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Michel Temer

Marcelo diz que Dilma e Temer sabiam de caixa dois, mas não os acusa diretamente

 
Jornal GGN - Alguns depoimentos de executivos e ex-funcionários da Odebrecht concedidos ao ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma e Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram vazados à Folha de S. Paulo. Desses conteúdos, o jornal produziu três reportagens com conteúdos selecionados: "Dilma sabia de caixa dois na campanha, diz Marcelo Odebrecht", "Marcelo Odebrecht diz que pagou resgate em Angola, Iraque e Colômbia" e "Caixa dois da chapa Dilma-Temer foi entregue em hotéis e flats, diz delator".
 
A primeira reportagem foi a única antecipada na internet antes da impressão desta sexta-feira (24). Já na quinta, o jornal dedicava espaço no portal online para dizer que a ex-presidente Dilma Rousseff teria conhecimento dos repasses de caixa dois à campanha eleitoral de 2014. Entretanto, apesar de apontar Dilma, a declaração do ex-presidente da companhia foi com base no "achismo".
 
"Veja bem, Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para o João Santana. Isso ela sabia", afirmou Marcelo, a questionamento de Benjamin na audiência.
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Benjamin diz que jogo do poder não pode vencer processo de cassação de Temer

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - A expectativa é de que, em três semanas, o relatório final da cassação de Michel Temer seja finalizado pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin. Até agora, enquanto aguarda as últimas alegações, o ministro do processo de cassação da chapa eleitoral de 2014 concluiu o relatório parcial, com mais de mil páginas.
 
Sem citar outros ministros da Corte que analisarão o processo que pode encurtar o mandato do peemedebista, Benjamin afirmou que é "inadmissível" que "o argumento poderoso dos fatos seja derrotado por fundamentos que não têm sustentação, exceto no jogo do poder".
 
A resposta foi concedida em entrevista à reportagem do Estado de S. Paulo. O relator do processo mencionou que não estava "nem um pouco" preocupado se o seu voto não for acompanhado pela maioria dos sete ministros do TSE, necessária para a cassação de Temer. Pediu apenas que "as regras do jogo sejam republicanas".
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Em dez meses de Temer, um retrocesso de 100 anos, por Marcelo Auler

temer_7_2.jpg
 
Do blog do Marcelo Auler
 
 
Marcelo Auler
 
Juscelino Kubitschek passou à História como o presidente que em cinco anos, fez o país progredir 50. Michel Temer, que conquistou a cadeira de presidente com uma conspiração e um golpe, ficará conhecido como o mandatário que em apenas 10 meses no governo provocou um retrocesso de 100 anos na legislação trabalhista. A constatação foi feita pela procuradora regional do Trabalho no Rio de Janeiro, Daniela Ribeiro Mendes, no sábado (11/03), no lançamento do Movimento MP Transforma, no Rio. É dela a explicação:
 
“Em 1919, a Carta de fundação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) tem a seguinte epígrafe: “O trabalho não é mercadoria”. Isto, em 1919, e a gente está aqui, agora, cem anos depois, tendo que repetir isso. Não só o trabalho não é mercadoria, outras coisas também não são”. (ouça o vídeo)

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Gilmar, o Rasputín dos golpistas, por Jeferson Miola

Gilmar, o Rasputín dos golpistas

por Jeferson Miola

Gilmar Mendes é onipresente na política brasileira. Participa de todos os movimentos e atua com centralidade em todas as tramóias. Ele é um "alquimista político" constantemente ocupado em manipular fórmulas para salvar o regime de exceção.

Gilmar elabora remédios para toda e qualquer podridão do governo golpista. O papel do Gilmar avulta na mesma proporção em que os golpistas se enredam em problemas criminais. Para um juiz sem-voto, é uma notável proeza.

Neste que é o ano do centenário da Revolução Russa, é inevitável a associação da imagem deste nefasto juiz com a figura do curandeiro Grigori Rasputin.

