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esquerda

PT fez interpretação errada sobre protestos de 2013, diz Duvivier

Jornal GGN - O humorista Gregório Duvivier afirmou em entrevista ao Estadão que lideranças do PT, como Fernando Haddad, e até mesmo intelectuais como Jessé Souza, fizeram uma leitura equivocada dos protestos que marcaram junho de 2013. Desde que Dilma Rousseff foi deposta com ajuda de grupos que mobilizaram as ruas, setores petistas passaram a considerar 2013 como o embrião do golpe. 

"Jessé Souza e Fernando Haddad, gosto deles, mas tenho discordâncias quanto à visão deles sobre 2013. Eles lêem 2013 como um protesto burguês, germe do impeachment. Como se 2015 tivesse nascido de 2013. Quer dizer, nasceu. Mas a pauta era tarifa zero, contra Cabral, não estava em pauta o fora PT, muito menos a volta da ditadura. O PT não soube dialogar, dialogou com porrada em São Paulo, e perdeu as ruas, a juventude, perdeu tudo, porque não soube dialogar", afirmou Duvivier.

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Precisamos falar da direita, por Fernando Horta

Precisamos falar da direita

por Fernando Horta

Há quem diga que não existe direita ou esquerda no Brasil. Eu discordo.

Há quem diga que não há mais diferença entre direita e esquerda no mundo. E eu, também, discordo.

Mesmo que as coisas tenham se tornado muito mais complexas no final do século XX e início do XXI do que no XIX ou início do XX, ainda é possível diferenciar direita e esquerda pelo antagonismo mais básico da economia: trabalho e capital. Aqueles que valoram o trabalho de forma mais essencial que o capital se colocam no que chamamos de “esquerda”. Os que valoram o capital acima do trabalho ficam à direita.

É claro que existe um termo-médio aí. Difícil de definir, mas ele existe. E é também evidente que não se pode derivar todo um conjunto de valores apenas destas percepções. Daí que podemos ter uma direita ecológica, que prega sustentabilidade, assim como podemos ter uma esquerda que aceite e nutra algum respeito pelo “mercado”. Podemos ter uma esquerda reformista e uma direita que quer romper com o status quo (as coisas como estão). Claro que querem romper para trazer mais à direita, mas não deixa de ser uma defesa de rupturas ... não digo “revolução” porque guardo este termo em especial lugar ... especialmente nos Cem Anos da Revolução Russa.

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A esquerda e a ameaça da conciliação no Brasil pós 2018, por Ricardo Graz

É crucial nos valermos de nossa experiência e do exemplo de outras sociedades para evitar repetir erros. Com Lula sob risco de ser preso politicamente para ser anulado, a esquerda tem lições valiosas a reter da história econômica recente (Foto Ricardo Stuckert)

do Brasil Debate

A esquerda e a ameaça da conciliação no Brasil pós 2018

por Ricardo Graz

O debate sobre a posição do ex-presidente Lula numa possível eleição em 2018 suscita uma análise crítica sobre riscos socioeconômicos da chamada conciliação como forma de garantir estabilidade política ao país. Caso esta conciliação suponha manter políticas econômicas neoliberais, a eleição representará a complementação do golpe jurídico-parlamentar de 2016. Significará o êxito de um retrocesso sem precedentes ao qual o Brasil foi submetido em curtíssimo espaço de tempo, do tamanho de uma intervenção de natureza colonial, cuja aceitação pela sociedade brasileira merece reflexão sobre o estado de letargia a que a nação parece ter chegado e sobre os caminhos de superação que a esquerda deve oferecer.

O físico Carl Sagan se notabilizou descrevendo o comportamento de sociedades pré-científicas que se guiavam por crenças de fácil assimilação que mobilizavam as populações. Exemplo famoso dessas crenças é a de povos que, tomados pelo pavor de que o eclipse do sol fosse motivado por uma entidade que devoraria o astro, iam às ruas fustigá-lo com sons de tambores e gritos, e comemoravam como salvadores da lavoura quando o eclipse terminava.

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A esquerda sem imaginação, por Boaventura de Sousa Santos

Imagem: Edward Hooper, Pessoas ao sol (1963)

Por Boaventura de Sousa Santos

Em Outras Palavras

A dominação social, política e cultural é sempre o resultado de uma distribuição desigual do poder, nos termos da qual quem não tem poder ou tem menos poder vê as suas expectativas de vida limitadas ou destruídas por quem tem mais poder. Tal limitação ou destruição manifesta-se de várias formas, da discriminação à exclusão, da marginalização à liquidação física, psíquica ou cultural, da demonização à invisibilização. Todas esta formas podem-se reduzir a uma só – opressão. Quanto mais desigual é a distribuição do poder, maior é a opressão.

