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Lava Jato

Não é momento para brincar de pressão com acordo de Cunha, por Janio de Freitas


Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputado
 
Jornal GGN - Nem como forma de pressionar para que o ex-presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, entregue o que poderia estar omitindo, os procuradores da República deveriam cortar as negociações com o peemedebista, preso na Operação Lava Jato e uma das principais vozes para encaminhar provas contra Aécio Neves, o caso de Furnas, negócios brasileiros com as telecomunicações, os peemedebistas Geddel Vieira e Moreira Franco em direções da Caixa Econômica, etc.
 
A conclusão é de Janio de Freitas, que em coluna deste domingo (20) aponta: "Não há dúvida de que as revelações oferecidas por Cunha para o acordo de premiação estão aquém do valor possível". E completa: "Mais parece birra da presunção paranoide de alguns salvadores do país, confrontados com as resistências do seu prisioneiro."
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Procuradores escancaram todas relações de Gilmar com empresários presos


Reprodução do Diagrama feito pelo MPF-RJ em ofício enviado à Procuradoria-Geral da República

Jornal GGN - Os procuradores da República do MInistério Público Federal do Rio de Janeiro emitiram nota pública sobre o pedido para que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declare-se suspeito de julgar casos relacionados ao investigado em primeira instância Jacob Barata Filho, empresário de transporte público. Com novas informações, procuradores confirmam "estreita relação [do investigado] com o Ministro Gilmar Mendes, haja vista a quantidade de vínculos sociais e profissionais".

Como se não bastassem as proximidades societária e de advogados, os procuradores do Rio de Janeiro afirmaram que dias antes da prisão de Jacob Barata Filho, o empresário de ônibus preso teve um diálogo que comprovou "íntimo relacionamento pessoal" com Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, o cunhado de Gilmar, "tratando-se como amigos e compadres":


Reprodução do Ofício do MPF-RJ

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"O rabo não abana o cachorro", diz Gilmar a juiz que prendeu novamente Jacob

"Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima? Não precisa responder", disse ministro
 

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Após a decisão do ministro Gilmar Mendes, de soltar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho, o juiz federal Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, determinou nova prisão preventiva do investigado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o liberou da prisão novamente, por meio de habeas corpus e criticou o magistrado: "Em geral o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo".
 
E, mais uma vez, no fim do dia desta sexta-feira (18), procuradores entraram com um pedido de suspeição contra Gilmar Mendes no STF. A cena foi uma repetição do que já havia ocorrido um dia anterior. O empresário estava preso desde julho deste ano pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, Gilmar acabou sendo o relator do caso no STF.
 
Só que o ministro do Supremo foi padrinho de casamento da filha de Barata, em 2013, e a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, é nada menos do que a tia do noivo, Francisco Feitosa Filho, herdeiro do ex-deputado cearense Chiquinho Feitosa. Em primeira manifestação, o ministro justificou que o casamento "não durou nem seis meses". 
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Procurador de Curitiba ganha mais do que o teto permite, diz jornalista

Foto: Rodrigo Leal/Futura Press
 
 
Jornal GGN - O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos homens-fortes da Lava Jato em Curitiba, recebeu, só em 2016, R$ 137 mil referentes a 170 diárias. O pagamento foi feito porque Lima é membro do Ministério Público Federal lotado em São Paulo, mas foi deslocado para a capital do Paraná por causa da operação na Petrobras.
 
Artigo de Reinaldo Azevedo na RedeTV lembrou que além das diárias, Lima tem direito ao auxílio-moradira de R$ 4,3 mil mensais, mais salário que está na casa dos R$ 30 mil, sem contar o chamados "penduricalhos".
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Lava Jato em Curitiba avança sobre empresas estrangeiras

Foto: Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN - A Lava Jato em Curitiba usou a delação premiada de Paulo Roberto Costa para chegar a empresas estrangeiras que teriam firmado contratos de afretamento com a Petrobras que somam quase 1 bilhão de dólares.
 
