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Todos os 5 delatores de Vaccari foram poupados por Moro e estão soltos

Sergio Moro garantiu regime aberto aos réus colaboradores que ajudaram a condenar João Vaccari Neto em 2015. Ex-tesoureiro do PT foi absolvido em segunda instância por falta de provas correspondentes às delações  
 
 
Jornal GGN - Pedro Barusco, Augusto Mendonça, Eduardo Leite, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Esses cinco delatores da Lava Jato têm algo em comum: todos foram poupados pelo juiz Sergio Moro por terem sido os responsáveis pela condenação de João Vaccari Neto a 15 anos de prisão, em setembro de 2015. Eles estão em regime aberto, graças ao acerto com o Ministério Público Federal, enquanto Vaccari está preso há mais de dois anos em Curitiba, assistindo à proliferação de denúncias contra si.
 
A sentença de Moro foi derrubada em segunda instância nesta terça (27). Por 2 votos a 1, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região entenderam que o simbolo da Lava Jato admitiu delação sem provas correspondentes contra Vaccari.
 
O petista foi acusado pelos procuradores de Curitiba de ter recolhido propina em cima de contratos da Petrobras, na forma de doação oficial ao partido. O esquema na estatal envolvia as direitorias de Serviços, de Renato Duque, de Engenharia, de Pedro Barusco, e de Abastecimento, de Paulo Roberto Costa.
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Vaccari é absolvido em 2ª instância, após ser condenado "sem provas" por Moro

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro e os procuradores de Curitiba sofreram uma derrota em segunda instância, na tarde desta terça (27). Por dois votos a um, os desembargadores da 8ª do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) apontaram que Moro condenou o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apenas com base em delações premiadas, ou seja, sem provas que sustentassem as denúncias da Lava Jato.
 
Vaccari, que está preso desde abril de 2015, foi sentenciado a 15 anos e quatro meses de prisão por operar o pagamento de R$ 4,2 milhões em propina ao PT, a partir de contratos da Petrobras com o Consórcio Interpar, e por meio da diretoria de Serviços e Engenharia, então comandada por Renato Duque.
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"Vai ser curioso ver petistas votarem contra a denúncia de Temer", diz Helena Chagas

Foto: Beto Barata/PR
 
 
Jornal GGN - A jornalista Helena Chagas publicou artigo em Os Divergentes, nesta segunda (26), apontando que parte da bancada do PT deve votar contra a denúncia da Lava Jato contra Michel Temer porque, segundo as últimas pesquisas Datafolha, Lula vem crescendo em cima do desgaste do atual presidente.
 
"Vai ser muito, muito curioso mesmo, ver os petistas, em sessão aberta e televisionada da Câmara, votarem contra a denúncia de Michel Temer", disse.
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Crise de Temer aumenta popularidade do PT

Pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo revela aumento de popularidade da sigla atingindo 18% das preferências contra 5% de PSDB e PMDB 
 
Gleisi Hoffmann Foto: Lula Marques/Agência PT
Senadora Gleisi Hoffmann quando eleita nova presidente do PT Foto: Lula Marques/Agência PT
 
Jornal GGN - Uma pesquisa do Datafolha publicada neste domingo (25) pela Folha de S.Paulo revela que o PT atingiu sua maior popularidade desde a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015, e continua sendo o partido favorito para 18% da população, a frente de PSDB e PMDB que aparecem empatados com 5%.
 
A popularidade do Partido dos Trabalhadores impressiona em meio aos ataques de credibilidade que sofre desde o processo do Mensalão, que ocorreu entre 2005 e 2006 e, mais recentemente, a Lava Jato. Entretanto, a crise que atingiu o governo de Michel Temer pode explicar o aumento de fluxo popular em favor dos petistas – ainda segundo o Datafolha, apenas 7% dos brasileiros consideram o atual presidente ótimo ou bom, registrando o menor índice desde a gestão José Sarney, datada de setembro de 1989.
 
Por outro lado, o levantamento do Datafolha aponta que a crise política ainda prevalece com 59% dos entrevistados afirmando que não se interessam por nenhum partido. Apenas seis partidos receberam pontuações na pesquisa do instituto, além do PT, PSDB e PMDB. Foram eles: PSOL, PV e PDT, que tiveram, cada um, apenas 1% da preferência na pesquisa.
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Presidente do Conselho de Ética arquiva cassação de Aécio e PT vai recorrer

Foto: George Gianni/PSDB

Jornal GGN - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB), alegou que não há elementos suficientes para tentar cassar o mandato de Aécio Neves (PSDB) a reboque das acusações da Lava Jato e decidiu arquivar o processo. 

