Revista GGN

Assine

Michel Temer

Desaprovação a Temer continua aumentando e chega a 87%

temer_beto_barata_pr_3.jpg

Foto: Beto Barata/PR

Jornal GGN - De acordo com pesquisa da Ipsos realizada no começo de abril, a desaprovação ao presidente Michel Temer cresceu nove pontos em um mês e chegou a 87%, quase se igualando com a taxa do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que tem 90% de desaprovação.

Além disso, aprovação do presidente da República recuou de 17% para 10% também no período de um mês. Sua melhor taxa foi em outubro do ano passado, quando alcançou 31%.

Foram ouvidas 1200 pessoas em 72 municípios brasileiros entre os dias 1 e 12 de abril. A pesquisa foi realizada antes da divulgação das delações da Odebrecht, que atingem diversos ministros, aliados e até o próprio presidente da República.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Governo nega publicidade em vídeos sobre a reforma da Previdência no SBT

Temer e dono da emissora se encontraram para debater defesa à tramitação de PEC no Congresso Nacional / Reprodução

do Brasil de Fato

Governo nega publicidade em vídeos sobre a reforma da Previdência no SBT

Após de jantar entre Silvio Santos e Michel Temer, emissora passou a veicular vídeos favoráveis à PEC 287

Rute Pina

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República negou que os vídeos veiculados pela emissora Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) sejam peças publicitárias. Desde a sexta-feira (21), após um encontro entre o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), e o empresário Silvio Santos, o canal passou a exibir vídeos favoráveis à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que altera, entre outras coisas, as regras da aposentadoria.

Segundo o órgão, não houve contrapartida ou remuneração para produção dos vídeos. A assessoria do governo federal afirmou ainda que Silvio Santos "decidiu apoiar voluntariamente a reforma da Previdência, convencido da importância da pauta".

Temer e o dono da emissora jantaram na noite da última quinta-feira (20). A principal pauta do encontro foi a defesa da reforma da Previdência, em um cenário de incerteza do governo federal em angariar os votos necessários para aprovação da proposta na Câmara dos Deputados.

Leia mais »

Média: 1 (4 votos)

Entraves da não-democracia brasileira, por Osvaldo Estrela Viegaz

Foto: Beto Barata/PR

do Justificando

Entraves da não-democracia brasileira

por Osvaldo Estrela Viegaz

Cada dia mais se assola no Brasil a situação inversa da democracia.

Vivemos tempos difíceis desde a oficialização do golpe perpetrado em face da presidenta Dilma Rousseff, eleita diretamente pelo voto popular em 2014 e com o diariamente desastroso governo golpista instalado após o afastamento e impeachment, que (re)tornou ao poder os mesmos políticos de carreira que há anos sugam até última gota de sangue, suor e trabalho dos brasileiros para manter a pompa de suas próprias regalias.

A desilusão é clara. E não podemos esperar nada de melhor do que vem transparecendo da forma e atividade dos nossos representantes. A corrupção existe e sempre soubemos disso, mesmo que por anos e décadas ela tenha conseguido se esconder nos porões do Congresso Nacional. Hoje não apenas sabemos que esse monstro não é fictício, como o vemos todos os dias nas revistas, telejornais, redes sociais e sites do mundo todo.

Leia mais »

Média: 4.2 (5 votos)

Romero Jucá, o tricoteiro de quatro agulhas

romero_juca_-_pmdb.jpg

Uma das estrelas da Lava Jato, Jucá é recordista (ao lado de Aécio Neves) nos pedidos de inquérito da nova fase da investigação (Foto: PMDB)

Da Agência Pública

 
Presidente do PMDB, principal articulador de Michel Temer no Congresso e uma das estrelas da Lava Jato, Romero Jucá defende uma transição no lugar do extermínio da classe política encurralada pelo maior escândalo de corrupção da história
 
por Lucas Ferraz 

O senador Romero Jucá Filho é um homem ligeiro, com um quê de hiperatividade, que veste sempre ternos bem cortados. A gravata costuma ser um modelo slim que o deixa com uma aparência mais jovem que os seus 62 anos. Tem os olhos ariscos. Ao longo dos anos, ele desenvolveu uma particular habilidade de falar ao mesmo tempo com diferentes interlocutores sobre os mais variados assuntos.

Leia mais »
Média: 5 (4 votos)

O corte de recursos para C&T e a “Marcha pela Ciência”, por Renato Dagnino


Foto: Marcos Corrêa/PR

Por Renato Dagnino
*Professor titular da Unicamp

Ao contrário do que ocorre com outras políticas públicas, é ainda incipiente no âmbito da esquerda a discussão sobre a política de ciência, tecnologia e inovação (PCTI). Dado que a retomada de nosso projeto de desenvolvimento exigirá, mais do que no passado, sua orientação para resolver os déficits cognitivos associados às demandas materiais da maioria da população, é importante uma reflexão sobre o que está por trás do corte de recursos para C&T.

