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Xadrez da saudade de Lula

Peça 1 – a nostalgia de Lula

Como era previsível, há total incapacidade das forças que planejaram o golpe em montar qualquer projeto minimamente competitivo para 2018.

Não há uma estratégia para superar a crise econômica, mas apenas um projeto ideológico de desmonte do Estado de bem-estar.

O chamado mercado pouco está se lixando para as consequências futuras desse desmonte. Conseguiu-se uma maioria pontual para alterações na Constituição e é o que basta para despertar o espírito animal dos empresários. Demanda, desemprego, instabilidade política são detalhes irrelevantes para esses cabeças de planilha.

Têm-se, então, a seguinte anti-fórmula política dos grupos de poder:

1.     Um modelo cujo caminho para o paraíso consiste na eliminação de direitos sociais, deterioração dos serviços públicos e desmonte das políticas industriais.

2.     A não entrega do combinado: a recuperação da economia. Sequer a elaboração de uma utopia qualquer, capaz de dar sobrevida ao arrocho.

Por outro lado, a intensa campanha negativa da mídia logrou apagar da memória recente da opinião pública os anos de glória do segundo governo Lula. Com o aprofundamento da crise e a ampla incapacidade dos grupos de poder de recriar o sonho, já está havendo uma volta das lembranças dos anos dourados. A ofensiva contra a Lava Jato desnudará de vez a hipocrisia nacional.

O novo discurso de Lula, que estreiou no congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, é matador. Relembra os tempos de glória, as políticas bem-sucedidas, a maneira como derrotou a crise de 2008, tudo isso temperado com a retórica popular de falar diretamente para o trabalhador, sobre a importância do trabalho, da estabilidade em casa etc.

Ontem, no Valor Econômico, uma consultoria política apontava como novo fenômeno a nostalgia da era Lula.

Relembrando as imagens sobre Mohamed Ali, só haveria duas maneiras de parar Lula: no tapetão ou à bala. Mas não é apenas ele que está conseguindo produzir um discurso consistente. Nem esse discurso apagará a polarização que contaminou a vida nacional.

Peça 2 – o projeto desenvolvimentista

As esquerdas, em geral, se perdem em um conjunto de indefinições sobre o papel do mercado, os limites de atuação do Estado, as formas de relacionamento com o meio empresarial, a própria postura internacional do país.

Mas, no essencial, já existe um diagnóstico claro de país, sobre o papel das políticas públicas, das políticas industriais e sociais, da diplomacia, em dois discursos quase similares: o de Lula e o de Ciro Gomes. Todas as ideias já estão aí, muitas delas aprovadas e comprovadas. O único trabalho é consolidá-las em uma proposta de campanha.

Há duas diferenças:

1.     Ciro é candidato de confronto, Lula, da conciliação.

2.     Ciro avança em um tema central, mas que ainda é tratado como tabu por Lula: a política monetária com o peso dos juros. Mas Lula tem o acervo de políticas bem-sucedidas e, principalmente, a grande vitória sobre a crise de 2008.

Ciro consegue produzir uma defesa articulada da política do confronto, como única saída para a democracia brasileira.

O maior argumento de Ciro reside na maneira como a mídia e o sistema se comportaram esses anos todos, afastando qualquer veleidade de pactos nacionais, bem comum e outros temas que habitam cabeças idealistas – não a fria lógica de negócios dos grupos de mídia.

A retórica só não basta, se não respeitar a correlação de forças. No entanto, os abusos da camarilha de Temer, a absoluta insensibilidade da política econômica, em breve produzirão efeitos concretos.

É fácil impingir à opinião pública a ideia da PEC 55, a lógica de dona de casa do ajuste fiscal – tão ao agrado do Ministro Luís Roberto Barroso - os argumentos sobre o déficit da Previdência e outros chavões. São questões conceituais de difícil compreensão – como era a PEC 37, que selou a parceria Globo-MPF. Ou mesmo as Dez Medidas em que apenas 10 entre cada 10 mil apoiadores têm noção mínima sobre seu significado.

A hora da verdade estreiará quando essas medidas começarem a produzir efeitos concretos, no desmonte da saúde, educação e segurança, e na ampliação da crise fiscal dos Estados.

A greve da PM do Espírito Santo é um ensaio. A ela, se seguirão greves de várias categorias em todos os estados do país, porque os gênios que comandam a política econômica não tem a menor sensibilidade sobre o nível de stress que se pode impor à economia.

A aposta de Ciro é que, nesse grau de descrédito, haveria condições de atrair setores relevantes em torno do discurso de um projeto nacional que conferisse ao presidente eleito poder suficiente para superar a frente antidemocrática composta pela parceria mídia-Ministério Público.

Mesmo porque, a Lava Jato e a perseguição implacável da mídia comprometeram enormemente um grande ativo nacional: as qualidades de Lula como pacificador.

Peça 3 – o desenho partidário

Embora seja ainda o partido de esquerda com melhor musculatura, dificilmente o PT conseguirá manter o protagonismo. Hoje em dia, provavelmente é o maior obstáculo ao entendimento.

O partido entrou em uma armadilha fatal: o poder continua ferreamente enfeixado nos quadros que se elegeram pelo sistema político atual e que dependem, para sua sobrevivência, dos instrumentos tradicionais de poder fisiológico.

No Senado, a melhor aposta de renovação – o senador Lindbergh Faria – foi deixado de lado na liderança das oposições, trocado pelo acomodamento de Humberto Costa.

Em São Paulo, um deputado estadual que ousou exigir da bancada uma tomada de posição, terminou afastado. O que ele pretendia era um exercício simples de oposição: dificultar a aprovação das contas do governador Geraldo Alckmin, para poder trocar o apoio por projetos de lei apoiados pelo partido. Os donos do partido na Assembleia não apenas deram a Alckmin o que ele pediu, como afastaram os que pressionavam o partido a praticar a oposição. Tudo isso em troca de cargos na mesa da Assembleia Legislativa no qual pudessem abrigar correligionários.

Na Executiva nacional, adiou-se para julho as próximas eleições e não há nenhum sinal de que se abrirá para uma renovação. Cada sopro de ideia nova é visto como ameaça às velhas lideranças. Não se aproximam de sindicatos, de movimentos sociais, da militância digital, da academia.

Se não se aceitam nem novos quadros do próprio partido, como esperar que tenham confiabilidade para administrar uma frente partidária?

O caminho mais racional seria uma frente de governadores progressistas, que pairasse além das paixões partidárias e do burocratismo dos partidos políticos.

A estruturação da frente será o primeiro grande desafio da oposição. E um desafio que somente conseguirá ser vencido se Lula cair de cabeça na tarefa.

Peça 4 – a era da imbecilidade

O grande desafio pela frente será o confronto entre um projeto nacional racional e a era da imbecilidade – as simplificações grosseiras que dominam os principais poderes da República, nessa era dos factoides midiáticos, e que foram agravadas pela disseminação das redes sociais.

As redes sociais criaram dois fenômenos paradoxais.

Um, a falência dos modelos tradicionais de mídia com a desorganização do mercado de informações. Outro, o aumento desmesurado do poder relativo das mídias dominantes, especialmente a concentração midiática nas mãos da Globo e da total incapacidade de contraponto pelos grupos concorrentes.

O quadro hoje em dia é o retrato acabado da mediocrização da vida pública nacional em todas suas dimensões:

1.     A desorganização do mercado de informações com o aparecimento de todo tipo de fontes noticiosas, naquilo que se batizou de pós-verdade, cujo principal agente são justamente os grupos de mídia.

2.     O aumento substancial da influência da informação sobre o dia-a-dia das pessoas. Antes, os jornais impactavam seus leitores uma vez por dia. Agora, as redes sociais impactam várias vezes por minuto.

Na era das redes sociais, toda disputa política tornou-se essencialmente midiática e cada vez mais pelas redes sociais. O excesso de informação acabou trazendo uma imbecilização de toda forma de pensamento. Como, por exemplo:

Imbecilidade 1 – a ideia de que as demandas das corporações são contra os direitos do cidadão.

O governador capixaba Paulo Hartung saiu-se com essa, na entrevista à Folha. Ao lutar por seus direitos, as corporações iriam contra os direitos dos cidadãos.

Há evidentes abusos em corporações públicas de ponta, como ocorre com o Judiciário e diversos Ministérios Públicos estaduais. Com esses, não se mexe. O arrocho continuado é em cima das profissões diretamente prestadores de serviços aos cidadãos, como educaçãoo, saúde e segurança.

Em nenhum país do mundo, em nenhuma empresa organizada, a precarização do emprego produziu melhora no atendimento. Só um país de botocudos para consagrar esse princípio de que cortando rendimentos e despesas se melhora o serviço público.

