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Joesley

Janot aceitou imunidade imposta por Joesley Batista pensando no "interesse público"

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse, nesta segunda (17), que aceitou a imunidade total imposta por Joesley Batista em seu acordo de delação premiada pensando no interesse público.
 
"Eu sopesei o interesse público e concluí: eu viu conceder a imunidade. Foi sopesando o interesse público à sociedade brasileira", disse, segundo informações do Valor Econômico.
 
Ainda segundo a reportagem, "sem mencionar os nomes dos executivos da JBS, Janot contou que eles disseram que não abririam mão da imunidade."
 
Em passagem pelos Estados Unidos para falar de delação premiada, Janot disse que "a escolha de Sofia que eu tive de fazer foi: eu, que tenho o monopólio da investigação e sou o titular exclusivo da ação penal, aceito prosseguir no acordo ou vou ter de fechar os olhos para crimes que estavam sendo praticados. Aí, eu sopesei os dois interesses e a concessão da imunidade."
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"Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

 
Jornal GGN - "Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites", disse Joesley Batista, o delator da JBS que entregou documentos e grampeou conversas com o mandatário e seu grupo político.
 
A declaração integra a entrevista exclusiva concedida à revista Época, publicada na noite desta sexta-feira (16). O empresário da JBS, um dos que tiveram maior trânsito entre todos os políticos de quase todos os partidos brasileiros, afirmou que o grupo de Michel Temer, além de ser o mais perigoso, foi o "de mais difícil convívio": "daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele", descreveu.
 
Junto a Temer, Joesley contou que atuava Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara pelo PMDB, preso na Operação Lava Jato por Sérgio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba. "Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo [Cunha] me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele?".
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Defesa de Temer chama gravação de fraude e pede para não responder sobre ela

Jornal GGN - A defesa de Michel Temer (PMDB), encabeçada pelos advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira [foto] e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para que o presidente não seja obrigado a responder perguntas sobre a gravação feita por Joesley Batista, da JBS, na qual o peemedebista aparece discutindo suposto pagamento de propina a Eduardo Cunha e ações de obstrução de Justiça.

Na visão da defesa de Temer, é preciso que a perícia do áudio seja concluída para que o presidente possa se manifestar sobre o material "fraudado".

"É de fácil percepção a absoluta impossibilidade de o Presidente da República fornecer respostas enquanto não finalizada a perícia deferida como prioridade por Vossa Excelência. Especialmente, impossíveis de ser respondidos seriam eventuais quesitos que digam respeito a uma gravação que, de antemão, já se sabe fraudada!", afirmam os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga.

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Fachin separa inquérito de Temer e entrega Aécio a novo relator

No cuidado de não antecipar julgamento, no despacho, o ministro do STF acabou trazendo argumentos favoráveis às alegações iniciais de Temer e de Aécio contra as investigações
 

Foto: Adriano Machado / Reuters
 
Jornal GGN - O pedido do presidente Michel Temer de separar o julgamento contra si do de Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi aceito pelo ministro Edson Fachin. É a primeira vitória de Temer no processo na última instância. O senador tucano também poderá ser favorecido: Fachin determinou a redistribuição para um novo relator das investigações contra ele.
 
Tanto Aécio quanto Temer são investigados por prática de crimes de corrupção, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. A nova frente da Lava Jato teve início com a delação do presidente da JBS, Joesley Batista, com grampos de conversas entre o executivo e os políticos, além do acompanhamento dos investigadores no repasse de propinas.
 
A Procuradoria-Geral da República disse haver flagrante, em ambos os casos, de recebimento de propina e de tentativa de Aécio e Temer interferirem nas investigações. Além disso, contra Temer recai ainda a acusação de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato.
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Lava Jato ressuscita esquema de propina em portos com atuação de Temer

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - A Lava Jato, com a delação da JBS envolvendo Michel Temer e figuras de sua confiança, como o deputado Rodrigo Rocha Loures, conseguiu ressuscitar um fantasma no passado do hoje presidente: um esquema de propina que beneficia, há décadas, concessionárias de portos.
 
Segundo informações da Folha, a Procuradoria Geral da República já estuda se vai pedir um novo inquérito contra o peemedebista por causa de um grampo no qual Temer e Loures aparecem conversando sobre um decreto que renovou, sem licitação, a concessão de empresas do setor de portos por 35 anos, prorrogáveis por mais 35.
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Como a JBS pagou os R$ 2 milhões a Aécio


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A pessoa escolhida por Joesley Batista, dono da JBS, para entregar R$ 2 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) narrou em detalhes como realizou o primeiro dos quatro pagamentos ao primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred. 
 
