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Lava Jato

Tereza Cruvinel: carta de Temer aos deputados é uma confissão de desespero

Por Tereza Cruvinel

No Brasil 247

A carta de Michel Temer aos deputados é uma confissão de desespero, um sinal de que a situação na Câmara realmente piorou muito para ele com a delação de Lúcio Funaro. Ao dirigir-se apenas aos parlamentares, que votarão contra ou a favor da aceitação da segunda denúncia de Rodrigo Janot, Temer revela mais uma vez seu profundo desprezo pelo povo brasileiro, que não mereceu qualquer palavra sua sobre os crimes de que é acusado – obstrução da Justiça e formação de organização criminosa. Os cidadãos não participarão da votação na Câmara mas em nome deles é que os deputados vão votar. Entretanto, ele se dirige apenas ao “prezado parlamentar”.

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Vaccari pode sair da prisão até início do ano que vem, diz coluna

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado por Sergio Moro na Lava Jato por quatro vezes, pode sair da prisão até o ínicio do ano que vem. Pelo menos essa é a "expectativa" alimentada por interlocutores do petista, segundo relatos do Painel da Folha desta segunda (16).
 
De acordo com a coluna, os interlocutores de Vaccari apostam nas decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª Região contra as sentença de Moro. 
 
Vaccari já foi absolvido duas vezes. Nos dois episódios, a maioria dos desembargadores do TRF4 entendeu que o juiz de Curitiba usou delações sem provas contra o ex-tesoureiro.
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Defesa de Temer diz que Cármen Lúcia esqueceu de por sigilo na delação de Funaro

Foto: Agência Brasil
 
 
 
Jornal GGN - O advogdo Eduardo Pizarro Carnelós, que faz a defesa de Michel Temer contra a denúncia por obstrução de Justiça e formação de quadrilha, enviou nota à imprensa tangenciando a abertura de um conflito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por conta a divulgação no site oficial da Casa dos vídeos da delação de Lúcio Funaro.
 
No final de semana, o defensor emitiu nota criticando o vazamento dos vídeos, classificando-os como um atentado ao Estado Democrático de Direito.
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A tragédia do reitor e a de todos nós, por Reginaldo Moraes

Não nos iludamos, esse não é um confronto judicial, é um confronto político. Como se pode cortar as asas desses torturadores de novo tipo, esse Doi-Codi da ‘democracia’? Uma outra ‘redemocratização’ é necessária (Foto Charles Guerra/RBS)

do Brasil Debate

A tragédia do reitor e a de todos nós

por Reginaldo Moraes

Em meados de 2013, um ano antes do deslanche da Lava Jato, o assim chamado juiz Moro julgou outro processo, ou melhor, um outro evento político mal-travestido de judicial, a operação Agro-Fantasma. Sob alegação de irregularidades no Programa de Aquisição Alimentar, um grande numero de agricultores familiares foram presos. Mas foram declarados inocentes agora, em 2017. Fez-se a justiça, dirão alguns. Será? Afinal, com esses 4 anos de martírio, o processo mambembe destruiu a vida deles e sabotou o próprio programa.

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As delações premiadas, por GGN e DCM

Esta reportagem é a primeira da série financiada através de um crowdfunding feito em parceria entre o Jornal GGN e o DCM. Outras virão. Obrigado pelo apoio. Fique ligado.

Exclusivo: Livro de Tacla Duran revela os subterrâneos da delação premiada na Lava Jato

O instituto da delação premiada é recente na história do direito penal brasileiro. E passou a ser utilizado exaustivamente na Operação Lava Jato.

Como deuses ex-machina, procuradores e juiz passaram a ter poder total sobre o futuro dos réus. O poder de fixar penas, de abrandá-las, de impor multas pesadíssimas ou irrisórias, de confiscar dinheiro ou de liberá-los, segundo critérios pessoais, indevassáveis. E contando com o apoio maciço da mídia tradicional.

Em torno do tema corrupção, criou-se uma indústria riquíssima para a advocacia, seja nos trabalhos mais sofisticados de compliance nas empresas ou no trabalho mais tosco de orientar uma delação. Especialmente em uma operação em que um mero diretor da Petrobras tinha acumulado contas de mais de uma centena de milhões de dólares no exterior.

