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Ao vivo: CCJ quer votar hoje segunda denúncia contra Temer


Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara segue com o debate sobre o relatório alternativo do deputado tucano Bonifácio de Andrada (MG), que pede o engavetamento da segunda denúncia contra Michel Temer.
 
Na manhã desta quarta (18), os deputados pretendem terminar as discussões, de 15 minutos para cada parlamentar da Comissão, e votar ainda hoje o parecer, a tempo de que na próxima semana o Plenário possa votar a denúncia.
Sem votos

Interesses de se prolongar a denúncia de Temer, por Kennedy Alencar


Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Jornal GGN - Se antes o presidente Michel Temer preferia que as denúncias que chegassem contra ele na Câmara dos Deputados, como consequências dos avanços da Operação Lava Jato, fossem analisadas e derrubadas o quanto antes, agora a estratégia é outra. A segunda denúncia enfrenta cenário distinto: sem muita margem para negociar com os parlamentares por tantas emendas que já foram liberadas, e cargos que já foram ocupados até último escalão, a estratégia é prolongar o julgamento da denúncia, sem muito espaço a novidades, abafando-a e matando-a gradualmente.

Foi o que trouxe o GGN nesta segunda-feira, na reportagem "Base agora vê cenário positivo em desmembrar denúncia de Temer". Já em sua coluna desta terça, Kennedy Alencar ressalta os diferentes interesses dos deputados em prolongar o caso: "O interesse de partidos do centrão é pressionar o Palácio do Planalto para obter mais benesses, cobrando novamente uma conta alta. (...)  Para a oposição, uma análise prolongada serve de palco para desgastar mais o governo."

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Denúncia traz relações inéditas de Temer, por Fernando Limongi


Foto: Carolina Antunes/PR
 
Jornal GGN - Que o presidente Michel Temer seria absolvido pela Câmara dos Deputados pela segunda vez, ao engavetar a denúncia por obstrução à Justiça e organização criminosa, não era novidade. Mas o noticiário e a opinião pública vêm favorecendo a discrição e o silêncio das acusações, trocando os papéis: Procuradoria-Geral da República vira investigado e cúpula do governo Temer julgador. 
 
Para o professor do departamento de Ciência Política da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Fernando Limongi, a peça é forte: "vê-se que Janot veio carregado de novidades pinçadas da delação de Lúcio Funaro. Não por acaso, no final da semana, o Planalto soltou nota de ataque ao caráter do doleiro".
 
Segundo ele, as informações de Funaro, que já caiu em más interpretações após as públicas ameaças e intimidações do delator, trazem informações inéditas que não devem ser ignoradas: o tripé da aproximidade entre Funaro e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e Michel Temer. Episódios de "ciumeira" teria apimentado conflitos nesta relação.
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Base agora vê cenário positivo em desmembrar denúncia de Temer

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - Além da estratégia de utilizar os argumentos levantados na CPMI da JBS para engavetar a segunda denúncia por obstrução à Justiça e organização criminosa, o presidente Michel Temer e sua cúpula alvo, entre eles os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) agora estudam dissolver a peça.
 
O objetivo é desmembrar a segunda denúncia que foi remetida à Câmara dos Deputados, diluindo e prolongando, assim, o andamento das sessÕes. Inicialmente, a ideia havia sido negada pelo Planalto, considerando que quanto mais tempo a peça permanecesse sem resolução final, pior para a imagem do presidente.

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Temer prepara três frentes de ataque a Janot e autodefesa de nova denúncia


Foto: Reprodução de vídeo
 
Jornal GGN - Na reta final para a saída de Rodrigo Janot da Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer pretende enterrar junto com o mandato do procurador a credibilidade de suas investigações, ressaltando nesta última semana os erros e polêmicas da Operação Lava Jato e do acordo de delação premiada de executivos da JBS.
 
Nessa linha, a primeira estratégia é de se autodefender antes mesmo da remessa de uma segunda denúncia pela PGR à Câmara dos Deputados. Para isso, Temer pretende fazer um pronunciamento político, subindo o tom de críticas a Janot. 
 
