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Impeachment comprado deve ser anulado, diz Dilma

Foto: Ricardo Stuckert Filho

Jornal GGN - As páginas oficiais da presidente deposta Dilma Rousseff agora promove uma campanha que registra as notícias sobre a compra de votos orquestrada por Eduardo Cunha para garantir o impeachment.

A defesa da ex-presidente enviou ao Supremo Tribunal Federal a delação em que Lúcio Funaro admite que foi o operador financeiro do esquema que derrubou a petista através de um golpe parlamentar.

Em nota divulgada nesta terça (17), Dilma diz que os deputados foram subordados para garantir voto a favor do processo por crime de responsabilidade. "Muita gente sabia, mas na época ficou por isso mesmo. Hoje, ninguém tem mais motivo para ignorar: o impeachment foi resultado de propina", disparou.

O informe ainda defende que "impeachment comprado tem que ser anulado" e incita o Supremo a se manifestar sobre o assunto. A ação que pede a reversão do impeachment está nas mãos de Alexandre de Moraes.

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A falsa liberdade de expressão, por Pablo Ortellado

Foto: Ilustração PNUD

Jornal GGN - Quando a liberdade de expressão não ocorre de maneira completa, os direitos também democráticos de criticar e protestar se sobrepõem a debates que poderiam ser construtivos, contribuindo para a polarização, os rótulos e agressividade.
 
O professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, Pablo Ortellado, identificou tais comportamentos em duas situações nos últimos dias: uma, quando um grupo de acadêmicos quis proibir a participação de Fernando Henrique Cardoso em um seminário sobre "democracia", alegando que ele não seria democrático; e a radicalização sobre a exposição do MAM, quando uma manifestação artística virou pedofilia.
 
"Nos dois casos relatados e também em vários outros, o que vemos é uma verdadeira seletividade na defesa da liberdade de expressão. Ela é defendida com veemência quando nos afeta, mas fingimos não ver que está sendo violada quando afeta o campo adversário", analisou Ortellado.
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Defesa de Temer diz que Cármen Lúcia esqueceu de por sigilo na delação de Funaro

Foto: Agência Brasil
 
 
 
Jornal GGN - O advogdo Eduardo Pizarro Carnelós, que faz a defesa de Michel Temer contra a denúncia por obstrução de Justiça e formação de quadrilha, enviou nota à imprensa tangenciando a abertura de um conflito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por conta a divulgação no site oficial da Casa dos vídeos da delação de Lúcio Funaro.
 
No final de semana, o defensor emitiu nota criticando o vazamento dos vídeos, classificando-os como um atentado ao Estado Democrático de Direito.
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Lula atualiza ação na ONU com triplex, Thompson Flores e Moro no cinema

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - A defesa de Lula apresentou na quinta-feira (5) um novo documento ao Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos da ONU atualizando a ação que aponta violações e abusos cometidos pela Lava Jato de Curitiba em processos contra o ex-presidente.

Segundo a assessoria de imprensa da defesa de Lula, a sentença do caso triplex, a entrevista elogiosa à condenação concedida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e a presença de Sergio Moro na estreia do filme sobre a Lava Jato fazem parte da atualização.

Entre os pontos questionáveis na decisão de Moro sobre o triplex está o fato de que Lula foi condenado com base em delações formais e informais. Além disso, o juiz alterou a denúncia do Ministério Público Federal, sem ter dado direito à ampla defesa.

Na sequência do julgamento, o presidente do TRF4 - instância que vai avaliar a sentença de Moro - disse ao Estadão que a sentença era irretocável, mesmo sem ter lido o mérito da discussão. 

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Prova de defesa de Duran pode ameaçar parte da denúncia contra Temer

Para se defender das acusações da PGR, o advogado quer apresentar e-mails que indicam que a sua conta não foi usada para o repasse de propinas da Odebrecht ao hoje presidente da República
 

Rodrigo Tacla Durán, em seu refúgio na Espanha - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O advogado que promete trazer informações de bastidores de acordos de delação que comprometem a Odebrecht e o juiz federal Sérgio Moro, Rodrigo Taclar Duran, informa que tem provas de que a sua conta bancária no exterior supostamente usada pela empreiteira para pagar propina a Michel Temer estava inativa.
 
Após colocar na mira questionamentos contra o juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, expondo ter recibos direcionados à esposa do magistrado, Rosângela Moro, e ao amigo do juiz, o advogado Carlos Zucolotto Júnior, Duran tenta a própria defesa.
 
Foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Queria revelar as informações que diz ter em acordo de delação premiada, que não foi aceito pelos procuradores da República. Na Espanha, país onde detém cidadania e está foragido, o advogado é alvo de ameaças de prisão. Sérgio Moro já pediu a sua extradição, que é negada pelo país. 
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Último recibo de aluguel já derruba tese de ilegalidade, diz defesa de Lula

Advogados questionam a cobrança de recibos por Sergio Moro, que já foram entregues, enquanto juiz nega à defesa produzir outras provas 
 
 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez emitiu comunicado contrariando os pontos defendidos por diversos jornais de que os comprovantes do aluguel do apartamento vizinho ao de Lula em São Bernardo do Campos (SP) não seriam suficientes para comprovar a legalidade do imóvel.
 
