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Em defesa da imprensa livre, por Roberto Amaral

Por Roberto Amaral

Em defesa da imprensa livre

Democracia e monopólio ideológico são termos que não se conciliam, como igualmente incompatíveis são democracia e ditadura do pensamento único, que se expressa, entre nós, por intermédio do monopólio ideológico dos meios de comunicação de massa.

Um monopólio a serviço do atraso, do conservadorismo, do antinacional e do anti popular. A chamada mídia, que começa a controlar, inclusive, as redes sociais, é, no Brasil, o grande partido da direita e do golpismo, papel, aliás, que sempre exerceu em momentos de crise. Leia mais »

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Censura na internet era apenas 1 entre 3 problemas na reforma política

 
Jornal GGN - Pressionado por setores da sociedade, o governo Michel Temer prometeu vetar o artigo da reforma política aprovada pelo Congresso na semana passada que violava o Marco Civil da Internet, abrindo caminho para censura prévia. Mas esta era apenas 1 entre 3 emendas que são criticadas por ativistas nas redes sociais. 
 
Um dos artigos mantidos até o momento diz que que é vedada "a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes.”
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Ministério Público questiona filtro do Facebook contra discurso de ódio

Foto: Divulgação

Jornal GGN - O Ministério Público Federal em Goiás instaurou um procedimento preparatório (PP) para investigar a ação ou omissão ilícita da rede social Facebook. Isso porque usuários reclamam, desde o mês passado, que tiveram publicações relacionadas à Exposição Queer suspensas e seus perfis, bloqueados. O evento, promovido pelo Santander em Porto Alegre (RS), gerou polêmica por denúncias de suposta apologia à pedofilia e acabou sendo retirada de circuito.

Segundo o MPF, o foco é a possível imposição de censura e bloqueio de usuários brasileiros (cidadãos, entidades públicas e privadas, organizações e movimentos sociais etc.) por motivações de origem, raça, sexo, cor, idade, religião, política, relacionadas à “Exposição Queer”.

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Coreia do Norte diz que Trump declarou guerra por twitter

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Fotos: AP Photo e Evan Vucci
 
Jornal GGN - O ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong Ho, afirmou nesta segunda-feira (25) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou guerra a seu país e que, por isso, o país tem o direito de adotar contramedidas, como abater aviões norte-americanos, ainda que não estiverem em seu espaço aéreo.
 
Para Ri Young Ho, o tweet de Trump publicado neste sábado (23), em um tipo de ameaça contra o chaceler e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, de que "não estarão por perto muito mais tempo" pode signifcar uma declaração de guerra.
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Inclusão Digital

Tema

Inclusão Digital
Artigos e estudos sobre o processo de democratização do acesso às tecnologias da informação

Humanidade em retrocesso, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Grupos à direita esvaziaram o "Fora, Temer" para impedir o retorno de Lula, diz estudo

Foto: EFE

Jornal GGN - Um estudo feito por uma agência digital mostra que grupos ligados a pensamentos mais à direita decidiram esvaziar os protestos pelo "Fora, Temer" porque não querem que Lula ou o PT seja beneficiado com a deposição do atual presidente. Na visão desse nicho "azul", é melhor um governo corrupto - segundo as declarações da Lava Jato por causa da JBS - do que um governo à esquerda. O estudo ainda mostra que os movimentos de rua que pediram o Fora Temer foram majoritariamente organizados por partidos políticos e aliados. Itamar Garcez trata do assunto em artigo divulgado nesta terça (1), em Os Divergentes.

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Há opinião pública nas redes sociais digitais?, por Ana Paula Gilsogamo

Há opinião pública nas redes sociais digitais?

por Ana Paula Gilsogamo

Resumo: Este artigo se propõe a apresentar considerações e debater acerca do espaço de discussão digital, que com o avanço das tecnologias digitais, se enraizou no dia a dia das pessoas ampliando não apenas o espaço, mas a visibilidade da opinião e produção de conteúdo dos indivíduos. Sem a pretensão de esgotar o tema, neste artigo são permeados grandes teóricos, análises de dados e publicações oriundas das redes sociais visando compreender melhor a dinâmica entre os emissores e receptores de informação nesse novo sistema de comunicação, bem como o peso ainda presente da concentração de mídia e da agenda pública guiada pelos conglomerados da mídia tradicional. Isso tudo de forma a questionar o imaginário da existência de um novo indivíduo capaz de avaliação e opinião formada sobre fatos e teorias e, também, a existência e sensação da existência de uma opinião pública pura nas redes sociais.