Em segundo plano, no meio jurídico, Temer seguirá atuando para derrubar a delação, tanto da JBS, quanto de Lúcio Funaro, por meio de possíveis irregularidades detectadas na coleta desses indícios, alegando uma suposta falta de amplo direito de defesa pela omissão de acusações que só apareceram depois, e por possíveis medidas de Janot e/ou auxiliares dentro do MPF que teriam incitado o fechamento do acordo, com ainda possíveis benefícios a procuradores, além dos próprios delatores, conforme o GGN revelou aqui.
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Procurador deve levar irregularidades e bastidores de acordo da JBS à CPMI

Novos capítulos do caso Miller e Ângelo Villela são revelados. Mas interesse de políticos em derrubar credibilidade de Janot fazem caso parar em CPMI
 

Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, senador Romero Jucá e procurador Angelo Goulart Vilella - Foto: ANPR
 
Jornal GGN - Há três meses, eram noticiadas as primeiras suspeitas sobre a atuação do ex-procurador Marcello Miller no acordo de colaboração premiada dos executivos da JBS, com o indicativo de dupla atuação na cadeira de advogado enquanto ainda não era oficialmente exonerado da Procuradoria da República.
 
Em pleno ápice das divulgações dos depoimentos e gravações de Joesley Batista, dono da JBS, e do diretor da J&F Ricardo Saud, o nome de outro procurador integrante da Operação Lava Jato era arrolado e encarcerado: Ângelo Goulart Villela.
 
Ele foi acusado de repassar informações privilegiadas à JBS, em troca de recebimento de propina. No início de junho, o jornalista Andrei Meireles publicava coluna em Os Divergentes informando que Villela, recém preso, estava "mandando recados": "ele não seria o único do time da JBS. Teria colegas a entregar em uma delação premiada".
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Denúncia contra o PT é tentativa da PGR de retomar credibilidade no dia seguinte


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Claramente uma tentativa de desviar o foco pós acidente dos áudios de Joesley Batista arrolando procuradores da República e Rodrigo Janot em quase um esquema para o acerto dos acordos da JBS, Janot viu o fim do mandato se acercando, e se o resultado de uma nova denúncia contra Temer vem sendo o de fracasso, decidiu despachar de última hora a denúncia contra Dilma Rousseff, Lula e petista por "organização criminosa".
 
"A denúncia apresentada nesta terça-feira (5/9) pela Procuradoria Geral da República parece uma tentativa do atual procurador-geral de desviar o foco de outras investigações, que também envolvem um membro do Ministério Público Federal, no momento em que ele se prepara para deixar o cargo", pontuou em nota o Partido dos Trabalhadores.
 
São acusados junto com os ex-presidentes da República, os ex-ministros Antonio Palocci, Paulo Bernardo e Guido Mantega; os ex-tesoureiros do PT, Edinho Silva e João Vaccari Neto, e a senadora Gleisi Hoffmann.
 
A peça de 230 páginas tenta convencer que os 14 anos de mandatos de Lula e Dilma foram estabelecidos com base em uma grande organização criminosa, tendo como uma das repercussões o esquema de corrupção deflagrado na Petrobras. Lula, Dilma e os ex-ministros não detêm de foro privilegiado. Mas em um aceno de suposta isonomia, Janot pede que eles sejam investigados na Corte Suprema, tendo consciência de que seus casos podem e devem retomar à primeira instância.
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Acerto em delação de Funaro atrasa denúncia de Temer na Câmara


Foto-montagem: Brasil247
 
Jornal GGN - A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu recuperar o acordo de delação premiada de Lúcio Funaro, considerado o principal operador financeiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outros peemedebistas. O acordo foi ajustado sobre a cláusula que trata de improbidade administrativa. A demora pode afetar o envio da denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados.
 
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), havia pedido aos procuradores da República que fizessem o ajuste no acordo, que tramita em segredo de Justiça. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a delação foi devolvida pela PGR nesta quinta-feira (31).
 
