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Xadrez da barafunda institucional do pós-Temer

A Constituição de 1988 foi um oásis em um país que conviveu pouquíssimos períodos de democracia plena. Foi uma construção, com princípios sólidos, propostas socialmente modernas, mas fincada na areia e sustentada por uma única pilastra: a capacidade de articulação do Executivo.

Em períodos de normalidade democrática, funcionou pela inércia, especialmente nas relações entre Poderes. O presidente da República sabia como tratar com o Presidente do Supremo, que sabia como tratar com o Procurador Geral da República, que sabia como tratar com o STJ e vice-versa. Mas o eixo central era a Presidência da República.

Ora, o que avaliza a consistência democrática de um país são os testes de stress.

O primeiro teste de stress – a queda de Fernando Collor – foi relativamente simples. Havia uma unanimidade contra ele e, a partir de determinado momento, Collor jogou a toalha e ficou aguardando o desfecho. Os outros poderes cresceram em cima do vácuo.

O segundo teste foi o de Fernando Henrique Cardoso no início do segundo governo, depois do desastre cambial. Fustigado por todos os lados, especialmente por Antônio Carlos Magalhães, FHC agiu com maestria, fechando com o PMDB, especialmente com Orestes Quércia e Jader Barbalho, e fulminando ACM no episódio do painel do Senado. Salvou-se mas abriu espaço para a organização Temer-Padilha-Geddel-Moreira-Cunha.

O terceiro episódio foi o da AP 470. Ali começaram a ficar mais claras as disfunções entre poderes, os alicerces da democracia em areia solta. Sem Márcio Thomas Bastos, o governo Lula perdeu a capacidade de articulação com os demais poderes. Foi salvo pelo desempenho de Lula na crise de 2008.

Com a crise do governo Dilma, a partir da metade do primeiro mandato, a institucionalidade começou a balançar. Com o impeachment, retirou-se a viga mestra que sustentava o edifício. E o que se vê é cada poder se comportando como biruta der aeroporto, sem um script, sem clareza sobre seus limites e formas de relacionamento com os demais poderes.

Um pequeno ensaio sobre a barafunda institucional:

O caso da espionagem

Veja solta um factoide: a acusação de que o Planalto teria convocado a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) para investigar o Ministro Luiz Edson Fachin. Pode ser que sim, pode ser que não. Mais fácil seria contratar um araponga, sem vinculações com a ABIN. O Ministro Gilmar Mendes, por exemplo, poderia ter indicado Jairo Martins, araponga principal de Carlinhos Cachoeira que o próprio Gilmar trouxe como "consultor de informática" do Supremo, quando presidiu o órgão e protagonizou dois episódios excêntricos: o grampo sem aaudioe o grampo no Supremo.

Temer negou, como negou o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional Sérgio Etchgoyen. Pode ser verdade, pode não. Mas não cabe à presidente do Supremo supor. Mesmo assim, Ministra Carmen Lúcia soltou uma nota pavloviana em defesa da classe (https://goo.gl/BpP951), até para justificar uma de suas frases épicas no início de gestão ("onde um juiz for destratado eu também sou" https://goo.gl/7wOYZC).

No dia seguinte, informada que um presidente do Supremo não pode investir assim contra um Presidente da República, correu para soltar outra nota que dizia que não se deve duvidar da palavra de um Presidente. Mais uma vez confundiu-se, misturando a instituição da Presidência com um presidente, endossando em vez da neutralidade cautelosa.

Qual a razão das idas e vindas? Falta de traquejo nas relações institucionais, e não só da presidente do STF. Traquejo é algo que apenas o amadurecimento democrático introjeta nas instituições.

Por sua vez, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot vai atrás e se vale de um recurso linguístico para endossar a acusação (https://goo.gl/LzMwpF).

– Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Usar um órgão de inteligência do Estado de forma espúria para investigar um dos Poderes da República em plena atuação constitucional e legal, como forma de intimidação, isso sim é a institucionalidade de um Estado policial, de um Estado de exceção.

Poucos duvidam que, no final do jogo, Temer e seu grupo estarão apeados do poder e, provavelmente, presos. E sem a necessidade do PGR se valer da mídia para o uso malicioso do "se". Se fulano matar a mãe, ele será matricida; não importa se não matou a mãe, pois "se" matar será matricida.

Independentemente do alvo, atropelou a liturgia do cargo.

O mandato de Aécio Neves

O Ministro Luiz Edson Fachin decreta o afastamento do senador Aécio Neves. O presidente do Senado, Eunício de Oliveira, recusa-se a cumprir, alegando que o Supremo precisaria definir de que forma se daria o afastamento. Confrontado com a desobediência, alega que Aécio nem está frequentando as sessões do Senado, uma cena digna de Sucupira, de Dias Gomes.

Finalmente, dá a mão à palmatória e acata a ordem.

Agora, entra-se em contagem regressiva para a prisão de Aécio. O Estadão critica o PGR, e cria o conceito da boa e da má propina. Para o PT, era a má propina; para Aécio, a boa propina.

O caso TSE

O Ministro Gilmar Mendes compara seu colega Herman Benjamin a Américo Pisca-Pisca, o reformador do mundo, personagem de Monteiro Lobato. Na mesma sessão, trata a chicotadas o representante da Procuradoria Geral da República. Antes disso, viaja de carona no jato presidencial, visita o presidente no Palácio do Jaburu, se declara seu amigo, aparece em grampos com Aécio Neves, articulando a votação da Lei do Abuso. E não aparece uma alma de Deus para arguir sua suspeição no julgamento de Temer.

No Supremo e no TSE, os colegas e mesmo as vítimas de suas grosserias o tratam como algo meramente extravagante. Confundem a desmoralização ampla das instituições com o ato de arrotar em banquete ou soltar pum em missa.

PSDB e Temer

Os Ministros do PSDB não querem abrir mão do cargo; os presidenciáveis não querem abrir mão de apoio. Queimam as possibilidades do partido para as próximas eleições, sacrificando os candidatos que não fazem parte da panela.

Principal liderança, FHC dá a declaração peremptória: ficarmos com Temer até ele ser denunciado pela PGR. Lembra Magalhães Pinto em 1964: Minas está onde sempre esteve e daqui não arredará pé.

Ora, depois disso Temer não fica. Só faltava o PSDB acompanha-lo.

Aí o principal presidenciável do partido, Geraldo Alckmin, declara que ficará com Temer; depois, que não avalizará Temer; depois, que ficará com Temer para garantir as reformas. Depois, muito pelo contrário.

 

Nesse jogo de cena, o PMDB acena com apoio ao PSDB em 2018, para mantê-lo no governo.

Não existe mercado futuro de cooptação. Quando abrir a temporada eleitoral, os diversos partidos avaliarão quem tem mais possibilidades de vencer e montarão os acordos políticos.

A grande rebordosa

Como é que se conserta essa encrenca?

A denúncia e provável prisão de Aécio Neves é a reiteração de uma regra tão antiga quanto a Revolução Francesa: os jacobinos sempre acabam incinerados na pira que acenderam para queimar os adversários. A carreira do político que jogou na prisão um jornalista adversário, que brilhou nas passeatas anti-corrupção, chegou ao fim.

Mas se tem, proximamente, o embate final entre a PGR-STF e o Congresso. Atrás de Temer está o exército das trevas, a malta organizada por Eduardo Cunha, que se apossou do poder e só sairá dele algemada.

Manter Temer será dar sobrevida ao pior esquema político da história. Tirar Temer significará conferir uma influência ainda maior a um conjunto de poderes que avançou muito além de suas atribuições – Judiciário e Ministério Público.

Anti-petistas se regozijam com abusos contra o PT; petistas se regozijam com os abusos contra PSDB e PMDB. Ministros do Supremo tiram sua casquinha cavalgando a onda do punitivismo. Outros se tornam garantistas para defender seus aliados políticos.

É um exemplo graúdo do inferno a que o país foi conduzido pela subversão das informações. E não se atribua à pós-verdade das redes sociais. Quando o maior formador de opinião – os grupos de mídia – abdicou do compromisso com a informação e foi criando suas próprias narrativas ao sabor dos fatos políticos, o resultado não poderia ser outro.

Subverteu-se completamente a informação, deturparam-se as analises, transformando quinquilharias em crimes graves, problemas administrativos em pecados mortais, distorcendo diálogos, criminalizando conversas corriqueiras, banalizando prisões, espalhando a lama da suspeição sobre todos os poros da Nação.