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Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização, por Aldo Fornazieri

Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização

por Aldo Fornazieri

O impasse político-jurídico que faz de Lula um candidato e não-candidato, só será equacionado pela correlação de forças que o desdobramento da atual crise e novos eventos produzirem. Depois da indignação inicial pela condenação do ex-presidente, as forças políticas progressistas voltaram ao seu estado de letargia. Delegaram a Lula e à sua defesa a tarefa de tentar reverter a condenação. Lula, viajando pelo país e, sua defesa, trabalhando nos tribunais. A decisão do Congresso do PT de defender Diretas Já, mesma bandeira assumida pelos demais partidos de esquerda e por movimentos sociais, não se transformou em movimento de ruas. O "Fora Temer", mesmo que o presidente ilegítimo tenha apenas 5% de apoio, está circunscrito ao Congresso e às redes sociais.

Há um risco enorme em tudo isso, pois os tribunais e os juízes não estão julgando a partir da Constituição e das leis, mas a partir de suas vontades interpretativas. Com a opinião pública apática, desanimada e desmobilizada, a possibilidade da inviabilização da candidatura Lula pode se constituir em tendência dominante.

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A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais, por Nina Santos

do Comunicação & Política

A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais

por Nina Santos

As mídias sociais digitais surgem como um fenômeno novo especialmente a partir do começo do século XXI. Pelo seu caráter de novidade e por todas as potencialidades que estes meios parecem oferecer, tornaram-se objeto de inúmeras análises acadêmicas, mercadológicas ou simplesmente opinativas. Apesar de compreender a necessidade de analisar separadamente esta nova mídia, me parece que essas leituras criaram uma falsa dicotomia entre os grandes meios de comunicação[i] e estas novas mídias que é pouco produtiva para o entendimento da realidade em que eles se inserem e das possibilidades de transformá-la.

Para discutir essa questão, vou usar como ponto de partida uma pesquisa muito interessante realizada pela Fundação Perseu Abramo e intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Ela foi feita no final de 2016 e publicada em maio de 2017 e busca entender como os moradores das periferias de São Paulo concebem questões políticas tais como o papel do Estado, a meritocracia, o papel dos políticos, entre outras. Meu objetivo aqui não é discutir a pesquisa em si, mas simplesmente partir de uma questão que me ocorreu durante a leitura dos resultados dela.

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Os crimes praticados nas redes sociais e os seus direitos, por Percival Maricato

Injúria, difamação e calúnia praticadas nas redes sociais: são crimes e dão direito a indenização

por Percival Maricato

As redes sociais são algo novo, o que não isenta as pessoas de as usarem com cuidado e agirem com respeito e responsabilidade para com as outras.

Tanto como quando se está em uma reunião social, ou se pode fazer por mídias tradicionais, a injúria, calúnia ou difamação são considerados crimes e geram o direito de indenização na área cível. Injúria é chamar uma pessoa de algo que ela considera ofensivo (f.d.p. por exemplo); calunia é acusar uma pessoa de um crime que não cometeu (fulano roubo-me a carteira), difamação é afirmar que uma pessoa comete um ato desonroso (fulana trai o marido).  A calúnia é a mais grave, punido com seis meses a dois anos de detenção. Importante notar que na difamação e na injúria não se acusa a pessoa de crime, mas de algo que atinge sua honra subjetiva, reputação. E mesmo que seja verdade o dito por essa (fdp, trai o marido), a agressão será considera ofensiva, gera direito de indenizar, possível condenação penal.

