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Eduardo Cunha

Impeachment comprado deve ser anulado, diz Dilma

Foto: Ricardo Stuckert Filho

Jornal GGN - As páginas oficiais da presidente deposta Dilma Rousseff agora promove uma campanha que registra as notícias sobre a compra de votos orquestrada por Eduardo Cunha para garantir o impeachment.

A defesa da ex-presidente enviou ao Supremo Tribunal Federal a delação em que Lúcio Funaro admite que foi o operador financeiro do esquema que derrubou a petista através de um golpe parlamentar.

Em nota divulgada nesta terça (17), Dilma diz que os deputados foram subordados para garantir voto a favor do processo por crime de responsabilidade. "Muita gente sabia, mas na época ficou por isso mesmo. Hoje, ninguém tem mais motivo para ignorar: o impeachment foi resultado de propina", disparou.

O informe ainda defende que "impeachment comprado tem que ser anulado" e incita o Supremo a se manifestar sobre o assunto. A ação que pede a reversão do impeachment está nas mãos de Alexandre de Moraes.

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Chamar Lula de "ladrão" não é crime contra a honra, decide Justiça de SP

 
 
Jornal GGN - Enquanto o jornalista Luis Nassif é condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por veicular reportagens e artigos que resgatam o passado de Eduardo Cunha - boa parte da série "Dossiê Eduardo Cunha" foi feita com base em acervos dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo - a blogueira Joise Hasselmann é absolvida pela Justiça de São Paulo, após chamar Lula, literalmente, de "ladrão" e "criminoso". 
 
No caso de Nassif - que nem de longe usa as mesmas expressões com Cunha - o TJ-RJ entendeu como dano à imagem de Cunha a associação do deputado cassado - hoje preso e condenado na Lava Jato - a esquemas de corrupção não julgados. No caso da blogueira, as ofensas a Lula eram proporcionais à indignação que as acusações ao petista causaram à sociedade.
 
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Temer negociou Lava Jato com Janot e foi chantageado por Cunha, revela Renan


Foto: ABr
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer tinha um trato com o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot: nomear ao posto maior do Ministério Público Federal (MPF) um nome de confiança e sucessor de Janot, em troca de a PGR blindar ministros e a cúpula de Temer na Operação Lava Jato, não enviando denúncias.
 
"Foi por isso que Michel fez aquele pronunciamento, em fevereiro, dizendo que, se um ministro fosse denunciado, seria afastado do governo. Já tinha um acordo": a declaração é de Renan Calheiros (PMDB-AL). Correligionário, mas hoje comandando umas das principais frentes da oposição no Congresso, o senador Renan ameaçou revelar informações sobre o presidente da República, Michel Temer, e o o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 
 
Integrante das principais reuniões de cúpula do partido até o início da gestão de Temer no Planalto, Renan acusa o mandatário de tentar "livrar seus amigos na Lava Jato" por meio de articulações na Procuradoria-Geral da República (PGR).
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TJ do Rio condena Nassif por dano à imagem de Eduardo Cunha

A Décima Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro reformou sentença da primeira instância e condenou o jornalista Luís Nassif por dano moral infringido ao ex-deputado Eduardo Consentino da Cunha.

A ementa, do relator desembargador Cleber Ghelfenstein diz, literalmente:

“(...) NA ESPÉCIE, O AUTOR ALEGA TER SOFRIDO DANO MORAL EM VIRTUDE DE MATÉRIA JORNALÍSTICA VEICULADA NA PÁGINA DA INTERNET ADMINISTRADA PELO RÉU. EM VERDADE, A MATÉRIA EM COMENTO MACULA A DIGNIDADE DO AUTOR, AO ASSOCIAR O SEU NOME A CRIMINOSOS E A ESQUEMA DE SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS”.

Nas sete páginas do acórdão, as referências ao conteúdo das reportagens publicadas se resumem a três linhas:

“A reportagem associou, irresponsavelmente, o nome do autor ao traficante Abadia, além citar o seu indiciamento com o ex-procurador de PC Farias, sem esclarecer que o inquérito resultou em ação penal trancada por atipicidade”.

E nada mais disse, nem analisou. O restante do acordão é composto de citações sobre dano moral e liberdade de imprensa. Leia mais »

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Brechas em denúncia minam Lava Jato sobre Temer e PMDB

Foto: Marcelo Camargo/ABr
 
Jornal GGN - Na denúncia por organização criminosa e obstrução à Justiça contra Michel Temer e caciques do PMDB, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cometeu falhas que entregam munições para os acusados arquivarem a peça. Apesar de fortes indícios levantados, a construção da peça abre brechas e utiliza interpretações questionáveis para conseguir conexões entre os nove denunciados em um grande espaço de tempo.
 

