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Sobre Oferendas e Encruzilhadas, por Leandro Bulhões

Ilustração Jaider Esbell Macuxi

do Xapuri

Sobre Oferendas e Encruzilhadas: Nota do Doutor em História pela UnB, Leandro Bulhões

A bênção às mais velhas; a bênção aos mais velhos.

O texto que está circulando começa com “De acordo com o professor Leandro…”. Isso é perigoso porque alguém cita o meu nome, mas não fui eu quem o escreveu. Eu fiz uma fala pública e uma pessoa que me ouviu escreveu e publicou no facebook um texto associando os meus argumentos a uma espécie de “história das origens das oferendas e da macumba”. Em seguida, ela aponta outras coisas de tal modo que não é possível fazer uma separação entre um tema que foi discutido em minha fala e depois as suas considerações próprias a respeito do assunto. Na medida em que este texto viralizou, ficou parecendo que se tratava de um texto de minha autoria, mas não é o caso. Peço licença para explicar nestas próximas linhas o meu entendimento sobre o acontecido.

Na semana passada, eu participei de uma banca de defesa de trabalho de conclusão de curso na Universidade de Brasília. Na ocasião, houve uma discussão sobre como as encruzilhadas atuais das cidades modernas são espaços de sociabilidades e de resistências. Nos semáforos, homens, mulheres e crianças, expressivamente negros e negras, realizam trabalhos diários, conseguindo dinheiro por meio da venda de doces, água, panos de prato, frutas, entre outros produtos.

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Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Gleisi: "Leis não regulam a mídia pelo interesse público, e sim pelo privado. É flagrante delito contra a democracia" (Divulgação)

da Rede Brasil Atual

OLIGOPÓLIO X DEMOCRACIA

Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Senadora Gleisi Hoffmann esteve ao lado da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), da jornalista Maria Inês Nassif e do presidente do Barão de Itararé, Altamiro Borges, para discutir liberdade de imprensa

por Redação RBA

São Paulo – "Vemos que o braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia, a concentração, o monopólio econômico da imprensa", afirmou a senadora e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, durante o 3º Encontro Estadual de Blogueir@s e Ativistas Digitais de São Paulo. "A estrutura de telecomunicações do Brasil vem do tempo da ditadura (1964-1965)", disse Gleisi. O debate se realizou na sede do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, no centro de São Paulo, na noite desta sexta-feira (9).

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Documento mostra manipulação do debate público nas redes sociais

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Foto: Pixabay
 
Jornal GGN - Publicada pela equipe de segurança do Facebook, um relatório mostra algumas estratégias de manipulação do debate público nas redes sociais. Focada nas eleições dos Estados Unidos e da França, o documento fala sobre o uso de “bots”, robôs que divulgam de maneira automática e coordenada mensagens políticas.
 
Pablo Ortellado, professor da USP, salienta que o relatório da empresa também aponta a utilização de perfis falsos sofisticados, que são operados por humanos e que possuem a aparência de uma conta genuína. 
 
Ele ressalta que agências de marketing digital comercializam este tipo de serviço no Brasil, que podem atuar difundindo narrativas, atacando ideias ou candidatos ou simplesmente trabalhando para desviar o foco do debate, no caso de um tópico incômodo.

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Facebook negocia dados de jovens emocionalmente vulneráveis, por Marina Pita

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Foto: Franco Bouly

Do Intervozes

Facebook negocia dados de milhões de jovens emocionalmente vulneráveis

Uso de informações de crianças e jovens pela rede social comprova urgência da proteção dos dados pessoais

Por Marina Pita*

Há cerca de dois anos, eu e minha família recebemos a notícia de que minha mãe teria de enfrentar um tratamento para câncer. Dias depois de ter recebido a notícia, resolvi compartilhar pelo WhatsApp, com uma amiga querida que estava longe, o estado de ansiedade e apreensão pelo qual passava.

No dia seguinte, um e-mail na minha caixa de entrada informava sobre um remédio milagroso para a doença. Respirei fundo e apaguei. Coincidência ou não, o fato que é que a informação de que o assunto "câncer" estava no meu espectro de interesse poderia, sim, ser usada para fins de publicidade. A fragilidade, a vulnerabilidade, a insegurança, já descobriram os publicitários há alguns anos, são importantes impulsionadores de vendas.