Agora, se tem uma metralhadora giratória sem controle, rodando  loucamente e fuzilando tudo ao seu redor. E não se pode imobilizá-la porque foram expostas as vísceras da Nação, a corrupção desenfreada, fruto da falta de vontade de sucessivos presidentes de mudar o modelo político.

A lição que fica é que não haverá salvação fora do grande acordo. E a interrogação que fica é se haverá personagens à altura dos desafios que se têm pela frente.

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91 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

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Maria Rita

Tenho uma sugestão para o

Tenho uma sugestão para o Nassif, um ensaio do quão possível poderia ser esse acordo. Que o blogue reúna colunistas de direita, centro e esquerda e provoque um grande debate sobre o tema. Se tivermos sobreviventes, saíremos da crise. Se tivermos alguma proposta de solução estaremos no lucro.  Tenho uma grande dificuldade em indicar nomes confiáveis da direita, mas devem existir, não? 

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QUANDO CHEGA A NOITE...  A

QUANDO CHEGA A NOITE...  A SOLIDÃO E O SENTIMENTO DE DESAMPARO NUM ESTADO SOCIAL DESTRUÍDO

"E, é justamente aí, em sua face atual, o local em que se instala a barbárie, ou seja, no lugar em que se instala a miséria e o desespero e onde não existem alternativas para enfrenta-las e as pessoas agem conforme seus instintos para tentarem sobreviver, e nestes movimentos de pretensa proteção ou omissão indesculpável, perdem a pouca humanidade que lhes resta."

Marilena Chauí mostra em vídeo a miséria e  SOLIDÃO que, num cenário a se consolidar, esperam o brasileiro pós golpe e pós consolidação da nova ordem econômica ultra liberal (https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/475162479274301/?pnref=story).

Apresenta o novo personagem desta ordem - o homem empresa – aquele que vende a si mesmo e seu portfólio pessoal, ao qual está intrinsecamente ligado.

Ele trará consigo a sua qualificação acadêmica – sua previdência privada - seu capital pessoal para se mover em busca de oportunidades, além disso, precisará ter um capital patrimonial próprio – ter onde morar, o que vestir,  como se deslocar.

Um mundo sem direitos – no qual o Estado (???) oferecerá serviços a quem conseguir preencher os requisitos monetários para obtê-los.

Para os demais, resta a exclusão, pura e simples.

..

A solidão que se vislumbra neste horizonte é tamanha que o indivíduo comum se sente completamente nu e desamparado frente a forças titânicas contra as quais nada pode opor.

..

E, é justamente este o local da barbárie em sua face atual, ou seja, o lugar em que se instala a miséria e o desespero e onde não existem alternativas para enfrenta-las e as pessoas agem conforme seus instintos para tentarem sobreviver, e nestes movimentos de pretensa proteção ou omissão indesculpável, perdem a pouca humanidade que lhes resta.

..

Sem o Estado, sem a proteção do Estado – o trabalhador desempregado fica sem amparo algum, o trabalhador de meia idade, com a perspectiva de não ter emprego, vê a si próprio no avançar da idade e com ela a decadência do seu vigor físico e mental e, de antemão, começa a sofrer de forma intensa temendo pelo seu porvir.

Passam a ver no seu horizonte próximo, a ausência de futuro, a urgência da velhice que se acerca a passos largos e um imenso vazio a sua frente.

Ao olhar ao seu redor – começam a ter a visão terrível do amanhã, a miséria extrema a que vão estar relegados os idosos, os deficientes, as crianças, e, intuitivamente passam a se sentir parte deste grupo.

Fecham-se os olhos e nada de sonhos, a realidade dura não mais lhes permite nem mesmo um resto de esperança.

Foi retirada toda a proteção social, e a miséria que espreitava o desemprego, se torna presente.

Este é o retrato de um novo mundo, mais insensível, mais bruto, mais selvagem,   um cenário pós reformas liberais – da previdência - trabalhista - do congelamento dos gastos públicos.

Este é o retrato de um caldo social em que, quase inevitavelmente, eclodirá uma imensa e irrefletida revolta, puro instinto – pura reação, sem controle.

No Brasil, em que não existem conflitos étnicos consideráveis, não há espaço para uma guerra civil, por fundamentos discriminatórios, religiosos ou de origem.

Entretanto, tal estado de coisas conduzirá ao surgimento de uma alta e generalizada criminalidade, grupamentos marginais e marginalizados, dispersos – situado em meio a grandes estruturas do crime organizado. 

...

Como nos situamos frente a tal conjuntura ou fatos.

Como combater, evitar que se chegue a esta situação.

Hoje a luta – nos grandes movimentos organizados – esta centrada pontualmente na Reforma da Previdência – e neste campo é dada ênfase a aposentadoria.

Ainda, de forma menos incisiva neste momento, outros setores centram sua prioridade na tentativa de barrar a Reforma Trabalhista.

De plano anoto que o setor mais atingido será não necessariamente o trabalhador enquanto titular de pretenso direito  ao descanso previdenciário, diluído num futuro incerto  – mas o que agrega a atual assistência social, e ampara idosos deficientes e crianças, ou seja, pessoas vulneráveis e em situação de miséria extrema, a serem atingidos neste momento concreto e não num espaço tempo ainda distante para muitos.

...

Voltamos a uma velha e esquecida lição.

Quando a luta que se trava é em torno de um modelo de sociedade,  o que temos que fazer é discutir a sociedade que queremos, o estado que queremos.

Mas discutir em termos em que todos se reconheçam e todos reconheçam suas necessidades e urgências passíveis de serem nele resolvidas.

E, da comparação do que tínhamos no modelo anterior é que deve emergir a nova forma de luta.

È centrado no que vamos perder e em nome do que vamos perder e, no que isto atinge a todos nesta reestruturação global, que exclui as pessoas como meros objetos descartáveis.

Como vai ficar a situação dos cidadãos em geral, dos trabalhadores, idosos,  deficientes, crianças, em suma, de pessoas comuns necessitadas de proteção do Estado.

A temática a ser abordada tem que ser sobre o Estado e sua função social – exercida até então.

E o que nos espera, a um e a todos, quando ele – Estado – deixa de servir de proteção a toda uma camada social – majoritária em número de componentes – que automaticamente passa, em termos exatos - a ser excluída da sociedade.

Aos cristãos e aos nem tanto, mirem-se em exemplos, Jesus Cristo dirigia-se a todos pobres, crianças, desamparados e mais, se dirigia aos então excluídos por excelência, aos leprosos, e até a estes procurava integrá-los, pois, entendia impossível a convivência plena e fraterna onde existisse, ainda que mínima, exclusão social.

....

O setor vinculado ao trabalho – público e privado – e incluído o trabalho informal ou via pequenas empresas não é o setor que se vê atingido em sua essência, ou melhor, neste  momento não se sente como objeto precípuo da reforma (erro essencial).

Na realidade – num certo ponto – efetivamente, neste primeiro passo estes setores são fragilizados, brutalmente fragilizados, mas não são exterminados.

Já o setor que hoje alberga a extrema pobreza, o que se faz, nesta reforma,  é uma guerra de extermínio.

E até mesmo neste campo – ora poupado (em termos)-, logo após concretizada  esta exclusão extrema, conviverá com o medo de serem reduzidos  a este contingente de excluídos, e isso será usado contra os trabalhadores.

...

Portanto, aqui fica lançada a pedra fundamental desta contra reforma.

Seu fundamento principal deve ser a denúncia do modelo anti-social que se esta implantando, a quem esta mudança atinge e a quem beneficia,  e os direitos que se esta retirando, mas tudo isso no contexto de modelo de Estado.

...

O setor de microempresários – eles também estão sendo e serão grandemente atingidos – justamente a parcela que foi  atraída pelo canto da sereia.

O outro setor, que foi  inebriado por esta perversa cantilena, é o setor público.

Neste setor, que foi um dos grandes responsáveis pelo anterior formatação do Estado de bem estar social e, que, por paradoxal que seja,  na atual conjuntura milita junto aos propagadores de sua destruição, é de onde pode emergir novamente uma reação.