Nesse universo pouco transparente, o vazamento do livro que está sendo escrito por Rodrigo Tacla Duran foi uma bomba. Nele, Duran denunciava uma proposta que lhe teria sido feita por advogado estreitamente ligado ao juiz Sergio Moro.

No primeiro capítulo da série, traremos um resumo do livro de Tacla Duran, com a ressalva de que se trata de uma visão parcial dele, em sua própria defesa.

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Lava Jato, o caso do reitor e a banalização do mal, por Luis Nassif

Assim como o Ministro Luís Roberto Barroso, o reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina, era advogado. Como Barroso, também era professor. E, da mesma maneira que Barroso, defendia a Lava Jato.

Havia diferenças. As opiniões de Cancelier eram restritas ao seu entorno; as de Barroso ecoam pelo país e servem de ração vitaminada para o fortalecimento da convicção dos pittbulls do direito, de que todos os abusos serão perdoados.

A Lava Jato era para ser o teto, o momento excepcional em que se poderiam cometer todas as atrocidades legais, porque a serviço de uma missão santa: a destruição de um partido político. Mas depois de provar carne fresca, quem trará de volta as hienas para o cercado das restrições legais?

Analise-se essa delegada Erika Marena.

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André Singer: STF usou uma lei para Cunha e Delcídio e outra para Aécio

 
Jornal GGN - O cientista político André Singer avaliou em artigo publicado na Folha que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Aécio Neves prova que uma leis foram inventadas, a reboque da Lava Jato, para perseguir uns e poucar outros.
 
Na semana passada, por 6 votos a 5, a Corte decidiu, contraditoriamente, que o Legislativo tem poder para rever as medidas cautelares impostas a políticos com mandato pelo Judiciário.
 
"(...) o STF 'inventou' uma legislação, acoplando-se ao ambiente de exceção instaurado pela Lava Jato", disse Singer. "(...) a opção tomada pela corte em favor da Constituição, embora possa de imediato beneficiar uma corrente partidária em detrimento de outras, talvez ajude o país a barrar os mecanismos de exceção em curso e, quem sabe, a encontrar o caminho de volta à plena democracia", apontou.
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Moro não aceita que acusação sobre recibos seja rebatida

Jornal GGN – Depois da resposta do Hospital Sírio Libanês, de que o advogado Roberto Teixeira não visitou Glaucos quando de sua internação, o juiz de piso Sergio Moro extrapolou de sua função de juiz julgador e se transformou em investigador, já que não houve provocação do Ministério Público.

O desmentido em questão é sua reação diante do ofício do hospital em resposta ao que disse o candidato a delator. Moro não se conforma, e bate fora do martelo da Justiça.

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Glaucos também mudou depoimento para implicar filho mais novo de Lula

 
Jornal GGN - Não foi apenas sobre a história do apartamento alugado à família de Lula que Glaucos da Costamarques vem mudando de versão desde que passou a ser investigado pela Lava Jato. Primo de José Carlos Bumlai, Glaucos foi sócio de dois amigo do filho mais novo de Lula numa empresa criada em 2009, a Bilmaker. Quando questionado pela Polícia Federal, em 2016, sobre o episódio, ele não apontou nenhuma irregularidade. Agora que atua como delator informal de Lula junto aos procuradores de Curitiba, Glaucos disse uma série de coisas a Sergio Moro que não batem com o depoimento que deu no ano passado. 
 
Reportagem do Estadão desta terça (10) mostra que, agora, "Glaucos da Costamarques pode ter servido para ocultar o nome do caçula [Luis Cláudio Lula da Silva] na propriedade da Bilmarker 600 Serviços em Importação e Exportação Ltda."
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Raquel Dodge reúne-se com Lava Jato de Curitiba

Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - Buscando o afastamento de sua imagem com a do presidente investigado Michel Temer, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reuniu-se na manhã de hoje (09) com o coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Ambos discutiram detalhes da Operação Lava Jato, na sede da PGR, em Brasília.
 
Também foram convidados por Dodge a participar da reunião outros procuradores da República que fazem parte das investigações da Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), da Secretaria da Função Penal Originária (SFPO).
 
