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Os crimes de Gilmar Mendes, segundo os autores da denúncia


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Gilmar Mendes cometeu crimes junto à Lei Orgânica da Magistratura, ao Código do Processo Civil e à Lei do Impeachment por três motivos: atuação político-partidária ilegal, ao articular com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a aprovação da lei de abuso de autoridade; por julgar causas com a defesa do advogado Guilherme Pitta, membro do escritório de sua própria esposa; e por desrespeitar com ataques membros do Ministério Público Federal (MPF), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
As considerações são do constitucionalista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neves, do ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, e outros 29 representantes do Direito e Universidades, que enviaram contra o ministro Gilmar Mendes três peças para o seu afastamento do Supremo: um pedido de impeachment ao Senado, uma reclamação disciplinar ao STF e uma "notitia criminis" ao MPF.
 
Ao GGN, Marcelo Neves explicou como o ministro e presidente do TSE infringiu diversas leis e regulamentações da magistratura, que se caracterizam como crime de responsabilidade. "O primeiro é exercício ilegal de atividade político-partidária que fere tanto a Constituição, como a Lei de Organização da Magistratura, como também o artigo 39 da Lei de Impeachment", introduziu.
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Para advogados de Lula, Joesley ‘negocia o mais generoso acordo de delação premiada da história’

Responsável pela defesa do ex-presidente, Zanin avalia que “Batista foi incapaz de apontar qualquer ilegalidade cometida” | Foto: Felipe Araújo/Tempus Comunicação

do Sul21

Para advogados de Lula, Joesley ‘negocia o mais generoso acordo de delação premiada da história’

Da Redação

Na entrevista exclusiva que concedeu à revista Época, da Editora Globo, neste final de semana, Joesley Batista, um dos donos do grupo J&S, do qual faz parte a JBS, disse que Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) “institucionalizaram a corrupção”. “Houve essa criação de núcleos, com divisão de tarefas entre os integrantes, em Estados, ministérios, fundos de pensão, bancos, BNDES. O resultado é que hoje o Estado brasileiro está dominado por organizações criminosas. O modelo do PT foi reproduzido por outros partidos”, afirmou ele.

Porém, para os advogados do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, a declaração deve “ser entendida no contexto de um empresário que negocia o mais generoso acordo de delação premiada da história”. Em nota lançada também no final de semana, eles apontam que “Batista foi incapaz de apontar qualquer ilegalidade cometida, conversada ou do conhecimento do ex-presidente Lula”.

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Joesley “desfia mentiras em série”, diz Temer

Além de processar o delator e empresário da JBS, Temer retrucou as acusações, dizendo que Joesley Batista é “bandido notório de maior sucesso na história brasileira"

Michel Temer e Joesley Batista, em inauguração de fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul, em 2012
Foto: Romério Cunha - Vice-Presidência

Por Mariana Tokarnia

Da Agência Brasil

O presidente Michel Temer informou, em nota divulgada hoje (17), que vai protocolar, na segunda-feira (19), ações civil e penal na Justiça contra o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F. Em entrevista à revista Época, Joesley disse que Temer é "o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil".

Na nota, o presidente diz que Joesley "desfia mentiras em série" e que o empresário é o “bandido notório de maior sucesso na história brasileira".

Leia mais: "Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

Na entrevista à revista Época, Joesley fala que a relação com o presidente Temer nunca foi de amizade. "Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas".

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"Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

 
Jornal GGN - "Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites", disse Joesley Batista, o delator da JBS que entregou documentos e grampeou conversas com o mandatário e seu grupo político.
 
A declaração integra a entrevista exclusiva concedida à revista Época, publicada na noite desta sexta-feira (16). O empresário da JBS, um dos que tiveram maior trânsito entre todos os políticos de quase todos os partidos brasileiros, afirmou que o grupo de Michel Temer, além de ser o mais perigoso, foi o "de mais difícil convívio": "daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele", descreveu.
 
Junto a Temer, Joesley contou que atuava Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara pelo PMDB, preso na Operação Lava Jato por Sérgio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba. "Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo [Cunha] me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele?".
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Aos EUA, Lava Jato escancara polêmicas e antecipa Lula como responsável


Moro no Wilson Center em Washington, EUA, em julho de 2016 - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - "A Operação Lava Jato é maior do que WaterGate?", perguntou o âncora norte-americano do programa "60 minutes", Anderson Cooper. "Muito, muito maior", respondeu o procurador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Assim começa a reportagem no canal de notícias CBS News, que foi ao ar neste domingo (21).
 
Na polêmica entrevista dos procuradores e do juiz Sergio Moro ao noticiário estadonidense, o magistrado do Paraná admitiu que usou a "style-plea bargaining" dos EUA (negociação de apelo pela barganha) para conseguir que alguns réus cooperem". "O juiz Moro e os promotores também estão dispostos a usar táticas controversas para combater o crime financeiro", completou o jornal.
 
