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Cunha

Delação de Funaro coloca em xeque tudo o que foi votado no Congresso, por Helena Chagas

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A delação de Lúcio Funaro revelando os repasses de diversos grupos ao PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, em troca de leis que favoreciam os setores empresariais, coloca em xeque não apenas a votação do impeachment de Dilma Rousseff - que contou com dinheiro da JBS para compra de votos - mas também os demais projetos debatidos no Congresso nos últimos anos. É o que avalia a jornalista Helena Chagas, em artigo divulgado na noite de sábado (14).
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STF não pode "continuar acovardado" após saber da compra do impeachment, diz deputado

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O deputado federal Paulo Pimenta (PT) usou as redes sociais para se manifestar sobre a delação de Lúcio Funaro sobre o uso de recursos da JBS, por Eduardo Cunha, para comprar votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Na visão de Pimenta, a revelação impõe alguma atitude ao Supremo Tribunal Federal, que permaneceu "acovardado" diante do golpe. "STF não pode continuar acovadado diante dos fatos", disparou.
 
Para Pimenta, as informações de Funaro ainda complicam a situação do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. "Janot e o STF foram decisivos para que Dilma fosse afastada e Temer assumisse. Funaro revelou que eles sabiam de tudo e ficaram calados", disse.
 
Poucos dias antes de deixar o posto, Janot se manifestou no processo movido por Dilma para anular o impeachment. Um dos argumentos utilizados pela presidente deposta era o fato de Cunha ter praticado desvio de função, ou seja, deflagrado a ação por improbidade administrativa por vingança pessoal e para colocar o PMDB no poder, com o intuito de frear a Lava Jato.
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André Singer: STF usou uma lei para Cunha e Delcídio e outra para Aécio

 
Jornal GGN - O cientista político André Singer avaliou em artigo publicado na Folha que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso Aécio Neves prova que uma leis foram inventadas, a reboque da Lava Jato, para perseguir uns e poucar outros.
 
Na semana passada, por 6 votos a 5, a Corte decidiu, contraditoriamente, que o Legislativo tem poder para rever as medidas cautelares impostas a políticos com mandato pelo Judiciário.
 
"(...) o STF 'inventou' uma legislação, acoplando-se ao ambiente de exceção instaurado pela Lava Jato", disse Singer. "(...) a opção tomada pela corte em favor da Constituição, embora possa de imediato beneficiar uma corrente partidária em detrimento de outras, talvez ajude o país a barrar os mecanismos de exceção em curso e, quem sabe, a encontrar o caminho de volta à plena democracia", apontou.
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Delação sobre esquema de Temer nos portos é recheada de "eu acho" e "ouvi dizer"

Foto: Lula Marques/Folhapress
 
 
Jornal GGN - Não será de se estranhar se num futuro não muito distante a denúncia contra Michel Temer em função do escândalo dos portos for desacreditada até mesmo pelo Judiciário ou próprio Ministério Público Federal. Já aconteceu em outras vezes, quando a delação aceita revelou-se, posteriormente, um amontoado de palavras sem provas correspondentes. É o que acontece com os relatos de Lúcio Funaro sobre Temer e os favorecimentos à empresa Rodrimar.
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Dallagnol não descarta convite para carreira política

Jornal GGN - O fim próximo da Lava Jato já foi anunciado pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e pelo juiz Sergio Moro em entrevistas e eventos públicos. Mas Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de Curitiba, diz que está focado na operação, embora não descarte convites para ser candidato a um cargo público ou trabalhar no setor privado. Foi o que ele afirmou à CBN na manhã desta sexta (6).
 
Quando questionado sobre planos eleitorais para 2018, Dallagnol respondeu: "É natural que exista especulação quando o nome de alguém tem visibilidade, pois essa pessoa passa a ter potencial político. Hoje não tenho planos ou pretensões políticas, estou focando na Lava Jato. Não descarto, no futuro, qualquer carreira no setor público ou privado onde possa servir melhor a sociedade, mas hoje o foco é na Lava Jato." 
 
Dallagnol ainda chamou de fake news as notícias de que vai se filiar à Rede de Marina Silva ou a outro partido novo. "Eu nunca tive oportunidade de conversar com Marina sobre candidatura ou filiação", disse. Com o senador Álvaro Dias, o procurador só trocou mensagens sobre projeto que limita direitos do foro privilegiado.

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Temer negociou Lava Jato com Janot e foi chantageado por Cunha, revela Renan


Foto: ABr
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer tinha um trato com o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot: nomear ao posto maior do Ministério Público Federal (MPF) um nome de confiança e sucessor de Janot, em troca de a PGR blindar ministros e a cúpula de Temer na Operação Lava Jato, não enviando denúncias.
 
