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Romero Jucá, o tricoteiro de quatro agulhas

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Uma das estrelas da Lava Jato, Jucá é recordista (ao lado de Aécio Neves) nos pedidos de inquérito da nova fase da investigação (Foto: PMDB)

Da Agência Pública

 
Presidente do PMDB, principal articulador de Michel Temer no Congresso e uma das estrelas da Lava Jato, Romero Jucá defende uma transição no lugar do extermínio da classe política encurralada pelo maior escândalo de corrupção da história
 
por Lucas Ferraz 

O senador Romero Jucá Filho é um homem ligeiro, com um quê de hiperatividade, que veste sempre ternos bem cortados. A gravata costuma ser um modelo slim que o deixa com uma aparência mais jovem que os seus 62 anos. Tem os olhos ariscos. Ao longo dos anos, ele desenvolveu uma particular habilidade de falar ao mesmo tempo com diferentes interlocutores sobre os mais variados assuntos.

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Pobres pagam "preço amargo" de "soluções superficiais" no Brasil, diz Papa a Temer

Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
 
Jornal GGN - Além de recusar o convite de Michel Temer para visitar o Brasil, o papa Francisco chamou a atenção do presidente da República de que os problemas brasileiros, "sobretudo com os mais pobres" que "pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais", vão "muito além da esfera meramente financeira".
 
As afirmações foram colocadas em uma carta do papa Francisco a Temer, negando o convite do mandatário, no fim de 2016, que convidava o líder da Igreja Católica a participar das celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, que serão comemorados neste ano. O Papa afirmou que não poderia visitar o país devido a sua intensa agenda.
 
Na correspondência, o papa deu outros recados a Temer. Disse que está "rezando pelo país" e que acompanha "com atenção" os acontecimentos da maior nação da América Latina. Em clara referência às tentativas de aprovação das reformas, como a da Previdência, a Trabalhista, além do próprio Teto dos Gastos já em vigor, o Pontífice afirmou que "não se pode confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".
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Temer deve ser investigado por pedido de propina, diz PSOL ao STF


Fotos públicas
 
Jornal GGN - Apesar de ser proibido de ser responsabilizado por "atos estranhos ao mandato", o presidente da República não está isento de investigação. É o que diz a própria Constituição Federal, que no parágrafo 4º do artigo 86 impede apenas que o mandatário se torne réu em ação penal por crimes não relacionados ao mandato. Com base nesse argumento, o PSOL entrou com um recurso contra a decisão do ministro Edson Fachin, que arquivou inquérito contra Michel Temer (PMDB).
 
O partido entrou com um agravo regimental contra o despacho do ministro, que é relator no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas ações referentes à Operação Lava Jato na última instância. No documento, Fachin decidiu arquivar o pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República contra o peemedebista.
 
O nome de Temer aparece em diversos depoimentos de executivos e ex-executivos da Odebrecht, como um dos políticos a receber e a articular pedidos de propinas e caixa 2 para financiar as campanhas do PMDB. No que se tornou um dos mais conhecidos, o depoimento de Marcio Faria, ex-executivo da empreiteira, afirmou que o então candidato a vice-presidente na chapa com Dilma Rousseff organizou a reunião que pediu propina à empreiteira, em 2010.
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Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato: Leia mais »

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Temer sinalizou que teria Dilma no seu colo, com ajuda de Cunha e Alves

Fala ocorreu em acerto de uma das maiores porcentagens de propinas já pagas pela Odebrecht a partidos e políticos, que resultou em US$ 40 milhões para as campanhas do PMDB em 2010
 

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando Michel Temer, então candidato a vice de Dilma Rousseff pela primeira vez, em 2010, pediu 40 milhões de dólares de propina para campanhas do PMDB, em uma das maiores porcentagens já pagas pela Odebrecht a políticos por contratos da Petrobras (5%), o peemedebista sinalizou que teria a petista em seu colo, com a ajuda dos então deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, em caso de dificuldades para atender a interesses do PMDB.
 
