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Odebrecht

"Se precisar, mudo para Curitiba, mas não abro mão das testemunhas", diz Lula a Moro

Foto: Reprodução

Atualizada com entrevista na íntegra

Jornal GGN - O ex-presidente Lula respondeu, durante entrevista ao jornalista Kennedy Alencar que será transmitida pelo SBT na noite desta quarta (26), a "proposta" do juiz Sergio Moro de recuar da decisão de obrigar o petista a comparecer a todas as audiências do caso Odebrecht em Curitiba, desde que a defesa também recue e reduza o número de testemunhas convocadas.

Segundo Moro, arrolar 87 testemunhas de defesa é "aparente abuso de direito de defesa", pois o número é "excessivo" e "desnecessário". Em resposta, Lula disse que "não tem barganha". "Se for necessário, eu mudo para Curitiba", rebateu o ex-presidente, descartando a hipótese de ceder à ordem do juiz e abrir mão das testemunhas.

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Rovai: marido de Catanhêde era da GW quando Odebrechet diz ter pago propina ao PSDB

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Foto: Reprodução

Da Revista Fórum

 
por Renato Rovai
 
Os jornais de hoje trazem sem grande destaque uma notícia que de alguma forma pode ser a ponta do iceberg de um grande esquema de corrupção do PSDB paulista.
 
O delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht, teria entregado aos investigadores da Lava uma planilha na qual relaciona recursos da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo a um pagamento de R$ 2 milhões para a GW Comunicação, empresa que entre seus sócios tinha o marqueteiro Luiz Gonzáles, responsável por campanhas dos tucanos desde a época de Mário Covas até mais recentemente com Serra e Geraldo Alckmin.
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Propina em obra da Sabesp também abasteceu campanha de Alckmin, diz BJ

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O delator Benedicto Junior, o BJ, entregou à Lava Jato uma planilha com pagamento de propina à campanha de reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) e ao deputado João Paulo Papa pela Odebrecht, que tem como contrapartida obras da Sabesp no estado de São Paulo.
 
Segundo reportagem do Estadão, em 5 de agosto de 2014, Alckmin recebeu R$ 1,5 milhão por meio do tesoureiro da campanha, Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento. Esse valor está vinculado a um contrato de R$ 225 milhões, da obra "Emissário Praia Grande", tocada por um consórcio formado entre Odebrecht e Sabesp desde 2007.
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Lula "abusa do direito de defesa" e precisa cortar testemunhas, aponta Sergio Moro

Juiz disse que só vai rever a presença obrigatória de Lula nas audiências se a defesa também recuar do total de 87 testemunhas
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro respondeu aos embargos de declaração apresentados pela defesa de Lula, admitindo a possibilidade de rever a decisão de obrigar o ex-presidente a comparecer à oitiva de 87 testemunhas arroladas por seus advogados. Moro, porém, impôs uma condição: só vai recuar se a defesa aceitar reduzir o número de testemunhas, pois o juiz o considera "excessivo".
 
"Para evitar maiores polêmicas, esclareço que reverei a decisão do indeferimento do pedido de dispensa de comparecimento pessoal caso igualmente revisto o rol de testemunhas arroladas pela Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva", disse Moro.
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Após delações, Serra está isolado até da família e amigos

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

 

Jornal GGN - O colunista Lauro Jardim publicou nesta segunda (24) que a delação da Odebrecht fez o senador José Serra (PSDB) se isolar até de famílias e amigos. A exceção é Andrea Matarazzo, candidato a vice-prefeito de São Paulo ao lado de Marta Suplicy (PMDB).

"Nas últimas semanas, período em que a Lava Jato caiu pesado sobre sua cabeça, José Serra tem se mantido distante da família ou de outros políticos. A exceção é Andrea Matarazzo, seu parceiro mais frequente na hora do jantar. Aliás, foi Matarazzo quem o internou no Sírio-Libanês, no início da semana, quando a dor na coluna tornou-se insuportável para o senador", disse Jardim.

