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análise

A presença inconsciente de um gênio, Glauber Rocha

Enviado por Cristiane N. Vieira

Comentário à publicação "Criminalista desmascara "estatísticas falsas" de Sergio Moro na GloboNews"

Ouçamos de novo e sempre o Glauber Rocha, da encantada Bahia de todos os Santos e Artistas, que é um dos muitos úteros da cultura brasileira.

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A Globo sente saudades do governo Lula, por Roberto Yassuo Shiroma e André Paiva Ramos

 
 
Por Roberto Yassuo Shiroma e André Paiva Ramos*
 
No período que corresponde ao governo Lula, de 2003 a 2010, a Globo Comunicação e Participações S/A registrou um grande salto no seu desempenho. Entretanto, nos períodos subsequentes, referente aos governos Dilma Rousseff, de 2011 ao início de 2016, e Michel Temer, até o final de 2016, esse conglomerado apresentou uma piora significativa no desempenho de seus resultados em relação ao passado recente, sobretudo nos últimos dois anos. Após as acirradas eleições presidenciais de 2014, podemos ressaltar, entre outros fatores, a intensificação da crise econômica, política e institucional e os desdobramentos da operação Lava-Jato, que foram fundamentais para afetar esse desempenho. Relacionado diretamente a essas questões, verificou-se ainda, na grande mídia, principalmente na atuação do jornalismo da Globo, um forte posicionamento contra o governo Dilma, o que impulsionou o impeachment e foi determinante para a deterioração das expectativas e da confiança e, consequentemente, para a piora da recessão econômica. Mais recentemente, um relevante posicionamento da Globo contrário ao governo Temer também pode ser observado. Seriam o desempenho financeiro e os interesses dos negócios da Globo peças chaves para pautarem o tom do seu jornalismo relacionado às áreas política e econômica?
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O Direito no Brasil por seus predadores, por Lenio Luiz Streck

 
Jornal GGN - "Já não se discute Direito e, sim, uma péssima teoria política de poder. Ou seja, já não fazemos Direito: praticamos lawfare", é a constatação do jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito, Lenio Luiz Streck. A reflexão é parte das memórias de 29 anos da Constituição Federal, um dia já denominada Constituição Cidadã.
 
Menos por sua teoria e mais pelas interpretações dissimuladas, a Constituição hoje representa ponto de discussão sobre quem a pratica: "quando o Direito é dominado por seus predadores (moral, política e econômica), transformando-se facilmente em instrumento para a prática de lawfare, os céticos e torcedores (para usar esses dois “modelos” como protótipos) têm terreno fértil para se estabelecerem".
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Os estranhos “prêmios” da Lava Jato, por Miguel do Rosário

Os estranhos “prêmios” da Lava Jato

Por 

Do Cafezinho

Após protestos de setores progressistas da comunidade jurídica brasileira, a University of British Columbia não concedeu prêmio à Lava Jato, uma das concorrentes ao prêmio Allard, oferecido pela faculdade de direito da instituição a projetos ligados à luta contra a corrupção.

Quem ganhou foi Khadija Ismayilova, uma jornalista do Azerbaijão, que trabalha para duas ongs financiadas pelo governo americano, com objetivo praticamente declarado de impor a visão americana sobre as regiões sob influência da Rússia: a Radio Free Europe, financiada 100% pelo governo americano, e que até 1972 era subsidiada diretamente pela CIA; a partir dessa data, o governo americano criou um fundo específico para financiar esse tipo de atividade; e a Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), financiada pelo Departamento de Estado, pela Open Society, do investidor George Soros, pelo Google e pela National Endowment for Democracy (uma outra organização subsidiada por verbas do governo americano).

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Mesmo com votação única, oposição tenta julgar Temer e ministros separadamente

Após decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça de manter um único processo, deputados falam em dividir em três a análise das acusações contra o presidente da República e dois ministros
 
 
Da Agência Câmara
 
 

A oposição tentará dividir em três votações na Comissão de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJ) a análise da denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Na quarta-feira (27), o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), acatou a decisão da Secretaria-Geral da Mesa e anunciou que a denúncia será analisada em um único processo, com um único relator. “Seria estranho, pela natureza do crime [organização criminosa] que houvesse interpretações diferentes dadas por mais de um relator, então o melhor é que seja um único parecer”, justificou.

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Denúncia traz relações inéditas de Temer, por Fernando Limongi


Foto: Carolina Antunes/PR
 
Jornal GGN - Que o presidente Michel Temer seria absolvido pela Câmara dos Deputados pela segunda vez, ao engavetar a denúncia por obstrução à Justiça e organização criminosa, não era novidade. Mas o noticiário e a opinião pública vêm favorecendo a discrição e o silêncio das acusações, trocando os papéis: Procuradoria-Geral da República vira investigado e cúpula do governo Temer julgador. 
 