Imbecilidade 2 – a ideia de que a destruição de empresas nacionais promoverá um novo renascimento empresarial.

Antes, essa tese era brandida apenas por servidores de baixo nível hierárquico ou de formação intelectual precária – como os procuradores da Lava Jato, presidentes de associação de delegados e de associação de procuradores.

Soube dia desses que faz parte do ideário do Procurador Geral da República Rodrigo Janot: se destruir as empresas atuais, imediatamente florescerá uma nova economia eficiente. É o que explica a irresponsabilidade, para com o país, da destruição da Odebrecht e de outras empreiteiras investigadas pela Lava Jato.

Ou seja, o país da banana nanica tem um Procurador Geral de baixíssimo nível intelectual, sem o menor conhecimento sobre os processos de construção de conhecimento, de desenvolvimento de tecnologias, de geração de valor pelas empresas.

Imbecilidade 3 – a ideia de que será possível congelar por 20 anos o orçamento público e desse arrocho nascerá a virtude que despertará o espírito animal dos empresários.

Juristas que defendem essa excrescência, como o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstram uma ignorância abissal sobre processos sociais e políticos.

Aliás, esta semana o jurista Lênio Streck produziu um diagnóstico arrasador sobre como a cultura do manual se apossou do Judiciário, permitindo a consagração de autores como Alexandre de Moraes (https://goo.gl/p2WYD0).

A mediocrização dos poderes, o rebaixamento intelectual não poupou nenhum poder, embora nenhum se rivalize com o baixo nível da Câmara.

No fundo, a grande disputa de 2018 será não apenas conseguir desenhar um projeto de país viável, como enfrentar o imbecil coletivo, a ditadura do senso comum, que se apossou dos principais poderes da República.

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dja

Legislativo e antipolítica

LEGISLATIVO

 A estória é sempre a mesma: o lulismo estabeleceu-se através de um sistema político viciado; o povo brasileiro acreditou que era classe média; político é bandido; blá blá blá ...

No meio dessa balbúrdia político-social, que individuo se habilita em rever sua própria análise da política?

 A crise do povo brasileiro é de si próprio, no entanto, a desgraça é sempre sinônima de uma sigla partidária rifada pelo próprio cidadão nas eleições para cargos do legislativo, sem o consentimento destes, nenhum presidente prospera.

 

ANTIPOLÍTICA

O grupo Lava Jato sabe que a maioria da população brasileira não conhece E. Padilha, M. Franco, Geddel V. ou R. Maia, por isso, mesmo que estes forem condenados por algum crime, não saciam a íra da besta.

 Não obstante, os justiceiros vão ter que oferecer como moeda de troca, um nome tucano, à condenação branda de Lula, é aí em que, o famoso, Aécio deve se preocupar, e muito.

Quanto a Temer, decerto, vai amargar um ostracismo penal após 2018, mas por muitos anos será lembrado pela presença de seu filho Moraes.

 

 

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Cassino Brasil: Odebrecht redistribui cartas no "golpe no golpe"


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Os procuradores,juízes e

Os procuradores,juízes e ministros do STF,alguns,  imaginam  ou creem ,que o" principio da queimada",aplica-se na  reconstrução  das empresas de alta tecnologia,aniquilando-as, e, ai,sob a  brasa fria ou morna,renascerá  essa fênix tão decantada,depurada pelo fogo,livre do pecado original.  Íntegro,probo,casto,honrado esse é o empresário que emergirá desse processo higienista. Nova crença exige novos pregadores....

 

 

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snaporaz

Lula / Ciro

Aquele que ganhar, deve destruir a globo

se não o fizer, será destruido.

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Francisco Fabio

LULA E CIRO

Se houver eleições em 2018 (oh dúvida que me atormenta!) e se o Lula resistir a este cerco insano contra ele, teremos chances de nos recuperar. Minha opinião é:

-LULA GANHA NO 1º turno, mas tem que ter um plano de país bem feito para poder avançar e impor uma regulação da mídia que evite não a discordância que, para mim é sagrada, mas para evitar o domínio de uma voz pelo domínio econòmico. Participante de uma rede tem que ter no mínimo 50% de participação com produção local.

-CIRO não tem possibilidade sozinho. Mas acho que ele sendo inicialmente um vice do LULA, já combinado o apoio do LULA em uma eleiçao seguinte, ele teria grandes possibilidades de praticar um bom governo. Ele como vice, mas tendo uma função importante no dia a dia do governo terá um grande aprendizado para controlar a boca, seu grande defeito.

Penso que, pela a idade e já ter firmado um alto conceito, não só no Brasil, mas no mundo LULA  não pensava nesta empreitada. Está indo para o sacrifício. Mas ele, com suas ideias que, modestia a parte, eu comungo em um só período de governo, colocará o Brasil nos eixos. Ciro herdaria um país organizado.

Tenho uma certeza comigo. O BRASIL POUCO PRECISA DO MUNDO, MAS O MUNDO PRECISA MUITO DO BRASIL Vencendo esta desigualdade gritante, voaremos alto.

 

Fabio Colares

 

 

 

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Assim dizia o Brizola

Já dizia o Velho Brizola que a primeira coisa que faria se eleito seria cassar a concessão da Rede Vênus.

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Ze Guimarães

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Junior Sertanejo

Como sempre,não faço

Como sempre,não faço comentarios sobre  aquilo que Luis convencionou chamar de Xadrez.Me permito a observações.A elas.Começo a perceber que o termo "Xadrez" já dá os primeiros sinais de cansaço.Por que Xadrez da Saudade de Lula?O que menos se falou ao do longo artigo,foi sobre a figura de Lula.De raspão,saiu-se um Lula conciliador.Isso eu sei desde que o capeta era menino.O artigo se encaixa mais para "A Hora de Ciro" de que "Saudades de Lula".Erra o autor quando coloca o PT como entrave.A esta altura do campeonato,não existe PT,existe Lula.O protagonista das eleições,ou não,recairá sobre a figura de Lula,seja em que direção for.A contragosto,começo a notar uma certa fixação de Luis sobre a figura do Ministro Barroso.Mesmo tendo mil razões,não comporta tal procedimento para um jornalista do quilate de Nassif.Desfoca o jornalista,induzindo parecer alguma coisa de pessoal.Antes que anoiteça,bom que se coloque,acho que o Ministro Barroso foi apanhado na pratica do atentado violento ao pudor juridico.Não merece meu respeito.No mais,adentramos no terreno da imprevisibilidade,o que me obriga a confessar,disso entendo muito pouco,quase nada. 

 

 

 

 

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Parabéns, Nassif.

Parabéns, Nassif.

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Toni

A última frase do texto é, na

A última frase do texto é, na minha opinião, a mais lapidar definição do desafio que o Brasil enfrenta para poder reconstruir alguma esperança de futuro:

"No fundo, a grande disputa de 2018 será não apenas conseguir desenhar um projeto de país viável, como enfrentar o imbecil coletivo, a ditadura do senso comum, que se apossou dos principais poderes da República."

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ABAIXO A DITADURA

 

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Roniro Alves Coutinho

OS JUROS

Se o orçamento da união de 3,5 trilhões de reais destina 1,722 trilhões para "encargos da dívida" ou seja quase 50%, porque se preocupam tanto com os 16% da previdência??? Para mim está claro que querem economizar com o "supérfluo" para poderem gastar mais como que é realmente "importante", ou seja, OS JUROS. O pensamento deste "desgoverno" é poder dedicar mais recursos para os "encargos da dívida" talvez, quem sabe, em vez de míseros 50% possam no orçamento de 2018 atingir um degrau a mais, se os pobres forem mais "compreensivos" um patamar de 60% é totalmente exequível.

Quero sugerir que, no próximo Governo Lula, ele priorize o combate a esta política destrutiva de "juros altos", o Brasil é um dos únicos países do mundo que garantem uma política de ganho real para o setor financeiro, através dos juros básicos, que tendem a ser quase sempre no mínimo o dobro da inflação. Hoje a inflação é de aproximadamente 5%, os juros são 13%. Nenhuma economia suporta isto. O setor industrial principalmente está morrendo a olhos vistos! O grande erro dos Governos Lula e Dilma foi manter o "COPOM" e o "CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL" na forma traçada por FHC, através de uma Lei de 1996. Proponho em Homenagem ao saudoso "José de Alencar" que alteremos o Copom e o CMN, fazendo com que todos os setores da economia estejam representados nestes conselhos, um membro do setor industrial, um do comércio, um do agronegócio, um do setor de serviços e até um do setor financeiro.

