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Incentivos à cultura

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Incentivos à cultura
As políticas de incentivo a cultura no país e o impacto do setor para o bem estar o desenvolvimento social.
As primeiras políticas públicas de incentivo à cultura no Brasil foram implementadas durante o governo de Getúlio Vargas (1930-1945) com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), Instituto Nacional do Livro (INL), e do primeiro Conselho Nacional da Cultura.
 
Desde então, a área passou por altos e, principalmente, baixos. Em 1990, por exemplo, o Ministério da Cultura foi extinto e durante um ano o governo federal não realizou nenhum tipo de investimento na área. Em dezembro de 1991, foi instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura, a partir da Lei nº 8.313, que ficou conhecida como Lei Rouanet.
 
A medida de subvenção, segundo alguns críticos, acabou se tornando instrumento de marketing cultural de empresas patrocinadoras. Na gestão de Gilberto Gil, no Ministério da Cultura (2003-2008), a Lei de Incentivo à Cultura é reformulada, mas chegamos aos dias atuais ainda com o desafio de viabilizar políticas tendo em vista a cultura como um bem coletivo e sua importância para a economia e qualidade de vida da população.

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Ministro da Cultura diz não ter interesse em permanecer no governo Temer


Foto: Divulgação

Sugerido por José Carlos Lima

Do NOCAUTE

 
Em carta, João Batista de Andrade anuncia demissão a Michel Temer; ministro estava no cargo de maio de 2017
 
Por Fernando Morais
 

O ministro interino da Cultura, João Batista de Andrade, anunciou nesta sexta-feira (17/6) sua saída do cargo. Em carta enviada ao presidente Michel Temer, Andrade afirmou não ter interesse em ser efetivado no comando da pasta.

“Comunico, respeitosamente, meu desinteresse em ser efetivado como ministro da Cultura”, consta em um trecho da carta divulgada nas redes sociais do Ministério da Cultura.

“Assim sendo, confirmo minha disposição para contribuir da forma mais proativa possível com a transição de gestão no Ministério da Cultura, até a nomeação dos próximos ministros da Cultura e seu secretário executivo”, acrescenta.

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Fim de semana com festival gastronômico árabe em São Paulo

O projeto “Um dia nas Arábias”, além de promover a cultura árabe usando a culinária como elemento principal, tem o objetivo de apoiar e gerar empregos para os refugiados sírios no Brasil. Com entrada gratuita, os visitantes podem colaborar com a causa doando um 1kg de alimento não perecível ou produtos de higiene

Imagem: Reprodução/Facebook

Jornal GGN - A Vila Butantan, em São Paulo, foi o espaço escolhido para mais uma edição do festival gastronômico “Um dia nas Arábias”, que acontece neste final de semana, nos dias 20 e 21 de maio. Sob a temática “De volta para as Arábias – Despedida do Ali”, o evento contará com 30 expositores, entre refugiados sírios e descendentes árabes, que apresentarão diferentes elementos culturais como: pratos culinários, artesanatos, danças, além de promover debates. A feira será aberta às 11h e vai até às 21h.

A edição, organizada pelo Studio Mock em parceria com a Associação Juventude Armênia, é uma homenagem ao mascote do festival, o ‘Ali’, criado para interagir com o público nas redes sociais e que está se despedindo para ir ao Líbano. O projeto, idealizado por Said El Hajj, além de promover a cultura árabe, tem o objetivo e apoiar e gerar emprego aos refugiados abrigados no Brasil.

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Demarcação Já! Mobilização Nacional Indígena

Enviado por Marcelo Soares Souza

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Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita, por Bruno Lima Rocha

Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita

por Bruno Lima Rocha

É lugar comum ouvir em análises e expressões vindas de todas as camadas da esquerda e da centro-esquerda, algo como “quando este povo vai se levantar indignado”? Além do sentimento de revolta e frustração – totalmente compartilhado por este que escreve – a afirmação também traz elementos de certa condescendência com o governo deposto e algo da perigosa inocência politica. Neste breve texto, tento demonstrar como a categoria ideologia foi desprezada e, por óbvia consequência, a relação com o oligopólio da mídia – em especial com a empresa líder – foi reificada.   

Se levarmos em consideração os 13 anos de governo petista na Presidência, nos damos conta de que faltaram elementos fundamentais para um projeto de poder prolongado. Quando me refiro a projeção de uma vontade política, não significa perpetuar no Poder Executivo a este ou aquele partido, mas sim a construir condições de conquistas permanentes e não retorno. Não retornar para situações anteriores implica ir além de melhorias materiais – embora estas sejam fundamentais – mas também dar um significado ideológico para a base da sociedade.

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O mal-estar na cultura, por Abrão Slavutzky

Fernand-Anne Piestre: Caïn – Museu d’Orsay

do Psicanalistas pela Democracia

O mal-estar na cultura

por Abrão Slavutzky

É um espanto a beleza da natureza, das artes, das invenções científicas, convivendo com a violência e a crueldade. Somos chamados de homo sapiens, na Bíblia está escrito que fomos feitos à imagem e semelhança divina. Entretanto, somos também o homo demens, em que a loucura da sociedade é desconcertante. Portanto, é difícil explicar como o homem é sábio e louco.

