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"Temer é o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa", diz Joesley

 
Jornal GGN - "Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país. Liderada pelo presidente. O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites", disse Joesley Batista, o delator da JBS que entregou documentos e grampeou conversas com o mandatário e seu grupo político.
 
A declaração integra a entrevista exclusiva concedida à revista Época, publicada na noite desta sexta-feira (16). O empresário da JBS, um dos que tiveram maior trânsito entre todos os políticos de quase todos os partidos brasileiros, afirmou que o grupo de Michel Temer, além de ser o mais perigoso, foi o "de mais difícil convívio": "daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele", descreveu.
 
Junto a Temer, Joesley contou que atuava Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara pelo PMDB, preso na Operação Lava Jato por Sérgio Moro, juiz da Vara Federal de Curitiba. "Virei refém de dois presidiários. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo [Cunha] me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele?".
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Para atrasar processo, Temer sustenta que grampo é "clandestino e manipulado"


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Em novo pronunciamento diante das recentes acusações, Michel Temer deteve-se em seguir com o discurso de que é "alvo" de uma "conspiração", e criticou o grampo de Joesley Batista, dono da JBS, como "gravação clandestina, manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos". Temer, contudo, não respondeu sobre os comprovantes e notas fiscais de que recebeu diretamente R$ 3,540 milhões, "mensalinho" de R$ 100 mil por um ano e que fechou acordo de R$ 50 milhões de propina para este ano.
 
A defesa do atual presidente da República irá seguir a estratégia, adiantada aqui pelo Jornal GGN, de atrasar as investigações, agora em inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Diante dos detalhes das delações prestadas pelos executivos do grupo J&F, sobretudo pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do frigorífico JBS, e das evidências entregues aos procuradores da República, Temer enxerga na suposta "manipulação" ou "edição" do áudio como uma das poucas possibilidades de questionar na Justiça as acusações.
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PGR já disse que grampo não foi editado, mas tema pode atrasar processo

Enquanto chegava ao Palácio para conversar com Temer, Joesley escutava a CBN. A rádio fez a minutagem do programa e comparou com a duração do encontro e a volta do empresário ao carro, quando sintonizou novamente. O resultado é que o áudio não foi cortado
 

 - AFP
 
Jornal GGN - Em um das poucas possibilidades de questionar na Justiça as acusações que recaem contra si, Michel Temer acha que o grampo de sua conversa com Joesley Batista, dono da JBS, entregue aos procuradores da República foi manipulado. Os principais jornais alimentaram o questionamento do presidente da República como válido e realizaram perícias de forma independente. A tentantiva, apesar de possivelmente em vão, pode atrasar as investigações.
 
Um dos jornais a contratar peritos judiciais foi a Folha de S. Paulo. O diário paulista solicitou a análise do profissional Ricardo Caires dos Santos, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O resultado foi a manchete: "Áudio de Joesley entregue à Procuradoria tem cortes".
 
Caires dos Santos disse que há indícios claros de manipulação, mas que "não dá para falar com que propósito". Os cortes narrados pela reportagem, entretanto, são de trechos que não aparecem na gravação. Não está claro, por exemplo, se essas omissões foram provocadas propositalmente pelo delator, com edição, ou se as falhas ocorreram pelas condições locais, uma vez que o gravador estava posicionado na roupa de Joesley no momento do encontro.
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PGR não usa delação que pode incriminar Alckmin e a mantém em sigilo


Foto: Ciete Silvério/Fotos públicas
 
Jornal GGN - Os avanços da Operação Lava Jato sobre nomes do PSDB de São Paulo sofreram um revés: Luiz Bueno, um dos delatores que poderia entregar o esquema de financiamento por caixa dois da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), em 2014, foi excluído da investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Bueno chegou a prestar delação, mas o conteúdo foi mantido em sigilo e não foi usado pela PGR.
 
Segundo depoimentos de empresários da Odebrecht aos investigadores, Alckmin recebeu R$ 8,3 milhões em 2014 e outros R$ 2 milhões em 2010 de recursos não contabilizados da empreiteira, em esquema de caixa dois.
 
Entre os executivos que informaram os repasses está Benedicto Júnior, presidente da construtora Odebrecht em São Paulo. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, foi ele que anunciou a importância de Luiz Bueno, responsável por negociar valores de campanhas e os repasses a um interlocutor do tucano em São Paulo.
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Propina em obra da Sabesp também abasteceu campanha de Alckmin, diz BJ

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O delator Benedicto Junior, o BJ, entregou à Lava Jato uma planilha com pagamento de propina à campanha de reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) e ao deputado João Paulo Papa pela Odebrecht, que tem como contrapartida obras da Sabesp no estado de São Paulo.
 