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Vamos! inicia ciclo de debates por novo projeto de país a partir deste sábado

Da Rede Brasil Atual

Diante da maior crise social, econômica e política dos últimos anos, marcada por golpes contra a democracia, "reformas" promovidas pelo governo Temer que subtraem direitos, aumento da exclusão e do desemprego – o país tem hoje quase 14 milhões de pessoas sem ocupação –, e o abismo entre Brasília e o restante do país, tudo isso resultando em violência que atinge principalmente jovens negros das periferias, mulheres e LGBTs, o Vamos! inicia em São Paulo sua agenda de discussões com intensa participação popular para buscar saídas para o Brasil.

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O nazismo, a esquerda e o procurador Benedito, por Arnaldo Bloch

O nazismo, a esquerda e o procurador Benedito

por Arnaldo Bloch

Prezado procurador da República Ailton Benedito: primeiramente, o “prezado” é só fórmula de cortesia. Vou me privar de adjetivos cabeludos como os que o senhor vem usando para desqualificar quem exerce o dever de contestar os equívocos que o senhor profere por aí. Como a postagem que reproduzo a seguir, publicada em sua conta do Twitter, domingo passado. Eis os 125 toques de sua sentença: “Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães, conhecido como NAZISTA. Os próprios nazistas se declaravam SOCIALISTAS”.

O post passa a impressão de que, após rápida pesquisa no Google, o senhor acaba de descobrir, em idade madura, a designação formal do partido nazista, e impulsivamente, cria um desses silogismos fáceis e perigosos, sem contexto, que estão na moda. Francamente. Um homem escolarizado, com grau superior, que, paralelamente à sua atuação na PGR, reza pela direita, deveria, em respeito à História, à inteligência e à própria direita responsável, saber que, já em sua origem, nos anos 1920, tal partido, de cunho racista e populista, era formado por paramilitares que se dedicavam a combater, sobretudo, os levantes marxistas. Leia mais »

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A responsabilidade da esquerda na atual conjuntura, por Antônio Augusto de Queiroz


Fotos Públicas

Por Antônio Augusto de Queiroz

A responsabilidade da oposição de esquerda na atual conjuntura

De Teoria e Debate

A oposição de esquerda, para sobreviver politicamente e voltar a assumir o poder no país, precisa urgentemente modificar suas formas e métodos de atuação no Congresso Nacional, antes que o desmonte do aparelho de Estado e os retrocessos nos direitos sociais e na soberania nacional se tornem irreversíveis.

O governo Michel Temer, a serviço das forças neoliberais e do mercado financeiro, nos últimos dois anos, provocou grandes estragos em conquistas históricas do povo brasileiro, como a aprovação do congelamento do gasto público (EC 95/16) e da reforma trabalhista (Lei nº 13.467/17), sem que houvesse uma reação à altura das forças de esquerda.

Agora, depois do espetáculo “de compra de deputados” que levou à rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo retoma o ânimo para avançar com sua agenda em favor do capital e de retrocessos sociais, com o acelerado desmanche do Estado Nacional, tanto em termos de soberania quanto em termos de serviços públicos à população.

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Os feitos do procurador da República que acha que nazismo é de esquerda

 
Jornal GGN - O Viomundo publicou uma matéria mostrando como o procurador federal Ailton Benedito de Souza tem usado o cargo com motivação ideológica. Souza, que bombou nas redes sociais após dizer que o nazismo é de esquerda, já quis investigar banheiro unissex, mandou proibir atos políticos em universidade, defendeu o Escola Sem Partido, tentou apurar suposta perseguição à militante antifeminista, entre outros feitos.
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Nazismo? Socialismo? Precisamos urgente estudar história!, por Rudolfo Lago

Foto: Wikimedia commons

Por Rudolfo Lago
 
 
Quando surgiram, as redes sociais foram saudadas por muitos como o prenúncio de um novo tempo. Estávamos diante da possibilidade de construção de uma ágora universal, um espaço no qual os cidadãos poderiam expressar suas ideias e discuti-las sem a necessidade da intermediação com seus representantes nos Parlamentos. Para alguns utópicos, surgia a chance de construção de um modelo de democracia direta a partir das novas ferramentas tecnológicas.
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Para Jorge Folena, a esquerda deve reagir na política e confiar menos no Judiciário

Para advogado Jorge Folena, a esquerda deve reagir na política e confiar menos no Judiciário

por Veronica Couto

Da Lava-Jato, que passou a determinar os rumos da República, à prisão do jovem Rafael Braga por levar um vidro de desinfetante na mochila durante manifestação em 2013, a política se deslocou das instâncias de representação social e foi parar bem no centro do Poder Judiciário. Para o cientista político e advogado Jorge Folena, a “judicialização da política”, com a prática recorrente de buscar o Judiciário para resolver questões políticas, engendrou o 'monstro da politização da Justiça”. “É preciso despertar o movimento social para o fato de que não será na Justiça que vamos achar a solução dos nosso problemas, mas nas ruas”, defende Folena, autor do livro “Intervenção judicial” e “Constituição rasgada – anatomia do golpe”, lançados na última semana pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ).

