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Luiza Erundina

Deputados denunciam Brasil à ONU por violações aos direitos humanos

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Foto: Jornalistas Livres
 
Jornal GGN - Deputados da oposição ao governo Temer entregaram um documento ao coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niki Fabiancic, relatando violações de direitos humanos que ocorreram na última semana.
 
As deputadas Maria do Rosário (PT-RS), Luiza Erundina (PSOL-SP) e o deputado Paulão (PT-AL) apontam para a repressão ao ato por eleições diretas em Brasília, para o decreto de Temer que autorizava o uso das Forças Armadas e também para a chacina no Pará, onde dez pessoas foram mortas. 
 
Além dos parlamentares, também assinam o texto entidades da sociedade civil, que pedem que a ONU envie observadores para investigar os casos. 

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Debate entre candidatos de SP encurrala Dória, Marta e Russomanno

Tucano tenta explicar polêmica de terreno em Campos do Jordão, e Marta é acusada de apoiar golpe 

 
Jornal GGN - Em debate eleitoral entre candidatos à prefeitura de São Paulo, promovido em parceria entre SBT, UOL e Folha de S.Paulo, os candidatos Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (Psol) e Major Olímpio (SD), mostraram-se mais afiados do que o tucano João Doria, Marta Suplicy (PMDB), e Celso Russomanno (PRB). 
 
Haddad passou a maior parte do tempo no debate ressaltando os avanços da sua gestão, enquanto Erundina investiu contra Doria e defendeu a implantação gradativa do passe livre no transporte público. Já Major Olímpio acusou Marta de apoiar Temer, destacando que o atual presidente limitou gastos com saúde e educação, ele também pediu explicações a João Doria sobre a corrupção do PSDB no cartel do metrô de São Paulo.
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Temer nunca teve liderança e não tem sustentação, diz Erundina

 
Jornal GGN - A candidata do PSOL à prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina, chamou o atual presidente, Michel Temer, de "golpista, traidor, usurpador da soberania popular". Erundina, que chegou a disputar o mesmo posto em 2004, tendo Temer como vice, defende que ele "nunca teve liderança" e que hoje não tem "legitimidade" e "sustentação na sociedade".
 
Em declarações dadas ao O Globo, Erundina explicou que a sua constante mudança de partidos, completando ao todo três siglas em pleitos eleitorais, guarda relação com o que enxerga como "coerência". Ao sair do PT, por exemplo, assume hoje que "deve muito ao partido" e que não é "daquelas que saem batendo, desmoralizando".
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"Projeto de humanidade está em risco no Brasil", diz Erundina

Candidata à prefeitura de SP diz que um dos desafios nessas eleições é reverter o desencanto com a política
 
 
Jornal GGN – Não basta ser um bom gestor público para comandar a cidade de São Paulo se não compreender o papel da metrópole como liderança regional e, portanto, seu papel no desenvolvimento do país.
 
Essa visão integrada foi defendida pela candidata a prefeitura da cidade Luiza Erundina, entrevistada do programa “Na Sala de Visitas com Luis Nassif”. A deputada federal avaliou, ainda, que a crise econômica enfrentada no país, e que atinge particularmente os municípios, é reflexo da desestruturação político-institucional presente em todas as esferas de poder.
 
“Essa crise é mais do que uma crise econômica, é uma crise institucional que mostra que o poder local, municipal, estadual, está esvaziado sem estratégia de ação política”, completou. E o fortalecimento da ação política não virá de outra maneira, para Erundina, senão com o aumento da participação direta da população nas decisões políticas. 
 
O primeiro passo apresentado nesta entrevista pela candidata, e que pode diminuir o distanciamento entre a prefeitura e o cidadão, e a reestruturação da gestão financeira da cidade. “O planejamento orçamentário tem que se inverter. Analisando, por exemplo, a realidade per capita orçamentária entre as regiões mais ricas e as regiões mais pobres você percebe que há uma enorme injustiça e concentração em termos de infraestrutura e serviços prestados”. 
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"Na Sala de Visitas" recebe Luiza Erundina, Renato Meirelles e Marco Pereira

O que há de novo na sociedade e política brasileira e, na música, uma homenagem de Marco Pereira a Dilermano Reis – agora, na nova edição do “Na Sala de Visitas com Luis Nassif” 
 

 
Jornal GGN - Em entrevista exclusiva para o programa "Na Sala de Visitas com Luis Nassif", a deputada federal e candidata à prefeitura de São Paulo pelo PSOL, Luiza Erundina, apresenta o foco de sua campanha eleitoral, avalia os erros das gestões passadas e o avanço do moralismo na política brasileira.
 
