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delação premiada

A experiência do novo advogado de Palocci com as delações da Lava Jato

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Antonio Palocci contratou o escritório de Adriano Bretas para negociar um acordo de delação premiada. O criminalista não foi escolhido ao acaso: é apontado como um dos advogados mais experientes em colaborações junto à Lava Jato, sendo responsável pelos termos de figuras como Delcídio do Amaral e Alberto Youssef. Além disso, também trabalha na delação de Renato Duque - que pode, segundo informações da grande mídia, casar com o conteúdo que Palocci pretende oferecer.

Pela expertise, Bretas já foi convidado a dar palestras sobre o instituto da delação premiada no Brasil e no mundo, oportunidades em que acaba discutindo, inevitavelmente, o que vivenciou na Lava Jato. Em uma das apresentações feita no Paraná, ele alertou para algumas problemáticas na lei de delação premiada, de 2013, do ponto de vista das defesas, indicando que os procuradores da República se aproveitam das lacunas para fazer manobras "preocupantes".

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PGR estuda romper acordo de delação de Delcídio


Foto: Geraldo Magela /Agência Senado
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral corre riscos de ser invalidado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa romper a colaboração homologada em 2016, após depoimentos de ex-executivos da Odebrecht revelarem a participação de Delcídio em outros esquemas de repasses a campanhas eleitorais.
 
A sequência de depoimentos dos funcionários e ex-funcionários da empreiteira trouxe à tona a possibilidade de alguns depoimentos de delatores serem questionados. É o caso do ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, das companhias Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, e do ex-senador Delcídio.
 
A primeira conclusão da Procuradoria sobre o ex-parlamentar é que nos 29 anexos de depoimentos prestados entre 11 e 14 de fevereiro do último ano, Delcídio não repassou informações dadas pela Odebrecht. 
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Cronologia mostra o que fez Léo Pinheiro mudar delação

Recusa de acordo de delação premiada da OAS, novo pedido de prisão e aumento de pena estão por trás da mudança de ex-executivo
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Jornal GGN - Uma cronologia a respeito dos depoimentos do ex-diretor da OAS, Léu Pinheiro, levantada pelos advogados de defesa de Lula, e reproduzidas no site Tijolaço, aumenta os indícios de que o instrumento jurídico 'delação premiada' foi utilizado para pressionar ex-executivo. 
 
Em junho de 2016, por exemplo, Pinheiro não tocou no nome do ex-presidente para explicar os acordos ilícitos entre a construtora e políticos o que, segundo informações levantadas na época pela Folha de S.Paulo, levou seu acordo de delação a ser recusado pela justiça de Curitiba. Poucos meses depois, em agosto, a procuradoria pediu por nova prisão de Léo Pinheiro. Em outubro, um blog que atua como assessoria clandestina de promotores da Lava Jato publicou uma nota alertando que o objetivo da prisão do ex-dirigente da OAS era obter informações para corroborar a tese de que o Triplex do Guarujá pertencia a Lula. Em novembro, Pinheiro continuou não informando que o ex-presidente seria dono da apartamento, e sua pena foi aumentada em dez anos, até que, recentemente, em abril de 2017, o executivo finalmente incriminou Lula.
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Léo Pinheiro criou narrativa "fantasiosa e absurda", diz defesa de Lula


Fotos: Roosewelt Pinheiro/ABr com Agência Câmara
 
Jornal GGN - Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que as recentes declarações de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, em seu interrogatório junto à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, tinham o objetivo de livrá-lo da prisão, em uma possível negociata de delação premiada junto aos investigadores da Lava Jato.
 
Em nota divulgada nesta quinta-feira (20), o advogado Cristiano Zanin Martins apontou que Léo "foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá". Por outro lado, segundo a defesa, a palavra do executivo é apenas uma "contra o depoimento de 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS, negando ser Lula o dono do imóvel".
 
O advogado critica a atuação de Léo Pinheiro, que, segundo ele, inventou um suposto diálogo no qual Lula teria orientado a destruição de provas ou indícios de contribuições de campanhas políticas. Zanin descreve o diálogo, não presenciado por nenhuma testemunha, como "fantasiosa e absurda".
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Procuradores escolhem a delação que convém à Lava Jato, diz Polícia Federal

 
Jornal GGN - Os procuradores da Lava Jato enfrentam críticas sobre sua possível seletividade até mesmo da Polícia Federal. É o que mostra reportagem publicada pela Folha nesta segunda (17), que trata do "cabo de guerra" em torno dos acordos de delações premiadas.
 