"Foi por isso que Michel fez aquele pronunciamento, em fevereiro, dizendo que, se um ministro fosse denunciado, seria afastado do governo. Já tinha um acordo": a declaração é de Renan Calheiros (PMDB-AL). Correligionário, mas hoje comandando umas das principais frentes da oposição no Congresso, o senador Renan ameaçou revelar informações sobre o presidente da República, Michel Temer, e o o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 
 
Integrante das principais reuniões de cúpula do partido até o início da gestão de Temer no Planalto, Renan acusa o mandatário de tentar "livrar seus amigos na Lava Jato" por meio de articulações na Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Funaro delatou ciúmes de Temer em relação a Cunha e briga com Rossi

Jornal GGN - O operador do PMDB Lúcio Funaro deu detalhes do relacionamento de Michel Temer com Eduardo Cunha, Wagner Rossi e Coronel Lima. Em seu acordo de delação premiada, Funaro disse que Temer chegou a compensar um desentendimento com Rossi contratando o filho do ex-ministro para fazer a campanha de Gabriel Chalita. 
 
Já com Eduardo Cunha, o relato é de um afastamento quando o hoje preso da Lava Jato assumiu a presidência da Câmara. Temer teria ficado com inveja do poder de Cunha, diz Funaro.
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Odebrecht pagou propina ao PMDB após encontro no escritório de Temer

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A cúpula do PMDB na Câmara, que forma o "quadrilhão" denunciado por Michel Temer, recebeu propina da Odebrecht no exterior após um encontro realizado no escritório do hoje presidente da República, em São Paulo. A reunião é a mesma que Eduardo Cunha menciona num pacote de perguntas barrado por Sergio Moro, diz o Estadão desta segunda (18).

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Sem votos

Brechas em denúncia minam Lava Jato sobre Temer e PMDB

Foto: Marcelo Camargo/ABr
 
Jornal GGN - Na denúncia por organização criminosa e obstrução à Justiça contra Michel Temer e caciques do PMDB, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cometeu falhas que entregam munições para os acusados arquivarem a peça. Apesar de fortes indícios levantados, a construção da peça abre brechas e utiliza interpretações questionáveis para conseguir conexões entre os nove denunciados em um grande espaço de tempo.
 

Para abarcar tantas frentes de acusações e diante do risco de anulação do acordo de colaboração com a JBS, o PGR optou por se assegurar não apenas nas delações da Odebrecht e depoimentos dos executivos da J&F, e usou um total de 37 delatores que prestaram informações à Lava Jato desde o início das apurações. A medida foi uma estratégia utilizada para indicar mais sustentações, de diferentes delatores e figuras que foram surgindo ao longo das apurações, chegando ao comum consenso de fortes acusações contra os peemedebistas.

Entretanto, as supostas atuações dos ex-ministros, ex-deputados, empresários e o agora presidente da República no esquema de corrupção foram muito diferentes entre si e não necessariamente guardavam conexão entre os diferentes denunciados e fatos. Mas para chegar ao fim de acusá-los de organização criminosa, Janot precisou criar pontes, em hipotéticos cenários, com o objetivo de conectar estas peças.

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Temer e cúpula do PMDB são denunciados

Na mesma peça, Janot pediu a rescisão do acordo com os executivos da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud. Temer já pediu a suspensão da denúncia
 

Foto: Marcelo Camargo/ABr
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra Michel Temer e sua cúpula de governo, incluindo dois ministros, dois ex-ministros, dois ex-deputados, um empresário e um executivo. Janot sustenta que todos os políticos denunciados do PMDB arrecadaram mais de R$ 587 milhões em propina.
 
Além de Temer, é acusado pela PGR o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado e ex-asseddor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves. Eles são acusados de obstruir a Justiça e formar parte de uma organização criminosa.
 
Na mesma peça, Janot denuncia o dono da JBS, Joesley Batista, e o executivo da J&F, Ricardo Saud, ambos delatores da Operação Lava Jato, que também tiveram seus acordos coma Procuradoria-Geral rescindidos. Ambos são denunciados apenas por obstrução à Justiça.
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Funaro diz que Temer, Cunha e Padilha usavam advogados para monitorar delação

Foto: Gustavo Miranda/Agência O Globo
 
 
Jornal GGN - O operador do PMDB Lúcio Funaro detalhou logo no primeiro anexo de seu acordo de delação premiada a suspeita de que o grupo de Michel Temer e Joesley Batista, da JBS, tinham um pacto para comprar seu silêncio. 
 
