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Odebrecht

A Procuradoria da República atua para quebrar a Odebrecht

Um dos pontos centrais dos acordos de delação é a palavra das partes. O delator precisa acreditar que os acordos fechados serão cumpridos.

Peça central da Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, está ameaçado de perder as regalias da delação.

Segundo O Globo, o procurador Deltan Dallagnol – aparentemente em síndrome de abstinência de holofote – notou irregularidades na delação de Costa.

“Um dos exemplos de versões divergentes citadas pelo MPF diz respeito ao termo de colaboração número 80. No depoimento, Costa disse que requisitou à Arianna a retirada de R$ 100 mil e US$ 10 mil de sua empresa. Contudo, em juízo ele mudou a versão. Afirmou ter solicitado que a acusada buscasse R$ 50 mil no escritório da Costa Global Consultoria” (MPF pede a Moro suspensão de benefícios e a condenação de Paulo Roberto Costa). Fantástico! Melhor que isso só a informação de que a Procuradoria Geral da República juntou procuradores de onze países para liquidar de vez com a Odebrecht.

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Ministro do STF mantém nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral

O presidente Michel Temer cumprimenta Moreira Franco depois de empossá-lo como ministro (Foto Beto Barata/PR)

Brasília - Presidente Michel Temer dá posse ao novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, em cerimônia no Palácio do Planalto (Beto Barata/PR)

da Agência Brasil

Ministro do STF mantém nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral

André Richter - Repórter da Agência Brasil
 
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello manteve a nomeação do ministro Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência da República. Mello é relator de dois mandados de segurança nos quais a Rede Sustentabilidade e o PSOL questionam a indicação. 

Na decisão, Mello entendeu que a nomeação de alguém para o cargo de ministro de Estado não pode ser encarada como um fato de obstrução da Justiça e destacou que a prerrogativa de foro privilegiado é uma consequência da nomeação.

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Novas delações "têm alta relevância", diz Odebrecht ao desmentir jornal

 
Jornal GGN - Desde o início da semana, entre a estratégia dos meios de comunicação de trazer visibilidade a ações contra Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba e herdeiro da empreiteira, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Folha de S. Paulo dedicou espaço para mirar contra Marcelo, em meio ao avanço das delações dos 77 executivos e ex-funcionários da companhia.
 
Em reportagem publicada nesta segunda-feira (13), por exemplo, o jornal veiculou que os demais delatores guardam "mágoa" do então presidente da Odebrecht por ser responsabilidade dele a inclusão dos executivos na lista de investigados da Operação Lava Jato.
 
O diário atribuiu, ainda, a Marcelo que ele seria o grande comandante do suposto esquema de corrupção, envolvendo a estatal brasileira Petrobras e a empresa. "Em conversas reservadas, executivos e ex-executivos alegam que somente cumpriam ordens dele sobre decisões envolvendo pagamentos de vantagens a políticos", disse o jornal, de forma vaga.
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Inversão da Lava Jato: Por que Janot decide segredo de algumas delações?

Em precaução antes não adotada, agora procuradores da Lava Jato mantêm, e imprensa defende, cuidados nas investigações que recaem e ameaçam governo Temer
 
 
Jornal GGN - No início de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pressionava pela urgência na homologação das delações do 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht e defendia, até dezembro do ano passado, a quebra do sigilo. Mas nas últimas semanas, uma inversão de cenários se deu nos posicionamentos de investigadores da Operação Lava Jato e a imprensa.
 
Ainda em dezembro, Janot solicitava a Teori Zavascki, então relator dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que validasse os conteúdos do que vem a ser o maior dos acordos já fechados pela Operação, e que trazia temores a partidos da antiga oposição e hoje base do governo de Michel Temer, sobretudo o PMDB e o PSDB.
 
A pressão da Procuradoria Geral da República se manteve no início do ano, ainda após o acidente que levou à morte o ministro Teori. Rodrigo Janot pedia à Cármen Lúcia, presidente da Corte e responsável pelo plantão judicial e medidas de urgências durante as férias forenses, para que liberasse de imediato os depoimentos.
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Não há panelaços e bonecos infláveis para os acusados do governo Temer, por Janio de Freitas

Wellington Moreira Franco, indicado ao ministério por Michel Temer, é citado nas delações da Odebrecht

Jornal GGN - Os bonecos infláveis e as panelas sumiram como num passe de mágica no governo Temer. O clamor não era pelo fim da corrupção? Como entender que Moreira Franco, ou qualquer outro da facção, sejam tolerados por quem ia às ruas e janelas com tanta gana de melhorar o Brasil? Este é o tema do artigo de hoje de Janio de Freitas, na Folha. 

Janio se pergunta como este pessoal pode conviver com tais operadores políticos, que desfrutam do poder obtido com o impeachment de uma presidente legítima e honesta, para colocar em seu lugar uma horda profissional? Tantas perguntas e nem uma única resposta que satisfaça, já que os bonecos não são tão infláveis e as panelas emudeceram.