Ricardo Saud, diretor de relações institucionais e governo da J&F, grupo do qual pertence o frigorífico, é um dos delatores que descreveu aos procuradores da República as acusações contra o tucano, com base em provas e documentos. 
 
"O que estamos apresentando é um recall de todo o que aconteceu na campanha de 2014, de fatos ilícitos", assim introduziu Saud. "A gravação que tenho mais participação ativa foi do senador Aécio Neves com Joesley no Hotel Unique, em São Paulo, porque dela nós fizemos um ato contínuo e tivemos desdobramentos dela", seguiu.
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JBS: Temer ganhou "mensalinho", mais de R$ 3 milhões e receberia outros R$ 50 mi


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Notas fiscais, comprovantes de transferências e planilhas comprovam que Michel Temer recebeu diretamente de Joesley Batista, dono da JBS, R$ 3,540 milhões e mais um "mensalinho" de R$ 100 mil por um ano, no período de 2010, 2012, 2014 e 2015. Em 2017, o presidente da República acertou receber, por meio de seu assessor, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), cerca de R$ 50 milhões de propina em uma negociata do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
 
A imprensa amanheceu dizendo que o grampo do mandatário "não leva a conclusão", que foi mera prevaricação, e Michel Temer justifica que "não acreditou nas declarações" feitas naquele encontro por Joesley Batista, dono da JBS, das quais o presidente aceitou a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e apoiou o corrompimento de um procurador e dois juízes. Além disso, o Planalto resolveu mandar a gravação a peritos, "desconfiando que foi editada". 
 
Mas os autos da delação de Joesley são mais conclusivos do que o próprio grampo. No anexo 9 do acordo com a Procuradoria-Geral da República, o empresário mostra planilhas e notas fiscais para comprovar que ele pagou propina a Michel Temer em 2010, 2012, 2014 e 2015. O próprio título do anexo se chama "Fatos diretamente corroborados por elementos especiais de prova - Michel Temer". Acompanhe a seguir o detalhamento de cada um dos repasses de propinas a Temer:
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Desmontando a tentativa da Folha de livrar Temer do impeachment

Mais do que amenizar as acusações contra Temer, Folha simplesmente omitiu todo o trecho da conversa que dá à oposição o 3º motivo para o impeachment, caso o suposto aval à compra de silêncio de Cunha e prevaricação não bastem: o presidente abriu a porteira do governo para a JBS entrar e fazer as modificações necessárias aos interesses da empresa. Tudo através do blindado ministro Henrique Meirelles

Jornal GGN - O jornal Folha de S. Paulo decidiu ocasionalmente abandonar o modus operandi que vinha praticando em relação à Lava Jato nos últimos três anos e comprar a versão do acusado em detrimento das provas e delações divulgadas pelo Ministério Público Federal.

A edição desta sexta (19) prima pela presunção de inocência de Michel Temer num momento em que a cabeça do peemedebista é rifada pela Globo, autor do furo que pode provocar um novo impeachment. Leia mais »

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Governo pode usar novas delações da JBS para dissolver impacto

Michel Temer comemorando o impeachment de Dilma Rousseff - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Após o terremoto provocado no nome do presidente Michel Temer e do senador e até então um dos principais aliados do governo, Aécio Neves (PMDB-MG), sendo ele responsável por grandes nomeações ministeriais e de segundo escalão, a delação da JBS traria ares incomuns no contexto da Operação Lava Jato e de sua repercussão na imprensa se não atingisse nomes do PT.
 
É nesse cenário que, apesar do choque provocado pela notícia de que o mandatário peemedebista deu aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara já preso, Eduardo Cunha (PMDB), os irmãos Wesley e Joesley Batista teriam também incriminado os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
 
A notícia veio à tona após as primeiras manchetes de O Globo e Estadão contra Temer e Aécio começarem a se dissolver. Já por volta das 19h desta quinta-feira (18), a revista Época foi a primeira a destacar: "JBS mantinha conta na Suíça com R$ 300 milhões em propina do PT".
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Aécio ofereceu contrapartida aos R$ 2 milhões, mostra delator

Foto: Marcello Casal JR/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando se encontrou com Joesley Batista, o dono do frigorífico JBS que revelou em grampos e delação premiada as acusações que geraram a maior crise do governo, o senador tucano Aécio Neves chegou a oferecer ao empresário a nomeação de um diretor da Vale.
 
Nesta conversa, Aécio pediu R$ 2 milhões para supostamente pagar honorários advocatícios de Alberto Toron para sua defesa na Operação Lava Jato, mas o dinheiro acabou entrando na conta de empresa da família do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do tucano.
 
