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Temer diz que denúncia é "vingança" e insinua pagamentos a Janot


Foto: Marcos Corrêa - PR
 
Jornal GGN - Em pronunciamento planejado desde a noite desta segunda (26), quando o procurador-geral da República apresentou a denúncia contra Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, o presidente chamou a peça de "ficção", uma nova "teoria" do Código Penal, as "ilações", e acusou Janot de tentar com ela a "revanche, destruição e vingança".
 
Em ataques baixos, o peemedebista insinuou que Rodrigo Janot teria recebido recursos para acusar o presidente. Fez referencia ao ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público Federal (MPF) e passou a atuar no escritório de advocacia responsável pelo acordo de leniência do frigorífico JBS.
 
Indicou que Miller era muito próximo de Janot, um "assessor de confiança": "Talvez os milhões de honorários recebidos não fossem apenas ao assessor de confiança", acusou, fazendo ressalva em seguida: "mas eu tenho responsabilidade e não farei ilações. Tenho a mais absoluta convicção de que não posso denunciar sem provas".
 
Temer cobrou "provas concretas" da Procuradoria-Geral, afirmou que a acusação foi um "trabalho trôpego" e que nela "as regras mais básicas da Constituição Federal" teriam sido "esquecidas e jogadas no lixo, tripudiadas pela embriaguez da denúncia, que busca a revanche a destruição e a vingança".
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'Só MP pode fazer acordos de delação', defende Carlos Santos Lima

Procurador da Lava jato diz que Judiciário não pode substituir função do MP de realizar julgamento de conveniência e acordos 
 
Carlos Fernando dos Santos Lima Foto: Reprodução
Carlos Fernando dos Santos Lima durante uma coletiva para a imprensa Foto: Reprodução 
 
Jornal GGN - O procurador-Regional da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, que atua na força-tarefa da Operação Lava Jato defendeu em um artigo publicado neste domingo (25) na Folha de S.Paulo, intitulado "Uma questão de caráter", que somente o Ministério Público deve abrir acusações por crimes graves e fazer acordos de delação premiada, fazendo referência a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou válida o acordo de delação fechado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República. 
 
O procurador que recentemente ironizou a absolvição da mulher de Cunha, Cláudia Cruz, afirmando que o acontecimento se deu por um “coração generoso” do juiz Sérgio Moro, criticou a necessidade de reanálise sobre a legalidade do acordo fechado entre a empresa e a PGR, considerando que, com a ação dos ministros do STF, se "ofendeu os princípios da boa-fé, da confiança e da segurança jurídica", argumentando que a manutenção dessa estrutura preserva o sistema de freios e contrapesos previsto na Constituição.
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Antes de viagem, Temer tenta se proteger de acusações da PGR em vídeo

Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - O presidente Michel Temer adiantou-se de um posicionamento frente à denúncia contra o mandatário que a Procuradoria-Geral da República planeja enviar nos próximos dias ao Congresso. Com viagem internacional marcada para esta semana, Temer gravou um vídeo criticando Joesley Batista, o delator da JBS.
 
O vídeo será divulgado nesta segunda-feira (19), às véspoeras da viagem de quatro dias pela Rússia e Noruega. Sem citar diretamente o nome de Joesley, o presidente também indica tons de críticas à Procuradoria-Geral. A mensagem segue a linha da última divulgada no dia 12 de junho.
 
“Nas democracias modernas, nenhum poder impõe sua vontade ao outro. O único soberano é o povo, e não um só dos Poderes. E muito menos aqueles que, eventualmente, exerçam o poder”, afirmou, no vídeo publicado na última semana. 
 
Defendeu que a "ilegalidade" deve ser combatida, mas não pelos "justiceiros". "Na democracia, a arbitrariedade tem nome: chama-se ilegalidade. O caminho que conduz da justiça aos justiceiro é o mesmo caminho trágico que conduz da democracia à ditadura. Não permitirei que o Brasil trilhe esse caminho", completou.
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Relatoria especial para inquérito de Aécio deve aprofundar caso Furnas


Foto: Senado
 
Jornal GGN - O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), concordou que a acusação contra Aécio Neves (PSDB-MG) que traz como protagonista o articulador do esquema de Furnas não guarda relação com a Petrobras e, por isso, pediu sorteio do novo relator. A presidente da Corte, Cármen Lúcia, aceitou o pedido e o novo ministro a comandar o processo será Ricardo Lewandowski.
 