Será que o livro O mal-estar na cultura – escrito por Sigmund Freud – poderia ainda hoje nos clarificar sobre o que ocorre com nossa pobre humanidade? Com pouco mais de sessenta páginas, é seu livro mais lido, traduzido e sinistro, segundo Elizabeth Roudinesco em seu recente livro Sigmund Freud – na sua época e em nosso tempo. Nessa biografia, consta que o títul o inicial seria A felicidade e a cultura, depois o primeiro psicanalista da História pensou em Infelicidade na cultura. Finalmente, optou pelo título enigmático O mal-estar na cultura.

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Modernismo brasileiro de Anita Malfatti no MAM, por Walnice Nogueira Galvão

Por Walnice Nogueira Galvão*

Anita Malfatti no MAM

O modernismo brasileiro produziu duas grandes pintoras: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Ambas são, ademais, pioneiras, porque começaram cedo e se amalgamaram a todo o desdobrar do movimento.

Como ninguém ignora, a participação de Anita foi precoce e rumorosa. Ao fazer sua segunda exposição em São Paulo em 1917 - cinco anos antes que a Semana de Arte Moderna de 1922 inaugurasse oficialmente o movimento - Anita teve sua própria estreia, mas de choque. Estreia, a bem dizer, do modernismo também, e não só dela. Aquelas figuras deformadas, aquelas cores berrantes pouco harmoniosas, aquela temática esdrúxula, tudo isso atiçou as iras dos conformistas e até mesmo de alguns mais avançados, como Monteiro Lobato. O famigerado artigo com que saudou a mostra já trazia  a rejeição no próprio título: “Paranoia ou mistificação?”

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Face Hipocrática, por Alexandre Pandolfo

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Do Psicanalistas pela Democracia

“Face hipocrática”

Por Alexandre Pandolfo

Em meio à folha de papel rabiscada, o pensamento às vezes para. Emaranhado às valas comuns ou ao vasto oceano. Desgraça inominável e vergonhosa. Ainda outras advirão amanhã e depois. Repetindo palavras contestáveis, talvez obliteradas. É uma só a linguagem jurídica do golpe civil e midiático e a linguagem precária do justiçamento feito por meio dos diversos tribunais. A linguagem da burla. A linguagem da impostura. 
 
Não se deixa atordoar pelos murros que outros levam na cabeça. Apenas senta-se sobre o mundo. Aparenta ausentar-se. E entre visões concretas esboçam-se fantasmagorias. Uma mal disfarçada ditadura, um congresso de lacaios figurados, absolutamente interessados em conservar privilégios. Desenvolvem a conversação como vício. Junto às sentenças dos tribunais, que são formalidades inconsequentes. Incrivelmente amparados por determinados conhecimentos filosófico-biomoleculares. E pelo interesse exclusivo na propriedade e na miséria do mundo. 

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O ministro arcaico tem que ser demitido, por Alex Solnik

Por Alex Solnik

Sugerido por Andre R St

Freire, o ministro arcaico, tem que ser demitido

Do 247

Ser ou não ser investigado na Lava Jato, ser réu ou não no STF, não pode ser o único critério para um ministro ser demitido.

A cena lamentável e vexatória protagonizada hoje, em São Paulo, pelo ministro da Cultura, Roberto Freire tinha que merecer demissão por justa causa.

Ministro da Cultura não pode agredir publicamente o maior escritor brasileiro vivo tratando-o por "adversário" e não pelo epíteto adequado a um agraciado com o maior galardão da Literatura luso-brasileira, justamente na cerimônia de entrega do Prêmio Camões, com a presença de escritores, poetas e filósofos e do embaixador de Portugal.

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União e Olho Vivo comemora 50 anos e promove série de ações

Jornal GGN – Celebrando 50 anos, o Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV) abre as portas de sua sede, no Bom Retiro, para uma série de ações que irão relembrar sua trajetória. As atividades gratuitas, contemplado com a 28ª edição do Programa de Fomento ao Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, começa no dia 28 de janeiro e se estenderá pelos próximos cinco meses. O público poderá participar da revitalização da sede do TUOV, além de oficinas artísticas, que irá resultar no próximo espetáculo do grupo.

O União e Olho Vivo, criado em 1966, é um dos grupos de teatro brasileiros mais antigos e conhecido por promover a arte além dos palcos, sobrevivendo à época da ditatura. A programação de 50 anos começa com uma oficina de dramaturgia, coordenada pelo diretor e dramaturgo Cesar Vieira e pelo ator Neriney Moreira, que será composta com um uma sequência de movimentos: música, figurino, cenografia, vídeo e roteiro teatral.

