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redes sociais

Humanidade em retrocesso, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Grupos à direita esvaziaram o "Fora, Temer" para impedir o retorno de Lula, diz estudo

Foto: EFE

Jornal GGN - Um estudo feito por uma agência digital mostra que grupos ligados a pensamentos mais à direita decidiram esvaziar os protestos pelo "Fora, Temer" porque não querem que Lula ou o PT seja beneficiado com a deposição do atual presidente. Na visão desse nicho "azul", é melhor um governo corrupto - segundo as declarações da Lava Jato por causa da JBS - do que um governo à esquerda. O estudo ainda mostra que os movimentos de rua que pediram o Fora Temer foram majoritariamente organizados por partidos políticos e aliados. Itamar Garcez trata do assunto em artigo divulgado nesta terça (1), em Os Divergentes.

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Há opinião pública nas redes sociais digitais?, por Ana Paula Gilsogamo

Há opinião pública nas redes sociais digitais?

por Ana Paula Gilsogamo

Resumo: Este artigo se propõe a apresentar considerações e debater acerca do espaço de discussão digital, que com o avanço das tecnologias digitais, se enraizou no dia a dia das pessoas ampliando não apenas o espaço, mas a visibilidade da opinião e produção de conteúdo dos indivíduos. Sem a pretensão de esgotar o tema, neste artigo são permeados grandes teóricos, análises de dados e publicações oriundas das redes sociais visando compreender melhor a dinâmica entre os emissores e receptores de informação nesse novo sistema de comunicação, bem como o peso ainda presente da concentração de mídia e da agenda pública guiada pelos conglomerados da mídia tradicional. Isso tudo de forma a questionar o imaginário da existência de um novo indivíduo capaz de avaliação e opinião formada sobre fatos e teorias e, também, a existência e sensação da existência de uma opinião pública pura nas redes sociais.

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Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização, por Aldo Fornazieri

Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização

por Aldo Fornazieri

O impasse político-jurídico que faz de Lula um candidato e não-candidato, só será equacionado pela correlação de forças que o desdobramento da atual crise e novos eventos produzirem. Depois da indignação inicial pela condenação do ex-presidente, as forças políticas progressistas voltaram ao seu estado de letargia. Delegaram a Lula e à sua defesa a tarefa de tentar reverter a condenação. Lula, viajando pelo país e, sua defesa, trabalhando nos tribunais. A decisão do Congresso do PT de defender Diretas Já, mesma bandeira assumida pelos demais partidos de esquerda e por movimentos sociais, não se transformou em movimento de ruas. O "Fora Temer", mesmo que o presidente ilegítimo tenha apenas 5% de apoio, está circunscrito ao Congresso e às redes sociais.

Há um risco enorme em tudo isso, pois os tribunais e os juízes não estão julgando a partir da Constituição e das leis, mas a partir de suas vontades interpretativas. Com a opinião pública apática, desanimada e desmobilizada, a possibilidade da inviabilização da candidatura Lula pode se constituir em tendência dominante.

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A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais, por Nina Santos

do Comunicação & Política

A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais

por Nina Santos

As mídias sociais digitais surgem como um fenômeno novo especialmente a partir do começo do século XXI. Pelo seu caráter de novidade e por todas as potencialidades que estes meios parecem oferecer, tornaram-se objeto de inúmeras análises acadêmicas, mercadológicas ou simplesmente opinativas. Apesar de compreender a necessidade de analisar separadamente esta nova mídia, me parece que essas leituras criaram uma falsa dicotomia entre os grandes meios de comunicação[i] e estas novas mídias que é pouco produtiva para o entendimento da realidade em que eles se inserem e das possibilidades de transformá-la.

Para discutir essa questão, vou usar como ponto de partida uma pesquisa muito interessante realizada pela Fundação Perseu Abramo e intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Ela foi feita no final de 2016 e publicada em maio de 2017 e busca entender como os moradores das periferias de São Paulo concebem questões políticas tais como o papel do Estado, a meritocracia, o papel dos políticos, entre outras. Meu objetivo aqui não é discutir a pesquisa em si, mas simplesmente partir de uma questão que me ocorreu durante a leitura dos resultados dela.

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Os crimes praticados nas redes sociais e os seus direitos, por Percival Maricato

Injúria, difamação e calúnia praticadas nas redes sociais: são crimes e dão direito a indenização

por Percival Maricato

As redes sociais são algo novo, o que não isenta as pessoas de as usarem com cuidado e agirem com respeito e responsabilidade para com as outras.