Secretário da Fazenda e Presidente do Banco Central não podem ser banqueiros como temos hoje, nem economistas que fora algumas "augustas exceções" são medíocres e/ou trabalham para o setor financeiro. A economia deve ser comandada por pessoas do setor produtivo, o ideal é que sejam escolhidos grandes empresários do setor produtivo para comandar a economia, tanto o Ministério da Fazenda quanto o Banco Central, o objetivo deve ser sempre o crescimento e a criação de empregos; quanto aos juros, distribuindo o poder de decisão pela via do Copom a todos os setores da economia eu duvido que ele se mantenha nas alturas. È assim nos Estados Unidos onde a decisão sobre os juros está distribuída, havendo até um Conselho de Governadores com direito a voto. Hoje o que vemos é que todos os membros do Copom são representantes do "mercado", ou seja, do setor financeiro. Temos de dividir a responsabilidade de baixar os juros com todos os setores econômicos.

Os juros são hoje a maior causa de aumento da carga tributária em nosso país, basta ver o orçamento da união, infelizmente as Federações de Comércio e Industria do Brasil não conseguem ver isto, são mal assessoradas é o que podemos perceber.

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Somebody

Uma pergunta realmente

Uma pergunta realmente interessante que nenhum de vocês está fazendo e que vocês realmente deveriam fazer:

Para aonde estão indo estes 1,722 trilhões em juros?

Quais são os indivíduos que estão embolsando essa quantia? Dinheiro não evapora depois de sair dos cofres do governo brasileiro (ou de qualquer outro cofre no mundo para dizer a verdade).

Seria realmente interessante levantar para aonde estão indo essas centenas de bilhões e eu apostaria que vocês ao chegarem no final da trilha do dinheiro encontrariam os mandantes do golpe de estado. Teríamos um punhado de brasileiros com centenas de bilhões dormindo em paraísos fiscais? Ou Wall Street é ainda mais rica do que os meus palpites mais insanos?

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qualquer pessoa

que compra título do tesouro direto recebe esses juros...

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john

Nassif o farol!!!

Nassif o farol!!!

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Sem ignorar o papel de Lula

Sem ignorar o papel de Lula como líder político, há que se levar em conta a comparação de uma candidatura Lula e uma candidatura Ciro em 2018. Há várias vantagens em relação a segunda opção.

- Eleitoralmente Lula parte de um piso mais alto de votos, mas seu teto num segundo turno também é mais baixo.

- Pelo clima de desmantelo institucional que o país vive, cada vez mais o eleitor vai desejar retóricas mais incisivas, menos conciliatórias, já é possível observar esse fenômeno. Ciro divide esse eleitorado que tende se inclinar a votar em Bolsonaro e em outros amalucados que poderão aparecer durante o processo eleitoral. Esse é um mercado de votos que um candidato como Ciro tende a capitalizar mais do que qualquer outro no campo da esquerda. Esse é o zeitgest em que ocorrerá a eleição de 2018.

- Não dá pra esquecer o fato de que o tema da corrupção continuará na agenda, não adiantará não se provar culpa de Lula nos escândalos, o imaginário de boa parte da população é da corrupção de Lula e do PT, esse fardo Ciro não carrega. Nenhum candidato do PSDB poderá levantar o tema da corrupção pra enfrentá-lo, aí muda o foco do debate para um terreno em que a esquerda leva vantagem.

- Com leves acenos de apoio de Lula a Ciro, o eleitorado de Lula votaria naturalmente em Ciro, possibilitando ainda que Ciro busque votos no centro.  Mesmo porque é inegável que no momento o eleitorado pendeu seu centro gravitacional para a direita. Cito tem mais condições de capturar esse eleitor.

- Apesar de Lula encarnar um perfil mais conciliatório, tradicional da política brasileira, neste momento cumprir esse papel depois de eleito não será possível. Continuará a campanha de ódio  tendo ele como alvo e o país dividido. Mesmo com retórica mais agressiva será mais fácil a Ciro diminuir a fervura política, o diálogo necessário para qualquer governo será mais factível sem Lula.

- Ciro toca o dedo na ferida do problema da política econômica que Lula não parece querer abordar, ou seja, com Lula, o nó górdio dos entraves econômicos do país continuarão inatacados.

- A eleição de Lula, por sua idade, não vislumbra um futuro. Ciro é novo e pode se reeleger.

- Enfim, é hora de Lula preservar seu legado político, que será julgado pela história, e abrir caminho para outros protagonistas que tem mais condições de levar a frente às bandeiras do campo progressista, não só no presente, como para o futuro do país.

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Pedro Checchetto

Assino embaixo. Finalmente

Assino embaixo. Finalmente Nassif vê Ciro como uma opção viável do campo progressista. Lula foi opção conciliadora em 2002. Hoje sua eleição seria um inferno, um clima apocalíptico, ingovernável. Ciro tem mais aceitação do centrão, ao que parece.

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‘Saudade de Lula’ pode ser componente eleitoral de 2018

 

http://www.valor.com.br/politica/4866784/saudade-de-lula-pode-ser-componente-eleitoral-de-2018-sugere-pesquisa

 

Valor Econômico

 