Entretanto, tal tarefa somente terá êxito se for esclarecida a questão acerca da função do estado – e a partir dai de qual estado queremos -, os significados sociais das duas formas de estado hoje contrapostas e sua importância em nossa própria vida e trabalho realizados,  enquanto responsáveis e ao mesmo tempo destinatários pela consecução das políticas deste estado.

Devemos adentrar na discussão acerca do papel do estado – e da função por nós desempenhada, a sua valorização e a nossa valorização...

O advento do atual modelo  - que se esta implementando, destrói a visão do Estado necessário como fundamento de proteção e amparo e o  consolida como prescindível, como um peso a ser suportado por todos e, portanto, a ser descartado.

 

Repensar o estamento – funcionalismo/estado.

O Estado jamais poderia ter sido abrigo de elites econômicas – meio de ascensão social privilegiado – e realizado às custas do cidadão comum, agora cristalizado numa população marginalizada doente e faminta.

Necessário mudar o foco.

Nesta luta, vemos em muitos setores, o oportunismo vicejando como forma de luta.

Não buscam a supressão da reforma – mas proteção pontual dos efeitos dela – ou minimização de perdas.

Antes o fator econômico era preponderante,  todo funcionalismo – de elite - almejava ter seus salários atrelados ao teto, ou seja, ao salário dos Ministros do STF, agora – no próprio contexto da reforma -, não busca sua rejeição. Dentro do seu contexto corporativo, busca sua definição como carreira de estado – e com isso, privilégios de tempo de serviço e aposentadorias especiais, ou mesmo definição de sua totalidade como sendo serviço de excelência e de alta complexidade, o que acarretaria alto ônus ao Estado para mantê-los e a sua excelência e dessa forma minimizaria os efeitos da reforma para si e seus pares.

...

 

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Leandro A.

Se analisarmos todos os

Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 

O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.

A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.

Qualquer um que viva no Brasil de hoje sabe que as pessoas estão sequiosas de sangue, de revolução. Me atrevo a dizer: de demolição, implosão. Falta, ainda, o elemento catalisador, que desague toda essa frustração palpável nos pontos de ônibus, nas filas de supermercados, nas conversas de bar, nos postos de atendimento de saúde e no final de mês dos comércios de cada cidade desta Pindorama, Quando isto acontecer, não precisamos esperar pela racionalidade do processo.   

Na minha modesta opinião, penso que este estado de coisas permaneça até mesmo após as eleições de 2018, pois a crise não é só política, mas o colapso de uma forma de pensar o país, a sociedade. Aquele Brasil de 1980 para trás morreu, deu lugar a um grande Texas que fala português, (vejamos: ouve apenas sertanejo, põe no agronegócio todos os ovos da cesta), enfim, temos uma nova sociedade civil formada no consumismo feroz do modelo urbano americanizado, que teve na euforia economica dos tempos Lula sua energia de ativação, e, só agora começa a se dar conta de que a limitação a seus desejos não se trata de um mero "arrumar a casa", mas de uma realidade pela qual não esperavam e não se encontram preparados para lidar. Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos.  

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Aristoteles Coelho

Conta-se que o rei da Frígia

Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso ficou famoso.

Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria todo o mundo.

Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

(Wikipédia)

O "Grande Acordo" é o nó górdio, no Brasil a expressão "Grande Acordo"  não goza de boa reputação, pois quase sempre traduz varrer a sujeira para baixo do tapete, eu não te puno, você não me denuncia, esqueçamos o passado recente, foi mal, daqui para frente tudo vai ser diferente e vamos todos viver felizes.

Temos uma tradição de apaziguamentos, a independência foi negociada, a república, proclamada por um velho marechal doente, manteve quase intacto o sistema anterior, em 1930 tivemos um quase rompimento, mas no frigir dos ovos houve apenas um afastamento temporário do PRP, que se maquiou deu uma repaginada no visual e voltou como UDN.

Foi-se então ao estado novo, uma forma de se controlar as demandas sociais sem correr o risco de cair no temido comunismo, vem à redemocratização pós-guerra e o antes ditador volta nos braços do povo escanteando o PRP/UDN, esses não descansaram até tomar o poder em 1964 pela via soldadesca, o PRP/UDN se maquia de novo e vira ARENA.

Manda e desmanda até que no fim da década de 70 o ciclo claramente dava sinais de esgotamento e novamente tivemos "um Grande Acordo" mantendo intacta a super estrutura de poder que governa desde que índios trocavam pau-brasil por espelhos.

A Nova República como brilhantemente narrou o mantenedor desse espaço foi uma experiência de democracia "nunca dantes" experimentada por essas terras tupiniquins, mas embaixo da fabulosa mansão democrática estava o mesmo barraco intocado que de "Grande Acordo" em "Grande Acordo" nos trouxe até aqui.

Nos últimos tempos o jogo ficou mais extremo, depois de 12 anos consecutivos de governos Social Democratas, sim, porque o verdadeiro partido social democrata é o PT, o PSDB apenas quer, ou melhor queria, ser um, quando da sua fundação era chique, dava um ar europeu que um certo sociólogo adora, mas como dizia, doze anos de abstinência levaram a síndrome de Aécio, que ao invés de aceitar que doe menos resolveu chutar o balde, mas o excremento acabou batendo no ventilador e atingindo a todos.

Não há duvidas de que o país não agüenta uma guerra sem fim, mas quais os termos da rendição, ou seria armistício? Haverão julgamentos por "crimes de guerra"? “Generais” que promoveram massacres vão responder por seus crimes? Se definirão termos para que haja uma convivência civilizada sem ganhadores nem perdedores? Se o "Grande Acordo" for como os anteriores temo que apenas varreremos novamente o problema para debaixo do tapete.

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Instituições democráticas sem povo?

Uma concórdia para a salvação nacional tem de incluir não apenas o andar de cima, com sua classe política e os intelectuais - Lula, Requião, Bresser Pereira, Celso Amorim, Eugênio Aragão, Jean Wyllys, Ciro Gomes, Lindbergh Farias, Cláudio Lembo, etc. O povão, no andar de baixo, precisaria se conscientizar e ir em peso defender a democracia e a República do ataque dos abutres do rentismo e da grande mídia. Aí é que está difícil. O que mais ouço é o povaréu dizer que "políticos, juízes e governantes são todos corruptos e ladrões" e não há 'nada que se possa fazer além de pagar o dízimo e orar"' para sobreviver à barafunda.

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ciro medeiros

O príncipe da corrupção e o outro lado do rio

A mudança de posição do FHC é devido a mudança de percepção quanto as eleições para o congresso em 2018: o príncipe da verdadeira corrupção avistou mais de 70% do congresso indo pra esquerda em 2018 e, devido a isto, prefere a antecipar as eleições para que estas resultem em um governo de esquerda com maioria simples no congresso - um governo de esquerda amarrado pela PEC dos gastos. Um governo assim é o real sentido do termo "o outro lado do rio". 

 

Eventuais pressões que o executivo viesse a fazer sobre o congresso, incluindo chamar o povo à rua, para remover a PEC seriam usadas pela direita - ou, ao menos, a direita tentaria usa-las - para convocar uma intervenção militar. Além deste contra-ataque óbvio, haveria ainda o fato de que o país estaria em uma situação muito explosiva, mas sem uma orientação maciça do congresso - dos representantes do povo - para um dos lados. Este é o cenário a Globo poderia capitalizar para, juntamente, com alguns visitantes do Norte, implementar psy ops em um nivel mais pesado e violento do que presenciamos nos últimos anos: a estratégia de implantar o caos para destruir o oponente (aparentemente, os visitantes do Norte nos vêem de modo muito similar aos países do Oriente Médio; talvez isto tem algo a ver com a falta de cultura e de noção da nossa classe média).

 

O ponto central para qualquer estratégia da esquerda/grupos nacionalistas nesse momento é se fazer a seguinte pergunta: uma vez que a PEC dos gastos já foi aprovada, vale a pena eleger um presidente sem obter mais de dois terços do congresso? 

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Pedro Augusto

A MORTE DO

A MORTE DO PRESIDENTE

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2017/06/a-morte-do-presidente...

 

 

    

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Brasil amaldiçoado

O que se retira deste resumo de todoa a confluência de problemas e de agentes problema, é de que há muitos fatores que levam o Brasil à sua eterna desgraça e fracasso. Suas insituições, sua elite, sua cultura, sua mídia, suas tradições, suas leis, brazilian way of life, seu povo.