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Xadrez do abuso e de um momento de bom-senso da Lava Jato

Adriano Juca (à esquerda), diretor jurídico da construtora Odebrecht, deixa tribunal em Nova York (EUA)

Peça 1 – o depoimento falso de Léo Pinheiro

O valor legal do depoimento de Léo Pinheiro ao juiz Sérgio Moro é nenhum. Zero.

Não se tratava de uma delação premiada – na qual o réu dá o depoimento sob juramento. Léo Pinheiro depôs na condição de co-réu, circunstância que o exime de depor, depondo, o livra do juramento. Ou seja, pode mentir, inventar, tergiversar sem risco.

Por todas essas razões, seu depoimento sequer fará parte do processo, não será levado em consideração, por não ter o menor valor legal.

Qual a intenção de Moro e dos procuradores, então, de arrancar essa delação informal? Meramente a de montar um carnaval com a Globo, visando esvaziar as manifestações do dia 3 de maio, em Curitiba, e até preparar o clima para uma arbitrariedade a mais contra a Constituição e os códigos.

Trata-se de mais um capítulo do país da Maracangalha, mais uma estaca fincada no caixão da Justiça e, especialmente, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Léo Pinheiro estava acompanhado de seus advogados da delação. No acordo com a Lava Jato incluíram essa cláusula desmoralizante para o sistema judicial: aceitar apresentar um aperitivo para criar mais um factoide jurídico-midiático.

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Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Foto: Ricardo Stuckert

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

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Temer ironiza Eduardo Cunha, após ex-deputado confirmar delação da Odebrecht


Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN - Após ser acusado por seu ex-aliado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), de ter agendado e organizado uma reunião para um pedido de propina, em 2010, já delatado antes por executivos da Odebrecht, Michel Temer preferiu não se manifestar e desejou "a maior felicidade" para Cunha.
 
Nesta segunda-feira (17), Cunha reafirmou o teor das acusações que recaem sobre o mandatário: de que o próprio Michel Temer foi o responsável por "agendar diretamente" o encontro delatado, no ano de 2010, para o pedido de recursos do PMDB à Odebrecht. 
 
A manifestação de Eduardo Cunha ocorreu por meio de uma nota escrita diretamente do complexo penal de Curitiba, no Paraná, onde o ex-deputado está preso. O posicionamento foi emitido e divulgado por interlocutores próximos do deputado, após Temer afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que não comandou a reunião.
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Que apurem a "sociedade privada" entre Globo e Odebrecht nos anos FHC, diz advogado

Foto: Reprodução

Jornal GGN - O advogado Roberto Teixeira respondeu, em nota à imprensa, a reportagem de O Globo sobre elaboração de contratos fictícios com a empresa Odebrecht em torno do sítio de Atibaia. Segundo o defensor, o jornal mentiu para seus leitores, porque nem as delações sem provas de executivos da Odebrecht afirmam que existiu esse tipo de fraude.

Além disso, Teixeira disse que a Globo deveria explicar, por outro lado, que "sociedade privada" foi criada no governo FHC, em parceria com a Odebrecht para "quebrar o monopólio" do setor de telecomunicações em favor da emissora.

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As delações e a sobrevivência da Odebrecht em jogo, por Maria Cristina Fernandes

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Em sua coluna de hoje (20) no Valor, a jornalista Maria Cristina Fernandes fala sobre as delações da Odebrecht e o acordo firmado neste semana nos Estados Unidos, no qual a empresa terá de pagar US$ 2,6 bilhões para os governos brasileiro, suíça e americano. 
 
O acordo foi comemorado dentro da empreiteira como o último passo para que a empresa possa voltar a contratar nos EUA. Para Fernandes, os delatores da empresa parecem se mover pela sobrevivência da Odebrecht.
 
Entretanto, a jornalista aponta que a empreiteira terá de lidar com diversos pedágios para ser “recolocada na roda”. Entre tais obstáculos, está o entendimento de órgãos como o BNDES, o Tribunal de Contas, a Controladoria Geral, a Advocacia-geral e até mesmo o Congresso, para que a empresa possa voltar a recorrer aos empréstimos do banco público.

