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O Agosto de Temer, por Paulo Kliass

da Carta Maior

O Agosto de Temer

por Paulo Kliass

A lista de acontecimentos que se aproximam da tragédia política contribui para reforçar a crença de que o mês é mesmo portador de mau agouro em nossas terras

(de acordo com a sabedoria popular

brasileira, agosto é

considerado como o mês do

cachorro louco).

A lista de acontecimentos históricos que se aproximam da tragédia política contribui para reforçar a crença de o mês é mesmo portador de mau agouro em nossas terras. Assim foi o suicídio de Getúlio Vargas em 1954, a renúncia de Jânio Quadros em 1961, a morte suspeita de Juscelino Kubitschek em acidente automobilístico em 1976 e a morte de Eduardo campos durante a campanha presidencial em 2014. Leia mais »

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Xadrez da guerra final entre Temer e a Globo, por Luis Nassif

A ópera do impeachment vai chegando a uma segunda onda decisiva, com o vale-tudo que se instaurou envolvendo os dois principais personagens da trama: a organização comandada por Michel Temer; e a organização influenciada pela Rede Globo.

Do lado da Globo alinha-se a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato. Do lado de Temer, o centrão, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), alguns grupos de mídia, como a Rede Record, e provavelmente políticos jogados no fogo do inferno, como Aécio Neves.

No pano de fundo, o agravamento da crise, com um plano econômico inviável aplicado por economistas radicais valendo-se do vácuo político. E, fora das fronteiras, ventos complicados ameaçando botar mais lenha na fogueira.

O caos – que irá se ampliar nos próximos dias – é resultado direto da quebra da institucionalidade, com a Lava Jato e o impeachment. No mínimo servirá para que cabeças superficiais, como o Ministro Luís Roberto Barroso, se deem conta da imprudência que cometeram ao cederem às pressões especialmente da Rede Globo.

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Para oligarquia golpista, trabalhador não merece a dignidade reconhecida aos bovinos, por Jeferson Miola

Para oligarquia golpista, trabalhador não merece a dignidade reconhecida aos bovinos

por Jeferson Miola

A destruição da CLT, aprovada nesta terça-feira 11/7/2017 pela maioria de senadores e senadoras representantes da oligarquia, é a consolidação do pacto escravocrata de dominação burguesa que faz o Brasil retroceder ao padrão de exploração do trabalho do século 19.

Combinadas com a lei da terceirização aprovada pelos golpistas em março passado, as novas regras hoje aprovadas, que incineram a CLT criada em 1943 por Getúlio Vargas, na prática extinguem os direitos do trabalho e convertem os trabalhadores em bóias-frias, para assegurar uma maior taxa de acumulação capitalista extraída do povo brasileiro – ver aqui artigo a respeito [Terceirização sacramenta o pacto de dominação escravocrata].

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Aliança antinacional faz de Rodrigo Maia o “Temer de Temer” e deflagra o “golpe dentro do golpe”, por Daniel Samam

Aliança antinacional faz de Rodrigo Maia o “Temer de Temer” e deflagra o “golpe dentro do golpe”

por Daniel Samam

A aliança antinacional, formada pela Rede Globo, pela Banca (capital financeiro) e a “tigrada” (setores da burocracia estatal como Ministério Público (MP), Polícia Federal (PF) e do Judiciário) não dá ponto sem nó. Toda essa ofensiva contra Michel Temer (PMDB-SP), desde a publicização das gravações do vagabundo Joesley Batista, da J&F, tem o objetivo de derrubá-lo e colocar em seu lugar o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para dar continuidade às contrarreformas. Em suma, é radicalizar a agenda de retirada de direitos e de desmonte do Estado proveniente da vendeta neoliberal.

Nesse sentido, o jornal Valor (7) explicita a tática da aliança antinacional: na matéria "Temer perde apoio e Maia já se articula com mercado", o jornal revela que “Maia tem tido encontros com investidores e analistas dos bancos Santander, Itaú e Banco Société Générale Brasil, de corretoras como XP Investimentos e BGC Liquidez, de empresas de análise, e economistas, como o diretor-presidente do Insper, Marcos Lisboa.”