Tudo errado neste país amaldiçaodo desde antes de sua invasão em 1500.

Tudo aqui foi feito errado, pois estes projeto não foi planejado e cosntruído rpa ser um país próspero, mas apenas uma zona de exploração ilimitada para seus donos. E, percebem, para isto, o Brasil funciona perfeitamente! è até exemplar a nível mundial rpa qualquer país que se pretenda zona de livre exploração para a elite.

Nassif, que soluções podemos ter se quase todas as partes do acordo são más, corruptas e incompetentes? pensem, planejem e sonhem com o melhor Brasil possível, mas que chance real há de se realizar isto se, no fundo n inguém realmente quer um país justo, igual, bom? Se, no fundo, o qua todo mundoq uer (ou a esmagadora maioria) é simpelsmente entrar pra elite exploradora?

Talvez seja melhor abandonar tudo aqui, arriscar tudo em um país no exterior, um país de verdade, com um povo de verdade, com laços e objetivos de verdade, com um projeto de país de verdade.

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Francisco Nabuco de A Barreto Neto

Nassif, você sabe que o Requião propôs

Requião já fez sua proposta em vários locais. primeiro foi em evento ptomovido pelo PT com a Gleisi (dois dias depois presidenta do PT), o Ciro sabe, o Mangabeira deve estar articulando e o Villas Bôas não é um homem comum, mas um militar de visão estratégica refinadíssima.

NASSIF, VOCÊ, MINO E PHA ESTÃO BOICOTANDO O REQUIÃO?

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LAVA A JATO: “VISITA DA SAÚDE” – A DELAÇÃO DOS BANCOS

LAVA A JATO: “VISITA DA SAÚDE” (ANTES DA MORTE) – A DELAÇÃO DOS BANCOS POR PALOCCI

Por Romulus & Núcleo Duro

Aí vocês me perguntam:

- Mas então você está tranquilo, Romulus?

E eu respondo “tranquilamente”:

- Não: estou APAVORADO!

Enquanto o Dallagnol e cia. não entenderem que em Banco não se mexe (e eles não entenderam ainda, como verão mais abaixo...) e não aprenderem o que é "too big to fail", "risco sistêmico", corrida bancária e "alavancagem" de instituições financeiras (falidas contabilmente “de fato”), estamos correndo um ENORME risco.

Imagina quantos novos seguidores o Dallagnol não pensa que vai ganhar no Twitter falando que "prende e arrebenta"...

- ... os Setúbal/ Aguiar/ Safra/ Dantas/ Esteves??

Bancos:

- Ruim com eles...

- ... HOLOCAUSTO NUCLEAR sem eles!

 

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“ACORDÃO”: COMEÇA O FIM DA LAVA JATO (“TOO BIG TO FAIL”)

“ACORDÃO”: COMEÇA O FIM DA LAVA JATO (“TOO BIG TO FAIL”, ESTÚPIDO!)

Por Romulus & Núcleo Duro

- A Medida Provisória que permite ao Banco Central celebrar acordos de leniência – secretos! – com os Bancos muda o jogo.

- Esvazia sobremaneira o poder de chantagem da Força Tarefa da Lava a Jato – e de Palocci! – sobre o Mercado: a “bomba atômica” está em vias de virar uma...

- ... biribinha (!)

- Esse fato – tomado isoladamente – é ruim para o PT. E para Lula (!)

- Mas...

- Sempre se pode contar com a estupidez dos Procuradores de Curitiba. Eles que – até agora! – ainda não entenderam que o Acordão é...

- ... I-NE-VI-TÁ-VEL!

- Por quê?

- Ora, “é o too big to fail, estúpido!”.

- No caso, literalmente “estúpidos” M E S M O.

 

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Democracia

Nassif, nunca compreendi bem

Nassif, nunca compreendi bem esses tribunais políticos (STF e TSE) e as críticas ao "Judiciário de carreira". O fato deste órgão não ter lá muito compromisso político, pra mim, é fundamental para o equilíbrio de poderes. Que Congresso que atue politicamente quando for fazer os seus julgamentos. Qualquer judiciário serve é para aplicar a letra morna da lei. A importância dessa prerrogativa fica clara em situações como o do julgamento do TSE. O processo tinha 1.200 páginas. O que se menos discutiu na hora do julgamento foram questões legais. Ao meu ver, toda a crítica em cima da Lava- Jato decorre de sua atuação política, e não jurídica. Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. Então, se a República de curitiba avançou sobre o PT e de tabela no PMDB que outros tribunais faça os mesmo sobre qualquer agente político, independemente da sigla. Houve um avanço, apesar dos erros. O judiciário começou a fazer o seu papel enquanto Poder. Antes não fazia. Sua atuação  com rigor se restringia a civís. Agora, não venham os petistas para salvar o Lula, das ilegalidades, do Moro querer puxar um acordão. O vazamento da conversa do Reinaldo Azevedo é fichinha perto da prisão do Caroni em Minas Gerais, do Eduardo Guimarães e tantos outros casos. Os procuradores da Lava Jato tiveram uma coragem não antes vista. Do que adianta 1.200 páginas de processo se no final temos que "um crime não deve ser punido porque é suposto que todos o praticam"? Tudo bem que sobrou parcialidade e falta de preparo. Mas os tribunais superiores, que são bem preparados, nada fazem, por covardia e auto- interesse. Então não será embuindo tais instâncias de carácter político, como nos EUA, que as coisa irão melhorar. Pelo contrário. Basta ver a disputa dentro da PGR. Ou mesmo o alívio que o Temer deve ter tido em poder indicar dois ministros para o TSE.  

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Hmagalhaes

LULA

Lula tem as seguintes virtudes para pacificar o país:

Desejo da grande maioria do povo;

Passou incolome pela investigação sob todos os aspectos (e ilegal e grosseira) da pf e do moro (se for condenado só revela a ilegalidade do moro e da tal "justiça" já tão conhecida de todos), portanto ficha limpíssima;

Fala igualmente com o papa e o gilmar (até com o moro), com os empresários golpista e com todas as cores políticas;

Permite a salvação, ainda, do stf;

E, qualquer outro nome será um desastre. Não há outro que tenha um milésimo do que ele tem.

Quanto mais cedo, menor o desastre. É urgente.

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Deixe-me chorar pelo nosso destino cruel.

 

Deixe-me chorar pelo meu destino cruel. E porque eu desejo liberdade! Nesse momento choro pelo destino cruel de nosso Brasil que tem a pior burguesia da história da humanidade.  Uma burguesia bastarda, lesa-pátria.  Não, não acredito  que, nesse momento, nem através do voto podemos salvar esse país.  Só uma guerra civil poderá devolver o Brasil para o povo brasileiro.  Quem acredita em papai Noel, acreditará que eleições diretas salvarão o país com esse Congresso maldito, com esse judiciário maldito, com essa mídia maldita, com elite maldita, dentro um sistema eleitoral maldito e corrupto.  As instituições brasileiras estão todas podres. Precisamos de uma grande revolução, mas a maior das revoluções precisa acontecer dentro de cada um.  E isso é impossível porque a guerra de dominação é travada dentro das mentes das pessoas. O país continuará dividido pelos próximos 20 anos, independente de qualquer coisa.  E dividir um país e um povo foi a melhor estratégia de dominação que o império romano desenvolveu, implementado pelos EUA no momento. O Brasil foi dominado e destruído sem precisar de mísseis,porque a invasão americana foi realizada dentro da cabeça de cada brasileiro.  Existem no momento três avanços de dominação fundamentalista no país: o estado policial, inclusive incentivado pelos governos (aqui no Ceará não é diferente - está se criando uma "irmandade".  O movimento fundamentalista cristão (católico e evangélico), bem semelhante ao estado islâmico, não nos termos de atentados violentos, mas que maior violência do que dominação ideológica e proselitismo religioso?  E na música essa dominação com "sertanejo religioso com forró industrializado". Em síntese é a trituração cultural do brasileiro que nos imobiliza para entender as grandes questões que estão em disputa., 
Lascia Ch'io PiangaLascia ch'io pianga la cruda sorte
E che sospiri la libertà!
E che sospiri, e che sospiri la libertà!
Lascia ch'io pianga la cruda sorte
E che sospiri la libertà!
Lascia ch'io pianga la cruda sorte
E che sospiri la libertà!
E che sospiri, e che sospiri la libertà!
Lascia ch'io pianga la cruda sorte
E che sospiri la libertà!
Deixe-me chorar
Deixe-me chorar pelo meu destino cruel
E porque eu desejo liberdade!
E porque eu desejo, e porque eu desejo liberdade
Deixe-me lamentar o meu destino cruel
E porque eu desejo liberdade!
Deixe-me chorar pelo meu destino cruel
E porque eu desejo liberdade!
E porque eu desejo, e porque eu desejo liberdade
Deixe-me lamentar o meu destino cruel
E porque eu desejo liberdade! 

http://olhosdosertao.blogspot.com.br/2017/06/deixe-me-chorar-pelo-meu-de...