Para o professor do departamento de Ciência Política da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Fernando Limongi, a peça é forte: "vê-se que Janot veio carregado de novidades pinçadas da delação de Lúcio Funaro. Não por acaso, no final da semana, o Planalto soltou nota de ataque ao caráter do doleiro".
 
Segundo ele, as informações de Funaro, que já caiu em más interpretações após as públicas ameaças e intimidações do delator, trazem informações inéditas que não devem ser ignoradas: o tripé da aproximidade entre Funaro e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e Michel Temer. Episódios de "ciumeira" teria apimentado conflitos nesta relação.
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O masoquismo renitente de (só uma) parte dos militares, por Fernando Brito

O masoquismo renitente de (só uma) parte dos militares

Por Fernando Brito

Do Tijolaço

As Forças Armadas – e suas escolas – produziram algumas das melhores inteligências deste país.

O Exército, desde cedo, solidificou a ideia da unidade nacional, mesmo num tempo em que o país, politicamente, era pouco mais que um amontoado de oligarquias provincianas e  um banco de inutilidades cortesãs. Agora, vê-se reduzido a um secretário de Segurança dizer onde deve colocar seus soldados como guarda da esquina.

A Marinha, nos últimos 40 ou 50 anos, foi o núcleo de nossa ciência nuclear, com um contingente de militares-cientistas dos quais o Almirante Othon da Silva, 77 anos, agora encarcerado por 43 anos (!), era um símbolo. Agora, vai ter os laboratórios de Aramar “invadido” por inspetores tradicionais, colocando plásticos pretos sobre os equipamentos que desenvolveu, enquanto junta moedas num esforço desesperado de manter o Pro-Sub, ainda na esperança de ter um submarino de propulsão nuclear, que pode ficar sem vir à tona por longos períodos, sem o que de nada serve num planeta coberto de satélites.

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A democracia e Poderes na visão de Montesquieu para entender política atual


Foto: Divulgação

Por Alberto Nasiasene

Não chegou até Montesquieu e ficou parado em Maquiavel 

Comentário à publicação "Sem um Estado forte, outro Poder mandará, por André Araújo"

O autor do artigo confunde Estado forte, com executivo forte. No meu entender, erro crasso, em se tratando do mundo político democrático e constitucional em pleno século XXI. É preciso ir muito além de Maquiavel e, pelo menos, chegar a Montesquieu e o Espírito das Leis que define a tripartite separação de poderes que o Brasil incorporou em sua cultura política republicana desde o final do século XIX.

Importante ressaltar que o executivo no presidencialismo constitucional que vivemos há décadas, de modo algum pode ser comparado com o Príncipe de Maquiavel. Além disso, não se pode esquecer que Maquiavel, que viveu no século XVI, estava exilado de sua cidade Estado (coisa que não temos em nosso contexto), Florença. Portanto, esta história de homem forte de um Estado forte confundido com o poder executivo, só uma única vez se concretizou, no livro de Maquiavel. Entretanto, é bom não esquecer que este livro foi escrito para bajular a família Médici (os detentores do capital financeiro desta casa italiana que fizeram o mecenato que é parte do Renascimento e dois papas; afinal, os Medicis eram os banqueiros que finaciavam o Vaticano, que, na época, dominava territorialmente todo o centro da Itália e nada se parece com o Vaticano de hoje).

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Maioria do STF vota por envio de denúncia de Temer à Câmara


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou pelo envio da nova denúncia contra o presidente Michel Temer à Câmara dos Deputados, de autoria do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mesmo com sete ministros votando contra suspender a peça, a decisão foi adiada e seguirá amanhã (21).
 
Relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, o ministro relator Edson Fachin iniciou a sessão posicionando-se contra o pedido da defesa do presidente Michel Temer. Ao proferir seu voto, Fachin entendeu que o Supremo só pode analisar a validade das provas ou qualquer questionamento sobre a denúncia após a Câmara dos Deputados autorizar a investigação.
 
A Constituição determina que acusações contra um presidente da República devem passar antes pelo crivo de pelo menos dois terços dos deputados antes de serem julgadas pelo STF. Até agora, a Corte entendeu que, como estabelece a Carta Maior, a pré análise compete à Câmara.
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Temer tem a pior avaliação de governo desde FHC, aponta CNT

Enquanto isso, o ex-presidente Lula aparece com vitória larga em todos os cenários à Presidência em 2018
 

Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer obteve a pior aprovação pessoal e de governo já registrada pela pesquisa CNT/MDA, desde 1998: 75,6% dos entrevistados avaliam de forma negativa a gestão do peemedebista. Outros 84,5% desaprovam o desempenho pessoal de Temer, também alcançando o recorde negativo histórico da avaliação, que é feita desde 2001.
 