Para abarcar tantas frentes de acusações e diante do risco de anulação do acordo de colaboração com a JBS, o PGR optou por se assegurar não apenas nas delações da Odebrecht e depoimentos dos executivos da J&F, e usou um total de 37 delatores que prestaram informações à Lava Jato desde o início das apurações. A medida foi uma estratégia utilizada para indicar mais sustentações, de diferentes delatores e figuras que foram surgindo ao longo das apurações, chegando ao comum consenso de fortes acusações contra os peemedebistas.

Entretanto, as supostas atuações dos ex-ministros, ex-deputados, empresários e o agora presidente da República no esquema de corrupção foram muito diferentes entre si e não necessariamente guardavam conexão entre os diferentes denunciados e fatos. Mas para chegar ao fim de acusá-los de organização criminosa, Janot precisou criar pontes, em hipotéticos cenários, com o objetivo de conectar estas peças.

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Temer e cúpula do PMDB são denunciados

Na mesma peça, Janot pediu a rescisão do acordo com os executivos da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud. Temer já pediu a suspensão da denúncia
 

Foto: Marcelo Camargo/ABr
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra Michel Temer e sua cúpula de governo, incluindo dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo. Janot sustenta que todos os políticos denunciados do PMDB arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.
 
Além de Temer, é acusado pela PGR o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado e ex-asseddor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves. Eles são acusados de obstruir a Justiça e formar parte de uma organização criminosa.
 
Na mesma peça, Janot denuncia o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo da J&F, Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, que também tiveram seus acordos coma Procuradoria-Geral rescindidos. Ambos são denunciados apenas por obstrução à Justiça.
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Temer e a dificuldade em desmontar acusações, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Janio de Freitas, em sua coluna de hoje na Folha, aborda o caso Docas de Santos, em que o personagem principal é Michel Temer. Mesmo que tenha se esquivado até agora, também com ajuda de Sergio Moro, a delação de Funaro, pelas mãos de Janot ao Supremo, vai cumprir seu papel. E como diz o bordão, aponta Janio, “Michel Temer e Docas de Santos: tudo a ver!“

Funaro apontou, em sua delação, a emissão por Temer, em acerto partilhado com Eduardo Cunha, de medida que levou a concessões e vantagens contratuais para empresas na Companhia das Docas de São Paulo, a Codesp de Santos.

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Delação de Funaro é homologada

Jornal GGN – O acordo de delação premiada do doleiro Lúcio Funaro com a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O doleiro está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, há mais de um ano.

Agora, com a homologação, é função da PGR usar os fatos delatados por Funaro para proceder as investigações nos processos em que o colaborador está envolvido, o que pode vir a basear as acusações contra parlamentares, ministros do governo e o próprio Michel Temer.

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Quando era vice de Dilma, Temer conheceu Funaro pessoalmente, através de Cunha

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - A repórter Andrea Sadi revelou, na noite de sábado (2), que Michel Temer conheceu Lucio Funaro, operador de propinas do PMDB, quando ainda era o vice de Dilma Rousseff.
 
Segundo a jornalista, Eduardo Cunha apresentou Funaro a Temer no aeroporto de Congonhas, quando o então vice se preparava para pegar um vôo da FAB (Força Aérea Brasileira).
 
O Planalto confirmou que Temer e Cunha se conheceram nesse dia, mas nega que tenha havido uma viagem juntos ou conversas prolongadas.
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Moro nega pedido de Cunha para ser transferido à Brasília

Foto: Reprodução de depoimento
 
Jornal GGN - O juiz federal Sérgio Moro decidiu negar o pedido de transferência a um presídio de Brasília pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha. A defesa do peemedebista alegou que Cunha responde a outro processo no Distrito Federal, relacionado à Operação Sépsis.
 
Na resposta, Moro afirmou que não encontrava motivos para a transferência de Cunha da unidade prisional. Segundo o magistrado do Paraná, caso o ex-deputado fosse intimado a prestar depoimento em ações que tramitam em Brasília, ele seria liberado.
 
"Observo que, caso necessária a presença do condenado em outras audiências na referida ação penal, a transferência poderia ser realizada por período mais de longo de tempo, bastando o encaminhamento de solicitação com a determinação do período", disse Moro.
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Cunha usou R$ 80 milhões em caixa 2 para comprar 50 deputados

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Eduardo Cunha revelou aos procuradores com quem negociava um acordo de delação premiada que recebeu em 2014 cerca de R$ 150 milhões, sendo que uma parcela de R$ 80 milhões foi paga por empresas como Odebrecht e JBS por meio de caixa 2. Com esses recursos paralelos, Cunha comprou sua própria bancada: cerca de 50 deputados do PMDB e baixo clero que ajudaram ele a impôr a pauta-bomba na Câmara e derrubar Dilma Rousseff.
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Cunha insinua que Fachin foi nomeado por interesses da JBS

Em carta em tom de vítima, ex-parlamentar estende críticas contra Sérgio Moro ao também relator no Supremo: "ditadura da República de Curitiba, do estado do ministro [Fachin]"
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o ministro relator da Operação Lava Jato, Edson Fachin, de obstruir pedidos de liberdade e de beneficiar delatores da JBS. Em ofensiva arriscada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados acusou o dono do grupo, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud de manter "relação de amizade" com Fachin e de influenciar a aprovação do nome do ministro para a Suprema Corte, em 2015.
 
