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BNDES

Depoimento de Coutinho em CPI motiva outra investigação contra a JBS

Jornal GGN - O depoimento de Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura escândalos envolvendo a JBS acabou criando um novo braço de investigação. Deputados suspeitam que uma Medida Provisória de 2008 recebeu uma emenda destinada a beneficiar a empresa dos irmãos Batista.

Segundo o Painel da Folha desta segunda (9), o subrelator da CPI da JBS, Hugo Leal vai investigar se a MP 451, sobre a legislação tributária, previa a dispensa da apresentação de certidão negativa de empresas interessadas em obter crédito firmadas de instituições financeiras públicas.

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Da luta de classes à função do BNDES, entrevistas com Jessé Souza e Thiago Mitidieri

Jornal GGN - Duas entrevistas neste bloco: Jessé Souza falando sobre seu novo livro e Thiago Mitidieri analisando a situação do BNDES.

Jessé Souza e seu novo livro, “A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato“, que chega esta semana às livrarias, concede entrevista a Luis Nassif. O professor de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, entendeu a importância de construção em perspectivas históricas das classes sociais que temos, um panorama da dominação e da precarização da vida de 80% dos brasileiros.

Jessé buscou entender como foi que a elite conseguiu cooptar a classe média? Este foi a jogada sofisticada desta elite nas primeiras décadas do século XX, mantendo uma coisa que vem desde o tempo da escravidão. E tudo baseado no ódio ao pobre.

A tese do livro é que isso não vem de Portugal, onde não havia escravidão, e a esquerda caiu nesse conto confuso pois foi colonizada pelo pensamento de direita.

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BNDES atua para vingar Temer ao se meter na governança da JBS, por J. Carlos de Assis

BNDES atua para vingar Temer ao se meter na governança da JBS

por J. Carlos de Assis

Não há nenhuma razão pela qual o BNDES deva se meter na direção da JBS sob o pretexto de proteger a boa governança da empresa. O patriarca que a assumiu, Zé Mineiro, deu suficiente prova de competência empresarial ao longo de sua vida ao transformar um açougue em Anápolis num gigante internacional de proteínas. Só há uma explicação para a atitude de Paulo Rabello de Castro, presidente do banco. Ele quer presentear o presidente Temer com uma “vendetta” contra seu principal delator.

Dizer que a empresa não terá boa governança sob o comando do patriarca é uma ilação absurda. Se o banco tem 20% das ações, a maioria absoluta pertence à família Batista, ou seja, ela é dona do negócio. Não existe no Código Civil e na legislação da Comissão de Valores Mobiliários nenhuma provisão relativa à tomada do controle de uma empresa porque seus donos sejam delatores do presidente da República. O que estamos vendo é um ato absolutamente autoritário do poder público contra um cidadão.

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AFBNDES avisa, devolução antecipada é `pedalada`

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A Associação dos Funcionários do BNDES alerta que a devolução antecipada de R$ 180 bilhões do empréstimos de longo prazo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Tesouro Nacional é uma “pedalada fiscal“ e, nesse caso, é “ilegal“.

A afirmação feita pela entidade veio a público após confirmação de que o governo federal pediu formalmente a devolução de R$ 50 bilhões este ano e mais R$ 130 bilhões em 2018.

Na nota desta segunda, dia 11, a Associação diz ainda que “a devolução dos recursos impacta diretamente o papel do BNDES enquanto banco de desenvolvimento“. Ainda segundo a nota, seriam precisos algo em torno de R$ 150 bilhões anuais para realizar operações em patamar próximo ao de 2008, “antes do incremento de recursos via empréstimos do Tesouro Nacional“.

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As formas da JBS lavar dinheiro, por Luis Nassif

De um observador da economia norte-americana

A JBS nos EUA é maior que no Brasil e suas transações financeiras merecem uma ampla investigação.