‘Saudade de Lula’ pode ser componente eleitoral de 2018, sugere pesquisa

   Ricardo Mendonça Com a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrer novamente à Presidência da República, a disputa pelo cargo  em 2018 poderá ter um componente eleitoral inédito, sugere uma pesquisa qualitativa feita pela empresa  Ideia Inteligência com exclusividade para o Valor: saudades. Ao explorar os argumentos e as justificativas de um grupo selecionado de eleitores que andam afastados do PT, mas declaram intenção de votar no petista, o levantamento identificou reiterados sinais de um sentimento de nostalgia em relação à sua gestão, de 2003 a 2010. Eleitores não ideológicos que estariam dispostos a guiar a escolha baseados em boas lembranças daquele governo. Lembranças associadas, principalmente, a aspectos econômicos. O estudo qualitativo não tem valor estatístico. Seus resultados não podem ser projetados para o conjunto do eleitorado ou interpretados como síntese de opiniões do grupo social investigado. Mas dão pistas a respeito do que pode estar passando pela cabeça de uma parcela dos brasileiros que tem alimentado o crescimento do petista nas pesquisas quantitativas.  Em dezembro, num levantamento quantitativo com 2.828 entrevistas e margem de erro de dois pontos, o Datafolha mostrou que Lula é líder isolado em todos os cenários de primeiro turno. Apesar do noticiário francamente desfavorável em 2016, com a Lava-Jato em seu encalço, impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e derrota do PT nas eleições municipais, as intenções de voto no ex-presidente cresceram, enquanto a taxa de rejeição ao seu nome apresentou tendência de recuo. Em seu melhor cenário, Lula pulou de 17% em março para  26% em dezembro (confira nos gráficos abaixo). Em simulações de segundo turno, só perdeu para a sua  ex-ministra Marina Silva (Rede).  Para tentar entender que tipo de fenômeno pode estar sustentando esse desempenho, a empresa Ideia reuniu um grupo específico de eleitores declarados do petista e promoveu uma discussão de uma hora e meia, estimulada por um profissional habilitado. Trata-se de uma técnica muito usada por marqueteiros para captar motivações subjetivas de segmentos de eleitores e orientar rumos publicitários de campanhas eleitorais.  O grupo era composto por dez pessoas, que receberam uma gratificação em dinheiro pela participação, lanche e refrigerante. Optou-se por eleitores das classes C e D de regiões periféricas de São Paulo, de 25 a 55 anos, que não são filiados ou militantes do PT, mas que, embora possam ter restrições ao partido, declaram intenção de votar em Lula numa nova eleição presidencial. Os eleitores selecionados, conforme ficou demonstrado na sessão, têm interesse por política, mas são pouco informados e nutrem forte rejeição a partidos. Usam como fontes de informação o Facebook e a televisão, principalmente Globo e Record. Todos já votaram em Lula pelo menos uma vez, mas nenhum votou pela reeleição do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) no ano passado. Mais da metade declarou voto no tucano João Doria, três anularam, um foi de Celso Russomanno (PRB). O nome do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que ensaia o lançamento de uma candidatura presidencial, despertou visível interesse nos homens, mas também imediata rejeição entre as mulheres.  No grupo em que só um disse não ter apoiado o impeachment de Dilma, a figura política de Lula foi reverenciada. A discussão em torno de seu nome, conforme assinalam os pesquisadores, é embalada por “forte apelo emocional”, movida por um sentimento de “gratidão extrema, ligada à sensação de boa situação financeira (...) que marcou os governos Lula na memória dos entrevistados”. A pesquisa ocorreu uma semana antes da morte da mulher de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Um dos aspectos mais destacados pelos participantes foi o do trabalho, realçado várias vezes durante a sessão. “Havia um equilíbrio entre as coisas, a taxa de desemprego era muito baixa. No governo dele eu arrumava emprego fácil, mesmo sendo menor de idade”, afirmou um dos participantes. “Antes eu escolhia a empresa que eu queria trabalhar”, completou outro. “Era um governo que todo mundo gostava, você não via ninguém fazer baderna”, resumiu mais um. “Só quem não gostou da administração dele foi o pessoal da classe A. Muita gente começou a ter opção e salário melhor e parou de se sujeitar para os patrões.” Também chama a atenção o aspecto do consumo, em especial o associado à alimentação. “No governo dele dava para fazer um mercado bom”, “Eu comia picanha”, “Um saco de arroz era oito reais”, foram algumas das manifestações extraídas. A ideia ascensão social sob as gestões Lula parece enraizada. “O cara da classe E passou para a D, o da D passou para a C, e o da C passou para a B”, explicou um participante. “Ele [Lula] segurou muito a inflação. Ajudou a diminuir muito a miséria”, disse outro. Para o diretor da Ideia Inteligência, Mauricio Moura, a boa lembrança do governo Lula na área econômica será o principal ativo eleitoral do petista, caso resolva disputar a Presidência novamente no ano que vem. “As pessoas reconhecem que a vida era melhor quando ele era presidente”, diz. “E gratidão parece ser uma coisa muito forte nesse grupo.” O relatório produzido por sua empresa afirma que os brasileiros com esse perfil parecem buscar “um sentimento de plenitude que sentiram nos antigos governos de Lula”. Esta é a segunda vez que a Ideia Inteligência faz pesquisa qualitativa por sugestão do Valor. Na primeira, em julho de 2016, o que estava em pauta era a eleição para prefeito de São Paulo. O objetivo era tentar identificar quem ganharia com a possível exclusão de Russomanno da disputa, líder isolado  que corria o risco de ter a candidatura vetada em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O estudo sugeriu que Doria, na época empatado em quarto lugar com 8%, era quem tinha o maior potencial. Embora a decisão do STF não tenha resultado na retirada de Russomanno, a avaliação acabou sendo confirmada. Quando sua candidatura murchou, quem cresceu foi Doria, que atropelou os rivais e acabou eleito no primeiro turno.   O estudo feito agora com um grupo selecionado de eleitores de Lula também investigou as opiniões sobre a ex-presidente Dilma. A simpatia foi mínima. Entre os participantes, ela foi considerada arrogante, despreparada e, principalmente, inábil. Mas, diferentemente do que pode sugerir o senso comum, isso não parece afetar a imagem do ex-presidente. Foi consensual no grupo que os atuais problemas políticos e econômicos do país surgiram após a saída de Lula da Presidência. Todos os males são atribuídos à inabilidade ou à incapacidade de Dilma.  Algumas frases repetidas expressam bem essa ideia: “A pressão fez ela [Dilma] sair do rumo do governo”, disse um participante. “Ela não passava credibilidade, perdeu os aliados e não conseguia passar uma informação”, opinou outro. Em outros momentos, a tentativa de apartá-la do ex-presidente ficou nítida. “O primeiro governo dela foi bom, ela manteve muitas coisas do Lula”, afirmou uma mulher. “Ela começou a não ouvir o partido, é como eu vejo”, disse outra. A carga de responsabilidade colocada exclusivamente sobre Dilma é um aspecto que impressionou Renato Dorgan Filho, o profissional que coordenou e conduziu os 90 minutos de discussão entre os eleitores recrutados. “É incrível: eles colocam a culpa de tudo nas costas da Dilma. Tudo de ruim vem da falta de habilidade dela”, disse. Apesar da repulsa à presidente afastada, não foi detectado qualquer sinal de satisfação com o governo Michel Temer, o vice que trabalhou e acabou beneficiado pelo afastamento. “Eu fui a favor [do impeachment], mas não queria que entrasse o vice”, disparou um participante. “Para mim não mudou nada”, disse outro. “E só vai piorar.” A agenda de reformas conduzida por Temer não é percebida com nitidez. Apesar do apoio genérico à ideia de corte de gastos, ninguém pareceu seguro para explicar o que foi a emenda constitucional que congelou os gastos públicos. E alguns apresentaram aversão quando informados pelo mediador que a medida poderia afetar as áreas de saúde e educação. “Tinha que limitar gastos deles [dos políticos]”, protestou uma participante. “Eles ganham casa, carro. Eles ganham mais do que eu e querem um monte de coisas?”, completou.  Já a reforma da Previdência é recebida com mais desconfiança, embora também não tenham informações precisas sobre o conteúdo da proposta. Chamou a atenção a associação imediata de alguns com a saúde e a expectativa de vida. “A gente não tem saúde para isso”, destacou um participante, falando sobre a possibilidade de aumento da idade mínima. “Para poder trabalhar mais, a gente precisa ter mais saúde”, alguém reforçou. O aspecto que se mostra mais desfavorável para Lula, segundo Mauricio Moura, é a Lava-Jato. Isso porque há visível apoio à operação, entendida no grupo como uma coisa boa para o país. O juiz Sergio Moro é percebido de forma muito positiva, com respeito. E ninguém parece acreditar na tese segundo a qual o magistrado estaria perseguindo Lula, embora quase todos enxerguem o petista como vítima de algumas perseguições. “Esse eleitorado não se sente bem quando Lula fala mal da Lava-Jato”, diz o pesquisador. “Lula vai ter de equalizar isso, não será fácil”. Até agora, porém, o ex-presidente é preservado. As citações das prisões de auxiliares muito próximos, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, não impressionaram os participantes. Nem as acusações diretas contra Lula, envolvendo um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia. “Ele [Lula] fechou o olho para alguma coisa e ganhou um presentinho”, minimizou um dos participantes. “O Lula ganhou pelo trabalho dele”, afirmou um rapaz. A ideia de desproporcionalidade é forte. “Pega um vereador, tem muito mais poder aquisitivo que um sítio em Atibaia ou um apartamento no Guarujá”, disse alguém. “Atibaia nem é tudo isso”, completou uma mulher. “Não tem provas concretas”, decretou outro.

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Cesar Cardoso

O segundo tempo do golpe já começou

A quali que o Valor publicou e depois despublicou, no mesmo dia em que o Temeroso coloca as Forças Armadas contra toda e qualquer hipótese de desordem, é o salve do segundo tempo do golpe.

O golpe, para se manter, precisa radicalizar: não basta apenas o golpe parlamentar, ou a campanha incessante na e da mídia amiga, para se manter a re-concentração do capital, a precarização completa do trabalho, a inviolabilidade do Estado como um saco sem fundo para o saque da nata da corrupção política e econômica ou a privatização de toda e qualquer intervenção do Estado na vida econômica e social; será necessária a relativização da democracia (mantendo uma fachada democrática, com eleições e uma disputa de partidos que pregam a mesma coisa) e a militarização da vida política e social.

Por outro lado, a greve da PMES (feita de maneira simples e genial, usando os próprios familiares, não sujeitos à Justiça Militar, como arma e escudo) se espalhará para outros Estados - como já se espalhou para a PMERJ - e jogará o país na beira do precipício social. O que, volto a repetir, é o caldo de cultura ideal para o surgimento dos aventureiros e de tentativas de golpes de Estado por lobos solitários. A desculpa ideal, também, para que as Forças Armadas sejam devolvidas ao centro do Poder.
(Não por acaso o clã Bolsonaro e Cabo Daciolo não foram e não serão vistos durante a crise; não há espaço para eles, longe demais dos quartéis, nesta situação que vai se extremando.)

Então, apertados pela realidade doméstica, por uma economia que não reagirá e um cenário externo em que ninguém investirá no Brasil ou em lugar algum até que Trump pare de tuitar e comece a implantar uma política econômica (o que não deve acontecer tão cedo), só resta uma saída ao grupo aboletado nos três Poderes, que envolve:

- A inviabilização das eleições presidenciais de 2018
- A militarização, colocando o Brasil num Estado de Sítio virtual (já que o Estado de Sítio real não acontecerá por obra e graça do artigo 60 parágrafo 1, a inscrição na lápide da Constituição de 1988)
- Uma reforma constitucional, ou uma nova Constituição, que (i) traga as Forças Armadas para dentro da política (ii) impeça a eleição de chefes de Estado que não estejam comprometidos com o bando (parlamentarismo?)

Ah sim, tem o problema (para eles) Lula. A quali descobriu o óbvio: o lulismo não só transformou o PT em um anão, mas também transformou todo o resto do espectro político em anão, e crescerá à medida que a crise for se aprofundando. Mais um motivo para militarizar o regime e relativizar a democracia: sem isso, não haverá como prender Lula sem que isso seja o estopim de alguma grande revolta, como aliás quase aconteceu no dia da condução coercitiva. Lula terá que ser preso, exposto em praça pública como troféu de caça e trancafiado até morrer (ou ser morrido), porque essa é a esperança de que o lulismo acabe. E isso só pode ocorrer sem que haja este incômodo chamado Estado de Direito para atrapalhar.