Em carta escrita diretamente do complexo penal em Curitiba, Cunha afirmou: "Quando os senhores Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação do então candidato ao STF Edson Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional de que a sociedade necessitava."
 
A carta não insinua diretamente que Eduardo Cunha busca acusar o ministro relator da Operação Lava Jato, mas o faz quase em cena de acidente. Propositalmente, o documento foi escrito como uma espécie de desabafo do ex-parlamentar peemedebista, incomodado com a suposta falta de julgamento de seus recursos no âmbito da Operação Lava Jato. Sem ameaça explícita, indica que tem o que entregar, inclusive contra o ministro.
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Não é momento para brincar de pressão com acordo de Cunha, por Janio de Freitas


Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputado
 
Jornal GGN - Nem como forma de pressionar para que o ex-presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, entregue o que poderia estar omitindo, os procuradores da República deveriam cortar as negociações com o peemedebista, preso na Operação Lava Jato e uma das principais vozes para encaminhar provas contra Aécio Neves, o caso de Furnas, negócios brasileiros com as telecomunicações, os peemedebistas Geddel Vieira e Moreira Franco em direções da Caixa Econômica, etc.
 
A conclusão é de Janio de Freitas, que em coluna deste domingo (20) aponta: "Não há dúvida de que as revelações oferecidas por Cunha para o acordo de premiação estão aquém do valor possível". E completa: "Mais parece birra da presunção paranoide de alguns salvadores do país, confrontados com as resistências do seu prisioneiro."
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Com sinais a Temer, Cunha emparedou Moreira Franco diretamente

Eduardo Cunha mostra-se menos tolerante em livrar caciques do PMDB e a cúpula do governo de Michel Temer, enquanto é isolado pelas acusações do FI-FGTS na Justiça
 

Foto: Gustavo Lima - Agência Câmara
 
Jornal GGN - Sem grandes ruídos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, foi ouvido como testemunha do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta terça-feira (16), pela Justiça Federal de Brasília. Mencionado pelo menos 34 vezes pelas delações da Odebrecht, sobretudo pedindo propina para a campanha eleitoral de 2014, e mais recentemente condenado a devolver R$ 2 milhões que teria desviado nas verbas para escolas do Rio de Janeiro, quando era governador do estado em 1987, Moreira Franco foi testemunha enfrentada por Cunha.
 
O caso é ainda outro: as acusações que recaem contra o ex-presidente da Câmara pelo PMDB dizem respeito a desvios no fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. O hoje ministro de Temer e uma das principais sustentações do governo ocupou a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterais da Caixa de 2007 e 2010. Em suas perguntas enviadas a Michel Temer, Eduardo Cunha já havia arrolado o nome de Moreira Franco diversas vezes, indicando que o atual ministro e o presidente é que teriam participação nos ilícitos que hoje apenas o investigam.
 
A possível relação de Moreira Franco com o caso é lógica até para os leigos: depois dele, ocupou o mesmo cargo Joaquim Lima e Fábio Cleto, que hoje são réus junto com Eduardo Cunha na mesma ação e apontados como a conexão dentro da Caixa com o peemedebista. 
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Raquel Dodge é distração articulada na suspensão do acordo de Cunha

Há sentido na responsabilização da futura procuradora-geral pelo fracasso do acordo de Eduardo Cunha, sendo este gesto proposital ou não, articulado com os donos do poder ou não?
 
 
Jornal GGN - Mesmo sem ter assumido ou tomado qualquer decisão no posto maior do Ministério Público Federal (MPF), membros da Operação Lava Jato responsabilizam a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pelo fracasso da delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e pela atual suspensão do acordo. E grandes jornais que os têm como fontes endossam o coro.
 
Eduardo Cunha estava negociando há quase dois meses o acordo de delação premiada com os procuradores da República da Lava Jato em Brasília. A força-tarefa acabou perdendo a paciência com o peemedebista, pelas informações "inconsistentes e omissas" que o político entregou.
 
O ex-parlamentar teria feito, até agora, acusações genéricas e entregado poucos documentos que sustentassem suas declarações. Diante disso, os investigadores decidiram suspender o acordo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) pelo Valor.
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