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Impeachment comprado deve ser anulado, diz Dilma

Foto: Ricardo Stuckert Filho

Jornal GGN - As páginas oficiais da presidente deposta Dilma Rousseff agora promove uma campanha que registra as notícias sobre a compra de votos orquestrada por Eduardo Cunha para garantir o impeachment.

A defesa da ex-presidente enviou ao Supremo Tribunal Federal a delação em que Lúcio Funaro admite que foi o operador financeiro do esquema que derrubou a petista através de um golpe parlamentar.

Em nota divulgada nesta terça (17), Dilma diz que os deputados foram subordados para garantir voto a favor do processo por crime de responsabilidade. "Muita gente sabia, mas na época ficou por isso mesmo. Hoje, ninguém tem mais motivo para ignorar: o impeachment foi resultado de propina", disparou.

O informe ainda defende que "impeachment comprado tem que ser anulado" e incita o Supremo a se manifestar sobre o assunto. A ação que pede a reversão do impeachment está nas mãos de Alexandre de Moraes.

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PF busca conexão de Lúcio Vieira Lima aos R$ 51 milhões


Foto: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - A Polícia Federal realizou uma Operação de buscas no gabinete e na casa do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro e ex-assessor de Temer, Geddel Vieira Lima, na manhã desta segunda-feira (16). Como desdobramento da Cui Bono, é a primeira operação deflagrada a pedido da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
 
Os alvos dos investigadores foram o gabinete do peemedebista no 6º andar da Câmara dos Deputados e a sua residência em Salvador, Bahia. O apartamento de Lúcio é ao lado do de seu irmão Geddel, que está preso desde setembro na Papuda, Distrito Federal.
 
O assessor de Lúcio e atuante também para Geddel, Job Ribeiro Brandão, também foi alvo da Operação de hoje, sob a suspeita de atuar como laranja do parlamentar. A ação é relacionada aos R$ 51 milhões encontrados pela PF em um apartamento em Salvador, usado como uma espécie de "bunker" do dinheiro atribuído a Geddel.
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STF não pode "continuar acovardado" após saber da compra do impeachment, diz deputado

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O deputado federal Paulo Pimenta (PT) usou as redes sociais para se manifestar sobre a delação de Lúcio Funaro sobre o uso de recursos da JBS, por Eduardo Cunha, para comprar votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Na visão de Pimenta, a revelação impõe alguma atitude ao Supremo Tribunal Federal, que permaneceu "acovardado" diante do golpe. "STF não pode continuar acovadado diante dos fatos", disparou.
 
Para Pimenta, as informações de Funaro ainda complicam a situação do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. "Janot e o STF foram decisivos para que Dilma fosse afastada e Temer assumisse. Funaro revelou que eles sabiam de tudo e ficaram calados", disse.
 
Poucos dias antes de deixar o posto, Janot se manifestou no processo movido por Dilma para anular o impeachment. Um dos argumentos utilizados pela presidente deposta era o fato de Cunha ter praticado desvio de função, ou seja, deflagrado a ação por improbidade administrativa por vingança pessoal e para colocar o PMDB no poder, com o intuito de frear a Lava Jato.
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Delação sobre esquema de Temer nos portos é recheada de "eu acho" e "ouvi dizer"

Foto: Lula Marques/Folhapress
 
 
Jornal GGN - Não será de se estranhar se num futuro não muito distante a denúncia contra Michel Temer em função do escândalo dos portos for desacreditada até mesmo pelo Judiciário ou próprio Ministério Público Federal. Já aconteceu em outras vezes, quando a delação aceita revelou-se, posteriormente, um amontoado de palavras sem provas correspondentes. É o que acontece com os relatos de Lúcio Funaro sobre Temer e os favorecimentos à empresa Rodrimar.
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Juiz federal revalida parte do acordo de leniência da J&F


Foto: Divulgação

Da Agência Brasil

Por Ivan Richard Esposito 

Um mês após suspender o acordo de leniência da J&F para fins criminais, o juiz federal Vallisney de Souza, da 10ª Vara Federal em Brasília, decidiu nesta quarta (11) revalidar parte do acordo firmado em junho pelo grupo e a Procuradoria da República no Distrito Federal.

Na decisão, Vallisney diz que a sustação do acordo poderia prejudicar o andamento de investigações relativas à Operação Greenfield, que apura um esquema de desvio em fundos de pensão de empresas estatais, e a Lava Jato, além de atrasar o processo de pagamento de indenizações.