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Todos sabem que o TSE não agirá contra Temer, por Roberto Amaral

Temer

Do site de Roberto Amaral

 
por Roberto Amaral
 
É grave a saúde da República cujo povo não pode confiar nos Poderes que deveriam protegê-lo

Os analistas do quadro internacional são unânimes no registro do avanço político do conservadorismo, com seus ingredientes clássicos, que incluem a xenofobia, o racismo e algumas formas de nacionalismo. O processo não é novo, mas, por óbvias razões, só se tornou preocupante a partir do Donald Trump presidente, visto pela grande imprensa como um ‘populista de direita’. Até aqui o adjetivo populista, adotado de forma depreciativa, era reservado pela mídia aos governos populares e de esquerda da América Latina. Ou seja, era uma especificidade da periferia.

O fato objetivo é o registro, presente, de algo como uma onda reacionária que percorre o mundo a partir da Europa, relembrando a história da primeira metade do século passado. Naquele então, quando os EUA rooseveltianos simbolizavam a democracia clássica, tivemos formas variadas de ditaduras e nazismo dominando a Alemanha e suas adjacências, ao lado do fascismo italiano, da ditadura japonesa (constituindo os três o famoso Eixo militar que promoveu a II Guerra Mundial), o stalinismo, o salazarismo e o franquismo, com suas repercussões entre nós, pois eram também esses, no Brasil, os tempos do Estado Novo varguista.

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Xadrez da Carne Fraca no Estado de Exceção

Peça 1 – os policiais celebridades criados pela mídia

Este é o delegado Maurício Moscardi Grillo. É jovem, passou no concurso da Polícia Federal e é delegado há apenas cinco anos. E destoa dos colegas por dois pontos relevantes.

Primeiro, pelo exibicionismo. Ao contrário dos procuradores da Lava Jato, a PF sempre primou pela discrição. Grillo gosta dos holofotes, é boquirroto e cultiva frases de efeito, que possam repercutir na mídia.

Segundo, porque é um empreendedor de sucesso. Em 2015 inaugurou o San Marino Residence Hotel, em sua cidade, Bauru, mostrando uma desejável preocupação em garantir o futuro. É um prédio de quatro andares, de propriedade de uma empresa dele e da esposa, com capital social registrado de R$ 100 mil (https://goo.gl/ytIjUS).

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Com risco a mercado nacional, Temer começa a defender carnes brasileiras

 
Jornal GGN - Verificando os impactos da Operação Carne Fraca na economia brasileira, com a imagem dos frigoríficos e empresas nacionais prejudicados por países que já anunciaram a suspensão da importação de carnes, o presidente Michel Temer começou a minimizar as investigações da Polícia Federal.
 
Nesta segunda-feira (20), Temer participou de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo, onde foi homenageado. No encontro, afirmou que o agronegócio "não pode ser desvalorizado por um pequeno núcleo", que é o investigado, e que das "4.850 plantas de frigoríficos no Brasil, apenas 3 foram interditadas e mais 18 ou 19 vão ser investigados". 
 
"O ministério da Agricultura tem 11.300 servidores e só 30 estão envolvidos [no esquema], ou investigados. É um número diminuto", disse. Leia mais »
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Derrubar o governo Temer: uma demanda de dignidade, por Aldo Fornazieri

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Por Aldo Fornazieri

Quando os gregos antigos criaram a Polis (cidade) como comunidade política e teorizaram sobre ela, estabeleceram como princípio cardeal de sua construção e de sua condução a ideia de Justiça, entendida como satisfação das necessidades, promoção do interesse comum, agregação de bens materiais e bens morais e espirituais, garantia a todos de condições que os abrigassem dos tormentos da pobreza e da miséria e busca dos fins éticos da comunidade - fins comuns - pela prática das virtudes, única maneira de promover o encontro da busca da felicidade individual com a felicidade coletiva.

A cidade Justa implicava um senso reduzido de desigualdade e era a forma equilibrada de garantir também a liberdade. Os pensadores clássicos da filosofia política sempre entenderam que a desigualdade é a condição que destrói a vida cívica, a Justiça e a liberdade. O constitucionalismo moderno, sob diversas fórmulas, incorporou estes princípios fundantes da comunidade política, traduzida, hoje, no Estado-nação. Esses princípios, acrescidos pelo rol de direitos humanos, incorporando os direitos civis, políticos e sociais foram constituindo o que se conhece como dignidade da pessoa humana.

