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Rodrigo Janot

Grampo de caciques do PMDB foi usado em denúncias por Janot e agora é arquivado

A conversa entre peemedebistas que se tornou um dos marcos dos grampos na Lava Jato foi usada pelo ex-PGR em diversas peças acusatórias. Quando deixou de ser necessária, tornou-se insuficiente para uma denúncia
 

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, atendeu ao pedido do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e arquivou o inquérito contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP) o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, por obstrução à Operação Lava Jato.
 
Conforme o GGN divulgou, outras peças do ex-procurador-geral da República usavam trechos do diálogo grampeado entre Machado e os caciques peemedebistas para indicar que o impeachment de Dilma Rousseff foi parte das negociações de obstrução dos políticos aos avanços das investigações.
 
Foi o caso das denúncias contra Michel Temer, enviada à Câmara, e a denúncia contra Aécio Neves, enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nas peças, Janot recorreu da chamada "estancar a sangria" para descrever ações de parlamentares e da cúpula do governo Temer para impedir as investigações da Operação, ocasionando o impeachment de Dilma.
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‘Defesa de Temer é grosseria ímpar, mas provocada pelos abusos do MP’, diz Aragão

Tanto a conduta de Temer como a de Janot contribuem para despolitização da sociedade (JOSÉ CRUZ/ABR)

da Rede Brasil Atual

‘Defesa de Temer é grosseria ímpar, mas provocada pelos abusos do MP’, diz Aragão

Para ex-ministro, argumentos de Temer contra Janot podem ser considerados "falta de decoro". Mas abusos da PGR dificultam entendimento do que está em jogo e atrapalham verdadeiro combate à corrupção

por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – O procurador da República, acadêmico e ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão critica duramente os argumentos apresentados pelo presidente Michel Temer na peça de defesa apresentada pelos seus advogados à Câmara dos Deputados, na semana que passou. Mas pondera que as ofensas feitas por Temer a Janot foram motivadas “pelos próprios abusos doMinistério Público nos últimos anos”. Na avaliação de Aragão, quem perde com isso é a população, que “tende a não saber quem é quem”.

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Xadrez do feitiço que virou contra o MPF, por Luís Nassif

Peça 1 - os fakenews da mídia

Os fakenews foram introduzidos no mercado de opinião brasileiro pelos grupos de mídia. Foram eles que criaram notícias falsas, como os dólares de Cuba, a invasão das FARCS, as contas secretas no exterior, a ficha falsa da Dilma.

Hoje em dia, há uma preocupação nítida da mídia de restringir os fakenews aos sites de boatos das redes sociais. E esse trabalho é ajudado pelos sites de checagem de notícias.

Esses sites pecam por um problema de conceito, passando ao largo de dois tipos de manipulação.

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Temer planeja engavetar segunda denúncia com CPMI da JBS

 

O presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, o senador governista Romero Jucá e o procurador Angelo Goulart Vilela - Foto: ANPR
 
Jornal GGN - Como já adiantado pelo GGN, o presidente Michel Temer pretende utilizar a CPMI da JBS para realizar uma autodefesa da segunda denúncia que tramita na Câmara dos Deputados, como palco de críticas ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
 
O intento será expor possíveis irregularidades e abusos cometidos por procuradores da República sob o então comando de Janot para inferir sobre a credibilidade das investigações da Operação Lava Jato a nível do Supremo Tribunal Federal (STF), com a coordenação de Rodrigo Janot.
 
Para isso, o Planalto mobilizou aliados e deputados da chamada "trope de choque" do governo no Congresso. A Comissão, por se tratar de apuração envolvendo também o Senado, deve levantar críticas de outros parlamentares que tampouco são aliados de Temer, mas que foram alvos de inquéritos e denúncias nos últimos meses relacionadas à Lava Jato.
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Janot usa imprensa para criticar delatores e tentar salvar acusações


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na atual condição de ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot concedeu entrevista para se defender de ataques contra a credibilidade das investigações da Operação Lava Jato e tentar ainda salvar as acusações dos executivos da J&F, ainda que considerando que cometeram irregularidades. Fora do posto maior do Ministério Público Federal (MPF), Janot mostra que não medirá esforços, incluindo espaços públicos e meios de imprensa, para se defender.
 
Nesse intento, apesar de aparentemente os novos áudios de conversa entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud se apresentarem como um engano, Janot sustentou outra tese: a de que os delatores colocaram os novos arquivos nos autos do processo de forma mascarada para passarem despercebidos.
 
Teria sido um tiro no pé: enquanto a Polícia Federal apurava áudios possivelmente omitidos dos delatores e se aproximava de uma possível recuperação do grampo, eles anexaram a conversa ao processo com outro título e como se fosse referência a outra linha de investigação. Mas os procuradores abriram o áudio e confirmaram que se tratava de outras informações.
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Governistas tentam acelerar CPMI da JBS


Foto: Lula Marques/ AGPT

Jornal GGN - A CPMI da JBS, vista como uma manobra para suspender as delações premiadas e o avanço das investigações da Operação Lava Jato sobre a base parlamentar governista e Michel Temer, está sendo acelerada no Congresso.
 