Para que os norte-americanos compreendessem a Operação realizada no Brasil, o noticiário comparou ao famoso caso WaterGate, escândalo político dos anos 70 nos Estados Unidos que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.
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Constrangido com perguntas da Lava Jato, Temer admite que havia caixa dois

Em entrevista à Rede TV, o presidente manifestou respostas sarcásticas, ironias e estava nitidamente desconfortável
 
 
Jornal GGN - Nitidamente constrangido com as perguntas sobre a Operação Lava Jato e as acusações da Odebrecht que o colocam em risco no processo que poderia encurtar seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Michel Temer tentou fugir das respostas sobre o uso de caixa dois, admitiu que atuou na arrecadação de recursos para a campanha presidencial de 2014 com um "valor insignificante" e teve uma das perguntas cortadas por Reinaldo Azevedo, da Revista Veja.
 
A jornalista Amanda Klein questionou: "Presidente, antes de o senhor assumir, o grande foco de corrupção da Lava Jato era o PT. Agora, pelas últimas revelações com as delações da Odebrecht vê-se que a corrupção era generalizada, e atingiu principalmente, também, o seu partido, o PMDB em cheio, com oito ministros investigados, atingiu o PSDB, também outro grande aliado sócio do governo. A corrupção era de fato maior no PT, estão todos no mesmo balaio, era generalizada, como que o senhor vê do ponto de vista político, porque é óbvio que do ponto de vista legal e jurídico isso está em andamento".
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Confissão de Temer na Band será usada como prova no STF, diz defesa de Dilma

Do portal Dilma Rousseff

A defesa de Dilma Rousseff apresenta nesta segunda-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição para incluir a entrevista de Michel Temer à TV Bandeirantes, na noite de sábado, como fato relevante que reforça os argumentos de que o processo de impeachment teve desvio de finalidade em sua origem. “A confissão do senhor Michel Temer é fato novo e será incluído no mandado de segurança que está tramitando no STF questionando a legalidade do processo de impeachment”, diz o advogado José Eduardo Cardozo. “É a prova de que Cunha abriu o processo por vingança”.

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Video mostra Moro incomodado com questões sobre Aécio, vazamentos e abusos

 
Jornal GGN - "Como a Lava Jato consegue descobrir o maior esquema de corrupção do Brasil, mas não consegue controlar os vazamentos?"
 
Não foi "um equívoco" quebrar o sigilo do blogueiro Eduardo Guimarães, com a desculpa de que ele não é jornalista?
 
O senhor não se arrepende de tirar foto sorrindo ao lado de Aécio Neves (PSDB), dando "munição" àqueles que alegam que a Lava Jato é parcial e usada como instrumento político? O senhor não vê conflito ético nesse episódio?
 
O que acha da proposta de Rodrigo Janot para criminalizar a famosa carteirada (uso de cargo público para obter vantagem pessoal) e abuso de imprensa (exploração de meios de comunicação, por autoridades que atuam em investigações e julgamentos, para divulgar casos e antecipar juízo de culpa sobre o acusado/investigado)?
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Dilma diz que segundo golpe seria impedir Lula de se eleger

 
Jornal GGN - "Atividade política eu nunca vou deixar de fazer", disse a ex-presidente Dilma Rousseff, que completa: "eu não afasto a possibilidade de eu me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada...".
 
A declaração foi dada em entrevista exclusiva à agência francesa AFP, nesta sexta-feira (17), em Brasília, onde participou de uma mesa redonda sobre o papel da mulher na política. À plateia, disse: "o golpe ainda não acabou". 
 
"O segundo golpe que esse País pode sofrer é que impeçam Lula de ser candidato (à Presidência da República em 2018)", completou a frase no Encontro Nacional de Mulheres Eleitas pelo PT, na capital.
 
Mas na entrevista exclusiva, quando foi questionada, Dilma Rousseff foi direta: "Eu não serei candidata a presidente da República, se é essa a sua pergunta. Agora, atividade política, nunca vou deixar de fazer (...) Eu não afasto a possibilidade de eu me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada, esses cargos".
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Assange diz que Temer passou informações estratégicas do Brasil para EUA

 
Jornal GGN - O fundador do Wikileaks, Julian Assange, afirmou que o atual presidente Michel Temer teve "reuniões privadas" com o governo norte-americano para passar aos Estados Unidos informações estratégicas de inteligência sobre o Brasil.
 
"Michel Temer teve reuniões privadas na embaixada americana para passar a eles questões de inteligência política que não muitos tiveram acesso, discussões das dinâmicas políticas no Brasil", contou.
 
A declaração foi feita em entrevista de Assange ao escritor e editor do site Nocaute, Fernando Morais, que foi a Londres entrevistar o responsável pelo WikiLeaks. Em entrevista exclusiva, Assange disse ainda que Temer não é um espião pago pelo governo norte-americano, mas que há um intercâmbio de informações do presidente com o país, visando apoios futuros.
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Milton Santos previa nova Constituição e luta social, já em 1998

 
Jornal GGN - "O sistema de ideologia, que é também o sistema de perversidade, escolhe os homens, os seus representantes e os suplentes. É uma escolha. Na campanha eleitoral, a gente vê claramente. Os titulares e os reservas aparecem, é a produção das figuras necessárias. Quer dizer, não há uma escolha nacional do líder nacional. Há uma escolha internacional, global, do líder nacional. Acho que esse é o jogo, e essa escolha é em grande parte feita entre pessoas que um dia foram insuspeitas".
 
