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Temer tem em mãos a extradição de Cesare Battisti

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O governo Michel Temer decidiu extraditar o italiano Cesare Battisti, dependendo apenas de uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um habeas corpus preventivo que a defesa do italiano entrou para tentar protegê-lo. Os desdobramentos desta medida podem afetar na forma como o Brasil trata foragidos de dupla nacionalidade e, consequentemente, como os países, sobretudo europeus, respondem a isso.
 
Acusado de terrorismo e condenado à prisão perpétua por assasinato, o ex-ativista recebeu no Brasil a condição de refugiado político em 2007. Battisti foi integrante da organização de extrema esquerda, Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), condenado à prisão perpétua pelas autoridades italianas por quatro assassinatos e outros delitos, sendo considerado terrorista.
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Jornais picotaram e trocaram falas de Marcelo Odebrecht para prejudicar Lula

 
Jornal GGN - É sintomático que, na era digital, quando informações são colocadas na rede à disposição de quem tiver interesse em conhecer os dois lados de uma mesma moeda, ainda haja espaço para manipulações. É o que ocorre na cobertura de uma parte da grande mídia em relação ao depoimento de Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro.
 
O canal do Estadão no Youtube foi um dos primeiros a divulgar os quatro vídeos, no final da manhã desta quarta (12). À tarde, as páginas principais dos jornalões estavam divididas da seguinte maneira: metade do espaço era usado para manchetes que acusavam Lula de receber milhões em propina, e a outra metade, para distribuir entre os citados na lista de Janot 2.0.
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Moro tenta confirmar que o "italiano" dos e-mails da Odebrecht era Palocci

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro usou audiência de processo em que Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht respondem por corrupção envolvendo a Petrobras para tentar confirmar que o apelido "italiano" que aparece nos e-mails da empreiteira apreendidos pela Lava Jato era uma alusão ao ex-ministro.

Fernando Sampaio Barbosa, um dos membros da cúpula da Odebrecht, disse diante do magistrado, nesta segunda (6), que "tinha a informação" de que o homem que é mencionado em mensagens internas como "italiano" era Palocci, conforme suspeitavam os procuradores da Lava Jato.

Segundo Barbosa, "não fazia parte do meu escopo esse contato [com Palocci]" e, por isso, ele não pode afirmar sobre o que, exatamente, se tratavam os e-mails. "Provavelmente era uma relação que o Marcelo [Odebrecht] tinha com ele."

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Na casa de Eduardo Cunha, PF encontrou passaportes italianos para ele e sua filha

Cunha obteve passaporte italiano graças à descendência de sua mãe, Elza  | Foto: Cadu Gomes

Do Fato Online

Integrantes da Procuradoria-Geral da República classificam como suspeito o fato de Cunha ter esses documentos. Embaixada da Itália recebeu, em novembro, alertas contra o presidente da Câmara

Durante a Operação Catilinárias, realizada no dia 15 de dezembro, a Polícia Federal apreendeu cópias de passaportes italianos em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e de sua filha Danielle Dytz da Cunha.

Os documentos levantaram suspeitas junto aos investigadores da PGR (Procuradoria-Geral da República). Integrantes da procuradoria começaram a investigar se Cunha tinha intenção de deixar o país em virtude das investigações da Lava-Jato. A apreensão de cópias dos passaportes italianos de Cunha e de sua filha ocorreu na residência da família Cunha, em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro.

A obtenção de cópias de passaportes italianos da família Cunha ratifica alertas recebidos no final de novembro pela Embaixada da Itália no Brasil. Na ocasião, segundo informações obtidas pelo Fato Online, a embaixada recebeu denúncias de que “pessoas ligadas ao presidente da Câmara” sondaram aluguel de imóveis por temporada na Itália. A embaixada, no entanto, não soube informar quem foram essas pessoas. Cunha nega que tenha procurado imóveis na Itália.

