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Sobre palestras e a apropriação do público pelo privado, por Eugênio Aragão

Sobre palestras e a apropriação do público pelo privado

por Eugênio José Guilherme de Aragão

Credores têm melhor memória do que devedores (Benjamin Franklin).

Prezado ex-colega Deltan Dallagnol,

Primeiramente digo "ex", porque apesar de dizerem ser vitalício, o cargo de membro do ministério público, aposentei-me para não ter que manter relação de coleguismo atual com quem reputo ser uma catástrofe para o Brasil e sobretudo para o sofrido povo brasileiro. Sim, aposentado, considero-me "ex-membro" e só me interessam os assuntos domésticos do MPF na justa medida em que interferem com a política nacional. Pode deixar que não votarei no rol de malfeitores da república que vocês pretendem indicar, no lugar de quem deveria ser eleito para tanto (Temer não o foi), para o cargo de PGR.

Mas, vamos ao que interessa: seu mais recente vexame como menino-propaganda da entidade para-constitucional "Lava Jato". Coisa feia, hein? Se oferecer a dar palestras por cachês! Essa para mim é novíssima. Você, então, se apropriou de objeto de seu trabalho funcional, esse monstrengo conhecido por "Operação Lava Jato", uma novela sem fim que já vai para seu infinitésimo capítulo, para dele fazer dinheiro? É o que se diz num sítio eletrônico de venda de conferencistas. Se não for verdade, é bom processar os responsáveis pelo anúncio, porque a notícia, se não beira a calúnia é, no mínimo, difamatória. Como funcionário público que você é, reputação é um ativo imprescindível, sobretudo para quem fica jogando lama "circunstancializada" nos outros, pois, em suas acusações, quase sempre as circunstâncias parecem mais fortes que os fatos. E, aqui, as circunstâncias, o conjunto da obra, não lhe é nada favorável.

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Todos são iguais perante a lei...

por GalileoGalilei

Mas alguns são mais iguais do que outros

Ah... deve ser por que o outro é mais perigoso que o um.

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Puxem a capivara de FHC, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Puxem a capivara de FHC

por Armando Rodrigues Coelho Neto

O avanço da idade já não me permite ser tão duro com os que viveram mais que eu. De qualquer modo, existem pessoas que, mesmo já tendo vivido além da expectativa de vida do brasileiro, se deram conta da virada do século. Aliás, gente que, como o jurista Fábio Konder Comparato antecipou-se ao novo século e de há muito tem falado no presente o que muitos sequer ensaiariam cogitar como futuro.

A citação a Comparato é aleatória e poderia estender-se a muitos outros, vivos ou não e poderia ensaiar uma lista longa e incompleta de homens e mulheres que enobreceram a história do Brasil em suas múltiplos vertentes. Mas, nesse instante, falo de idade para registrar a vergonha que sinto e que pode ser a de muitas pessoas, a propósito de um senhor chamado Fernando Henrique Cardoso, apaniguado pela denominada grande mídia.

Aliado da mídia golpista, segue a trilha de Aécio Neves, usando termos calculados e amenos, falando de trégua, criando espaço para um bote qualquer. Enquanto isso, na surdina participou da articulação do golpe em curso, e antes de receber o aval das “forças estranhas internacionais”, dizia que não queria o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. “Quero apenas ver a Dilma sangrar”. Eis a fala que a mídia entreguista a ele atribui.

Na condição de protegido, até um profissional de marketing de nome Mentor Neto, com muitos seguidores numa das redes sociais, chegou a registrar sua inquietação pelo interesse de muitos quanto aos supostos crimes praticados por Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, além de não ter importância, a essa altura da história, se ocorreram, já deveriam ou devem estar prescritos. Não necessariamente com essas palavras, mas o fato é que recebeu muitas curtições e comentários.

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Gilmar analisa segundo pedido de inquérito contra Aécio

Jornal GGN – O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao ministro Gilmar Mendes mais um pedido de abertura de inquérito contra Aécio Neves, senador pelo PSDB-MG e candidato derrota nas eleições de 2014 ao cargo de presidente da República.

Lewandowski aceitou a sugestão de Teori Zavascki, também ministro, que abriu mão da relatoria do pedido feito pela Procuradoria-geral da República por avaliar que inquérito não tem ligação com a Lava Jato.

O novo pedido de inquérito da PGR versa sobre a maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão tucano e também tem como alvos o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Teori e Lewandowski entendem que tal inquérito está ligado àquele outro, que caiu no que tange à investigação de Aécio Neves, que apura suposto pagamento de propino ao senador, vindo do esquema de Furnas. Aécio nega irregularidades, tanto no primeiro inquérito quanto nesse.

O ministro Teori apontou que, mesmo com elementos terem aparecido depois de delação de Delcídio do Amaral, não existe relação direta com o esquema de corrupção da Petrobras.

Está nas mãos de Gilmar autorizar a abertura desse segundo inquérito, que envolve os três políticos.

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