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Eduardo Cunha

Sergio Moro aplicou à Adriana Ancelmo a mesma tese que absolveu Cláudia Cruz

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro decidiu absolver a esposa de Sergio Cabral da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro com a mesma teoria usada para inocentar a esposa de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cruz. De acordo com o magistrado, a Lava Jato não conseguiu provar que a advogada Adriana Ancelmo estava ciente de que a fortuna esbanjada por ela em artigos de luxo era fruto de negócios ilícitos encampados pelo ex-governador do Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal não conseguiu comprovar o dolo por parte das esposas.

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Cunha deve depor à PF sobre inquérito contra Michel Temer

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Jornal GGN - O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) foi convocado pela Polícia Federal para depor, na manhã desta quarta (15), no inquérito que investiga o presidente Michel Temer e o ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures no Supremo Tribunal Federal, a reboque das revelações da JBS. Temer foi gravado por Joesley Batista dando aval à suposta compra do silêncio de Cunha e Lúcio Funaro. Rocha Loures ainda foi indicado pelo presidente para ser o intermediário da JBS com o governo. Em troca, ele teria recebido pelo menos R$ 500 mil em propina, e os recursos foram rastreados pela PF.

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Fundador da Gol acusa Temer de dar aval a propina

Empresário afirmou a procuradores da República que presidente teria participado de encontro para avalizar contribuições ilegais de campanha

Foto Agência Brasil

Jornal GGN - O empresário e fundador da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino relatou a procuradores da República em Brasília que esteve com o presidente Michel Temer para avalizar uma contribuição ilegal de R$ 10 milhões para políticos do PMDB durante a campanha de 2012.

As informações são do jornal O Globo que fez a apuração junto a duas pessoas que tiveram acesso às negociações entre Constantino e a procuradoria a fim de obter um acordo de delação premiada na Lava Jato. O empresário afirmou que fez o acerto da propina com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em uma reunião que contou com a presença de Temer, então vice-presidente. Constantino pontuou, entretanto, que a discussão sobre a propina em si não foi feita na presença de Temer. O assunto havia sido tratada anteriormente com o ex-deputado, mas que o presidente teria ido ao encontro para avalizar a proposta dos pagamentos.

O encontro não consta na agenda oficial da Vice-Presidência da República. Os R$ 10 milhões informados na delação teriam sido pagos nos dias posteriores ao evento, em uma espécie de contrapartida a uma série de solicitações do Grupo Comporte, da família de Constantino, no governo federal e do Distrito Federal, que também teriam sido beneficiados pelos pagamentos. Em contrapartida, a Gol seria beneficiada em um pacote de inclusão de empresas do setor de transportes na política de desoneração da folha de pagamento de funcionários e também com a desoneração do ICMS do querosene de aviões no Distrito Federal. A primeira medida foi implantada ainda em 2011 e a segunda em abril de 2013.
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Operação Manus revela influência de Eduardo Cunha e Henrique Alves no Judiciário

Foto: Câmara dos Deputados

Jornal GGN - Grampos da Polícia Federal na operação Manus, um desdobramento da Lava Jato, mostra que Eduardo Cunha e Henrique Alves agiram no Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Procuradoria Geral da República e Tribunal Regional Federal da 5ª Região (que, inclusive, julgará essa investigação contra os ex-deputados) para atender os interesses da OAS.

Segundo o procurador Rodrigo Teller, a análise de telefonemas e mensagens mostra conexão entre Cunha e Alves - preso nesta semana pela PF - aos terminais usados pelo ministros Ari Pargendler, Gilson Dipp e Benedito Gonçalves, todos do STJ.
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Operação em Furnas atinge Dimas Toledo e aumenta pressão sobre Aécio

 
Jornal GGN - A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta (8) uma megaoperação envolvendo Furnas que pode aumentar ainda mais a tensão sobre o senador Aécio Neves, afastado de suas funções desde que foi pego em grampo da JBS, na Lava Jato.
 