“A sustação dos efeitos da homologação pode prejudicar de fato a própria verdade real que se quer buscar com as investigações e processos criminais na Operação Greenfiels, Cui Bono (Lava Jato) e Sépis, pelo fato de que possíveis aderentes pessoas naturais podem vir a ser testemunhas ou colaboradores na investigação criminal e que, se continuar a sustação da homologação, haverá prejuízo para a Justiça Penal”, argumentou  Vallisney  de Souza.

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Grampo de caciques do PMDB foi usado em denúncias por Janot e agora é arquivado

A conversa entre peemedebistas que se tornou um dos marcos dos grampos na Lava Jato foi usada pelo ex-PGR em diversas peças acusatórias. Quando deixou de ser necessária, tornou-se insuficiente para uma denúncia
 

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, atendeu ao pedido do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e arquivou o inquérito contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), José Sarney (PMDB-AP) o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, por obstrução à Operação Lava Jato.
 
Conforme o GGN divulgou, outras peças do ex-procurador-geral da República usavam trechos do diálogo grampeado entre Machado e os caciques peemedebistas para indicar que o impeachment de Dilma Rousseff foi parte das negociações de obstrução dos políticos aos avanços das investigações.
 
Foi o caso das denúncias contra Michel Temer, enviada à Câmara, e a denúncia contra Aécio Neves, enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nas peças, Janot recorreu da chamada "estancar a sangria" para descrever ações de parlamentares e da cúpula do governo Temer para impedir as investigações da Operação, ocasionando o impeachment de Dilma.
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Raquel Dodge envia ao STF parecer contra liberdade a Joesley e Saud


Foto: DIvulgação

Da Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pela manutenção da prisão preventiva do empresário Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, e do executivo do grupo Ricardo Saud. Ambos foram presos no mês passado por determinação do ministro Edson Fachin após a rescisão dos benefícios do acordo de delação premiada.

Na manifestação, a procuradora sustenta que a prisão preventiva dos acusados é necessária diante da gravidade dos fatos apurados e para prevenir a prática reiterada dos crimes. Dodge também destacou a possiblidade de os acusados fugirem do país por terem bens, contas bancárias e residência no exterior.

“Estão presentes não só os pressupostos da prisão preventiva – boa prova de materialidade e de autoria – mas, igualmente, o risco à investigação e à instrução criminal, à ordem pública e à aplicação da lei penal, bem como a adequação de tal medida no caso concreto”, diz o parecer.

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Raquel Dodge reúne-se com Lava Jato de Curitiba

Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Buscando o afastamento de sua imagem com a do presidente investigado Michel Temer, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reuniu-se na manhã de hoje (09) com o coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Ambos discutiram detalhes da Operação Lava Jato, na sede da PGR, em Brasília.
 
Também foram convidados por Dodge a participar da reunião outros procuradores da República que fazem parte das investigações da Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), da Secretaria da Função Penal Originária (SFPO).
 
O encontro está previsto para se entender por toda a tarde desta segunda-feira, com a análise, o planejamento e as ideias dos grupos de trabalho da força-tarefa para darem sequência às investigações, seja em Curitiba, na primeira instância, seja na Suprema Corte.
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Marqueteiros que delataram Dilma e Lula já estão em casa

Foto: Reuters
 
 
Jornal GGN - Delatores de Dilma e Lula, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura passaram pouco mais de cinco meses presos e, desde a última sexta-feira (6), já estão em regime domiciliar, monitorados por tornozeleira eletrônica. 
 
Segundo informações do Estadão, os dois ficarão mais um ano e seis meses nesse novo regime, ou seja, deixarão de usar a tornozeleira e poderão sair de casa a partir de abril de 2019.
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Parlamentares do PT pedem que PGR adote medidas contra bancada ruralista


Foto: De Olho nos Ruralistas - Observatório do agronegócio no Brasil com Jornalistas Livres
 
Jornal GGN - O Partido dos Trabalhadores entrou com três representações na Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (05), pedindo a investigação por crime de responsabilidade de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), contra a CPI criada na Câmara dos Deputados contra a FUNAI e o INCRA, e uma terceira contra medidas da bancada ruralista.
 
As três peças, dirigidas à Procuradora-Geral Raquel Dodge, foram assinadas por parlamentares do PT: os deputados Marco Aurélio Maia (PT-RS), Carlos Zarattini (PT-SP), Nilto Tatto (PT-SP), Luiz Couto (PT-PB), Paulão (PT-AL), Ze Geraldo (PT-PA), Erika Kokay (PT-DF), João Daniel (PT-SE), Patrus Ananias (PT-MG), Padre João (PT-MG), Leonardo Monteiro (PT-MG), Zeca (PT-MS), Beto Fato (PT-PA) e o senador Paulo Rocha (PT-PR), entre outros.
 