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, ajustou com o cônsul honorário da Grécia no Brasil, Konstantinos Kotronakis, um "esquema de facilitação de contratação de navios gregos, mediante o fornecimento de informações privilegiadas e o pagamento de propinas".
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Erros de delegada favorecem peemedebistas na Lava Jato


Senadores e ministros do TCU estão entre possíveis favorecidos por medidas da PF
 
Jornal GGN - No posto mais alto da carreira de delegada da Polícia Federal, Graziela Machado da Costa e Silva foi efetivada em 2012 à Classe Especial, última categoria adquirida pelos delegados. Em três episódios polêmicos da Operação Lava Jato, é ela quem assina o arquivamento de inquéritos contra políticos ou comete erros que podem ocasionar a anulação de toda uma investigação. 
 
Seus atos já foram confrontados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e também criticados pelo ex-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro falecido Teori Zavascki. O GGN fez um levantamento destes casos e situações que ocasionaram o arquivamento de apurações contra políticos, em casos de falta de indícios que feriram imagens por tempo injustificadamente prolongado, e outros que mesmo com o avanço de provas foram engavetados.
 
Pelo posto que ocupa, seu nome apareceu pontualmente e em poucas situações desde o início das apurações da Polícia Federal nos crimes relacionados à Petrobras. A fim de verificar quando ingressou na carreira, o GGN acessou os dados da Transparência para servidores civis e militares do Ministério da Justiça. No sistema, foi possível identificar que integra a PF desde outubro de 2002, chegando ao atual cargo em 2012. 
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Vaccarezza é alvo de prisão preventiva na Lava Jato

Foto: Marcello Casal Jr. - Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT) foi preso nesta sexta-feira (18), em São Paulo, alvo da Polícia Federal na Operação Abate, desdobramento da Lava Jato. As investigações foram deflagradas também no Rio de Janeiro, com alvo no empresário Henry Hoyer de Carvalho, apontado como operador do PP, e em Santos.
 
As 43ª e 44ª fases da Operação apuram o favorecimento de empresas estrangeiras em contratos com a Petrobras, com fraudes de uma empresa norte-americana, entre os anos de 2010 e 2013, para o forncimento de asfalto à Petrobras. No caso, o Partido dos Trabalhadores e Cândido Vaccarezza são acusados de receber propinas que somariam US$ 500 mil neste esquema.
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"Casamento não durou", diz Gilmar, padrinho da filha do empresário solto


Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro Gilmar Mendes determinou a soltura de seu amigo, o empresário Jacob Barata Filho, nesta quinta-feira (17). Jacob foi preso em julho deste ano pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato. Conforme mostrou o GGN, Gilmar foi padrinho de casamento da filha de Barata. Pela relação, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou um pedido de suspeição do ministro.
 
Gilmar havia determinado a soltura do empresário que, além de ter relação de amizade com o ministro, tem como um dos advogados a figura de defesa também do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Desnecessário lembrar que a relação mantida entre advogado e cliente pressupõe vínculo de confiança e fidelidade", disse o MPF do Rio.
 
O caso ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Mas Gilmar Mendes assim se justificou: o casamento, da qual o ministro e sua esposa, Guimar Mendes, foram padrinhos, "não durou nem seis meses". 
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Porque é uma contradição Moro bloquear bens de Lula e liberar R$ 10 milhões a Santana

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro decidiu esquecer o argumento que ele usou para sequestrar os bens de Lula, nesta quinta (17), quando autorizou a liberação de R$ 10 milhões que foram bloqueados do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura.
 
Após condenar Lula no caso triplex, Moro determinou o sequestro de quase R$ 10 milhões, entre imóveis, contas bancárias e previdência social privada. A decisão alcançou recursos lícitos, já que o próprio magistrado admitiu, em resposta à defesa do ex-presidente, que não há provas de que Lula tenha recebido propina diretamente da OAS.
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Como a Lava Jato de Curitiba apura propina ao PSDB

República de Curitiba não demonstra interesse em descobrir quem poderia ter operado o repasse de R$ 10 milhões em propina ao PSDB, negociados com a Queiroz Galvão
 