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Entenda: Michel Temer tentará, mas não pode separar julgamento de Dilma

 
Jornal GGN - Em estratégia de desvincular os esquemas de corrupção e de caixa dois para o financiamento de campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014, o atual presidente e peemedebista retoma a tática de isolar a responsabilidade sobre Dilma. O GGN apurou que Temer contará com o auxilio das brechas de uma legislação não clara quanto à prestação de contas pelos comitês financeiros.
 
A Lei que trata do tema é a 9.504, de 30 de setembro de 1997, chamada Lei das Eleições. O artigo que regulamentava o funcionamento dos comitês financeiros era o 19, que estabelecia a exigência do grupo responsável pela arrecadação, aplicação, contabilização e prestação de contas da campanha eleitoral.
 
Art. 19. Até dez dias úteis após a escolha de seus candidatos em convenção, o
partido constituirá comitês financeiros, com a finalidade de arrecadar recursos e 
aplicá-los nas campanhas eleitorais.
 
§ 1º Os comitês devem ser constituídos para cada uma das eleições para as quais
o partido apresente candidato próprio, podendo haver reunião, num único comitê, 
das atribuições relativas às eleições de uma dada circunscrição
 
§ 2º Na eleição presidencial é obrigatória a criação de comitê nacional e facultativa
a de comitês nos Estados e no Distrito Federal.
 
§ 3º Os comitês financeiros serão registrados, até cinco dias após sua constituição,
nos órgãos da Justiça Eleitoral aos quais compete fazer o registro dos candidatos

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Temer diz que pode negociar reforma da Previdência por governabilidade

 
Jornal GGN - Após oferecer um jantar a senadores da base aliada e ministros, no Plalácio da Alvorada, na noite desta quarta-feira (15), para discutir temas da agenda econômica e reaproximar os parlamentares contra uma possível ruptura, o presidente Michel Temer mudou o discurso e disse que está aberto para negociar mudanças na Reforma da Previdência.
 
Manteve a linha de que a medida é necessária para recuperar a economia do país, mas recuou, afirmando que é possível haver algum diálogo. “Nós achamos que a proposta ideal, a necessária para colocar o país nos trilhos de uma vez, é aquela que o Executivo mandou. Se houver necessidade de conversações, nós não estamos negando qualquer espécie de conversação. O que não podemos é quebrar a espinha dorsal da Previdência", disse.
 
A declaração ocorreu durante palestra com executivos de cerca de 100 empresas, reunidos na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, nesta sexta (17). Para o empresários e representantes da Indústria, Temer quis mostrar empatia aos anseios do mercado.
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Brasil entre ficção e realidade: o país da pós-verdade, por André Cavalcanti

Por André Muniz Cavalcanti e Thiago Muniz Cavalcanti

Do Justificando

Na sociedade criada por George Orwell em sua notável obra 1984 – traduzida para diversos idiomas e transformada em filme –, o Estado, além de ditar as regras de conduta, preocupava-se em manipular os fatos com o fito de impedir interpretações que não a oficial. Qualquer modo de traduzir a realidade que não se coadunasse com o estatal deveria ser delatado e sumariamente punido.

Apesar de fictício, pode-se vislumbrar ínsita relação do enredo – no que diz respeito à manipulação dos fatos pelas fontes oficiais – com o Brasil hodierno, em que a repulsiva conjuntura política não tem sido capaz de comover a opinião pública.

A atual indiferença em relação à verdade traz alguns fortes elementos de Orwell. Embora a “pós-verdade” descarte o autoritarismo típico das ditaduras militares e dos estados totalitários, é severamente marcada pelo desarranjo entre a realidade dos fatos e aquilo que vem a substituí-la: a propaganda. Nesse sentido, em se tratando da proposição das reformas e dos projetos de seu interesse, o governo se favorece de “verdades” oficiais desconectadas da realidade. Analisem-se as reformas trabalhista e previdenciária e as propostas de massivos cortes nos gastos estatais. Prefere-se o boato ao fato; o tecnicismo à franqueza; a emoção à razão.

