Revista GGN

Assine

Mirian Leitão

Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político, por Luis Felipe Miguel

Bom-mocismo é a marca de uma esquerda que tem medo do embate político

por Luis Felipe Miguel

em seu Facebook

Eu não queria mais falar do affair Míriam Leitão, mas há algo que está incomodando demais. É a epifania que o episódio gerou em alguns, a visão de que há uma "selvageria" que a esquerda precisa a todo custo extirpar. Com argumentos delirantes e um bom-mocismo de gelar os ossos.

Primeiro, muita gente ignora um fato central: a tal agressão provavelmente nunca existiu. Há as incongruências do relato dela, há o timing estranhíssimo, há os depoimentos, vários, que a contradizem. Daí eu leio gente dizendo que não se pode duvidar da vítima. Isso, me perdoem, é uma demência. Há uma falha lógica. Se não houve agressão, não há vítima, então não há porque deixar de duvidar...

Leia mais »

Média: 4.3 (23 votos)

A bolinha de papel de Mirian Leitão

Não gosto de me meter em brigas de jornalistas. Mas o episódio abaixo teve intenções políticas óbvias, que transcendem as meras quizílias corporativas.

Estamos em plena era das redes sociais. Hoje em dia, celulares captam PMs assassinando pessoas em ruelas escuras, políticos sendo escrachados na rua, em casa, em aviões. Um funcionário da United foi filmado retirando um passageiro do avião.

Segundo a jornalista Mirian Leitão, no dia 3 de junho, ou seja, dez dias atrás, ela foi escrachada em um avião da Avianca por um grupo do PT. Segundo Mirian, não foi uma manifestação qualquer, foram duas horas (!) de ofensas.

"Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.

Leia mais »

Média: 4.5 (77 votos)

Perspectiva econômica em contradição na Globonews, por Andre Araujo

No programa Painel, especialistas são unânimes em não ver perspectivas no governo atual, contrariando Sardenberg, Miriam e Donny

Por Andre Araujo

No programa PAINEL, da Globonews, três debatedores cuidadosamente selecionado por William Waack sobre o tema, para abordar o futuro da economia brasileira a partir deste Governo. A conclusão de todos foi unânime: não enxergam qualquer perspectiva com os rumos atuais crises políticas, nenhum futuro para a economia brasileira, desmentido a campanha intensa da própria Globonews para provar o contrário, a partir do entusiasmo de Sardenberg, Miriam e Donny.


Leia mais »

Média: 4 (12 votos)

O Direito de Resposta vai salvar o jornalismo

Dizem os porta-vozes da mídia que a implementação da Lei de Direito de Resposta inviabilizará a liberdade de imprensa.

Seria o mesmo que a indústria automobilística afirmar que a obrigatoriedade do air bag e do extintor de incêndio inviabilizariam a produção de veículos. Ou os fabricantes de geladeiras sustentarem que a obrigatoriedade de certificados de eficiência energética inviabilizaria a produção de geladeiras. Ou ainda os laboratórios farmacêuticos exigirem o fim dos certificados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a comercialização de remédios.

Houve a mesma grita quando o Código de Defesa do Consumidor foi implementado no Brasil. Era o país antigo, de economia fechada e sem direitos do consumidor, reagindo contra os ventos da modernidade. Alegava-se que cuidados adicionais encareceriam os produtos a ponto de afastar os consumidores; os custos seriam excessivos etc.

O que ocorreu de lá para cá foi o aumento gradativo da qualidade dos produtos, empurrados pelas exigências do consumidor, devidamente amparadas por lei. Leia mais »

Média: 4.6 (37 votos)

O Direito de Resposta e as Nove Leis de Mirian Leitão 

A jornalista que quase provocou uma crise política porque um internauta colocou em sua biografia, na Wikipedia, que ela tinha errado algumas projeções econômicas, considera mera quirera o juiz “parar o que está fazendo”, para restabelecer a imagem da vítima do ataque de imprensa.