Agora, Fachin precisará analisar as modificações feitas por Janot antes de homologar o conteúdo. Nos bastidores, correm informações de um possível risco de perda da delação, o que prejudiciaria as acusações contra Cunha e alguns peemedebistas, inclusive o próprio presidente da República, Michel Temer e seus auxiliares.
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Bendine é denunciado por "intenção" de favorecer Odebrecht

Aldemir Bendine foi acusado de exigir R$ 17 milhões em propinas e receber R$ 3 milhões destes pela Odebrecht para interesses que não foram cumpridos
 

Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), na Operação Lava Jato. Bendine foi acusado de exigir R$ 17 milhões em propinas da Odebrecht e ter recebido R$ 3 milhões, em 2015, enquanto ocupava a Presidência da estatal, em troca de favorecer nos interesses da empreiteira junto a contratos. A peça, entretanto, contradiz ao apresentar supostas provas do favorecimento, indicando depois que Bendine "recuou" do propósito. 
 
Preso no dia 27 de julho na Operação Cobra, 42ª fase da Lava Jato, o ex-presidente do Banco do Brasil foi denunciado por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, embaraço à investigação e organização criminosa, juntamente com os empresários Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, os operadores André Gustavo e Antonio Carlos Vieira da Silva e o doleiro Álvaro Novis.
 
A denúncia do MPF sustenta que o ex-presidente da estatal solicitou propina à Odebrecht pouco antes de assumir o cargo, junto à Marcelo e Fernando Reis. Em troca, a empreiteira teria seus interesses facilitados na Petrobras, como o desbloqueio de novas contratações da companhia, após o início das investigações da Lava Jato.
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Temer desmoraliza Janot para obter mais uma vitória na segunda denúncia

Expetativa é que a segunda acusação da PGR contra o mandatário seja enviada nos próximos dias
 

Foto: Marcos Correa/PR
 
Jornal GGN - Os ataques de Michel Temer contra Rodrigo Janot, procurador-geral da República e autor da denúncia contra o mandatário na Operação Lava Jato, só irão aumentar nos próximos dias. Isso porque a expectativa é que a segunda peça de acusação seja enviada à Câmara em breve.
 
O movimento de Temer já contou com a adesão de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, mas de forma isolada no Judiciário, enquanto que associações se mobilizam em defesa do procurador.
 
Por isso, o mandatário espera angariar apoio e, do outro lado, inferir sobre Rodrigo Janot, em tentativa de desmoralizar publicamente a peça e fixando a imagem de que o procurador-geral atuaria como uma perseguição ao presidente. Para a atuação, conta com o seu advogado, o criminalista Antonio Claudio Mariz, que encabeçara a briga a nível judicial.
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Com fim da era Aécio e Temer, sem saída, revista detalha propinas

Reportagem de Época insere-se no contexto de mudança drástica de editoriais da imprensa em ritmo de sobrevivência e adaptação, com os inegáveis esquemas envolvendo PMDB e PSDB
 
 
Jornal GGN - O primo de Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, foi a ponte usada pelo senador para retirar R$ 2 milhões ilícitos acordados com o dono da JBS, Joesley Batista. Em ação similar também foi a entrega de outros R$ 500 mil destinados ao presidente Michel Temer, por meio do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. A mala preta com rodinhas deste último e a de Fred, como é chamado o empresário e familiar de Aécio, contendo a segunda parcela de R$ 500 mil ao tucano foram registradas por fotografias da Polícia Federal, após as apreensões.
 
Ambas as entregas foram realizadas em ações controladas pelos delegados da PF, com o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Apesar de algumas imagens das mochilas contendo notas de R$ 50 e R$ 100 já terem sido divulgadas, pelos relatórios das investigações e à imprensa, a revista Época publicou novas fotografias, nesta sexta (04).

