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Triplex não estava reservado para Lula nem tem conexão com Petrobras, diz diretor da OAS

Fábio Yonamine disse que reforma no triplex foi paga pela OAS "só com recursos lícitos", sem nenhuma conexão com Petrobras, contrariando denúncia da Lava Jato

Jornal GGN - A Lava Jato colheu mais um depoimento de empresário que contraria o testemunho de Léo Pinheiro no caso triplex. Fabio Yonamine, ex-diretor-financeiro e presidente da OAS Empreendimentos, disse em depoimento ao juiz Sergio Moro, na terça (26), que Pinheiro nunca afirmou que Lula tinha um apartamento "reservado" no Condomínio Solaris, no Guarujá.

Por outro lado, o executivo admitiu que a reforma no triplex foi feita a pedido de Pinheiro, com o objetivo de "deixar a unidade mais bonita" para venda ao petista.

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Xadrez de como o MPF foi vítima da caça às bruxas da Lava Jato

Cría cuervos que te sacarán los ojos

O Ministério Público Federal sentiu na própria pele os resultados das libidinagens da Lava Jato com a mídia, a irresponsabilidade dos ataques generalizantes e dos assassinatos de reputação.

Esta semana a vítima foi o Ministério Público Federal; o algoz, o Procurador Geral da República.

Cena 1 – a defesa cega da Lava Jato

O Estadão foi definitivo: "Sabotagem contra a Lava Jato" (https://goo.gl/7LhRCO). E um subtítulo tão radical quanto uma sentença do Juiz Sérgio Moro: "Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a Lava Jato basta olhar para o Ministério Público Federal". Leia mais »

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O Abuso de autoridade e o juiz Moro, por Roberto Requião

Foto Orlando Brito - Os Divergentes

O Abuso de autoridade e o juiz Moro

O corporativismo é a manifestação coletiva do individualismo

por Roberto Requião

O juiz Sérgio Moro publicou em jornais desta terça-feira (25) um arrazoado contra o Projeto de Lei de abuso de autoridade. Citando especialmente a experiência norte-americana, complementada por argumentos de Rui Barbosa, ele pretendeu congelar no início do século passado e trazer para hoje conceitos de direito que estão inteiramente superados pela atualidade.

Ninguém é contra a independência da Magistratura, do Ministério Público e de autoridades democraticamente constituídas. Mas é um retrocesso na estrutura legal de qualquer democracia possibilitar que essas autoridades, abusando de direitos do cidadão, abusem da própria dignidade de sua investidura. Não se trata apenas de juízes. Trata-se do guarda da esquina que aborda um motorista para achacá-lo.

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Janot é um Gilmar sem a macropolítica, por Observador

Janot é um Gilmar sem a macropolítica

por Observador

O editorial do Estado de São Paulo de hoje, com o pífio título "Sabotagem contra a Lava Jato", mostra-nos como a falta de bom senso domina a mídia comercial. Inventaram um factoide para dele tirar a ilação de uma grande conspiração interna no MPF contra... a Lava Jato! Seria de gargalhar se não fosse tão mal intencionada a tese. Vamos lá:

O Conselho Superior do MPF estava ontem prestes a aprovar uma resolução pela qual se limitaria em 10% dos colegas lotados em cada unidade o contingente que poderia ser colocado à disposição do Procuradoria-Geral da República. O placar estava 7 a 1, quando o Procurador-Geral pediu vistas. Demonstrou profunda irritação com a iniciativa da Conselheira Raquel Dodge, que esquecera de consultá-lo a respeito. E sugeriu que a proposta impactaria negativamente as investigações da Operação "Lava Jato", dado que seriam poucos os colegas "especializados" em crimes complexos.

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PGR estuda romper acordo de delação de Delcídio


Foto: Geraldo Magela /Agência Senado
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral corre riscos de ser invalidado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa romper a colaboração homologada em 2016, após depoimentos de ex-executivos da Odebrecht revelarem a participação de Delcídio em outros esquemas de repasses a campanhas eleitorais.
 
A sequência de depoimentos dos funcionários e ex-funcionários da empreiteira trouxe à tona a possibilidade de alguns depoimentos de delatores serem questionados. É o caso do ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, das companhias Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e do ex-senador Delcídio.
 