Por exemplo, a JBS comprou a PILGRIM´S PRIDE, processadora de carne de frango, FALIDA, sob administração da Corte de Falências do Distrito Norte do Texas, por US$2.5 bilhões, outras noticias dão como US$2.8 bilhões, que incluem o pagamento integral de US$1.7 bilhões em dividas, a maior parte sem garantias.

Ora, numa falência é possível comprar créditos por uma fração do valor. Ninguém paga 100% mas em todas as noticias publicadas nos EUA o preço inclui o pagamento integral das dívidas dessa PILGRIM´S.

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Financiador da Lava Jato é investigado pela Polícia Federal e pelo MPF no Pará

Atualizado às 16:42 do dia 31

Principal financiador do filme sobre a Lava Jato, o empresário Sérgio Amoroso é um tipo controvertido. Self-made-man, começou a vida como office boy, montou uma companhia de venda de papéis e, em 1999 conseguiu assumir o controle do Projeto Jari, que estava sob intervenção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pagando 1 real e assumindo as dívidas.

Desde então, tornou-se uma espécie de Dr. Jekill e Mr. Hide do setor de celulose. Numa ponta, recebeu vários prêmios de responsabilidade corporativa, apregoando a defesa da sustentabilidade, as iniciativas em favor de crianças com câncer, entre outras atividades meritórias.

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Para AFBNDES, repasse de R$ 100 bi ao Tesouro é ilegal

Jornal GGN – A Associação de Funcionários do BNDES, novamente, alerta para o pedido de devolução antecipada que o banco fará à União. A discussão permeia a legalidade e a capacidade de gestão do Banco.

A Associação pontua que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a realização de operações de crédito entre uma instituição financeira e seu ente federal controlador, pois que o texto equipara recebimento antecipado de valores a uma operação de crédito. Segundo a Associação, isso seria cometer o mesmo erro da gestão da ex-presidente do Banco Maria Sílvia, além de esvaziar o Banco.

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Uma proposta para a TLP, por Thiago Rabelo Pereira e Marcelo Miterhof

Uma proposta para a TLP

por Thiago Rabelo Pereira e Marcelo Miterhof

Está em debate no Congresso Nacional a MP 777 que pretende substituir a TJLP (taxa de juros de longo prazo), definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), pela TLP (taxa de longo prazo), que seria igual à NTN-B de cinco anos, um título público indexado ao IPCA ao qual se soma uma parcela de taxa de juros fixa.

Seus defensores alegam que o fim da TJLP dará mais potência à política monetária, o que reduziria os juros para todos os créditos. Acabaria também com o custo fiscal de atuação do BNDES, referente à diferença entre a taxa que o BC paga para captar recursos (Selic) e a que emprestou recursos ao banco (TJLP). E que a TLP será mais previsível, pois referenciada a mercado em vez arbitrada.

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MPF troca procurador que não viu crime de Dilma e reabre investigação

Foto: Ricardo Stuckert Filho

 
Jornal GGN - O parecer em que o procurador da Repúblico Ivan Cláudio Marx apontou que não há "crime comum" nas pedaladas de Dilma Rousseff e sugeriu o arquivamento da investigação foi parcialmente ignorado pela Justiça Federal que, por sua vez, enviou o caso para análise da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.
 
O resultado disso foi que o órgão do MPF decidiu trocar tirar o processo das mãos do procurador Marx e enviá-lo a um novo investigador, que será responsável por buscar eventual crime de Dilma em relação às pedaladas que envolvem o Plano Safra e os atrasos nos repasses de valores devidos pela União aos estados e Distrito Federal.
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AFBNDES volta a externar preocupação com MP 777

Jornal GGN – A Associação dos Funcionários do BNDES (AFNDES) reafirma sua preocupação com a mudança da taxa de juros de longo prazo definida pela aprovação da Medida Provisória 777/2017. Segundo a Associação, os desdobramentos desta decisão irão afetar, de forma drástica, setores-chave da economia, principalmente para a indústria nacional.

A Comissão Mista Especial aprovou o relatório ontem, dia 23, ignorando os alertas feitos pela AFBNDES e não levou em conta esses pontos levantados nem com a anuência da CNI, Fiesp, Fiergs e outras federações de empresários sobre os possíveis malefícios.