O pedido de investigação contra ministros do TCU pede a responsabilização penal por abuso de autoridade pela paralisação do Programa Nacional de Reforma Agrária. Os ministros representandos são Raimundo Carreiro, Walton Alencar Rodrigues, José Múcio Monteiro, Ana Arraes e Vital do Rêgo, Benjamin Zymler, Augusto Nardes e Aroldo Cedraz, além dos ministros substitutos Augusto Sherman Cavalcanti (Relator), Marcos Bemquerer Costa, André Luís de Carvalho e Weder de Oliveira.
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Temer entrega defesa à Câmara com ataques aos erros de Janot

 

Jornal GGN - Michel Temer entregou à Câmara nesta quinta (4) a peça de defesa contra a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, por obstrução de Justiça e formação de quadrilha, feita a reboque do escândalo da JBS. Em nota à imprensa, a banca que defende o presidente disse que a acusação de Rodrigo Janot é inócua, carece de provas e peca por imputar ao peemedebista fatos alheios ao seu mandato.

A nota da defesa ainda ataca Janot por ter exposto supostos desvios no Ministério Público Federal em sua empreitada contra Temer e pela "criminalização da política".

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Fundo de empresários para eleger 70 a 100 deputados pode ir à Justiça


Reprodução do documento de anúncio do Fundo, apontando o presidente da França, o banqueiro Emmanuel Macron, como exemplo a ser seguido
 
 
Jornal GGN - O Fundo Cívico Para a Renovação da Política, uma proposta de bolsas de estudo para interessados em candidaturas no Legislativo, com apoio do apresentador de televisão e um dos cotados a presidenciável Luciano Huck, deve ser questionado na Justiça. 
 
O deputado Jorge Solla (PT-BA) enviou um pedido à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para investigar se o tal "FundoRenovaBR", criado por um grupo de empresários, tem outros objetivos, além da proposta. Para ele, é possível que "o grupo empresarial liderado por grandes empresários pretende se organizar, por uma pessoa jurídica – Fundo Cívico, para burlar a Lei [de doações]".
 
Enquanto a apuração é feita, o parlamentar pede que "seja expedida determinação pela imediata suspensão da criação do Fundo Cívico, direcionada aos seus idealizadores". Além de Luciano Huck, também faz parte do fundo o empresário Eduardo Mufarej, sócio da Tarpon Investimentos e CEO da Somos Educação, o publicitário Nizan Guanaes, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o empresário Abílio Diniz.
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Decisão natural de nova PGR vira suspeita de favorecimento a Temer

Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - A decisão da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de permitir que o presidente Michel Temer preste depoimento sobre o inquérito do Porto de Santos, em que é acusado, passou de despacho atendendo aos devidos processos legais e constitucionalidade de procedimentos para ser vista como uma iniciativa de favorecer Temer.
 
A interpretação que foge de contextos e de pré julgamentos partiu da imprensa, nesta segunda-feira (02), quando Dodge forneceu a possibilidade de depoimento não somente ao peemedebista, como também aos demais oito investigados do mesmo inquérito. 
 
O despacho foi referente à investigação de irregularidade em um decreto da área portuária, assinado em maio deste ano, que teria beneficiado a empresa Rodrimar. A suspeita é de que houve corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo esta medida do governo.
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Raquel Dodge pede ao STF para ouvir Temer em inquérito sobre esquema dos portos

Foto: Agência Brasil

Por Felipe Pontes

Da Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para colher o depoimento do presidente Michel Temer no inquérito em que ele é apontado como suspeito dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O documento foi encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso, que em setembro autorizou a abertura de uma nova investigação contra Temer, a pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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Senado já teria maioria para não obedecer STF no afastamento de Aécio


Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A rejeição pelo Senado da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar Aécio Neves (PSDB-MG) das atividades parlamentares, não obedecendo e confrontando o Judiciário, está mais próximo de acontecer. Se antes os planos ainda eram traçados e apenas debatidos nas articulações e insatisfações de alguns parlamentares, agora números já comprovam o veredito: de 81 senadores, apenas 12 ou 13 seriam a favor do STF.
 
O cálculo é dos próprios senadores da bancada governista, sobretudo o PMDB e o PSDB. Desde a manhã desta quinta-feira (28), líderes de partidos estão reunidos para analisar o caso, que poderá entrar para a pauta do Plenário ainda hoje. Entretanto, a necessidade de quórum mínimo poderá jogar o tema para a próxima semana.
 
Dos 81 senadores, bastam que 41 votem por não obedecer a determinação da Primeira Turma da Suprema Corte, que entendeu a necessidade de aplicar recolhimento noturno ao senador tucano e o seu afastamento das funções legislativas. A decisão foi uma resposta ao pedido de prisão da Procuradoria-Geral da República contra Aécio.
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