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‘Perdemos capacidade de gerar previsão do sistema político’, afirma Avritzer

Crise do sistema democrático no Brasil comprometeu previsibilidade das eleições e do próprio rumo do país, ponderá cientista político 
Os cinco fatores que levaram a crise da democracia brasileira: oposição, Eduardo Cunha, interação excessiva entre Mídia e Judiciário, STF e redes sociais

 
Jornal GGN – O quadro de instabilidade política no Brasil chegou a tal ponto que os analistas mais preparados perderam completamente a capacidade de gerar previsibilidade sobre os resultados da próxima eleição em 2018 e, mais do que isso, em que condições se dará o novo pleito. A avaliação é do professor Leonardo Avritzer, durante sua participação na segunda rodada do Ciclo Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil, realizada nessa segunda (24), em São Paulo.
 
O atual coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG levantou o que chamou de cinco motivos pelos quais defende que, desde 2013, o país vive um estado de crise do sistema democrático.
 
O primeiro deles foi a oposição não ter aceitado o resultado das eleições de 2014, e uma das evidências foi a entrevista que o senador Aécio Neves concedeu ao jornal O Globo com o título “Eu fui derrotado por uma organização criminosa”, no início de novembro daquele ano. 
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Prometo não tocar no assunto, por Elika Takimoto

do Minha Vida é um Blog Aberto

Prometo não tocar no assunto

por Elika Takimoto

Fui orientada por várias editoras que entraram em contato comigo a não falar de política nas redes sociais caso queira ser uma escritora vendável. Perguntei: e sobre o que posse escrever? Disserte sobre seu trabalho, Educação, ouvi como resposta. Ou sobre os seus filhos, sugeriram.

Pois muito bem, trabalho no CEFET há dez anos como professora de física e há um ano como coordenadora. Cheguei lá pouco depois de Lula ter sido eleito presidente. No dia de minha posse, o diretor falou que ali eu não iria encontrar professores infelizes. Achei estranho, pois vinha da rede estadual e da particular onde professor que não reclama nunca havia visto.

O tempo passou. De fato, nunca vi ali professor reclamando das condições de trabalho. Vi as salas ganhando projetores multimídia e quase todas serem climatizadas. Tudo o que pedimos para que nosso laboratório de física ficasse mais moderno e atualizado conseguimos. Fiz meu doutorado com redução de carga sem redução de salário. Viajei para congressos e simpósios pelo Brasil inteiro tudo bancada pelo CEFET. Jamais, em tempo algum, lembro-me de querer fazer algo ali dentro para os alunos e para meu crescimento intelectual e ser freada.

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A manipulação da democracia através do Big Data, por Hannes Grassegger e Mikael Krogerus

Jornal GGN - A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos deixou muitos analistas surpresos, e muitos responsabilizaram as redes sociais (principalmente o Facebook) e o compartilhamento de notícias falsas como um dos fatores que levaram o magnata à Casa Branca. 
 
Entretanto, a questão é mais profunda do que parece. A Cambridge Analytica é uma empresa que trabalhou na campanha online de Trump e do Brexit no Reino Unido e trabalha com Big Data, coletando dados de usuários, estabelecendo perfis psicológicos através das informações que deixamos na rede e traçando estratégias de comunicação. 

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Insulto, logo existo, por Leandro Karnal

 
Jornal GGN - Leandro Karnal, historiador e professor da Unicamp, analisa a questão da crítica e do contraditório, se dizendo assustado com a virulência das ofensas proferidas na internet. “Há pessoas que querem fazer sucesso a qualquer preço e cimentam a estrada com palavrões”.
 
Para o colunista do Estadão, há uma vontade generalizada de classificar, mais do que entender. “Definido se o autor é X ou Y, encerra-se a discussão”, afirma, ressaltando que o talento não tem exclusividade política ou biográfica, citando os exemplos de Portinari, Jorge Amado, Jorge Luis Borges e Oscar Niemeyer, entre outros. 
 
“Tanto a maestria pode estar presente num indivíduo detestável como a mediocridade pode aflorar no mais engajado lutador dos direitos dos filhotes de foca”, diz Karnal.
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Juíza do Trabalho denunciou não só o machismo, mas o desmonte do Estado

"O projeto de descaracterização do Estado Social, com eliminação de direitos sociais, é uma realidade cada vez mais presente e perversa. E a Justiça do Trabalho está na mira desse movimento de desmanche", diz Valdete Severo

JornaL GGN - Valdete Souto Severo, juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, protagoniza uma entrevista no Sul 21, publicada nesta segunda (16), que denuncia os ataques recheados de machismo e misoginia por causa de uma decisão que prejudicou os interesses do governo do Rio Grande do Sul. Mas não só isso. A reportagem deu a Severo espaço para que ela apontasse, sem economia de palavras, a gravidade dos golpes aos direitos sociais desferidos pela gestão de Michel Temer na Presidência - que tem sido conivente com tentativas de se esvaziar a Justiça do Trabalho.