"O projeto de humanidade está arriscado, isso não é só no Brasil, essa crise é no mundo. Mas isso pode sinalizar uma luzinha lá no fim do túnel como sendo o fim de um ciclo histórico-social, e ele retoma um outro ciclo num outro patamar dentro da espiral da história. Então quem sabe estamos no fim de um ciclo?", ponderou a candidata que não desanima diante do quadro de incertezas no cenário político brasileiro. 
 
"O desânimo, o desalento, a desesperança são conservadores porque nos coloca no individual, e no individual não muda coisa nenhuma. Mas a esperança é uma energia que te contagia. O contágio gera energia, que movimento, ação e ação gera mudança".
 
Nesta edição, Luis Nassif também entrevista Renato Meirelles. O ex-presidente do Data Popular lançou recentemente o Instituto de Pesquisa Locomotiva, para estudar o perfil do consumidor brasileiro fugindo do tradicional padrão de classes socioeconômicas. 

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Erundina debate "Estado Policial de Alckmin" e a "mídia partido"

 
Jornal GGN - A deputada federal pelo PSOL e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, participou nesta segunda-feira (16), de um debate sobre a criminalização da política e o golpe no Brasil. Ao lado do professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC Reginaldo Nasser, Erundina falou sobre o Estado Policial de Alckmin, sobre a intolerância política e a atuação da mídia como partido político.
 
"Eu vim, sobretudo, estabelecer uma aliança com vocês dessa luta. Uma aliança que inclui as propostas de se encontrar mecanismos de enfrentamento, diante de um estado policial, que é o que está ocorrendo hoje, temos um Estado policial e o Estado Alckmin, que operam através da força bruta, da polícia, do medo, da repressão, das restrições à liberdade de organização e de manifestação. Associado a isso, uma mídia partido", disse a deputada.
 
O evento foi realizado pelo movimento Conexões em Luta, que mediou o debate. "Na atual conjuntura brasileira, estamos presenciando um processo de golpe institucional que tem trazido à tona diversas consequências terríveis: o levante de movimentos organizados de caráter fascista, agressões gratuitas em praça pública contra seguidores de ideologias de esquerda, ódio social contra aqueles historicamente oprimidos e forte repressão policial", disse a organização, sobre a necessidade de discutir o tema e encontrar saídas.
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Luiza Erundina debate criminalização da política e golpe no Brasil

 
Jornal GGN - A deputada federal pelo PSOL e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, e o professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, promovem, nesta segunda-feira (16), um debate sobre a criminalização da política e o golpe no Brasil.
 
"Na atual conjuntura brasileira, estamos presenciando um processo de golpe institucional que tem trazido à tona diversas consequências terríveis: o levante de movimentos organizados de caráter fascista, agressões gratuitas em praça pública contra seguidores de ideologias de esquerda, ódio social contra aqueles historicamente oprimidos e forte repressão policial", introduziu o movimento Conexões em Luta, organizador do evento.
 
Para o grupo, além de que o avanço das pautas conservadoras seja algo novo, desde a redemocratização do Brasil, "a verdade é que não estamos isolados no mundo – o que pode ser constatado pelo preocupante crescimento das forças de extrema-direita tanto na Europa quanto nos Estados Unidos". "Como entender e, mais importante, combater esse fenômeno?", questiona o movimento.
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Salários de parlamentares devem passar por referendo, defende Erundina

Da Rede Brasil Atual

 
Deputada criticou o uso de emendas ao orçamento, seja para apoio ao mandato, ou para eleições futuras, e destacou que há políticos que se envolvem em superfaturamento e enriquecem com uma única obra

A deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) disse ontem (13) na Rede TV! que o país deveria adotar um referendo popular para que a população aprovasse o salário dos deputados e senadores. Em entrevista à jornalista Mariana Godoy, a deputada afirmou que tem um projeto propondo “que o reajuste e a definição dos honorários dos parlamentares a cada início de legislatura fossem submetidos a um referendo popular, porque quem paga o salário do parlamentar é o povo. Que se consulte através do referendo, que é um meio de democracia direta, e consta da Constituição Federal”.

Erundina comentou que na média do salário do brasileiro, o salário do parlamentar é um absurdo. Ela disse, no entanto, que as emendas parlamentares ao orçamento são o real interesse dos parlamentares que dão as costas para o povo. “Há muito mais do que isso, são as emendas parlamentares que eles usam como moeda de troca para apoios das próximas eleições, ou durante seus mandatos; o que enriquece o parlamentar não são os eventuais privilégios, e há muitos privilégios, não é isso o que os enriquece, é uma carreira que todos anseiam e pagam caro por ela porque o retorno é muito bom, muito grande”, afirmou.