Segundo reportagem do Estadão, em 5 de agosto de 2014, Alckmin recebeu R$ 1,5 milhão por meio do tesoureiro da campanha, Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento. Esse valor está vinculado a um contrato de R$ 225 milhões, da obra "Emissário Praia Grande", tocada por um consórcio formado entre Odebrecht e Sabesp desde 2007.
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Temer ironiza Eduardo Cunha, após ex-deputado confirmar delação da Odebrecht


Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN - Após ser acusado por seu ex-aliado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), de ter agendado e organizado uma reunião para um pedido de propina, em 2010, já delatado antes por executivos da Odebrecht, Michel Temer preferiu não se manifestar e desejou "a maior felicidade" para Cunha.
 
Nesta segunda-feira (17), Cunha reafirmou o teor das acusações que recaem sobre o mandatário: de que o próprio Michel Temer foi o responsável por "agendar diretamente" o encontro delatado, no ano de 2010, para o pedido de recursos do PMDB à Odebrecht. 
 
A manifestação de Eduardo Cunha ocorreu por meio de uma nota escrita diretamente do complexo penal de Curitiba, no Paraná, onde o ex-deputado está preso. O posicionamento foi emitido e divulgado por interlocutores próximos do deputado, após Temer afirmar em entrevista à TV Bandeirantes que não comandou a reunião.
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Em 2014, Temer assumiu pedidos de arrecadação de modo "relevante", diz delator

 
Jornal GGN - Comandando o PMDB na Câmara dos Deputados, Michel Temer não tinha o hábito de pedir propinas e caixa dois diretamente a executivos, papel que era dos atuais ministros do governo Eliseu Padilha e Moreira Franco. Mas no ano de 2014, quando concorria a vice da presidente Dilma Rousseff pela segunda vez, Temer assumiu os pedidos de contribuições financeiras para o partido "de maneira relevante".
 
A afirmação é do executivo da Odebrecht, Claudio Melo Filho, em delação à equipe de procuradores da República da Operação Lava Jato. "O núcleo político organizado do PMDB na Câmara dos Deputados é historicamente liderado por Michel Temer, atual presidente da República. À semelhança do que ocorre no Senado, esse grupo capitaneado por três nomes: Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco", disse em trecho do depoimento.
 
A lógica foi usada por Cláudio Melo Filho para explicar aos investigadores que os valores e porcentagens de repasses da Odebrecht no acerto de contratos junto à Petrobras em benefício dos deputados da sigla eram feitos com Padilha e Moreira Franco.
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Delator narra pedidos de propina pelo PMDB desde governo FHC


Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - O envolvimento direto de Michel Temer no acerto de caixa dois e repasses da Odebrecht às campanhas do PMDB, em 2014, ganhou mais um capítulo. Em delação premiada junto à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Odebrecht José de Carvalho Filho, narrou detalhes de como operacionalizou o pagamento de R$ 10 milhões ao assessor e amigo pessoal do presidente, José Yunes. 
 
Carvalho detalhou que as reuniões com Padilha para tratar de contratos da Odebrecht ocorriam desde 1997. Em uma dos primeiros encontros, o delator conta um pedido de Eliseu de R$ 2 milhões ao partido, logo após a assinatura de um contrato obtido pela empreiteira, relacionado a obras no Tocantins, quando o político era ministro dos Transportes, no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2000.
 
Padilha, contou o delator, recebeu R$ 2 milhões para "ajudar nos custos da campanha do PMDB no país naquele ano", período de eleições, acrescentou. Nesse primeiro acordo, o interlocutor que teria recebido o montante pelo PMDB foi Edgar Santos, ligado à sigla.
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Novo delator deve desmentir versão de Yunes, amigo de Temer

 
Jornal GGN - O amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes, voltou para a mira das investigações da Lava Jato na Odebrecht. Isso porque além de documentos darem conta que empresas de sua família pagaram, pelo menos, R$ 1,2 milhão para companhias de fachada, nova delação da Odebrecht recai sobre ele.
 
Trata-se do acordo do ex-diretor da empreiteira, José Carvalho Filho, que compromete, mais uma vez, o ministro licenciado da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha, e o amigo do presidente, José Yunes.
 
Com a mesma informação divulgada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Melo Filho, o novo delator narra que um operador da empreiteira levou o dinheiro da campanha de 2014 do PMDB ao escritório de advocacia de Yunes, em São Paulo.
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Novo delator da Odebrecht detalha caixa 2 ao PT, mas blinda Temer

Jornal GGN - Um dos depoimentos mais esperado pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral que visa a cassação da chapa Dilma-Temer, aconteceu nesta terça (7). Segundo reportagem do Estadão, Hilberto Mascarenhas Filho, considerado o diretor do "departamento de propinas" da Odebrecht, deu detalhes sobre pagamentos via caixa 2 que implicam PT, Antonio Palocci, Guido Mantega e João Santana, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, mas blinda Michel Temer (PMDB).