O governo golpista diz que o corte, assim como outras medidas de “austeridade”, se deve a uma pretensa crise fiscal. Os líderes da corporação (ou da comunidade) científica reagem esgrimindo a meia-verdade de que ele “compromete o futuro do país”, etc. Tentando reeditar o que ocorreu décadas atrás quando a elite cívico-militar golpista foi convencida da importância da C&T para seu projeto político, se pretende fazer com que a PCTI, dado seu caráter particular, não seja afetada.

Os analistas críticos da PCTI, que até agora foi hegemonicamente controlada pela corporação científica sem atentar que seu caráter público exige que ela atenda aos interesses de outros atores sociais, ficam numa situação delicada: é difícil não se somar a essa reação, mas também é difícil fazê-lo incondicionalmente.

Leia mais »

Média: 4.3 (7 votos)

Presidente da Funai será demitido por negar nomeações de ruralistas

Osmar Serraglio, ministro da Justiça - Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro da Justiça do governo de Michel Temer, Osmar Serraglio (PMDB), resolveu demitir o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Antônio Fernandes Toninho Costa, porque o representante dos indígenas não nomeou os 28 indicados pela bancada ruralista a compor a organização.
 
A pressão partiu do deputado André Moura (PSC-SE), que levou os nomes da bancada para a instituição que representa os direitos dos índios e a política indigenista no Brasil. Os cargos recomendados eram de funções técnicas na Funai, mas Costa se negou a nomear os políticos.
 
Isso porque Antônio Fernandes, antes um nome de apoio do próprio deputado André Moura, adotava a postura de indicar apenas especialistas para as coordenadorias regionais e assessorias da Funai. Após contrariar as exigências, seu padrinho político e o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, com o aval de Michel Temer, decidiram demitir o presidente da entidade.
Média: 2.3 (10 votos)

Pobres pagam "preço amargo" de "soluções superficiais" no Brasil, diz Papa a Temer

Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
 
Jornal GGN - Além de recusar o convite de Michel Temer para visitar o Brasil, o papa Francisco chamou a atenção do presidente da República de que os problemas brasileiros, "sobretudo com os mais pobres" que "pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais", vão "muito além da esfera meramente financeira".
 
As afirmações foram colocadas em uma carta do papa Francisco a Temer, negando o convite do mandatário, no fim de 2016, que convidava o líder da Igreja Católica a participar das celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, que serão comemorados neste ano. O Papa afirmou que não poderia visitar o país devido a sua intensa agenda.
 
Na correspondência, o papa deu outros recados a Temer. Disse que está "rezando pelo país" e que acompanha "com atenção" os acontecimentos da maior nação da América Latina. Em clara referência às tentativas de aprovação das reformas, como a da Previdência, a Trabalhista, além do próprio Teto dos Gastos já em vigor, o Pontífice afirmou que "não se pode confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado".
Média: 5 (6 votos)

Temer deve ser investigado por pedido de propina, diz PSOL ao STF


Fotos públicas
 
Jornal GGN - Apesar de ser proibido de ser responsabilizado por "atos estranhos ao mandato", o presidente da República não está isento de investigação. É o que diz a própria Constituição Federal, que no parágrafo 4º do artigo 86 impede apenas que o mandatário se torne réu em ação penal por crimes não relacionados ao mandato. Com base nesse argumento, o PSOL entrou com um recurso contra a decisão do ministro Edson Fachin, que arquivou inquérito contra Michel Temer (PMDB).
 
O partido entrou com um agravo regimental contra o despacho do ministro, que é relator no Supremo Tribunal Federal (STF) pelas ações referentes à Operação Lava Jato na última instância. No documento, Fachin decidiu arquivar o pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República contra o peemedebista.
 
O nome de Temer aparece em diversos depoimentos de executivos e ex-executivos da Odebrecht, como um dos políticos a receber e a articular pedidos de propinas e caixa 2 para financiar as campanhas do PMDB. No que se tornou um dos mais conhecidos, o depoimento de Marcio Faria, ex-executivo da empreiteira, afirmou que o então candidato a vice-presidente na chapa com Dilma Rousseff organizou a reunião que pediu propina à empreiteira, em 2010.
Média: 4.4 (10 votos)

Governo Temer manipulou dados de crescimento

Tudo o que a imprensa criticava – com razão – na manipulação dos índices estatísticos do governo Cristina Krischer, começa a ser praticado pelo governo Michel Temer.

Esta semana, o governo acenou com três boas notícias: a melhoria no índice PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), medidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).

O fato foi saudado em manchetes de todos os jornais e ajudou a reforçar a ideia de que o país está à beira da recuperação, e esse movimento poderá ser comprometido pela não votação da reforma da Previdência.