Segundo informações de O Globo, um dos mandatos de condução coercitiva atinge o o ex-diretor Dimas Fernando Toledo, pessoa apontada pelo delator Delcídio do Amaral como responsável por operar o esquema em Furnas em benefício de Aécio e do PSDB.
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Entenda a prisão de Henrique Eduardo Alves e acusações que miram todos os Poderes

Grampos do celular de Léo Pinheiro indicam influência de Alves e de Cunha junto a representantes de todos os Poderes: além da Câmara, Senado e Presidência, também junto à PGR, STJ e TRF-5
 

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi preso na manhã desta terça-feira (06), em um desdobramento da Operação Lava Jato, com as delações da Odebrecht, no âmbito da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.
 
Também foram alvos da Polícia Federal o secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, preso preventivamente, e o cunhado do ex-deputado, o publicitário Arturo Arruda, levado a prestar depoimento coercitivamente. Fred Queiroz é um dos homens de confiança de Henrique Alves, atuante nas campanhas do ex-ministro, e seu cunhado Arruda é publicitário da Art & C, agência que supostamente operava em quase todos os governos do Rio Grande do Norte.
 
Batizada de Manus, a Operação com mira no ex-ministro de Michel Temer apura as práticas dos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Com base nos depoimentos da Odebrecht, a acusação é de que Henrique Eduardo Alves e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) receberam propinas de contratos das obras da Arena das Dunas, estádio em Natal construído para a Copa do Mundo.
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Contradição e previsibilidade na sentença de Moro sobre Cláudia Cruz

Se a Lava Jato não conseguiu provas de que os recursos depositados na conta de Cláudia Cruz eram mesmo fruto de esquemas na Petrobras, por que Sergio Moro absolveu a jornalista mas determinou o confisco do dinheiro?

Jornal GGN - Dois pontos chamam atenção na absolvição de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha, pelo juiz Sergio Moro: a previsibilidade da sentença, que duvida de conhecimento e participação nos esquemas do ex-deputado; e a contradição em determinar o confisco de valores remanescentes na conta usada pela jornalista no exterior, taxando-os como "produto do crime".

Segundo Moro, Cláudia, que teve em seu poder mais de 1 milhão de dólares entre 2008 e 2015, não pôde ser condenada pelos crimes de lavagem de dinheiro (parte dos recursos sairam do esquema de corrupção na Petrobras) e evasão de divisas (a conta em seu nome não foi declarada à Receita) porque não havia provas suficientes e tampouco atestado de dolo.

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"Coração generoso" de Moro foi o que salvou Cláudia Cruz, diz procurador

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, membro da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, disse nesta sexta (26) que a única coisa que pode explicar a decisão de Sergio Moro em relação à Claudia Cruz é o "coração generoso" do juiz.

Na noite de quinta, a decisão de Moro sobre a ação penal em que Claudia era acusada de lavagem de dinheiro e evasão de dividas veio a público: o magistrado absolveu a esposa de Eduardo Cunha por falta de provas e não comprovação de dolo. Ele ainda escreveu, no despacho, que a jornalista foi imprudente por nunca se perguntar de onde vinham os recursos que ela despendia com exagero no exterior, já que o marido era apenas um agente público com remuneração limitada.

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TSE pode provocar Diretas Já!, por Marcelo Auler

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TSE pode provocar Diretas Já!

por Marcelo Auler

em seu blog

Uma mudança no Código Eleitoral realizada em 2015, na gestão de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, poderá transformar a Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 1943-58, que o PSDB moveu contra a Coligação Muda Brasil na expectativa de cassar Dilma Rousseff, em uma tábua de salvação para quem defende eleição diretas na escolha do sucessor de Michel Temer. Ao julgar esta ação a partir do próximo dia 6 de junho, o TSE poderá cassar a chapa e convocar eleições diretas, como fez em maio ao cassar o governador e o vice do Amazonas.