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O "botafogo" da Odebrecht é a escolha da oligarquia para continuar o golpe, por Jeferson Miola

 

por Jeferson Miola

Michel Temer está próximo da sua morte política como nunca esteve em nenhum outro momento em mais de ano exercendo ilegitimamente a presidência do Brasil.

A primeira denúncia da procuradoria da república, por corrupção passiva, deixou-o em situação indefensável. Temer é o "chefe da maior e mais perigosa quadrilha do Brasil" [Joesley Batista], e deverá enfrentar ainda outras três denúncias da procuradoria: por organização criminosa, obstrução da justiça e prevaricação.

A prisão de Geddel Vieira Lima, o terceiro integrante da OrCrim [Organização Criminosa, segundo o dono da JBS] a ter o mesmo destino de Eduardo Cunha e Henrique Alves, diminuiu a esperança de Temer na salvação.

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Os destinos de Loures e de Cunha em tempos de delação, por J. Carlos de Assis

Os destinos de Loures e de Cunha em tempos de delação

por J. Carlos de Assis

Loures provavelmente não fará delação premiada. É uma personalidade subalterna, grato pela confiança que lhe deu durante anos seu patrão Michel Temer, portanto consumido pela tensão entre as pressões da família, que o quer ver solto o quanto antes, e a lealdade ao chefe, que o quer calado. Ingênuo como parece ser, acabará pendendo para a lealdade, não obstante a perda de  oportunidade que não se repetirá. É que o destino de Temer será definido sem sua participação.

Cunha provavelmente fará delação premiada. Não tem nenhum caráter. Sua lealdade é consigo mesmo na condição de uma dos maiores ladravazes da República, manipulador de cargos públicos, de emendas parlamentares e de contratos oficiais em benefício próprio. Comprou quase uma centena de parlamentares na Câmara para por em marcha um processo de impeachment ilegítimo, sem qualquer justificativa e sem qualquer escrúpulo político. Não tem lealdade a ninguém; tem clientela.

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O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas, por Armando Coelho Neto

O golpe está nu, mas Dallagnol e Moro ainda estão de bermudas

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Depois do “Caso Aécio”, quem me chamou de doutrinado virou pó. Este seria o título daquilo que seria o texto de hoje, movido por mais um controvertido capítulo daquela que, não se sabe a razão, ainda chamam de Corte Suprema. Seria sobre o retorno de Aécio Neves (PSDB) ao senado, de onde, por princípio constitucional, não deveria ter saído. Pelo menos no que diz respeito à forma, devido à clara invasão de poderes. Bom lembrar que há pouco tempo, a mesa diretora do Senado ignorou ordem do ministro Marco Aurélio Melo e não afastou Renan Calheiro (PSDB), que não arredou o pé e nem foi arredado de onde estava. Sim, Marco Aurélio, que monocraticamente queria afastar Renan, mandou monocraticamente Aécio voltar, porque a decisão de afastar foi monocrática, entre outros argumentos.

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A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda, por Aldo Fornazieri

A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda

por Aldo Fornazieri

Em termos políticos, o Brasil é um dos países mais esquisitos do mundo. Ocupa uma das primeiras posições no ranking das desigualdades sociais e, contudo, essa ignominiosa condição não se traduz em indignação, em ação em luta política. Nunca fomos capazes de fazer uma revolução social e nem uma revolução política. Somos uma sociedade acostumada ao mando. Primeiro, ao mando dos colonizadores, dos senhores de engenho; depois, ao mando dos coronéis das oligarquias estaduais, enfim, ao mando de um rosário de chefes, delegados, empresários, empreiteiros, prefeitos, paramentares, padres, pastores, doutores etc. Uma visceral disposição para mandar de alguns e de obedecer dos muitos.