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A lição de Erundina ao STF, por Bernardo Mello Franco

Jornal GGN - Em sua coluna de hoje, o jornalista Bernardo Mello Franco fala sobre a atuação da deputada Luiza Erundina(PSOL), durante um debate na Câmara, no qual o presidente da Cas, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) parou a sessão e forçou o plenário a voto de novo até reverter o resultado da votação. Erundina subiu à presidência para protestar, e ela se sentou na cadeira de Cunha por alguns minutos. 

Para Bernardo, Erundina deu uma lição aos ministros do STF, "que continuam de braços cruzados", relembrando que o Supremo recebeu um pedido de afastamento de Eduardo Cunha em dezembro do ano passado, onde o procurador-geral da República alegava a necessidade da medidade para proteger a Lava Jato e a dignidade do Parlamento, argumentando que o presidente da Câmara continuaria usando o cargo "em benefício próprio e de seu grupo criminoso, com a finalidade de obstruir e tumultuar as investigações". Leia a coluna abaixo:

Da Folha

A lição de Erundina ao STF

Bernardo Mello Franco

Em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federalrecebeu um pedido para afastar o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou que a medida era necessária e urgente para proteger a Lava Jato e a "dignidade do Parlamento".

Enquanto fosse mantido no cargo, escreveu Janot, o peemedebista continuaria a usá-lo "em benefício próprio e de seu grupo criminoso, com a finalidade de obstruir e tumultuar as investigações". Em 183 páginas, o procurador acusou o deputado de "destruir provas, pressionar testemunhas e intimidar vítimas".

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Erundina diz que Bolsonaro extrapolou qualquer limite

Por Luiza Erundina

O deputado Jair Bolsonaro extrapolou qualquer limite. Ele deu parabéns a Eduardo Cunha, disse que seus adversários perderam em 1964 e, por fim, elogiou os militares do golpe e dedicou o voto ao coronel “Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma”.

Dilma foi colocada no pau de arara, apanhou de palmatória, levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária. Aos 22 anos. 

Ela militava no setor estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina), que mais tarde se fundiria com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem à VAR-Palmares. 

Essas sessões de torturas foram realizadas no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) de São Paulo, e também em uma prisão da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

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Deputada Luiza Erundina filia-se ao PSOL

 
Jornal GGN - A deputada federal Luiza Erundina filiou-se ao PSOL, neste domingo (13), em evento na capital paulista com as direções municipal e estadual do estado, o deputado Ivan Valente, o vereador Toninho Vespoli e militantes do partido.
 
A deputada deixou o PSB na última quarta-feira (09). Na ocasião, justificou que trocava a legenda por "divergências ideológicas", em anúncio realizado junto ao presidente do partido, Carlos Siqueira e o vice de Relações Governamentais do PSB, Beto Albuquerque. 
 
Entre um dos motivos para a decisão foi a ida da legenda para a oposição, anunciada na primeira semana de março, no mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, em fase da Operação Lava Jato.
 
A deputada também discordava de decisões do partido em votações de projetos na Câmara. A saída do PSB também foi acelerada pela "janela partidária", que permite a troca de parlamentares de legendas sem a perda do mandato até o dia 18 de março. Por articulação de Ivan Valente, Erundina escolheu o PSOL, enquanto se dedica à construção do RAIZ - Movimento Cidadanista, partido que quer criar, ainda em fase de coleta de assinaturas. 
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Depois de Erundina, Roberto Amaral também deixa o PSB

Enviado por Henrique O

Da Rede Brasil Atual

Roberto Amaral considera natural saída de Erundina do PSB, e também deixa legenda

Ex-presidente do partido revela que redigia, no final da tarde desta quarta-feira, carta de desfiliação da agremiação, dirigida à militância: “Não me filiando a partido, neste momento, sirvo mais à esquerda"

"Você me afastou do computador, onde estou escrevendo minha carta de desfiliação do PSB, minha carta de despedida, me dirigindo aos militantes." Com essa frase, o ex-presidente do PSB e liderança histórica da esquerda brasileira, Roberto Amaral, atendeu ao telefonema da reportagem da RBA.

Amaral considera "natural" o anúncio, feito pela deputada federal Luiza Erundina (SP) hoje (9), de que está deixando a legenda. "É um  processo que já vem de longo prazo. Saiu o Glauber Braga, e agora a Erundina." A parlamentar alega "divergência ideológica". O deputado Glauber Braga (RJ) deixou o PSB em setembro de 2015 por discordâncias com o senador Romário (PSB-RJ). Amaral pretende divulgar a carta de despedida à militância do PSB na madrugada de hoje.