O encontro está previsto para se entender por toda a tarde desta segunda-feira, com a análise, o planejamento e as ideias dos grupos de trabalho da força-tarefa para darem sequência às investigações, seja em Curitiba, na primeira instância, seja na Suprema Corte.
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Se condenado em 2ª instância, Lula pode concorrer à presidência sub judice

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A núcleo jurídico do PT já traçou uma estratégia para que Lula possa concorrer à presidência em 2018, mesmo que seja condenado em segunda instância por causa do caso triplex.
 
Segundo reportagem do valor, o partido conta que a turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região deve dar pelo menos um voto a favor da absolvição de Lula. Isso seria suficiente para que o ex-presidente recorra da decisão no próprio tribunal.
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Youssef tentou usar acordo com Moro para anular condenação em Maringá

Entre 1993 e 1996, Youssef participou de esquema que desviou mais de R$ 15 milhões da Prefeitura de Maringá. O julgamento só ocorreu em agosto deste ano, mais de duas décadas após o escândalo. O principal argumento do doleiro para não ser condenado foi o acordo que fez com Sergio Moro no Banestado 
Fotos: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada que Sergio Moro fez com Alberto Youssef em meados dos anos 2000, no âmbito do caso Banestado, foi usado pelo doleiro como argumento contrário a uma nova condenação, agora pelo desvio de R$ 15 milhões da Prefeitura de Maringá. A sentença, proferida pelo juiz Joaquim Pereira Alves, da 3ª Vara Criminal de Maringá, saiu em agosto passado, e estabelece mais de cinco anos de regime fechado a Youssef, sem nenhuma das regalias que ele recebeu na Lava Jato.
 
O julgamento do esquema de corrupção já se arrastava há mais de 10 anos. O Ministério Público ofereceu em 2002 a denúncia relativa aos desvios praticados na Prefeitura entre 1993 e 1996. Mas o caso só foi aceito em 2009. De lá para cá, dois dos principais acusados (o então prefeito Said Felício Ferreira e seu secretário de finanças, Luis Antonio Paolicchi) já faleceram.
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Marqueteiros que delataram Dilma e Lula já estão em casa

Foto: Reuters
 
 
Jornal GGN - Delatores de Dilma e Lula, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura passaram pouco mais de cinco meses presos e, desde a última sexta-feira (6), já estão em regime domiciliar, monitorados por tornozeleira eletrônica. 
 
Segundo informações do Estadão, os dois ficarão mais um ano e seis meses nesse novo regime, ou seja, deixarão de usar a tornozeleira e poderão sair de casa a partir de abril de 2019.
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Do péssimo jornalismo ao suicídio, panorama traçado pela ombudsman da Folha

Foto Isabelle Araujo/MEC

Jornal GGN – Na morte de Cancellier a constatação de que jornalismo carece de seriedade, de mais responsabilidade e de respeito aos cidadãos e instituições. Em síntese, esta é a análise da ombudsman da Folha, Paulo Cesarino Costa, que inicia com o que não deveria ter acontecido, o suicídio de Cavallier, para chegar ao motivo: a falta de profissionalismo da imprensa em caso incrementado por holofotes da Lava Jato.

Para ela, a aceitação passiva do discurso policial aliada à pressa por encontrar culpados e a imperícia no mais básico do jornalismo contribuíram para a morte “de cidadão privado do direito à presunção de inocência”. Abre-se aí um grande leque. E a Folha precisa ler sua ombudsman.

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Temer comprou dois terrenos um dia após propina delatada pela JBS

Montagem com fotos de Lula Marques

Jornal GGN – Quando Joesley Batista, da JBS, entregou as gravações que implicavam políticos, um dia depois da data que diz que entregou o dinheiro a Temer ele comprou dois terrenos em um condomínio de luxo em Itu, no interior de São Paulo. Os terrenos somam 4.700  metros quadrados e fica no condomínio Terras de São José II, que tem 20 quadras de tênis, dois campos de futebol, academia de golfe, centro hípico e heliponto.

As informações, veiculadas pelo jornal El País, dão conta de que a aquisição seria só uma movimentação típica de um milionário, caso não chamasse a atenção pela coincidência de datas entre a aquisição e a delação que conta a entrega do dinheiro.

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