 

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E nem dá para dizer, como na

E nem dá para dizer, como na canção, "não chore ainda não".

O Tio Trump já definiu, em discurso em Miami, qual a sua doutrina para a América Latina, região onde os EUA, segundo suas palavras, tem:

"o dever de garantir a liberdade em países como Cuba e Venezuela – e em todo o hemisfério."

Assim, usando mais uma vez os versos do Chico Buarque:

"você, meu amigo, já pode chorar".

 

 

 

 

 

 

 

https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/301597/Trump-lan%C3%A7a-doutrina-imperial-para-intervir-na-Am%C3%A9rica-Latina.htm

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Temos o Bolsonaro, Nassif!

A direita ultrapassou qualquer limite para se fazer acordos. Sobrou para eles Bolsonaros, Dórias ou Hucks. 

Evidente que temos, sim personagem à altura. LULA. 

A direita deu "all-win" e se mostrou com um par de dois na mão. 

E a história está trazendo um Lula bem diferente dos Lulas de 2003 e 2007. 

A era dos acordões onde o pobre sempre se fudeu, está por acabar. 

 

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WG

Uma coisa é o que desejamos,

Uma coisa é o que desejamos, outra é o que as condições objetivas impõem. Ao apontar para um acordão, Nassif está sendo racional. Não acredito em ruptura, o mais provável é um grande acordo. As oligarquias acabarão por chegar a algum tipo de pacto e, para isso, precisam "eleger" uma figura pública de centro,  com ficha limpa, preparada para a tarefa de harmonizar os interesses dos diversos grupos em conflito. Alcançado esse ponto, a questão é saber como encaixar o fator 'Lula" nesse pacto. Talvez Lula aceite uma conciliação em que preserve sua imagem como estadista. Mas o país continuará à beira do abismo, o golpe de Estado feriu gravemente o estado de direito e mesmo que algumas "reformas" não passem, a economia não se recuperará com as políticas neoliberais. A instabilidade perdurará, pontencializando conflitos sociais de toda ordem.  O inferno brasileiro é resultado da incompetência, da estupidez e da desumanidade de suas oligarquias, e isso não tem pacto que faça mudar, nem constituições democráticas, nem estado de direito, nem o poder de negociação de um Lula. 

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Marcio Allen

Eleições

Somente as eleições de 2018 irão recompor essa estrutura de poder, lembrando que não haverá uma enxurada de dinheiro para financiar campanhas. Mas aí talvez tenhamos outro problema:  teremos que ver o que irá acontecer, pois foi necessário muita grana para Cunha eleger 150 deputados, será que com menos dinheiro ficará mais fácil recrutar bandidos em redutos eleitorais? A democracia é seu povo, sua relação entre as massas e seus líderes, quase sempre representantes de alguma elite, seja sindical, patronal, religiosa etc. Mas a  recomposição de forças se dará melhor num ambiente mais legítimo, referendado por uma eleição (se não melar, claro).

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Personagens à altura dos desafios que se têm pela frente?

Tem sim nassif, e está ai na nossa cara: LULA. 

O stf se desmoralizou, a classe empresarial se desmoralizou, o congresso é o que sempre foi, o país está perdido, e só há um personagem que pode reequilibrar e reerguer tudo isso: LULA. Alguem que fala com o papa e com gilmar mendes, ou com o moro super perseguidor, como temos visto. Você conhece alguém tão grande e descolado? 

A defesa do LULA é uma ode à constituição e aos direitos, quando os responsáveis pela constituição e os direitos falham tão lamentavelmente e não são exacrados pela vítima, exemplar. Grandeza pura.

O desastre é que as coisas estão tão desastradas que todo mundo sabe que a solução é o LULA, mas a burrice é tamanha que não se percebe que o que ainda pode salvar, por exemplo, o stf é o LULA.

Direta já e LULA é necessidade, o resto é o resto.

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe).

O único acordo que faço com

O único acordo que faço com coxinha agora é eu entrar com o pé e ele com a bunda. 

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QUANDO CHEGA A NOITE...  A

QUANDO CHEGA A NOITE...  A SOLIDÃO E O SENTIMENTO DE DESAMPARO NUM ESTADO SOCIAL DESTRUÍDO

"E, é justamente aí, em sua face atual, o local em que se instala a barbárie, ou seja, no lugar em que se instala a miséria e o desespero e onde não existem alternativas para enfrenta-las e as pessoas agem conforme seus instintos para tentarem sobreviver, e nestes movimentos de pretensa proteção ou omissão indesculpável, perdem a pouca humanidade que lhes resta."

Marilena Chauí mostra em vídeo a miséria e  SOLIDÃO que, num cenário a se consolidar, esperam o brasileiro pós golpe e pós consolidação da nova ordem econômica ultra liberal (https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/475162479274301/?pnref=story).

Apresenta o novo personagem desta ordem - o homem empresa – aquele que vende a si mesmo e seu portfólio pessoal, ao qual está intrinsecamente ligado.

Ele trará consigo a sua qualificação acadêmica – sua previdência privada - seu capital pessoal para se mover em busca de oportunidades, além disso, precisará ter um capital patrimonial próprio – ter onde morar, o que vestir,  como se deslocar.

Um mundo sem direitos – no qual o Estado (???) oferecerá serviços a quem conseguir preencher os requisitos monetários para obtê-los.

Para os demais, resta a exclusão, pura e simples.

..

A solidão que se vislumbra neste horizonte é tamanha que o indivíduo comum se sente completamente nu e desamparado frente a forças titânicas contra as quais nada pode opor.

..

E, é justamente este o local da barbárie em sua face atual, ou seja, o lugar em que se instala a miséria e o desespero e onde não existem alternativas para enfrenta-las e as pessoas agem conforme seus instintos para tentarem sobreviver, e nestes movimentos de pretensa proteção ou omissão indesculpável, perdem a pouca humanidade que lhes resta.

..

Sem o Estado, sem a proteção do Estado – o trabalhador desempregado fica sem amparo algum, o trabalhador de meia idade, com a perspectiva de não ter emprego, vê a si próprio no avançar da idade e com ela a decadência do seu vigor físico e mental e, de antemão, começa a sofrer de forma intensa temendo pelo seu porvir.

Passam a ver no seu horizonte próximo, a ausência de futuro, a urgência da velhice que se acerca a passos largos e um imenso vazio a sua frente.

Ao olhar ao seu redor – começam a ter a visão terrível do amanhã, a miséria extrema a que vão estar relegados os idosos, os deficientes, as crianças, e, intuitivamente passam a se sentir parte deste grupo.

Fecham-se os olhos e nada de sonhos, a realidade dura não mais lhes permite nem mesmo um resto de esperança.

Foi retirada toda a proteção social, e a miséria que espreitava o desemprego, se torna presente.

Este é o retrato de um novo mundo, mais insensível, mais bruto, mais selvagem,   um cenário pós reformas liberais – da previdência - trabalhista - do congelamento dos gastos públicos.

Este é o retrato de um caldo social em que, quase inevitavelmente, eclodirá uma imensa e irrefletida revolta, puro instinto – pura reação, sem controle.

No Brasil, em que não existem conflitos étnicos consideráveis, não há espaço para uma guerra civil, por fundamentos discriminatórios, religiosos ou de origem.

Entretanto, tal estado de coisas conduzirá ao surgimento de uma alta e generalizada criminalidade, grupamentos marginais e marginalizados, dispersos – situado em meio a grandes estruturas do crime organizado. 

...

Como nos situamos frente a tal conjuntura ou fatos.

Como combater, evitar que se chegue a esta situação.

