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Banestado

Só agora réus do Banestado têm R$ 289 milhões em bens bloqueados pela Justiça

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Investigado nos anos 1990, só agora o caso Banestado deve gerar a devolução de parte dos tributos não pagos aos cofres públicos no esquema de evasão de divisas que pode ter movimentado 30 bilhões de dólares.
 
Segundo o Estadão desta quinta (27), a 1ª Vara Federal de Curitiba acatou um pedido feito pela Procuradoria da União no Paraná e determinou o bloqueio de R$ 289,1 milhões em bens de 12 ex-dirigentes do Banestado. 
 
"O montante confiscado corresponde ao valor do prejuízo que a União teve com os impostos que deixaram de ser recolhidos com o envio ilegal do dinheiro para o exterior, de acordo com o cálculo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região."
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Xadrez do início de uma nova campanha histórica, por Luis Nassif

Peça 1 – o julgamento de Lula
 
O ponto central da acusação de Sérgio Moro contra Lula é relativamente simples (mencionei acusação de Sérgio Moro devido ao fato de ele ter se comportado como acusador, não como juiz)
 
Tese 1 - Lula ganhou um apartamento (ou a reforma dele) da OAS.
 
Tese 2 – Houve uma contrapartida em vantagens para a OAS.
 
Tese 3 – Como o apartamento não está em nome de Lula, mas da OAS, então se tem um caso de lavagem de apartamento ops, de dinheiro.
 
Tese 1 - Sobre o presente da OAS a Lula
 
O mínimo a ser apresentado por Sérgio Moro deveria ser a prova cabal de que o apartamento é, de fato, de Lula. Moro apresentou uma montanha de documentos mostrando aparente interesse do casal Lula pelo apartamento. E ficou nisso.

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A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro, por Armando Coelho Neto

A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Vaidoso, safado, conspirador e ladrão tem sido alguns adjetivos com os quais o enigmático político Ciro Gomes tem presenteado o impostor Michel Temer. Às vezes, esses mimos vêm acompanhados da gentileza com a qual torcedores costumam agraciar juízes de futebol. Tudo, entretanto, muito aquém do abominável e indescritível que possa representar esse ser repudiado por 95% dos brasileiros. Das supostas falcatruas no porto de Santos às urdiduras nos bastidores do golpe, nada serve de perfil para definir um político que mandou “bilhetinho” para Dilma Rousseff, deixou vazar discurso de posse antes do golpe e hoje empenhado em defenestrar da história um partido que ousou enfrentar a miséria do País. Leia mais »

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Delegado que recebeu propina para blindar empresário tinha ligações com Youssef

 
Jornal GGN - O delegado da Polícia Federal de Londrina, no Paraná, Sandro Roberto Viana, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (25), dividindo R$ 35 mil em propina com um ajudante no esquema de extorsão de dinheiro de empresário da cidade. Em 2003, o mesmo delegado, então diretor da divisão da PF em Londrina, mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef e levantava suspeitas de possível interferência em investigação contra ele.
 
Alvos da Operação Corrumpere, deflagrada no sábado, Sandro Roberto Viana foi preso em flagrante repassando uma parte da propina a Cloadoaldo Pereira dos Santos. Os dois são acusados de exigir dinheiro de um empresário da cidade em troca de não investigá-lo em inquérito policial de 2015, já concluído neste ano.
 
Sandro Viana teria exigido um total de R$ 35 mil, sendo que R$ 20 mil ficaria com ele e outros R$ 15 seria de Cloadoaldo. Como delegado da PF, ele foi levado à Polícia Federal em Brasília e irá responder a processo administrativo e criminal, podendo ser demitido do cargo público.
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Moro reage a pergunta de advogado de Lula sobre delações: "Isso é calunioso!"

Procurador da República que acompanha o caso triplex também se sentiu ofendido com a pergunta da defesa de Lula sobre "delações a la carte"

Jornal GGN – O juiz Sergio Moro saiu em defesa da Lava Jato durante a audiência do doleiro Alberto Youssef, que testemunho, na semana passada, no processo em que Lula é acusado de receber propinas da OAS na forma de um apartamento no Guarujá, entre outras vantagens ilícitas.

A partir dos 34 minutos do vídeo abaixo, o advogado José Roberto Batochio, defensor de Lula, tenta fazer uma “última pergunta” da defesa a Youssef.



"Comenta-se no meio forense, pelo menos em algum setor dele, que existe uma delação que se denominou delação premiada a la carte”, disse Batochio.

Moro imediatamente decide interromper Batochio: “Doutor, decline quem comenta isso. Isso é calunioso, inclusive! Eu peço que decline quem é [que comenta isso]”, disse o juiz.

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Confrontado, Moro se recusa a comentar ações da Lava Jato contra Lula

Jornal GGN - Confrontado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT), o juiz federal de primeira instância Sergio Moro se recusou a comentar ações da Lava Jato contra o ex-presidente Lula. O parlamentar citou a gravação ilegal e vazamento para a imprensa de conversa entre o ex-presidente e Dilma Rousseff, além da condução coercitiva feita para "gerar manchetes".