Aécio foi denunciado ao Conselho após a delação da JBS revelar que o tucano pediu e recebey R$ 2 milhões de Joesley Batista. O montante foi entregue em 4 malas ao primo de Aécio, Frederico Pacheco. Parte dele, segundo a investigação da Polícia Federal, entrou em empresa da família do senador Zezé Perrella, numa possível operação de lavagem de dinheiro.

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Expandiram-se demais as investigações, além dos limites, dispara Gilmar

Jornal GGN - Ministro do Supremo Tribuna Federal, Gilmar Mendes disse que as investigações da Lava Jato "expandiram-se demais, além dos limites". A avaliação foi feita durante um evento do Grupo Lide em Pernambuco, na noite de segunda (19). Na palestra, gravda e disponível no Youtube, Gilmar deixa claro que sua opinião está relacionada às apurações que envolvem juízes, o presidente Michel Temer e aliados. 

"Qual o objetivo do inquérito [contra os ministros Marcelo Navarro e Francisco Falcão , do Superior Tribunal de Justiça]? Vai levar a uma conclusão que mostra um ilícito? Não. O objetivo é constranger o juiz, o tribunal e a magistratura! Expandiu-se demais as investigações, além dos limites. Abre-se inquérito para saber coisas que já se sabe de plano, mas o objetivo é impor medo nas pessoa, desacreditá-las", disse Gilmar.

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Com fim de prazo para Lula, quanto tempo até a sentença de Moro sobre o triplex?

Quando há petistas sentados no banco dos réus, Sergio Moro costuma dar a sentença condenatória em menos de 2 semanas

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - Termina nesta terça (20) o prazo para a defesa de Lula apresentar as alegações finais sobre o caso triplex. Há uma expectativa em torno de quanto tempo levará até que o juiz Sergio Moro emita decisão condenando ou absolvendo o ex-presidente. Levantamento do GGN mostra que, quando há petista sentado no banco dos reús, o magistrado de Curitiba costuma decidir em menos de 2 semanas. De 10 sentenças analisadas, seis enquadram-se nesse intervalo. Disputado por eventos empresariais, acadêmicos e político-partidários, Moro sempre leva em consideração se há prisão preventiva dos denunciados para acelerar o processo.

O ex-tesoureiro João Vaccari Neto foi um dos que recebeu a punição - 8 anos de encarceramento - rapidamente. Entre o fim do prazo para as alegações finais e o momento em que Moro recebeu os autos conclusos para decisão, passaram-se apenas 3 dias. Na mesma sentença, de 227 páginas, o juiz condenou também Renato Duque, considerado o operador do PT dentro da Petrobras, a 20 anos de prisão.

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Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

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PT quer dialogar com PSDB para afastar Temer


Foto: Agência Congresso
 
Jornal GGN - A oposição no Congresso encontrou espaço para dialogar com o PSDB, em um pedido por Diretas Já. A informação de uma possível aproximação correu os bastidores da política, após o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), afirmar que vai procurar deputados descontentes da sigla.
 
"Vamos tentar falar com eles (tucanos) para um acordo sobre eleições diretas. Nosso objetivo é tirar o Temer", teria dito Zarattini, segundo reportagem do Estadão. O sinal foi manifestado após a declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 
Cardoso pediu que Michel Temer tenha um "gesto de grandeza" e antecipe as eleições presidenciais. "Não havendo aceitação generalizada de sua validade, ou há um gesto de grandeza por parte de quem legalmente detém o poder pedindo antecipação de eleições gerais ou o poder se erode de tal forma que as ruas pedirão a ruptura da regra vigente exigindo antecipação do voto", disse FHC ao jornal O Globo.
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Gleise acusa governo Sortori de violência e abuso policial

Em nome da presidência do PT, senadora denuncia brutalidade na reintegração de prédio público da ocupação Lanceiros Negros

BM usa força para desocupar prédio no Centro de Porto Alegre
Foto: MARIANA CARLESSO/JC - Jornal do Comércio

Jornal GGN - Uma ação de reintegração de posse realizada no centro de Porto Alegre, de um prédio habitado por 35 famílias, a pedido do próprio Estado do Rio Grande do Sul, alegando ser o proprietário, terminou com a detenção do deputado estadual petista Jeferson Fernandes que foi algemado e preso, junto com outros ativistas da luta pelos direitos humanos e sociais, soltos algumas horas depois.

Quem acolheu o pedido do Estado de Porto Alegre foi a juíza Aline Santos Guaranha, da 7ª Vara da Fazenda Pública, na segunda-feira, permitindo que a reintegração fosse cumprida a qualquer momento. A ordem foi executada pela Brigada Militar, nessa quarta-feira (14) às vésperas do feriado. A tropa de choque utilizou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conseguir desmobilizar a resistência dos moradores da ocupação Lanceiros Negros.