Sobre Ciro Gomes: é raposa velha. Cheirou o incêndio acontecendo. E jogará gasolina no fogo com a esperança de que todo mundo se carbonize. Tem chance de conseguir isso.

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‘Saudade de Lula’ pode ser componente eleitoral de 2018

 

 

‘Saudade de Lula’ pode ser componente eleitoral de 2018, sugere pesquisa

   Ricardo Mendonça Com a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrer novamente à Presidência da República, a disputa pelo cargo  em 2018 poderá ter um componente eleitoral inédito, sugere uma pesquisa qualitativa feita pela empresa  Ideia Inteligência com exclusividade para o Valor: saudades. Ao explorar os argumentos e as justificativas de um grupo selecionado de eleitores que andam afastados do PT, mas declaram intenção de votar no petista, o levantamento identificou reiterados sinais de um sentimento de nostalgia em relação à sua gestão, de 2003 a 2010. Eleitores não ideológicos que estariam dispostos a guiar a escolha baseados em boas lembranças daquele governo. Lembranças associadas, principalmente, a aspectos econômicos. O estudo qualitativo não tem valor estatístico. Seus resultados não podem ser projetados para o conjunto do eleitorado ou interpretados como síntese de opiniões do grupo social investigado. Mas dão pistas a respeito do que pode estar passando pela cabeça de uma parcela dos brasileiros que tem alimentado o crescimento do petista nas pesquisas quantitativas.  Em dezembro, num levantamento quantitativo com 2.828 entrevistas e margem de erro de dois pontos, o Datafolha mostrou que Lula é líder isolado em todos os cenários de primeiro turno. Apesar do noticiário francamente desfavorável em 2016, com a Lava-Jato em seu encalço, impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e derrota do PT nas eleições municipais, as intenções de voto no ex-presidente cresceram, enquanto a taxa de rejeição ao seu nome apresentou tendência de recuo. Em seu melhor cenário, Lula pulou de 17% em março para  26% em dezembro (confira nos gráficos abaixo). Em simulações de segundo turno, só perdeu para a sua  ex-ministra Marina Silva (Rede).  Para tentar entender que tipo de fenômeno pode estar sustentando esse desempenho, a empresa Ideia reuniu um grupo específico de eleitores declarados do petista e promoveu uma discussão de uma hora e meia, estimulada por um profissional habilitado. Trata-se de uma técnica muito usada por marqueteiros para captar motivações subjetivas de segmentos de eleitores e orientar rumos publicitários de campanhas eleitorais.  O grupo era composto por dez pessoas, que receberam uma gratificação em dinheiro pela participação, lanche e refrigerante. Optou-se por eleitores das classes C e D de regiões periféricas de São Paulo, de 25 a 55 anos, que não são filiados ou militantes do PT, mas que, embora possam ter restrições ao partido, declaram intenção de votar em Lula numa nova eleição presidencial. Os eleitores selecionados, conforme ficou demonstrado na sessão, têm interesse por política, mas são pouco informados e nutrem forte rejeição a partidos. Usam como fontes de informação o Facebook e a televisão, principalmente Globo e Record. Todos já votaram em Lula pelo menos uma vez, mas nenhum votou pela reeleição do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) no ano passado. Mais da metade declarou voto no tucano João Doria, três anularam, um foi de Celso Russomanno (PRB). O nome do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que ensaia o lançamento de uma candidatura presidencial, despertou visível interesse nos homens, mas também imediata rejeição entre as mulheres.  No grupo em que só um disse não ter apoiado o impeachment de Dilma, a figura política de Lula foi reverenciada. A discussão em torno de seu nome, conforme assinalam os pesquisadores, é embalada por “forte apelo emocional”, movida por um sentimento de “gratidão extrema, ligada à sensação de boa situação financeira (...) que marcou os governos Lula na memória dos entrevistados”. A pesquisa ocorreu uma semana antes da morte da mulher de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Um dos aspectos mais destacados pelos participantes foi o do trabalho, realçado várias vezes durante a sessão. “Havia um equilíbrio entre as coisas, a taxa de desemprego era muito baixa. No governo dele eu arrumava emprego fácil, mesmo sendo menor de idade”, afirmou um dos participantes. “Antes eu escolhia a empresa que eu queria trabalhar”, completou outro. “Era um governo que todo mundo gostava, você não via ninguém fazer baderna”, resumiu mais um. “Só quem não gostou da administração dele foi o pessoal da classe A. Muita gente começou a ter opção e salário melhor e parou de se sujeitar para os patrões.” Também chama a atenção o aspecto do consumo, em especial o associado à alimentação. “No governo dele dava para fazer um mercado bom”, “Eu comia picanha”, “Um saco de arroz era oito reais”, foram algumas das manifestações extraídas. A ideia ascensão social sob as gestões Lula parece enraizada. “O cara da classe E passou para a D, o da D passou para a C, e o da C passou para a B”, explicou um participante. “Ele [Lula] segurou muito a inflação. Ajudou a diminuir muito a miséria”, disse outro. Para o diretor da Ideia Inteligência, Mauricio Moura, a boa lembrança do governo Lula na área econômica será o principal ativo eleitoral do petista, caso resolva disputar a Presidência novamente no ano que vem. “As pessoas reconhecem que a vida era melhor quando ele era presidente”, diz. “E gratidão parece ser uma coisa muito forte nesse grupo.” O relatório produzido por sua empresa afirma que os brasileiros com esse perfil parecem buscar “um sentimento de plenitude que sentiram nos antigos governos de Lula”. Esta é a segunda vez que a Ideia Inteligência faz pesquisa qualitativa por sugestão do Valor. Na primeira, em julho de 2016, o que estava em pauta era a eleição para prefeito de São Paulo. O objetivo era tentar identificar quem ganharia com a possível exclusão de Russomanno da disputa, líder isolado  que corria o risco de ter a candidatura vetada em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O estudo sugeriu que Doria, na época empatado em quarto lugar com 8%, era quem tinha o maior potencial. Embora a decisão do STF não tenha resultado na retirada de Russomanno, a avaliação acabou sendo confirmada. Quando sua candidatura murchou, quem cresceu foi Doria, que atropelou os rivais e acabou eleito no primeiro turno.   O estudo feito agora com um grupo selecionado de eleitores de Lula também investigou as opiniões sobre a ex-presidente Dilma. A simpatia foi mínima. Entre os participantes, ela foi considerada arrogante, despreparada e, principalmente, inábil. Mas, diferentemente do que pode sugerir o senso comum, isso não parece afetar a imagem do ex-presidente. Foi consensual no grupo que os atuais problemas políticos e econômicos do país surgiram após a saída de Lula da Presidência. Todos os males são atribuídos à inabilidade ou à incapacidade de Dilma.  Algumas frases repetidas expressam bem essa ideia: “A pressão fez ela [Dilma] sair do rumo do governo”, disse um participante. “Ela não passava credibilidade, perdeu os aliados e não conseguia passar uma informação”, opinou outro. Em outros momentos, a tentativa de apartá-la do ex-presidente ficou nítida. “O primeiro governo dela foi bom, ela manteve muitas coisas do Lula”, afirmou uma mulher. “Ela começou a não ouvir o partido, é como eu vejo”, disse outra. A carga de responsabilidade colocada exclusivamente sobre Dilma é um aspecto que impressionou Renato Dorgan Filho, o profissional que coordenou e conduziu os 90 minutos de discussão entre os eleitores recrutados. “É incrível: eles colocam a culpa de tudo nas costas da Dilma. Tudo de ruim vem da falta de habilidade dela”, disse. Apesar da repulsa à presidente afastada, não foi detectado qualquer sinal de satisfação com o governo Michel Temer, o vice que trabalhou e acabou beneficiado pelo afastamento. “Eu fui a favor [do impeachment], mas não queria que entrasse o vice”, disparou um participante. “Para mim não mudou nada”, disse outro. “E só vai piorar.” A agenda de reformas conduzida por Temer não é percebida com nitidez. Apesar do apoio genérico à ideia de corte de gastos, ninguém pareceu seguro para explicar o que foi a emenda constitucional que congelou os gastos públicos. E alguns apresentaram aversão quando informados pelo mediador que a medida poderia afetar as áreas de saúde e educação. “Tinha que limitar gastos deles [dos políticos]”, protestou uma participante. “Eles ganham casa, carro. Eles ganham mais do que eu e querem um monte de coisas?”, completou.  Já a reforma da Previdência é recebida com mais desconfiança, embora também não tenham informações precisas sobre o conteúdo da proposta. Chamou a atenção a associação imediata de alguns com a saúde e a expectativa de vida. “A gente não tem saúde para isso”, destacou um participante, falando sobre a possibilidade de aumento da idade mínima. “Para poder trabalhar mais, a gente precisa ter mais saúde”, alguém reforçou. O aspecto que se mostra mais desfavorável para Lula, segundo Mauricio Moura, é a Lava-Jato. Isso porque há visível apoio à operação, entendida no grupo como uma coisa boa para o país. O juiz Sergio Moro é percebido de forma muito positiva, com respeito. E ninguém parece acreditar na tese segundo a qual o magistrado estaria perseguindo Lula, embora quase todos enxerguem o petista como vítima de algumas perseguições. “Esse eleitorado não se sente bem quando Lula fala mal da Lava-Jato”, diz o pesquisador. “Lula vai ter de equalizar isso, não será fácil”. Até agora, porém, o ex-presidente é preservado. As citações das prisões de auxiliares muito próximos, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, não impressionaram os participantes. Nem as acusações diretas contra Lula, envolvendo um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia. “Ele [Lula] fechou o olho para alguma coisa e ganhou um presentinho”, minimizou um dos participantes. “O Lula ganhou pelo trabalho dele”, afirmou um rapaz. A ideia de desproporcionalidade é forte. “Pega um vereador, tem muito mais poder aquisitivo que um sítio em Atibaia ou um apartamento no Guarujá”, disse alguém. “Atibaia nem é tudo isso”, completou uma mulher. “Não tem provas concretas”, decretou outro.