O caso era um dos cinco inquéritos contra o senador tucano afastado no STF, como desdobramento da Lava Jato, que foram abertas investigações a partir das delações premiadas da empreiteira Odebrecht.
 
A investigação que será relatada por Lewandowski apura o pagamento de vantagens indevidas e propinas, a pedido de Aécio Neves (PSDB-MG), para a sua campanha, para a do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), do ex-deputado Pimenta da Veiga (PSDB-MG) e do então deputado Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP-MG).
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TRF considera Trabuco inocente


Foto: LULA MARQUES/AGÊNCIA PT
 
Jornal GGN - O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, foi considerado temporariamente inocente pela segunda instância no âmbito da Operação Zelotes. A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) decidiu, por unanimidade, atender ao habeas corpus de Trabuco na investigação de esquema de corrupção junto ao Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), paralisando a ação.
 
Juntamente com outras noves pessoas, o presidente do Bradesco era acusado por jogo de influências e envolvimento com o grupo que corrompeu integrantes do Carf para tentar anular uma dívida junto à Receita Federal, no ano de 2014.
 
Trabuco era acusado de corrupção relacionada à compensação de créditos de PIS e Confis sobre juros de capital próprio e também relacionada à revisão tributária nos últimos cinco anos. Os investigadores levantaram provas, desde e-mails, apreensão de documentos, fotografias, cópias de mensagens entre os investigados, além dos depoimentos colhidos pela Polícia Federal.
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Com derrota, Benjamin defende que crimes foram comprovados sem Odebrecht


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O voto do ministro Herman Benjamin tem 550 páginas e ainda não foi concluído, o que deve ocorrer nesta sexta-feira (09). Mas o resultado já é claro: após três dias de julgamento, o relator pede a cassação da chapa presidencial de 2014, formada por Michel Temer e Dilma Rousseff. 
 
O ministro aplicou uma estratégia para concluir que houve crimes antes mesmo do uso de informações prestadas por executivos da Odebrecht nas delações premiadas e que foram testemunhas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Benjamin chegou à conclusão com declarações dos ex-executivos da Petrobras, como Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa, que explicaram o caminho da propina, e com provas levantadas pela Operação Lava Jato e requeridas pelo próprio partido autor da ação, o PSDB.
 
Acompanhe ao vivo:
Apenas nesta sexta que o relator começou a mencionar as provas dos marqueiteiros e da Odebrecht
 
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Fachin tentará provar competência sobre ação contra Temer em Plenário


Montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o ministro Edson Fachin permanece na relatoria dos casos referentes à delação da JBS, que envolve o presidente Michel Temer, pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. 
 
O caso já havia sido alvo de argumentações no despacho em que Fachin aceitou separar os julgamentos de Temer do de Aécio Neves (PSDB-MG). Naquele documento, o ministro do Supremo havia lamentado os pedidos de mudança de relatoria. 
 
Lembrando que casos mais complexos iriam a julgamento, de qualquer maneira, pelo Plenário do Supremo, Fachin disse que os pedidos mostravam "específica irresignação" dos investigados sobre os processos ficarem em suas mãos e que essa decisão era "indisponível ao interesse das partes", ou seja, que não competia a Aécio ou a Temer reclamarem esse pedido.
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Advogado de Lula é denunciado por serviços de advocacia e amizade com ex-presidente

 
Jornal GGN - A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras 12 pessoas no caso do sitio de Atibaia, no interior de São Paulo, dois dias após a entrevista concedida à TV norte-americana CBS News, com os procuradores da República defendendo as polêmicas da Lava Jato. O advogado de Lula, Roberto Teixeira, também foi alvo das acusações, ainda um dia após um encontro de advogados contra "a perseguição e a violação" dos investigadores.
 
