.  Além de optar pelo espaço mais visitado e de maior movimentação nas manhãs de segunda-feira, em Florianópolis, ele deixou um bilhete que pode explicar as razões de seu gesto.

Segundo fonte da Policia Civil, um bilhete foi escrito pelo professor Cancellier, onde teria escrito:  "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão".

O reitor não conseguiu neutralizar os efeitos políticos, sociais e psicológicos da sua prisão na Operação Ouvidos Moucos. Com toda a vida dedicada à Universidade e à educação viu o esforço acadêmico e político de décadas desmoronar do dia para a noite.

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Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC, e sua última carta

por Jair Fonseca

Não sabemos se Luiz Carlos Cancellier, reitor afastado da UFSC, que cometeu suicídio uma hora atrás, no Shopping Beira-Mar, em Florianópolis, era culpado. Preso, posteriormente solto, e afastado das funções por decisão judicial, o reitor escreveu este texto. Os atuais métodos da "justiça" no Brasil, da PF e do MP podem ter feito sua primeira vítima fatal.

"Reitor exilado"

por Luiz Carlos Cancellier

"Não adotamos qualquer atitude para obstruir apuração da denúncia

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Condenado na Lava Jato, Almirante Othon tentou suicídio na prisão

Jornal GGN - Aconteceu em agosto do ano passado, mas só nesta terça-feira (24) a imprensa teve acesso ao que aconteceu após a condenação do ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, após ser condenado a 43 anos de prisão na Lava Jato. Dizendo-se inocente e sentido-se "injustiçado", o almirante Othon tentou suicídio na cela, segundo confirmação de seu advogado.

Othon está preso em uma unidade militar em Durque de Caxias, no Rio de Janeiro, aguardando apelação a um tribunal de segunda instância. Ele foi condenado por ter supostamente aceitado propina de empreiteiras que atuaram nas obras da usina de Angra 3.

Leia mais: A prisão do pai do programa nuclear

Essa não é a primeira vez que a Lava Jato provoca uma tentativa de suicídio. Na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, o ex-assessor de Antonio Palocci, Branislav Kontic, também tentou tirar a própria vida tomando remédios. Ele é acusado de ajudar Palocci nos esquemas de corrupção da Petrobras envolvendo a Odebrecht, e nega as acusações. Leia mais.

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Tribunal manda soltar assessor que tentou suicídio em Curitiba após decisão de Moro

Jornal GGN - O Tribunal Regional Federal de Porto Alegre mandou soltar o assessor do ex-ministro Antonio Palocci, Branislav Kontic, preso em outubro por determinação do juiz Sergio Moro, da Lava Jato. Kontic saiu na imprensa por ter tentado suicídio na carceragem de Curitiba.

O GGN mostrou, ainda em outubro, que o assessor de Palocci foi preso por ser responsável por cuidar da agenda do ex-ministro. Palocci é acusado pela Lava Jato de intermediar pagamentos de propina da Odebrecht ao PT.

À época da tentativa de suicídio, o ex-deputado Adriado Diogo (PT) se manifestou nas redes sociais, lamentando a ocorrência: "Meu grande amigo Brani, a pessoa mais honesta do mundo!"

O colunista Lauro Jardim (O Globo) informou que, Brani, que é sociólogo, ingeriu 40 comprimidos na cela da PF no dia em que Moro decidiu tranformar a prisão temporária em preventiva, a pedido da força-tarefa da Lava Jato.

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Ex-assessor que tentou suicídio foi preso na Lava Jato por cuidar da agenda de Palocci

Jornal GGN - O ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci, Branislav Kontic, tentou suicídio na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, na sexta-feira passada, mas o fato só foi noticiado pela imprensa na noite desta quinta (6), quando o juiz Sergio Moro já havia autorizado sua remoção para o Complexo Médico Penal do Panará.

Ao saber da notícia, o ex-deputado estadual Adriano Diogo (PT) reagiu nas redes sociais com a seguinte mensagem: "Meu grande amigo Brani, a pessoa mais honesta do mundo!"

Segundo informações do colunista Lauro Jardim (O Globo), Brani, que é sociólogo, ingeriu 40 comprimidos na cela da PF no dia em que Moro decidiu esticar sua temporada na prisão, transformando a prisão temporária em preventiva, a pedido da força-tarefa da Lava Jato.

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Estudantes LGBTs têm quatro vezes mais chances de sofrer abuso

Levantamento realizado pelo governo dos Estados Unidos revela também que jovens gays, lésbicas e trans tentam quatro vezes mais suicídio
 
 
Jornal GGN - Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças, órgão do governo dos Estados Unidos, revelou que jovens gays, lésbicas, bissexuais e transexuais sofrem mais agressões do que jovens heterossexuais. No trabalho foram entrevistados 15.600 jovens por todo aquele país a fim de levantar dados quantitativos e qualitativos sobre a violência contra a população jovem LGBTs em escolas em comparação com a população heterossexual. 
 
Segundo o portal Lado A, os resultados norte-americanos são semelhantes às conclusões da “Pesquisa Nacional Sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016”, lançado no último mês e realizado por ONGs brasileiras. Nos Estados Unidos estudantes LGBTs relataram sofrer mais abusos e preconceitos. A taxa de estupro sofrida por esses jovens em comparação aos alunos heterossexuais é quatro vezes maior. O índice de suicídio segue a mesma proporção.
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A tragédia no RJ e o desespero de quem fica sem plano de saúde, por Cristiane Segatto

Jornal GGN - Em coluna publicada no site da Época, a repórter Cristiane Segatto fala sobre o caso da família que foi encontrada morta no condomínio em que morava na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A polícia trabalha com a possibilidade de um triplo homicídio seguido de um suicídio. Em uma carta encontrada no local, o pai da família , Nabor Coutinho de Oliveira Júnior, fala sobre preocupações a respeito de dificuldades financeiras.

Um dos trechos da carta fala sobre a aflição em relação ao plano de saúde. Para Cristiane, esta preocupação é comum para “1,5 milhão de brasileiros que deixaram os planos de saúde nos últimos 12 meses – a maioria porque perdeu o emprego”.

Para ela, ter um plano de saúde virou um dos principais objetivos dos brasileiros, mas “não deveria ser assim”. “Será que o Sistema Único de Saúde é tão ruim quanto parece? Será que os planos de saúde são tão bons quanto querem nos convencer?”, questiona a colunista.

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