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CARLOS FM

O "iluminista"

Nassif, acho que você está batendo muito no Luis Roberto Barroso. Por favor, continue. Se puder aumentar a dose, melhor ainda, que o "garganta" do Leblon merece.

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Os sem noção

A imbecilidade maior dessa elite golpista e de seus executores é não imaginarem sequer o que lhes poderá acontecer se o caldeirão fervente em que estão colocando a classe trabalhadora, a classe mais pobre, mais vulnerável e de maioria infinitamente acima das classes burguesas, abastadas, ganaciosas, entreguistas, preconceituosas e anti patriotas. Não imaginam que eles próprios serão as primeiras vítimas da ira do povão, quando estes não mais conseguirem controlar a fome, o desemprego, a covardia policial, a covardia da justiça, a ignorância e a doença desassistida pela falência da saúde popular. As vítimas serão 100% dos políticos safados, 100% da imprensa vendida e partidária, 100% dos empresários ganaciosos e egoístas, 100% da podridão que infesta o judiciário, 100% dos policiais sem moral, sem ética, sem honra e 100% das celebridades que se aproveitam desse massacre que fazem com a população carente, excluída, indefesa e que representam as classes desfavorecidas c, d, e, f, ...

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Bobo

A direita acertou no diagnostico mas errou o partido

A mídia viu o governo Lula que arrumou as trapalhadas de FHC, e achou que bastaria trocar Lula por um dos seus para o barco seguir o rumo do crescimento, elegeu a corrupção para bater em Lula e no PT e adotou um partido completamente sem ideologia para representar seus interesses, o PSDB. Acontece que tudo que a mídia dizia de ruim sobre o PT e Lula vale em dobro se não mais para PSBD, seus lideres, e demais partidos de aluguel. A corrupção nesses outros partidos chegou ao ponto que vai inviabilizar seus governos de tomar as medidas necessárias (as necessárias mesmo) para o Brasil mudar de rumo. A única chance de um governo de sucesso para a direita para 2018 seria com politico grande na cadeia, acertaram no diagnostico mas esse politico não é Lula.

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Corretor

Onde foi parar o Luís Nassif

Onde foi parar o Luís Nassif que chamou - corretamente, registre-se - Ciro Gomes de uma alternativa "populista autoritária"?

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Serjão

Populista autoritárisa

E oportunista.

Não confio em Ciro Gomes.

Não veio para somar, e já divide, é só ver aqui!

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Eta corretor corretamente incorreto!

Ciro Gomes Coronel vem com tudo e é viavel.

Particularmente, podem me incluir ness.

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Jackson da Viola

Se é para escolher.....

Escolho os dois(Lula e Ciro)........eles que se virem para para encontrar pontos de concordancia...não tenho a mais diminuta certeza que teremos eleições "normais" em 2018, realmente tenho enormes duvidas, e se alem disso a esquerda quer ir pro pau dividida.......ai é que lascou-se......mesmo no caso de haver eleições, não acho que a esquerda ganhe.....quem e vice de quem, para min, pouco importa, quero ver se os dois tem dimensão de estadistas ou são politiqueiros rastaquera......estamos em situação de emergencia...as "egotrips" mais tarde...querem entrar pra Historia.....é o momento....

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CFilho

Dobradinha de Peso: LuCir Já!

Essa sua idéia foi a melhor coisa que li nos últimos meses. Seria uma esperança nesse deserto que o Brasil atravessa. Seria uma dupla imbatível. Será que as diferenças dos dois são menores que seu amor ao Brasil? Essa é a questão. Quanto da paciência do Lula e da ousadia e soco na mesa do Ciro não nos fariam bem numa hora dessas?

Deus ilumine para que sua idéia prevaleça e os dois nos liberte desse pesadelo pelo qual passamos. Acho mais ainda, que os dois Ciro/Lula já deveriam ter colocado a banda na rua faz tempo. Tá lançada chapa: LUCIR 2018

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Antonio Passos

O espaço de LULA sempre esteve aberto

Lula foi o maior presidente de nossa história e um dos maiores estadistas do mundo. Quando vemos a verdadeira lixeira eleita pelo POVO, que controla câmara e senado, compreendemos a genialidade de Lula ao governar, para deixar a obra que deixou. Só um gênio faz tanto cercado de quase nada que preste.

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Antonio Passos

O espaço de LULA sempre esteve aberto

Lula foi o maior presidente de nossa história e um dos maiores estadistas do mundo. Quando vemos a verdadeira lixeira eleita pelo POVO, que controla câmara e senado, compreendemos a genialidade de Lula ao governar, para deixar a obra que deixou. Só um gênio faz tanto cercado de quase nada que preste.

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Paulo Dimas de Menezes

Comentário infeliz: racismo não percebido

Impressionante como o racismo se encontra arraigado, explícito e despercebido, mesmo entre autores e leitiores da esquerda: "Só um país de Botocudos..."!!! Quando trocamos isso por "só num país de criolos..." (me desculpem os negros, ou povos pretos, quilombolas, povos de terreiro etc. pela expressão, que aqui uso apenas para elucidar o argumento), algo que, sei, nunca seria escrito nos dias de hoje pelo autor, vemos surgir com clareza o que não aparece quando se trata de referência a povos indígenas. O que o grande Raoni, por exemplo, tem a ver com a imbecilidade "brasileira"apregoada no artigo? Sugiro revisão do texto, acrescida de um pedido de desculpas aos povos indígenas em geral e, especificamente, ao "Botocudos" (seria mais elegante a citação dos nomes corretos destes povos) para que não se configure, em caráter permanente, o crime de racismo em um texto, diga-se, muito bom. 

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Carlos Denis C. Pereira

Racismo contra os índios

Concordo. Revisão e desculpas seria bom, no mínimo. Pois o texto diz justamente isso: construir um projeto de nação. Nesse caso com respeito aos povos nativos  deste território. 

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antonio florestan

Vocês não conhecem o Ciro..

Olha vejo alguns comentários estranhos acerca do Ciro, quero me reportar àqueles que acham que ele combaterá o PSDB. O grupo político dele aqui no Ceará colocou um grão tucano, Maia Junior (PSDB), que já foi vice governador para comandar a Secretaria de Planejamento, a 2ª na hierarquia de importância. O grupo político do Ciro já vem conversando nos bastidores com o Tasso Jereissati e o mesmo é muito amigo do Camilo Santana (PT) governador do ceará que sempre o elogia. Outra parte do grupo político do Ciro já iniciou diálogo forte com o DEM, passando pelo vice prefeito eleito de Fortaleza - Moroni Torgan (DEM) - da chapa do prefeito Roberto Claudio (PDT de Ciro).

O Ciro não tem projeto de esquerda, se é o que vocês pensam. Ele busca um ideário, um pensamento desinolvimentista nacional e não importa se quem apoia ele é de direita ou de esquerda. Se vocês quiserem entender a estratégia do Ciro, analisem o panorama político do Ceará. No meu estado, aqui a briga é pra quem quer ser governador porque há muito, à direita e à esquerda, o estado já decidiu o que quer pra si, começando esse pensamento na época de Virgílio Távora e planejado a partir do 1o governo Tasso.