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O projeto de poder do Facebook, por Renata Mielli

 
 
 
Além de violar o nosso direito à privacidade e usar de forma indevida nossos dados pessoais, agora o Facebook quer ler nossas emoções, se apropriar da nossa alma
 
Por Renata Mielli*
 
O Facebook atingiu a impressionante marca de 2 bilhões de usuários em todo o planeta. Aproximadamente 25% da população mundial está na plataforma fundada por Mark Zuckerberg. Isso deveria ser motivo de uma séria e profunda reflexão sobre o papel desta plataforma na sociedade hoje.
 
Nascido em fevereiro de 2004 para ser uma rede de relacionamento para os estudantes da Universidade de Harvard, o Facebook, em apenas 13 anos, transformou-se num dos maiores – senão o maior – monopólio privado de comunicação do mundo.
 
Ao longo desta década, a existência do Facebook teve impacto importante nos hábitos de consumo de notícias, no padrão de "relacionamento" entre as pessoas e organizações e tem crescentemente influenciado decisões políticas e eleitorais.
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Sobre Oferendas e Encruzilhadas, por Leandro Bulhões

Ilustração Jaider Esbell Macuxi

do Xapuri

Sobre Oferendas e Encruzilhadas: Nota do Doutor em História pela UnB, Leandro Bulhões

A bênção às mais velhas; a bênção aos mais velhos.

O texto que está circulando começa com “De acordo com o professor Leandro…”. Isso é perigoso porque alguém cita o meu nome, mas não fui eu quem o escreveu. Eu fiz uma fala pública e uma pessoa que me ouviu escreveu e publicou no facebook um texto associando os meus argumentos a uma espécie de “história das origens das oferendas e da macumba”. Em seguida, ela aponta outras coisas de tal modo que não é possível fazer uma separação entre um tema que foi discutido em minha fala e depois as suas considerações próprias a respeito do assunto. Na medida em que este texto viralizou, ficou parecendo que se tratava de um texto de minha autoria, mas não é o caso. Peço licença para explicar nestas próximas linhas o meu entendimento sobre o acontecido.

Na semana passada, eu participei de uma banca de defesa de trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília. Na ocasião, houve uma discussão sobre como as encruzilhadas atuais das cidades modernas são espaços de sociabilidades e de resistências. Nos semáforos, homens, mulheres e crianças, expressivamente negros e negras, realizam trabalhos diários, conseguindo dinheiro por meio da venda de doces, água, panos de prato, frutas, entre outros produtos.

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Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Gleisi: "Leis não regulam a mídia pelo interesse público, e sim pelo privado. É flagrante delito contra a democracia" (Divulgação)

da Rede Brasil Atual

OLIGOPÓLIO X DEMOCRACIA

Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Senadora Gleisi Hoffmann esteve ao lado da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), da jornalista Maria Inês Nassif e do presidente do Barão de Itararé, Altamiro Borges, para discutir liberdade de imprensa

por Redação RBA

São Paulo – "Vemos que o braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia, a concentração, o monopólio econômico da imprensa", afirmou a senadora e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, durante o 3º Encontro Estadual de [email protected] e Ativistas Digitais de São Paulo. "A estrutura de telecomunicações do Brasil vem do tempo da ditadura (1964-1965)", disse Gleisi. O debate se realizou na sede do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, no centro de São Paulo, na noite desta sexta-feira (9).

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Documento mostra manipulação do debate público nas redes sociais

redes_sociais_pixabay.jpg
 
Foto: Pixabay
 
Jornal GGN - Publicada pela equipe de segurança do Facebook, um relatório mostra algumas estratégias de manipulação do debate público nas redes sociais. Focada nas eleições dos Estados Unidos e da França, o documento fala sobre o uso de “bots”, robôs que divulgam de maneira automática e coordenada mensagens políticas.
 
Pablo Ortellado, professor da USP, salienta que o relatório da empresa também aponta a utilização de perfis falsos sofisticados, que são operados por humanos e que possuem a aparência de uma conta genuína. 
 
Ele ressalta que agências de marketing digital comercializam este tipo de serviço no Brasil, que podem atuar difundindo narrativas, atacando ideias ou candidatos ou simplesmente trabalhando para desviar o foco do debate, no caso de um tópico incômodo.

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