Realizada entre os dis 13 e 16 de setembro, a pesquisa CNT/MDA consultou 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas, de todas as cinco regiões do Brasil, e tem 95% de nível de confiança, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
 
A pesquisa perguntou como a população enxergava a atuação de Temer na Presidência da República: a pergunta é feita desde o segundo mandato de Fernanrdo Henrique Cardoso. Até então, a ex-presidente Dilma Rousseff atingia o pior índice, de 70,9% em julho de 2015, valor superado agora por Temer, com 75,6%.
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Ao vivo: STF julga se Janot é suspeito e se provas da J&F são válidas

 
Jornal GGN - Acompanhe, ao vivo, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que define se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é suspeito e ficará impedido de investigar e denunciar o presidente da República Michel Temer.
 
Na mesma sessão, os ministros analisam se provas entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas. Neste momento, o ministro relator Edson Fachin está lendo o seu posicionamento, de que Janot não é parcial para investigar Temer.
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STF julga hoje se Janot é suspeito para denunciar Temer


Foto: Reuters
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estará impedido de oferecer uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e de inclusive investigá-lo. Os ministros julgam o caso em sessão desta quarta-feira (13).
 
Na sessão de hoje, os ministros da Suprema Corte ainda decidem se afastam Rodrigo Janot de todos os processos dos quais o mandatário peemedebista é investigado e, ainda, se as provas já entregues pelos delatores da J&F, incluindo o dono da JBS, Joesley Batista, são válidas.
 
Todos estes temas foram incluídos em recurso enviado pela defesa de Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que considera que já é "público e notório" que o procurador-geral "vem extrapolando em  muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa" e que, ao que "tudo indica", a motivação do procurador-geral ultrapassa a de um investigador chega a ser "questão pessoal".
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Economista Peter Temin mostra o subdesenvolvimento dos EUA

 
Sugerido por Jackson da Viola
 
Este é o nosso "sonho de consumo"?

Por Lynn Parramore

Do Institute for New Economic Thinking

EUA REGRIDEM E MAIORIA DE SUA POPULAÇÃO JÁ VIVE NO SUBDESENVOLVIMENTO

O novo livro do economista Peter Temin mostra que os EUA não são mais um país, mas um mundo político-economicamente separado

Traduzido por Edson Cunha

Você provavelmente já ouviu que o coração pulsante da América do pós-guerra, conhecido como classe média, está agora “sobrecarregado”, “espremido” ou “prestes a morrer”. Talvez você tenha ouvido menos sobre o que exatamente está surgindo em seu lugar.

No novo livro The vanishing middle class: predudice and power in a dual economy, Peter Temin, professor emérito de Economia no MIT, retrata a nova realidade de forma assustadora e indelével: os EUA não são mais um único país. Ele está se partindo em dois, cada um com recursos, expectativas e destinos muito diferentes.

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Antiga cabeça do PSDB, José Arthur Giannotti diz que partido morreu

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Amigo de Fernando Henrique Cardoso e apontado por anos como uma das referências intelectuais do PSDB, o professor de filosofia na USP e pesquisador do Cebrap, José Arthur Giannotti, afirma que a atual crise política vivida no país é pior do que o golpe do regime militar de 1964, e que o PSDB morreu.
 
"Quer que eu fale de defuntos? O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
 
Apesar de criticar duramente a oposição, defende que não existe mais "alguém como Lula para aglutinar todos" e lembrou que a divulgação do áudio de Aécio Neves com Joesley Batista "foi escandaloso". Tampouco poupou críticas ao atual prefeito de São Paulo, João Doria, que corre por um posto em 2018: "Ele é um bom comunicador, que se veste de gari e assim por diante. Até agora não vi ele provar ser um grande gestor", reduziu.
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Henrique Meirelles e o Consenso de Washington, por Samuel Pinheiro Guimarães

Henrique Meirelles e o Consenso de Washington

por Samuel Pinheiro Guimarães

O programa econômico do Senhor Henrique Meirelles, atual Ministro da Fazenda; ex-Presidente do BankBoston entre 1996 e 1999 e do FleetBoston Financial; ex-Presidente do Banco Central de 2003 a 2010, e, entre 2012 e 2016, Presidente do  Conselho de Administração da holding J&F, de Joesley Batista, é o Programa do Mercado.

É o programa desejado com ardor (e promovido com recursos) pelos banqueiros, rentistas, grandes empresários comerciais e industriais, grandes proprietários rurais, donos de grandes órgãos de comunicação, gestores de grandes fortunas, executivos de grandes empresas e seus representantes no Congresso.

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