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De volta à Câmara, Erundina fala em “resistir para não desaparecer”

Da Carta Capital

Por Murilo Matias
 
Aos 80 anos e de volta à Câmara após um afastamento por motivos de saúde, a parlamentar classifica a supremacia de Cunha como “fundo do poço”, mas não perde esperança
 

Afastada por quase dois meses da Câmara dos Deputados por problemas de saúde, Luiza Erundina (PSB-SP) retorna a um Congresso conflagrado por pautas que vão do ajuste fiscal à redução da maioridade penal. Nada que assuste a uma das mais presentes figuras da política brasileira nas últimas décadas. Aos 80 anos, em seu quinto mandato como deputada federal por São Paulo, Erundina continua a ser voz respeitada no parlamento, respaldada por uma trajetória de mais de 40 anos de vida pública e mais de dez milhões de votos conquistados ao longo de treze disputas eleitorais.

Na entrevista a CartaCapital, a parlamentar analisa o momento do Congresso sob a presidência de Eduardo Cunha, opina sobre a gestão Dilma Rousseff e a respeito das articulações políticas envolvendo o ex-presidente Lula. Fala ainda de seu desconforto no PSB, da relação com nomes ligados ao partido, como Marta Suplicy e Marina Silva, e comenta seu engajamento em um novo movimento político.

CartaCapital: A senhora diz que é preciso mudar a cultura política. A reforma encaminhada pelo Congresso cria um ambiente de mudança ou mantém a estrutura político-partidária de hoje?

Luiza Erundina: Não só mantém, mas piora. Não se trata de uma reforma, são remendos na legislação eleitoral, que agravam as distorções. O quadro partidário está exaurido, as legendas perderam sua identidade. A relação entre os poderes está completamente esgaçada. É uma uma crise sistêmica do Estado brasileiro e do sistema político, que necessitaria de uma reforma profunda, democrática e corajosa. Uma das principais causas da corrupção eleitoral é o financiamento privado de campanha e ele não só está mantido, mas passa a ser constitucionalizado. A crise política e institucional é de uma gravidade que eu nunca vi durante o tempo que estou na política.

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Erundina participa de reunião do Avante

Jornal GGN – A deputada Luiza Erundina participou de reunião do projeto político Avante e foi recebida com deferência pelos militantes presentes. O projeto pretende se formar como partido político de esquerda, “baseado em conceitos de bem viver, respeito ao bem comum e que trabalha com o conceito do ecossocialismo”.

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Ideli Salvatti defende reinterpretação da Lei da Anistia

No Legislativo, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) também defendeu a alteração de artigo da lei

Jornal GGN - A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal GGN que o relatório final da Comissão Nacional da Verdade é um passo importante para a reinterpretação da Lei da Anistia.

O relatório recomenda a revogação parcial da Lei da Anistia, a fim de punir torturadores e outros agentes públicos e privados que cometeram graves violações de direitos humanos. No documento apresentado no dia 10 de dezembro, o argumento mais defendido pelo Ministério Público Federal – que possui um grupo especial de procuradores da República para investigar os casos da ditadura: Grupo de Trabalho Justiça de Transição –, sobre os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, é também defendido.

“A racionalidade da Corte Interamericana é clara: leis de autoanistia constituem ilícito internacional; perpetuam a impunidade; e propiciam uma injustiça continuada, impedindo às vítimas e a seus familiares o acesso à justiça, em direta afronta ao dever do Estado de investigar, processar, julgar e reparar graves violações de direitos humanos", diz um trecho do relatório da CNV.

Em acordo assinado com a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o país não pode anistiar autores de práticas de graves violações de direitos humanos. A decisão foi uma sentença em 24 de novembro de 2010, condenando o Brasil no caso Gomes Lund, por não investigar e levar à Justiça os responsáveis pelo desaparecimento de 62 militantes do Partido Comunista do Brasil, na região do Araguaia, entre 1972 e 1975. O caso ficou conhecido como Guerrilha do Araguaia, e a Corte IDH nos obrigou a apurar todos os crimes da ditadura militar.

“Nós temos uma sentença e, inclusive, questiona a própria Lei da Anistia. Porque a Lei da Anistia vai contra tratados e acordos internacionais que o Brasil é signatário, como é o Pacto de São José, aonde crimes de lesa humanidade, crimes de tortura são imprescritíveis. Mas o relatório da Comissão Nacional da Verdade acaba provocando, e eu acho que acentuando, um debate que já começava a ser desenhado, inclusive, no Supremo”, disse a ministra, ao GGN.

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