Nesta quarta-feira (20), o relator da Comissão Mista, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse que, para agilizar as atividades que podem levar ao enterro das acusações da JBS, o "plano de trabalho" já foi traçado:
 
"Nós temos que avançar, que começar. Temos um tempo que gostaria até que fosse mais breve. Estamos estabelecendo um plano de trabalho no sentido de que nenhum requerimento seja reprovado", afirmou Marun.
 
O deputado confirmou ainda que pretende ouvir não apenas delatores executivos do grupo J&F, como também delatados. Deixando claro que a prioridade é que os parlamentares (alguns deles próprios implicados nos depoimentos) apurem possíveis irregularidades cometidas no acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. "Os delatados podem vir a ser ouvidos", disse.
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Não há o que comemorar da Era Janot, por Maria Luisa


Foto: Marcelo Camargo/EBC

Por Maria Luisa

Comentário à publicação "Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif"

A Era Janot

No futuro, quem sabe um bom estudo sobre esse período indique que estamos vivenciando um novo paradigma social. A ascensão de uma classe média conservadora, adepta de slogans, moralista, sem grande instrução cultural e/ou filosófica. 

Faço parte dessa geração e conheço muita gente que tem a mesma cabeça dos novos e deslumbrados procuradores, que pensam o País de forma unilateral. Realmente, há uma estreiteza de visão do todo que é espantoso. Não defendo e, creio, ninguém defende aqui a quadrilha que tomou do País e que sempre esteve aglutinada no poder. Porém, misturar tudo e todos usando sempre do dominio do fato foi fatal para o caos se instalar no Brasil. 

De fato, falta além de competência, muito mais conhecimento sobre o processo histórico brasileiro. Parece que sabem mais sobre os Estados Unidos e sua Justiça do que conhecem o proprio País.

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Raquel Dodge toma posse na PGR com discurso em favor das minorias

Foto: Dida Sampaio/Estadão
 
 
Jornal GGN - Com um discurso contido, Raquel Dodge tomou posse do comando da Procuradoria Geral da República na manhã desta segunda (18). Segundo relatos da Folha, a substituta de Rodrigo Janot fez um discurso em defesa da liberdade de religião e credo e em defesa das minorias.
 
"O Ministério Público zela pelos direitos de índios e minorias, pela liberdade de religião e de credo. A cada dois anos nos reunimos nesta casa e reafirmamos a esperança de dias melhores e o nosso compromisso de agirmos com unidade de propósito de cumprir o nosso dever constitucional", disse Dodge.
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Na consagração de Janot, o populismo em um órgão de Estado, por Luis Nassif

Na ciência política trata-se como populista o político que toma uma série de decisões imprudentes com o objetivo único de contentar os eleitores de imediato, sem avaliar as consequências futuras.

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot enquadra-se nesse arquétipo. E as homenagens que vêm recebendo da categoria demonstram que os procuradores também se enquadram em uma categoria sociológica especial: a da massa concursada. Isto é, pessoas supostamente bem formadas, mas sem capacidade interna de definir seu rumo e, portanto, com uma autodeterminação enganosa, seguindo movimentos de massa.

No período Janot, uma enorme cegueira coletiva, um deslumbramento irresponsável os tirou da categoria de servidores públicos para transformá-los em ilusórios condutores de povos, membros de uma classe social ascendente, com plena autonomia para exercer o poder na sua forma mais tosca, como autênticos meganhas do direito.

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Janot muda explicação sobre impeachment de Dilma ao sabor da conveniência

Na ação no Supremo que pode anular o impeachment, Janot disse que o processo ocorreu dentro da normalidade constitucional e negou que Eduardo Cunha tenha aceitado o pedido por vingança ou benefício próprio. Já na denúncia contra o "quadrilhão do PMDB", procurador tratou o impeachment como subproduto de um plano frustrado para frear a Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot deu duas versões muito diferentes para os motivos que levaram à derrubada do governo Dilma Rousseff (PT). A mudança de postura ficou registrada em dois documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal no mesmo dia, quinta-feira (14).
 
Primeiro, para posicionar-se contra a anulação do impeachment, Janot disse que o processo se deu dentro da normalidade constitucional, afirmou que as pedaladas fiscais justificavam a condenação da ex-presidenta e garantiu que não houve nenhum "desvio de função" por Eduardo Cunha. O ex-deputado é acusado por Dilma de ter deflagrado o impeachment por vingança e em benefício próprio e de seu grupo político, interessados em escapar da Lava Jato. A narrativa ganhou força após o vazamento de grampo sobre "botar o Michel [Temer]" no poder e "estancar a sangria".
 
Depois, na denúncia que apresentou ao Supremo contra o chamado "quadrilhão do PMDB", Janot mudou a narrativa ao sabor da conveniência: disse que o impeachment foi subproduto de um plano frustrado do PMDB do Senado para frear as investigações.
 