Hoje a luta – nos grandes movimentos organizados – esta centrada pontualmente na Reforma da Previdência – e neste campo é dada ênfase a aposentadoria.

Ainda, de forma menos incisiva neste momento, outros setores centram sua prioridade na tentativa de barrar a Reforma Trabalhista.

De plano anoto que o setor mais atingido será não necessariamente o trabalhador enquanto titular de pretenso direito  ao descanso previdenciário, diluído num futuro incerto  – mas o que agrega a atual assistência social, e ampara idosos deficientes e crianças, ou seja, pessoas vulneráveis e em situação de miséria extrema, a serem atingidos neste momento concreto e não num espaço tempo ainda distante para muitos.

...

Voltamos a uma velha e esquecida lição.

Quando a luta que se trava é em torno de um modelo de sociedade,  o que temos que fazer é discutir a sociedade que queremos, o estado que queremos.

Mas discutir em termos em que todos se reconheçam e todos reconheçam suas necessidades e urgências passíveis de serem nele resolvidas.

E, da comparação do que tínhamos no modelo anterior é que deve emergir a nova forma de luta.

È centrado no que vamos perder e em nome do que vamos perder e, no que isto atinge a todos nesta reestruturação global, que exclui as pessoas como meros objetos descartáveis.

Como vai ficar a situação dos cidadãos em geral, dos trabalhadores, idosos,  deficientes, crianças, em suma, de pessoas comuns necessitadas de proteção do Estado.

A temática a ser abordada tem que ser sobre o Estado e sua função social – exercida até então.

E o que nos espera, a um e a todos, quando ele – Estado – deixa de servir de proteção a toda uma camada social – majoritária em número de componentes – que automaticamente passa, em termos exatos - a ser excluída da sociedade.

Aos cristãos e aos nem tanto, mirem-se em exemplos, Jesus Cristo dirigia-se a todos pobres, crianças, desamparados e mais, se dirigia aos então excluídos por excelência, aos leprosos, e até a estes procurava integrá-los, pois, entendia impossível a convivência plena e fraterna onde existisse, ainda que mínima, exclusão social.

....

O setor vinculado ao trabalho – público e privado – e incluído o trabalho informal ou via pequenas empresas não é o setor que se vê atingido em sua essência, ou melhor, neste  momento não se sente como objeto precípuo da reforma (erro essencial).

Na realidade – num certo ponto – efetivamente, neste primeiro passo estes setores são fragilizados, brutalmente fragilizados, mas não são exterminados.

Já o setor que hoje alberga a extrema pobreza, o que se faz, nesta reforma,  é uma guerra de extermínio.

E até mesmo neste campo – ora poupado (em termos)-, logo após concretizada  esta exclusão extrema, conviverá com o medo de serem reduzidos  a este contingente de excluídos, e isso será usado contra os trabalhadores.

...

Portanto, aqui fica lançada a pedra fundamental desta contra reforma.

Seu fundamento principal deve ser a denúncia do modelo anti-social que se esta implantando, a quem esta mudança atinge e a quem beneficia,  e os direitos que se esta retirando, mas tudo isso no contexto de modelo de Estado.

...

O setor de microempresários – eles também estão sendo e serão grandemente atingidos – justamente a parcela que foi  atraída pelo canto da sereia.

O outro setor, que foi  inebriado por esta perversa cantilena, é o setor público.

Neste setor, que foi um dos grandes responsáveis pelo anterior formatação do Estado de bem estar social e, que, por paradoxal que seja,  na atual conjuntura milita junto aos propagadores de sua destruição, é de onde pode emergir novamente uma reação.

Entretanto, tal tarefa somente terá êxito se for esclarecida a questão acerca da função do estado – e a partir dai de qual estado queremos -, os significados sociais das duas formas de estado hoje contrapostas e sua importância em nossa própria vida e trabalho realizados,  enquanto responsáveis e ao mesmo tempo destinatários pela consecução das políticas deste estado.

Devemos adentrar na discussão acerca do papel do estado – e da função por nós desempenhada, a sua valorização e a nossa valorização...

O advento do atual modelo  - que se esta implementando, destrói a visão do Estado necessário como fundamento de proteção e amparo e o  consolida como prescindível, como um peso a ser suportado por todos e, portanto, a ser descartado.

 

Repensar o estamento – funcionalismo/estado.

O Estado jamais poderia ter sido abrigo de elites econômicas – meio de ascensão social privilegiado – e realizado às custas do cidadão comum, agora cristalizado numa população marginalizada doente e faminta.

Necessário mudar o foco.

Nesta luta, vemos em muitos setores, o oportunismo vicejando como forma de luta.

Não buscam a supressão da reforma – mas proteção pontual dos efeitos dela – ou minimização de perdas.

Antes o fator econômico era preponderante,  todo funcionalismo – de elite - almejava ter seus salários atrelados ao teto, ou seja, ao salário dos Ministros do STF, agora – no próprio contexto da reforma -, não busca sua rejeição. Dentro do seu contexto corporativo, busca sua definição como carreira de estado – e com isso, privilégios de tempo de serviço e aposentadorias especiais, ou mesmo definição de sua totalidade como sendo serviço de excelência e de alta complexidade, o que acarretaria alto ônus ao Estado para mantê-los e a sua excelência e dessa forma minimizaria os efeitos da reforma para si e seus pares.

...

 

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Yasmine Saboya

Excelente! Perfeito!

Excelente! Perfeito!

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Maria Rita

Tenho uma sugestão para o

Tenho uma sugestão para o Nassif, um ensaio do quão possível poderia ser esse acordo. Que o blogue reúna colunistas de direita, centro e esquerda e provoque um grande debate sobre o tema. Se tivermos sobreviventes, saíremos da crise. Se tivermos alguma proposta de solução estaremos no lucro.  Tenho uma grande dificuldade em indicar nomes confiáveis da direita, mas devem existir, não? 

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luiz fazza antonio

Um grande acordo como saída para uma crise sem precedentes.

Sugiro que não sejam mais de 3 os representantes de cada grupo e que notórios alarmistas e representantes dos grupos de mídia não participem. Há que se buscar alguma solução palatável e sem tardar....

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A questão, Maria Rita, é que

A questão, Maria Rita, é que somente alguns poucos falam de acordo.

Enquanto isso, proseguem (a jato) o desmonte, a dilapidacão do patrimônio,  as reformas draconianas. 

Se houver um mínimo interesse em solucionar a barafunda, que promovam o freio de arrumação,  que se interrompa o frenesi entreguista e pró mercado.

Caso contrário, de nada vai adiantar propostas de direita, de esquerda, de centro. Tudo estará consumado e o país rapinado.

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Xadrez da barafunda institucional do pós-Temer

nunca antes neste país tantas pessoas pensaram tanto, tanto aqui neste Blog do Nassif quanto por toda a parte, num imenso esforço coletivo para compreender e construir coletivamente um novo rumo para o Brasil.

isto não tem volta. não haverá retorno.

este Brasil é nosso. como Povo reivindicamos nossa Nação. este é um salto qualitativo sem precedentes. não há como não ter conseqüências.

tudo é desafio: “a vida só é bela para os ressuscitados”

Mãos Dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.
.

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paulmoura

Ohhhhh!!!!

fantástico poema.

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Xadrez da barafunda institucional do pós-Temer

aaaahh!!! magnânima réplica.

http://jornalggn.com.br/noticia/boas-festas-e-um-2017-pleno-de-brasil

.

 

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Mario Ferreira

O grande acordo

O acordo é lutar permanentemente pelas eleições diretas.  Eleição indireta é pior do que Temer porque as reformas saião do mesmo jeito, só que com mais verniz de legitimidade. O grande acordo é deixar Temer sangrar até a úlima gota e, como o povo vai sangrar junto, tentar usar esse sofrimento para convencer os eleitores que a única solução é eleger uma maioria de parlamentares comprometida com uma pauta que combata fortemente a desigualdade social, acabando com o rentismo,  com a venda da Petrobrás e de outros ativos nacionais a preço de banana. Só com uma maioria de parlementares será possível alterar todas as reformas criminosas feitas pelo governo Temer  e promover mudanças necessárias à democracia no país (democratizar as comunicações, retirar concessões de rádio e televisão de políticos ou familiares, implantar a lei de abuso de autoridade, abrir a caixa preta do judiciário, demitir os corruptos ao invés de aponsentá-los, ...) . Esse é o grande acordo que o país precisa e que devemos ajudar a construir juntos como partidos como PSOL, PT, PCdoB, PSTU, PCO, PC, PDT, REDE, PSB, além de pessoas sérias de outros partidos, como Roberto Requião, por exemplo,

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Romanelli

bom, só que.. Só que temina

bom, só que..