Desta forma, o feitiço poderá virar contra o feiticeiro. Os tucanos, que como chegou a confessar o seu presidente licenciado e investigado, senador Aécio Neves, que pretendiam apenas fustigar a presidente legitimamente eleita, verão se diluir as chances que imaginavam ter de voltar ao poder por uma eleição indireta.

Foi com base nesta modificação no Código Eleitoral que o deputado Miro Teixeira, em 2016, apresentou a sua Proposta de Emenda Constitucional (PEC 227/16) que estipula eleições diretas no caso de vacância da Presidência e da Vice-presidência da República, exceto nos seis últimos meses do mandato. A proposta mantém o prazo de 90 dias para que seja realizado novo pleito e estabelece eleições indiretas apenas nos últimos seis meses de mandato, 30 dias após a vacância dos cargos.

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Sergio Moro absolve Cláudia Cruz

Jornal GGN – O juiz de primeira instância Sergio Moro, absolveu hoje, quinta-feira, 25,  Claudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e do PMDB do Rio. Ela era acusada pela força-tarefa do Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Segundo Moro, em sua sentença, o motivo foi por “falta de prova suficiente de que agiu com dolo” mesmo com conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, supostamente vindo de propina recebida por Cunha, seu marido.

Na sentença Moro diz: “Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”.

Segundo a Procuradoria da República, na denúncia contra Cláudia, esta quantia em conta na Suíça garantia à apontada “uma vida de esplendor no exterior”. Pelo rastreamento de seu cartão de crédito, foram levantados gastos com roupas de grife, sapatos e despesas em restaurantes em Paris, Roma e Lisboa.

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Opinião do Nassif: Os últimos lamentos da quadrilha que vinha chantageando o país

Recrudescimento da violência em Brasília e SP traz como fator positivo o desgaste do grupo que gerou o golpe  
 
 
A intervenção militar sobre manifestantes que pediam Diretas Já, em Brasília, foi uma atitude que aponta para o desespero de Michel Temer tentar se manter no poder, incluindo o fator militar no jogo político.
 
O pedido de intervenção das Forçar Armadas surgiu do presidente da Câmara, e membro de sua base aliada, Rodrigo Maia, com apoio direto de Temer e do Ministro da Defesa, Raul Jungmann.
 
Tentaram usar como argumento que as Forçar Armadas atuaram diversas vezes no período recente, porém o contexto no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo foi totalmente diferente, com o crime organizado avançando. O que ocorreu em Brasília foi o uso desse poder em cima de manifestações políticas.
 
A ação brusca de Temer é seu último lamento, seu último vagido. Dá até para compreender o desespero. Ele não pode arriscar cair agora, caso contrário irá direto para a cadeia. Apesar das tentativas do Planalto de usar a força militar em seu favor, ainda bem que existem generais na ativa com bom senso, como o comandante do Exército general Eduardo da Costa Villas Bôas que esvaziou a operação. 
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Análise da crise: o Brasil não está só no mundo, por Samuel Pinheiro Guimarães

Análise da crise: o Brasil não está só no mundo

por Samuel Pinheiro Guimarães

1.      A vitória ideológica/econômica/tecnológica dos Estados Unidos sobre a União Soviética, a adesão russa ao capitalismo e a desintegração da Rússia e a adesão da RPC ao sistema de instituições econômicas liderado pelos Estados Unidos e a abertura chinesa controlada às MNCs levaram à consolidação da hegemonia política/imperial dos Estados Unidos.

2.      As diretrizes da política hegemônica americana são:

·     induzir a adoção, por acordos bilaterais e pela imposição, por organismos “multilaterais”, dos princípios da economia neoliberal;

·     manter a liderança tecnológica e controlar a difusão de tecnologia;

·     induzir o desarmamento e a adesão “forçada” dos países periféricos e frágeis ao sistema militar americano;

·     induzir a adoção de regimes democráticos liberais, porém de forma seletiva, não para todos Estados;

·     garantir a abertura ao controle externo da mídia.