Segundo informações do jornal Zero Horas, a ação policial começou por volta das 19h, enquanto ocorria uma audiência pública sobre a ocupação no plenarinho da Assembleia Legislativa. Em noda de repúdio contra a reintegração e a violência policial, a presidente do PT e senadora, Gleise Hoffman, destacou que as 35 famílias ocupavam o prédio desde 2015, denunciando entre os graves abusos, além da própria truculência da tropa de choque, o despejo de crianças e a falta de diálogo do governador Ivo Sartori, não abrindo negociação com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Leia a seguir a nota na íntegra.
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O "Grande Acordo" é o nó górdio do Brasil, por Aristóteles Coelho

No país, a expressão "Grande Acordo"  não goza de boa reputação, pois quase sempre traduz varrer a sujeira para baixo do tapete
 
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Por Aristoteles Coelho
 
 
Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.
 
Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.
 
Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.
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“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação", afirma Dilma Rousseff

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Foto: Roberto Parizotti/CUT

Do Página 13

Entrevista exclusiva: Dilma Rousseff sem censura, ou quase

“A pauta política dominante é machista, fundamentalista e tende à regressão”

“Não percebi a aversão das classes enriquecidas a pagar qualquer parte da crise”
 
“Fomos ingênuos em relação aos meios de comunicação. São antidemocráticos!”

A financeirização da economia envolve a tal ponto o capitalismo brasileiro, na atualidade, que a queda da taxa de juros deixou de ser interessante até mesmo para o setor produtivo da burguesia nativa. “Todas as grandes empresas brasileiras têm uma variante bancária chamada tesouraria, na qual a parte financeira é, progressivamente, mais significativa que a parte produtiva. A financeirização faz isso em qualquer país. Mas no Brasil, além disso, tem um ganho maior, que é derivado de serem sócios da rolagem da dívida pública”. A avaliação é da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista exclusiva concedida a Esquerda Petista em 13 de fevereiro último, no seu modesto apartamento em Porto Alegre.

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Miriam Leitão colheu o que a Rede Globo plantou, aponta presidente do PT

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Foi com um toque de acidez que a nova presidente do PT, senadora Gleisi Hofmann, emitiu nota sobre o episódio de constrangimento em um vôo da Avianca relatado pela jornalista Miriam Leitão, destacando o papel da Rede Globo na criação de uma atmosfera hostil em função de questões políticas. Gleisi apontou que Miriam colheu o que a emissora para a qual trabalha plantou.
 
No jornal O Globo, Miriam relatou que foi hostilizada, há mais de 10 dias, por delegados do PT que viajavam a Brasília para o Congresso nacional da legenda. Ela chegou a dizer que empurraram sua cadeira e a citaram nominalmente pelo "ódio" ao seu trabalho.
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A bolinha de papel de Mirian Leitão

Não gosto de me meter em brigas de jornalistas. Mas o episódio abaixo teve intenções políticas óbvias, que transcendem as meras quizílias corporativas.

Estamos em plena era das redes sociais. Hoje em dia, celulares captam PMs assassinando pessoas em ruelas escuras, políticos sendo escrachados na rua, em casa, em aviões. Um funcionário da United foi filmado retirando um passageiro do avião.

Segundo a jornalista Mirian Leitão, no dia 3 de junho, ou seja, dez dias atrás, ela foi escrachada em um avião da Avianca por um grupo do PT. Segundo Mirian, não foi uma manifestação qualquer, foram duas horas (!) de ofensas.

"Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.

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O embate entre Haddad e Dilma que levou ao fracasso do plano petista em SP

Neste artigo à Piauí, professor da USP explica em detalhes como sua intenção de ficar oito anos à frente da prefeitura de São Paulo foi naufragada pela colega de partido
 
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 

Eu já havia trabalhado com Dilma Rousseff por um ano, ao longo da transição do Ministério da Educação para Aloizio Mercadante. Conhecia seu estilo tanto como ministra-chefe da Casa Civil quanto como presidenta da República. E, ao contrário do que se diz dela, que é “democrática” no tratamento duro que dedica aos subordinados, eu diria até que sempre me tratou com consideração. Em dezembro de 2012, ainda antes de minha posse no Edifício Matarazzo, fui a Brasília para aquela que seria a nossa primeira audiência de trabalho após minha eleição como prefeito de São Paulo.

Em um contato rápido que havíamos tido na manhã seguinte ao segundo turno, eu já havia insinuado à presidenta que entendia que o governo federal deveria tratar São Paulo de maneira singular, em função de sua importância. Ela então me olhou com um sorriso irônico, como quem diz “Não me venha querer levar vantagem”. Pensando em retrospecto, creio que a relação de Dilma com São Paulo nunca se resolveu completamente.
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