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Na Uerj, crise financeira faz evasão de alunos dobrar

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Foto:Tania Rego/Agência Brasil
 
Jornal GGN - A grave crise financeira enfrentada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fez a evasão de alunos dobrar no ano passado e também prejudica o interesses dos candidatos para o vestibular de 2018. 
 
Ruy Garcia Marques, reitor da universidade, afirma que houve uma diminuição nas inscrições no vestibular. “Até em casa, meu filho, de 16 anos, me diz que não sabe se quer ir para a Uerj", afirma. Para ele, levará tempo “para a gente recuperar a grandeza” do nome da universidade. 
 
A situação vivida pela Uerj é um reflexo da crise nas finanças do governo do Estado do Rio de Janeiro. Neste ano, o início das aulas foi adiada inúmeras vezes, e os alunos ainda estão cumprindo o calendário acadêmico do ano passado. Além disso, salários de técnicos e professores e o pagamento para os alunos bolsistas estão atrasados. 
 
Leia mais abaixo: 
 
Da Agência Brasil
 
 
Vinícius Lisboa
 
Com três pagamentos atrasados para técnicos e professores e um calendário acadêmico que ainda não saiu de 2016, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) viu dobrar a evasão de alunos no ano passado. Segundo afirmou hoje (14) o reitor da universidade, Ruy Garcia Marques, a percepção dos problemas na instituição já afeta também a busca de candidatos ao vestibular de 2018.
 
"Está sendo notada essa diminuição [de inscrições no vestibular]. Mas certamente isso iria acontecer. Até em casa, meu filho, de 16 anos, me diz que não sabe se quer ir para a Uerj", lamenta o reitor, que defende a instituição, considerada uma das mais conceituadas do país: "Sem dúvida nenhuma a Uerj vale a pena, mas vai levar tempo para a gente recuperar a grandeza desse nome."
 
Em entrevista à imprensa na manhã de hoje (14) o reitor descreveu os problemas que a universidade enfrenta desde o ano passado. Todo ano, segundo Ruy Garcia Marques, 300 a 400 alunos deixam a universidade, número que dobrou em 2016.
 
O reitor chamou a atenção para o impacto dos atrasos de pagamentos na permanência dos alunos bolsistas na instituição,que é pioneira em ações afirmativas no país. Cerca 10 mil alunos cotistas e não cotistas em dificuldades financeiras recebem mensalmente um auxílio de R$ 450. "São bolsas pequenas, mas absolutamente indispensáveis para a locomoção e a frequência deles na universidade."
 
Atualmente, os técnicos administrativos da universidade estão em greve. Eles estão sem os salários de abril e maio e também não receberam o décimo terceiro salário de 2016. Os professores continuam dando aulas de acordo com suas possibilidades de deslocamento para a universidade, mas a situação salarial é a mesma.
 
"Muitos alunos não estão conseguindo comparecer às aulas, assim como docentes, que estão vendendo carro, voltando a morar com seus pais. Técnicos administrativos [vivem] a mesma coisa, pegam empréstimos. Está afetando todos os segmentos."
 
Os problemas de pagamento põem em risco o funcionamento de serviços prestados à sociedade, como o atendimento de psicologia e odontologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto. O reitor afirma que há risco de que esses serviços sejam suspensos, assim como pesquisas que dependem de recursos estaduais para sua manutenção.
 
"A pesquisa não é uma coisa que a gente possa interromper aqui, e daqui a seis meses, quando as coisas melhorarem, a gente recomeça. Tem que recomeçar do zero."
 
Ontem, o governo do estado informou que a folha de pagamento deve ser regularizada em 45 dias, com a adesão do estado ao Plano de Recuperação Fiscal da União.
 
Servidores estaduais da educação, da segurança pública, administração penitenciária e defesa civil devem receber os salários de abril e maio ainda hoje. A Uerj é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social.
 
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3 comentários

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Impressionante o paulistocentrismo do Blog!

O assunto nao interessou a ninguém... Ao passo que qualquer espirro sobre Usp ou Unicamp dá ibope.

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imagem de Claudionor de Medeiros
Claudionor de Medeiros

Quando minhas bibliografias

Quando minhas bibliografias compulsórias ou não tiverem quantitativamente autores uerjianos, me pronunciarei entusiasticamente

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Se nao têm, vc anda consultando más bibliografias

A Uerj nao se compara à Unicamp em geral, OK (mas em algumas áreas sim). Mas é uma das melhores universidades brasileiras e seus professores têm produçao acadêmica de qualidade. Nao adicione preconceito ao seu provincianismo.

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