A descrição de impacto ocorre aos 17 minutos da delação em detalhes do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria, à Procuradoria Geral da República, liberada à público nesta semana. O delator trouxe aos procuradores a descrição acurada de episódios em que o PMDB, por meio da Diretoria Internacional da Petrobras, obteve altas porcentagens de propinas em contratos fechados pela Odebrecht.
 
O primeiro relatado naquela audiência foi de outubro de 2010, quando a Odebrecht assinou um contrato de 825 milhões de dólares para o projeto do PAC SMS, que abarcava nove países. "Este contrato, desde o início, foi dirigido para nós [Odebrecht], a verdade foi essa. Meses antes disso, o Rogério [Santos de Araújo, um de seus funcionários] foi procurado por um gerente da Internacional da Petrobras, de nome Aluísio Telles, que procurou, perguntou o nosso interesse, que estava disposto a ajudar, evidentemente em troca de propina". 
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Delator narra pedidos de propina pelo PMDB desde governo FHC


Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - O envolvimento direto de Michel Temer no acerto de caixa dois e repasses da Odebrecht às campanhas do PMDB, em 2014, ganhou mais um capítulo. Em delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Odebrecht José de Carvalho Filho, narrou detalhes de como operacionalizou o pagamento de R$ 10 milhões ao assessor e amigo pessoal do presidente, José Yunes. 
 
Carvalho detalhou que as reuniões com Padilha para tratar de contratos da Odebrecht ocorriam desde 1997. Em uma dos primeiros encontros, o delator conta um pedido de Eliseu de R$ 2 milhões ao partido, logo após a assinatura de um contrato obtido pela empreiteira, relacionado a obras no Tocantins, quando o político era ministro dos Transportes, no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000.
 
Padilha, contou o delator, recebeu R$ 2 milhões para "ajudar nos custos da campanha do PMDB no país naquele ano", período de eleições, acrescentou. Nesse primeiro acordo, o interlocutor que teria recebido o montante pelo PMDB foi Edgar Santos, ligado à sigla.
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Preocupado com "Fora, Temer" nas redes sociais, governo paga R$ 17 milhões a agência

Em São Paulo, 2º ato #ForaTemer, em maio de 2016
Em São Paulo, 2º ato #ForaTemer, em maio de 2016 - Foto: UNE
 
Jornal GGN - Preocupado com as repercussões "fora, Temer" que geram, inclusive, as mobilizações contra o governo do atual presidente da República, a Secretaria de Comunicação resolveu repassar R$ 17,6 milhões a uma agência, em 2016, para vigiar o que a população fala nas redes sociais.
 
Se, por um lado, o Marco Civil da Internet de 2014 assegura que postagens e dados pessoais públicos na internet não podem ser usadas sem o "consentimento livre, expresso e informado", por outro não há suficiente regulamentação para se se enquadrar como ato ilegal ou crime, uma vez que se tratam de informações públicas. 
 
A agência é contratada desde 2015 pelo governo federal para fazer o serviço de processamento e análise de dados. A Isobar Brasil é uma das agências de publicidade mais reconhecidas no país pelo serviço digital e especializada em internet. Com cinco escritórios, em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, recebe premiações e reconhecimentos periodicamente.
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Após recuos na Previdência, Temer aumenta pressões e dissidências

Foto: Beto Barata/PR - Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Diante dos sinais de instabilidade junto à base do governo na Câmara e no Senado, o próprio presidente Michel Temer abriu mão de articuladores e assumiu as negociações para a aprovação da Reforma da Previdência. O gesto ocorre imediatamente após ceder e acatar a modificação de cinco itens do projeto original.
 
O leve recuo ocorreu na última semana, imediatamente após o jornal Estado de S. Paulo publicar um levantamento que mostrava a rejeição já de 251 deputados à proposta. O número era suficiente para barrar a mudança nas regras das aposentadorias.
 