Como divulgou o GGN nesta quarta-feira (27), mesmo sem provas de que o aluguel tenha sido benesses da Odebrecht em contratos obtidos pela empreiteira na Petrobras, o ex-presidente foi pressionado a comprovar que o imóvel foi regularmente alugado.
 
Ainda que a obrigação de comprovar supostos ilícitos envolvendo o apartamento é dos acusadores, neste caso os procuradores da força-tarefa do Paraná, Zanin levantou 26 recibos de pagamentos do aluguel e enviou cada um deles juntamente com o contrato firmado com o proprietário Glaucos da Costamarques, para atestar a transação legítima. Mas jornais rechearam manchetes da semana com questionamentos.
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Janot usa imprensa para criticar delatores e tentar salvar acusações


Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na atual condição de ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot concedeu entrevista para se defender de ataques contra a credibilidade das investigações da Operação Lava Jato e tentar ainda salvar as acusações dos executivos da J&F, ainda que considerando que cometeram irregularidades. Fora do posto maior do Ministério Público Federal (MPF), Janot mostra que não medirá esforços, incluindo espaços públicos e meios de imprensa, para se defender.
 
Nesse intento, apesar de aparentemente os novos áudios de conversa entre o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud se apresentarem como um engano, Janot sustentou outra tese: a de que os delatores colocaram os novos arquivos nos autos do processo de forma mascarada para passarem despercebidos.
 
Teria sido um tiro no pé: enquanto a Polícia Federal apurava áudios possivelmente omitidos dos delatores e se aproximava de uma possível recuperação do grampo, eles anexaram a conversa ao processo com outro título e como se fosse referência a outra linha de investigação. Mas os procuradores abriram o áudio e confirmaram que se tratava de outras informações.
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Denúncia da Zelotes contra Lula "não tem materialidade", diz defesa

Foto: Ricardo Stuckert
 
 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula classificou a denúncia da Zelotes aceita pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal, como mais um exemplo de "lawfare" - uso dos meios jurídicos para promover perseguição a um inimigo político - e afirmou que a inocência do petista "deverá ser reconhecida também neste processo porque ele não praticou qualquer ilícito."
 
“A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal não tem materialidade e deve ser compreendida no contexto de lawfare que vem sendo praticado contra Lula, usando de processos e procedimentos jurídicos para fins de perseguição política", diz a defesa em nota à imprensa.
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La mano de Dio, por João Sucata

La mano de Dio

por João Sucata

Para quem não lembra a Argentina ganhou uma partida decisiva  em Copa do Mundo graças a um toque sutil de Maradona, erguendo a bola com a mão (fingiu que a cabeceava), além da altura onde o goleiro podia chegar. Foi la mano de Dio, teria dito o craque.

O bendito braço do Jô, que marcou o gol na vitória do Corinthians contra o Vasco, também foi decisiva, o Timão pôde dar mais um passo a frente, foi a 53 pontos, dez a mais que o Grêmio, que perdeu e em seu campo para a briosa Chape.

Mesmo num país que perdeu a compostura e onde certos juízes mais parecem deputados de certos partidos, o centro avante do Timão poderia ter se auto denunciado; especialmente após ter elogiado a conduta do sãopaulino Rodrigo Caio, em situação um tanto semelhante. Mas a satisfação da Fiel e dele mesmo parece ter sido maior.

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Moro não explica por que alterou, de novo, termos de denúncia contra Lula

Defesa de Lula diz que Moro mudou acusação que fundamenta ação penal por suposta vantagem indevida paga pela Odebrecht. Juiz tergiversou sobre a questão
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro saiu pela tangente ao responder um recurso da defesa de Lula solicitando que o magistrado esclareça por que alterou mais uma acusação contra o ex-presidente, usurpando o papel do Ministério Público Federal. Em resposta ao questionando do advogado Cristiano Zanin, na segunda (18), Moro escreveu apenas que os "embargos [de declaração] fazem pouco sentido no ponto", e mudou de assunto.
 
Na semana passada, os advogados de Lula entraram com os embargos porque Moro, ao autorizar uma perícia nos sistemas de comunicação e registro de propina da Odebrecht, escreveu que "a maior parte do pagamento do preço do imóvel [que foi ofertado pela empreiteira ao Instituto Lula] foi feito pela DAG Construtora, mediante regular contabilização, assim somente uma fração teria sido paga, segundo o aludido relatório, pelo Setor de Operações Estruturadas".
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O Jornal GGN e o DCM vão investigar a indústria da delação premiada na Lava Jato e contam com você

Atualizado em 14/set/2017 - 9h30 - com e-mail de contato

Pela primeira vez, o DCM e o Jornal GGN, duas das marcas mais conhecidas do jornalismo digital, vão participar juntos de um projeto de crowdfunding.