Tanto como quando se está em uma reunião social, ou se pode fazer por mídias tradicionais, a injúria, calúnia ou difamação são considerados crimes e geram o direito de indenização na área cível. Injúria é chamar uma pessoa de algo que ela considera ofensivo (f.d.p. por exemplo); calunia é acusar uma pessoa de um crime que não cometeu (fulano roubo-me a carteira), difamação é afirmar que uma pessoa comete um ato desonroso (fulana trai o marido).  A calúnia é a mais grave, punido com seis meses a dois anos de detenção. Importante notar que na difamação e na injúria não se acusa a pessoa de crime, mas de algo que atinge sua honra subjetiva, reputação. E mesmo que seja verdade o dito por essa (fdp, trai o marido), a agressão será considera ofensiva, gera direito de indenizar, possível condenação penal.

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O projeto de poder do Facebook, por Renata Mielli

 
 
 
Além de violar o nosso direito à privacidade e usar de forma indevida nossos dados pessoais, agora o Facebook quer ler nossas emoções, se apropriar da nossa alma
 
Por Renata Mielli*
 
O Facebook atingiu a impressionante marca de 2 bilhões de usuários em todo o planeta. Aproximadamente 25% da população mundial está na plataforma fundada por Mark Zuckerberg. Isso deveria ser motivo de uma séria e profunda reflexão sobre o papel desta plataforma na sociedade hoje.
 
Nascido em fevereiro de 2004 para ser uma rede de relacionamento para os estudantes da Universidade de Harvard, o Facebook, em apenas 13 anos, transformou-se num dos maiores – senão o maior – monopólio privado de comunicação do mundo.
 
Ao longo desta década, a existência do Facebook teve impacto importante nos hábitos de consumo de notícias, no padrão de "relacionamento" entre as pessoas e organizações e tem crescentemente influenciado decisões políticas e eleitorais.
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Sobre Oferendas e Encruzilhadas, por Leandro Bulhões

Ilustração Jaider Esbell Macuxi

do Xapuri

Sobre Oferendas e Encruzilhadas: Nota do Doutor em História pela UnB, Leandro Bulhões

A bênção às mais velhas; a bênção aos mais velhos.

O texto que está circulando começa com “De acordo com o professor Leandro…”. Isso é perigoso porque alguém cita o meu nome, mas não fui eu quem o escreveu. Eu fiz uma fala pública e uma pessoa que me ouviu escreveu e publicou no facebook um texto associando os meus argumentos a uma espécie de “história das origens das oferendas e da macumba”. Em seguida, ela aponta outras coisas de tal modo que não é possível fazer uma separação entre um tema que foi discutido em minha fala e depois as suas considerações próprias a respeito do assunto. Na medida em que este texto viralizou, ficou parecendo que se tratava de um texto de minha autoria, mas não é o caso. Peço licença para explicar nestas próximas linhas o meu entendimento sobre o acontecido.

Na semana passada, eu participei de uma banca de defesa de trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília. Na ocasião, houve uma discussão sobre como as encruzilhadas atuais das cidades modernas são espaços de sociabilidades e de resistências. Nos semáforos, homens, mulheres e crianças, expressivamente negros e negras, realizam trabalhos diários, conseguindo dinheiro por meio da venda de doces, água, panos de prato, frutas, entre outros produtos.

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Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Gleisi: "Leis não regulam a mídia pelo interesse público, e sim pelo privado. É flagrante delito contra a democracia" (Divulgação)

da Rede Brasil Atual

OLIGOPÓLIO X DEMOCRACIA

Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Senadora Gleisi Hoffmann esteve ao lado da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), da jornalista Maria Inês Nassif e do presidente do Barão de Itararé, Altamiro Borges, para discutir liberdade de imprensa

por Redação RBA

São Paulo – "Vemos que o braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia, a concentração, o monopólio econômico da imprensa", afirmou a senadora e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, durante o 3º Encontro Estadual de Blogueir@s e Ativistas Digitais de São Paulo. "A estrutura de telecomunicações do Brasil vem do tempo da ditadura (1964-1965)", disse Gleisi. O debate se realizou na sede do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, no centro de São Paulo, na noite desta sexta-feira (9).

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Documento mostra manipulação do debate público nas redes sociais

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Foto: Pixabay
 
Jornal GGN - Publicada pela equipe de segurança do Facebook, um relatório mostra algumas estratégias de manipulação do debate público nas redes sociais. Focada nas eleições dos Estados Unidos e da França, o documento fala sobre o uso de “bots”, robôs que divulgam de maneira automática e coordenada mensagens políticas.
 
Pablo Ortellado, professor da USP, salienta que o relatório da empresa também aponta a utilização de perfis falsos sofisticados, que são operados por humanos e que possuem a aparência de uma conta genuína. 
 
Ele ressalta que agências de marketing digital comercializam este tipo de serviço no Brasil, que podem atuar difundindo narrativas, atacando ideias ou candidatos ou simplesmente trabalhando para desviar o foco do debate, no caso de um tópico incômodo.