 
Na denúncia, Roberto Teixeira aparece como acusado pela prática de lavagem de dinheiro. Para o advogado, a acusação é por "integrar a equipe de defesa do ex-presidente", por "com ele manter relação de amizade" e por "ter, como seu advogado, praticado exclusivamente atos inerentes à profissão, como representá-lo, bem como aos seus familiares, em ações judiciais".
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Aos EUA, Lava Jato escancara polêmicas e antecipa Lula como responsável


Moro no Wilson Center em Washington, EUA, em julho de 2016 - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - "A Operação Lava Jato é maior do que WaterGate?", perguntou o âncora norte-americano do programa "60 minutes", Anderson Cooper. "Muito, muito maior", respondeu o procurador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Assim começa a reportagem no canal de notícias CBS News, que foi ao ar neste domingo (21).
 
Na polêmica entrevista dos procuradores e do juiz Sergio Moro ao noticiário estadonidense, o magistrado do Paraná admitiu que usou a "style-plea bargaining" dos EUA (negociação de apelo pela barganha) para conseguir que alguns réus cooperem". "O juiz Moro e os promotores também estão dispostos a usar táticas controversas para combater o crime financeiro", completou o jornal.
 
Para que os norte-americanos compreendessem a Operação realizada no Brasil, o noticiário comparou ao famoso caso WaterGate, escândalo político dos anos 70 nos Estados Unidos que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.
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Como a JBS pagou os R$ 2 milhões a Aécio


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A pessoa escolhida por Joesley Batista, dono da JBS, para entregar R$ 2 milhões ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) narrou em detalhes como realizou o primeiro dos quatro pagamentos ao primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred. 
 
Ricardo Saud, diretor de relações institucionais e governo da J&F, grupo do qual pertence o frigorífico, é um dos delatores que descreveu aos procuradores da República as acusações contra o tucano, com base em provas e documentos. 
 
"O que estamos apresentando é um recall de todo o que aconteceu na campanha de 2014, de fatos ilícitos", assim introduziu Saud. "A gravação que tenho mais participação ativa foi do senador Aécio Neves com Joesley no Hotel Unique, em São Paulo, porque dela nós fizemos um ato contínuo e tivemos desdobramentos dela", seguiu.
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Governo pode usar novas delações da JBS para dissolver impacto

Michel Temer comemorando o impeachment de Dilma Rousseff - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - Após o terremoto provocado no nome do presidente Michel Temer e do senador e até então um dos principais aliados do governo, Aécio Neves (PMDB-MG), sendo ele responsável por grandes nomeações ministeriais e de segundo escalão, a delação da JBS traria ares incomuns no contexto da Operação Lava Jato e de sua repercussão na imprensa se não atingisse nomes do PT.
 
É nesse cenário que, apesar do choque provocado pela notícia de que o mandatário peemedebista deu aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara já preso, Eduardo Cunha (PMDB), os irmãos Wesley e Joesley Batista teriam também incriminado os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
 
A notícia veio à tona após as primeiras manchetes de O Globo e Estadão contra Temer e Aécio começarem a se dissolver. Já por volta das 19h desta quinta-feira (18), a revista Época foi a primeira a destacar: "JBS mantinha conta na Suíça com R$ 300 milhões em propina do PT".
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A conversa grampeada de Michel Temer

Em grampo, Temer mostra segurança que concluiria o mandato. "[Eduardo Cunha] cobrou, eu acelerei o passo e tirei da frente", disse Joesley a Temer sobre a propina, que concordou: "Tem que manter isso"
 

Jornal GGN - O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo do grampo entre o presidente Michel Temer e o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista. Na conversa, Temer afirma que "se não tivesse apoio do Congresso, estava ferrado" e dizia estar seguro do término de seu mandato: "cabe recurso no TSE [Tribunal Superior Eleitoral, onde tramita o processo de cassação da chapa Dilma e Temer] e Supremo, aí já terminou o mandato."

Também no diálogo, o mandatário mostrou-se nitidamente preocupado com as perguntas enviadas pelo ex-deputado Eduardo Cunha a ele, no processo da Operação Lava Jato que incrimina o ex-presidente da Câmara. "O Eduardo resolveu me fustigar, Moro indeferiu 21 perguntas dele", afirmou.
 