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Palocci ameaça arrastar mercado financeiro e empresas de comunicação para a Lava Jato

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Em depoimento diante do juiz Sergio Moro, nesta quinta (20), o ex-ministro Antonio Palocci negou que tenha recebido pagamento de vantagens indevidas em benefício próprio ou em nome do PT em troca de defender os interesses da Odebrecht nos governos Lula e Dilma. Por outro lado, em jogada com sua defesa, Palocci sinalizou que pode arrastar para a Lava Jato nomes de mercado financeiro e grandes empresas de comunicação que teriam pedido "grande montantes de recursos" no início do primeiro mandato de Lula. Isso para mostrar que não era apenas a Odebrecht que exercícia forte lobby na política.

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Os meandros da democracia corrompida na delação da Odebrecht, por Laura Carvalho

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, a professora e economista Laura Carvalho fala sobre as revelações trazidas pelas delações da Odebrecht. Carvalho comenta sobre a aprovação da MP 613, que criou um regime de desoneração fiscal para a aquisição de matérias-primas no setor químico.
 
De acordo com as delações, a empreiteira teria gasto cerca de R$ 7 milhões em propina para parlamentares para conseguir a aprovação no Congresso. Laura fala sobre as críticas sobre o sistema político que representa os interesses de grupos privados nos EUA, onde o lobby e o financiamento empresarial são legalizados. 
 
Para a professora, é preciso ir além de fiscalizar ilegalidade e julgar criminosos, afirmando que “demonizar o Estado e deixar o mercado livre para ditar suas próprias regras” também não é o caminho para um desenvolvimento inclusivo. 

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Lava Jato criminaliza lobby da Odebrecht, sem diferenciar doações legais ou não

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - A Operação Lava Jato segue na tentativa de criminalizar a relação entre a política e grandes empresas na atuação do mercado. Se, por um lado, o pagamento de propinas e de caixa dois foram descobertos como parte dessas negociatas, por outro, doações declaradas à Receita Federal também estão sendo apontadas pelos investigadores como práticas criminosas, como supostas compras de interesses no Congresso Nacional.
 
É neste contexto que os depoimentos de ex-executivos da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) saciam a tese dos investigadores ao narrar o lobby exercido pela companhia para a aprovação, por exemplo, de medidas legislativas e do Executivo, por meio da edição e aprovação de medidas provisórias.
 
Entre os trechos narrados, está o de Claudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, que contou que as contribuições para a campanha de 2014 do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), eram uma "contrapartida para o forte apoio [de seu pai, o senador Renan Calheiros], na renovação dos contratos de energia", que chegou a culminar na edição da medida provisória.
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Delação de Alexandrino Alencar reafirma que sítio não é de Lula, diz advogado

Foto: Reprodução

Jornal GGN - O advogado Roberto Teixeira negou que tenha intermediado a emissão de notas frias na obra do sítio de Atibaia. Na Lava Jato, o delator Alexandrino Alencar afirmou que a reforma, ao custo de R$ 700 mil, foi executada com notas frias negociadas pelo advogado de Lula. Para o defensor, a delação apenas reforma que o sítio não é do ex-presidente.

"A delação premiada de Alenxandrino Alencar tem sido utilizada por alguns veículos de imprensa para atribuir a mim participação em afirmada emissão de documentos falsos relativos a obras realizadas em um sítio em Atibaia, de propriedade do meu cliente Fernando Bittar", disse Teixeira.

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Lula recorre da decisão de presenciar 87 depoimentos a mando de Moro

 
Jornal GGN - A defesa de Lula entrou com embargos de declaração, na terça (18), contra a decisão do juiz Sergio Moro de obrigar o ex-presidente a presenciar a audiência, em Curitiba, de 87 testemunhas convocadas pelos advogados do petista.
 
Na semana passada, Moro apontou que o número de testemunhas de defesa era "bastante exagerado" e avaliou que, em alguns casos, elas são "absolutamente desnecessárias". Como não pode obrigar os advogados a abrirem mão de testemunhas, Moro decidiu obrigar Lula a estar presente em todas as oitivas, sinalizou que, assim, espera que realizem-se apenas aquelas que são realmente necessárias. 
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