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Muito além do subsídio, por Arthur Koblitz

Jornal GGN – Em participação hoje na Folha, Arthur Koblitz, vice-presidente da Associação dos Funcionários do BNDES e economista, discorre sobre o “rombo” causado nas contas públicas pelos subsídios ao BNDES. Traz à discussão a MP 777, que acaba com a TJLP para supostamente acabar com esse desequilíbrio, mas que nada diz sobre os benefícios fiscais gerados por este sistema.

Koblitz destaca a importância de uma análise de números e custos. E dos impactos do BNDES na economia e o fato de que os custos se tornam falácias ideologicamente motivadas.

 Leia o artigo a seguir.

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Sob ameaças de arrolar BNDES em crimes, JBS deve ser alvo de processos do banco


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Em ações que devem desvalorizar a imagem do principal delator de Michel Temer, Joesley Batista é alvo de uma tentativa de ação movida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em plenas acusações de que a JBS escondeu crimes praticados pelo banco público federal.
 
Um dos braços de participações do banco, o BNDESPar pedirá por assembleia de acionistas a abertura de um processo por responsabilidade civil contra controladores e ex-administradores da companhia por supostos danos causados "em razão dos atos ilícitos confessados" em delação premiada.
 
A reunião será realizada no dia 1º de setembro, envolvendo os acionistas, incluindo o BDNESPar, que é o maior minoritário da empresa, com 21,3% das participações no banco público. Os alvos da ação seriam, além do dono da JBS, Joesley Batista, também Florisvaldo Caetano de Oliveira e Francisco de Assis e Silva.
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A manipulação das estatísticas no Brasil, por Luis Nassif

Nesses tempos de big data, de abundância de estatísticas, é chocante a pobreza da discussão econômica do país, especialmente em relação aos gastos públicos, despesas correntes, investimentos e financiamentos.

O jogo ideológico consagrou alguns economistas que se especializaram em contas públicas, Previdência, cálculos de subsídios. Todos eles, invariavelmente, analisam os dados a seco, sem nenhuma preocupação em estender as analises para as chamadas externalidades positivas ou negativas.

Vamos a alguns exemplos.

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No RJ, quase metade dos servidores estão com salários atrasados

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na última sexta-feira (21), servidores da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro receberam os salários de maio, com mais de dois meses de atraso. Entretanto, eles ainda estão sem receber os valores do mês passado e o 13º salário de 2016. 
 
Segundo a Secretaria de Fazenda, 204.579 funcionários estaduais, quase metade do total de servidores, ainda não receberam o salário de maio integralmente. Os vencimentos de junho estão atrasados para 216.127 trabalhadores, incluindo ativos, inativos e pensionistas. No total, o Rio deve cerca de R$ 1,06 bilhão para os servidores.
 
Na área da saúde, os servidores receberam somente R$ 550 relativos ao mês de maio. Já os funcionários ativos da educação do Departamento de Ações Socio-Educativas (Degase) estão com os salários de maio e junho em dia, além dos servidores ativos, inativos e pensionistas da segurança – incluindo policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e demais funcionários das secretarias de Segurança e Administração Penitenciária e órgãos vinculados.

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Governo tem dificuldades para bancar fundo que paga o seguro-desemprego

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Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
 
Jornal GGN - Por meio de nota técnica, o governo admitiu que tem dificuldades em bancar os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que são utilizados para pagar o seguro-desemprego e o abono salarial. 
 
A nota técnica foi elaborada pela equipe econômica e enviada para o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator aa Medida Provisória que pretende alterar a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que remunera o FAT. 
 
A nova taxa proposta pelo governo, chamada de Taxa de Longo Prazo (TLP), acompanharia os índices das NTN-Bs, títulos públicos atrelados à inflação. Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, afirmou que a taxas seria “mais nervosa” que a atual e prejudicaria a previsibilidade de quem pretende tomar empréstimos.

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