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Sergio Moro desabafa sobre os insucessos do caso Banestado

 
Jornal GGN - Decidindo sobre últimos recursos do caso Banestado, entre os anos de 1996 e 1997, de remessa de mais de R$ 2 bilhões ao exterior, com a condenação carimbada pela primeira instância há quase 12 anos, o magistrado do Paraná, Sergio Moro, revela toda a insatisfação e críticas ao sistema penal, que permite recursos e instrumentos de defesa.
 
O caso de evasão de divisas e um dos maiores crimes financeiros da história atual do Brasil, que pelo caminho natural dos processos saiu das mãos e controle do juiz do Paraná, após as sentenças de 2004, expõe as razões que levaram Sergio Moro a hoje enfrentar garantias de defesa asseguradas pelo Código Penal.
 
"Há algo de errado em um sistema criminal que leva tanto tempo para produzir uma condenação definitiva", manifestou o magistrado, ao receber autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para executar a pena de prisão de Aldo de Almeida Júnior, ex-funcionário do Banco do Estado do Paraná e um dos principais condenados entre agentes públicos no grande esquema criminoso.
 
Moro foi o responsável na primeira instância por julgar o processo do Banestado, que apurou fraude de, pelo menos, R$ 2.446.609.179,56, entre 1996 e 1997, via recursos para fora do país, por meio de contas de residentes no exterior. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi recebida no dia 6 de agosto de 2003. Moro levou menos de um ano para condenar 14 ex-funcionários do banco por evasão de divisas e quadrilha.
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Diretor da Fiesp, um dos grandes devedores da União, foi mira do Banestado

 
Jornal GGN - A soma das dívidas de empresas e pessoas para o governo federal já passou da linha do R$ 1 trilhão. Entre apenas aqueles que devem mais de R$ 15 milhões, que se tratam de 13 mil devedores, são responsáveis por cinco vezes o buraco total no Orçamento da União previsto para este ano.
 
Nesse grupo seleto de maiores devedores, estão casos como o do empresário Laodse de Abreu Duarte, que é um dos diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele é o número um dessa indesejável lista entre pessoas físicas. Já entre empresas, figuram devedores como a já quebradas Varig e Vasp, mas também a Vale, a antiga Parmalat (Carital Brasil) e Petrobras.
 
Laodse, que já foi condenado à prisão por crime contra a ordem tributária, mas ainda está com o processo em aberto porque recorreu, concentra R$ 6,9 bilhões de débitos de difícil recuperação. Para se ter uma ideia, o empresário deve mais ao governo federal que os estados da Bahia, Pernambuco ou qualquer um dos outros 16 governos estaduais.
 
Um dos motivos para a dívida do diretor da Fiesp é a mesma de seus dois irmãos, Luiz Lian e Luce Cleo, que também ultrapassam os prejuízos de R$ 6,6 bilhões. Isso porque a família foi processada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por uma de suas empresas, a Duagro, que deve um total de R$ 6,84 bilhões ao governo.
 
De acordo com o processo tributário, a empresa se empenhou em operações de compra e venda de títulos da Argentina e dos Estados Unidos, sem pagar os impostos devidos entre 1999 e 2002. A Duagro "fraudou a fiscalização tributária", apontou a Procuradoria.
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O que diferencia o caso Banestado da Operação Lava Jato?

Por Henrique Beirangê

Da CartaCapital

A semente dos escândalos

O juiz Sergio Moro arbitra uma operação que investiga um extenso esquema de corrupção e evasão de divisas intermediadas por doleiros que atuam especialmente no Paraná. Uma força-tarefa é montada e procuradores da República propõem ações penais contra 631 acusados. Surgem provas contra grandes construtoras e grupos empresariais, além de políticos.

Delações premiadas e acordos de cooperação internacional são celebrados em série. Lava Jato? Não! Trata-se do escândalo do Banestado, um esquema de evasão de divisas descoberto no fim dos anos 90 e enterrado de forma acintosa na transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o de Lula.

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Roberto Requião cobra retomada do Caso Banestado

Enviado por Mailson

Do site de Roberto Requião

Requião cobra retomada do "Caso Banestado", escândalo-mãe da corrupção no Brasil

O senador Roberto Requião relembrou nesta quarta-feira (30) a “Operação Macuco”, da Polícia Federal e Ministério Público Federal, que desvendou o escândalo do Banestado, quando se apurou o desvio de 124 bilhões de dólares ao exterior, através do então banco estadual do Paraná. Os valores desviados à época, afirmou o senador, somavam muito mais do que as reservas brasileiras na moeda norte-americana. Segundo o senador, a “Operação Macuco”, conduzida pelo delegado José Castilho Netto e pelo procurador Celso Três, foi o ponto de partida para desvendar os métodos e os caminhos da corrupção no país. No entanto, denunciou Requião, a operação foi abafada e desmontada, sem a punição pelos responsávis pelos desvios. A seguir, texto e vídeo do discurso de Requião sobre o “Caso Banestado”.