Segundo Mascarenhas, a Odebrecht despendeu, entre 2006 e 2014, um total aproximado de 3,3 bilhões de dólares em doação eleitoral não registrada. "Na planilha apresentada, segundo relatos, constava as seguintes quantias: em 2006 - U$ 60 milhões; 2007 – U$ 80 milhões; 2008 – U$ 120 milhões; 2009 – U$ 260 milhões; 2010 – U$ 420 milhões; 2011 – U$ 520 milhões; 2012 – U$ 730 milhões; 2013 – U$ 750 milhões e 2014 – U$ 450 milhões."

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TSE e Lava Jato desviam delações que acusam Aécio Neves

 
Jornal GGN - Mais um depoimento contra Aécio Neves (PSDB-MG) em esquemas de corrupção foi barrado pela Justiça. Após uma das procuradoras da República da força-tarefa da Lava Jato do Paraná cortar a delação do lobista Fernando Moura, quando estava narrando o esquema de Furnas e propinas ao senador tucano, agora foi a vez do ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), interromper depoimento da Odebrecht.
 
Trata-se da delação do ex-presidente de Infraestrutura da empreiteira, Benedito Júnior, conhecido como BJ, que nesta quinta-feira (02) respondeu a questionamentos do TSE sobre irregularidades em campanhas, no processo de cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer.
 
Em um dos trechos do depoimento, narrou que a Odebrecht doou R$ 9 milhões em caixa dois para as campanhas eleitorais do PSDB, e que o pedido partiu diretamente de Aécio Neves, em 2014, à época presidente do PSDB e concorrendo à Presidência da República.
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Mesmo tentando poupar Aécio, delator revela o que está por vir contra PSDB

 
Jornal GGN - Apesar de clara intenção da mira do depoimento de Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, ser a cúpula do PMDB e do governo Michel Temer, sendo apenas o presidente citado 43 vezes nas 82 páginas de delação à Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSBD-MG) não conseguiu sair ileso do primeiro dos 77 delatores da empreiteira na investigação.
 
No documento, Melo Filho tenta explicar aos procuradores da República e delegados da Polícia Federal como funcionava os repasses de caixa 2 da empreiteira aos políticos, seguindo a superplanilha da Odebrecht, encontrada em apreensões desde março deste ano. Isso porque o nome do delator era relacionado diretamente a parte desses repasses, em anotações nos arquivos.
 
Foram em dois momentos que o nome de Aécio Neves apareceu nos relatos. Na primeira vez, é uma acusação direta ao senador José Agripino Maia (DEM-RN), e Aécio teria pedido à companhia o repasse de R$ 1 milhão ao parlamentar, como contrapartida de apoio da sigla na eleição presidencial de 2014.
 
 
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Como funciona o mercado oculto da delação premiada, por Alexandre Morais da Rosa

Jornal GGN - Artigo de Alexandre Morais da Rosa, juiz em Santa Catarina, doutor em Direito pela UFPR e professor de Processo Penal na UFSC e na Univali (Universidade do Vale do Itajaí) explica as fases de negociação da delação premiada, um dos instrumentos jurídicos que serve de pilar para a Operação Lava Jato. A publicação foi feita no Conjur desta sexta (18).

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Moro tira tornozeleira eletrônica de primeiro delator da Lava Jato

Jornal GGN - Idolatrado por ser o "simbolo do combate à corrupção" no Brasil, nas palavras do procurador da República Deltan Dallagnol, o juiz federal Sergio Moro mandou tirar a tornozeleira eletrônica do primeiro delator da Lava Jato, o ex-diretor da Petroras Paulo Roberto Costa.

Segundo a Folha desta quinta (30), Costa livra-se de um "pesadelo" porque a tornozeileira o obrigava a ficar em casa, pois necessitava ser recarregada na tomada a cada quatro horas, e às vezes, por falhas, gerava conflitos com a Polícia Federal. Agora, sem o equipamento, o delator não precisa mais ser monitorado pelos agentes federais.

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Delator diz que propina que abasteceu campanha de tucano foi paga na Assembleia

Jornal GGN - Ao Tribunal de Justiça de São Paulo, um dos principais delatores da Operação Alba Branca, que investiga corrupção nos contratos entre o Estado governado por Geraldo Alckmin (PSDB) e a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) para abastecer as escolas com mereda, afirmou que pagou propina a dois ex-assessores de Fernando Capez (PSDB) na própria Assembleia Legislativa (Alesp).

Segundo ele, cada um dos assessores recebeu cerca de R$ 200 mil em dinheiro vivo ao longo de 2015, "à medidade que o Estado pagava pelo suco fornecido" pela Cooperativa. Outros "quatrocentos e poucos mil" foram destinados a pagar dívida da campanha de 2014 de Capez, hoje presidente da Alesp.

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