A PF sustenta que o Ministério Público Federal, chefiado por Rodrigo Janot, só fecha colaborações que interessam à narrativa da Lava Jato, rejeitando aquelas que possam surgir com informações que contradizem a narrativa contada até agora.
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Um espetáculo midiático que põe em risco a democracia, por Gleise Hoffman

Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
 
Gleise Hoffman 
 
Ao ser perguntada sobre me manifestar em nota a respeito da citação ao meu nome na lista da delação premiada de executivos da empresa Odebrecht, ilegalmente vazada em tempo real, depois entregue oficialmente pelo STF à imprensa e publicada em seu site‬, respondi que não o faria até ter acesso ao conteúdo oficial das informações.
 
O procedimento, que além de ilegal é irresponsável, é feito de tal modo espetaculoso que a condenação pública vem antes de qualquer apuração. ‪Não importam os fatos, mas as versões sistemática e diuturnamente repassadas pelos grande meios de comunicação, em especial pelo grupo Globo e seus comentaristas, que se arvoram em donos da verdade, da moral e dos bons consumes; que julgam a todos em seus comentários e vomitam regras indistintamente. ‬ ‪
 
Após ter acesso aos vídeos em que se referem a mim e aos demais, concluo que a operação Lava Jato segue à risca a intenção de ser a grande farsa de apelo midiático que vem sendo desde que se desviou do que se propunha ao início de investigar um esquema de corrupção. ‪
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O presente de Odebrecht para os acusados na Lava Jato, por Janio de Freitas

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Foto: Cícero Rodrigues
 
Jornal GGN - Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas fala sobre o “presente de alto valor” dado por Marcelo Odebrecht às defesas dos acusados na Lava Jato, uma explicação que é também uma inconveniência para a opoeração.
 
Marcelo fez a ressalva de que o caixa dois das campanhas eleitorais não era “necessariamente” de caixa dois da empresa, também não necessariamente era dinheiro ilícito. Para Janio, esta afirmação atinge um ponto sensível das acusações da Procuradoria. 
 
“A ressalva de Odebrecht traz uma base objetiva para que as defesas cobrem a procedência do dinheiro sem conexão clara com a corrupção”, diz Janio.

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Xadrez da lista de Janot, o senhor do Tempo

Peça 1 – o vazamento da lista da Janot

A divulgação da lista de inquéritos autorizados pelo Ministro Luiz Fachin não significa que, enfim, a Lava Jato resolveu tratar as investigações com isonomia, que o pau que dá em Chico dá em Francisco.

O Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot continua dono absoluto do calendário. Através do controle do ritmo das investigações, ele decide monocraticamente quem vai e quem não vai ser condenado.

Durante três anos, toda a carga foi em cima do PT e, especialmente, de Lula. Em três anos de investigações, há cinco ações em andamento contra Lula, uma perseguição impiedosa que culminou com o vazamento, ontem, da suposta delação de Marcelo Odebrecht, sob as barbas do juiz Sérgio Moro e ele alegando a impossibilidade de identificar o vazador. Some-se a informação do procurador Deltan Dallagnol de que o único vazamento efetivo de informações foi para o blogueiro Eduardo Guimarães. O que significa que todas os demais vazamentos ocorreram sob controle estrito da Lava Jato.

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Lula e Doria nas incertezas de 2018, por Aldo Fornazieri

Lula e Doria nas incertezas de 2018

por Aldo Fornazieri

Por mais que José Dirceu possa ter errado, não há como negar-lhe muitos méritos. Junto com Lula, foi o artífice do fortalecimento do PT e da construção das condições para que o partido chegasse ao governo. Na última semana, Dirceu emitiu um forte alerta: a possibilidade de Lula ser preso ou de ser inviabilizado juridicamente de concorrer às eleições de 2018. Até agora não surgiram elementos substantivos que possam justificar a sua prisão. Mas existe uma nova estrada de espinhos nas andanças do ex-presidente, apontada por Dirceu: a delação premiada de João Santana e Mônica Moura. Como a delação ainda não veio a público, fica na conta do imponderável.

O PT tem tratado a candidatura Lula como bala de prata que estará disponível em 2018. Dadas as incertezas dos cenários, o mais apropriado seria que o partido abrisse mais seu leque estratégico para não ser surpreendido se acontecimentos adversos se tornarem efetivos. Se o recuo no lançamento da candidatura Lula foi acertado, o que parece não existir é uma articulação necessária de forças para defender Lula e o direito dele concorrer  como uma questão central da restauração da ordem democrática.