De acordo com o depoimento, o "Planalto", na verdade, vinha monitorando as conversas de Funaro com o Ministério Público através de advogados. Funaro afirma que o atual defensor e amigo de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, seu antigo advogado, foi o responsável por vazar ao presidente a informação de que ele buscava um escritório especializado em delações.
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Moro nega pedido de Cunha para ser transferido à Brasília

Foto: Reprodução de depoimento
 
Jornal GGN - O juiz federal Sérgio Moro decidiu negar o pedido de transferência a um presídio de Brasília pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha. A defesa do peemedebista alegou que Cunha responde a outro processo no Distrito Federal, relacionado à Operação Sépsis.
 
Na resposta, Moro afirmou que não encontrava motivos para a transferência de Cunha da unidade prisional. Segundo o magistrado do Paraná, caso o ex-deputado fosse intimado a prestar depoimento em ações que tramitam em Brasília, ele seria liberado.
 
"Observo que, caso necessária a presença do condenado em outras audiências na referida ação penal, a transferência poderia ser realizada por período mais de longo de tempo, bastando o encaminhamento de solicitação com a determinação do período", disse Moro.
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Acerto em delação de Funaro atrasa denúncia de Temer na Câmara


Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu recuperar o acordo de delação premiada de Lúcio Funaro, considerado o principal operador financeiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outros peemedebistas. O acordo foi ajustado sobre a cláusula que trata de improbidade administrativa. A demora pode afetar o envio da denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados.
 
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), havia pedido aos procuradores da República que fizessem o ajuste no acordo, que tramita em segredo de Justiça. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a delação foi devolvida pela PGR nesta quinta-feira (31).
 
Agora, Fachin precisará analisar as modificações feitas por Janot antes de homologar o conteúdo. Nos bastidores, correm informações de um possível risco de perda da delação, o que prejudiciaria as acusações contra Cunha e alguns peemedebistas, inclusive o próprio presidente da República, Michel Temer e seus auxiliares.
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Cunha insinua que Fachin foi nomeado por interesses da JBS

Em carta em tom de vítima, ex-parlamentar estende críticas contra Sérgio Moro ao também relator no Supremo: "ditadura da República de Curitiba, do estado do ministro [Fachin]"
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o ministro relator da Operação Lava Jato, Edson Fachin, de obstruir pedidos de liberdade e de beneficiar delatores da JBS. Em ofensiva arriscada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados acusou o dono do grupo, Joesley Batista, e o executivo Ricardo Saud de manter "relação de amizade" com Fachin e de influenciar a aprovação do nome do ministro para a Suprema Corte, em 2015.
 
Em carta escrita diretamente do complexo penal em Curitiba, Cunha afirmou: "Quando os senhores Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação do então candidato ao STF Edson Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional de que a sociedade necessitava."
 
A carta não insinua diretamente que Eduardo Cunha busca acusar o ministro relator da Operação Lava Jato, mas o faz quase em cena de acidente. Propositalmente, o documento foi escrito como uma espécie de desabafo do ex-parlamentar peemedebista, incomodado com a suposta falta de julgamento de seus recursos no âmbito da Operação Lava Jato. Sem ameaça explícita, indica que tem o que entregar, inclusive contra o ministro.
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O jornalismo sem honestidade intelectual de IstoÉ, feito com ajuda da Lava Jato de Curitiba

A turma de Curitiba - com algumas exceções - joga no mesmo time de Michel Temer. Todos estão pouco interessados que mais uma delação contra o presidente surja antes que a OAS ofereça mais munição contra Lula
Foto: Reprodução/IstoÉ
 
Jornal GGN - O jornalismo, quando exercido sem nenhum compromisso com a honestidade intelectual, além de indevidamente subestimar o leitor, corre o risco de revelar um pezinho na loucura. É o caso de IstoÉ e a matéria da última edição, que tenta colocar Michel Temer e aliados como vítimas da perseguição de Rodrigo Janot, um petista enrustido na visão dos procuradores de Curitiba e outros.
 
Basicamente, a revista disse aos leitores o seguinte: sabe aquelas delações da Lava Jato (Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Joesley Batista) que outrora ajudaram a sacar Dilma Rousseff do poder, multiplicaram as ações penais contra Lula e continuam sendo usadas para destruir a imagem do pretenso candidato à presidência da República? Pois bem, acreditem ou não, elas fazem parte de um grande esquema montado pelo atual procurador-geral da República para "proteger o PT" e perseguir seus adversários políticos, de PMDB a PSDB.
 
Esse é o nível de argumentação de quem está comprometido com o atual governo e seus vultosos recursos publicitários. 
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