Só que temina com uma indagação e uma SUBIDA NO MURO  ..assim, proponho listarmos alguns que achamos que estão a altura do desafio

..eu começo  ..valendo-me da coerência que estes personagens expressam ao longo de suas vidas

LULA

Celso Amorin

Nelson Jobin

Katia Abreu

Randolfo Rodrigues

Ronaldo Caiado

Roberto Setubal

Armando Monteiro

Luiz Carlos Bresser Pereira

Ciro Gomes

Vanessa Graziottin

Jorge Viana

Gleisi Hoffman

 

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Xadrez é um jogo muito

Xadrez é um jogo muito civilizado e austero para dar conta da barafunda, Nassif. Não tem como analisar o Brasil de hoje a luz da lógica racional. Tanto é que o mundo apagou o Brasil do mapa, por via das dúvidas, pelo menos provisoriamente, segundo o jornalista Nilson Lage.

Optaram por nos tratar através da galhofa apenas. Prova disso é que a empresa de games francesa do jogo Zombicide criou um novo personagem, o Count Temeraire, um vampiro corrupto "que não de contenta em apenas roubar o seu sangue".

O jogo para analisar o Brasil é o Zombicide não xadrez.

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Juliano Santos

por outro motivo

Não tenho inteligência acurada para ser enxadrista, mas acho que o jogo é inadequado para traçar o tabuleiro Brasil por outro motivo. Por mais civilizado que possa parecer, emula a guerra entre reinos. Duas coisas que abomino: Reinos e Guerras.

Minha impressão é que não poderemos nos considerar seres civilizados enquanto sustentarmos aristocracias e exércitos.

Acredito que o acordo está em execução. Não se dará em determinado momento. Por mais recuos que tivemos, eles servirão para mostrar os limites a que se sujeitam as instituições. Tudo é aprendizado e a história mal começou.

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WRamos

O "corrupto feiticeiro das

O "corrupto feiticeiro das trevas"

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Juliano Santos

Uma visão lúcida do que está ocorrendo com o país...

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Zé Antônio

Excelente artigo.

Excelente artigo.

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Ugo

começar

Da reforma partidária e lanternagem da CF88, tão urgentes quanto polemicas a envolver duzentos milhões de opiniões, a reforma de qualquer artigo da dita e falecida CF só teria validade com plebiscito popular.

Impossibilitar a uma OCRIM azeitada pelo dinheiro de empresas, boi, bala, bíblia, droga, mídia coma a atual composição parlamentar tomar o País com falsa legalidade.

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Sem acordo II

Acho que a postura das forças progressistas deve ser: Eleições de 2018 sem negociação. Se a direita vier com mais golpes é problema deles. Do nosso lado não pode haver nenhuma vacilação.

Lula é hoje lider absoluto nas pesquisas e em ascensão (por quê?); a mídia está economicamente inviabilizada e desmoralizada a ponto de a CBF do Andrez não passar mais o jogos na seleção na Globo;

O judicário e o MPF que ocuparam as atribuições da política, mostraram serem mais escrotos e corruptos que os próprios políticos que eles dizem combater. Com uma seletividade escancarada, basta ver que apesar da perseguição, o Lula é lider das pesquisas e não apenas entre os pobres, mas também é lider na classe média e entre os "mais ricos". Enquanto que o herói de Curitiba já nem é mais citado nas pesquisas.

Enfim, eu acho diametralmente o oposto. Nunca as condições foram tão favoráveis às forças progressistas e não podemos desperdiçar esta oportunidade. Na verdade, a direita é o nosso maior cabo eleitoral.

E o que resta para direita é: ou aceita o jogo eleitoral em que o Lula, um homem de centro, fará algumas reformas necessárias, que não conseguiu fazer antes, como a tributária, política, medios e judiciária; enfatizando a necessidade de juntar crescimento com alguma distribuição de renda ou, no médio prazo, a direita corre o sério risco de perder o pouco que eles conseguiram até aqui.

Claro que tem também o risco de a direita conseguir também tudo que ela quer. Mas ainda assim, é necessário que nós das forças progressistas corramos este risco.

Neste ínterim, temos de fazer uma ou duas greves por mês, ocupar as ruas, reorganizar as forças progressistas, fortalecer os sindicatos e partidos progressistas, etc.

Enquanto isso, o consórcio golpista vai se degladiando entre eles. 

Reforço: É agora ou nunca.

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Paulo Dantas

Todos os culpados em cana...

Todos os culpados em cana , isto seria um acordo.

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Jose Ribeiro Jr

Onde encarcerrar 200 milhóes,

Onde encarcerrar 200 milhóes, pergunto.

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Paulo Dantas

:)

:)

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Sem acordo

Nassif,

Peço desculpas, mas preciso desabafar que  há poucos anos atrás, você elogiava a "jestão" do Aécio e do Anastasia como governadores, sempre enfatizando a suposta gestão. Deu no que deu.

Depois, você rasgou elogios ao Gilmar Mendes, pela suposta coerência e em defesa da suposta constituição.

Compreendo que você é um homem de centro, dos negócios e, de fato, gestor. Inclusive é amigo pessoal de membros do psdb, chegou a servir como conselheiro dos governos FHC, é natural que assim pense, pois você (ou as pessoas que você orientou) deve ter muitos negócios em bolsas, câmbio, empresas, títulos públicos, etc. Logo, qualquer mudança "radical" pode atrapalhar em muito os negócios.

Eu entendo que você está tentanto passar o recado para o público aqui do blog, majoritariamente de esquerda: ou "acordão" (literalmente) ou fascismo.

Depois eu acho que você ignora a suposta correlação de forças, oras, não é o que queremos, mas sim  o que eles (eles quem?) querem. Logo, não adianta se iludir com as eleições em que o Lula eo PT são lideres absolutos. Ou impedem Lula ou impedem o PT ou as duas coisas.

Todas estas manobras são golpistas e redundarão em mais crises. Isto que você quer ignorar. Você propõe que o Lula vá à Casa Grande e entregue todo o capital, prestígio e votos gratuitamente. O que a PSDB tem para oferecer hoje? que não seja o medo que você tá tentando passar?

Continuo no próximo para não ficar tão chato

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J.marcelo

Caro Paulo Henrique,vou

Caro Paulo Henrique,vou defender o Nassif,este e outros blogueiros no mínimo sexagenários,estão "levando o Brasil nas costas",são linha de frente e estão levando bordoadas de gigantes NÃO SE EMPOLGUE nos comentários (já fiz e faço isso até hj TB)respeite o Nassif por favor!
Obs:Nassif,vou usar o seu argumento ao meu favor, vc já teve contato com tucanos certo!?Então peço q não me condene pq digo q virei amigos dos espiões americanos,estes atuais são do Trump, não são os do golpe do Obama,e se forem ,mudaram de atitude,bom se derem mancada,rompo na hora igual vc fez!

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eu não nego os méritos

Eu não nego os méritos do Luis Nassif, caso contrário não estaria aqui discutindo. Isto aqui é uma comunidade ímpar, onde aprende-se diariamente, discute-se política com P maiúsculo e principalmente com tolerância.

A questão é que vejo a proposta dele de propor "acordo" com as forças progressistas muito tardia. Não apenas porque a esquerda está no momento, melhor organizada, mas principalmente porque o psdb não tem abolutamente nada para nos oferecer que não seja o medo de serem os próximos a irem em cana (isto mesmo com toda a blindagem que esta quadrilha policial-judiciária dão a eles); além de existirem uns cinco psdb´s.

Até porque o psdb perdeu o controle que tinha dentro do aparato deste estado da meganhagem. Em resumo: a direita hoje não tem nada para oferecer. Aliás, o psdb não é um parceiro confiável. Basta ver a biruta de aeroporto que virou o psdb, um dia rompe com o governo golpista, outro dia elogia, outro dia volta, outro dia vai para cima do muro.