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Procurador diz que Youssef mentiu na delação do caso Banestado

"Trabalhei na primeira delação e ele mentiu", diz Vladimir Aras. Ex-ministro Gilson Dipp emitiu parecer no qual constata que a delação de Youssef na Lava Jato é "imprestável"

Jornal GGN - Em seminário promovido nesta quinta-feira (7) em São Paulo, o procurador da República Vladimir Aras disse que o doleiro Alberto Youssef mentiu na primeira delação premiada que assinou, há 12 anos, época do caso Banestado. Segundo a colunista Vera Magalhães, Aras declarou: "Trabalhei na primeira delação dele e percebe-se que, de fato, ele mentiu."

Youssef é um dos principais delatores da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de desvio de recursos da Petrobras que envolve empreiteiras, políticos e ex-dirigentes da estatal. Parte da defesa dos réus sustenta que, em alguns casos, o Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República não tiveram critérios objetivos e apresentaram denúncias apoiadas majoritariamente em delações.

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Banestado: Procurador tentou barrar repasse de dossiê de correntistas

ISTO È 

Raposa no galinheiro

3 set 2003

Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

Osmar Freitas Jr.

Resultado de imagem para Carlos Fernando dos Santos Lima

A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No sábado 23 de agosto, uma comissão de autoridades brasileiras embarcou para um périplo por cidades americanas. A missão era verificar in loco investigações feitas pelos procuradores daquele país, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monetárias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. Hélio (PDT-SP) e José Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da República, uma delegada, um perito da Polícia Federal e consultores da Câmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa insólita, cujos motivos até então ocultos se revelaram, no mínimo, de má-fé. É que entre os procuradores estava Carlos Fernando dos Santos Lima. Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.

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Condenado no Banestado recebeu nota fria a pedido de "amigo" de Eduardo Cunha

Ao GGN, Meire Poza, contadora de Alberto Youssef, afirmou que Giovani Gionédis é dono da EBCP. A empresa recebeu R$ 1,2 milhão em nota fria a pedido Ari Ariza, empresário que se diz íntimo de Eduardo Cunha

Jornal GGN - A EBCP, empresa que recebeu uma nota fria no valor de R$ 1,2 milhão da GFD (uma das empresas que compõem a lavanderia do doleiro Alberto Youssef), pertence ao empresário Giovani Gionédis, o ex-presidente do Conselho de Administração do Banestado apontado pela Justiça do Paraná como operador do caixa dois da campanha de Jaime Lerner (ex-PFL, hoje sem partido) ao governo do Estado, em 1998.

A informação sobre a propriedade da EBCP (Empresa Brasileira de Consultoria Econômica e Participações Ltda.) foi dada com exclusividade ao GGN pela ex-contadora de Youssef, Meire Poza, que contribui na condição de testemunha com a Lava Jato. A operação se debruça sobre indícios de formação de cartel, pagamento de propina a executivos e políticos e supertafuramento de contratos na Petrobras.

Essa semana, Meire foi alvo de reportagens na Rede TV!, nas quais revela a amizade de Ari Ariza com o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Ari é um empresário que tinha negócios com Youssef e se dizia, segundo Meire, muito íntimo do presidente da Câmara Federal. Foi Ari quem pediu à Meire a emissão da nota fria de R$ 1,2 milhão, forjada em 24 de outubro de 2014.

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A ligação entre a Lava Jato e o Banestado

Enviado por Webster Franklin

O caso Banestado, a Petrobras e o feitiço do tempo

Por Iriny Lopes

Da Rede Brasil Atual

A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) mostra que a Operação Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Se no caso Banestado se tivesse ido até as últimas consequências, provavelmente estaríamos hoje em outro patamar

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Alberto Youssef tenta afastar juiz que o condenou no caso Banestado

 
Jornal GGN - Passaram-se mais de 10 anos desde que o Caso Banestado foi investigado, e somente nesta quarta-feira (17), o doleiro Alberto Youssef foi condenado pelo crime de corrupção ativa, praticado no final da década de 1990, a 4 anos e 4 meses.
 
A ação havia sido suspensa diante do acordo de delação premiada, firmada entre Youssef e o Ministério Público Federal e do Estado do Paraná. Entretanto, com a apuração da Operação Lava Jato, o MPF entendeu que houve quebra de acordo por parte do doleiro e a ação foi retomada em maio deste ano, com a decisão proferida nesta semana pelo juíz da 13ª Vara Federal de Curitiba.
 
O Ministério Público denunciou o caso em 2003, apresentando que Alberto Youssef obteve um empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão, em agosto de 1998, para a Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos, junto à agência Grand Cayman do Banestado, mediante o pagamento de US$ 131 mil de propina a Gabriel Nunes Pires Neto, então diretor de Operações Internacional do banco do governo do Paraná.
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