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Presidência da loja H.Stern fecha acordo de delação premiada

Foto: Divulgação
 
 
Jornal GGN - A cúpula do loja H.Stern fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e promete revelar detalhes sobre venda de joais sem nota fiscal, no Rio de Janeiro. A rede teria feito negócios com operadores do ex-governador Sergio Cabral (PMDB).
 
O grupo foi pego na operação Calicute, após uma das funcionárias admitir que um operador amigo de Cabral comprou uma peça de R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo.
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João Santana e Mônica Moura fazem acordo de delação premiada

Jornal GGN - O início do julgamento da cassação de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça (4), revelou que o casal João Santana e Mônica Moura, marqueteiros das últimas campanhas presidenciais do PT, fecharam um acordo de delação premiada com a Lava Jato, que já se encontra no Supremo Tribunal Federal.

Durante a sessão no TSE, o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino pediu a realização de três novas audiências para ouvir João Santana, Mônica e André Luís Reis Santana, que foi apontado como auxiliar direto do casal.

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No aniversário da Lava Jato, Youssef vai para o regime aberto diferenciado

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Da Agência Brasil

Danyele Soares - Repórter do Radiojornalismo
 
No dia em que a Operação Lava Jato completa três anos, um dos principais delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef, passará a cumprir pena no regime aberto diferenciado. No regime anterior, o domiciliar, ele tinha que cumprir pena em casa, com uso de tornozeleira eletrônica. A diferença para o regime atual é que, agora, Youssef pode sair de casa.

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Segunda lista de Janot traz cerca de 100 alvos de inquéritos

 
Jornal GGN - Até o momento, sabe-se que grande parte da cúpula de governo de Michel Temer, com os principais ministros de sua equipe, além da grande base aliada, com deputados e senadores do PMDB e PSDB, além da própria oposição, do outro lado levando nomes do PT, estão na segunda lista de Janot.
 
Assim denominada, os pedidos de inquéritos da Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Rodrigo Janot, contra políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), tramitam sob sigilo. O que foi divulgado oficialmente pelo próprio Ministério Público Federal (MPF) é que foram enviados um total de 320 pedidos.
 
Entre eles, 83 pedidos de abertura de inquérito, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, envolvendo aqueles que não detêm foro privilegiado, 7 arquivamentos e 19 outras providências.
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Hangout da lista da Odebrecht, por Luis Nassif

Dificilmente, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tomará uma atitude mais incisiva em relação aos políticos, mantendo um ritmo lento em suas denúncias

Jornal GGN - A segunda lista de Janot, feita com base na delação da Odebrecht, deve ter impactos tímidos quando o assunto é apresentação de denúncias ao Supremo Tribunal Federal. Além de a Suprema Corte ser mais criteriosa com as revelações da Lava Jato do que o juiz Sergio Moro em Curitiba, o modus operandi de Rodrigo Janot indica que o procurador-geral dificilmente tomará alguma atitude mais incisiva em relação aos políticos delatados, mantendo ainda a blindagem a Aécio Neves e aliados do PSDB.

Isso não significa, porém, que o noticiário feito com base em vazamentos não respingará na imagem da tríade tucana que está de olho nas eleições de 2018 - Aécio, José Serra e Geraldo Alckmin. Com o tiroteio à frente, esboça-se um cenário em que João Doria, prefeito de São Paulo fora do circuito da Lava Jato, aparece como candidato virtual do PSDB ao Planalto.

Enquanto isso, o governo Temer continua a provar-se muito caro para as forças que sustentaram o golpe do impeachment. O aprofundamento da recessão econômica associado aos escândalos que pipocam sucessivamente nos jornais aumentam as chances de queda do presidente.

É o que analisa o jornalista Luis Nassif, diretor de redação do GGN, no "Hangout da lista da Odebrecht".

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Lava Jato exige que delatores cumpram pena antes mesmo da denúncia

Jornal GGN - Os procuradores da Lava Jato inseriram uma cláusula inédita nos acordos de colaboração premiada de executivos da Odebrecht: exigiram que eles cumpram pena tão logo a delação seja homologada pela Justiça, ou seja, pulando as etapas de oferecimento da denúncia e do julgamento.

Segundo o Conjur, advogados e até mesmo um membro do Supremo Tribunal Federal tomaram conhecimento dessa ação - por meio de reportagem publicada pela Folha, no último final de semana - com espanto, por ser uma afronta ao Código Penal e até à própria lei que regulamenta a delação premiada.

O jornal ainda mostrou que o Ministério Público Federal criou modalidades de prisões nesses acordos, aplicados antes das sentenças.

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