Assim, me permitam, o Ciro apesar de ter um pensamento muito à esquerda ele, antes de tudo, quer uma estrategia de desenvolvimento nacional e não importa qual pensamento prevalece e sim se é o melhor para o país. E fazer como Tasso fez no Ceará, que deu em parte muito certo, onde aqui a gente sabe o quer e a briga é pra comandar o Estado e não mudar o que nós queremos.

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jossimar

Agora o Nassif apontou os

Agora o Nassif apontou os BURROS. E os burros estão no judiciário empoderado, um erro de avaliação grotesco do PT.

Para mim, a principal disseminadora da burrice à brasileira se chama rede globo. Esta baixo nível intelectual se disseminou na sociedade não importando classe social, nível educacional(aliás, estes parecem ser os mais emburrecidos), religião, ideologia ou o que quer que seja. A burrice virou uma doença brasileira.

Somente um país de burros destrói suas maiores empresas, seus projetos de inserção internacional, de desenvolvimento economico e industrial, além de entregar suas riquezas a preço de banana podre, prende seus melhores cérebros científicos e políticos e leva ao poder os maiores corruptos da história em nome do suposto combate adivinhem ao quê, a corrupção.

O globo nos transformou em um país de burros com raríssimas exceções.

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Marcos K

O objetivo dessa gente, se é

O objetivo dessa gente, se é que esses idiotas tem um objetivo, ou se deram conta dele, é desorganizar completamente a sociedade. Sociedade minimamente organizada tem perspectiva de fortalecimento. Sociedade em constante caos não tem. 

E podem se dar ao luxo de destruir tudo porque o objetivo destes idiotas é manter a economia do Brasil funcionando em baixa rotação, ou seja, apenas como exportadora de commodities. E isso se consegue com um mínimo de infra-estrutura. Se as cidades explodirem no caos, azar. Que se matem todos, porque seus habitantes são lixo mesmo.

Isso já acontece na Líbia. Apesar do estado de natureza que tomou conta do país, o petróleo que as potências querem continua fluíndo. Os habitantes que se matem, morram de preferência. Eles são descartáveis. Interessa apenas o que o solo produz.

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Walter Bom Braga

Lula é o Vargas vivo que continua a lutar

O legado político de Lula é tão forte, que nem a joint venture composta pela mídia e pela justiça seletiva, criada especialmente para encerrar o ciclo político de Lula, não conseguem frear seu crescimento nas pesquisas.

E não conseguirão parar de jeito algum. Podem impedi-lo, de concorrer pessoalmente com uma condenação puramente política, mas não poderão impedi-lo de influenciar o cenário político.

A mídia quer rotular o "lulopetismo" como populismo barato e corrupção, mas o povo, que viveu e que se beneficiou do projeto de país, desenhado pelo PT e parcialmente implementado nos governos petistas, quer de volta aquilo que os golpistas estão tomando, e quer ver o resto implementado.

Lula saiu do governo com uma aprovação de 87% algo muito raro de acontecer em qualquer lugar do mundo. O legato político de Lula se compara ao legado político de Getúlio Vargas.

Se nem a morte conseguiu interromper o ciclo trabalhista de Vargas, não serão os golpistas que conseguirão parar o Lula. Com ou sem Lula, Lula vencerá novamente. Não sou eu que esta dizendo isso. São as pesquisas que garantem.

 

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Lula, ao que eu saiba, nunca

Lula, ao que eu saiba, nunca mandou ninguém para campo de concentração na Alemanha nazista.

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Quem é o deputado estadual citado neste xadrez?

Olá Nassif, não acompanho com frequência as atividades na Alesp, quem é o deputado estadual do trecho citado abaixo, neste xadrez?

"Em São Paulo, um deputado estadual que ousou exigir da bancada uma tomada de posição, terminou afastado. O que ele pretendia era um exercício simples de oposição: dificultar a aprovação das contas do governador Geraldo Alckmin, para poder trocar o apoio por projetos de lei apoiados pelo partido.."

Não é por caça as bruxas, nem tampouco por uma oposição desenfreada, simplesmente é para conhecer quem ainda procura se diferenciar pela aplicação de políticas públicas, e não só por cargos que na maioria das vezes apresenta-se sem importância para o grande público. E no final será comandado por alguém ligado ao presidente da casa.

Obrigado.

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RAIMUNDO EDSON MAIA

APOIO

O QUE O JORNALISTA lNASSIF falou é a pura verdade, só tenho a acrescentar o quanto o governo do GOLPISTA TEMER é PILANTRA..., comparo este governo como um ilha (um porção de terra cercado de água por todos od lado TEMER : é um ladrão cercado de ladrões por todos os lados! a começar pelo Ministro da Fazenda, Ministro da Casa Civil, Ministro das Relações Exteriores, Morreira Franco,Miniatro dos Esportes, Presidente da Câmara Presidente do Senado, Ministro Gilmar Mendes e muitos outros....! se tiverem coragem me processem !Quadrilha....!

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João de Paiva

Comparar Ciro com Lula? Difícil, né?

Interesssante esse xadrez. Não sei se é útil adotar técnica semelhante àquela usada por 'intelectuais esquerdistas', como Aldo Fornazieri e Wanderley Guilherme dos Santos, ou seja, 'uma no cravo, outra na ferradura'. Tereza Cruvinel, no iníco deste ano, mostrou como pode ser equivocada essa estratégia de do confronto direto e do isolamento da oposição, num momento como o atual, em que a a totalidade dos parlamentares que podem ser considerados de Esquerda (PT, PSOL, PC do B e parte do PDT) não é suficiente sequer para obstruir a aprovação de projetos da camarilha golpista que exijam maioria simples, tanto na Câmra, como no Senado. Recomendo que acessem o link http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/274872/%C3%89-leg%C3%ADtima-e-consequente-a-participa%C3%A7%C3%A3o-do-PT-nas-Mesas-da-C%C3%A2mara-e-Senado.htm e leiam a análise.

Ciro Gomes é um político sem identidade ideológica ou partidária. Observem os leitores que ele já passou por diferentes siglas, tais como PSDB, PSB e PDT. Ciro tem ambições de ser presidente e já foi candidato; para conseguir esse intento ele é capaz de muita coisa. O projeto de poder de Ciro é de natureza pessoal, não tem identificação com um programa partidário, com base em equipe de acdêmicos, pensadores, economistas, cientistas sociais e políticos que lhe dêem suporte. Ciro faz um discurso de confronto e bem articulado, visando conquistar a simpatia dos eleitores. Mas o candidato sabe que não tem a mínima condição de governar, se eleito for, mantendo essa postura. Sem uma reforma política e sem um partido forte que lhe dê sustentação e maioria parlamentar, Ciro Gomes corre o risco de ser destituído em menos tempo do que foi Collor de Mello. O professor Ruiy Costa Pimenta classifica Ciro Gomes como um falastrão, um demagogo.

Ciro Gomes, em declarações nos veículos de mídia, cutuca o Ex-Presidente Lula no sentido de desencorajá-lo da candidatura à presidência no ano que vem. Ciro sabe que numa disputa com Lula - que se não estiver preso, morto ou punido com inelegibilidade pelas ORCRIMs da burocracia estatal (MP e PJ) é pràticamente imbatível numa eleição direta - as chances dele diminuem bastante. Como linha auxiliar de um governo de Esquerda, Ciro pode ajudar. Ciro poderia ser colocado, por exemplo, no Ministério da Justiça, para enquadrar a sediciosa e golpista PF. Em Ministérios da área econômica, Ciro pode contribuir também. Mas Lula já provou que é Estadista e disso Ciro nunca chegou perto. Enfim, não há como comparar Ciro com Lula.

 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Um sistema sem rumo

 

“Não há uma estratégia para superar a crise econômica, mas apenas um projeto ideológico de desmonte do Estado de bem-estar.

O chamado mercado pouco está se lixando para as consequências futuras desse desmonte.”...

...”A hora da verdade estreiará quando essas medidas começarem a produzir efeitos concretos, no desmonte da saúde, educação e segurança, e na ampliação da crise fiscal dos Estados.

A greve da PM do Espírito Santo é um ensaio. A ela, se seguirão greves de várias categorias em todos os estados do país, porque os gênios que comandam a política econômica não tem a menor sensibilidade sobre o nível de stress que se pode impor à economia.”...

...”Se não se aceitam nem novos quadros do próprio partido, como esperar que tenham confiabilidade para administrar uma frente partidária?

O caminho mais racional seria uma frente de governadores progressistas, que pairasse além das paixões partidárias e do burocratismo dos partidos políticos.