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A ruína do Golpe, o juízo da História e o movimento da Elite, por Aldo Fornazieri

A ruína do Golpe, o juízo da História e o movimento da Elite

por Aldo Fornazieri

O arranjo do golpe ruiu. Se não vierem eleições diretas e Temer continuar no governo, o que se verá nos próximos meses  será um semimorto se arrastando, com as carnes rasgadas e dilaceras, empunhando um bastão, ainda tentando fazer algum mal ao povo brasileiro.A história foi justa, rápida, implacável e severa para com os líderes do golpe e suas respectivas quadrilhas. Aécio, Temer e Cunha lideraram o impeachment para se apossar do poder, barrar a Lava Jato e continuar cometendo crimes, o último, inclusive, da cadeia.

Quis a história ou a deusa Fortuna retirar o debate acerca do caráter golpista do impeachment do terreno acadêmico e especulativo para colocá-lo no terreno dos fatos, pronunciando uma sentença irrevogável e definitiva: o impeachment foi golpe e, a cada dia que passa, novas revelações comprovam o seu caráter conspirativo. Com isso, foi julgada também a conduta de vários intelectuais, analistas consultores e jornalistas que se acovardaram diante dos acontecimentos e da pressão dos interesses opressivos e criminosos que agrediram a democracia.

A história carimbou a conduta do Supremo Tribunal Federal com a marca de omisso e conivente. A questão era simples: não se pode tirar um governo eleito, em nome do combate à corrupção, para colocar em seu lugar as piores e mais especializadas quadrilhas que vinham assaltando o poder público há décadas. Tal artimanha das elites estava destinada ao fracasso e a abrir feridas de um conflito político que se prolongará pelos próximos anos. Se quisessem uma saída razoável para os impasses do governo Dilma teriam que buscá-la em outro lugar e por outros métodos, não pela violência contra a democracia e a Constituição.

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A conversa grampeada de Michel Temer

Em grampo, Temer mostra segurança que concluiria o mandato. "[Eduardo Cunha] cobrou, eu acelerei o passo e tirei da frente", disse Joesley a Temer sobre a propina, que concordou: "Tem que manter isso"
 

Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo do grampo entre o presidente Michel Temer e o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista. Na conversa, Temer afirma que "se não tivesse apoio do Congresso, estava ferrado" e dizia estar seguro do término de seu mandato: "cabe recurso no TSE [Tribunal Superior Eleitoral, onde tramita o processo de cassação da chapa Dilma e Temer] e Supremo, aí já terminou o mandato."

Também no diálogo, o mandatário mostrou-se nitidamente preocupado com as perguntas enviadas pelo ex-deputado Eduardo Cunha a ele, no processo da Operação Lava Jato que incrimina o ex-presidente da Câmara. "O Eduardo resolveu me fustigar, Moro indeferiu 21 perguntas dele", afirmou.
 
Após ser informado sobre o pagamento da mesada ao ex-deputado, Michel Temer diz claramente: "Tem que manter isso". Joesley disse que estava "de bem" com Cunha, que fez "o máximo dentro do possível" e que zerou "qualquer pendência daqui para ali". "Ele [Cunha] foi firme, veio, cobrou, eu acelerei o passo e tirei da frente", descreveu assim o empresário sobre o repasse ao parlamentar para a compra de seu silêncio.

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Opinião do Nassif: sobre o fim de Temer

 
As delações da JBS contra o presidente Michel Temer e o senador do PSDB-MG, Aécio Neves, foi um dado fora das previsões. Os rumores de que a Rede Globo deu a denúncia após uma articulação que decidiu derrubar Temer são fracos. Não houve, absolutamente planejamento.
 
As razões que levaram os donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, a fazer a denúncia foi a preservação da empresa, exigindo uma ação rápida junto à procuradoria e à justiça dos Estados Unidos. 
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