Após ser informado sobre o pagamento da mesada ao ex-deputado, Michel Temer diz claramente: "Tem que manter isso". Joesley disse que estava "de bem" com Cunha, que fez "o máximo dentro do possível" e que zerou "qualquer pendência daqui para ali". "Ele [Cunha] foi firme, veio, cobrou, eu acelerei o passo e tirei da frente", descreveu assim o empresário sobre o repasse ao parlamentar para a compra de seu silêncio.

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Aécio ofereceu contrapartida aos R$ 2 milhões, mostra delator

Foto: Marcello Casal JR/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Quando se encontrou com Joesley Batista, o dono do frigorífico JBS que revelou em grampos e delação premiada as acusações que geraram a maior crise do governo, o senador tucano Aécio Neves chegou a oferecer ao empresário a nomeação de um diretor da Vale.
 
Nesta conversa, Aécio pediu R$ 2 milhões para supostamente pagar honorários advocatícios de Alberto Toron para sua defesa na Operação Lava Jato, mas o dinheiro acabou entrando na conta de empresa da família do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do tucano.
 
O encontro ocorreu no dia 24 de março, segundo a gravação de Joesley, no Hotel Unique, em São Paulo. Em um dos quatro pacotes de cédulas que juntas somavam os R$ 2 milhões, os investigadores colocaram chips, que emitem sinais e permitem o monitoramento do caminho efetivo do dinheiro. Na conversa com Joesley, Aécio indicou seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, chamado no diálogo de Fred, que já foi diretor da Cemig e um dos coordenadores da campanha presidencial de Aécio em 2014.
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STF não prende Aécio, que diz que pedido de R$ 2 mi foi empréstimo pessoal


Foto: Roque de Sá/Agência Senado
 
Jornal GGN - A Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot, solicitou a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas o ministro relator do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou a prisão ao tucano. Em meio à crise, o PSDB escolheu o deputado Carlos Sampaio (SP) para a Presidência Nacional da sigla. E Aécio disse que R$ 2 milhões foram "pessoais".
 
Aécio foi impedido apenas de exercer as funções de senador, não sendo afastado do mandato oficial. Na decisão, Fachin impôs duas medidas cautelares ao tucano: a proibição de deixar o país, entregando seu passaporte, e de contatar qualquer outro réu ou investigado no processo relacionado à acusação da JBS.
 
Mas o ministro negou o pedido de prisão do senador e decidiu não levar para o Plenário do Supremo a discussão sobre o assunto. De acordo com informações do gabinete de Fachin, a negativa pode ser revertida apenas se a Procuradoria-Geral da República entrar com um novo recurso contra a decisão do ministro, e então o caso seria levado ao voto de todos os ministros.
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Temer tentará abafar crise, mas é convencido a fazer pronunciamento


O encontro grampeado do dono da JBS com Temer ocorreu logo após a ida de Temer ao aniversário de 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat, onde se reuniu com outros políticos e figuras públicas - Montagem: Pragmatismo Político
 
Jornal GGN - Na maior crise que atingiu o governo de Michel Temer, com a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelo mandatário grampeada, o peemedebista entendeu que a tentativa de "abafar" os fatos não dará certo desta vez, antecipa como uma das primeiras respostas que não irá renunciar e planeja um pronunciamento oficial nesta quinta-feira (18).
 
A repercussão da que se tornou a mais drástica delação premiada até hoje da Operação Lava Jato, pelas mãos do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, mostrou a Temer que suas anteriores tentativas de ignorar as polêmicas que atingem seu governo, seus aliados e sua equipe ministerial não surtirão efeitos.
 
No dia seguinte à divulgação da acusação de que o atual presidente deu aval e concordou com a compra do silêncio de nada menos do que Eduardo Cunha (PMDB), deputado cassado e preso na Operação Lava Jato, Temer cancelou sua agenda oficial e marcou uma reunião de urgência com ministros e aliadosentre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-geral da Presidência).
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