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Facebook negocia dados de jovens emocionalmente vulneráveis, por Marina Pita

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Foto: Franco Bouly

Do Intervozes

Facebook negocia dados de milhões de jovens emocionalmente vulneráveis

Uso de informações de crianças e jovens pela rede social comprova urgência da proteção dos dados pessoais

Por Marina Pita*

Há cerca de dois anos, eu e minha família recebemos a notícia de que minha mãe teria de enfrentar um tratamento para câncer. Dias depois de ter recebido a notícia, resolvi compartilhar pelo WhatsApp, com uma amiga querida que estava longe, o estado de ansiedade e apreensão pelo qual passava.

No dia seguinte, um e-mail na minha caixa de entrada informava sobre um remédio milagroso para a doença. Respirei fundo e apaguei. Coincidência ou não, o fato que é que a informação de que o assunto "câncer" estava no meu espectro de interesse poderia, sim, ser usada para fins de publicidade. A fragilidade, a vulnerabilidade, a insegurança, já descobriram os publicitários há alguns anos, são importantes impulsionadores de vendas.

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‘Perdemos capacidade de gerar previsão do sistema político’, afirma Avritzer

Crise do sistema democrático no Brasil comprometeu previsibilidade das eleições e do próprio rumo do país, ponderá cientista político 
Os cinco fatores que levaram a crise da democracia brasileira: oposição, Eduardo Cunha, interação excessiva entre Mídia e Judiciário, STF e redes sociais

 
Jornal GGN – O quadro de instabilidade política no Brasil chegou a tal ponto que os analistas mais preparados perderam completamente a capacidade de gerar previsibilidade sobre os resultados da próxima eleição em 2018 e, mais do que isso, em que condições se dará o novo pleito. A avaliação é do professor Leonardo Avritzer, durante sua participação na segunda rodada do Ciclo Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil, realizada nessa segunda (24), em São Paulo.
 
O atual coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG levantou o que chamou de cinco motivos pelos quais defende que, desde 2013, o país vive um estado de crise do sistema democrático.
 
O primeiro deles foi a oposição não ter aceitado o resultado das eleições de 2014, e uma das evidências foi a entrevista que o senador Aécio Neves concedeu ao jornal O Globo com o título “Eu fui derrotado por uma organização criminosa”, no início de novembro daquele ano. 
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Prometo não tocar no assunto, por Elika Takimoto

do Minha Vida é um Blog Aberto

Prometo não tocar no assunto

por Elika Takimoto

Fui orientada por várias editoras que entraram em contato comigo a não falar de política nas redes sociais caso queira ser uma escritora vendável. Perguntei: e sobre o que posse escrever? Disserte sobre seu trabalho, Educação, ouvi como resposta. Ou sobre os seus filhos, sugeriram.

Pois muito bem, trabalho no CEFET há dez anos como professora de física e há um ano como coordenadora. Cheguei lá pouco depois de Lula ter sido eleito presidente. No dia de minha posse, o diretor falou que ali eu não iria encontrar professores infelizes. Achei estranho, pois vinha da rede estadual e da particular onde professor que não reclama nunca havia visto.

O tempo passou. De fato, nunca vi ali professor reclamando das condições de trabalho. Vi as salas ganhando projetores multimídia e quase todas serem climatizadas. Tudo o que pedimos para que nosso laboratório de física ficasse mais moderno e atualizado conseguimos. Fiz meu doutorado com redução de carga sem redução de salário. Viajei para congressos e simpósios pelo Brasil inteiro tudo bancada pelo CEFET. Jamais, em tempo algum, lembro-me de querer fazer algo ali dentro para os alunos e para meu crescimento intelectual e ser freada.

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A manipulação da democracia através do Big Data, por Hannes Grassegger e Mikael Krogerus

Jornal GGN - A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos deixou muitos analistas surpresos, e muitos responsabilizaram as redes sociais (principalmente o Facebook) e o compartilhamento de notícias falsas como um dos fatores que levaram o magnata à Casa Branca. 
 
Entretanto, a questão é mais profunda do que parece. A Cambridge Analytica é uma empresa que trabalhou na campanha online de Trump e do Brexit no Reino Unido e trabalha com Big Data, coletando dados de usuários, estabelecendo perfis psicológicos através das informações que deixamos na rede e traçando estratégias de comunicação. 

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Insulto, logo existo, por Leandro Karnal

 
Jornal GGN - Leandro Karnal, historiador e professor da Unicamp, analisa a questão da crítica e do contraditório, se dizendo assustado com a virulência das ofensas proferidas na internet. “Há pessoas que querem fazer sucesso a qualquer preço e cimentam a estrada com palavrões”.
 
Para o colunista do Estadão, há uma vontade generalizada de classificar, mais do que entender. “Definido se o autor é X ou Y, encerra-se a discussão”, afirma, ressaltando que o talento não tem exclusividade política ou biográfica, citando os exemplos de Portinari, Jorge Amado, Jorge Luis Borges e Oscar Niemeyer, entre outros. 
 
“Tanto a maestria pode estar presente num indivíduo detestável como a mediocridade pode aflorar no mais engajado lutador dos direitos dos filhotes de foca”, diz Karnal.
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