As lutas sindicais, com uma exceção aqui outra acolá, terminam em bom convívio entre o trabalho e o capital. No campo, em que pese toda a violência, prevalece o mando do senhor das terras. Quando os representantes dos trabalhadores chegam ao poder, verifica-se o bom convívio, os bons modos, a conciliação.

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Temer é encarado por líderes mundiais como presidente em um 'governo terminal'

Apartado de outros presidentes e isolado, presidente brasileiro não tem mais o que dizer ao mundo (ROGÉRIO MELO/PR)

da Rede Brasil Atual

Temer é encarado por líderes mundiais como presidente em um 'governo terminal'

Para analistas de política externa, chefes de Estado dos países mais importantes já têm a percepção de que Temer não representa o Brasil e, se ele cair e entrar Rodrigo Maia, só resta esperar 2018

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – Sem reuniões bilaterais e depois de hesitar entre ir ou não à cúpula do G-20 em Hamburgo, na Alemanha, o presidente brasileiro, Michel Temer, é um retrato pálido e melancólico de um governo que praticamente não representa mais nada para as nações mais importantes do mundo.

"No governo Temer, a perda de espaço e de relevância do Brasil no concerto das nações é muito aguda. E, convenhamos, o atual governo não tem muito como aumentar sua participação, já que é extremamente questionado dentro de casa. Qual é o dignatário ou líder estrangeiro que vai fazer um acordo com um presidente que não se sabe se na semana que vem vai estar no cargo?", avalia Thomas Heye, professor  do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Temer, cada vez mais, o menor dos problemas, por Paulo Endo

Hora de desligar a TV e olhar o espelho

do Psicanalistas pela Democracia

Temer, cada vez mais, o menor dos problemas

por Paulo Endo

Curioso que quanto mais o tempo passa mais claro fica que Temer é um pobre coitado do ponto de vista moral e ético. Uma pessoa infame, corrupta, sem carisma e que não cessa de envergonhar o país por onde quer que passe. Suas viagens internacionais se tornaram verdadeiros périplos de humilhação e falta de bom senso e não há um lugar em que ele e seu séquito não se deparem com manifestações contra seu governo e contra sua pessoa.( https://theintercept.com/2017/06/25/desprestigio-e-vexames-marcam-turne-...)

Ficará na história como exemplo de até onde o mau caratismo, o cinismo e a covardia podem levar o país quando assumem o poder.

Um político que passou a vida arrastando as asas em torno dos poderosos sem nunca atingir protagonismo significativo e, claramente, um capacho de gravata que vira as costas para a maioria dos brasileiros para atender sem hesitação sua classe social de privilegiados que o sustenta, torce por ele e o mantém.

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A já esperada queda nas receitas, por Paulo Kliass

do Vermelho.org

A já esperada queda nas receitas

A promessa da suposta eficiência e competência do “dream team” do financismo não resistiu a alguns meses de banho de realidade.

por Paulo Kliass

O noticiário está completamente tomado pelos sucessivos escândalos de natureza política, envolvendo os personagens mais próximos da Presidência da República. Denúncias e delações trazem para o centro do noticiário “politicial” a evidência da corrupção como prática “naturalizada” na Esplanada. São malas de dinheiro e depósitos em contas ilegais no exterior de membros do grupo portador da redenção. Os denunciados são aqueles que passaram a ocupar os postos da Esplanada, com a incumbência de tirar o Brasil do mar de lama em que estaria envolto até poucos minutos antes da definição do golpeachment.

Apesar disso, os meios de comunicação ainda oferecem alguma ou outra notícia a respeito das tentativas desesperadas da equipe econômica. Os representantes autênticos do financismo insistem em dizer que também estão “animadíssimos” com a perspectiva da superação da crise. A exemplo do chefe Temer, os ministros tentam exibir um otimismo que não se sustenta em nenhum relatório estatístico oficial e muito menos em avaliações prospectivas de curto ou médio prazos a respeito do ritmo da atividade econômica. Mas a força dos fatos faz com que os jornais agora comecem a estampar as ameaças do núcleo do governo em aumentar os impostos.  Leia mais »

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Governantes sem caráter e a destruição das instituições, por Aldo Fornazieri

Governantes sem caráter e a destruição das instituições

por Aldo Fornazieri

Adotando aqui o conceito de "governante" no sentido amplo, referido às pessoas que ocupam posições de destaque nas instâncias dirigentes dos três poderes, o que se observa, de forma acelerada nas últimas semanas, é que alguns deles vêm empreendendo uma devastadora destruição do pouco que resta da institucionalidade e da constitucionalidade do Estado brasileiro. A marca das condutas e do empenho desses dirigentes é a completa falta de caráter, de moral, em suas ações deletérias.