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Democracia boa é a que nos dá razão, por Romulos

"Grande sacada" da pós-verdade não é convencer, mas sim infundir dúvida no leitor 

 
 
Ou: o (enorme!) desafio de debater hoje em dia
 
Por Romulus & Núcleo Duro
 
Um post de trás para frente: primeiro a conclusão, depois o comentário e só por último a discussão.
 
*
 
A “conclusão” (inconclusiva!)
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Conserino, o promotor, ataca Lula em redes sociais

Jornal GGN – Cássio Conserino, controverso promotor que indiciou o ex-presidente Lula e Dona Marisa Letícia por “suspeita” de terem sido “beneficiários de vantagens ilícitas” na reforma do fatídico tríplex da OAS, no Guarujá, e na guarda de bens, oferece sua imagem nas redes sociais para mais uma trapalhada.

Conserino usou sua conta no Facebook para atacar Lula, chamando o ex-presidente de “encantador de burros”. Como promotor, Conserino deveria saber que expor suas preferências políticas nas redes é um ato pouco inteligente, já que é público e o expõe como acusador por motivos outros que não a lei.

Lei a matéria do Conjur a seguir.

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2016, o ano em que o Brasil se apequenou, por Francis França

Por Francis França

No DW Brasil

O Brasil começou o ano de 2016 em uma profunda crise política e econômica e vai sair dele ainda mais frágil. A tão esperada recuperação da economia deve ficar para 2018, e o combate à corrupção parece não ter pressa, enquanto os poderes preferem trabalhar em causa própria.

Os ajustes para recuperar a economia brasileira poderiam ter sido feitos já no início do ano, mas o Congresso estava mais interessado em derrubar a presidente. Os primeiros oito meses foram tomados pelo processo de impeachment, até o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, em 31 de agosto.

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Exclusivo: Nicolelis alerta para as crises política e da razão humana

Neurocientista avalia crise política, papel do Estado como indutor da ciência, o imperialismo norte-americano na internet e os efeitos do cyber mundo sobre a capacidade de reflexão
 
 
Jornal GGN - Na Sala de Visitas com Luis Nassif, uma entrevista exclusiva com o neurocientista Miguel Nicolelis.
 
No início dos anos 2000, Nicolelis foi listado entre os vinte maiores cientistas do mundo, pela revista "Scientific American". O brasileiro foi responsável pela descoberta do sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por sinais cerebrais. Em 2014, a revista The Verge (premiada cinco vezes pela International Academy of Digital Arts and Sciences) apontou o achado da equipe de Nicolelis entre os maiores destaques cientificos daquele ano, retratando o neurocientista entre as 50 personalidades mundiais. 
 
Nicolelis recebeu nossa equipe na sede do Projeto Andar de Novo, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Durante a entrevista, que durou um pouco mais de 50 minutos, ele falou do projeto educacional que incentiva a produção científica de crianças na periferia de Natal, tocado pelo Instituto Internacional de Neurociências - Edmond e Lily Safra (IINN), avaliou o desenvolvimento no Brasil, elogiando o programa Ciências Sem Fronteiras e seu impacto na auto estima de estudantes brasileiros que encontrou em outros países, além da necessidade de uma política pública de descentralização da ciência e tecnologia no país, hoje concentrada na região Sudeste.
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‘Internet molda o cérebro das pessoas’, diz Nicolelis

Neurocientista teme sincronização de cérebros, que poderá reduzir características humanas como solidariedade e empatia 
 
Jornal GGN – Testes apontam que a internet, o meio de comunicação mais veloz já existente, está moldando o cérebro das pessoas, fazendo com que a razão humana funcione com características do mundo digital.
 
O grande problema nesse processo é que, ao mimetizar o funcionamento dos computadores, a humanidade tende a perder peculiaridades analógicas de empatia, solidariedade e respeito à opinião alheia. O alerta é do neurocientista Miguel Nicolelis, feito em entrevista exclusiva, que você poderá acompanhar na íntegra, quarta (28), aqui no GGN
 
Segundo o pesquisador, as mentes de bilhões em todo o mundo podem estar sendo moldadas pela imersão contínua no mundo virtual. “As pessoas estão cada vez mais se comportando como se fossem máquinas”, reforça, afirmando que é capaz de provar como isso acontece:  
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F..., diz nas entrelinhas o Palácio do Planalto

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