A primeira conclusão da Procuradoria sobre o ex-parlamentar é que nos 29 anexos de depoimentos prestados entre 11 e 14 de fevereiro do último ano, Delcídio não repassou informações dadas pela Odebrecht. 
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Triplex: Advogado pediu à PGR apuração sobre versão combinada contra Lula

Sergio Moro negou suspensão do julgamento do caso triplex enquanto PGR não esclarecer se Leo Pinheiro combinou versão contra Lula com procuradores da Lava Jato. Para juiz de Curitiba, Pinheiro tem direito, como co-réu, a dar sua versão dos fatos, "seja ela verdadeira ou não"
 
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
 
Jornal GGN - O advogado Cristiano Zanin Martins solicitou à Procuradoria Geral da República uma investigação sobre o depoimento de Leo Pinheiro, ex-OAS, ao juiz Sergio Moro no processo do caso triplex. Isso porque a imprensa publicou, dias antes da audiência em Curitiba, que Pinheiro "negociou" com os procuradores da Lava Jato os detalhes de tudo que deveria ser dito contra Lula.
 
Segundo reportagem da Folha, Pinheiro daria diante de Moro um aperitivo de tudo que poderia dizer contra Lula à Lava Jato. Fazendo isso antes de fechar a delação, a força-tarefa ainda espera desmontar as críticas de que o acordo só sairia com informações preciosas contra o ex-presidente. No mesmo dia da audiência Pinheiro, o jornal Valor Econômico também antecipou, com base em fontes ligadas ao processo, o que ele iria dizer: que Lula era o dono do triplex no Guarujá. 
 
"Diante do teor da reportagem da Folha de S. Paulo, que diz, inclusive, ter ouvido pessoas ligadas às investigações, fizemos pedido à PGR para que apure eventual ilícito, tendo em vista que um processo de delação não pode ocorrer dessa forma, sem que os outros co-réus tenham conhecimento do que acontece fora da luz do sol, e também com a situação posta pelo jornal, que é incompatível em um acordo de delação. Isso a meu ver corrobora com a suspensão deste processo", disse Zanin ao juiz Sergio Moro.
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Palocci deve falar de Lula para conseguir delação, diz jornal

Foto: Reprodução

Jornal GGN - O ex-ministro Antonio Palocci, em depoimento ao juiz Sergio Moro, na semana passada, deu sinais de que quer colaborar com a Lava Jato, inclusive entregando nomes e esquemas do mercado financeiro e de grandes empresas de comunicação. Porém, para a força-tarefa, o que interessa é que Palocci não poupe Lula em seu depoimento. É o que diz a colunista Monica Bergamo nesta segunda (24).

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Moro sabia? Prosa com Emílio Odebrecht sobre Dilma, Lula, por Armando Coelho Neto

Moro sabia? Prosa com Emílio Odebrecht sobre Dilma, Lula

 

por Armando Rodrigues Coelho Neto

“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos surpreenderá a todos não por ser exótico. Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando terá sido o óbvio”. (Caetano Veloso, in Um índio).

Com um “todo mundo sabia” e um “‘Há 30 anos se faz isso”, Emilio Odebrecht revelou ao povo brasileiro algo que sempre se soube ou se presumia. O povo, ainda que mal informado, sempre desconfiou, ao ouvir dizer que políticos gastavam muito para ganharem tão pouco. Haviam inclusive aqueles que seduzidos pela dinheirama trocavam voto até por cestas básicas e dentadura. Se o povo que vive distante sabia, desconfiava ou presumia, imagina a corja de acólitos que paparicavam o poder, nela incluída a dita grande mídia, ávida por garantir espaço publicitário. A sabujice, Seu Emílio, está na falsa perplexidade, na cara de pau dos que acreditam em capitalismo samaritano. Empresário não doa, investe.

E a Justiça Eleitoral? Com ou sem restrições sempre foi muito pródiga na aprovação de contas de campanha. Contas entregues a mal remunerados técnicos judiciários, auxiliares disso e daquilo, que se limitavam ao cruzamento de CPFs, CNPJ, entre outras burocracias. A JE vivia alheia aos partidos nanicos, alguns dos quais comprados para atacar o candidato ou partido X ou Y, sempre cobertos pelo anonimato das siglas milionárias. Sem contar as vistas grossas para a desproporcionalidade entre os valores declarados para financiar campanhas e o que se via nas ruas, nas festas, comícios, shows, espetáculos de rádio e televisão. Uma dinheirama que ninguém queria saber de onde vinha, porque já se sabia e era conveniente. Caixa dois? Era normal. Sempre se soube.