 
Jornal GGN - A história de que o PSDB recebeu, a pedido de Sergio Guerra, R$ 10 milhões de propina para atrapalhar a CPI da Petrobras, em 2009, é questão secundária para a Lava Jato de Curitiba. É o que indicam os vídeos da audiência feita com uma das principais testemunhas do caso, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele revelou em delação que o pagamento foi efetuado ao ex-presidente tucano, ao menos parcialmente, pela Queiroz Galvão. Com os vídeos é possível constatar que nem Sergio Moro e nem os procuradores liderados por Deltan Dallagnol arrancaram detalhes da trama.
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Lava Jato deve arquivar inquérito contra Valdir Raupp


Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado
 
Jornal GGN - Acusado inicialmente de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) foi isento das acusações em relatório da Polícia Federal, enviado ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
De acordo com a delegada Graziela Machado, foi possível verificar que Raupp fez lobby "moral e eticamente questionável", junto à empreiteira Brasília Guaíba, do Rio Grande do Sul, em possibilidade de contrato com a Petrobras, em suposta troca de doações para sua campanha ao Senado em 2010.
 
Entretanto, "não foram colhidos elementos suficientes no sentido de que a atuação do senador foi precedida ou sucedida da solicitação de vantagens indevidas, configurando o crime de corrupção passiva". Por isso, o relatório da PF encaminhado ao Supremo indica a impossibilidade de seguir no processo.
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TRF4 decide manter Palocci preso na Lava Jato

Foto: Agência Brasil

Por Daniel Isaia

Da Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TR4), com sede em Porto Alegre, decidiu hoje (16) manter a prisão preventiva do ex-ministro Antonio Palocci. A decisão foi tomada por unanimidade de votos da 8ª Turma do tribunal.

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Eugênio Aragão: "Lava Jato tem causado mais estragos do que a corrupção"

Por Tiago Pereira

Da Rede Brasil Atual

Para o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, a Lava Jato trabalha fora das regras e ameaça as garantias individuais ao promover ações de perseguição política que se utilizam do Direito como ferramenta de poder. Ele afirmou que as causas desse desequilíbrio devem ser procuradas num sistema remuneratório completamente "anárquico" no serviço público, que privilegia determinados grupos que têm maior poder de barganha, e disse que "o grupo de Curitiba – que nunca incomodou Temer – tem causando mais estrago do que a corrupção que quer combater".

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As regalias dos delatores da Odebrecht

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A coluna de Mônica Bergamo nesta quarta (16) mostra porque compensa fazer delação premiada com os procuradores da Lava Jato. O caso Odebrecht talvez seja o melhor exemplo. Executivos que foram condenados a mais 19 anos de prisão já estão em regime domiciliar, com liberdade para sair durante o dia e voltar para casa às 22h.
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Cuidadoso com Temer, Moro pediu investimentos à sua força-tarefa de Curitiba


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O juiz da Lava Jato de Curitiba, Sérgio Moro, negou que tenha interesse em se candidatar às eleições, mas opinou sobre decisões parlamentares e, inclusive, sobre a reforma política em tramitação no Congresso, como a forma de financiamento das campanhas eleitorais. "A profissão política é uma das mais belas, mas eu não teria o perfil", disse Moro durante evento promovido pela rádio Jovem Pan.
 
"Já disse mais de uma vez e reitero quantas vezes forem necessárias que não sou candidato, não serei candidato", insistiu o magistrado do Paraná, pontuando em seguida o que ele defende ou não dentro do sistema político e, apesar de colocar como um figurativo opositor da política, defendeu que apesar imagem pejorativa que ela carrega - sobretudo desde os avanços da Operação Lava Jato - é uma das profissões "mais belas", sendo preciso, contudo, ter "o perfil" para aderir.
 
Disse que, na forma como está sendo feita hoje a reforma política "não é uma verdadeira reforma". "Há uma tendência de quem está dentro do sistema, de quem tem um cargo, queira continuar dentro, e queira deixar fora quem está fora. Então, o financiamento público, por bem intencionado que seja, tem que ser muito bem pensado para evitar esse tipo de problema", posicionou-se.
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