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O italiano: língua e emoção em filmes e músicas

Por Odonir Oliveira

Nas décadas de 50 e 60, a cultura italiana penetrou no Brasil, para muito além dos redutos de sua imigração: São Paulo e sul do Brasil. A semelhança da língua italiana com a nossa, a espontaneidade das emoções e sua expressão, tudo nos atraía.

No Rio, por exemplo, ouvíamos muita música italiana e assistíamos a filmes dos melhores diretores italianos de até então. Fossem dramas, comédias... Sempre nos encantávamos com eles.

A moçada jovem dublava Rita Pavone, bem antes da Jovem Guarda passar a existir na TV Record.

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Ícone da história das cantinas, Giovanni Bruno morre

 
Jornal GGN - Giovanni Bruno, um ícone da história das cantinas, morreu aos 78 anos na manhã desta terça-feira (16). Começou descancado batatas no tradicional Gigetto, em São Paulo, até abrir o seu próprio restaurante italiano, Il Sogno di Anarello, que chegou a nomear a rua em que se instalou.
 
Da Folha de S. Paulo
 
 
Desde os anos 1950 no Brasil, o italiano Giovanni Bruno foi personagem importante na história das cantinas em SP
 
Restaurateur começou carreira no tradicional Gigetto e trabalhou até o fim da vida em sua casa, aberta em 1980
 
Por Luiza Fecarotta
 
Giovanni Bruno, um dos personagens mais importantes da história das cantinas em São Paulo, morreu aos 78 anos na manhã desta terça (26), de falência de múltiplos órgãos, decorrente de problemas cardíacos.
 
Foi em 1950 que Giovanni aportou em Santos e, apenas um dia depois, já estava a descascar batatas e lavar pratos na cozinha do Gigetto, restaurante que impulsionou e serviu de modelo para várias outras cantinas da cidade, como Lellis e Piero.
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A arte do realismo cru de Visconti

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Blog História

Visconti, do neorealismo ao decadentismo
 
Lucchino Visconti, morto em 1976, foi um dos poucos cineastas do século 20 que conseguiu erguer o cinema dos níveis do entretenimento à grande arte. Universalmente reconhecido, sempre foi um homem de talentos múltiplos, renascentistas, que iam do domínio da música clássica até um detalhado e erudito conhecimento da história da literatura e dos costumes. Sem omitir-se a sua capacidade de conduzir, como um verdadeiro maestro, grande atores e atrizes e o controle cênico que sempre demonstrou ter, em mais de 40 anos de atividade artística. Sua carreira de diretor deu-se nos começos dos anos quarenta, quando alinhou-se entre os precursores do neorealismo italiano, encerrando sua trajetória, em 1976 mesmo, como o principal cronista da decadência do patriciado europeu.
 
Uma Itália em ruínas
 
Entrando na Segunda Guerra Mundial em 1940 - quando o ditador fascista Benito Mussolini decidira acompanhar a Alemanha Nazista -, três anos depois a Itália viu-se invadida pelas forças aliadas anglo-saxãs que, desembarcadas na Sicília em 1943, rapidamente dominaram a metade do país. Os aliados alemães, por sua vez, desconfiados da fidelidade do exército italiano, rapidamente ocuparam a metade norte da península, transformando a acidentalidade dos Montes Apeninos numa enorme trincheira natural para as suas tropas. Uma longa e morosa guerra então estendeu-se ainda por dois anos em seu território, até que ocorreu a capitulação final do nazi-fascismo, em maio de 1945. Mussolini morto, um país em ruínas habitado por um povo faminto, foi isso o que restou do sonho de uma Itália Imperial. Não era de estranhar-se que o filme italiano de então, empobrecido pela vicissitudes da guerra, refletisse uma estética da miséria, nascendo com ele o movimento neorealista (expressão cunhada pelo crítico Umberto Bárbaro, na Revista Il Film, de 1943).
 

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