O mais grave é que não há forças capaz de detê-los. O STF não só perdeu a capacidade de exercer o controle constitucional, como, alguns dos seus ministros se engajaram ativamente na destruição do próprio órgão e de outras instituições. As oposições, sem uma estratégia definida, além de não terem força no Congresso, não têm capacidade de promover uma significativa convocação da sociedade para as ruas visando deter o processo destrutivo do país.

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O empresariado que estimula a revolução social no país, por J. Carlos de Assis

O empresariado que estimula a revolução social no país

por J. Carlos de Assis

Os paulistas me surpreendem. Em especial os paulistas ricos. Conversei nesta quinta com o presidente da Abinee, Humberto Barbato, e esperava dele a manifestação de algum desconforto com os rumos da política econômica. Ao contrário, ele se mostrou exultante com a suposta recuperação da economia. Argumentou que em sua área, a indústria eletro-eletrônica, as coisas vão muito bem pelo testemunho dos seus pares. Claro que não pode haver retomada de uma vez. Isso quem pretende, sem razão, são “as esquerdas”.

Para Barbato, toda desgraça que ainda resta na economia se deve à herança dos 13 anos de governo do PT. Em especial “daquela mulher”. Obviamente que ele não inclui no espólio de Dilma a grande estupidez da isenção fiscal para a linha branca, de que os sócios da Abinee foram beneficiários diretos. Foram bilhões de reais para engordar o lucro da pauliceia rica, sem geração de um único emprego, ao contrário da forma como era justificada. Nos 13 anos o BNDES também esteve sempre aberto para os investidores produtivos.

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O fim de Temer, por Jandira Feghali

 
O fim de Temer
 
por Jandira Feghali
 
Com um discurso cínico e nada convincente, Michel Temer expôs esta semana sua pequenez e desafiou o país ao menosprezar as denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção passiva. Com trejeitos artificiais e expressões de mafioso, o ilegítimo tentou defender o indefensável e aparentar força reunindo alguns poucos parlamentares, que não pouparam o povo de uma cena patética e desrespeitosa em cadeia nacional de TV. De nada resolveram as urgentes chamadas de vice-líderes por telefone aos aliados horas antes do pronunciamento. Sua base aliada está sendo forçada a responder, mas muitos já não conseguem dar o abraço de afogados.
 
A denúncia contra Temer chegou à Câmara. Aquele que se diz orgulhoso de ser presidente, mesmo lá estando com os 54 milhões votos de Dilma, e que fez questão de trair junto com a Constituição Brasileira.

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O "Fora Temer" tem data marcada para acontecer, por Jeferson Miola

O "Fora Temer" tem data marcada para acontecer

por Jeferson Miola

A denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal contra Michel Temer pelo crime de corrupção contém uma contundência e gravidade tais que limita as possibilidades de sobrevivência do presidente usurpador e da sua quadrilha.

Dessa maneira, a primeira das quatro denúncias do Temer ao STF – além de 1.corrupção, em seguida ele será denunciado por 2.organização criminosa, por 3.obstrução de justiça e por 4.prevaricação – é um fator que contribui para a abreviatura desta tragédia que ele representa na história do Brasil.

Já na primeira denúncia Temer fica emparedado entre três alternativas: ou renuncia, ou se suicida, ou é convertido em réu pela Câmara dos Deputados. Poderá ocorrer, obviamente, a ocorrência simultânea de duas entre as três alternativas.

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