Além disso, Janio versa sobre as delações da Odebrecht, seu sigilo e os vazamentos seletivos para uma parte da imprensa. A que se junta ao golpe. "Ficou comprovado que a Lava Jato e mesmo o seu juiz programavam vazamentos nas vésperas dos dias importantes na campanha contra Dilma e Lula. Só por "interesse político" –evidência que ninguém na Lava Jato tem condições honestas de negar.", diz no artigo. 

Leia o artigo a seguir.

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Dilma refuta reportagem da IstoÉ sobre propina de Odebrecht

Jornal GGN - Por meio de sua assessoria de imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff refuta matéria publicada hoje(11) pela revista IstoÉ, afirmando que a publicação “comete um desserviço” aos seus leitores, “emprestando desde sempre seu apoio dócil e servil ao governo Temer”.

Em matéria de capa deste sábado (11), a revista afirma que o empresário Marcelo Odebrecht, em delação premiada, teria afirmado que montou uma estratégia com Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, para financiar a campanha de Dilma em 2010. Segundo a revista, teriam sido pagos R$ 50 milhões em propinas da Braskem em troca de benefícios fiscais para a empresa.

Dilma nega que tenha mantido contatos pessoas com Odebrecht para obter vantagens financeiras, e que nunca fez concessões a empresas como retribuição por doações. A nota também diz que Mantega também não tratou de recursos para campanha em nome da ex-presidente.

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Lava Jato se estende ao Panamá, com prisão de sócios da Mossack

 
Jornal GGN - A conexão do escritório de advocacia e holding de origem panamenha Mossack Fonseca com a Operação Lava Jato avançou mais um passo nesta quinta-feira (09), quando dois dos fundadores foram presos, após o desdobramento das 107 offshores ligadas a empresas e políticos citados na investigação brasileira.
 
No último ano, os documentos da Mossack tornados públicos no vazamento que ficou conhecido como Panamá Papers, por todo o mundo, mostrou que mais de cem das empresas que possivelmente alimentavam irregularidades em paraísos fiscais, com a remessa de recursos ao exterior de forma ilegal ou a lavagem de montantes, guardavam relação com a Lava Jato.
 
Entre elas, 16 offshores apontavam conexões com a Odebrecht e os grupos econômicos Mendes Júnior, Schahin, Queiroz Galvão, Feffer, do Grupo de Papel e Celulose Suzano, e Walter Faria, da Cervejaria Petrópolis. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assim como o ex-deputado federal João Lira, do PTB, foram alguns dos políticos também arrolados.
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A destruição por Moro da maior empresa brasileira de Construção, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A destruição por Moro da maior empresa brasileira de Construção

por J. Carlos de Assis

Tive notícias trágicas a respeito do processo de virtual dilapidação do patrimônio empresarial da Odebrecht no Brasil e no mundo. A maior empresa brasileira de construção, vítima da incompetência de um judiciário obcecado pela idéia de vingança e simplesmente ignorada em suas dificuldades pelo Governo brasileiro, perde sucessivos contratos no exterior, enfrenta tremendas dificuldades de crédito aqui e lá fora, suporta discriminações políticas e perde as condições mais elementares para estabelecer uma estratégia de superação da crise.

O número de trabalhadores, grande parte em postos de qualidade e com bons salários, vai-se reduzindo celeremente, enquanto os executivos intermediários, com diferentes áreas de especialização, e que representavam no passado a alma da criatividade empresarial da empresa, estão totalmente desorientados e sem iniciativa. A Odebrecht aos poucos vai-se esvaindo num processo de degradação inexorável. Trata-se do maior desastre da Engenharia Nacional de todos os tempos. E um desastre sem igual para a economia brasileira.

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Em depoimento, ex-funcionária da Odebrecht nega conhecer Palocci

 
Jornal GGN - Maria Lúcia Guimarães Tavares, ex-funcionária da Odebrecht, afirmou que não conhece o ex-ministro Antônio Palocci e seu assessor, Branislav Kontic. Maria Lúcia prestou depoimento como testemunha de acusação na ação penal que investiga Palocci, Marcelo Odebrecht e outros 13 pessoas, denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro.
 
“Só vi na televisão. Mas nunca estive pessoalmente com ele. E nunca falei com ele”, disse a ex-funcionária da empreiteira ao ser questionada pela defesa de Palocci.
 
Maria Lúcia era responsável por controlar as planilhas sobre remessas de dinheiro para pessoas beneficiadas no esquema de corrupção entre Odebrecht e Petrobras, no Setor de Operações Estruturadas da empreiteira.

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Delação Odebrecht: Campanha de Aécio recebeu propinas de obra de Minas Gerais

 
Jornal GGN - O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, confirmou que Aécio Neves acertou esquema de fraude e corrupção em licitação de obra da Cidade Administrativa, para favorecer empreiteiras, e sua campanha teria recebido até 3% do valor dos contratos. Outras delações da Andrade Gutierrez e da OAS já informaram vantagens e doações obtidas pelo PSDB após contratos da Cidade Administrativa.
 