A estruturação da frente será o primeiro grande desafio da oposição. E um desafio que somente conseguirá ser vencido se Lula cair de cabeça na tarefa.”...

...”O grande desafio pela frente será o confronto entre um projeto nacional racional e a era da imbecilidade – as simplificações grosseiras que dominam os principais poderes da República, nessa era dos factoides midiáticos, e que foram agravadas pela disseminação das redes sociais.”...

...”Em nenhum país do mundo, em nenhuma empresa organizada, a precarização do emprego produziu melhora no atendimento. Só um país de botocudos para consagrar esse princípio de que cortando rendimentos e despesas se melhora o serviço público.

Imbecilidade 2 – a ideia de que a destruição de empresas nacionais promoverá um novo renascimento empresarial.

Antes, essa tese era brandida apenas por servidores de baixo nível hierárquico ou de formação intelectual precária – como os procuradores da Lava Jato, presidentes de associação de delegados e de associação de procuradores.

Soube dia desses que faz parte do ideário do Procurador Geral da República Rodrigo Janot: se destruir as empresas atuais, imediatamente florescerá uma nova economia eficiente. É o que explica a irresponsabilidade, para com o país, da destruição da Odebrecht e de outras empreiteiras investigadas pela Lava Jato.”...

...”Imbecilidade 3 – a ideia de que será possível congelar por 20 anos o orçamento público e desse arrocho nascerá a virtude que despertará o espírito animal dos empresários.

Juristas que defendem essa excrescência, como o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstram uma ignorância abissal sobre processos sociais e políticos.”...

 

O sistema capitalista é comprovadamente um regime caótico e irresponsável, do vamos-que-vamos. Baseado na crença e na pura adrenalina ao sabor do espírito animal dos empresários, predadores inconsequentes. Tudo, sem maiores planejamento. Apenas o curto prazo. Desconhecem maiores cuidados e estudos tendo em conta o médio e longo prazo para o povo e para a nação. Além do que, o que ontem foi iniciado ou construído, por melhor que seja para a sociedade, incontáveis vezes, é abandonado pelo governo seguinte, jogado na lixeira, com gigantescos prejuízos econômicos e sociais para o povo e para a nação. Haja impostos!

A corrupção é tão pertinente ao sistema capitalista, tão própria a selvagem natureza desse sistema, que apesar de incontáveis tentativas de combates, a maldita corrupção sempre continua presente em todo o mundo. Como varíola sem vacina. Impossível de ser significativamente reduzida, muito menos, extinta. Tão gigante que é, que bruscamente interrompida, empurraria a economia mundial para a derrocada global. Alguém duvida?

Por isso e por outras, a economia capitalista prossegue perigosamente dando voltas, perdida, sem rumo, enquanto a poderosa China e a Coréia do Norte, continuam avançando a passos largos no desenvolvimento tecnológico, científico, social e militar.

Se o destino da China tivesse permanecido sob o comando de Chiang Kai-Shek ou de outro líder que norteasse a economia da China para o conhecido sistema capitalista, com toda a certeza deste mundo que não haveria a poderosa e respeitável China de hoje. Ninguém ousa duvidar disso. Nem mesmo, os mais ferrenhos anticomunistas.  

Sob o duro comando do grande líder Mao Tsé-Tung, a miserável China de 1949 situada no zero absoluto, passou para a 2ª potência econômica do mundo em apenas 60 anos. Logo mais, será a primeira potência do mundo, econômica, tecnológica, científica, social e militar.

O sistema capitalista não tem a menor condição de concorrer com o sistema socialista, desde que a nação possua a insuperável arma de defesa: um mínimo poder de fogo nuclear. Certo?

 

 

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Ciro nãse compara a Lula

É um erro ficar procurando alguém que seja alternativa a Lula. Lula não é apenas uma pessoa candidato. É um projeto que possue estratégia, tática e objetivos. Ciro é apenas um pretendente a estrela. Não passa de um Russomano da esfera federal. Basta falar sinceramente o que pensa do povo para destrir tudo que apregoou antes. Enfim, quase que apenas mais um fanfarrão como Requião, com o perdão da rima, que não sei o que ainda está fazendo no sindicato de ladrões chamado PMSDB.

Aí reside a principal diferença. Não é uma questão de criar um partido pra dizer que tem apoio. Tem que ter apoio. O caráter conciliador que se aponta em Lula revela sua grande sabedoria, que ele tantas vezes nos ensinou, mas que muita gente recusa aprender: A negociação e conciliação, que ele definiu como a capacidade de ceder no outro dia, não é com um político ou com um representante de classe. É do povo que ele representa que Lula busca se apoximar quando negocia. E quem pode negar sua habilidade em fazer isto e os resultados concretos que conseguimos através disto? E quem pode  negar que Ciro vai espalhar merda na sala na hora de fechar um acordo? Ainda precisam de exemplos?

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WRamos

Os problemas

- lula estará preso em 2018
- tenho minhas dúvidas se Doria não vem pelo PSDB
- hoje à imensa maioria da população apóia privatizações em massa e o desmonte do estado( si ver a massa de comentários nos portais)
- vejo grandes chances de um Doria vencer ou um Justus com essa plataforma da privatização total e rápida
- por mais banal que o projeto fosse colaria e venceria ainda mais associada ao perfil "gestor"
- a direita não precisa de projeto. As eleições municipais já deram a letra. A chance da esquerda e 0 na próxima eleição! Com projeto ou sem projeto a direita está eleita e pode ter um projeto focado na privatização, venceria com tremendo apoio popular.
- a esquerda deve se concentrar em eleger um congresso mais equilibrado senão o jogo estará perdido em definitivo e lá que a guerra será travada.
-Lula? Lula é carta fora do baralho e ele sabe disso.

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Você realmente acha que os

Você realmente acha que os comentários nos portais são representativos da maioria da população?

Por que se forem, é melhor a gente fugir do país bem rapidinho, por que a maioria da população apóia linchamentos, censura prévia, ditadura militar, estupro corretivo, violência contra as mulheres, segregação racial, secessão do sul do país, e, em geral, todo tipo de burrice e insanidade.

... só que são meia dúzia de militantes online, pagos por grupelhos fascistóides. A maioria da população não escreve comentários em portais, nem os lê.

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Maria Gomes

Se bobear ainda tem o Amaury

Se bobear ainda tem o Amaury

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Eduardo Outro

Comentário mais de Piton do

Comentário mais de Piton do que de Pitonisa. As conclusões acima são de alguma pesquisa da FSP ?  Aquela que numa hipotética corrida de 100m entre Haddad e Doria, se o vencedor for Haddad dirá que ele chegou só em penúltimo  enquanto Doria conseguiu um honroso segundo lugar ? Ao menos ela ganha "uns trocados" para fazer a propaganda. Para contentar alguns o Nassif deveria escrever um xadrez, e fica a sugestão, para aqueles que não têm saudades do Lula.

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Tenho saudade como vc

Mas não sou iludido nem torcedor. oq eu escrevi é a realidade.

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Globossauro vs Progresso

Inseri imagens e links sobre o poderio da Globo nos destinos da Terra Brazilis

Globossauro vs Progresso

https://josecarloslima.blogspot.com.br/2017/02/globossauro-vs-progresso.html

 

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...spin

 

 

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Victor Suarez

Há uma enorme diferença de

Há uma enorme diferença de postura na era Lula.

Lula se fez respeitar e foi agressivo na busca de espaços para o Brasil.

Foi pragmático e implementou mudanças profundas, que só serão percebidas no futuro.

As commodities ajudaram, mas há uma enormidade de ações que resistem ainda hoje e que o próprio PT não soube se apropriar.

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O mundo mudou e ninguém reparou..

o mundo mudou e as esquerdas não se dão conta disso.. corre o risco da direita pegar projetos como esse: Orçamento Participativo Online

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Se o Lula-PT apoiarem a candidatura do Ciro poderá inaugurar um

Se o Lula-PT apoiarem a candidatura do Ciro poderá inaugurar um novo ciclo progressista no país, que poderá durar pelo menos uma década. Além disso, é a única forma de derrotar o PSDB em São Paulo.

Só vejo vantagens na formação de uma frente de esquerda liderada pelo Ciro Gomes e com o apoio do Lula. Se essa aliança realmente vingar, com certeza em 2018 a direita e os golpistas serão derrotados.

Quanto aos dirigentes petistas, não tem moral alguma para propor nada. São meros burocratas que só visam o aparelhamento do Estado. Bando de oportunistas, que se beneficiam do prestígio do Lula. Sem o Lula o PT seriam um partido irrelevante.

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Era só o que faltava, uma

Era só o que faltava, uma frente de esquerda liderada por um político de direita.

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