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A pesada herança do pensamento religioso na esquerda, por José Luis Fevereiro

A pesada herança do pensamento religioso na esquerda

por José Luis Fevereiro

Algo que sempre incomodou desde o inicio da minha militância, na virada dos anos 70 para os 80, foi a recorrente tendência de setores da esquerda de apresentarem explicações morais para todas as derrotas ou insuficiências. O MEC ( antigo Ministério da Educação e Cultura) aumentou os preços dos bandejões das universidades? culpa da direção da UNE que traiu a luta dos estudantes . Collor venceu a eleição de 1989? culpa da Articulação ( tendência majoritária do PT à época da qual fazia parte Lula) que  ficou com medo de vencer e orientou Lula a perder o debate final (sim meninos, eu ouvi isso).

Fracassou a greve geral de 30 de junho? Culpa das direções das grandes centrais que desmobilizaram as classes trabalhadoras ( que “obviamente” queriam fazer a greve).Temer  tem  apenas 5% de aprovação e mesmo assim não há manifestações de massa pela sua derrubada? culpa de setores da esquerda que na verdade não querem derrubar o Temer porque ...... . Leia mais »

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Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização, por Aldo Fornazieri

Paradoxos da candidatura Lula: conciliação e radicalização

por Aldo Fornazieri

O impasse político-jurídico que faz de Lula um candidato e não-candidato, só será equacionado pela correlação de forças que o desdobramento da atual crise e novos eventos produzirem. Depois da indignação inicial pela condenação do ex-presidente, as forças políticas progressistas voltaram ao seu estado de letargia. Delegaram a Lula e à sua defesa a tarefa de tentar reverter a condenação. Lula, viajando pelo país e, sua defesa, trabalhando nos tribunais. A decisão do Congresso do PT de defender Diretas Já, mesma bandeira assumida pelos demais partidos de esquerda e por movimentos sociais, não se transformou em movimento de ruas. O "Fora Temer", mesmo que o presidente ilegítimo tenha apenas 5% de apoio, está circunscrito ao Congresso e às redes sociais.

Há um risco enorme em tudo isso, pois os tribunais e os juízes não estão julgando a partir da Constituição e das leis, mas a partir de suas vontades interpretativas. Com a opinião pública apática, desanimada e desmobilizada, a possibilidade da inviabilização da candidatura Lula pode se constituir em tendência dominante.

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A esquerda precisa definir o Lula que quer, por Raphael Silva Fagundes

A esquerda precisa definir o Lula que quer

por Raphael Silva Fagundes

Se hoje alguém se aventurasse a escrever uma biografia de Luis Inácio Lula da Silva, poderia facilmente lograr-se na lama da ilusão biográfica, cometendo aquele equívoco no qual se tenta descrever a vida como “um conjunto coerente e orientado”, uma expressão unitária de uma “intenção” subjetiva e objetiva de um projeto¹. Isso porque a história da maior figura do Partido dos Trabalhadores não pode ser apreendida por meio de uma linearidade, de uma direção firme e coerente, ou pode?

Em 2006, Lula arranca risos e aplausos de uma plateia composta por empresários e intelectuais ao afirmar que pessoas responsáveis abrem mão de suas convicções radicais conforme amadurecem. Diz que tal fenômeno é parte da “evolução da espécie humana”. "Se você conhece uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque está com problema". "Se você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque também está com problema". Depois destacou: "Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos à esquerda. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos, e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito".²

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As frentes de esquerda e a sabedoria das geringonças, por Reginaldo Moraes

 
Por Reginaldo Moraes*
 
Em Portugal, duas organizações de esquerda bem ‘duras’, o PCP, de origem estalinista, e o Bloco, de raízes trotskistas, concordaram em apoiar um governo do PSP, centro-esquerda moderada, que já executou políticas de austeridade. Lição para o Brasil?
 

O brasileiro Ruy Braga (ex-PSTU e atual PSOL) e Elísio Estanque (Bloco de esquerda português) assinam importante artigo no jornal Público, de Lisboa: “Uma geringonça para o Brasil?”. Oportuno, merece muita atenção. Leia aqui a versão digital.

A meu ver, o artigo traz uma enorme contribuição ao debate político brasileiro. Digo “a meu ver” até porque já externei esse ponto de vista. E, deliberadamente, para sugerir tal reflexão, me dei ao trabalho de escrever um livrinho sobre a experiência do Bloco de Esquerda e o Podemos. O artigo dos dois vale desde logo por sua conclusão. Só que a conclusão conflita com algumas afirmações que a precedem. E a conclusão deixa de lado uma premissa fundamental – e que, com certeza, incomoda os autores (Ruy, pelo menos). Vejamos.

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A condenação de Lula e o desafio do reboquismo

Análise imediata da política brasileira e do tempo "perfeito" da promulgação da sentença. Neste breve vídeo, o cientista político debate  a relação entre esquerda, centro-esquerda, não fazer coro com a Lawfare e ao mesmo tempo o desafio de não hipotecar bandeiras sociais e o direito coletivo pela viabilidade de uma ou mais candidaturas eleitorais. O vídeo foi primeiramente postado e produzido para o jornal eletrônico baseado em Porto Alegre/RS, Sul21 (sul21.com.br)