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Após encontro com Temer, base modifica discurso e retoma tentativas de reformas

 
Jornal GGN - Após as manifestações do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, de que Michel Temer já "precipitadamente" havia "inviabilizado a reforma da Previdência", ao enviar o texto sem tempo de debate entre os parlamentares e de que agindo assim ele também inviabilizaria as outras reformas, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), refez o discurso.
 
Nesta quinta-feira (16), Eunício trouxe um recado indireto a Renan e a outros parlamentares da base aliada que iniciaram uma ruptura nas Casas Legislativas. Afirmou que o papel do Congresso Nacional é aprovar as reformas propostas por Temer para "ajudar o Brasil a crescer". 
 
A declaração foi ainda dada após o presidente Michel Temer oferecer um jantar aos senadores, incluindo Renan Calheiros, no Alvorada, na noite desta quarta-feira (15). O senador havia criticado as medidas econômicas recentemente adotadas pelo mandatário e alertou para o risco que corre com as demais propostas enviadas à Câmara e ao Sendo.
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No Brasil, o presidente é o produtor oficial de notícias falsas, por Janio de Freitas

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Jornal GGN - Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas critica afirmações do presidente Michel Temer sobre a reforma da Previdência, argumentando que a proposta do governo atinge a população mais carente, ao contrário do que deu a entender o presidente da República.
 
“Os de salário mínimo integram a grande multidão que começa a trabalhar mais cedo”, diz o colunista, afirmando que exigir desta pessoas mais cinco ou dez anos de trabalho é desumano. “E negá-lo é mentir ao país”, completa.
 
Janio destaca que Temer também negou a autoria do ex-presidente Lula da transposição do São Francisco. “Citou valores errados, sempre em seu favor. E inventou a entrega de 130 mil cisternas”, afirma. 

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Em dia de manifestações, Congresso recua de Reformas

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, disse que Reforma da Previdência já foi inviabilizada e alertou Temer: "se continuar dessa forma, o governo vai inviabilizar as outras reformas: Trabalhista, Tributária"

 
Jornal GGN - Após a onda de manifestações que tomou conta do país, nesta quarta-feira (15), no Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e pela saída de Michel Temer, deputados e senadores recuaram de medidas polêmicas.
 
Na Câmara, o tema principal das centenas de protestos que se estenderam por todo o dia no Brasil pressionou os deputados. Integrantes da Comissão Especial que analisa a PEC 287, da Reforma da Previdência, afirmaram que os números enviados pelo Ministério da Fazenda não eram suficientes.
 
Os parlamentares haviam pedido ainda em fevereiro o envio dos cálculos atuariais, com informações completas dos benefícios referentes ao período de 2000 a 2015. Encaminhado somente nesta terça-feira (14), o documento trazia resumos de informações. Como justificativa, o governo alegou que o pedido seria "uma extração onerosa tanto em termos financeiros como em tempo necessário para a execução".
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Temer não pode vender os bens do povo brasileiro, diz Lula em ato na Paulista

Lula em manifestação em abril de 2016 - Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

 

Jornal GGN - Em discurso a cerca de 200 mil manifestantes na avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o golpe "não foi apenas contra Dilma", mas também para "acabar com as conquistas sociais", e que Michel Temer deveria o escutar e ser "presidente de empresa", não "vender os bens do povo brasileiro".
 
A declaração foi no ato na capital paulista, que teve início às 15h e se estendeu pela noite desta quarta-feira (15), no Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e pela saída de Michel Temer.
 
"Está ficando cada vez mais claro que o golpe dado neste país não foi apenas contra a Dilma e os partidos de esquerda. O golpe foi para colocar um cidadão sem nenhuma legitimidade para acabar com as conquistas sociais do povo", introduziu Lula no discurso.
 

"Colocou no Congresso uma força política para enfiar goela abaixo do povo brasileiro uma reforma que vai impedir a aposentadoria de milhões. O problema não é de dinheiro. Eu queria que o Meirelles estivesse ouvindo. Eu queria que o Temer estivesse ouvindo", alertou o ex-presidente.

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