Ainda na quinta-feira (06), o mandatário autorizou o relator da reforma na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), a modificar alguns itens do projeto, entre eles, as regras para a aposentadoria rural e o benefício de prestação continuada a portadores de deficiência física. Por outro lado, manteve firme a proposta de uma idade mínima.
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Lula e Doria nas incertezas de 2018, por Aldo Fornazieri

Lula e Doria nas incertezas de 2018

por Aldo Fornazieri

Por mais que José Dirceu possa ter errado, não há como negar-lhe muitos méritos. Junto com Lula, foi o artífice do fortalecimento do PT e da construção das condições para que o partido chegasse ao governo. Na última semana, Dirceu emitiu um forte alerta: a possibilidade de Lula ser preso ou de ser inviabilizado juridicamente de concorrer às eleições de 2018. Até agora não surgiram elementos substantivos que possam justificar a sua prisão. Mas existe uma nova estrada de espinhos nas andanças do ex-presidente, apontada por Dirceu: a delação premiada de João Santana e Mônica Moura. Como a delação ainda não veio a público, fica na conta do imponderável.

O PT tem tratado a candidatura Lula como bala de prata que estará disponível em 2018. Dadas as incertezas dos cenários, o mais apropriado seria que o partido abrisse mais seu leque estratégico para não ser surpreendido se acontecimentos adversos se tornarem efetivos. Se o recuo no lançamento da candidatura Lula foi acertado, o que parece não existir é uma articulação necessária de forças para defender Lula e o direito dele concorrer  como uma questão central da restauração da ordem democrática.

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Temer coloca o Brasil na rota do apartheid social, por Renan Truffi


Foto: Beto Barata/ PR

Por Renan Truffi

Da CartaCapital

A terceirização é boa para o empresariado, mas pune o trabalho

Quando foi apresentado na Câmara dos Deputados há quase 20 anos, o Projeto de Lei nº 4.302, de 1998, tinha o objetivo principal de alterar a legislação do trabalho temporário urbano no Brasil, mas também sugeria mudanças na prestação de serviços terceirizados.

Depois de ser aprovado na Câmara, em 2000, e no Senado, em 2002, foi alvo de um pedido de arquivamento por parte do ex-presidente Lula, em 2003. Deveria ter sido arquivado, mas ficou nas gavetas do Congresso Nacional até ser ressuscitado e aprovado de forma definitiva no dia 22 de março. 

Michel Temer deu, por fim, contornos finais ao episódio. No anoitecer da última sexta-feira 31, o peemedebista sancionou o projeto, enquanto milhares de pessoas protestavam, simultaneamente, contra o governo em várias cidades do País, e poucas horas após a popularidade do presidente cair para 10% de aprovação, de acordo com pesquisa do Ibope contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Alckmin está preocupado com possibilidade de PSDB apoiar "reeleição" de Temer

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O governador Geraldo Alckmin, que sonha em ser candidato do PSDB a presidente da República em 2018, está preocupado com a possibilidade de ver o partido ser conduzido por Aécio Neves a apoiar a "reeleição" de Michel Temer. 
 
Segundo informações de Mônica Bergamo, nesta sexta (7), a equipe de Alckmin esboçou vários cenários para 2018 e, em um deles, Aécio, comprometido pela Lava Jato, aceita dar apoio a Temer, que seria o candidato do PMDB. Em troca, Aécio teria amplo espaço no governo e ainda poderia indicar o candidato a vice-presidente da chapa.
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Com insatisfação de Renan, Temer tenta evitar contaminação da base

Foto: Marcelo Camargo/ Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Após o avanço de Renan Calheiros (PMDB-AL) em uma ruptura com o governo do mandatário peemedebista, visando já o pleito de governabilidade de 2018, Michel Temer tenta se reaproximar do senador. 
 
Renan, por sua vez, deu o recado em entrevista à TV Ponta Verde, de Maceió: "ainda", ainda não rompeu com Temer, mas deixou claro que não está do seu lado dentro do PMDB. "O rompimento [com o Temer] ainda não. O que está ficando claro são posições diferentes do PMDB e do governo", afirmou o parlamentar nesta terça-feira (04).
 