Nos últimos anos, o maior negócio do meio jurídico foi a indústria da delação premiada na Lava Jato.

Advogados foram contratados por honorários milionários, de dezenas de milhões de dólares, para oferecer aos clientes o conforto de uma negociação confiável com procuradores e juiz da Lava Jato.

Ter a confiança do magistrado passou a ter um valor inestimável. Ao mesmo tempo, surgiram discrepâncias variadas entre as sentenças proferidas, algumas excessivamente duras, outras inexplicavelmente brandas.

Tudo isso ocorre no reino de Curitiba, território em que a justiça criminal é dominada há anos pelo grupo que conduziu a Lava Jato, juiz Sérgio Moro à frente.

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Temer prepara três frentes de ataque a Janot e autodefesa de nova denúncia


Foto: Reprodução de vídeo
 
Jornal GGN - Na reta final para a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer pretende enterrar junto com o mandato do procurador a credibilidade de suas investigações, ressaltando nesta última semana os erros e polêmicas da Operação Lava Jato e do acordo de delação premiada de executivos da JBS.
 
Nessa linha, a primeira estratégia é de se autodefender antes mesmo da remessa de uma segunda denúncia pela PGR à Câmara dos Deputados. Para isso, Temer pretende fazer um pronunciamento político, subindo o tom de críticas a Janot. 
 
Em segundo plano, no meio jurídico, Temer seguirá atuando para derrubar a delação, tanto da JBS, quanto de Lúcio Funaro, por meio de possíveis irregularidades detectadas na coleta desses indícios, alegando uma suposta falta de amplo direito de defesa pela omissão de acusações que só apareceram depois, e por possíveis medidas de Janot e/ou auxiliares dentro do MPF que teriam incitado o fechamento do acordo, com ainda possíveis benefícios a procuradores, além dos próprios delatores, conforme o GGN revelou aqui.
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Procurador deve levar irregularidades e bastidores de acordo da JBS à CPMI

Novos capítulos do caso Miller e Ângelo Villela são revelados. Mas interesse de políticos em derrubar credibilidade de Janot fazem caso parar em CPMI
 

Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, senador Romero Jucá e procurador Angelo Goulart Vilella - Foto: ANPR
 
Jornal GGN - Há três meses, eram noticiadas as primeiras suspeitas sobre a atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS, com o indicativo de dupla atuação na cadeira de advogado enquanto ainda não era oficialmente exonerado da Procuradoria da República.
 
Em pleno ápice das divulgações dos depoimentos e gravações de Joesley Batista, dono da JBS, e do diretor da J&F Ricardo Saud, o nome de outro procurador integrante da Operação Lava Jato era arrolado e encarcerado: Ângelo Goulart Villela.
 
Ele foi acusado de repassar informações privilegiadas à JBS, em troca de recebimento de propina. No início de junho, o jornalista Andrei Meireles publicava coluna em Os Divergentes informando que Villela, recém preso, estava "mandando recados": "ele não seria o único do time da JBS. Teria colegas a entregar em uma delação premiada".
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Interrogatório de Lula mostra que Moro não busca a verdade, diz Zanin

Jornal GGN - Após o depoimento de Lula a Sergio Moro nesta quarta (13), a defesa do ex-presidente Lula disse, durante uma coletiva de imprensa, que o interrogatório do juiz e dos procuradores de Curitiba deixa claro que eles não estão em busca da verdade dos fatos, mas sim de uma "versão" que se encaixe melhor numa eventual sentença condenatória. 

Segundo o advogado Cristiano Zanin, o depoimento de Lula fez "ruir" a acusação de que ele foi beneficiado indevidamente pela Odebrecht com a compra de um imóvel nunca usado pelo Instituto Lula, entre outras vantagens alegadas pelo Ministério Público Federal.

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Defesa de Lula usa escândalo do "amigo" de Sergio Moro na apelação do triplex

Quando a delação informal serve à condenação de Lula, Moro valoriza a palavra do criminoso. Mas quando as acusações caem sobre o próprio juiz e os procuradores da Lava Jato (como no caso Duran-Zucolotto), aí Moro diz que palavra de criminoso, convenientemente, não merece crédito
 
 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula lançou mão do popular "pimenta nos olhos dos outros é refresco" e expôs que Sergio Moro caiu em contradição quando usou delação informal de executivos da OAS para condenar Lula no caso triplex, mas não quis dar "crédito" às palavras de um "criminoso" quando as acusações atingiram em cheio a força-tarefa da Lava Jato.
 
Na apelação enviada à segunda instância no último dia 11, a banca de advogados de Lula ironizou a mudança de postura de Moro. Sustentou que quando um pretenso delator diz algo contra Lula, Moro acha válido e usa as declarações, mesmo que sem provas, para condenar o petista. Mas quando um outro delator informal denuncia obscuridades no mercado de delações de Curitiba, Moro, convenientemente, afirma que "a palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito."
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