O encontro ocorreu no dia 24 de março, segundo a gravação de Joesley, no Hotel Unique, em São Paulo. Em um dos quatro pacotes de cédulas que juntas somavam os R$ 2 milhões, os investigadores colocaram chips, que emitem sinais e permitem o monitoramento do caminho efetivo do dinheiro. Na conversa com Joesley, Aécio indicou seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, chamado no diálogo de Fred, que já foi diretor da Cemig e um dos coordenadores da campanha presidencial de Aécio em 2014.
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Terremoto político faz dólar ter sua maior alta em 14 anos

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Foto: Pixabay
 
Jornal GGN - A crise provocada pela revelação da delação premiada de Joesley Batista, do grupo JBS, fez com que o dólar tivesse, nesta quinta-feira (18), sua maior alta em 14 anos. Na noite de ontem (17), o jornal O Globo publicou reportagem em que Joesley gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. 
 
A moeda dos Estados Unidos teve alta de 8,15% e chegou a R$ 3,390 na venda, o maior valor de fechamento desde dezembro de 2016, quando o dólar foi vendido a R$ 3,3906. A elevação de hoje foi a maior desde o dia 5 de março de 2003, quando a moeda subiu 10,4% em relação ao real, segundo a agência Reuters. 

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STF não prende Aécio, que diz que pedido de R$ 2 mi foi empréstimo pessoal


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot, solicitou a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas o ministro relator do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou a prisão ao tucano. Em meio à crise, o PSDB escolheu o deputado Carlos Sampaio (SP) para a Presidência Nacional da sigla. E Aécio disse que R$ 2 milhões foram "pessoais".
 
Aécio foi impedido apenas de exercer as funções de senador, não sendo afastado do mandato oficial. Na decisão, Fachin impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de deixar o país, entregando seu passaporte, e de contatar qualquer outro réu ou investigado no processo relacionado à acusação da JBS.
 
Mas o ministro negou o pedido de prisão do senador e decidiu não levar para o Plenário do Supremo a discussão sobre o assunto. De acordo com informações do gabinete de Fachin, a negativa pode ser revertida apenas se a Procuradoria-Geral da República entrar com um novo recurso contra a decisão do ministro, e então o caso seria levado ao voto de todos os ministros.
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"Tem que tomar cuidado", disse Temer sobre Joesley falar com Geddel

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O jornal O Globo relevou, nesta quinta (18), mais um trecho da gravação feita por Joesley Batista, sócio da JBS que registrou Michel Temer dando aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Furano. Segundo a reportagem, Temer também comentou sobre a situação do ex-ministro Geddel Vieira Lima.
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Temer tentará abafar crise, mas é convencido a fazer pronunciamento


O encontro grampeado do dono da JBS com Temer ocorreu logo após a ida de Temer ao aniversário de 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, onde se reuniu com outros políticos e figuras públicas - Montagem: Pragmatismo Político
 
Jornal GGN - Na maior crise que atingiu o governo de Michel Temer, com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelo mandatário grampeada, o peemedebista entendeu que a tentativa de "abafar" os fatos não dará certo desta vez, antecipa como uma das primeiras respostas que não irá renunciar e planeja um pronunciamento oficial nesta quinta-feira (18).
 
A repercussão da que se tornou a mais drástica delação premiada até hoje da Operação Lava Jato, pelas mãos do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrou a Temer que suas anteriores tentativas de ignorar as polêmicas que atingem seu governo, seus aliados e sua equipe ministerial não surtirão efeitos.
 
No dia seguinte à divulgação da acusação de que o atual presidente deu aval e concordou com a compra do silêncio de nada menos do que Eduardo Cunha (PMDB), deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Temer cancelou sua agenda oficial e marcou uma reunião de urgência com ministros e aliadosentre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência).
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Xadrez do fim do governo Temer e da volta das diretas

A delação de Joesley Batista, da JBS - divulgada pelo Globo - é a maior bomba política da história.

Joesley entregou gravações com Michel Temer e Aécio Neves, que revelam por completo o que foi a aventura do impeachment e dos vazamentos da Lava Jato na véspera das eleições.

Não se trata mais de corrupção política, captando recursos de caixa 2 para financiamento de campanha. As gravações mostram claramente duas organizações criminosas no topo da política brasileira, uma liderada pelo presidente Michel Temer, outra pelo presidente do PSDB Aécio Neves.

Peça 1 - o caso Temer

Não houve limites para a desfaçatez de Temer. Mal empossado, levou para dentro do governo seus principais operadores pessoais: José Yunes, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR); mais Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima e Moreira Franco, conhecidos pela enorme capacidade de sobrevivência aos escândalos mais variados.

As gravações mostram ele avalizando a decisão dos Batista, de pagar pelo silêncio de Cunha. E, mais ainda, indicando Loures para uma mega-propina de 20 anos de prazo.

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