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O inquérito contra Jaques Wagner e a pequenez do Ministério Público Federal

Ex-ministro virou alvo de inquérito porque ficou no meio do tiroteio entre a República de Curitiba, governo e Odebrecht

Jornal GGN - Ex-ministro de Dilma Rousseff, Jaques Wagner ganhou um pedido de instauração de inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal à primeira instância porque atuou contra os interesses do Ministério Público Federal, chefiado por Rodrigo Janot.

Reportagem do Conjur conta que Wagner é alvo da delação de Emílio Odebrecht porque foi procurado pelo ex-presidente da companhia para arrumar a Lei de Leniência lançada pelo governo Dilma em 2013. O delator, contudo, afirmou que Wagner não recebeu nada em troca.

Antes de fechar o acordo de delação com a Lava Jato, a cúpula da Odebrecht havia escolhido outro caminho para mostrar ao mercado e à sociedade que havia um esforço para sair da crise em que a empresa havia se metido, principalmente após a prisão de Marcelo Odebrecht: fazer um amplo acordo de leniência.

O problema é que a lei de 2013 era permissiva quanto à participação de vários órgãos no acordo - Executivo, AGU, TCU, MP - e, ao mesmo tempo, não entregava a liderança a nenhum deles. O resultado é que os órgãos, na disputa por protagonismo nos acordos, criavam empecilhos e impediam que eles fluissem com celeridade.

Emilio Odebrecht contou na delação que, na busca por uma Medida Provisória que ajustasse melhor a Lei de Leniência, buscou sindicatos e outras entidades de classe, na esperança de que eles conseguissem mobilizar o Congresso. O plano fracassou e Emílio, então, decidiu procurar Jaques Wagner. Era novembro de 2015.

"Um mês depois foi editada a Medida Provisória 703. Entre outras soluções, a MP dizia expressamente que o acordo seria celebrado pelo Poder Executivo, por meio de seus órgãos de controle, 'de forma isolada ou em conjunto com o Ministério Público e com a advocacia pública'. Portanto, a participação do Ministério Público seria opcional. O TCU não estava no rol de participantes dos acordos e, portanto, não poderia interferir", diz reportagem de Pedro Canário, no Conjur.
 
A MP, na prática, nunca saiu do papel, pois o MPF mobilizou as tropas e a República de Curitiba entrou em ação, acionando a grande mídia contra uma ação que seria "prejudicial à Lava Jato". O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima usou o Globo para dizer que a MP seria um "acordão" entre o Executivo e as empresas investigadas. O resultado disso é que sem a MP 703 em vigor, a Odebrecht não viu outra escolha se não a de fazer a delação premiada nos moldes da Lava Jato.
 
Os procuradores que colhiam o depoimento de Emílio para a delação perguntaram: "O então ministro Jacques Wagner solicitou alguma ajuda em troca de ajudar vocês?”, ao que o empresário respondeu: “Não, até porque já estávamos muito fragilizados. Seria um torto pedindo prum aleijado."
 
Ao que tudo indica, Jaques Wagner virou alvo de inquérito, nesse caso, apenas porque estava no meio do tiroteiro entre MPF, governo e Odebrecht.
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A implosão do sistema político como estratégia, por Jeferson Miola

A implosão do sistema político como estratégia

por Jeferson Miola

A abertura do sigilo das investigações da Lava Jato tem o efeito bombástico de implodir o sistema político. Num sistema derrocado, nada fica em pé, nem mesmo a candidatura Lula.

Esta medida extremada não parece ser o desfecho original idealizado para a Lava Jato, mas pode significar a alternativa restante para evitar o retorno do Lula à presidência do Brasil.

É cada vez mais claro que Lula e o PT sempre foram os alvos estratégicos da Lava Jato. Os estrategistas da Operação apostavam que o golpe causaria a derrocada do PT e a destruição simbólica do ex-presidente Lula no imaginário popular. Não foi, porém, o que aconteceu.