Em outubro do ano passado, Otávio Marques de Azevedo, empresário da Andrade Gutierrez, delatou doações de R$ 20 milhões à campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), em 2014, a pedido do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Bordes da Costa, conhecido como Oswaldinho.
 
Oswaldinho é apontado na Operação Lava Jato como um "tesoureiro informal" de Aécio em esquemas ilícitos. Já em delação de Léo Pinheiro, da OAS, o executivo aparece cobrando propinas em cima também dos contratos das obras da Cidade Administrativa.
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Por que Janot ainda não pediu para retirar o sigilo da delação da Odebrecht?

Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot havia prometido a parlamentares, no final de 2016, que a bem da transparência, iria solicitar ao Supremo Tribunal Federal o fim do sigilo das delações da Odebrecht no momento seguinte à homologação.

A ministra Cármen Lúcia, em regime de urgência já homologou os 77 acordos feitos com executivos da empreiteira e, até agora, Janot não se manifestou sobre a divulgação do conteúdo. Abordado pela imprensa, segundo O Globo, o procurador disse, nesta terça (31), que sobre essa delação da Lava Jato ele não tem mais nada a declarar.

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Sigilo em delação da Odebrecht protege governo Temer, afirmam petistas

Jornal GGN - A decisão de Cármen Lúcia de homologar as delações da Odebrecht sem retirar o sigilo do conteúdo intensifica a crise política e institucional e permite vazamentos seletivos, além de criar uma brecha para proteção de nomes do governo Temer que já foram citados em depoimentos e seguem a vida como se nada tivesse acontecido. É a avaliação de deputados federais do PT, como Wadih Damous e Paulo Pimenta.

Para Damous, a presidente do Supremo Tribunal Federal tomou uma "decisão pela metade" ao "criar sigilos artificiais para permitir vazamentos seletivos".

Segundo Pimenta, "só há uma maneira da sociedade brasileira ter tranquilidade: é que este processo seja conduzido com isenção por parte do Ministério Público Federal. É jogando luzes, tornando públicas para que possamos saber e acompanhar o conteúdo dessas delações.”

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Com delações na PGR, vazamento é questão de tempo

Jornal GGN - A Procuradoria Geral da República já recebeu os mais de 900 depoimentos que compõem o pacote de delações da Odebrecht, homologado nesta segunda (30) pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. Segundo informações de Helena Chagas, Rodrigo Janot, o chefe do Ministério Público Federal, guarda os documentos em uma sala-cofre, e só procuradores que têm um cartão com senha e identificação digital podem ter acesso.

A ministra Cármen Lúcia não quis levantar o sigilo das delações nesta fase, deixando a ação para o próximo relator da Lava Jato, que pode ser deinifo definido nesta quarta (1/3). A despeito disso, segundo Helena Chagas, "dez entre dez advogados" apostam que as delações vão vazar, a exemplo do que ocorreu com o material fornecido por Cláudio Mello Filho, ex-funcionário da Odebrecht que implicou a cúpula do PMDB em seus depoimentos.

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Eleição no Congresso deve esperar abertura das delações da Odebrecht, por Jeferson Miola

Eleição no Congresso deve esperar abertura das delações da Odebrecht

por Jeferson Miola

A homologação dos acordos de delação dos funcionários da Odebrecht pela Presidente do STF é um passo importante para a continuidade da Lava Jato, porém insuficiente para a estabilidade do país.

Para que esse que é um dos capítulos mais aguardados da Lava Jato tenha conseqüência efetiva, é necessário que o procurador-geral Rodrigo Janot solicite urgentemente – e que o STF autorize também urgentemente – o fim do sigilo de cada uma das 77 delações.

A linha sucessória da presidência da república será definida no próximo dia 2 de fevereiro, quando ocorrem as eleições para os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

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Xadrez da delação e a dança dos mineirinhos

Peça 1 – o assalto final ao país

Tem-se um presidente da República suspeito de corrupção. Seu preceptor maior – ex-deputado Eduardo Cunha – já está preso. Se receberem o mesmo tratamento dado a Cunha, seus dois lugares-tenentes – Ministro Eliseu Padilha e Secretário Moreira Franco – também irão para a prisão.

Nos últimos tempos, no entanto, esse grupo abaixo de qualquer suspeita, colocou em prática as seguintes medidas, tentando desesperadamente acumular poder para impedir a marcha dos processos:

1.     Assumir o controle geral das definições de produtos de conteúdo nacional para as compras públicas, colocando de lado os técnicos do BNDES e Finep. Empresa que quiser ter seu produto enquadrado, terá que beijar as mãos do grupo.

2.     Colocar sob seu controle as decisões de investimento do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), afastando o conselho que define as políticas de investimento. Os dois rgandes especialistas do grupo em FAT eram Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

3.     Flexibilizar as datas de reajuste de medicamentos e submeter as propostas a um grupo restrito de Ministros, deixando de lado os escalões técnicos.

4.     A antecipação das licitações do pré-sal, sem uma explicação plausível.

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