A afirmação é do geógrafo e filósofo Milton Santos, em entrevista à Caros Amigos, em 1998, pouco antes de Fernando Henrique Cardoso ganhar as eleições com 53% dos votos válidos de Lula e Ciro Gomes. Naquela reportagem, Milton Santos adiantava que o processo político é muito mais mundial do que local, e que a globalização impõe o jogo político aos países menos desenvolvidos.
 
Em futuro não calculado, Milton Santos também acreditava em uma "globalização por baixo", integrando as minorias, com "outra realidade". Mas sabia que isso não ocorreria sem luta. Imaginou que, em uns anos mais, haveria uma nova Constituição "feita por cima", para depois ter outra "feita por baixo, porque essa por cima não vai funcionar".
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É preciso renovar a esquerda, defende Renato Janine

 
Jornal GGN - De acordo com o ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff e professor de Ética e Filosofia da USP, Renato Janine, a queda do PT deu abertura a uma direita que "começou a falar em ética e assumiu o discurso da corrupção. "Mas a direita tem uma visão muito pobre da ética, uma visão para a qual ética é apenas não haver corrupção. Não pensa que é ético acabar com a miséria", fez a ressalva, em entrevista à Brasileiros.
 
"Nesse ponto, o PT perdeu a oportunidade de disputar a ética com essa oposição que não vê problema ético na miséria. Sim, o partido precisava administrar o Estado, o que é difícil, dialogar com setores com quem nunca tinha tido conversa, ter uma política para as Forças Armadas, o que nunca foi a praia dele", disse.
 
"Ficou sobrecarregado, mas foi ruim perder uma de suas principais bandeiras. E isso não tem nada a ver com se corromper ou traição", completou. Diante dessa reviravolta e baixa da esquerda no Brasil, Janine destacou que esse é o momento de renovar as pautas, como o que fez o ex-prefeito Fernando Haddad em São Paulo.
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Eugênio Aragão: O caos das instituições com o MP achando que é salvador da pátria

 
Jornal GGN - "Nossas instituições estão o caos, o Executivo que está nas mãos de pessoas que não tem tamanho para governar este país, o Legislativo comprometido até a medula com os maus feitos e o grande responsável pelo golpe parlamentar na presidenta eleita, e o Judiciário cúmplice desse processo, com o Ministério Público rufando tambores achando que é salvador da Pátria", resumiu Eugênio Aragão, subprocurador-geral da República e ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff.
 
Parte dessa expressão de instabilidade nas instituições verificadas atualmente pode ser vislumbrada, segundo análise de Aragão ao GGN, nas reações corporativistas do Ministério Público, sobretudo a equipe da Operação Lava Jato. 
 
Para ele, o Projeto de Lei 280, de Abuso de Autoridade, que tramita no Senado Federal, apesar de ser guiado no Congresso por pessoas que "tem que prestar contas à Justiça" é um tipo de freio aos abusos cometidos, tanto por procuradores, quanto por juízes. 
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Ao vivo: Eugênio Aragão analisa crise do governo Michel Temer

Jornal GGN - Para discutir o atual cenáro de guerra das instituições brasileiras e os sinais para o fim de um governo de Michel Temer, Luis Nassif entrevista Eugênio Aragão. A entrevista está prevista para a tarde deste domingo (04), e poderá ser acompanhada ao vivo.

Professor adjunto da Universidade de Brasília (UNB) e subprocurador-geral da República, foi ministro de Justiça do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Aragão carrega vasto conhecimento em Direito Internacional, Responsabilidades do Estado e Investigações Penais. É Doutor em Direito pela Ruhr-Universität Bochum (Alemanha) e Mestre em Direito Internacional de Direitos Humanos (Inglaterra).
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Em meio a crise do PT, Lula acaba com postura defensiva

Lula visita casa de moradora no bairro Esperança. Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - "Na volta do PT ao governo, nós vamos fazer muito mais", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao jornalista argentino Roberto Navarro. 
 
A manifestação ocorre paralelamente a uma sinalização de Lula de que pode assumir a presidência do PT, a fim de evitar um racha no partido. Foi em visita, nesta terça-feira (29) na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Lula teria admitido, segundo um de seus interlocutores, em informação do Painel, que talvez não tenha alternativa a não ser aceitar provisoriamente o posto no partido.
 
Nesta terça, Lula visitou a ocupação Izidora, onde vivem cerca de 8 mil famílias, com mais de 30 mil pessoas abrigadas em casas de alvenaria. No local, além de defender o direito constitucional à moradia, o ex-presidente aproveitou para se manifestar sobre a caçada judicial contra ele na Lava Jato e as perspectivas para 2018.
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