As duas são colunistas em jornais importantes: Vera Guimarães Martins, na Folha, Mirian Leitão, em O Globo.

Em seminário sobre imprensa, neste final de semana em Tiradentes, Mirian acalmou os jovens estudantes quanto ao receio de não terem liberdade para praticar jornalismo nos grandes jornais:

- Em trinta anos no Globo, jamais tive uma opinião minha censurada. Leia mais »

Média: 4.4 (72 votos)

Mirian e Sardenberg, a vingança sufocando a generosidade

No dia 13 de maio de 2013, Luiz Alberto Marques Vieira Filho cometeu a imprudência de acrescentar dados nos perfis da Wikipedia de dois jornalistas da Globo, Mirian Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, utilizando um computador ligado à rede do Palácio do Planalto.

O autor é funcionário de carreira do Ministério da Fazenda e na época estava lotado na Secretaria de Relações Institucionais.

No perfil de Sardenberg acrescentou que seu irmão, Rubens Sardenberg, é economista-chefe da Febraban, “instituição que tem grande interesse na manutenção dos juros altos no Brasil”. Acrescentava que “a relação familiar denota um conflito de interesses em sua posição como colunista-econômico”. Depois, apontava “erros notáveis” em algumas previsões de Sardenberg, Leia mais »

Média: 4.5 (32 votos)

O padrão de denúncias do jornalismo declaratório

O  primeiro ponto a considerar no denuncismo da mídia, é que ele tem lado político. Até aí nenhuma novidade. O ponto relevante é que o denuncismo não obedece a técnicas mínimas de qualidade jornalística. O jornalismo transformou-se em um autêntico "o que vier eu chuto".

Desde os anos 90, muito mais intensamente agora, nos aquários das redações criou-se uma demanda por escândalos que nenhum exército de repórteres experientes poderia dar conta.

A saída inicial foi cair de cabeça no chamado jornalismo declaratório. Consiga uma declaração qualquer, de uma fonte qualquer, e abstenha-se de checar sua veracidade: plante que o editor garante.

Esse modelo nasceu  com a campanha do impeachment de Collor e desenvolveu-se em várias vertentes. Em Brasília, por exemplo, na fase Ricardo Noblat o Correio Braziliense tornou-se um desses centros de ensinamento do neojornalismo declaratório, que ajudou a modelar toda uma geração de repórteres.

O auge desse modelo foi na fase Veja-Cachoeira, na qual as reportagens não conseguiam passar sequer em testes básicos de verossimilhança. Nesse ponto entra em jogo o padrão Murdoch, importado por Roberto Civita e aceito acriticamente pelos demais grupos de mídia.

Nesse modelo, não há mais a necessidade de nenhum vínculo entre a notícia e o fato. Abdicou-se do próprio conceito de notícia, que passou a ser tratada definitivamente como dramaturgia.

Leia mais »

Média: 4.7 (23 votos)

Mirian Leitão pode ter sido alvo de acerto interno na Globo

Vamos juntar algumas pecas de quebra-cabeça.

Peça 1 – a denúncia em si.

O Globo transforma em denúncia o uso de um computador da rede wi-fi do Planalto para alterar o perfil de dois jornalistas na Wikipedia.

A rede possui certamente mais de dois milhares de usuários internos do Palácio, incluindo a Sala de Imprensa. É um mero problema corporativo ao qual não está imune nenhuma grande corporação. É essa a razão de, em muitas empresas, o servidor bloquear acesso às redes sociais.

Trata-se, portanto, de uma questão funcional menor que, dentro do padrão atual do jornalismo brasileiro, é tratado como escândalo.

Até aí explica-se: coma falta de filtros jornalísticos até bocejo de padre vira escândalo.

Peça 2 – a divulgação do conteúdo apócrifo no perfil de Mirian Leitão.

Aí o quadro fica um pouco mais complicado. Leia mais »

Média: 4.5 (30 votos)