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Leitura contra a denúncia de Temer será feita hoje na Câmara


Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - O recesso parlamentar chegou ao fim e logo no primeiro dia de atividades a Câmara realiza a leitura do parecer da denúncia contra Michel Temer. A sessão que coloca o mandatário na berlinda está marcada para começar às 14h desta terça-feira (1º). O parecer lido será o da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, pela absolvição do presidente, com o arquivamento da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por corrupção passiva.
 
O parecer alternativo é do deputado tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), aprovado em julho por 41 votos contra 24, que indefere, ou seja, arquiva a Solicitação para a Instauração de Processo (SIP) contra Temer. A posição defendida significa que o caso sequer chegará ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise.
 
Isso porque se um presidente da República é acusado por crime comum, como o caso em questão de corrupção passiva, o julgamento só chega à Suprema Corte se a maioria do Plenário da Câmara aprovar. Por isso, o próprio presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos aliados de Temer mas também cotado como possível sucessor do peemedebista, vem insistindo em todo o recesso parlamentar para que a maioria dos parlamentares estejam presentes na sessão.
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Temer vai garantindo folga para absolvição da denúncia na Câmara


Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - A vitória de Michel Temer na Câmara dos Deputados já está quase garantida, segundo interlocutores e aliados do mandatário na Casa. Em placares realizados pelo Estadão e pela Folha de S. Paulo, são pelo menos 186 votos a favor do envio da denúncia contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo menos 94 contra.
 
Ao todo, são necessários 342 votos de deputados para que Temer possa ser processado pelo Supremo, o que ainda é um cenário aparentemente inconclusivo. Sabe-se, por outro lado, que o mandatário mobiliza as lideranças e alianças que têm para que parlamentares não retrocedam do apoio e garantam a sua absolvição direta.
 
Segundo o Painel da Folha desta quarta-feira (26), o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se apresentava como um dos principais beneficiários da eventual queda de Temer e mostrava sinais de dissidências frente ao contexto de fidelidade absoluta ao governo atual, admite a vitória.
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Lobista acusa Renan, Jader e Aníbal Gomes de receber R$ 11,5 milhões de propinas


Renan Calheiros e Jader Barbalho - Foto: Ana Volpe/Agência Senado
 
Jornal GGN - Os senadores Renan Calheiros (PDMB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA) e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) teriam recebido um total de R$ 11,5 milhões de propinas por manterem o apoio de Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró na direção da Petrobras, entre 2005 e 2006. O repasse teria sido intermediado pelo lobista Jorge Luz, que prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, nesta quarta-feira (19).
 
Em um dos principais eixos de investigação desde 2015, quando a Operação Lava Jato chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), o esquema de corrupção envolvendo contratos de compra e operação de navios-sonda pela Petrobras mirava caciques do PMDB. 
 
A tese era a de que a influência do partido, por meio de seus parlamentares, para garantir o apoio de nomes junto às principais diretorias da Petrobras, retornaria em parcelas de propinas para financiar campanhas eleitorais. Nessa linha, Renan, Jader e Aníbal entrariam como beneficiados, segundo o lobista.
 
Jorge Luz afirmou ao juiz Sérgio Moro, em depoimento, que o esquema específico datava do fim de 2005 e início de 2006. Os peemedebistas precisavam manter o apoio a Costa e Cerveró que, por sua vez, teriam ajudado a concluir a negociação junto a Samsung para a construção do navio Petrobras 10.000. E os parlamentares teriam recebido R$ 11,5 milhões.
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Para evitar ida de Lula a Curitiba, Moro pede para interrogá-lo em vídeo

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro vai interrogar Lula novamente, mas agora em processo que envolve suposto pagamento de propina feito pela Odebrecht em favor do ex-presidente. Depois de condenar o petista no caso triplex, Moro quer evitar um contato presencial e pediu à defesa de Lula para fazer a audiência por videoconferência, no dia 13 de setembro, às 14h.
 
A desculpa do magistrado, segundo despacho proferido nesta quinta (20), é que a presença de Lula em Curitiba geraria "gastos desnecessários" com segurança pública. Na audiência do triplex, todo um aparato foi montado com ajuda da Polícia Militar.
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