Continuando: "Conversei com o presidente Temer várias vezes, e ele chegou a perguntar se a agilização do julgamento [da chapa Dilma-Rousseff-Temer] do TSE iria ajudar na devolução da legitimidade. E eu disse: 'Sinceramente, acho que não. Acho que o que vai devolver a legitimidade perdida é acertar a mão, escalar melhor, jogar para frente'. Do jeito que está, está parecendo com a seleção do Dunga --e não precisamos mais do Dunga, precisamos do Tite para nos levar a um porto seguro."
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Moraes suspende buscas em gabinete de deputada peemedebista


Foto: Rosinei Coutinho/STF
 
Jornal GGN - Em um de seus primeiros despachos como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro de Michel Temer, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão de uma busca e apreensão feita no último mês pela Polícia Federal no gabinete da deputada peemedebista Simone Morgado (PA), esposa do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).
 
O pedido partiu diretamente pela Câmara dos Deputados, afirmando que a medida liminar não poderia ser ordenada por um juiz de primeira instância. No recurso, a Câmara destacou que a tarefa de diligências nas dependências do Congresso cabe apenas ao STF, instância responsável por julgar detentores de foro privilegiado.
 
Na decisão, Moraes concordou com os argumentos e foi além. Disse que um deputado não pode se "submeter à persecução penal e às medidas acautelatórias" de um juiz. 
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"Nenhum de nós somos noviços", diz relator sobre tentativa de Temer de alongar ação

O TSE aceitou conceder o prazo de cinco dias para as defesas de Dilma e Temer apresentarem as alegações finais e ouvir mais quatro testemunhas no processo
 
 
Jornal GGN - "Nós não podemos transformar este processo em um universo sem fim. Não há a necessidade de nós não dizermos o que está por trás de tudo isso. Nós temos que evitar a procrastinação. Aqui neste processo não é para ouvir Adão e Eva e possivelmente a serpente", afirmou o relator do processo de cassação da chapa Dilma e Temer, logo no início da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta manhã (04), em claro aviso sobre a tentativa do mandatário de prolongar o julgamento.
 
"Aqui nós não somos, nenhum de nós, noviços e nem os brasileiros todos que estão sentados aqui e os milhões que estão lá fora. Nós sabemos exatamente o que está diante de nós", completou Benjamin, afirmando aos demais ministros do Plenário que o julgamento já começou, e que não se trata mais de analisar se é procedente ou improcedente a ação. 
 
A discussão logo na abertura da sessão para decidir se mais testemunhas serão ouvidas e se serão atendidos os pedidos das defesas de Dilma Rousseff e de Michel Temer, de maior tempo para analisar os depoimentos da Odebrecht, que foram levantados os sigilos às defesas no período de três dias. 
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O fator Rede Globo - epicentro do Golpe, por Alexandre Tambelli

O fator Rede Globo - epicentro do Golpe

por Alexandre Tambelli

Comentário ao post Xadrez do TSE e dos zumbis da política

Penso eu que se a Rede Globo comandar a derrubada do Temer pode não haver eleição direta por tempo indeterminado.

Tenho um posicionamento sobre os passos seguintes do Golpe. Coloco aqui.

Precisamos ter uma clareza, a Rede Globo (epicentro do Golpe) não puxou, ainda, o Fora Temer por dois motivos principais:

1) As reformas neoliberais desejadas não foram aprovadas por completo: Previdência, Trabalhista, Terceirização Irrestrita e a venda/entrega total a preço de banana da Petrobrás e dos campos do Pré-Sal e demais privatizações ainda precisam se completar;

2) No atual estágio da realidade brasileira a Rede Globo está sem um palanque para chamar de seu. Precisa montar um palanque antes de chamar o seu povo às ruas para legitimar a queda de Temer! e o Pós-Temer por ela desejado!

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