Leia mais »

Média: 4.4 (27 votos)

AO VIVO: Rodrigo Maia tenta aprovar urgência para Reforma Trabalhista

Leia mais »

Média: 3.7 (6 votos)

Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato: Leia mais »

Média: 4.5 (57 votos)

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Multidão foi ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acompanhar votação na Câmara e prestar apoio à então presidenta Dilma (Foto DANILO RAMOS/RBA)

Impeachment

da Rede Brasil Atual

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

por Sarah Fernandes e Gabriel Valery

São Paulo – O dia 17 de abril de 2016 entrará para a história como uma data controversa. Foi naquele domingo que a Câmara dos Deputados votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Encorajado por uma série de manifestações populares fomentadas pela mídia tradicional, o plenário aprovou “por Deus, pela pátria e pela família”, o encaminhamento do processo para o Senado, após nove horas e 47 minutos de sessão. O motivo principal, mais que o suposto crime de responsabilidade do qual Dilma foi acusada, era levar ao poder um governo que aplicasse um pacote de retrocessos que jamais seria aprovado nas urnas, como defendem movimentos sociais e analistas.

Pelas acusações, Dilma teria cometido crime de responsabilidade por ter assinado decretos de créditos suplementares e cometido as chamadas "pedaladas fiscais". O debate foi árduo, visto que as práticas foram utilizadas por governos anteriores, bem como por diferentes estados. Argumentos à parte, naquele 17 de abril os tais "crimes" foram pouco citados durante a sessão.

Leia mais »
Média: 3.9 (7 votos)

A bênção para propina veio de Temer, diz delator

Jornal GGN - Rogério Santos de Araújo, que respondia pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse, em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República), em 2010, que Temer “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo com executivos da empreiteira com Eduardo Cunha, então deputado federal e do lobbista do PMDB João Augusto Henriques. O acerto em questão, de 2010, dava conta de US$ 40 milhões em propinas a integrantes do PMDB.

Márcio Farias, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, também mencionou a mesma reunião.

Araújo afirma que, como a propina era substanciosa, a Odebrecht foi em busca da concordância de outros caciques do PMDB, com mais poder que Cunha.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Em 2014, Temer assumiu pedidos de arrecadação de modo "relevante", diz delator

 
Jornal GGN - Comandando o PMDB na Câmara dos Deputados, Michel Temer não tinha o hábito de pedir propinas e caixa dois diretamente a executivos, papel que era dos atuais ministros do governo Eliseu Padilha e Moreira Franco. Mas no ano de 2014, quando concorria a vice da presidente Dilma Rousseff pela segunda vez, Temer assumiu os pedidos de contribuições financeiras para o partido "de maneira relevante".
 
A afirmação é do executivo da Odebrecht, Claudio Melo Filho, em delação à equipe de procuradores da República da Operação Lava Jato. "O núcleo político organizado do PMDB na Câmara dos Deputados é historicamente liderado por Michel Temer, atual presidente da República. À semelhança do que ocorre no Senado, esse grupo capitaneado por três nomes: Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco", disse em trecho do depoimento.
 
A lógica foi usada por Cláudio Melo Filho para explicar aos investigadores que os valores e porcentagens de repasses da Odebrecht no acerto de contratos junto à Petrobras em benefício dos deputados da sigla eram feitos com Padilha e Moreira Franco.
Média: 4.4 (7 votos)

Temer sinalizou que teria Dilma no seu colo, com ajuda de Cunha e Alves

Fala ocorreu em acerto de uma das maiores porcentagens de propinas já pagas pela Odebrecht a partidos e políticos, que resultou em US$ 40 milhões para as campanhas do PMDB em 2010
 

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando Michel Temer, então candidato a vice de Dilma Rousseff pela primeira vez, em 2010, pediu 40 milhões de dólares de propina para campanhas do PMDB, em uma das maiores porcentagens já pagas pela Odebrecht a políticos por contratos da Petrobras (5%), o peemedebista sinalizou que teria a petista em seu colo, com a ajuda dos então deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, em caso de dificuldades para atender a interesses do PMDB.
 
A descrição de impacto ocorre aos 17 minutos da delação em detalhes do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Márcio Faria, à Procuradoria Geral da República, liberada à público nesta semana. O delator trouxe aos procuradores a descrição acurada de episódios em que o PMDB, por meio da Diretoria Internacional da Petrobras, obteve altas porcentagens de propinas em contratos fechados pela Odebrecht.
 
O primeiro relatado naquela audiência foi de outubro de 2010, quando a Odebrecht assinou um contrato de 825 milhões de dólares para o projeto do PAC SMS, que abarcava nove países. "Este contrato, desde o início, foi dirigido para nós [Odebrecht], a verdade foi essa. Meses antes disso, o Rogério [Santos de Araújo, um de seus funcionários] foi procurado por um gerente da Internacional da Petrobras, de nome Aluísio Telles, que procurou, perguntou o nosso interesse, que estava disposto a ajudar, evidentemente em troca de propina". 
Leia mais »
Média: 4.6 (11 votos)