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Projeto Humanitário ganha reconhecimento da ACNUR

Foto: Débora Peroni

Jornal GGN – Após as apresentações de crianças refugiadas do Coral Somos Iguais, idealizado a partir do Projeto Humanitário de Daniela Guimarães, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reconheceu oficialmente e declarou apoio à iniciativa, que visa auxiliar os imigrantes nas condições de trabalho, saúde, educação e cultura no Brasil. O show que emocionou a todos aconteceu neste mês de dezembro, em São Paulo, sob a regência de João Carlos Martins.

O Coral formado por 25 crianças da Síria, Angola e Congo interpretou músicas eruditas e clássicos como “Se Essa Rua Fosse Minha”, “Quero Ver” e “The Lord Be Magnified”. No final das apresentações o tenor Jean William ainda acompanhou Isabel, uma refugiada do Congo, de 15 anos, para interpretar “Noite Feliz”. Na plateia do evento estavam o maestro Roberto Minczuk, Milu Villela, o Ministro Nelson Jobim, Marluce Dias e Walter Torre, além de Luiz Fernando Godinho, representante da ACNUR.

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A parceria Serra-Calero

Arte: Brasil 247

Jornal GGN - O ex-ministro Marcelo Calero, pivô da crise com Geddel Vieira Lima que levou a oposição a pedir o impeachment de Michel Temer, é funcionário concursado do Itamaraty. Demissionário do cargo de ministro da Cultura, Calero ganhou do chanceler José Serra dois meses de licença no Rio de Janeiro.

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Temer: "Se Geddel tivesse saído antes, melhor"

 
Jornal GGN - Em uma das maiores crises ministeriais e políticas de seu governo, Michel Temer tentou sair em novo jogo duplo: se pelas gravações e depoimentos de Marcelo Calero, Geddel Vieira Lima tinha espaço para deliberar no ministério com status de vice-presidência, a imagem suja do Secretário de Governo fez Temer abandonar seu braço direito: "se talvez tivesse saído antes, seria melhor", disse.
 
"Se talvez tivesse saído antes, seria melhor. O episódio tomou uma dimensão extraordinária, porque colocou no meu colo, como se eu fosse o advogado de uma causa. Se tivesse demorado menos, seria melhor, mas também não causa prejuízo de volume", posicionou-se o presidente, como quem estivesse completamente por fora da ocorrência.
 
Mas as gravações mostram que não. No depoimento, o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, não apenas consultou Temer mais de uma vez a respeito da pressão exercida por Geddel em sua pasta, como o próprio presidente ordenou Calero a "construir uma saída", já que o Secretário de Governo estava "bastante irritado" e "a política tem dessas coisas", ao se referir à irregularidade de contrariar uma decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
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São Paulo será palco de samba e cultura

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Em comemoração ao Dia Nacional do Samba, que acontece no dia 2 dezembro, diversos lugares de São Paulo serão palcos de shows culturais gratuitos, com grandes nomes do samba como Thobias da Vai Vai, Oswaldinho da Cuíca e Adriana Moreira. A programação da Secretaria Municipal de Cultura, que teve início no dia 19 e integrou as festividades do Mês da Consciência Negra, se estende até 11 de dezembro, em Casas de Cultura e na Av. Paulista.

Neste domingo, 27 de novembro, os grupos @migas do Samba, Yebo, Inimigos do Batente, Samba da Vela e as sambistas Tia Cida e Graça Braga se apresentam na Av. Paulista, a partir das 12h. Nesse dia, o destaque fica por conta da apresentação de  Adriana Moreira.

Já na terça-feira, dia 29, os shows de Yvsom Pessoa e Douglas Germano, acontecem no Centro Cultural Olido, às 19h. Na mesma noite, a partir das 20h, o público poderá conferir uma apresentação do Samba Delas, no Teatro Leopoldo Fróes.

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Crise ministerial mostra que Temer tentou esvaziar o Iphan

 
Jornal GGN - Em meio a mais um capítulo de crise ministerial do governo peemedebista, antes de o atual Secretário de Governo Geddel Vieira Lima ter tentado pressionar o Ministério da Cultura para liberar o imóvel em Salvador, na Bahia, contra parecer do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o próprio presidente Michel Temer tentou esvaziar o Iphan.
 
Para diluir o poder do Instituto sobre construções que poderiam prejudicar bens tombados, Temer criou a Secretaria Nacional de Patrimônio Histórico, que retiraria do Iphan a responsabilidade pela concessão de licenciamento de obras. 
 
A Secretaria foi incluída por Michel Temer na medida provisória que recriou o Ministério da Cultura, antes extinto, em maio deste ano, poucos meses após assumir o governo. A intenção de Geddel neste caso estava mais ainda relacionada a seus interesses pessoais no imóvel. 
 
Na última semana, o ex-ministro Marcelo Calero pediu demissão e acusou Geddel de pressioná-lo para anular um parecer do Iphan contra a construção do edifício La Vue, próximo de bens tombados. O titular da Secretaria de Governo, braço direito de Temer, é proprietário de um dos apartamentos no condomínio, que tem um custo de R$ 2,5 milhões cada unidade.
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