Com o aprofundamento do golpe, Lula se consolidou como o único personagem, de dentro do sistema político, com viabilidade eleitoral e, sobretudo, com autoridade moral e política para pacificar o país e comandar a reconstrução econômico-social e a restauração democrática do Brasil.

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Para MPF, tribunal é suspeito porque advogado não deu nota fiscal para cliente

Sugestão de Jackson da Viola

do Conjur

DELAÇÕES DA ODEBRECHT

Para MPF, tribunal é suspeito porque advogado não deu nota fiscal para cliente

por Marcos de Vasconcellos

O que tem se chamado de “exageros” da operação apelidada de “lava jato” ganhou novas dimensões com o fim do sigilo das dezenas de delações premiadas de executivos da Odebrecht, decretado pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (12/4).

Além dos já conhecidos grampos em telefone de escritório de advocacia (pedidos pelo Ministério Público Federal e decretados pelo juiz Sergio Moro), da condução coercitiva de blogueiro para depor e das prisões preventivas que só acabam quando os acusados topam fazer delações, o MPF quer agora emplacar a tese de que se um advogado não emite nota fiscal dos honorários que ganhou, torna suspeito todo o tribunal em que tramitou seu processo.

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A parceria MPF-mídia que está destruindo o país

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Tempo e Razão, por AurelioJunior50

Tempo e Razão

por AurelioJunior50

Comentário ao post Xadrez da lista de Janot, o senhor do Tempo

O condominio PGR - MPF/LJ - STF  podem até ser os "Senhores do Tempo", mas não da razão ou sequer da racionalidade, uma vez que esta enxurrada de inquéritos, lançados ao bel prazer para variadas interpretações, podem reduzir a todo o sistema politico nacional, a uma anarquia continuada, a um real caos institucional, e o pior : de longo prazo, pois "selecionar" réus estará na prerrogativa - até mesmo constitucional - do "condominio", o qual associado a midia de massa poderá aniquilar qualquer um, bastará que alguns "Judas", desta extensa lista, sejam "escolhidos" para o cadafalso.

A "seleção": Pelos nomes constantes na "lista" observa-se que varios "Cardeais" - da direita a esquerda - nela estão expostos, todos praticamente são membros do " Alto Clero" congressual ou deles associados, portanto para o "Condominio" todas as opções estão em aberto, para "salvar o Brasil" (de acordo com a visão deles) dos corruptos contumazes, ao "condominio" bastará escolher - um "dedazo", com apoio da midia será suficiente, ainda mais se algum dos futuros réus resolver "abrir a boca", a razzia será perpetuada, o sistema politico da CF/88 acabou hoje, o qual bem ou mal, com todos seus problemas, ainda é o que se tem, MAS o que pode vir depois?

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Presidência da loja H.Stern fecha acordo de delação premiada

Foto: Divulgação
 
 
Jornal GGN - A cúpula do loja H.Stern fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e promete revelar detalhes sobre venda de joais sem nota fiscal, no Rio de Janeiro. A rede teria feito negócios com operadores do ex-governador Sergio Cabral (PMDB).
 
O grupo foi pego na operação Calicute, após uma das funcionárias admitir que um operador amigo de Cabral comprou uma peça de R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo.
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As perdas e os "ressarcimentos" da Operação Lava Jato


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - Após mais de três anos do início da Operação Lava Jato, a estatal brasileira Petrobras já respondeu a mais de quarenta ações judiciais por empresas e pessoas pedindo indenizações por danos morais e perdas de dinheiro, e a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) pediram outros cerca de R$ 70 bilhões de multas a empreiteiras e alvos.
 
Se no caso da estatal, a Petrobras já conquistou 22 vitórias de um total de 47 ações judiciais, também obteve uma derrota, outros 24 processos em andamento e ainda recursos em instâncias superiores que impedem um resultado claro de quanto pode pagar a empresa nacional pelo preço da Lava Jato.
 
Reportagem da Folha de S. Paulo fez um levantamento dessas ações. Em quatro delas, os autores são acionistas da própria Petrobras que alegam ter sido prejudicados pelo escândalo de corrupção. Alegam que o esquema influenciou na cotação das ações, que sofreu grande queda.
 
Outro pedido requer R$ 780 mil apenas por danos morais, outro disse ter sofrido "forte abalo emocional" na leitura de jornais. Em resposta, a Petrobras destacou nos tribunais que não passa de vítima dos fatos investigados.
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