"Como não lograram êxito em suas tratativas, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados", admitiu Janot.
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Temer prepara três frentes de ataque a Janot e autodefesa de nova denúncia


Foto: Reprodução de vídeo
 
Jornal GGN - Na reta final para a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer pretende enterrar junto com o mandato do procurador a credibilidade de suas investigações, ressaltando nesta última semana os erros e polêmicas da Operação Lava Jato e do acordo de delação premiada de executivos da JBS.
 
Nessa linha, a primeira estratégia é de se autodefender antes mesmo da remessa de uma segunda denúncia pela PGR à Câmara dos Deputados. Para isso, Temer pretende fazer um pronunciamento político, subindo o tom de críticas a Janot. 
 
Em segundo plano, no meio jurídico, Temer seguirá atuando para derrubar a delação, tanto da JBS, quanto de Lúcio Funaro, por meio de possíveis irregularidades detectadas na coleta desses indícios, alegando uma suposta falta de amplo direito de defesa pela omissão de acusações que só apareceram depois, e por possíveis medidas de Janot e/ou auxiliares dentro do MPF que teriam incitado o fechamento do acordo, com ainda possíveis benefícios a procuradores, além dos próprios delatores, conforme o GGN revelou aqui.
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Procurador deve levar irregularidades e bastidores de acordo da JBS à CPMI

Novos capítulos do caso Miller e Ângelo Villela são revelados. Mas interesse de políticos em derrubar credibilidade de Janot fazem caso parar em CPMI
 

Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, senador Romero Jucá e procurador Angelo Goulart Vilella - Foto: ANPR
 
Jornal GGN - Há três meses, eram noticiadas as primeiras suspeitas sobre a atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS, com o indicativo de dupla atuação na cadeira de advogado enquanto ainda não era oficialmente exonerado da Procuradoria da República.
 
Em pleno ápice das divulgações dos depoimentos e gravações de Joesley Batista, dono da JBS, e do diretor da J&F Ricardo Saud, o nome de outro procurador integrante da Operação Lava Jato era arrolado e encarcerado: Ângelo Goulart Villela.
 
Ele foi acusado de repassar informações privilegiadas à JBS, em troca de recebimento de propina. No início de junho, o jornalista Andrei Meireles publicava coluna em Os Divergentes informando que Villela, recém preso, estava "mandando recados": "ele não seria o único do time da JBS. Teria colegas a entregar em uma delação premiada".
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Ao vivo: STF julga se Janot é suspeito e se provas da J&F são válidas

 
Jornal GGN - Acompanhe, ao vivo, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que define se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é suspeito e ficará impedido de investigar e denunciar o presidente da República Michel Temer.
 
Na mesma sessão, os ministros analisam se provas entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas. Neste momento, o ministro relator Edson Fachin está lendo o seu posicionamento, de que Janot não é parcial para investigar Temer.
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STF julga hoje se Janot é suspeito para denunciar Temer


Foto: Reuters
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estará impedido de oferecer uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e de inclusive investigá-lo. Os ministros julgam o caso em sessão desta quarta-feira (13).
 
Na sessão de hoje, os ministros da Suprema Corte ainda decidem se afastam Rodrigo Janot de todos os processos dos quais o mandatário peemedebista é investigado e, ainda, se as provas já entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas.
 
Todos estes temas foram incluídos em recurso enviado pela defesa de Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que considera que já é "público e notório" que o procurador-geral "vem extrapolando em  muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa" e que, ao que "tudo indica", a motivação do procurador-geral ultrapassa a de um investigador chega a ser "questão pessoal".
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E-mails de Miller indicam que em março a JBS já negociava com o MPF

Contrariando informações iniciais do próprio procurador-geral, novos indícios devem comprometer definitivamente a delação da JBS

 
Jornal GGN - Ao pedir a prisão do ex-procurador e então advogado do acordo de delação da JBS, Marcello Miller, o procurador-geral da República anexou trocas de e-mails em que Miller informa a representantes do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados que tinha conhecimento sobre o acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF) em março: dois meses antes de ser homologado.
 
As novas revelações desmentem comunicado do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que ele teria sido procurado pela JBS somente em abril. A declaração do PGR foi emitida quando o noticiário passou a caracterizar a negociação dos irmãos Batista como "ultrapremiada", pelos benefícios obtidos. No texto ironizando a reação da opinião pública, intitulado "'Crimes graves': sem acordo de delação dos irmãos Batista, país seria ainda mais lesado", Janot disse: "Em abril deste ano, fui procurado pelos irmãos Batista" (confira abaixo*).
 
Entretanto, as trocas de e-mails anexas para pedir a prisão de Miller, juntamente com a dos executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, revelam que, ainda em março deste ano, o então procurador atuava no escritório e que a JBS já encaminhava a negociação do acordo junto ao MPF. As provas trazidas poderão comprometer definitivamente a delação da JBS.
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