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Amigo Paulo Henrique penso

Amigo Paulo Henrique penso igual a vc,eles não têm mais nada a oferecer, eleições estarão aí ano q vem e para a esquerda será só alegria,acredito q da forma q Nassif propôs este acordo no texto soou perjorativo,por trás há uma preocupação grande com o país sair urgentemente da letargia,agora vc DEVERIA PEDIR DESCULPAS ao Nassif,pelas insinuações de cunho pessoal feitas por vc,não esquenta,isso é normal acontecer aqui,eu mesmo escrevo tanta bobagem aqui e depois até peço desculpas!

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João Pereira

Paulo nao foi ofensivo

O comentário do Paulo, concordando-se ou não com ele, foi pertinente. Não teve nada de ofensivo. 

Acordão que leve ao postergamento das soluções que o país necessita só levará a mais crises e procrastinação, mais retrocesso no curto e no longo prazo. Uma crise permanente. 

A direita fez uma aposta radical, canalha ao extremo. Perderam. Aos olhos das pessoas com um minimo de consciência e integridade - mesmo que de uma direita responsável, praticamente inexistente no Brasil - o que a oligarquia brasileira fez, e vem fazendo é imperdoável. Eles partiram com tudo para a destruição do contrato social, do contrato nacional, isto não é brincadeira.

Não é apenas tentando impor uma outra visão de Brasil, mas é um assalto que efetivamente leva à sua destruição. Em muitos países essa oligarquia e seus agentes, seus operadores, seriam fuzilados, no bojo de uma guerra civil. No Brasil, agora, a política tornou-se a guerra por outros meios.

Eles perderam qualquer vestígio de legitimidade; mas continuam com o poder e  a força na mão, que é o problema que temos que resolver. Bandidos da pior espécie, os que atentam contra o bem comum e pousavam de santos; quadrilha de bandidos e traidores da nação, no poder, isto é o que temos aqui.

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Entregamos o rei e recebemos o quê em troca? "Estabilidade"

Paulo Henrique Tavares, fiz a mesma reflexão no post de hoje do Rui Daher. O que eles têm para dar em troca de o PT entregar a eles antecipadamente as eleições de 2018? O que eles querem é que Lula se comprometa em não se candidatar, a partir dai, o livrariam de uma condenação ( praticamente não mais possivel em primeira instância). Rei, eles não têm mais, ainda que tenham muitas peças em postos chaves. O nosso rei esta em xeque, mas é ainda o mais forte. E se o retirarem do jogo covardamente, tem muitos brasileiros para lutarem por sua volta.

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Você acredita...

...você acha que a condenação do Lula em primeira instância é irreversível?

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paulmoura

dois...

peões em posição defensiva. 

Temos que levar esse "caos" criado por eles ao estertor. 

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paulmoura

dois...

peões em posição defensiva. 

Temos que levar esse "caos" criado por eles ao estertor. 

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PrezadoParece que um bloco

Prezado
Parece que um bloco de gelo caiu sobre você e o manteve hibernado durante 30 anos.
Algumas correções no que você escreveu:
1. Sou alvo de três processos de Gilmar Mendes. O próprio Gilmar me ofendeu pesadamente na sessão do TSE que pretendia cassar a chapa da Dilma, em dezembro de 2014.
2. A TV Cultura rompeu meu contrato devido a críticas que fazia, no blog, ao governo Serra. E o Serra cunhou a expressão "blogueiros sujos" para me atingir.
3. Desde os anos 90 venho denunciando as jogadas de taxas, mercados futuros e de câmbio. Em 2005 lancei o livro Os Cabeças de Planilha desnudando as manobras do mercado financeiro.
4. Fui admirador do choque de gestão em Minas, sim, e no início parecia funcionar. Ao contrário de você, não condeno ou absolvo pessoas ou políticas por afinidade política. Quando ficou claro que Aécio era um irresponsável, contaminando a gestão de Anastasia, tornei-me um crítico. E há anos atesto que o PSDB acabou, perdeu qualquer capacidade de formulação política.
5. Você não tem a menor noção sobre minha carreira e não tem a menor noção sobre sentido de pacto. Quem disse que pacto é rendição? Pacto é a estratégia de juntar forças tendo claramente em mente quem são os inimigos e quem são os possíveis aliados. Ou você acha que o PT está em condições de tomar o poder e impor as condições?
6. Faço parte de um grupo de pessoas que vem enfrentando o golpe, colocando em risco a estabilidade das nossas famílias, colocando em risco a própria segurança física. E vem você, na tranquilidade de um comentário sem compromisso, acusar-me de estar fazendo o jogo do mercado. 
 
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Luís,

foi exatamente o que quis dizer em meus dois últimos textos, porém sem a capacidade de bem me expressar como você. Bem, verdade que no opinionismo sou criação sua e de mais alguns.

Se tudo for não para um Acordo, ficaremos como estamos, o que só é bom para um grupo muito restrito da economia e da sociedade. 

Pelo que leio aqui, nem mesmo se cogita algo. Ou esperemos Lula ser eleito e veremos, novamente, a impossibilidade de o PT governar sozinho. Nem mais base aliada haverá, esfacelada que foi.

Abração

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Mas... nassif

De onde você tirou que "no meio do mandato da Dilma" e já tinha problema? Na verdade seu governo era vitorioso e sua popularidade enorme. Precisou de umas passeatas de junho 13, engendrada nos states, e uma campanha violenta e massacrante contra ela para que no segundo mandato, reeleita apesar da campanha, eles a enterrassem.

Todo seu artigo tem que ter queixas contra a Dilma que não tem sentido. Ela fez um bom governo (minha casa, mias médicos, leis das empregadas, 1 tri de investimentos do pac2,  transposição do s francisco, ferrovia norte-sul, vencia o apagão do sertor elétrico, copa, obras das olimpíadas, etc) e é um exemplo de seriedade e honetidade.

A birra a Dilma é, como o tal pacto que vc propõe, sem sentido.

No mais, minha admiração e meus parabens.

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Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe).

Hc, vou me meter na conversa.

Quando a China, maior parceira comercial do país, reduziu o crescimento de 11 para 7% era o sinal de que a crise estava atingindo o Brasil. A própria Dilma já admitiu que errou qiando desonerou empresas acreditando que elas investiriam em geração de  empregos. Depois veio o Joaquim Levi e....

Concordo com você que essa birra é um exagero. A oposição se aproveitou dos erros e da falta de traquejo político. Ela ganhou a eleição de 2014 com o país em pleno emprego. Em 2015 a coisa mudou de figura.

E agora o país caindo  em queda livre.

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helio dias horvath

a bagunca

Deixo de lado certas consideracoes sobre como sao feitas as reflexoes ou como se formula o que se diz neste momento. E notavel, porem, como vai se fixando no meios de comunicacao, notadamente nos blogs de opiniao,a ideia que se passou a viver uma bagunca institucional no Brasil, que vem se ampliando a medida que novos acontecimentos vao se acumulando numa narrativa cada vez mais sentido. O quotidiano deixou de ser inteligivel para muitos, restando a penosa alternativa das referencias a este e aquele, ou seja, uma degeneracao emocional de uma velha tatica da politica, a fulanizacao. Ora, melhor seria reconhecer, sem demora, que as opinioes tem vivido muito mais da mao para a boca que da paciencia estrategica.

De fato, o cenario hoje e ainda o mesmo dos dias seguintes ao impeachment da Presidenta Dilma Roussef, quando ela apresentou sua peticao ao STF, argumentando, com razao, ter sido retirada do exercicio de seus poderes legais por um golpe de estado. Nao erro se insistir em que sua peticao ainda nao foi apreciada pelo plenario do STF. Erra, sim, quem acredita ingenuamente que os ministros do STF deixarao sua demanda sem resposta, qualquer que seja ela, devo dizer, em respeito aos que ja desanimaram de que isto venha a acontecer um dia.

Vem deste desanimo, e em outros casos da ma-fe, da ignorancia ou mesmo de um rasteiro oportunismo, a leviandade com que sao tratadas as questoes institucionais do estado brasileiro. Tudo isto nao passa de ma politica, infelizmente.

Eleicoes diretas para que? Nos ja as tivemos em 2014!

Que arranjos fazer com este parlamento apodrecido ate a medula? Nenhum e evidente, como tambem e evidente que os que votaram a favor do impedimento de Dilma devem ser cassados e presos, alem de substituidos por seus suplentes!

Julgamento ja!

 

 

 

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